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	<title>Arquivos Editora Intrínseca &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Os dois morrem no final é uma jornada pela linha tênue entre a celebração da vida e aceitação da morte</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jun 2024 17:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luana Brusiano Imagine receber um recado da Central da Morte informando que, a qualquer momento nas próximas 24 horas, você irá morrer e não há nada que possa ser feito para reverter essa situação. Essa é exatamente a premissa de Os dois morrem no final. Escrita por Adam Silvera, a obra narra o último dia &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-dois-morrem-no-final-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os dois morrem no final é uma jornada pela linha tênue entre a celebração da vida e aceitação da morte"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33636" aria-describedby="caption-attachment-33636" style="width: 243px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-33636" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-9.png" alt="Ilustração da capa do livro Os dois morrem no final. A imagem apresenta dois jovens de costas caminhando lado a lado com mochilas nas costas, sombreados em tons de azul escuro ao lado de uma grade. O chão em que os jovens pisam é branco e possui a sombra dos rapazes. Atrás da grade há prédios pintados em tons de azul escuro iguais aos dos jovens e acima dos prédios há um céu pintado por um azul mais claro. No canto superior direito há uma lua cheia na cor branca. Ao centro da ilustração consta o nome do livro em letras maiúsculas na cor branca, na parte superior do livro o nome do autor com a mesma fonte e cor. Por fim, no canto inferior direito há o logo da editora do livro intrínseca na cor de fundo preta com o nome escrito em branco." width="243" height="378" /><figcaption id="caption-attachment-33636" class="wp-caption-text">O livro Os dois morrem no final está sendo adaptado para uma série audiovisual (Foto: Editora Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Luana Brusiano</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagine receber um recado da Central da Morte informando que, a qualquer momento nas próximas 24 horas, você irá morrer e não há nada que possa ser feito para reverter essa situação. Essa é exatamente a premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os dois morrem no final</span></i><span style="font-weight: 400;">. Escrita por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q0eluGNgos8"><span style="font-weight: 400;">Adam Silvera</span></a><span style="font-weight: 400;">, a obra narra o último dia de vida de Mateo Torrez e Rufus Emeterio que, em 5 de Setembro, recebem a infeliz ligação: aquele será o último dia de vida deles. Na tentativa de aproveitar ao máximo seus últimos momentos vivos, os caminhos de Mateo e Rufus se cruzam, levando-os a embarcar em uma jornada para viver uma vida inteira em um único dia.</span></p>
<p><span id="more-33635"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dois jovens decidem criar perfis no aplicativo Último Amigo, com a finalidade de encontrarem um amigo para compartilhar os últimos momentos e, assim, se conhecem. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tN5Fd8NPEx0"><i><span style="font-weight: 400;">Os dois morrem no final</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma obra que prende a atenção já pelo título. A ideia do autor ao nomear o livro com o final da história é genial e gera um impacto significativo no leitor, instigando a curiosidade e despertando certa ansiedade ao acompanhar o desenvolvimento da trama, tendo conhecimento do que vai acontecer com os protagonistas no futuro, mas sem saber como. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer do</span> <a href="https://personaunesp.com.br/category/literatura/"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a><span style="font-weight: 400;">, Mateo Torrez e Rufus Emeterio passam por inúmeras experiências, enfrentando medos, inseguranças e desejos que nunca tiveram a oportunidade de realizar. Mateo, que é um garoto tímido e reservado, viveu toda a sua vida temendo as consequências de suas atitudes e, por esse mesmo motivo, se manteve recluso. Já Rufus, é caracterizado por sua personalidade impulsiva e sede por vivenciar experiências novas, mesmo após o trauma de ter perdido sua família em um acidente. Durante suas últimas vivências, os protagonistas criam um forte vínculo e passam a se apoiar e enfrentar tudo juntos.</span></p>
<figure id="attachment_33637" aria-describedby="caption-attachment-33637" style="width: 828px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33637" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5.jpg" alt="Foto de Adam Silvera, homem branco de cabelos, barba e olhos castanhos, vestindo uma regata preta e usando um fone de ouvido branco com fio segurando ao lado de seu rosto o livro de sua autoria 0s dois morrem no final." width="828" height="944" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5.jpg 828w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5-702x800.jpg 702w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-5-768x876.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33637" class="wp-caption-text">Adam Silvera afirma que a escrita foi uma forma de lidar com o próprio trauma e reimaginar como a vida poderia ter sido enquanto era adolescente (Foto: @adamsilvera via Instagram)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/ficcao-americana-critica/"><span style="font-weight: 400;">ficção</span></a><span style="font-weight: 400;">, os pontos-chave para o entendimento do livro são as questões existenciais. A analogia com a vida real remete à única certeza que existe: a </span><a href="https://personaunesp.com.br/depois-da-morte-critica/"><span style="font-weight: 400;">morte</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desse modo, é óbvio que a intenção do autor é abordar o que significa estar vivo, enfatizando a efemeridade da vida e mostrando como cada segundo de existência importa. Contendo trechos e falas que levam a reflexões profundas, a história trata a morte com uma sensibilidade que pode, até mesmo, ser considerada poética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A complexidade das personalidades de Mateo Torrez e Rufus Emeterio, e suas camadas mais profundas também são tratadas na obra, uma vez que são completamente opostas e, ainda assim, conseguem fortalecer sua conexão diante do desespero causado pela </span><a href="https://mateusalvadori.com.br/por-que-tememos-o-inevitavel/"><span style="font-weight: 400;">inevitabilidade</span></a> <span style="font-weight: 400;">da morte e pelo fato de que as decisões que tomarem podem afetar o tempo que lhes resta. Com uma amizade que resulta em momentos emocionantes entre os jovens, é gradativamente desenvolvido um sentimento romântico entre os dois, que surge de maneira sútil e muito natural. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O medo da morte é o cerne para o desenvolvimento do livro. A incerteza do desconhecido e, até mesmo, a faísca de esperança de que a ligação efetuada pela </span><a href="https://intrinseca.com.br/blog/2023/06/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-universo-de-os-dois-morrem-no-final/"><span style="font-weight: 400;">Central da Morte</span></a><span style="font-weight: 400;"> poderia ser um engano, aflige os protagonistas e se manifesta ao longo de toda a narrativa. A busca pela aceitação da morte e a coragem de confrontar a imortalidade unem esses personagens em sua luta contra o tempo. Adam Silvera explora o medo e as profundezas do psicológico humano, oferecendo uma perspectiva sensível e emocionante acerca da vulnerabilidade humana.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“Passei anos vivendo com segurança para garantir uma vida mais longa e veja onde isso me levou. Estou na linha de chegada, mas nunca participei da corrida.”</span></i></p>
<p style="text-align: right;">&#8211; Os dois morrem no final (2017)</p>
</blockquote>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Os dois morrem no final</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma poderosa viagem através da exploração dos limites de Mateo e Rufus. Com uma narrativa melancólica e impactante que ressoa para além das páginas, o livro desperta a atenção dos leitores para a importância de cultuar a vida e colecionar momentos, bem como o laço da amizade e os desejos nunca antes atendidos. Adam Silvera não apenas traz uma reflexão sobre a efemeridade da existência, mas também aborda com grande sensibilidade  a descoberta da sexualidade dos personagens da comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer,</span></i><span style="font-weight: 400;"> através de uma jornada de </span><a href="https://www.psicologosberrini.com.br/blog/por-que-o-autoconhecimento-e-importante-para-a-sua-vida/"><span style="font-weight: 400;">autoconhecimento</span></a> <span style="font-weight: 400;">e aceitação. </span></p>
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		<title>Estante do Persona – Junho de 2024</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jun 2024 22:32:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com oito histórias que abordam a vivência de pessoas queers, o Estante do Persona deste mês está mais orgulhoso do que nunca! As histórias que serão recomendadas abordam as diferentes camadas do árduo caminho traçado por aqueles que pertencem à comunidade. Para isso, a Redação do Persona separou uma lista especial, com obras que marcaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-junho-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona – Junho de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417.jpg" class="wp-image-33614 size-full" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text">Celebrando o mês do orgulho LGBTQIAPN+, a Editoria indica obras queers (Texto de Abertura: Guilherme Machado Leal / Artes: Rafael Gomes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;">Com oito histórias que abordam a vivência de pessoas <em>queers</em>, o </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/">Estante do Persona</a></span><span style="font-weight:400;"> deste mês está mais orgulhoso do que nunca! As histórias que serão recomendadas abordam as diferentes camadas do árduo caminho traçado por aqueles que pertencem à comunidade. Para isso, a <strong>Redação do Persona</strong> separou uma lista especial, com obras que marcaram a vida dos membros após a primeira leitura.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Narrativas ficcionais se tornam confidentes de todo e qualquer leitor, ainda mais se há a possibilidade de se reconhecer nos escritos de um autor. Para as pessoas LGBTQIAPN+, essa identificação possui um objetivo ainda maior: ela auxilia no processo de auto descoberta da sexualidade e mostra como personagens </span><span style="font-weight:400;"><em><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/diversidade/noticia/2022/06/29/o-que-e-ser-queer.ghtml">queers</a></em></span><span style="font-weight:400;"> podem ser plurais. Entre dramas e romances, as indicações deste mês reforçam a diversidade necessária dentro das páginas de um livro.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Em Junho, o foco é o aprofundamento dos integrantes da comunidade LGBTIQAPN+. As tramas sugeridas não apenas falam sobre representatividade, mas também mostram que que a vida<em> queer</em> não se resume a preconceito e algozes. Antes de toda a dor passada por essas pessoas, há o desejo de viver uma jornada linda. É direito de qualquer pessoa, independente de sua orientação sexual, de se reconhecer em narrativas lúdicas, pois é na </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://matracacultural.com.br/2019/06/19/a-cultura-como-instrumento-de-luta-contra-a-lgbtfobia/">Arte</a></span><span style="font-weight:400;"> que muitos encontram refúgio.</span></p>
<p><span id="more-33601"></span></p>
<hr>
<figure id="attachment_33609" aria-describedby="caption-attachment-33609" style="width: 679px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33609" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1.jpg" alt="Capa do livro Lembra Aquela Vez. Na parte superior central, há a frase “Edição especial com conteúdo extra” e, abaixo, o título do livro está escrito com fonte azul na parte central superior da capa. A capa apresenta um menino branco de cabelos castanhos e olhos azuis. Ele veste uma camiseta branca com um bolso nela presente no lado direito de seu corpo. O bolso possui quatro cores: verde, rosa, amarelo e azul. Ao lado do rosto do personagem, no lado direito, há um símbolo da editora Rocco na cor preta e no formato redondo. Na parte inferior central, há o nome do autor Adam Silvera na cor preta." width="679" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1.jpg 679w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1-543x800.jpg 543w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33609" class="wp-caption-text">O autor Adam Silvera possui outras dois livros igualmente aclamados: História É Tudo Que Me Deixou e Os Dois Morrem no Final (Foto: Editora Rocco)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Adam Silvera &#8211; Lembra Aquela Vez (368 páginas, Editora Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Conhecido pelo aclamado <em>Os Dois Morrem No Final</em>, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.publishnews.com.br/materias/2022/07/08/adam-silvera-e-mais-um-nome-do-young-adult-a-subir-na-lista">Adam Silvera</a></span><span style="font-weight:400;"> também é autor de <em>Lembra Aquela Vez</em>, livro com uma sinopse inusitada. Nesse universo criado pelo escritor, as pessoas podem apagar as outras de suas memórias a partir de um procedimento médico no Instituto Leteo. No entanto, diferente de obras como <em>Brilho de Uma Mente Eterna Sem Lembranças</em>, ações e momentos também podem ser excluídos do subconsciente de alguém. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Com a premissa, Silvera centraliza a história em Aaron Soto, um garoto de 16 anos que mora no Bronx, em Nova York. O adolescente conhece um vizinho chamado Thomas e, a partir do desenvolvimento de sua relação com ele, o protagonista passa a ter sentimentos pelo menino. No entanto, ser gay no lugar em que eles moram é um problema, por isso Soto pensa em se submeter ao procedimento. Com isso, o escritor conversa sobre </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.fundobrasil.org.br/blog/as-dificuldades-enfrentadas-pelas-pessoas-lgbtqia/">vida LGBTQIAPN+</a></span><span style="font-weight:400;">, diferenças sociais e homofobia internalizada em uma história marcada por primeiras paixões e tragédias da vida. </span><b>&#8211; Guilherme Machado Leal</b></p>
<hr>
<figure id="attachment_33607" aria-describedby="caption-attachment-33607" style="width: 423px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33607" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo-1.jpg" alt="É assim que se perde a guerra do tempo. A cor da capa é azul bebê e, ao centro, existem dois pássaros: um vermelho e um azul. O pássaro vermelho está mais à esquerda e olha para a direita, enquanto o pássaro azul está em posição contrária e de cabeça para baixo. Entre eles, há o título da obra, na cor branca. Na parte superior, à esquerda, está o nome da autora em letras azuis e, à direita, o selo da Editora Suma, na cor branca. Na parte inferior, encontra-se o nome do autor em letras vermelhas. Um pouco mais acima, à direita, está escrito “Vencedor dos prêmios Hugo, Nebula e Locus” em letras azuis." width="423" height="650"><figcaption id="caption-attachment-33607" class="wp-caption-text">“Para parafrasear um profeta: cartas são estruturas, não eventos. As suas me dão um lugar onde viver” (Foto: Editora Suma)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Amal El-Mohtar e Max Gladstone &#8211; É assim que se perde a guerra do tempo (192 páginas, Editora Suma)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788556511089/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo"><i>É assim que se perde a guerra do tempo</i></a></span><span style="font-weight:400;"> acompanha a história de Blue e Red, duas agentes rivais em uma guerra infinita. No período em que elas vivem, as facções nas quais atuam lutam para interferir nos variados fios do espaço-tempo, a fim de favorecer seus lados no futuro. Após terem seus caminhos esbarrados diversas vezes, nos quais elas sempre observavam e tentavam desfazer o trabalho da outra, uma correspondência se dá entre as personagens. Totalmente baseada em provocações, em um primeiro momento, os assuntos abordados e o tom dessas cartas passaram a se modificar gradativamente conforme elas se familiarizavam uma com a outra.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Vencedor dos prêmios </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.thehugoawards.org/hugo-history/2020-hugo-awards/">Hugo</a></span><span style="font-weight:400;"> e </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://nebulas.sfwa.org/award-year/2019/">Nebula</a></span><span style="font-weight:400;">, dois dos mais importantes da Literatura, a obra é uma combinação perfeita de ficção científica, poesia e romance epistolar. Mais do que se preocupar com a construção do universo no qual Blue e Red estão inseridas, Amal Et-Mohtar e Max Gladstone direcionam o foco para os sentimentos dessas mulheres e como ele é capaz de motivar novas maneiras de enxergar o mundo. Sensível e sem igual, </span><span style="font-weight:400;"><i>É assim que se perde a guerra do tempo</i></span><span style="font-weight:400;"> é um romance sáfico sobre o nascimento do amor onde só poderia existir o ódio. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<hr>
<figure id="attachment_33602" aria-describedby="caption-attachment-33602" style="width: 656px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33602" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1.jpg" alt="Capa do livro Um traço até você, da escritora Olívia Pilar. A capa mostra o nome da autora e o título em letra cursiva no topo da página. Ele está acima de um céu roxo escuro com nuvens alaranjadas. Em tons de laranja mais abaixo da ilustração é possível ver uma paisagem urbana, com prédios ao fundo, duas árvores à esquerda, uma rua de paralelepípedos que segue na direção do leitor. Nelas estão as duas protagonistas, à esquerda se encontra Lina, uma mulher jovem de pele negra clara, de cabelos volumosos castanho-avermelhados. ela usa uma camisa rosa. Seus shorts e tênis e lábios são roxos na mesma tonalidade do céu. Ao lado de Lina está Elza, uma mulher jovem, de pele negra mais escura, e de cabelo Black Power preto. Ela veste um top laranja escuro, uma saia longa laranja clara e tênis brancos. Ambas são envoltas em uma linha que sai das letras do título e as segue pela página. " width="656" height="1005" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1.jpg 656w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1-522x800.jpg 522w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33602" class="wp-caption-text">Lina e Elza vencem seus medos em busca de descobrir o lugar de ambas no mundo (Foto: Editora Intrínseca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Olívia Pilar &#8211; Um traço até você (288 páginas, Editora intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Ser uma pessoa negra e LGBT no Brasil é uma existência desafiadora, até mesmo para quem consegue a oportunidade de ser bem sucedido, é o caso de Lina, protagonista de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/livro/um-traco-ate-voce/"><i>Um traço até você</i></a></span><span style="font-weight:400;">. Uma estudante universitária, ela tem uma vida relativamente tranquila morando em um bairro de classe média de Belo Horizonte e sonha alto para seu futuro. Mas o preconceito contra a cor de sua pele surge como uma barreira para seus objetivos.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Lina encontra apoio e inspiração em Elza, outra apaixonada pelas artes. Juntas elas vão descobrir ainda mais afinidades em uma jornada de amor e autoconhecimento. Toda a emoção das personagens se mistura a reflexões sobre o racismo, a LGBTfobia e outras dificuldades tão comuns a jovens adultos. O Livro foi o romance de estreia de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/blog/2023/07/escritora-negra-com-muito-orgulho-prazer/">Olívia Pilar</a></span><span style="font-weight:400;">, escritora que busca transferir toda a diversidade cultural, étnica, social e de gênero do Brasil para as páginas. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33605" aria-describedby="caption-attachment-33605" style="width: 665px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33605" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1.jpg" alt="Capa do livro Morangos Mofados. Ao centro da imagem, um abajur sobre uma mesa de cabeceira redonda cobre o rosto do homem sentado no sofá atrás. A meia luz do abajur ilumina a sala. O homem sentado no sofá está usando um suéter branco." width="665" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1.jpg 665w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1-532x800.jpg 532w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33605" class="wp-caption-text">Morangos Mofados faz parte da lista de leituras obrigatórias da Unicamp 2025 (Foto: Editora Agir)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Caio Fernando Abreu &#8211; Morangos Mofados (158 páginas, Editora Agir)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Dos representantes da cultura da década de 1980 no país, <a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/peca-a-comunidade-do-arco-iris-de-caio-fernando-abreu-chega-ao-rio">Caio Fernando Abreu</a> é um dos nossos nomes mais importantes. Angústia existencial, solidão urbana e homoerotismo são temas que permeiam a sua obra, sempre intimista. O autor gaúcho ganhou o título de ícone cultural após o seu quarto livro de contos: </span><span style="font-weight:400;"><i>Morangos Mofados</i></span><span style="font-weight:400;">, escrito em 1982 e considerado a sua obra-prima. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Os contos de </span><span style="font-weight:400;"><i>Morangos Mofados </i></span><span style="font-weight:400;">são um reflexo da época em que foram escritos, em meio à repressão do Brasil ditatorial. Nesse <a href="https://www.estadao.com.br/cultura/caio-fernando-abreu-escreveu-sobre-a-primeira-passagem-de-madonna-pelo-brasil-no-estadao-leia-nprec/">mês do orgulho</a>, podemos destacar a representação sensível do desejo homossexual e da luta interna, dor, solidão e complexidade dos personagens dos contos, elevada pelo estilo confessional dos textos do autor assumidamente gay. </span><b>&#8211; </b><b>Giovanna Freisinger </b></p>
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<figure id="attachment_33606" aria-describedby="caption-attachment-33606" style="width: 641px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33606" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1.jpg" alt="Capa de Minha querida Sputnik. Na imagem, temos intercalados as cores rosa e azul, na parte direita, há um fundo azul claro e está escrito em rosa o nome “Haruki Murakami” e abaixo, em preto, está escrito “Minha querida Sputnik”. Logo abaixo, há o desenho de uma flor em primeiro plano, com alguns rabiscos nas cores rosa e azul e mais ao fundo, algumas flores também, com alguns detalhes em rosa." width="641" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1.jpg 641w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1-513x800.jpg 513w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33606" class="wp-caption-text">O aclamado autor japonês está em sua melhor forma escrevendo sobre um triângulo amoroso não convencional com um toques de realismo mágico (Foto: Editora Alfaguara)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Haruki Murakami &#8211; Minha querida Sputnik (232 páginas, Editora Alfaguara)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Os </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/neste-pais-os-jovens-acham-tao-dificil-namorar-que-os-pais-fazem-isso-por-eles/">relacionamentos</a></span><span style="font-weight:400;"> sempre são tratados de forma bem comedida no Japão, sendo visto muitas vezes com certo tabu. Dessa forma, Haruki Murakami, conhecido por analisar a sociedade japonesa em suas obras, encontra um prato cheio para se deliciar: um triângulo amoroso. </span><span style="font-weight:400;"><i>Minha querida Sputnik</i></span><span style="font-weight:400;"> conta a história de K, um jovem professor de Tóquio, que é apaixonado pela sua amiga Sumire, que, assim como os jovens do país, não liga para relacionamentos, até se apaixonar por Miu, uma executiva 17 anos mais velha e casada.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">A obra tem uma cadência própria, se esgueirando pelas ruas e restaurantes da capital japonesa. Murakami usa da banalidade de uma metrópole para abordar temas como o choque geracional de uma sociedade que cada vez mais </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqlwlzey2dgo#:~:text=O%20pa%C3%ADs%20com%20a%20popula%C3%A7%C3%A3o,o%20mais%20alto%20do%20mundo.">envelhece</a></span><span style="font-weight:400;"> e a solidão. O autor acerta ao escrever personagens arredios entre si, forçando o leitor a aturar aquelas personas, ao mesmo tempo em que é ousado ao colocar seu narrador no papel de coadjuvante, não fetichizado o triângulo amoroso e dando o devido protagonismo para o relacionamento das duas mulheres. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33608" aria-describedby="caption-attachment-33608" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33608" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material.jpg" alt="A capa do livro " boyfriend="boyfriend" material="material" de="de" alexis="alexis" hall="hall" possui="possui" um="um" fundo="fundo" dividido="dividido" em="em" seções="seções" vermelhas="vermelhas" e="e" azuis="azuis" com="com" ilustrações="ilustrações" representando="representando" ícones="ícones" britânicos="britânicos" como="como" o="o" big="big" ben="ben" a="a" london="london" eye="eye" ônibus="ônibus" dois="dois" andares="andares" tower="tower" bridge="bridge" uma="uma" xícara="xícara" chá="chá" guarda-chuva.="guarda-chuva." no="no" centro="centro" da="da" capa="capa" letras="letras" grandes="grandes" brancas="brancas" está="está" título="título" material.="material." abaixo="abaixo" do="do" nome="nome" autor="autor" sobre="sobre" vermelho.="vermelho." lado="lado" esquerdo="esquerdo" há="há" ilustração="ilustração" homem="homem" loiro="loiro" vestindo="vestindo" terno="terno" cinza="cinza" gravata="gravata" vermelha="vermelha" posando="posando" expressão="expressão" séria.="séria." direito="direito" cabelo="cabelo" preto="preto" usando="usando" camiseta="camiseta" preta="preta" jeans="jeans" rasgados="rasgados" descontraída="descontraída" braços="braços" cruzados="cruzados" pernas="pernas" ligeiramente="ligeiramente" cruzadas.="cruzadas." width="1000" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-768x1152.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33608" class="wp-caption-text">Boyfriend Material foi lançado em 2020 (Foto: Sourcebooks Casablanca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Alexis Hall &#8211; Procura-se Um Marido (432 páginas, Sourcebooks Casablanca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;"><em>Procura-se Um Marido</em> de Alexis Hall é uma comédia romântica que segue a vida de Luc O&#8217;Donnell, um jovem gay que se vê pressionado a contratar um namorado de mentira para melhorar sua imagem pública após uma série de decepções amorosas. Nesse contexto, a clássica narrativa </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://podeditora.com.br/2023/01/27/o-que-sao-tropes-literarias/#:~:text=Fake%20dating,se%20apaixonando%20um%20pelo%20outro."><i>fake dating</i></a></span><span style="font-weight:400;"> ganha força quando Luc conhece Oliver Blackwood, um advogado aparentemente perfeito e, ao mesmo tempo, bem rigoroso. A partir dessa relação contratual, o livro explora temas como auto aceitação, vulnerabilidade e a complexidade das relações modernas. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Além disso, Alexis aborda questões como a pressão social e as expectativas familiares sem perder o </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/">tom leve e romântico</a></span><span style="font-weight:400;"> que caracteriza o gênero, cativando o leitor conforme as páginas se passam. A química entre os protagonistas é palpável, e o desenvolvimento gradual do relacionamento deles mantém o leitor engajado até o desfecho &#8211; daqueles que deixam o coração quentinho. &#8211; </span><b>Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33604" aria-describedby="caption-attachment-33604" style="width: 666px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33604" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1.jpg" alt="Capa de O quarto de Giovanni. Na parte Superior do livro, temos o primeiro nome do autor “James” em letras grandes e o nome do livro/editora em letras pretas. O fundo do livro está em um rosa chamativo. Na parte inferior do livro, temos o sobrenome do autor “Baldwin” em letras grandes e pretas. O fundo do livro está colorido em um laranja chamativo." width="666" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1.jpg 666w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1-533x800.jpg 533w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33604" class="wp-caption-text">“Você quer dizer que eu tenho uma casa para ir, desde que eu não vá lá?” (Foto: Companhia das Letras)<br /></figcaption></figure>
<p><b>James Baldwin &#8211; O quarto de Giovanni (232, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Quando publicado, em 1959, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/james-baldwin-o-grande-critico-do-sonho-americano/">James Baldwin</a></span><span style="font-weight:400;"> foi questionado sobre o livro debater a respeito de relações homoafetivas e não questões raciais, principal tópico abordado em suas obras. Baldwin, com muita honestidade, respondeu que a homoafetividade e o racismo são temas tão intrincados (naquela época), que trazer os dois na mesma composição seria um grande desafio. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Em</span> <span style="font-weight:400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535931327/o-quarto-de-giovanni"><i>O quarto de Giovanni</i></a></span><span style="font-weight:400;">, acompanhamos a história de David, jovem norte-americano em Paris, que espera pela resposta de sua namorada, Hella, em relação ao noivado. Enquanto ela reflete se deve ou não casar com o David, ele conhece Giovanni, garçom italiano por quem se apaixona e vive um romance. A </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.doispontos.com.br/o-quarto-de-giovanni-9788535931327/p">trama</a></span><span style="font-weight:400;"> é tão envolvente quanto desesperançada. O despertar de David é marcado pelo medo de amar livremente e pelo desejo de conhecer a si mesmo. Nas poucas páginas na qual o livro se estende, a relação delicada entre os personagens é sentida do início ao fim, trazendo consigo a sensação de querer mais daquela história. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33610" aria-describedby="caption-attachment-33610" style="width: 646px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33610" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm.jpg" alt="Capa do livro Tom Lake. A imagem é composta por pinceladas em tons de azul claro e escuro na parte superior e tons de verde e verde escuro da metade em diante, como se fosse um muro com trepadeiras junto a um gramado em uma pintura impressionista. Espalhadas pela capa estão várias margaridas e flores brancas também desenhadas com pincel. Na parte superior, em cima da pintura, está um bloco branco também pincelado, onde se encontram o título e a autora da obra, em verde e azul respectivamente." width="646" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm.jpg 646w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm-517x800.jpg 517w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33610" class="wp-caption-text">Uma história sobre o amor, a juventude e as escolhas no caminho com um toque da sensibilidade de um verão inesquecível (Foto: Editora Intrínseca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Ann Patchett &#8211; Tom Lake (368 páginas, Editora Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Com uma escrita fácil e atraente, o romance de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.nytimes.com/2023/08/04/books/review/ann-patchett-on-summer-love-and-her-new-novel.html">Ann Patchett</a></span><span style="font-weight:400;"> nos leva a lugares desconhecidos que soam como memórias. Quando Laura narra as vivências de seus 20 e poucos anos para as três filhas curiosas sobre o passado apaixonado em frente aos holofotes da mãe, os amores, os segredos e as complexidades da vida surgem entre as lembranças. Tanto da narradora, quanto das ouvintes. Afinal, se relembrar é viver, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/livro/tom-lake/"><i>Tom Lake</i></a></span> <span style="font-weight:400;">sabe bem como as recordações fazem parte de amadurecer.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Tem algo sobre livro que exala verão. Apesar da narrativa ser ambientada entre as memórias de Laura Nelson e a realidade na primavera de 2020, as histórias e o presente se fundem em cenários intensos e ensolarados. Entre os antigos mergulhos no lago e as novas vivências da família Nelson durante o </span><span style="font-weight:400;"><i>lockdown</i></span><span style="font-weight:400;"> em sua fazenda, o aroma da grama verde e a sensação do sol tocando nossas peles se misturam em algo muito maior. Aqui, a nostalgia de passados nem tão distantes acaricia o coração enquanto os dilemas da juventude acenam de longe. </span><b>&#8211; Agata Bueno</b></p>
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		<title>Trinta segundos sem pensar no medo: Memórias de um leitor é o ‘‘Silêncio, Bruno!” da Literatura</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jun 2024 18:51:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes Como expor um dos períodos mais difíceis e lindos de sua vida? Esta é a antítese maniqueísta de Pedro Pacífico, o bookster, pseudônimo pelo qual é conhecido nas redes sociais. Advogado e produtor de conteúdo literário nas horas vagas, como o próprio se define, o escritor de 30 anos se lançou na Literatura &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/trinta-segundos-sem-pensar-no-medo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Trinta segundos sem pensar no medo: Memórias de um leitor é o ‘‘Silêncio, Bruno!” da Literatura"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33562" aria-describedby="caption-attachment-33562" style="width: 361px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-33562" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/30-segundos-sem-pensar-no-medo-1.jpg" alt="" width="361" height="553" /><figcaption id="caption-attachment-33562" class="wp-caption-text">Pedro Pacífico é influencer literário e soma mais de 500 mil seguidores somente no Instagram<br />(Foto: Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><strong>Felipe Nunes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como expor um dos períodos mais difíceis e lindos de sua vida? Esta é a antítese maniqueísta de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/12/como-o-advogado-pedro-pacifico-mergulhou-nos-livros-para-virar-o-bookster.shtml"><span style="font-weight: 400;">Pedro Pacífico, o </span><i><span style="font-weight: 400;">bookster</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, pseudônimo pelo qual é conhecido nas redes sociais. Advogado e produtor de conteúdo literário nas horas vagas, como o próprio se define, o escritor de 30 anos se lançou na Literatura com um livro de não ficção. A história passeia pelo próprio processo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-filha-do-palhaco-critica/"><span style="font-weight: 400;">aceitação</span></a><span style="font-weight: 400;"> dele como um homem gay, que ocorreu em 2020, no auge do contexto pandêmico, quando ele tinha 27 anos. </span></p>
<p><span id="more-33561"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Leitor voraz de diversos gêneros, o autor narra sua infância, juventude e maturidade por meio dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">livros</span></a> <span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> artefatos que o acompanharam não apenas no lazer e no entretenimento, mas também nas incertezas de lidar com quem sempre foi enquanto tentava suprir as expectativas colocadas sobre ele pelos próprios familiares e amigos. Ao longo de 192 páginas, ele se vira do avesso. Quando faz isso, descobre um lado desconhecido que contém sua própria verdade. Para se encontrar consigo mesmo, bastou não pensar no medo que o aterrorizou durante quase três décadas de sua vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É exatamente este o método de Pacífico: esquecer por 30 segundos tudo o que o amedrontava </span><span style="font-weight: 400;">– </span><span style="font-weight: 400;">seja</span><span style="font-weight: 400;"> a pressão, o julgamento ou a homofobia. Fingir que tudo não existia por esse período de tempo e, só depois de contar que era gay, se preocupar com todas as consequências que sua revelação poderia causar. É como o “</span><i><span style="font-weight: 400;">Silêncio, Bruno!</span></i><span style="font-weight: 400;">” da animação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y7UK_pHSzbc"><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na qual os personagens usam o jargão para se esquecerem, temporariamente, dos medos que o acompanham. Não à toa, o longa-metragem foi ovacionado pelo público </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/luca-pixar-quase-incluiu-personagem-lgbtq-no-filme-entenda/"><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que se viu nos dilemas enfrentados pelo protagonista, reconhecido por tentar esconder a verdadeira identidade para se sentir aceito dentro do padrão estipulado como ‘certo’ pela sociedade.</span></p>
<figure id="attachment_33563" aria-describedby="caption-attachment-33563" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33563" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-800x533.png" alt="Foto de Pedro Pacífico, conhecido nas redes sociais como bookster. Homem de 30 anos, ele é branco, tem cabelos curtos pretos e barba preta.Pedro sorri e está centralizado na foto. Ele veste uma camisa social. O fundo da foto é uma estante com vários livros desfocados]" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-1.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33563" class="wp-caption-text">Trinta segundos sem pensar no medo é recomendado por Valter Hugo Mãe, Carla Madeira, Leandro Karnal e Gabriela Prioli (Foto: Renato Parada)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A escrita do livro é simples. Fluida, sem termos rebuscados e em um tom de conversa com o leitor, ela transmite a sensação de que o </span><a href="https://www.instagram.com/book.ster/?img_index=1"><i><span style="font-weight: 400;">bookster</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está fazendo uma </span><i><span style="font-weight: 400;">live</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas redes sociais para responder às perguntas dos seguidores. Mais que isso: é como se estivéssemos acolhendo aquele amigo que acabou de contar para os pais que ele </span><a href="https://personaunesp.com.br/companheiros-de-viagem-critica/"><span style="font-weight: 400;">gosta de rapazes</span></a><span style="font-weight: 400;">. A conectividade com o público se dá pela forma que narra a própria história, expondo os meandros que traçou para evitar ao máximo este processo incancelável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relato do escritor é potencializado pelo papel que a Literatura pode exercer em nossas vidas. Emaranhado em um mundo de aparências que o sufocavam, Pedro Pacífico via nos livros a liberdade de ser quem era, essencialmente quando se  enxergava nas tramas que lia, nos personagens que conhecia e nos enredos que o permitiam ter um vislumbre do que poderia viver caso aceitasse ser quem realmente é. A lista dos escritores que fizeram companhia a ele nesse processo é extensa e contempla vários autores clássicos e contemporâneos, com destaque para Gabriel García Márquez, Valter Hugo Mãe, </span><span style="font-weight: 400;">José Saramago, George Orwell, Carla Madeira, Graciliano Ramos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-hora-da-estrela-critica/"><span style="font-weight: 400;">Clarice Lispector</span></a><span style="font-weight: 400;">, Isabel Allende, Itamar Vieira Junior, </span><a href="https://personaunesp.com.br/quarto-de-despejo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Carolina Maria de Jesus</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/capitu-e-o-capitulo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Machado de Assis</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33564" aria-describedby="caption-attachment-33564" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33564" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/unnamed-2.png" alt="Foto de Pedro Pacífico, conhecido nas redes sociais como bookster, ao lado do padrinho. Pedro tem 30 anos, é branco e tem cabelos curtos pretos e barba preta.Pedro sorri e está ao lado do padrinho, que está no lado direito da foto. O idoso veste um casaco preto e uma blusa social azul. Ele também sorri para a foto." width="700" height="467" /><figcaption id="caption-attachment-33564" class="wp-caption-text">Pedro Pacífico ao lado do padrinho, que viveu um romance gay e se sentiu representado pelo afilhado (Foto: Pedro Pacífico)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A história é ilustrada com fotos pessoais do advogado. Registros da infância e juventude convidam o leitor ao seio familiar do autor, que, sem dúvida alguma, é um dos assuntos mais profundos para ele. O </span><a href="https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/habito-de-leitura"><span style="font-weight: 400;">hábito da leitura</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, se deu por iniciativa das avós. Isso porque os pais e os irmãos não eram leitores tão vorazes a ponto de despertarem a paixão que hoje o escritor nutre pelo universo literário. Mas, para além do gosto por ler, é na família que </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/pedro-pacifico-o-bookster-encontrou-salvacao-e-libertacao-nos-livros"><span style="font-weight: 400;">Pacífico</span></a><span style="font-weight: 400;"> consegue as chaves para se libertar de correntes que os próprios, direta ou indiretamente, haviam colocado nele</span></p>
<p><span style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;"><span style="font-weight: 400;">Antes de Pedro Pacífico, outro familiar havia sofrido com a pressão de ser um homem gay: o padrinho e tio-avô dele, para quem o autor dedica o livro. O parente chegou a ter um romance </span><a href="https://personaunesp.com.br/companheiros-de-viagem-critica/"><span style="font-weight: 400;">homoafetivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, porém, o companheiro era rotulado como um ‘amigo’. O </span><i><span style="font-weight: 400;">bookster</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta que, quando o tio se tornou viúvo, ninguém da família prestou apoio durante um momento tão delicado quanto a perda de um amor. É como se todos fingissem que o namoro nunca tivesse acontecido por ter sido uma relação entre dois homens. O</span></span> padrinho até dedicou uma mensagem carinhosa a Pedro, após assistir uma <a href="https://youtu.be/tiXHSsygedQ?si=NdQx0Qgk6kCsdDRn">palestra</a> em que o afilhado contava da importância dos livros para aceitação da própria sexualidade.</p>
<blockquote><p>“Oi, Pedro. Acabei de ver, pela segunda vez, seu coração falando comigo. Fico emocionado por ouvir o que venho pensando e nunca verbalizando nos meus quase 94 anos de vida. Sinto uma forte emoção e um grande afeto por você. Sua presença me faz bem e meu coração bate mais forte. Quero lhe ver! Aguardo, quando puder. Nosso almoço será quando você estiver disponível”</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o literata realiza em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Trinta segundos sem pensar no medo: Memórias de um leitor</span></i><span style="font-weight: 400;"> o que faz todos os dias em suas redes sociais: incentiva o hábito literário. Longe de romantizar a rotina perfeita de alguém que pode gastar horas a fio lendo, o autor mostra como incluir a Literatura na correria diária e destaca como estes artefatos, dos suspenses, romances e comédias aos biográficos, poéticos e dramáticos, podem se tornar verdadeiros companheiros das alegrias e angústias que nos atravessam ao decorrer das mais variadas </span><a href="http://personaunesp.com.br/lady-bird-critica/"><span style="font-weight: 400;">fases da vida</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora verse sobre tramas que geram gatilhos, como a ansiedade, o escritor, que é bacharel em direito pela USP (Universidade de São Paulo) e mestre pela </span><i><span style="font-weight: 400;">New York University</span></i><span style="font-weight: 400;">, balanceia de forma coerente e aprofundada todas as partes delicadas que traz em sua obra. A fluidez com a qual discorre a própria história é um convite até mesmo para quem não é adepto da leitura. </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/blogDaLetrinhas/Post/6746/livros-curtos-ou-em-capitulos-um-passo-importante-na-formacao-leitora"><span style="font-weight: 400;">Capítulos curtos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e instigantes terminam com aquela sensação de ‘preciso ler só mais uma página’. Quando você se dá conta, já devorou o livro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Publicado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Intrínseca</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.amazon.com.br/Trinta-segundos-sem-pensar-medo/dp/6555606843"><i><span style="font-weight: 400;">Trinta segundos sem pensar no medo: memórias de um leitor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é fiel ao que promete: contar a história de descobertas e aceitações de um jovem gay que encontrou na leitura o afago que nenhum outro familiar ou amigo havia conseguido lhe dar até então. É uma obra que conversa com o leitor. Ao transcorrer das páginas, percebemos que só basta meio minuto de esquecimento para que os bichos-papões, horrores e pesadelos deixem de nos atormentar.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Ficar trinta segundos sem pensar no medo e, nesse meio-tempo, dar o primeiro passo em direção ao que se deseja fazer. Depois você lida com as consequências”</span></p></blockquote>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/trinta-segundos-sem-pensar-no-medo-critica/">Trinta segundos sem pensar no medo: Memórias de um leitor é o ‘‘Silêncio, Bruno!” da Literatura</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Maio de 2024</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Jun 2024 19:36:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se apaixonar e se encantar por um livro pela primeira vez é uma das experiências mais marcantes de qualquer leitor. Seja fantasia, drama ou romance, as narrativas literárias transportam o público para as páginas e escritos de um autor. Por isso, o Estante do Persona deste mês celebra as primeiras indicações dos novos membros da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-maio-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Maio de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33467" aria-describedby="caption-attachment-33467" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33467" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/ESTANTE_HEADER-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33467" class="wp-caption-text">Em Maio, o Estante do Persona faz ode aos inícios (Texto de abertura por: Guilherme Machado Leal/ Artes: Julia Rodrigues)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se apaixonar e se encantar por um livro pela primeira vez é uma das experiências mais marcantes de qualquer leitor. Seja fantasia, drama ou romance, as narrativas literárias transportam o público para as páginas e escritos de um autor. Por isso, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><b>Estante do Persona</b></a><span style="font-weight: 400;"> deste mês celebra as primeiras indicações dos novos membros da Editoria com uma lista seleta de obras marcantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De suspenses literários brasileiros a clássicos mundiais, as recomendações atravessam os mais variados gêneros e atingem todos os públicos. Entre histórias em quadrinhos e livros sobre a iminência da vida adulta, algo que une todas as indicações do mês de Maio é o amor pela Literatura e pelas histórias contadas. Das narrativas infantojuvenis às poesias profundas de </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/Livros/noticia/2022/02/quem-foi-sylvia-plath-e-qual-sua-importancia-para-literatura.html"><span style="font-weight: 400;">Sylvia Plath</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cardápio de obras literárias oferece arcos envolventes de personagens e tramas de tirar o fôlego. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, para este mês, as indicações se pautam em liberdade. Drama, </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/vitrine/distopia-8-obras-obrigatorias-para-os-entusiastas-do-genero.phtml"><span style="font-weight: 400;">distopia</span></a><span style="font-weight: 400;">, aventura e muitos outros gêneros são encontrados no Estante do Persona de maio. Pegue uma pipoca, se aconchegue e se prepare para receber inúmeras recomendações de narrativas literárias. Do tradicional ao moderno, a lista a seguir é para quem pode se chamar de ávido leitor!</span></p>
<p><span id="more-33455"></span></p>
<hr />
<figure id="attachment_33457" aria-describedby="caption-attachment-33457" style="width: 666px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33457" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Uma-Familia-Feliz-2.jpg" alt="Capa do livro Uma Família Feliz. O nome do autor, em letras maiúsculas e na cor preta, está centralizado na parte superior da capa. Logo abaixo do nome, encontra-se a cabeça de um bebê reborn de perfil. O bebê reborn tem um coração desenhado no pescoço e os olhos rabiscados. Abaixo da ilustração da cabeça do bebê reborn, está o título do livro: Uma Família Feliz. Na parte direita, no canto inferior, encontra-se a logo da editora Companhia das Letras. O fundo da capa é rosa e possui ilustrações que se assemelham a um papel de parede infantil, com nuvens, luas minguantes e estrelas." width="666" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Uma-Familia-Feliz-2.jpg 666w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Uma-Familia-Feliz-2-533x800.jpg 533w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33457" class="wp-caption-text">&#8220;A história absurda e violenta que se escuta da amiga de uma amiga&#8221; (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Raphael Montes &#8211; Uma Família Feliz (352 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novelista, roteirista e escritor </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-vilarejo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Raphael Montes</span></a><span style="font-weight: 400;"> está de volta com uma nova narrativa repleta de suspense e mistério. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Família Feliz</span></i><span style="font-weight: 400;">, o autor nos apresenta Eva, uma artesã que faz bebês reborn e se descobre grávida de uma criança real, o primogênito Lucas. O núcleo familiar aparentemente perfeito conta ainda com as enteadas gêmeas, Sara e Ângela, e o marido, Vicente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um condomínio de luxo onde as aparências enganam, a vida dos sonhos da família nos moldes de comercial de margarina se torna um pesadelo quando o recém-nascido Luquinhas e suas irmãs idênticas aparecem violentados. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-vilarejo-critica/"><span style="font-weight: 400;">reviravoltas a cada capítulo,</span></a><span style="font-weight: 400;"> até o personagem mais inocente é considerado suspeito pela protagonista, que, inclusive, passa a desconfiar de si mesma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sucesso de crítica e público, o livro ganhou uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/bom-dia-veronica-critica/"><span style="font-weight: 400;">adaptação audiovisual homônima</span></a><span style="font-weight: 400;"> estrelada por Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini na pele do disfuncional casal que fisgou os vorazes leitores de Raphael Montes. O roteiro do longa-metragem é assinado pelo autor da trama literária que inspirou o filme. Outras obras do escritor, inclusive, já foram adaptadas para o audiovisual, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Bom Dia, Verônica </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://oglobo.globo.com/play/series/noticia/2023/07/21/livro-de-raphael-montes-vai-virar-serie-no-globoplay-saiba-quem-esta-fazendo-o-projeto.ghtml#:~:text=%E2%80%9CDias%20perfeitos%E2%80%9D%2C%20de%20Raphael,passagem%20pela%20HBO%20Max%2C%20dirigir%C3%A1.&amp;text=Montes%20atua%20como%20supervisor%20da,com%20produ%C3%A7%C3%A3o%20da%20RT%20Features."><i><span style="font-weight: 400;">Dias Perfeitos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.  </span><b>&#8211; Felipe Nunes</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33459" aria-describedby="caption-attachment-33459" style="width: 682px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33459" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariossylviaplath1.jpg" alt="capa do livro Os Diários de Sylvia Plath. Nela, está uma foto da escritora sentada em uma cadeira num jardim. O enquadramento da imagem permite que visualizemos apenas a parte superior do corpo de Sylvia Plath, que não olha diretamente para a câmera - vemos o seu perfil. A autora veste um top branco de renda, com uma flor vermelha presa em seu elástico de cima, enquanto segura um dente-de-leão e olha para ele. Além disso, Plath, mulher branca de cabelos loiros e curtos, está de batom vermelho - mesma cor de seu esmalte. Na foto, ela aparenta falar algo e o dia parece ensolarado. O título do livro posiciona-se entre o rosto da escritora e sua mão - segurando o dente-de-leão. Abaixo do título, há informações adicionais: anos em que os diários foram escritos e o nome de Karen V. Kukil, responsável pela organização deles. A logo da Editora Biblioteca Azul está no canto inferior direito. " width="682" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariossylviaplath1.jpg 682w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariossylviaplath1-546x800.jpg 546w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33459" class="wp-caption-text">“De repente, penso ‘onde está a garota que eu era ano passado? Há dois anos? O que ela pensaria de mim agora?’” (Foto: Editora Biblioteca Azul)</figcaption></figure>
<p><b>Sylvia Plath &#8211; Os Diários de Sylvia Plath (840 páginas, Editora Biblioteca Azul)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A coletânea </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Diários de Sylvia Plath</span></i><span style="font-weight: 400;">, publicada em novembro de 2017, reproduz os manuscritos originais que a enigmática escritora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wCWl8ZIgCHk"><span style="font-weight: 400;">Sylvia Plath</span></a><span style="font-weight: 400;"> redigiu entre os últimos anos de sua vida &#8211; de 1950 a 1962. A leitura, por sua vez, assinala os meandros do amadurecimento feminino, bem como a inquietude de </span><a href="https://www.poetryfoundation.org/poets/sylvia-plath"><span style="font-weight: 400;">uma das maiores poetisas do século XX</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com suas reflexões, Plath revela a genialidade com que lidava e escrevia sobre as angústias mais íntimas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a tradução de </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/colaborador/00588/celso-nogueira"><span style="font-weight: 400;">Celso Nogueira</span></a><span style="font-weight: 400;">, os diários da autora servem como um alívio: ela possui a notória habilidade de converter sentimentos, muitas vezes indescritíveis, em palavras. Os pensamentos melancólicos, comportamentos excêntricos e questionamentos existenciais, de forma inesperada, são reconfortantes. Através deles, Sylvia Plath reforça a mensagem de que não estamos sós na escuridão de nossa subjetividade. </span><b>&#8211; Esther Chahin </b></p>
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<p><figure id="attachment_33460" aria-describedby="caption-attachment-33460" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33460" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariodeumapaixao1.jpg" alt="Capa do livro Diário de uma paixão, escrito por Nicholas Sparks. Publicado pela editora Arqueiro. A imagem de fundo é uma fotografia de uma mulher adulta de frente para o mar. Ela está agachada em um deck e se segura em uma estrutura que remete a uma escada submersa na água. Ela usa um vestido vermelho, seu cabelo está preso em um coque com uma flor. No topo da capa lê-se &quot;o amor é a força mais poderosa do universo&quot;. Foram vendidas mais de 100 milhões de cópias do livro." width="696" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariodeumapaixao1.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/diariodeumapaixao1-557x800.jpg 557w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33460" class="wp-caption-text">“[&#8230;] O meu nome, em breve, será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou.” (Foto: Editora Arqueiro)</figcaption></figure><b>Nicholas Sparks – Diário de uma Paixão (256 páginas, Editora Arqueiro)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1996, </span><a href="https://nicholassparks.com/"><span style="font-weight: 400;">Nicholas Sparks</span></a><span style="font-weight: 400;"> escreveu em seis meses o premiado </span><i><span style="font-weight: 400;">Diário de uma Paixão</span></i><span style="font-weight: 400;">, que passou 56 semanas na lista de </span><i><span style="font-weight: 400;">best-sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><a href="https://www.nytimes.com/1996/12/01/books/best-sellers-december-1-1996.html"><i><span style="font-weight: 400;">New York Times</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O clássico romance, traduzido pela </span><a href="https://www.editoraarqueiro.com.br/livros/diariodeumapaixao/"><span style="font-weight: 400;">Viviane Diniz</span></a><span style="font-weight: 400;">, conta a história de Duke, um homem simples que amou muito uma pessoa sua vida inteira. Na clínica de repouso em que mora, ele lê a linda e emocionante história do casal Allie Nelson e Noah Calhoun para uma senhora com Alzheimer, à espera de um milagre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sparks é reconhecido pelos seus </span><a href="https://nicholassparks.com/work/"><span style="font-weight: 400;">diversos romances</span></a><span style="font-weight: 400;"> com escritas simples, cativantes e dramas profundos sobre o amor, e seu livro de estréia não podia ser diferente. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Diário de uma Paixão</span></i><span style="font-weight: 400;">, o autor nos leva a questionar o que vale mais: uma vida estável ou a emoção de um amor de verão que sempre ficou na sua cabeça. Apesar de o início da obra não conter tanta riqueza e descrição das cenas, o livro termina com uma amarração perfeita. Podemos compreender Duke e nos solidarizar com toda a sua história, esperando, um dia, amar alguém como ele amou. – </span><b>Marina Iwashita Canelas</b></p>
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<figure id="attachment_33461" aria-describedby="caption-attachment-33461" style="width: 690px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33461" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/As-vantagens-de-ser-invisivel.jpg" alt="Capa do livro As vantagens de ser invisível. No centro da imagem vemos o desenho da silhueta de um garoto em cima de uma caminhonete. Seus braços estão erguidos para o alto como se estivesse sendo liberto e ficando livre de qualquer sentimento ruim. Na parte superior, o título da obra está escrito em letras pretas, o nome do autor aparece na cor branca. O nome da Editora Rocco encontra-se na parte inferior direita da imagem, na cor verde limão. Na parte esquerda central lê-se “nova edição com trecho inédito”, já na parte inferior esquerda está escrito “o livro que inspirou o filme”, em branco. A capa da obra é verde com detalhes em tons variados." width="690" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/As-vantagens-de-ser-invisivel.jpg 690w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/As-vantagens-de-ser-invisivel-552x800.jpg 552w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33461" class="wp-caption-text">“Então, esta é a minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim.” (Foto: Editora Rocco)</figcaption></figure>
<p><b>Stephen Chbosky &#8211; As vantagens de ser invisível (224 páginas, Editora Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerado um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">best sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> mundiais, </span><i><span style="font-weight: 400;">As vantagens de ser invisível</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Stephen Chbosky, é um romance epistolar que aborda o </span><a href="https://medium.com/@renato.alm/profundidade-e-delicadeza-para-se-compreender-as-vantagens-de-ser-invis%C3%ADvel-60172a262465"><span style="font-weight: 400;">drama adolescente</span></a><span style="font-weight: 400;"> da maneira mais sincera possível. A obra, traduzida por Ryta Vinagre, conta a história de Charlie, um garoto introvertido que escreve cartas a um </span><i><span style="font-weight: 400;">querido amigo</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma pessoa anônima. Com uma construção muito bem equilibrada, a história é intimista e envolvente, o que permite ao leitor acompanhar de perto o crescimento emocional e psicológico do protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Através de suas cartas, Charlie revela seus desafios de adaptação à sua nova escola, encontrando amizades significativas. Em</span> <a href="https://letras.biblioteca.ufrj.br/as-vantagens-de-ser-invisivel-stephen-chbosky/"><i><span style="font-weight: 400;">As vantagens de ser invisível</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> Chbosky conta uma história honesta e emocionante sobre os desafios da adolescência, sobre o enfrentamento de demônios internos e até mesmo sobre a paixão não correspondida. Em 2012, a obra chegou a ser relida nas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mgzV9aSS2y0&amp;pp=ygUmdHJhaWxlciBhcyB2YW50YWdlbnMgZGUgc2VyIGludmlzw612ZWw%3D"><span style="font-weight: 400;">telas do cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conta com Logan Lerman, Ezra Miller e Emma Watson no elenco. </span><b>&#8211; Vitória Borges</b></p>
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<figure id="attachment_33462" aria-describedby="caption-attachment-33462" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33462" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1.jpg" alt="Capa do livro legend. Na parte superior está escrito “Autora bestseller do New York Times” em dourado. Ainda na parte superior, logo abaixo, está escrito “Marie Lu” em dourado. Na parte central está um símbolo criado para representar a República. O símbolo é contornado por uma cor dourada. A letra “R” está no centro do símbolo. Acima dele está uma estrela. Na parte inferior está escrito “Legend” em dourado. Mais abaixo está escrito “A verdade se tornará lenda” em preto. Mais abaixo está escrito “Rocco” em dourado." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/legend1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33462" class="wp-caption-text">Legend é o primeiro livro de uma trilogia, que se completa com as obras Prodigy e Champion &#8211; alguns anos depois a autora publicou Rebel, uma continuação direta da trilogia (Foto: Editora Rocco)</figcaption></figure>
<p><b>Marie Lu &#8211; Legend (256 páginas, Editora Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um contexto em que se publicava e produzia muitos livros e filmes sobre</span> <a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/colunistas/ygor-palopoli/jogos-vorazes-e-a-febre-das-distopias-adolescentes,988c2e1080138d62a459f18bcb169a6e9uj87hvf.html"><span style="font-weight: 400;">distopias adolescentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://marielu.com/"><span style="font-weight: 400;">Marie Lu</span></a> <span style="font-weight: 400;">escreveu </span><i><span style="font-weight: 400;">Legend, </span></i><span style="font-weight: 400;">um livro menos lembrado que outros clássicos infanto-juvenis recentes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Divergente </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">No entanto, isso não o torna menos qualificado. Apesar de manter alguns elementos típicos das distopias, a escritora utiliza os clichês a favor da sua trama e não como muleta narrativa. É importante destacar que a responsabilidade de traduzir para o público brasileiro ficou por conta da muito competente Andréia Castro Alves. Marie Lu também se diferencia ao colocar o romance como o ponto central da obra, em que todas as mudanças na narrativa se dão em torno do amor dos dois protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra divide os capítulos entre os pontos de vista dos dois protagonistas: Day e June. Day é um fora da lei, que vive à margem da sociedade e comete crimes para sobreviver e ajudar a sua família. June é uma prodígio da República, que vive na parte mais abastada da sociedade. O destino junta os dois, quando o irmão de June é assassinado e Day se torna o principal suspeito. A obra traz tudo que se pode esperar de uma </span><a href="https://bvl.org.br/noticia/distopia-e-um-genero-ou-tema-literario#:~:text=Al%C3%A9m%20dessas%2C%20h%C3%A1%20outras%20caracter%C3%ADsticas,de%20comunica%C3%A7%C3%A3o%20entre%20os%20personagens"><span style="font-weight: 400;">distopia</span></a><span style="font-weight: 400;">: analisa a desigualdade e o sistema autoritário, explora a juventude dos personagens e, principalmente, envolve com o romance e o mistério </span><b>&#8211; Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_33463" aria-describedby="caption-attachment-33463" style="width: 680px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Diomedes1.jpg" alt="Na ilustração, o personagem Diomedes está no centro, ele pula por cima do título “Diomedes” que está escrito na parte de baixo da capa, em cor preta e letras maiúsculas. O personagem é um homem branco, baixinho e gordo. Ele tem o bigode comprido. Ele usa um chapéu e um terno, ambos. A cor cinza escuro. Veste calça cinza, usa meias cano alto e usa um sapato social marrom. Na sua mão esquerda, segura uma pistola, na direita uma ferramenta pé de cabra. No fundo, a capa está dividida na vertical, a direita é na cor vermelha e a esquerda amarela. Na parte de cima está o nome do autor, Lourenço Mutarelli, logo abaixo do logo da editora Quadrinhos na Cia. Na parte de baixo, além do título, no canto direito está escrito A trilogia do acidente edição completa. " width="680" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Diomedes1.jpg 680w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Diomedes1-544x800.jpg 544w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33463" class="wp-caption-text">Publicado pela primeira vez em 1999, Diomedes é um clássico dos quadrinhos brasileiros (Foto: Quadrinhos Na Cia.)</figcaption></figure>
<p><b>Lourenço Mutarelli &#8211; Diomedes (A trilogia do acidente) (432 páginas, Editora Quadrinhos Na Cia)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esqueça tudo que você conhece sobre detetives, Sherlock Holmes e Hercule</span><span style="font-weight: 400;"> Poirot</span><span style="font-weight: 400;"> nunca serão Diomedes (e ainda bem)! Covarde, interesseiro e com um casamento falido, o detetive particular não tem nenhuma das características do deus grego homônimo ou de qualquer detetive da ficção. </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/blog/maquina-de-escrever/post/lourenco-mutarelli-meu-pai-e-uma-figura-central-na-minha-vida.html"><span style="font-weight: 400;">Lourenço Mutarelli</span></a><span style="font-weight: 400;"> cria uma atmosfera </span><i><span style="font-weight: 400;">noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> e autodepreciativa que prende o leitor em um verdadeiro enigma. O quadrinho extremamente pessoal, foi escrito no período em que o pai do autor faleceu, o escritor até assume em nota da edição que as piadas contadas pelo personagem foram contadas pelo seu pai. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De assassinato a magia, a história acompanha Diomedes numa caçada para encontrar o mágico Enigmo, que desapareceu. Porém, no meio da aventura, ele vai enfrentar duplas sanguinárias, detetives canalhas e aparições fantasmagóricas enquanto discute sobre a vida e felicidade. Com uma narrativa gráfica impecável e cinematográfica, o autor até indica </span><a href="https://youtu.be/d_a9SdsT3AI?si=sletKpl5n1dAhTBq"><span style="font-weight: 400;">músicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ouvir durante a leitura nas notas de rodapé. </span><i><span style="font-weight: 400;">A trilogia do acidente</span></i><span style="font-weight: 400;"> é indispensável para quem ama suspense e quadrinhos. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo </b></p>
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<figure id="attachment_33464" aria-describedby="caption-attachment-33464" style="width: 296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33464" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Noivaa.jpg" alt="A capa do livro &quot;Noiva&quot; de Ali Hazelwood apresenta um fundo cinza, com desenhos de pinheiros, que remete a uma floresta. Ela é monocromática e conta com ilustrações em estilo cartoon em destaque. No centro, há um desenho em branco de uma vampira vestida de noiva. Ela é alta, pálida e magra, seus cabelos estão trançados no topo da sua cabeça com flores, que também enfeitam seu vestido leve. Ela usa batom e unhas vermelhas, e seus olhos observam algo ao seu lado. Atrás dela há o desenho em cinza de um lobo com olhos acesos, e de uma lua branca. O título &quot;Noiva&quot; está escrito na parte inferior em letras grandes e vermelhas, e o nome da autora, Ali Hazelwood, aparece na parte de cima da capa em letras da mesma cor porém menores, com descrições com propósito de marketing à sua volta. No canto inferior em branco e em letras pequenas há um comentário sobre o livro, feito por uma autora identificada por letras do mesmo tamanho porém vermelhas. " width="296" height="425" /><figcaption id="caption-attachment-33464" class="wp-caption-text">Lançado em 24 de Março de 2024 pela editora Arqueiro, Noiva é o primeiro livro de fantasia de Ali Hazelwood. (Foto: Editora Arqueiro)</figcaption></figure>
<p><b>Ali Hazelwood &#8211; Noiva (368 páginas, Editora Arqueiro)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma aliança entre lados opostos e um acordo de paz. Misery Lark nunca imaginou que isso viria na forma de um casamento arranjado, e ainda mais que seu noivo fosse o chefe da matilha rival, Lowe Moreland, um lobisomem…Para encontrar sua melhor amiga desaparecida, Misery arriscaria sua própria vida em território inimigo. Mesmo sendo filha do vampiro mais poderoso, ela cresceu exilada da sociedade dos sanguinários, e mais uma vez é usada como moeda de troca para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eq0ZF7aL_F8"><i><span style="font-weight: 400;">“um bem maior”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a perigos, políticas e alianças entre vampiros e licanos, surge também uma atração inesperada. Em</span> <a href="https://www.amazon.com.br/Noiva-Ali-Hazelwood/dp/6555656034"><i><span style="font-weight: 400;">Noiva</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traduzido por Raquel Zampil, Ali Hazelwood consegue trazer mistério, ação e romance em um formato intrigante. Mas afinal, uma paixão paranormal entre inimigos mortais pode ao fim resultar em paz? A aliança mais perigosa a se fazer talvez seja aquela acidental… E que melhor reviravolta se não o amor?</span><b> &#8211; Léa Secchi</b></p>
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<figure id="attachment_33465" aria-describedby="caption-attachment-33465" style="width: 305px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Girls-like-girls.jpg" alt="Capa do livro Girls Like Girls: Uma História de Amor Entre Garotas. Na foto, o título do livro está escrito com fonte branca na parte central superior da capa. O subtítulo aparece ao lado direito em um tom rosa. A capa apresenta duas meninas. Da esquerda para direita, uma menina de cabelos marrons com uma camiseta listrada e uma garota de cabelos escuros com uma jaqueta jeans. Elas estão se olhando, estão de mãos dadas e estão sentadas. Ao fundo da imagem, no canto inferior esquerdo da capa, há uma bicicleta. Além disso, a paisagem é composta por árvores e arbustos. Na parte central inferior da capa, o nome da autora Hayley Kiyoko aparece com uma fonte branca. Ao lado do nome da autora, há o nome da Editora Intrínseca em uma fonte branca com um círculo roxo ao lado." width="305" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-33465" class="wp-caption-text">Girls Like Girls fala sobre a descoberta da própria sexualidade e é perfeito para meninas LGBTQIAPN+ (Foto: Editora Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><b>Hayley Kiyoko &#8211; Girls Like Girls: Uma História de Amor entre Garotas (320 páginas, Editora Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musicas-que-viraram-livros-conheca-historia-de-girls-like-girls-e-mais-romances-vindos-de-cancoes,b6027b455815c3d8992e295ba35526cb4vkejqzc.html"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Girls Like Girls</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Hayley Kiyoko, traduzido por Helen Pandolfi no Brasil, acompanha Coley, uma adolescente cuja vida muda drasticamente após perder a mãe. Carregando um peso emocional enorme, ela embarca em uma jornada de autoconhecimento enquanto enfrenta o luto. Surge então Sonya, uma jovem popular com uma influência cativante, destacando-se por sua bondade, compaixão e genuíno cuidado com os outros, desafiando os estereótipos associados aos populares da escola.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora presenteia o leitor com uma narrativa sincera, o levando para uma viagem nostálgica à adolescência, em busca de aceitação e amor verdadeiro. A obra preenche uma lacuna na jornada de autoconhecimento, entregando uma história cativante que faz com que o público perca a noção do tempo, nos deixando ocasionalmente felizes batendo os pés na cama. Agradecemos a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I0MT8SwNa_U"><span style="font-weight: 400;">Hayley Kiyoko </span></a><span style="font-weight: 400;">por esse presente carinhoso! </span><b>&#8211; Eloah Kaway</b></p>
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