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	<title>Arquivos Elisa Lucinda &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Elisa Lucinda &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>10 anos do Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Dec 2023 18:23:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tharek Alves Em 2013, com duas mixtapes e dois EPs lançados, Emicida já tinha grande impacto dentro do cenário do rap e era reconhecido como um grande músico e compositor. Contudo, foi apenas com o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio que ele atingiu o público geral e consagrou seu nome dentro da música &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-glorioso-retorno-de-quem-nunca-esteve-aqui-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos do Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32168" aria-describedby="caption-attachment-32168" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-32168" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-3.jpg" alt="Capa do álbum O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui. Na imagem, Emicida está em destaque, centralizado, com o enquadramento da foto cortando seu rosto do nariz para cima, e da cintura para baixo.Ele usa um terno na cor cinza claro e segura nas mãos um microfone de modelo clássico. O fundo da imagem é bege. No canto superior esquerdo, está escrito em letras pequenas “Emicida”, na mesma cor do fundo, e ao lado direito do Emicida, mais ao centro, está escrito em letras pretas “O Glorioso Retorno De Quem Nunca Esteve Aqui”." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-3.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-1-3-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-32168" class="wp-caption-text">O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui foi o primeiro disco de estúdio de Emicida (Foto: Laboratório Fantasma Produções)</figcaption></figure>
<p><b>Tharek Alves</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2013, com duas </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtapes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e dois </span><i><span style="font-weight: 400;">EPs</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançados, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emicida/"><span style="font-weight: 400;">Emicida</span></a><span style="font-weight: 400;"> já tinha grande impacto dentro do cenário do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e era reconhecido como um grande músico e compositor. Contudo, foi apenas com o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio que ele atingiu o público geral e consagrou seu nome dentro da música nacional. Após dois anos sem lançar novas composições, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/57PWjWHzqzODblomXxnQca?si=FnfySIslQL-VN0erwt6PDw"><i><span style="font-weight: 400;">O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi uma volta do cantor para os fãs e, ao mesmo tempo, uma estreia para aqueles que ainda não conheciam suas obras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 21 de Agosto daquele ano, Emicida buscou no álbum a inovação, para evitar a mesmice e a repetição daquilo que já havia lançado. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu isso através da mistura do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> com outros estilos musicais, como samba, </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com letras pesadas e impactantes como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/08ruTdy0c38Lr44UgJNwAi?si=f81bdf7587334fb1"><i><span style="font-weight: 400;">Bang!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que relata as dificuldades de não se desviar de seu caminho e o racismo escancarado de nossa sociedade, e faixas suaves e românticas como a declaração de amor que é </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4XlMzWC8jUKd6nTXcQmWF8?si=2848f5cba8a84c83"><i><span style="font-weight: 400;">Alma Gêmea</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o debute do artista veio para alcançar variados públicos e mostrar sua versatilidade musical. </span></p>
<p><span id="more-32163"></span></p>
<figure id="attachment_32167" aria-describedby="caption-attachment-32167" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32167" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-2-3.jpg" alt="Imagem de divulgação. Emicida segura as laterais do paletó desabotoado, enquanto posa para a foto. Ele usa um terno na cor cinza claro. Ao fundo da imagem, há um fundo liso na cor cinza escuro." width="600" height="334" /><figcaption id="caption-attachment-32167" class="wp-caption-text">Emicida apostou na mescla de ritmos musicais com rap para inovar em seu primeiro álbum (Foto: Marcos Serra Lima)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Abrindo o álbum com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4dAUOtAYGbzKSKIJpY78OO?si=f5574d14cac74ad3"><i><span style="font-weight: 400;">Milionário do Sonho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Emicida se junta à poetisa e atriz Elisa Lucinda (</span><a href="https://personaunesp.com.br/o-pai-da-rita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Pai da Rita</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/manhas-de-setembro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) para apresentar um recurso que será recorrente durante toda a obra: as poesias. Utilizadas como interlúdio entre as faixas, elas são distribuídas por todo o disco, retratando a caminhada do jovem cantor paulistano, com as dificuldades que passou durante sua vida. Ambos fazem críticas ao preconceito e a sociedade capitalista, e incentivam a união do povo preto e periférico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Emicida assume um lado Leandro (seu nome de nascença) em algumas faixas, com relatos de sua vida pessoal. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6ttr8uK3KcGCnTghOm3hwN?si=2bd83e82e15143ad"><i><span style="font-weight: 400;">Crisântemo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> reconta, de maneira forte, a morte do pai, ocorrida durante uma discussão de bar no dia de seu próprio aniversário. Através de uma melancólica poesia, Dona Jacira, mãe do cantor, relata sua versão do acontecido e o sentimento que a perda da figura paterna acarretou na vida da família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7LsxnS3jwRa0EB7Gq78lkf?si=6104fbdde07446b2"><i><span style="font-weight: 400;">Sol de Giz de Cera</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> traz doçura para o álbum, além de mostrar um lado mais emocional e íntimo do cantor. Com as participações da cantora Tulipa Ruiz (</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7CsBswgYYISQdoy5DqSywx?si=4KDCrPqbRLWR6Rq7qnbj7w"><i><span style="font-weight: 400;">Habilidades Extraordinárias</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e da filha do artista, Estela Vergílio, a letra fala sobre o dia a dia do pai com a menina. Ao colocar essa música logo após </span><i><span style="font-weight: 400;">Crisântemo</span></i><span style="font-weight: 400;">, Emicida expõe dois contrastantes momentos de paternidade ocorridos em sua vida, que são tão comuns na história de milhares de brasileiros.</span></p>
<figure id="attachment_32166" aria-describedby="caption-attachment-32166" style="width: 615px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32166" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-3.jpg" alt="Imagem de divulgação. Emicida caminha sobre um gramado em uma região periférica. Atrás dele, são vistas no horizonte as casas do morro. O rapper usa roupas sociais, sendo um colete na na cor cinza, uma camisa social branca, calça também na cor cinza e um óculos escuro." width="615" height="385" /><figcaption id="caption-attachment-32166" class="wp-caption-text">O álbum fez tamanho sucesso que teve a música Zóião compondo a trilha sonora da novela Sangue Bom (Foto: Ênio César)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após ficar distante dos projetos do Emicida, Felipe Vassão voltou para produzir o primeiro álbum do MC em seu glorioso retorno. Assim como em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2LAhOdcfPJUgWqwm6zmLG6?si=594981b7796b4e58"><i><span style="font-weight: 400;">Avua Besouro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2010) e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YMJOmIuUwiM"><i><span style="font-weight: 400;">Triunfo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2009) &#8211; antigos trabalhos do produtor com Leandro &#8211; ficou sob sua responsabilidade orquestrar o lado musical do disco. Com uma harmoniosa mistura instrumental, o maracatu de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/24C4UACzRLocJHoicrvQH3?si=7dcb547cfe6c448a"><i><span style="font-weight: 400;">Samba do Fim do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/22RsozOAtPlJVDtvQlh93u?si=e40631628a15485b"><i><span style="font-weight: 400;">Nóiz</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se assemelham aos dois </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> anteriores da dupla, numa nostálgica lembrança para os fãs que seguiam o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> desde seus primeiros lançamentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aqueles que conheceram o Emicida pelas obras mais recentes, parece comum ver seus lançamentos atuais em flerte com a MPB e o samba. Porém, foi em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5txZzPfrDAMLbxJr3OoG3c?si=c633dd7ce7ef42b6"><i><span style="font-weight: 400;">Trepadeira</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6Vad22SlhO3g0OevENcO4X?si=2ee529904b5144cd"><i><span style="font-weight: 400;">Hino Vira-Lata</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que essa mescla aconteceu pela primeira vez. Futuras produções, como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0gGjX0aUg7OaUSAhi1CmDk?si=3d22aa47cbfb4039"><i><span style="font-weight: 400;">Passarinhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015), </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4yEBOuDHhrFeGXyXNJ3C4y?si=597c4d3058a74b3c"><i><span style="font-weight: 400;">Quem Tem Um Amigo (Tem Tudo)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019) e outras </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> posteriores, tiveram o pontapé inicial nessas duas faixas, que colocam rimas sobre os divertidos acordes de cavaquinhos e a percussão da roda de samba.</span></p>
<figure id="attachment_32165" aria-describedby="caption-attachment-32165" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32165" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-4.jpg" alt="Imagem de divulgação. Na foto, Emicida está sentado, apoiando os braços sobre os joelhos e olhando para frente, em direção à câmera. Ele usa camiseta lisa e um boné com a frase “A rua é noiz”. A imagem está em preto e branco." width="620" height="465" /><figcaption id="caption-attachment-32165" class="wp-caption-text">Emicida consagrou seu nome na música brasileira e futuramente fez parcerias com artistas como Caetano Veloso, Vanessa da Mata e Zeca Pagodinho (Foto: Fernanda Negrini)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um álbum repleto de músicas sensacionais, há aquelas que se destacam, ainda assim. É o caso dos estrondosos sucessos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Levanta e Anda</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2C9LPYpH9YUgROQDHfRXrU?si=7e890d0504414758"><i><span style="font-weight: 400;">Hoje Cedo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que continuam figurando entre as canções mais ouvidas do cantor, 10 anos depois de seu lançamento original. Ambas as faixas levaram Emicida para as rádios de todo o país e também para a maioria das pessoas que ainda não conheciam seu trabalho.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Eu sei, sei cansa / Quem morre ao fim do mês / Nossa grana ou nossa esperança</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Emicida em Levanta e Anda</span></i></p></blockquote>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0JSux25Te5HYMSr2D64d02?si=e7ccfc9972f8478b"><i><span style="font-weight: 400;">Levanta e Anda</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria com o cantor Rael, abre o álbum e pode parecer suave e tranquila em um primeiro momento, devido a sua melodia. Porém, de maneira incisiva, a letra fala sobre manter a cabeça erguida, mesmo com todas as dificuldades da vida, vindo como fortes socos de motivação. Através da sensibilidade da produção, Emicida convida as pessoas a refletirem sobre si mesmas, acreditarem em seu potencial e perseguirem seus sonhos. Muito mais que um simples som, a música virou um hino de esperança para todos que enfrentam as árduas dificuldades do dia a dia.</span></p>
<figure id="attachment_32164" aria-describedby="caption-attachment-32164" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32164" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-800x569.jpg" alt="Imagem de divulgação. Emicida está sentado em uma poltrona de couro marrom, com um fundo vermelho atrás do cantor. Ele veste calça, camiseta de manga longa, um óculos escuro, boné virado para trás e um relógio, todos na cor preta." width="800" height="569" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-800x569.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-1024x729.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-768x546.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-1536x1093.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1-1200x854.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Imagem-5-1.jpg 1633w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32164" class="wp-caption-text">Em 2018, Emicida regravou alguns dos sucessos do Glorioso Retorno no álbum 10 Anos de Triunfo, em comemoração a uma década de carreira (Foto: Daryan Dornelles)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Hoje cedo não era um hit/era um pedido de socorro</span></i><span style="font-weight: 400;">” é um verso de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5p3LIyy38s0QQNoSTwbZXX?si=6a2f93e98cc84836"><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), cantado por Emicida. Com 6 anos de diferença entre os lançamentos das duas músicas, é possível ver a importância dessa faixa para o artista. Em uma letra que fala sobre deixar de lado os próprios princípios para alcançar o sucesso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hoje Cedo</span></i><span style="font-weight: 400;"> retrata um choque de realidade recorrente na vida daqueles que saem de classes sociais mais baixas e buscam a ascensão econômica. A colaboração com </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/pitty/"><span style="font-weight: 400;">Pitty</span></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe uma mistura notável entre a suavidade e a potência vocal da cantora de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> com as rimas densas do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper. </span></i><span style="font-weight: 400;">O resultado foi não apenas um sucesso estrondoso, mas também um emocionante desabafo por parte do cantor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o lançamento de seu disco, Emicida firmou-se entre os grandes nomes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Brasil. Com o poder de seus versos, versatilidade de estilos e muita inteligência, o cantor marcou a geração e virou referência, seja para os membros da velha-guarda do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Racionais+MC%27s"><i><span style="font-weight: 400;">Racionais MC’s</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou para aqueles que firmaram-se posteriormente ao seu lançamento, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=BK"><i><span style="font-weight: 400;">BK’</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=djonga"><i><span style="font-weight: 400;">Djonga</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e tantos outros que foram influenciados por sua obra.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das maiores obras não só do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional, mas da música brasileira. Os números de </span><i><span style="font-weight: 400;">views</span></i><span style="font-weight: 400;"> das canções, as bilheterias da turnê do projeto ou os prêmios recebidos &#8211; como melhor álbum do ano pela revista </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/galeria/os-melhores-discos-nacionais-de-2013/#imagem9"><i><span style="font-weight: 400;">Rolling Stones</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e melhor turnê pelo </span><a href="https://guia.folha.uol.com.br/shows/2013/12/1389963-melhores-de-2013-cinco-shows-nacionais-empatam-na-primeira-posicao-veja-lista.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Guia Folha de S.Paulo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; não são capazes de mensurar o tamanho e a importância desse álbum. Em seu glorioso retorno, Emicida mostrou que suas músicas devem estar sempre aqui.</span></p>
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		<title>O Pai da Rita celebra um reencontro de gerações</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Nov 2021 19:30:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>João Batista Signorelli “A Rita levou meu sorriso/No sorriso dela/Meu assunto/Levou junto com ela/E o que me é de direito/Arrancou-me do peito/E tem mais…” cantava Chico Buarque em uma de suas primeiras gravações. Mas, afinal, quem foi essa Rita que arrasou os sentimentos do artista? Em O Pai da Rita, novo longa de Joel Zito &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-pai-da-rita-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Pai da Rita celebra um reencontro de gerações"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24464" aria-describedby="caption-attachment-24464" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24464" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pai-da-rita-1.jpg" alt="Imagem de divulgação do filme O Pai da Rita. A imagem mostra da esquerda para a direita, Pudim, Ritinha e Roque. Pudim é um homem negro de barba grisalha, boina, e jaqueta jeans sobre uma camisa estampada. Ritinha é uma mulher negra de cabelo afro, brincos dourados e vestido vermelho estampado de flores. Roque é um homem negro de cabelos brancos, chapéu panamá branco, camisa beje e marrom, e calça branca." width="1000" height="628" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pai-da-rita-1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pai-da-rita-1-800x502.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pai-da-rita-1-768x482.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24464" class="wp-caption-text">O Pai da Rita foi exibido na Mostra Brasil da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: O2 Play)</figcaption></figure>
<p><b>João Batista Signorelli</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“A Rita levou meu sorriso/No sorriso dela/Meu assunto/Levou junto com ela/E o que me é de direito/Arrancou-me do peito/E tem mais…” </span></i><span style="font-weight: 400;">cantava Chico Buarque em uma de suas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xP_2lD8-6Yc"><span style="font-weight: 400;">primeiras gravações</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, afinal, quem foi essa Rita que arrasou os sentimentos do artista? Em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pai da Rita</span></i><span style="font-weight: 400;">, novo longa de Joel Zito Araújo que estreou na Mostra Brasil da 45ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, a tal da Rita não roubou somente o coração de Chico, como também de dois sambistas da Vai-Vai, em um filme leve e divertido, que celebra a paternidade e o reencontro de gerações.</span></p>
<p><span id="more-24462"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Joel Zito Araújo, que neste ano também participa do júri da Mostra, tem uma vasta experiência em curtas e longas documentais, além de já ter realizado um outro filme de ficção, </span><i><span style="font-weight: 400;">Filhas do Vento</span></i><span style="font-weight: 400;">, que levou vários Kikitos no </span><a href="http://festivaldegramado"><span style="font-weight: 400;">Festival de Gramado</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2004. Preservando seu interesse em </span><a href="https://revistacontinente.com.br/secoes/entrevista/-nos-negros-fazemos-um-autentico-cinema-brasileiro-"><span style="font-weight: 400;">representar na tela</span></a><span style="font-weight: 400;"> a população negra brasileira, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pai da Rita</span></i><span style="font-weight: 400;"> é seu segundo longa de ficção, em que se aproxima, pela primeira vez, da comédia e do Cinema popular, tendo as locações do tradicional bairro do Bixiga na capital paulista como pano de fundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto lidam com uma nova geração ganhando espaço dentro e fora das escolas de samba, Roque (Wilson Rabelo) e Pudim (Ailton Graca), dois compositores solteiros da velha guarda da tradicional </span><a href="https://www.vaivai.com.br/"><span style="font-weight: 400;">Escola de Samba Vai-Vai</span></a><span style="font-weight: 400;">, têm sua amizade abalada quando Ritinha (Jéssica Barbosa), a filha de Rita, um antigo amor de ambos, surge em suas vidas. Estando cada um convicto de ser o pai da jovem, a relação dos dois corre risco de ruir quando eles passam a competir um com o outro no desejo de assumir a paternidade legítima de Ritinha. </span></p>
<figure id="attachment_24463" aria-describedby="caption-attachment-24463" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pai-da-rita-3.jpg" alt="Cena do filme O Pai da Rita. A imagem mostra Pudim e Ritinha em um parque, diante de um busto de Adoniran Barbosa. Pudim veste chapéu branco, camisa vermelha e um grande colar, e Ritinha veste uma camisa clara estampada, com uma bolsa no ombro." width="1280" height="535" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pai-da-rita-3.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pai-da-rita-3-800x334.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pai-da-rita-3-1024x428.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pai-da-rita-3-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/pai-da-rita-3-1200x502.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24463" class="wp-caption-text">O filme terá distribuição pela O2 Play, e ainda não tem data de estreia nos cinemas divulgada (Foto: O2 Play)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme não se apressa em introduzir o conflito principal, aproveitando todo o primeiro ato para apresentar a dinâmica entre os personagens, as subtramas, e as informações-chave para que a história fluísse naturalmente assim que a potencial filha surgisse na vida de Roque e Pudim. Nesse meio tempo, somos também apresentados a um formidável elenco de coadjuvantes que habitam o bairro do Bixiga, com destaques para Paulo Betti fazendo um divertido garçom de uma cantina italiana, Elisa Lucinda interpretando uma prostituta que se distanciou de seu seio familiar, e Lea Garcia, que brilha como uma figura matriarcal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o grande coração da obra está em Wilson Rabelo e Ailton Graça, que encarnam Roque e Pudim com leveza e vivacidade. Um é a antítese do outro: enquanto Roque é introvertido mas sempre elegante e arrumado com sua camisa bem passada e chapéu, Pudim é desleixado, piadista, e o melhor tiozão que alguém poderia ter. Rabelo e Graça trabalham muito bem o entusiasmo e os contrastes de seus personagens, fazendo deles os perfeitos opostos que se complementam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro assinado por </span><span style="font-weight: 400;">Di Moretti faz dessa história sobre uma paternidade restituída também uma narrativa de conciliação de diferenças culturais e geracionais. Ao longo do filme, Roque e Pudim são recebidos com louvores pela juventude negra, os velhos sambistas fazem as pazes com a nova geração do samba, e, em uma das mais belas cenas da produção, vemos a celebração de uma colorida e vibrante </span><a href="https://globoplay.globo.com/v/7176705/"><span style="font-weight: 400;">missa afro</span></a><span style="font-weight: 400;">, mostrando que tradições de origens tão diferentes podem harmonizar uma com a outra. Celebrando a cultura negra brasileira na tela, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pai da Rita </span></i><span style="font-weight: 400;">é, nas palavras do diretor antes da exibição na Mostra, um filme </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;pretensiosamente despretensioso”</span></i><span style="font-weight: 400;">, e que concilia o novo e o velho, o humor e o drama, o passado e o presente. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Bastidores de O PAI DA RITA com AÍLTON GRAÇA, WILSON RABELO e JÉSSICA BARBOSA" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/rzntwBVbbCI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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