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	<title>Arquivos Documentário &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Documentário &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Embaixo da Luz de Neon mostra o propósito de continuar vivendo, sustentado por um amor inabalável</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 13:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea Gibson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lara Fagundes Como é amar alguém sabendo que essa pessoa vai partir antes do planejado? E como continuar vivendo com os dias contados? Embaixo da Luz de Neon, indicado na categoria de Melhor Documentário do Oscar e dirigido por Ryan White, acompanha os poetas: Andrea Gibson, artista não binário com diagnóstico de câncer terminal no &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/embaixo-da-luz-de-neon-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Embaixo da Luz de Neon mostra o propósito de continuar vivendo, sustentado por um amor inabalável"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37063" aria-describedby="caption-attachment-37063" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37063" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-6-800x427.png" alt="Andrea e Megan estão deitadas em um chão de madeira, com um carpete cinza cheio. Entre elas, estão dois cachorros de pelos loiros dourados. Uma luz bate no pelo de um deles e no rosto de Megan, mulher branca de cabelos castanhos, usando uma blusa branca, que está rindo com os olhos fechados e a cabeça para cima. Andrea, pessoa não binária branca, com cabelos pretos curtos, uma tatuagem no braço e uma camiseta preta estampada, sorri, olhando para o lado. " width="800" height="427" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-6-800x427.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-6-1024x546.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-6-768x409.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-6-1536x819.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-6-1200x640.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-6.png 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37063" class="wp-caption-text">“Minha história é como a felicidade se torna mais fácil de achar ao percebermos que não temos a eternidade para encontrá-la”, Andrea Gibson (Foto:Apple TV)</figcaption></figure>
<p><b>Lara Fagundes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como é amar alguém sabendo que essa pessoa vai partir antes do planejado? E como continuar vivendo com os dias contados? </span><i><span style="font-weight: 400;">Embaixo da Luz de Neon</span></i><span style="font-weight: 400;">, indicado na categoria de </span><a href="https://www.omelete.com.br/oscar-2026/oscar-2026-indicados"><span style="font-weight: 400;">Melhor Documentário do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e dirigido por Ryan White, </span><span style="font-weight: 400;">acompanha os poetas: Andrea Gibson, artista não binário com diagnóstico de câncer terminal no ovário, e Megan Falley, sua esposa e companheira. Muito mais do que uma história sobre lidar com mortalidade, o longa fala da importância de colocar sentimentos em palavras e celebrar a vida com leveza enquanto ainda a tem.</span></p>
<p><span id="more-37061"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Andrea e Megan se conheceram por meio de espaços para declamação de poemas e essa profissão se mantém como um local de conforto mútuo, fazendo parte da narrativa como guia. Com o diagnóstico, os shows de recitação precisam ser cancelados e a rotina fica parada entre consultas médicas e sessões de quimioterapia, mas nenhuma delas permite que os versos saiam de seus dias. Andrea continuou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tnq4DVkTWb8"><span style="font-weight: 400;">se expressando com palavras</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelas redes sociais e Megan decidiu escrever um livro contando sua vivência. Esses sentimentos escritos levam para um caminho íntimo, indo mais a fundo na reflexão sobre vida e morte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo do longa é, não apenas documentar a vivência e a arte de uma das protagonistas, mas também acompanhar sua tentativa de fazer um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kdjEzdS9Y2Y"><span style="font-weight: 400;">último show</span></a><span style="font-weight: 400;"> de recitação, o que quase não é possível por conta de medicamentos que poderiam acabar com sua voz. Como um tipo de celebridade para os poetas, a arte é essencial e, ao escolher sua voz ao invés dos remédios, se pergunta qual o propósito de um</span><span style="font-weight: 400;">a vida sem poesia. Aqui, a identidade é uma parte importante da narrativa, tanto pelo fator </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">, quanto pelos poemas que trazem uma perspectiva mais profunda dos sentimentos abordados.</span></p>
<figure id="attachment_37062" aria-describedby="caption-attachment-37062" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37062" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-1-800x450.jpg" alt="Andrea veio a falecer em julho de 2025, poucos meses após o lançamento de Em Baixo da Luz de Neon (Foto: Apple TV)" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-1.jpg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37062" class="wp-caption-text">Andrea veio a falecer em julho de 2025, poucos meses após o lançamento de Em Baixo da Luz de Neon (Foto: Apple TV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro destaque é a maneira como a câmera constrói intimidade com o público, registrando de perto e conversando com Andrea como se fosse um amigo acompanhando o processo, sem afetar a honestidade emocional de cada momento. Essa escolha, em conjunto com a direção delicada de </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/ryan-white"><span style="font-weight: 400;">Ryan</span></a><span style="font-weight: 400;">, permite que o espectador faça parte da realidade delas com proximidade. Assim, cada cena transmite a sensação de acompanhar não apenas a história, mas todo o processo vivido por elas em tempo real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário do que se pensa quando o tema surge de uma doença terminal, a história é contada de forma bem humorada por Andrea, o que se torna o </span><a href="https://www.estadao.com.br/cultura/cinema/documentario-emocionante-acompanha-ultimos-dias-de-vida-de-renomada-poeta-e-deixa-uma-valiosa-licao/"><span style="font-weight: 400;">maior diferencial da obra</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo fica mais comovente com a recusa do tom angustiado e o foco no tempo que se torna menos abstrato ao saber que vai partir, com esse sentimento fazendo parte do cotidiano como uma forma de resistência. Assim, é mostrado um casal passando por momentos corriqueiros, piadas internas, sentimentos intensos e conversas difíceis, marcados pela vulnerabilidade que cria uma relação mais forte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A visão de </span><a href="https://bravo.abril.com.br/cinema-tv/nao-binario-poesia-megan-falley-andrea-gibson-filme-documentario-appletv-onde-assistir/"><span style="font-weight: 400;">Megan</span></a><span style="font-weight: 400;"> também aparece, com o lado de quem se torna uma cuidadora, além de parceira, e continua com seus objetivos e uma vida própria, enquanto luta para ser forte e apoiar quem ama independente do quão difícil seja. Ela conta a partir de uma perspectiva de quem observa a situação de perto e reforça como esse companheirismo ajuda a lidar com a doença. Juntas, mostram que compartilhar fases difíceis ultrapassa o medo e se torna um motivo para aproveitar mais o tempo que tem uma com a outra. </span></p>
<figure id="attachment_37064" aria-describedby="caption-attachment-37064" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37064" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-5.png" alt="Duas silhuetas escuras aparecem no centro da imagem, são Andrea, pessoa não binária branca, com cabelos pretos curtos, e Megan, uma mulher branca com cabelo castanho médio e franja. Elas olham uma para outra, com os ombros encostados. Ao fundo, vemos uma paisagem em tons azuis de um grande lago e nuvens cobrindo o céu, com algumas árvores aos cantos. Parte do céu aparece rosado como um pôr do Sol, com a luz sendo refletida na água." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-5.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-5-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37064" class="wp-caption-text">A trilha sonora feita por Blake Neely foi premiada no Cinema Eye Award (Foto: Apple TV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor é parte central da rotina, tanto dentro do romance entre elas, quanto com amigos, familiares, animais de estimação e até ex-namoradas, que acompanham tudo desde o diagnóstico. A </span><a href="https://macmagazine.com.br/post/2025/11/14/estreia-no-apple-tv-documentario-embaixo-da-luz-de-neon/"><span style="font-weight: 400;">obra</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguiu trazer para a tela muito mais do que um filme sobre uma pessoa doente, trouxe a mensagem de como transformar dor com risos e muita poesia. Além de ressaltar como amar é a causa de outros sentimentos em relação a alguém, principalmente a tristeza, o luto e a saudade.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Embaixo da Luz de Neon </span></i><span style="font-weight: 400;">foi </span><a href="https://www.termometrooscar.com/cinema-eacute-tudo-isso---blog/embaixo-da-luz-neon-sobre-duas-poetas-que-enfrentam-o-cancer-com-amor-e-parceria-inabalavel-lidera-com-6-indicacoes-o-cinema-eye-honors-2026"><span style="font-weight: 400;">aclamado</span></a><span style="font-weight: 400;"> em festivais como os de Sundance, Seattle e São Francisco, além de já ter ganho as categorias de Melhor Documentário e Melhor Trilha Sonora (Blake Neely) na premiação </span><i><span style="font-weight: 400;">Cinema Eye Honors</span></i><span style="font-weight: 400;"> e recebido uma indicação ao prêmio </span><i><span style="font-weight: 400;">Satellite</span></i><span style="font-weight: 400;">. Agora, é um forte candidato para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">com uma história que aborda o relacionamento humano com a morte e o luto iminente, enquanto homenageia </span><span style="font-weight: 400;">Andrea como artista e poeta. </span><span style="font-weight: 400;">Ryan White fez um ótimo trabalho com a direção, garantindo ao projeto a delicadeza e profundidade das palavras recitadas, transformando o documentário em poesia visual.</span></p>
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		<title>Nova ’78 chega como eco distante do grito que um dia moveu William S. Burroughs</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 14:05:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eduardo Dragoneti Assistido na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Nova ’78 é uma viagem fragmentada ao coração da contracultura dos anos 1970. Dirigido por Aaron Brookner e Rodrigo Areias, o documentário parte de imagens até então inéditas, gravadas pelo tio de Aaron, Howard Brookner, da Nova Convention (1978), evento que celebrou o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/nova78-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Nova ’78 chega como eco distante do grito que um dia moveu William S. Burroughs"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36075" aria-describedby="caption-attachment-36075" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/nova1.jpg" alt=" Cena do documentário Nova ’78. William S. Burroughs, um homem branco, idoso, de sobretudo claro e óculos, caminha por uma rua de Nova York na década de 1970, cercado por carros antigos e placas de postos de gasolina." width="512" height="250" /><figcaption id="caption-attachment-36075" class="wp-caption-text">O documentário foi exibido no 78º Festival de Cinema de Locarno (Foto: Pinball London)</figcaption></figure>
<p><b>Eduardo Dragoneti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistido na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><i><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova ’78</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma viagem fragmentada ao coração da contracultura dos anos 1970. Dirigido por Aaron Brookner e Rodrigo Areias, o documentário parte de imagens até então inéditas, gravadas pelo tio de Aaron, Howard Brookner, da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova Convention (1978)</span></i><span style="font-weight: 400;">, evento que celebrou o retorno do multiartista </span><a href="https://revistacontinente.com.br/secoes/arquivo/william-burroughs--o-malvado-favorito-da-contracultura"><span style="font-weight: 400;">William S. Burroughs</span></a><span style="font-weight: 400;"> (1914-1997) aos Estados Unidos e reuniu nomes de diferentes vertentes da Arte, como Patti Smith, Frank Zappa, Laurie Anderson, Allen Ginsberg e </span><a href="https://personaunesp.com.br/nirvana-samsung-philip-glass-ibirapuera/"><span style="font-weight: 400;">Philip Glass</span></a><span style="font-weight: 400;">. O resultado é uma cápsula de tempo que tenta reconstituir um encontro histórico, mas que – ao emergir mais de quarenta anos depois – carrega o peso de chegar </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-laura/?fbclid=PAb21jcANtnUhleHRuA2FlbQIxMQABpxVZFo8LBOJ3U0bE097a0eZiQawNERLKUulMfdqKG-AbW7WZ1Fzyf-w2N0WY_aem_W4AhkKxE23oBylUV7hciug"><span style="font-weight: 400;">tarde demais</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-36074"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Burroughs, o objeto de estudo do documentário e um espírito inquieto da </span><a href="https://www.nypl.org/blog/2017/03/02/where-start-beat-generation"><i><span style="font-weight: 400;">beat generation</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é mostrado aqui como alguém que inspira e, ao mesmo tempo, escapa. O filme o observa de perto, cercado de amigos e admiradores, mas raramente o alcança por completo. É como se a câmera de Brookner o reverenciasse demais para interrogá-lo. Há uma clara admiração, em certos momentos excessiva, que dilui a espontaneidade do encontro. Burroughs está disposto a falar, porém discorre com certas reservas. O escritor sem filtros parece sempre um pouco deslocado, como se faltasse a intimidade necessária para se abrir por inteiro. Ainda assim, é impossível não sentir o magnetismo que o cercava. Sua </span><a href="https://bravo.abril.com.br/cinema-tv/como-luca-guadagnino-transpos-o-livro-queer-para-as-telas/"><span style="font-weight: 400;">homossexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> assumida, sua ironia afiada e sua presença poderosa fascinam o espectador.</span></p>
<figure id="attachment_36076" aria-describedby="caption-attachment-36076" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/nova2.jpg" alt="Cena do documentário Nova ’78. William S. Burroughs, de costas, é visto em silhueta, de chapéu e óculos, com as luzes do palco ao fundo criando um contraste entre sombra e brilho" width="512" height="288" /><figcaption id="caption-attachment-36076" class="wp-caption-text">O longa faz parte da seção Foco Reino Unido na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Pinball London)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que se desenrola nas imagens da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova Convention</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um retrato de artistas tentando entender um mundo à beira do colapso. Falava-se sobre preconceito, </span><a href="https://www.artforum.com/features/abstract-expressionism-weapon-of-the-cold-war-214234/"><span style="font-weight: 400;">liberdade criativa</span></a><span style="font-weight: 400;">, tecnologia e política internacional com uma lucidez que impressiona. Enquanto alguns ironizavam a exploração espacial como símbolo do avanço humano quando a própria Terra continuava ruindo, havia aqueles que alertavam contra o fundamentalismo religioso, a perseguição a minorias e a censura moral. Essas pautas, todas alarmadas </span><a href="https://epoca.globo.com/vida/noticia/2014/02/william-burroughs-o-escritor-que-binventou-o-heavy-metalb.html"><span style="font-weight: 400;">por Burroughs</span></a><span style="font-weight: 400;">, permanecem desconfortavelmente atuais e, paradoxalmente, é esse mesmo anacronismo que enfraquece o impacto da produção. O que seria revolucionário em 1978 soa, em 2025, como um eco tardio de uma rebeldia já absorvida pela história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Brookner e Areias partem de um material monumental, tendo mais de quarenta horas de gravações </span><i><span style="font-weight: 400;">16mm</span></i><span style="font-weight: 400;">, entre bastidores e performances nas mãos. A </span><a href="https://www.sescsp.org.br/editorial/colecao-restaurados-o-resgate-da-memoria-na-restauracao-cinematografica/"><span style="font-weight: 400;">restauração</span></a><span style="font-weight: 400;"> dessas imagens, feita entre 2012 e 2024, é um feito técnico, mas também afetivo, notável, para aqueles que conviveram com Burroughs. Entretanto, na tentativa de preservar o espírito da </span><a href="https://www.thecollector.com/hippie-counterculture-movement-1960s-1970s/"><span style="font-weight: 400;">época</span></a><span style="font-weight: 400;">, os diretores se prendem demais à forma bruta. A montagem é caótica e propositalmente livre, refletindo o improviso da própria convenção. Essa escolha, porém, acaba sacrificando a emoção em nome da fidelidade estética. A dupla optou por uma experiência mais arqueológica do que cinematográfica, em que o registro vale bem mais do que o gesto criativo.</span></p>
<figure id="attachment_36077" aria-describedby="caption-attachment-36077" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36077" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/nova3.jpg" alt="Cena do documentário Nova ’78. William S. Burroughs, um homem branco, idoso, de estatura média, sentado em uma cadeira no canto de um quarto simples e desorganizado, cercado por roupas, caixas e equipamentos." width="512" height="288" /><figcaption id="caption-attachment-36077" class="wp-caption-text">O documentário conta com sessões presenciais em São Paulo e online pelo SpcinePlay (Foto: Pinball London)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, há momentos em que </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova ’78</span></i><span style="font-weight: 400;"> encontra força na imperfeição. Quando </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/6-musicas-para-entender-carreira-de-patti-smith-madrinha-do-punk/"><span style="font-weight: 400;">Patti Smith</span></a><span style="font-weight: 400;"> surge em cena ou </span><a href="https://jacobin.com.br/2021/04/quando-acabaremos-com-a-guerra-humana/"><span style="font-weight: 400;">Ginsberg</span></a><span style="font-weight: 400;"> fala sobre sexualidade e política, há uma energia viva entoada nos gritos da platéia que parece rasgar o tempo. São fragmentos que lembram por que aquela geração acreditava tanto no poder transformador da arte. Ao mesmo tempo, é impossível não sentir uma certa melancolia, pois a esperança que havia em 1978, de um mundo mais livre, mais consciente e menos hipócrita, foi se diluindo no cinismo dos anos seguintes, refletindo hoje muitos dos mesmo problemas que os </span><a href="https://www.visualcapitalist.com/which-generation-influence-u-s-politics/"><i><span style="font-weight: 400;">Baby Boomers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> costumavam denunciar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A força simbólica de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova ’78</span></i><span style="font-weight: 400;"> está justamente em revelar esse fracasso. O filme não oferece respostas, porque a ele nada foi perguntado, entretanto algumas questões surgem naturalmente ao final do </span><a href="https://mostra.org/filmes?tags=document%C3%A1rio"><span style="font-weight: 400;">documentário</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“O que significa ser livre em um mundo que continua a punir a diferença?” </span></i><span style="font-weight: 400;">Com seu olhar tão sereno que chega a  transparecer descrença, Burroughs parece sugerir que a verdadeira revolução talvez nunca tenha acontecido. </span><a href="https://www.britannica.com/art/Beat-movement"><span style="font-weight: 400;">Sua própria vida</span></a><span style="font-weight: 400;">, marcada por vícios, amores e exílios, é um testemunho de que liberdade e autodestruição caminham lado a lado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Nova 78" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ThRFmwUsJc0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv celebra 10 anos de uma explosão de cores inesquecível</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 18:24:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Não há algo tão agridoce quanto relembrar os tempos da adolescência e, definitivamente, nada é intenso e suave quanto Red Velvet – não estamos falando de sabores de bolo, mas sim de cinco meninas que definiram a terceira geração do K-pop. Irene, Seulgi, Wendy, Joy e Yeri dividem uma trajetória marcada por hits &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/red-velvet-happiness-diary-my-dear-reve1uv-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv celebra 10 anos de uma explosão de cores inesquecível<br />"</span></a></p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image_editor_output_image1000168127-1743704128859791330569578117490-1024x683.jpg" alt="Cena do filme Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv. A composição da cena mostra Seulgi, Yeri, Irene, Wendy e Joy em poses relaxadas e sorridentes, posicionadas em uma formação aproximada, mas não exatamente alinhada. As mulheres parecem envolvidas em uma interação amigável, provavelmente em um show ou performance, de acordo com a presença de luzes de fã nas mãos. A imagem captura um momento específico durante o espetáculo, que é o de interação entre as integrantes. A iluminação e a composição sugerem um ambiente de palco, ou outro local com cenário específico para entretenimento." class="wp-image-35092" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image_editor_output_image1000168127-1743704128859791330569578117490-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image_editor_output_image1000168127-1743704128859791330569578117490-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image_editor_output_image1000168127-1743704128859791330569578117490-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image_editor_output_image1000168127-1743704128859791330569578117490-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image_editor_output_image1000168127-1743704128859791330569578117490-1200x801.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image_editor_output_image1000168127-1743704128859791330569578117490.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-element-caption">O longa foi filmado durante a turnê 2024 Red Velvet FANCON TOUR &lt;HAPPINESS : My Dear, ReVe1uv&gt; (Foto: Sato Company)</figcaption></figure>



<p><strong>Nathalia Tetzner</strong></p>



<p>Não há algo tão agridoce quanto relembrar os tempos da adolescência e, definitivamente, nada é intenso e suave quanto <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FyG21rXCxlY">Red Velvet</a> – não estamos falando de sabores de bolo, mas sim de cinco meninas que definiram a terceira geração do <em>K-pop</em>. Irene, Seulgi, Wendy, Joy e Yeri dividem uma trajetória marcada por <em>hits</em> e visuais impecáveis, porém, também muita incerteza; fator comum de uma indústria musical que busca renovação a todo momento, conhecida por levar seus <em>idols</em> à exaustão.<br><br>Completando dez anos desde o <em>debut</em> com <em>Happiness</em>, as garotas, agora mulheres independentes que se consagraram em suas próprias carreiras solo, abrem as portas para as memórias de um passado recente, que já deixam muita saudade. <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dCNSYcX2SxA">Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv</a></em> utiliza gravações da turnê mais recente do grupo para montar um documentário que prova: “<em>Se você precisa de paz em seu coração e quer sentir alegria, volte quando quiser. Estamos sempre aqui</em>”. </p>



<span id="more-35096"></span>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image33975177232578173613-1024x683.jpg" alt="Cena do filme Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv. A composição da imagem é simples e focada, com Yeri centralizada no enquadramento. A mulher está posicionada de frente, com os seus olhos diretamente voltados para a câmera, transmitindo um ar de naturalidade. A iluminação é suave e uniforme, sem sombras fortes ou contrastes acentuados. Não há elementos adicionais além da mulher, o que concentra a atenção no seu rosto e expressão." class="wp-image-35094" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image33975177232578173613-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image33975177232578173613-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image33975177232578173613-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image33975177232578173613-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image33975177232578173613-1200x801.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image33975177232578173613.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-element-caption">Yeri entrou para o grupo de K-pop com apenas 17 anos de idade coreana e 16, internacionalmente (Foto: Sato Company)</figcaption></figure>



<p><br>A estrela do longa acaba sendo Kim Ye-rim. É extremamente emocionante, tanto para as membros mais experientes, quanto para qualquer ‘ReVeluv’ – nome do fandom de Red Velvet – assistir como a <em>maknae</em> amadureceu. Na turnê <em>2024 Red Velvet FANCON TOUR &lt;HAPPINESS : My Dear, ReVe1uv&gt;</em>, é recriado o momento em que ela se junta às meninas antes do lançamento do mini-álbum icônico <a href="https://www.youtube.com/watch?app=desktop&#038;v=T2E5PeoyXF0&#038;t=0s"><em>Ice Cream Cake</em></a>. Nesse instante, é quase impossível segurar as lágrimas.<br><br>De fato, o diretor Oh Yoon-dong, acostumado a gravar eventos de <a href="https://personaunesp.com.br/exist-critica/"><em>K-pop</em></a>, consegue trazer um diferencial para a película: aqui, há bastante espaço para a expressão dos sentimentos conflitantes de Irene, Seulgi, Wendy, Joy e Yeri; o que acaba, por vezes, sufocando o espetáculo. Contudo, o que é Red Velvet senão “<em>uma mistura de conto de fadas e elementos assustadores?</em>”. Ainda que algumas declarações sejam como um <em>cupcake</em> amargo decorado com <em>glitter</em>, as cinco continuam iluminando por onde passam.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image25129757266193122567-1024x683.jpg" alt="Cena do longa Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv. A composição da cena é organizada em uma formação de quatro linhas horizontais, com as mulheres posicionadas em intervalos regulares ao longo do palco. O foco está centrado no grupo de mulheres, com o restante do ambiente desfocado. Há um padrão geométrico distinto no palco, com luzes e formas geométricas que parecem criar setores e linhas que guiam o olhar para o grupo central de mulheres." class="wp-image-35095" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image25129757266193122567-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image25129757266193122567-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image25129757266193122567-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image25129757266193122567-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image25129757266193122567-1200x801.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image25129757266193122567.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-element-caption">Red Velvet debutou em 2014, com o single Happiness (Foto: Sato Company)</figcaption></figure>



<p>Muito desse lado difícil de engolir surge das próprias ações da <a href="https://revistakoreain.com.br/2024/06/sm-entertainment-abre-processo-contra-chen-baekhyun-e-xiumin-exo-para-execucao-de-contratos/"><em>SM Entertainment</em></a>. A empresa que detém os direitos de Red Velvet sempre esteve envolvida em incontáveis polêmicas e processos a respeito da forma maquiavélica que cria e desenvolve grupos de <em>K-pop</em>. Isso fica nítido em uma declaração de Yeri: “<em>Me disseram que eu era como a cor vermelho vibrante, porque eu pensei que tudo iria melhorar depois da estreia. Depois que eu estreei, eu fiquei mais opaca. Talvez, até deixado de lado meu autoconhecimento</em>”.<br><br>Embora se trate de um filme que deixa uma certa nostalgia no ar, <em>Red Velvet Happiness Diary: My Dear, ReVe1uv</em> alcança o objetivo de celebrar dez anos de uma explosão de cores inesquecível: o debut de um dos grupos sul-coreanos mais distinguíveis de todos. Assim como Irene, quando menciona a canção <a href="https://www.youtube.com/watch?v=kyoQ4OAN7Pc"><em>Candy (사탕)</em></a> no documentário, ficamos com a sensação de que “<em>Se eu não te conhecesse, como eu teria rido desse sentimento sombrio?</em>”.</p>



<figure class="wp-block-embed is-provider-youtube wp-block-embed-youtube"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Red Velvet Happiness Diary: nos Cinemas | Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/4L7X1VGj5T0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p></p>
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		<title>Trilha Sonora para um Golpe de Estado é documentário corajoso, mas excessivo</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 19:42:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Há pelo menos uma década, o Oscar se empenha em indicar e prestigiar filmes que tenham como temas o racismo, a sexualidade e o protagonismo feminino, ainda que, por muitas vezes, a premiação vá para caminho habitual, a exemplos de apenas uma mulher indicada em Melhor Direção ou a entrega do prêmio para &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/trilha-sonora-para-um-golpe-de-estado-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Trilha Sonora para um Golpe de Estado é documentário corajoso, mas excessivo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_34757" aria-describedby="caption-attachment-34757" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34757" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-2-800x420.png" alt="Cena do filme Trilha Sonora para um Golpe de EstadoNo canto esquerdo da imagem, em preto e branco, está Louis Armstrong tocando um instrumento de sopro. O ponto de vista é dos pratos de uma bateria, no lado esquerdo há uma mão segurando uma baqueta. No canto direito, de costas para Armstrong, há um homem branco, na faixa dos 50 anos, vestindo terno. Louis Armstrong é um homem adulto, negro e veste um terno." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-2-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-2-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-2-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-2.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34757" class="wp-caption-text">Louis Armstrong é uma das celebridades que aparece no longa (Foto: Pandora Filmes)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Davi Marcelgo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há pelo menos uma década, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i></a><span style="font-weight: 400;">se empenha em indicar e prestigiar filmes que tenham como temas o racismo, a sexualidade e o protagonismo feminino, ainda que, por muitas vezes, a premiação vá para caminho habitual, a exemplos de apenas uma </span><a href="https://forbes.com.br/forbes-mulher/2025/01/coralie-fargeat-de-a-substancia-pode-ser-a-4a-mulher-na-historia-a-receber-oscar-de-melhor-direcao/#:~:text=A%20Academia%20de%20Hollywood%20anunciou,entre%20os%20candidatos%20ao%20pr%C3%AAmio."><span style="font-weight: 400;">mulher indicada</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Melhor Direção ou a entrega do prêmio para </span><i><span style="font-weight: 400;">Green Book: O Guia</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018). Em 2025, </span><i><span style="font-weight: 400;">Trilha Sonora para um Golpe de Estado</span></i><span style="font-weight: 400;"> entra na lista dos concorrentes a Melhor Documentário. Narrando a luta de </span><a href="https://almapreta.com.br/sessao/africa-diaspora/conheca-a-historia-de-patrice-lumumba-libertador-do-congo-que-faria-96-anos-hoje/"><span style="font-weight: 400;">Patrice Lumumba</span></a><span style="font-weight: 400;"> para tornar a República Democrática do Congo um país independente, o longa de Johan Grimonprez aposta em imagens de arquivo para costurar a história.</span></p>
<p><span id="more-34756"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer consideração direta sobre o documentário, é admirável a presença dele no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2025, sobretudo, por se posicionar não apenas sobre um acontecimento histórico, mas também contra bilionários de extrema-direita, como Elon Musk e seu(s) interesse(s) em </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-04/niquel-litio-e-satelites-conheca-interesses-de-musk-no-brasil"><span style="font-weight: 400;">minérios</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, coincidentemente (o filme é de 2024), marcaram presença na posse do presidente Donald Trump. A premiação é uma catapulta para a visibilidade de muitas obras, sem ela, provavelmente, a fita e as ideias de Grimonprez passariam despercebidas pelos cinemas brasileiros. Ironicamente, o imperialismo ainda decide quem é visto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acontece que </span><i><span style="font-weight: 400;">Trilha Sonora para um Golpe de Estado </span></i><span style="font-weight: 400;">necessita de muito fôlego para encarar 150 minutos de muita informação, enfoques, imagens e áudios que se devoram. A sensação provocada é de confusão, uma trama política complexa demais para querer mirar no </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, na Guerra Fria, no imperialismo e em outras tramoias, mesmo que elas estejam interligadas. O documentário pode ser encaixado no que seria um filme de solicitação, conceito apresentado pelo crítico </span><a href="https://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/o-cinema-segundo-paulo-emilio-9ah48ueixtvqru0wnpr6wjv0z/"><span style="font-weight: 400;">Paulo Emílio Sales Gomes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ou seja, há mais perguntas sendo feitas do que respostas ao espectador.</span></p>
<p><figure id="attachment_34758" aria-describedby="caption-attachment-34758" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34758" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-3-800x518.png" alt="Cena do filme Trilha Sonora para um Golpe de EstadoNo centro da imagem, está Patrice Lumumba, ele está com as duas mãos erguidas mostrando o pulso enfaixado. Ele está com uma expressão séria, veste terno e gravata. Lumumba é um homem adulto de pele negra, seu cabelo é curto e ele tem bigode e cavanhaque. No lado direito, há um homem, também usando terno. " width="800" height="518" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-3-800x518.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-3-768x497.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-3.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34758" class="wp-caption-text">Patrice Lumumba foi torturado e morto em 1961 (Foto: Pandora Filmes)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É a partir de vivências, aproximações e outras estruturas que alguém gosta ou não de uma obra. Por exemplo, o grau de conhecimento sobre o gênero de Terror vai definir a apreciação de </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-todo-mundo-em-panico/"><i><span style="font-weight: 400;">Todo Mundo em Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2000) para além das piadas </span><i><span style="font-weight: 400;">nonsenses</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esse fator é fundamental nesse documentário, que, como em um anúncio do </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;"> que nem sentimos chegar, interrompe sua narrativa para transmitir uma propaganda do carro </span><i><span style="font-weight: 400;">Tesla</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou do </span><i><span style="font-weight: 400;">Iphone</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem os relacionar por meio de narrações com os fatos ali mostrados. É necessário, de quem vê, o conhecimento prévio sobre Elon Musk e fabricação de baterias, mas também de exploração de recursos e de que o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um gênero de improvisos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal fator está longe de ser um problema, é sua característica, inclusive para temas que não devem ser mastigados. A introdução das peças publicitárias de forma abrupta é um ótimo acerto para transmitir a ideia de que o </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2020/10/07/o-que-e-imperialismo-pesquisadoras-explicam-o-que-esse-debate-tem-a-ver-com-sua-vida"><span style="font-weight: 400;">imperialismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> ainda faz presença, de modo que tira e repõe você da história em uma fração de segundo. Mas e a trilha sonora que dá o título para o filme? Infelizmente, é o elemento que está mais desconectado, sendo usado de forma eficiente em raras ocasiões. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Trilha Sonora pra um Golpe de Estado - Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Aib5z2elhGY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo como início as opiniões de figuras políticas sobre o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, muitas delas negativas, a Música é compreendida como ruído. Um dos personagens diz que desliga o rádio quando o gênero começa a tocar. Já em determinado trecho do filme, um dos narradores diz que os trâmites para conquistar a liberdade na República Democrática do Congo são conduzidos por músicas diferentes: a ONU não ouve </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, portanto, não escuta a voz do povo. Outras tomadas conseguem extrair sentimento, como a cena em que Louis Armstrong canta </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2LDPUfbXRLM"><i><span style="font-weight: 400;">Black And Blue</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felizmente, </span><a href="https://olhardigital.com.br/2025/01/28/cinema-e-streaming/indicados-ao-oscar-2025-veja-onde-assistir-a-cada-filme-online-nos-streamings/"><i><span style="font-weight: 400;">Trilha Sonora para um Golpe de Estado</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> toma posição e revela lados e figuras da história que tendem a ser apagados da equação imperialista – o que é fundamental em um filme que interpreta fatos, ao invés de apenas os narrar. Entretanto, sua forma não linear e o excesso de enfoque tornam a experiência enfadonha: o quanto você absorveu do que viu é a pergunta que fica ao sair da sessão. </span></p>
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		<title>Pra Sempre Paquitas é um polêmico e surpreendente purgatório dos traumas da geração das décadas de 1980 e 1990</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jan 2025 19:36:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Documentário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vinicius Magalhães Difícil assistir o documentário Pra Sempre Paquitas, lançado pelo Globoplay em Setembro de 2024, sem fazer comparações com outro produto de 2023 da plataforma de streaming da Globo: Xuxa, o Documentário. Apesar de não ser vendida como um spin off – mesmo com todas as características de um –, a série sobre o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/pra-sempre-paquitas-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Pra Sempre Paquitas é um polêmico e surpreendente purgatório dos traumas da geração das décadas de 1980 e 1990"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_34700" aria-describedby="caption-attachment-34700" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34700 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/assets-fotos-336-vem-ai-pra-sempre-paquitas-891cd671f9f3-800x534.jpg" alt="Imagem de três mulheres sorrindo em um camarim iluminado. A mulher ao centro, com cabelos curtos e uma camiseta preta com a frase 'Tô Empaquitada', segura um pequeno cachorro vestido com um chapéu vermelho. As outras duas mulheres, uma usando uma camiseta branca com estampa da marca Reserva e outra com uma camiseta branca com um arco-íris, estão ao lado dela. Ao fundo, araras de roupas e espelhos completam o ambiente descontraído." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/assets-fotos-336-vem-ai-pra-sempre-paquitas-891cd671f9f3-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/assets-fotos-336-vem-ai-pra-sempre-paquitas-891cd671f9f3-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/assets-fotos-336-vem-ai-pra-sempre-paquitas-891cd671f9f3.jpg 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34700" class="wp-caption-text">Tatiana Maranhão e Ana Paula Guimarães, além de ex-paquitas, são as criadoras da série documental<br />(Foto: Blad Meneghel)</figcaption></figure></p>
<p><b>Vinicius Magalhães</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Difícil assistir o documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">Pra Sempre Paquitas</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> em Setembro de 2024, sem fazer comparações com outro produto de 2023 da plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/3-polemicas-cabeludas-do-documentario-de-xuxa-meneghel-no-globoplay"><i><span style="font-weight: 400;">Xuxa, o Documentário</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar de não ser vendida como um </span><i><span style="font-weight: 400;">spin off –</span></i><span style="font-weight: 400;"> mesmo com todas as características de um –, a série sobre o grupo de assistentes de palco da apresentadora Xuxa entrega um material muito mais polêmico, interessante, honesto e divertido comparado ao que inspirou a sua criação. </span></p>
<p><span id="more-34699"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em cinco episódios de cerca de 50 minutos, a série documental não tem uma proposta inovadora; assim como inúmeros outros </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/documentario-da-turma-do-balao-magico-capricha-nas-polemicas-conheca-as-principais,692c5d03edd1e29bf4e6d7fedb087caf4togg8mp.html"><span style="font-weight: 400;">documentários nostálgicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, a ideia é revisitar a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> das décadas  de 1980 e 1990 e explorar as polêmicas e memórias do período. No entanto, mesmo sem prometer originalidade, a obra se torna diferente das outras em diversos sentidos. O primeiro destaque é, sem dúvida, o resgate de imagens de acervo. O seriado entrega um deleite de </span><a href="https://observatoriodatv.com.br/colunas/duh-secco/pra-sempre-paquitas-do-globoplay-tera-imagens-raras-do-xou-da-xuxa"><span style="font-weight: 400;">gravações  caseiras</span></a><span style="font-weight: 400;"> de bastidores de </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> e programas de televisão que, até então, nunca tinham sido exibidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo destaque é não ser mais uma obra chapa-branca. Os recentes documentários biográficos lançados pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay </span></i><span style="font-weight: 400;">possuem a característica em comum de fugir das polêmicas e incoerências dos personagens centrais. Aqui, o confronto acontece desde o início, seja pelas desavenças entre as paquitas ou pela omissão da apresentadora Xuxa diante inúmeros casos de abuso sofridos pelas garotas.</span></p>
<p><figure id="attachment_34702" aria-describedby="caption-attachment-34702" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34702 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/paquitas-800x533.webp" alt="Imagem de um grupo de mulheres no palco, vestindo casacos pretos com detalhes dourados e vermelhos, semelhantes a uniformes militares estilizados. Elas estão cantando e sorrindo, enquanto uma banda toca ao fundo, incluindo instrumentos como percussão e teclado. O público, ao fundo, assiste animado, com algumas pessoas segurando pompons coloridos. O cenário é iluminado com cores vibrantes, criando uma atmosfera festiva." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/paquitas-800x533.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/paquitas-1024x682.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/paquitas-768x511.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/paquitas.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34702" class="wp-caption-text">Como estratégia de lançamento da série documental, o programa Altas Horas reuniu todas as paquitas em um especial<br />(Foto: Globo)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada episódio se concentra em apresentar a </span><a href="https://globoplay.globo.com/v/12923666/"><span style="font-weight: 400;">história das paquitas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de forma cronológica, passando desde a primeira geração de 1986 até a última de 2000.  No início, vemos a construção do sonho que pairou no imaginário de garotas por quase vinte anos: ser uma assistente de palco da maior </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Brasil. Mas, a partir do terceiro episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Do mundo a gente toma conta</span></i><span style="font-weight: 400;">, sutilmente, o público vai sendo levado a questionar se esse sonho não esconde uma realidade nem um pouco cor-de-rosa, seguindo assim até o final. Daí em diante, a série torna-se um purgatório de traumas vividos pelas diferentes gerações de paquitas e coloca, no centro do palco, a coadjuvante de toda narrativa: Marlene Mattos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A empresária e diretora de TV, </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/quem-e-marlene-mattos-conheca-a-historia-conturbada-de-xuxa-e-sua-ex-empresaria/"><span style="font-weight: 400;">Marlene Mattos</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi responsável por gerenciar a vida, carreira e negócios de Xuxa por mais de 20 anos. Conhecida pelo seu temperamento rude e explosivo, Mattos é a pessoa mais citada em todo o seriado, justamente por ser a gestora das paquitas. Fica evidente ao longo da história como o sucesso e o poder rompeu com os limites profissionais da empresária. Infelizmente, não é oferecida ao público a oportunidade de ouvir a outra versão da história, pois a coadjuvante não aceitou nenhum dos convites para participar da produção. Assim, ela é retratada como uma típica vilã maniqueista, repleta de defeitos e isenta de qualidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O clímax da série é a divulgação de </span><a href="https://gshow.globo.com/globoplay/noticia/pra-sempre-paquitas-entenda-a-historia-do-polemico-livro-que-causou-demissao-em-massa.ghtml"><span style="font-weight: 400;">fitas de áudio</span></a><span style="font-weight: 400;"> com confissões de casos de agressão verbal e psicológica sofridos pelas paquitas. O material, até então inédito, foi gravado por um produtor do programa </span><i><span style="font-weight: 400;">Xou da Xuxa</span></i><span style="font-weight: 400;"> que estava interessado em produzir um livro sobre os bastidores do grupo. Esse episódio envolvendo o livro desemboca em uma sequência de punições que culminam na dissolução da formação de assistentes de palco e a seleção de um novo grupo de meninas. Outro ponto alto é a escolha do diretor, Ivo Filho, e da diretora artística, Ana Paula Guimarães, de quebrar a quarta parede em diversos momentos. Mesmo com uma montagem convencional, esses momentos de ruptura  entre público e produção trouxe, não somente uma estética mais criativa, como também acrescentou veracidade para os depoimentos. </span></p>
<p><figure id="attachment_34703" aria-describedby="caption-attachment-34703" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34703 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/a-fa-patricia-veloso-encontrou-xuxa-no-rock-in-rio-1726943325080_v2_900x506.jpg-800x450.jpg" alt="Imagem de duas mulheres sorrindo em frente a um painel com o logotipo do Itaú e elementos decorativos coloridos. A mulher ao fundo, de cabelos curtos e loiros, está vestida de preto e abraça a mulher à frente, que usa óculos e um vestido azul, ambas com os braços levantados em sinal de alegria." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/a-fa-patricia-veloso-encontrou-xuxa-no-rock-in-rio-1726943325080_v2_900x506.jpg-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/a-fa-patricia-veloso-encontrou-xuxa-no-rock-in-rio-1726943325080_v2_900x506.jpg-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/a-fa-patricia-veloso-encontrou-xuxa-no-rock-in-rio-1726943325080_v2_900x506.jpg.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34703" class="wp-caption-text">A série documental rendeu o meme “que xou da Xuxa é esse?”<br />(Foto: Rogério Fidalgo)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra patina em pontos onde tenta criar polêmicas para histórias que já possuem esclarecimentos, como por exemplo, a </span><a href="https://oglobo.globo.com/play/series/noticia/2024/09/17/documentario-das-paquitas-aborda-misteriosa-saida-de-diane-dantas-a-lady-di-nunca-mais-falou-comigo-diz-xuxa.ghtml"><span style="font-weight: 400;">saída repentina</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma paquita que já possui explicação, mas que a produção preferiu ocultar e tratar como um assunto sem resposta. Outro ponto que poderia ter sido tratado com mais profundidade é a polêmica sobre a ausência de diversidade e, como a decadência do grupo está relacionada com esse problema. Apesar de selecionar importantes pensadoras negras para comentar o tema, a pauta poderia ser melhor tratada sob diferentes prismas, entre eles, um dos mais instigantes: o fato de Marlene Mattos ser uma mulher negra e ainda assim cometer racismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criada por Ana Paula Guimarães e </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ex-paquita-tatiana-maranhao-resgata-fotos-ineditas-do-grupo-veja/"><span style="font-weight: 400;">Tatiana Maranhão</span></a><span style="font-weight: 400;"> – duas paquitas da considerada geração de ouro –, a série documental é um entretenimento que merece ser visto, justamente por ter sido idealizado pelas pessoas que viveram na pele todas as histórias contadas. Dessa maneira, cada cena e relato torna-se mais honesto e interessante e, de quebra, leva o público a resgatar a infância e fazer as pazes com o passado.</span></p>
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		<title>Depois da Morte é um guia turístico do além-otimismo religioso</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Apr 2024 17:00:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos Para morrer, basta estar vivo. Essa é, até então, a única certeza que temos. Entre cientistas, céticos e religiosos, a experiência de quase-morte é o mais próximo que estamos da noção do pós-vida, cenário em que qualquer metodologia que aproxima a maior dúvida da humanidade de uma resposta é válida. Depois da Morte &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/depois-da-morte-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Depois da Morte é um guia turístico do além-otimismo religioso"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_33229" aria-describedby="caption-attachment-33229" style="width: 886px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33229" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-1.png" alt="Cena do filme Depois da Morte. Na imagem está um homem branco por volta de seus quarenta anos com cabelo preto liso e bigode espesso sem barba. Ele está vestindo uma camisola hospitalar branca. Sua cabeça está inclinada para cima enquanto encara a luz amarela de uma cortina à sua frente." width="886" height="499" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-1.png 886w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-1-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-1-768x433.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33229" class="wp-caption-text">Após sofrer um acidente de carro que inspirou o filme 90 Minutos no Paraíso (2015), o pastor Don Piper relata a experiência que o fez encontrar a religião [Foto: Synapse Distribution]</figcaption></figure><b>Henrique Marinhos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para morrer, basta estar vivo. Essa é, até então, a única certeza que temos. Entre </span><a href="https://www.pergaminho.pt/autor/raymond-moody/464686"><span style="font-weight: 400;">cientistas</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://ac24horas.com/2015/07/15/pastor-morre-visita-o-ceu-e-volta-para-contar-o-que-viu/"><span style="font-weight: 400;">céticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e religiosos, a experiência de quase-morte é o mais próximo que estamos da noção do pós-vida, cenário em que qualquer metodologia que aproxima a maior dúvida da humanidade de uma resposta é válida. </span><i><span style="font-weight: 400;">Depois da Morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> procura explicitar de um jeito simples, acessível e dinâmico várias experiências em um documentário com uma ótima abordagem, no entanto, nada característica ao gênero e enviesada em sua construção.</span></p>
<p><span id="more-33227"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Stephen Gray e Chris Radtke, a obra é composta por tantos elementos representativos e atuações independentes do caráter informativo que seu lançamento nos cinemas quebra expectativas e se distancia de seu caráter documental. Os longos 108 minutos intercalam relatos falados, experiências visuais abstratas e </span><a href="https://socerj.org.br/experiencias-de-quase-morte-os-relatos-e-ciencia-sobre-o-ultimo-fio-de-vida/"><span style="font-weight: 400;">historicidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> em cortes precisos e transições tão suaves que se misturam em uma só composição especulativa sobre o que há no além.</span></p>
<p><figure id="attachment_33230" aria-describedby="caption-attachment-33230" style="width: 1023px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33230" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-1.png" alt="Cena do Filme Depois da Morte. A cena tem ao centro a silhueta de um homem frente a uma luz intensa e abstrata com tons laranjas à volta como em uma explosão solar vista em macro. " width="1023" height="423" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-1.png 1023w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-1-800x331.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-1-768x318.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33230" class="wp-caption-text">A cirurgiã Mary C. Neal, autora do livro To Heaven and Back (2011), conta sobre seu quase afogamento em uma cachoeira [Foto: Synapse Distribution]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Ainda que haja a declaração ­­­­­­­­­­da hora da morte,</span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/o-momento-da-morte-artigo/"> <span style="font-weight: 400;">não é possível defini-la com exatidão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesse processo, se encontra a experiência de quase-morte (EQM), que acontece quando há suspensão clínica, paradas cardíacas ou respiratórias – entre outros métodos que tomam espaço no longa e explicitam o fato de que médicos reanimam, e não ressuscitam. Nos relatos, corroboramos essa ideia com as citações de uma barreira limite que ninguém diz ter cruzado, ou não estariam aqui.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Flutuar e observar sua própria reanimação, vislumbrar uma luz intensa e sentir uma paz e amor indescritíveis são algumas das experiências relatadas que, há 45 anos, eram desconsideradas, compartilhadas isoladamente e não recebiam validação. No entanto, essa e outras obras trouxeram reconhecimento e aceitação para esses fenômenos, como a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><a href="https://www.netflix.com/br/title/80998853"> <i><span style="font-weight: 400;">Vida Após a Morte</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o mais famoso livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Life After Life</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1975) do cientista e pai moderno do movimento EQM, Raymond Moody.</span></p>
<p><figure id="attachment_33231" aria-describedby="caption-attachment-33231" style="width: 882px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33231" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Captura-de-tela-2024-04-11-085224.png" alt="Cena do filme Depois da Morte. Na imagem está uma mulher branca que veste uma camiseta branca lisa. Sua cabeça está raspada e fios colados nela enquanto olha para cima deitada em uma maca de cirurgia com lençóis azuis." width="882" height="349" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Captura-de-tela-2024-04-11-085224.png 882w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Captura-de-tela-2024-04-11-085224-800x317.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Captura-de-tela-2024-04-11-085224-768x304.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33231" class="wp-caption-text">O longa fechou a maior bilheteria de um documentário nos Estados Unidos em 2023 (Foto: Synapse Distribution)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Partindo de um contexto geral, o tema do documentário é sobreposto pelas experiências específicas de cada relato e de maneira alguma isso é ruim. Testemunhamos o além-otimismo na </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2022/08/5031830-experiencias-de-quase-morte-mudam-visao-sobre-fim-da-vida-afirma-estudo.html"><span style="font-weight: 400;">mudança de visões de mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">, no despertar de um senso de paz interior e na reconciliação com a finitude da vida. Antes tarde do que nunca, na imensidão de relatos felizes, poucos deles estão agrupados em uma ínfima, bem-vinda e perturbadora etapa do longa, antes de voltarem ao paraíso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, essas experiências infernais são um tanto quanto enviesadas por sua superficialidade e falta de contexto em contraste ao predominante otimismo bem desenvolvido e pautado em questões religiosas, sendo descrito até como um </span><a href="https://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/novo-filme-cristao-depois-da-morte-estreia-nos-cinemas-brasileiros-em-abril.html"><span style="font-weight: 400;">filme cristão</span></a><span style="font-weight: 400;"> por alguns veículos de comunicação. Uma das experiências de um usuário de drogas destacou-se por ser uma queda livre agoniante em que justificar-se como uma boa pessoa só o fez cair mais rápido, um momento pertinente em que poderiam questionar: até que ponto uma virtude realmente é genuína quando guiada pelo medo do pós-vida?</span></p>
<p><figure id="attachment_33228" aria-describedby="caption-attachment-33228" style="width: 886px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33228" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3.png" alt="Cena do filme Depois da Morte. Na imagem está um olho iluminado por uma luz alaranjada intensa. Em sua íris está a silhueta branca de uma pessoa emitindo a luz que reflete em toda imagem." width="886" height="498" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3.png 886w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-3-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33228" class="wp-caption-text">Depois da Morte é produzido pela Angel Studios, a mesma distribuidora do filme Som da Liberdade (2023) [Foto: Synapse Distribution]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, mesmo após a popularização das experiências de quase-morte, ainda não há uma sistematização de relatos através dessa metodologia qualitativa que construa outras visões a partir de outras histórias. Apesar da Fotografia, diferente de outras obras e executada com maestria em suas dramatizações por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wjeBY4ubNUE"><span style="font-weight: 400;">Austin Straub</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">After Death </span></i><span style="font-weight: 400;">(no original) frustra ao recontar as histórias do pastor Piper ou da médica Mary Neal depois de tantos livros, filmes e séries produzidos ao longo dos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção primorosa do filme e o caminho divergente em relação a documentários convencionais enriquece muito a experiência, mas também é essencial reconhecer que o foco recai, principalmente, nos relatos pessoais e espirituais, com acompanhamento científico </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/correspondente-medico-como-a-ciencia-explica-a-experiencia-de-quase-morte/"><span style="font-weight: 400;">até certo ponto</span></a><span style="font-weight: 400;">. O que torna pertinente a questão da falta de diversidade e a recorrência de certos relatos que evidenciam a necessidade de uma abordagem mais ampla e inclusiva no estudo das experiências de quase-morte para próximas produções.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Depois da Morte | Trailer Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vK61IYMT8Qs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Renaissance: o verdadeiro renascimento da expansão da narrativa criativa de Beyoncé</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Mar 2024 15:48:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges Desde o início da carreira, Beyoncé elevou não apenas o padrão da música pop, mas também redefiniu os limites de versatilidade e transição entre os gêneros musicais. Dito isso, é inegável dizer que a artista não é uma das cantoras mais bem consolidadas no mundo da Música. Em seu mais recente trabalho, o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/renaissance-a-film-by-beyonce-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Renaissance: o verdadeiro renascimento da expansão da narrativa criativa de Beyoncé"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_32901" aria-describedby="caption-attachment-32901" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32901" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-9.png" alt="Cena do filme Renaissance: a film by Beyoncé. Na cena vemos a cantora norte-americana Beyoncé, mulher negra de olhos castanhos claros, ao centro da imagem tocando a lente da câmera que está fotografando-a. Ela usa um capacete feito de metal e um adereço similar a um piercing em seu lábio inferior da   boca. Ao fundo, é possível ver uma espécie de arco com estrutura de metal posicionado ao centro. O ambiente está escuro e a imagem está em preto e branco." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-9.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-9-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-9-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-9-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32901" class="wp-caption-text">Renaissance World Tour foi uma das turnês lucrativas de 2023 (Foto: Parkwood)</figcaption></figure></p>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o início da carreira, Beyoncé elevou não apenas o padrão da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também redefiniu os limites de versatilidade e transição entre os gêneros musicais. Dito isso, é inegável dizer que a artista não é uma das cantoras mais bem consolidadas no mundo da Música. Em seu mais recente trabalho, o documentário</span> <a href="https://intl.beyoncefilm.com/home/"><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance: A Film by Beyoncé</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">a </span><i><span style="font-weight: 400;">performer</span></i><span style="font-weight: 400;"> mergulha nas profundezas da criatividade e da expressão artística, e revela uma jornada única conduzida por ela mesma. O longa acompanha o trajeto da </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance World Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> desde o primeiro show em Estocolmo (Suécia), até o último ato em Kansas City (Estados Unidos), expondo os altos e baixos dos bastidores da produção de uma das turnês femininas mais </span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/pop-culture/beyonce-bate-recorde-com-turne-renaissance"><span style="font-weight: 400;">lucrativas da história</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-32898"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Beyoncé Giselle Knowles-Carter é a grande cabeça por trás de todo o espetáculo. A dedicação integral em cada aspecto da produção, sua mente criativa e convicção inabalável em forjar seu legado dominam seu compromisso com o público. </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance </span></i><span style="font-weight: 400;">é meticulosamente dirigido e coreografado pela cantora, que mostra habilidade como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BGYIXarTNbA"><span style="font-weight: 400;">diretora</span></a><span style="font-weight: 400;"> e brilha em cada cena do longa, demonstrando um domínio impressionante da linguagem cinematográfica. Assim, ela se solidifica como uma artista que vai muito além dos limites do palco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imersa em cada faceta da criação, Knowles-Carter expõe sua visão artística pulsante e determinação incansável por trás das câmeras. Através de uma combinação habilidosa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pAzyYLsndCg&amp;pp=ygUlcmVuYWlzc2FuY2UgZmlsbSBiZXlvbmPDqSBkaXJlY3RlZCBieQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">imagens deslumbrantes</span></a><span style="font-weight: 400;">, coreografias elaboradas e narrativa poética, a cantora convida o público a testemunhar sua jornada de autodescoberta e empoderamento, dando abertura mais uma vez para sua grande influência cultural. </span></p>
<p><figure id="attachment_32899" aria-describedby="caption-attachment-32899" style="width: 1581px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32899" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-18.png" alt="Cena do filme Renaissance: a film by Beyoncé. Na cena vemos a cantora Beyoncé, mulher negra de cabelo loiro, comandando o palco enquanto performa com maestria uma de suas músicas. Ela está usando vestido e luvas, ambos preto, ela também está usando uma bota de tecido de verniz que chega na altura de seus joelhos, além de usar um óculos que cobre parte de seus olhos. A artista está sentada em dois de seus dançarinos, irradiando majestosamente uma energia magnética. Seus outros dançarinos estão sentados na escadaria prateada que fica presente na estrutura da turnê, todos também vestem roupas e chapéus pretos." width="1581" height="1054" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-18.png 1581w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-18-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-18-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-18-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-18-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-18-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32899" class="wp-caption-text">O documentário da cantora alcançou o topo das bilheterias dos Estados Unidos (Foto: Kevin Mazur)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do glamour presente no palco às reflexões íntimas nos bastidores, o filme oferece uma visão abrangente da complexidade de </span><a href="https://chicago.suntimes.com/movies-and-tv/2023/12/1/23984771/renaissance-beyonce-film-review-chicago"><span style="font-weight: 400;">persona pública e privada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Beyoncé. As abordagens cinematográficas não convencionais presentes na produção criam alusões que levam a obra a um patamar diferenciado, guiando o espectador a uma imersão criativa dentro da brilhante mente da cantora. Ela não tem medo de explorar a feminilidade e o poder, e o faz com uma honestidade e vulnerabilidade cativantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os </span><i><span style="font-weight: 400;">closes</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://stealthelook.com.br/os-looks-mais-iconicos-da-beyonce-na-renaissance-world-tour-ate-agora/"><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> majestosos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as narrações diante das cenas do documentário, vemos a artista em sua mais pura simplicidade. É nítido perceber que a presença de sua família desempenha um grande papel em meio a isso tudo, já que a todo momento da produção é possível ver os familiares presentes nos bastidores, seja dando ideias ou até mesmo compartilhando grandes e chamativos momentos nos shows.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A inclusão de imagens e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=91ryrdpa_UU&amp;pp=ygUlcmVuYWlzc2FuY2UgZmlsbSBiZXlvbmPDqSB3aXRoIGZhbWlseQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">momentos compartilhados</span></a><span style="font-weight: 400;"> com seu marido, Jay-Z, e filhos, Blue Ivy, Rumi e Sir, adicionam uma dimensão muito humana e tocante à experiência cinematográfica. Ao mostrar esses momentos de conexão e afeto, Bey revela não apenas sua faceta como um grande ícone global, mas também o seu lado mãe e parceira. A dinâmica familiar retratada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance: A Film by Beyoncé</span></i><span style="font-weight: 400;"> transmite uma mensagem poderosa sobre a importância do apoio e da união na jornada pessoal e profissional, contribuindo para a autenticidade e a profundidade emocional da obra.</span></p>
<p><figure id="attachment_32900" aria-describedby="caption-attachment-32900" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32900" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-16.png" alt="Cena do filme Renaissance: a film by Beyoncé. Na imagem vemos Beyoncé montada em cima de um cavalo feito de metal todo prateado que está sendo erguido por fios de aço. Beyoncé, uma mulher negra com cabelos loiros, usa um vestido prateado com uma imensa cauda, nos pés ela usa botas também prateadas que chegam à altura de seus joelhos. A cantora está segurando um microfone com sua mão direita enquanto canta uma canção. Ao fundo, é possível ver luzes brilhantes e parte dos assentos do estádio." width="1200" height="650" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-16.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-16-800x433.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-16-1024x555.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-16-768x416.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32900" class="wp-caption-text">O filme contou com uma premiére exclusiva em três países, Estados Unidos, Inglaterra e Brasil (Foto: Kevin Manzur)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao invés de criar um filme direto e que fosse apenas focado em mostrar um show qualquer da </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance World Tour, </span></i><span style="font-weight: 400;">Beyoncé se preocupou em mostrar como o espetáculo foi feito e como </span><a href="https://www.empireonline.com/movies/reviews/renaissance-a-film-by-beyonce/"><span style="font-weight: 400;">cada pequeno detalhe importa</span></a><span style="font-weight: 400;">. A exploração de temas como identidade, empoderamento e autenticidade adicionam camadas de complexidade à obra, elevando-a para além de um simples registro de performances. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das características mais marcantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sua abordagem inovadora à narrativa visual. Beyoncé não mentiu quando disse a famosa frase “</span><a href="https://randomjpop.blogspot.com/2023/10/news-beyonce-renaissance-a-film-by-beyonce-releasing-in-theatres.html"><i><span style="font-weight: 400;">You are the visual baby</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">!</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">já que seus fãs realmente se fazem muito presentes em diversas cenas do documentário. O apelo visual é verdadeiramente deslumbrante. Cada </span><i><span style="font-weight: 400;">frame</span></i><span style="font-weight: 400;"> é arrebatador e concebido para ser transmitido de maneira tão sentimental e majestosa que está claro que a cantora criou um santuário de liberdade e alegria para os membros da </span><i><span style="font-weight: 400;">BeyHive</span></i> <span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> sua comunidade de fãs. As filmagens dos bastidores e do material de entrevista expõem seu processo de produção e convidam o espectador a mergulhar profundamente na mente e na alma da artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documentário não é somente uma obra visual: a trilha sonora é também uma experiência transcendental. Bey preocupou-se em expandir sua expressão artística em uma mistura vibrante de ritmos, juntamente com letras poderosas que revelam a profundidade e dão significado à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xtojvD7oLcI"><span style="font-weight: 400;">história do álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> homônimo, o que contribui para a criação de uma experiência sensorial completa. Assim como numa sinfonia, cada música completa perfeitamente a estética visual do longa e mantém a autenticidade da produção.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="RENAISSANCE: A FILM BY BEYONCÉ | Worldwide Trailer" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ByV3XWl8zWU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">É palpável dizer que Beyoncé está vivendo o auge de sua carreira. É possível notar isso em diversas cenas do longa, sendo ela mesma natural e mostrando um pouco de sua originalidade e de </span><a href="https://www.metroworldnews.com.br/entretenimento/2023/12/02/no-filme-da-turne-renaissance-beyonce-revela-um-vislumbre-de-sua-vida-pessoal/?outputType=amp"><span style="font-weight: 400;">jornada pessoal</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela conecta elementos tão complexos da própria vida e personalidade que nos fazem lembrar sempre do nosso poder de moldar nosso próprio destino e narrativa. A cantora prova por A + B que toda a sua espera vale a pena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao desafiar todas as normas estabelecidas e abraçar a sua verdadeira voz, </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance: A Film by Beyoncé</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, sem dúvida, uma celebração de sua extraordinária carreira. É impossível não pensar em como a famosa </span><i><span style="font-weight: 400;">Queen B</span></i><span style="font-weight: 400;"> poderá superar a si mesma depois desse trabalho. O triunfo do documentário eleva todos os padrões do que é possível ser feito na arte e na expressão criativa e prova mais uma vez que a cantora é uma das </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/ambicao-de-beyonce-a-faz-a-maior-de-nosso-tempo-e-conecta-geracoes/#:~:text=Por%20essas%20e%20outras%2C%20Beyonc%C3%A9,acumula%2032%20gramofones%20em%20casa."><span style="font-weight: 400;">artistas mais influentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sua geração.</span></p>
<p><figure id="attachment_32902" aria-describedby="caption-attachment-32902" style="width: 738px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32902" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-6.jpg" alt="Cena do filme Renaissance: a film by Beyoncé. Na imagem vemos a cantora Beyoncé performar com maestria. Beyoncé, mulher negra de cabelos loiros, veste um vestido de manga longa decotado na cor amarelo-mostarda com preto, em sua cabeça ela usa chapéu prateado que tem reflexo de suas ações. Em sua mão esquerda, a artista segura um microfone prata." width="738" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-32902" class="wp-caption-text">O documentário da turnê tem duração de 3 horas (Foto: Kevin Mazur)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, o que torna </span><i><span style="font-weight: 400;">Renaissance: A Film by Beyoncé</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma obra cinematográfica envolvente e magnética é a forma como não somente trata Beyoncé como a estrela da produção, mas como a artista também preza pela dedicação e preocupação com os </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/cultura/filme-de-beyonce-com-os-bastidores-de-sua-turne-estreia-no-brasil/?amp"><span style="font-weight: 400;">bastidores</span></a><span style="font-weight: 400;"> e controle criativo da turnê. O filme por si só busca transcender as fronteiras do convencional e convida o espectador a uma experiência visual e emocional muito intimista, sendo considerado como uma conquista monumental no mundo do Cinema e da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Renaissance: A Film by Beyoncé (SETLIST)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/4ty3JGvei2MjdD1MqMdPrB?si=0655d0e2331d4d86&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Do amor à política, a importância da memória é infinita para Maite Alberdi</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Feb 2024 21:42:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathan Nunes Em Agente Duplo (2020), a diretora Maite Alberdi deixou clara a sua metodologia: partir de um objeto de estudo do cotidiano para refletir sobre temas mais profundos. Indicado ao Oscar de Melhor Documentário naquele ano, em que perdeu para o inferior Professor Polvo, o longa acompanhava Sérgio, um senhor viúvo que era incumbido &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-memoria-infinita-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Do amor à política, a importância da memória é infinita para Maite Alberdi"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_32544" aria-describedby="caption-attachment-32544" style="width: 1924px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32544" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-6.png" alt="" width="1924" height="1040" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-6.png 1924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-6-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-6-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-6-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-6-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image1-6-1200x649.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32544" class="wp-caption-text">O longa venceu como Melhor Filme Ibero Americano no Goya Awards, considerado o principal prêmio do Cinema espanhol (Foto: MTV Documentary Films)</figcaption></figure></p>
<p><b>Nathan Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/agente-duplo-critica/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">Agente Duplo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2020), a diretora Maite Alberdi deixou clara a sua metodologia: partir de um objeto de estudo do cotidiano para refletir sobre temas mais profundos. Indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Melhor Documentário</span> <span style="font-weight: 400;">naquele ano, em que perdeu para o inferior </span><a href="https://personaunesp.com.br/professor-polvo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Professor Polvo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o longa acompanhava Sérgio, um senhor viúvo que era incumbido da missão de se infiltrar em um lar de idosos para investigar uma denúncia de maus tratos. No desenrolar dos acontecimentos, observamos ele se afeiçoar progressivamente aos hóspedes do local, ao compartilhar com eles seus sentimentos de solidão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, Alberdi retorna ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">com </span><i><span style="font-weight: 400;">A Memória Infinita</span></i><span style="font-weight: 400;">, também indicado na categoria de Melhor Documentário. O método continua o mesmo, mas o objeto de estudo é bem menos pitoresco que o anterior. Trata-se do casal chileno Augusto Góngora e Paulina Urrutia. Ele foi jornalista, cineasta e apresentador da Televisão Nacional do Chile, a única rede televisiva estatal do país. Ela é uma atriz de renome, cuja influência a levou ao cargo de ministra da cultura da ex-presidente Michelle Bachelet, durante o seu primeiro mandato, entre 2006 e 2010. Ainda que tivessem enorme reconhecimento popular, ambos enfrentaram, em sua vida privada, um triste dilema: o mal de Alzheimer, com o qual Augusto foi diagnosticado em 2014. </span></p>
<p><span id="more-32543"></span></p>
<p><figure id="attachment_32546" aria-describedby="caption-attachment-32546" style="width: 1924px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32546" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-5.png" alt="" width="1924" height="1040" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-5.png 1924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-5-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-5-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-5-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-5-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image3-5-1200x649.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32546" class="wp-caption-text">Além do Oscar de Melhor Documentário, o Chile marcou presença em Melhor Fotografia com O Conde de Pablo Larraín, que, curiosamente, também é produtor de A Memória Infinita (Foto: MTV Documentary Films)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G5de3Uy9Vcg"><span style="font-weight: 400;">Alberdi</span></a><span style="font-weight: 400;">, a escolha de filmar a rotina de um casal em uma situação tão delicada torna-se uma oportunidade para refletir sobre a importância da memória, em um contexto de amor e política. Por isso, a diretora não a desperdiça, mantendo-se longe da espetacularização e fixando seu olhar em uma posição observadora e passiva, mas não necessariamente distante. Através do</span><i><span style="font-weight: 400;"> close</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua câmera valoriza a intimidade entre os dois, como em pequenos gestos de cuidado. Um dos exemplos mais marcantes é ver Paulina dando banho no marido e acariciando seu rosto, uma imagem belíssima que estampa um dos principais </span><a href="http://www.impawards.com/intl/misc/2023/la_memoria_infinita.html"><span style="font-weight: 400;">pôsteres</span></a><span style="font-weight: 400;"> de divulgação do documentário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na mesma linha, temos as conversas particulares entre eles, que emocionam desde os minutos iniciais, quando vemos Augusto acordar levemente esquecido de sua identidade e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LxTgZRPZ5Rs&amp;pp=ygUPcGF1bGluYSB1cnJ1dGlh"><span style="font-weight: 400;">Paulina</span></a><span style="font-weight: 400;"> explicando-a para ele, com paciência e empatia. Curiosamente, é o marido quem recorda o passado para a esposa mais à frente na rodagem, quando relembra o dia em que se conheceram, de forma feliz, mas também melancólica. Nessa situação, fica evidente a necessidade de se verbalizar todos os sentimentos, dúvidas, questionamentos e, claro, memórias, enquanto ainda há tempo.  </span></p>
<p><figure id="attachment_32545" aria-describedby="caption-attachment-32545" style="width: 1924px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32545" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-7.png" alt="" width="1924" height="1040" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-7.png 1924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-7-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-7-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-7-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-7-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image2-7-1200x649.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32545" class="wp-caption-text">“Nesse país, é como se os mortos não pudessem morrer”, afirmou Augusto em entrevista com o cineasta Raúl Ruiz, fazendo referência aos cadáveres sumidos dos desaparecidos políticos (Foto: MTV Documentary Films)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa necessidade, por sua vez, reverbera nas imagens de arquivo que Alberdi aproveita em sua narrativa, construída em conjunto com a montagem de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s6Ge7TBk41U&amp;pp=ygURY2Fyb2xpbmEgc2lyYXF5YW4%3D"><span style="font-weight: 400;">Carolina Siraqyan</span></a><span style="font-weight: 400;">. Dos registros caseiros em VHS das viagens e festas do casal aos trechos extraídos de entrevistas e reportagens de Augusto, o longa articula uma visão da memória como um elemento fundamental para todas as pessoas e, por consequência, também para o Chile, pois, nas palavras do jornalista, “</span><i><span style="font-weight: 400;">sem memória, não há identidade</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A frase pertence ao livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Chile: La Memoria Prohibida </span></i><span style="font-weight: 400;">(1989), escrito pelo próprio, em colaboração com outros autores, e que é lido por Paulina para ele em um ponto-chave da rodagem. Tendo vivido os anos de repressão e ditadura militar de Augusto Pinochet e, nesse meio tempo, reunido relatos para a obra, é notável que Augusto guarda cicatrizes desse período, assim como seu país. Em uma das cenas mais tocantes do documentário, vemos ele chorar ao se lembrar dos assassinatos da época, em especial o do sociólogo </span><a href="https://operamundi.uol.com.br/permalink/40026"><span style="font-weight: 400;">José Manuel Parada</span></a><span style="font-weight: 400;">, cuja cabeça degolada foi exposta publicamente para aterrorizar a população. </span></p>
<p><figure id="attachment_32547" aria-describedby="caption-attachment-32547" style="width: 1924px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32547" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-5.png" alt="" width="1924" height="1040" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-5.png 1924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-5-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-5-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-5-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-5-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/image4-5-1200x649.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32547" class="wp-caption-text">O longa chegou a aparecer na pré-lista para ser a indicação oficial do Chile ao Oscar de Melhor Filme Internacional, mas perdeu para Los Colonos (Foto: MTV Documentary Films)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em geral, a memória aqui acaba exercendo diferentes funções. Na política, impede um país de se esquecer dos horrores que viveu na mão do totalitarismo. No amor, mantêm acesa a chama de relacionamentos como o de Augusto e Paulina, com anos de cumplicidade e afeto. Em um campo da subjetividade, como o da autoafirmação, nos lembra das nossas identidades. E, no contexto específico do lançamento do documentário, serviu infelizmente como uma despedida, pois Augusto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4H0bHUKnFtc&amp;pp=ygUrYXVndXN0byBnb25nb3JhIHNpbiBtZW1vcmlhIG5vIGhhIGlkZW50aWRhZA%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">faleceu</span></a><span style="font-weight: 400;"> no ano passado, aos 71 anos de idade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na forma de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Memória Infinita</span></i><span style="font-weight: 400;">, os últimos registros de sua vida tornaram-se, portanto, um ato de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zL3URH5QMk8&amp;pp=ygUcYSBtZW3Ds3JpYSBpbmZpbml0YSBjcsOtdGljYQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">memória</span></a><span style="font-weight: 400;"> por si só. É provável que Maite Alberdi não via tamanha ironia do destino, desde que filmou um homem se afeiçoando a um lugar que se infiltrou para desmascarar, como em seu trabalho anterior. No entanto, é certo de que ela estava segura em capturar uma história de lembranças, seja dos esforços de uma esposa em fazer o marido lembrar-se de quem é, ou de um jornalista disposto a lembrar seu país de fazer o mesmo. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Eternal Memory - Official Trailer" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/v-hxO7_oEZw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>De Min Yoongi a Agust D, o que aprendemos sobre o caminho do artista em SUGA: Road to D-DAY</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Dec 2023 19:13:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Documentário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Isabella Lima “Sinceridade não pode ser fabricada; a sinceridade de cada integrante do BTS é sedimento de suas provações, tribulações, tristezas, medos e esperanças a partir de suas próprias experiências vividas”, afirmou Jiyoung Lee em seu livro BTS Art Revolution, sobre o grupo de K-pop que conquistou, e ainda conquista, fãs leais ao redor do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/suga-road-to-d-day-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "De Min Yoongi a Agust D, o que aprendemos sobre o caminho do artista em SUGA: Road to D-DAY"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_32116" aria-describedby="caption-attachment-32116" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32116" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Captura-de-tela-2023-12-06-160113-800x531.png" alt="Cena do documentário SUGA: Road to D-DAY. Na imagem o cantor sul coreano aparece de costas segurando um microfone. Ele tem pele clara e cabelos lisos pretos, está vestindo uma calça e uma jaqueta preta. A imagem se passa a noite. " width="800" height="531" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Captura-de-tela-2023-12-06-160113-800x531.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Captura-de-tela-2023-12-06-160113-768x510.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Captura-de-tela-2023-12-06-160113.png 942w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32116" class="wp-caption-text">Em Abril de 2023, SUGA, do BTS, presenteou seus fãs com a estreia do documentário SUGA: Road to D-DAY, um retrato pessoal da sua busca pela criatividade e pelo direito de ser vulnerável (Foto: Disney+)</figcaption></figure></p>
<p><b>Isabella Lima</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Sinceridade não pode ser fabricada; a sinceridade de cada integrante do BTS é sedimento de suas provações, tribulações, tristezas, medos e esperanças a partir de suas próprias experiências vividas”,</span></i><span style="font-weight: 400;"> afirmou </span><i><span style="font-weight: 400;">Jiyoung Lee</span></i><span style="font-weight: 400;"> em seu livro </span><i><span style="font-weight: 400;">BTS Art Revolution</span></i><span style="font-weight: 400;">, sobre o grupo de </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que conquistou, e ainda conquista, fãs leais ao redor do mundo. O legado de RM, Jin, SUGA, J-hope, Jimin, V e Jungkook é incontestável; sete rapazes de um pequeno país asiático que foram capazes de quebrar diversas barreiras linguísticas dentro da indústria da Música. O septeto, que iniciou a carreira em 2013, pode até ter anunciado uma </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/por-que-a-pausa-do-bts-e-importante-para-o-kpop/"><span style="font-weight: 400;">pausa na carreira como grupo</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas seus trabalhos </span><i><span style="font-weight: 400;">solos</span></i><span style="font-weight: 400;"> estão proporcionando aos fãs do BTS, conhecidos como ARMYs, verdadeiras obras musicais. Entre elas, encontramos os projetos de Min Yoongi, que se denomina como SUGA dentro do grupo, porém, quando em carreira solo, é conhecido por Agust D.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser a mesma pessoa, o cantor utilizou os nomes fictícios para explorar todo o seu potencial artístico, seja em equipe ou sozinho. O pseudônimo Agust D não é estreante no cenário musical: suas letras combativas, carregadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e críticas são a marca registrada do artista desde 2016, quando lançou o seu primeiro projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i><span style="font-weight: 400;"> intitulado </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1qHUxg0YIm6caZQrDJvDdk?si=y8UGzCupTPKPuTqVpRelgA"><i><span style="font-weight: 400;">Agust D</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em 2020, a segunda parte da sua jornada chegou com o nome </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1Pp8t7yn2E3rz3R7ZqPn1O?si=HCcApPnSSfacX9zi7odK5g"><i><span style="font-weight: 400;">D-2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e agora, em 2023, conhecemos o capítulo mais recente dessa história: o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">D-DAY</span></i><span style="font-weight: 400;">, que além de dois videoclipes inéditos, também ganhou um documentário no</span><i><span style="font-weight: 400;"> Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">SUGA: Road to the D-DAY</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-32111"></span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Q6d3YhDMVYs?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme explora o processo de produção do projeto mais recente do cantor, além de abordar suas principais questões criativas. Yoongi sempre foi conhecido por ser um dos membros mais introvertidos do BTS, algo que o ajuda a expor com sinceridade a carga emocional das letras que escreve. Porém, logo no início do documentário, um ponto essencial é trazido pelo próprio artista: a despedida dos seus 20 anos e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s1W8mzVhNYY"><span style="font-weight: 400;">a chegada dos 30</span></a><span style="font-weight: 400;">. Isso é algo que faz com ele se pergunte o que ainda pode retratar em suas canções. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Minhas histórias acabaram, mas preciso contar uma</span></i><span style="font-weight: 400;">”, revela durante a filmagem, mostrando a dificuldade de entender a fase adulta quando se é alguém que atingiu tantos sonhos ainda tão jovem. Em meio a esse contexto, o artista oferece reflexões valiosas misturadas com momentos musicais em um estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">grunge</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">rock star</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aprendemos, ou melhor, relembramos com Min Yoongi que o processo criativo não é uma linha reta. A autocobrança está presente na vida de muitas pessoas e para ele não é diferente. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">comenta com muita sinceridade sobre suas preocupações e medos para seu novo disco. Da mesma forma que atualmente as informações chegam extremamente rápido, os produtos musicais também são consumidos de maneira acelerada, o que gera uma ansiedade e pressão nos artistas para atingir a hiperprodução. Apesar dessa espiral de pensamentos, Suga mostra que o caminho para a criatividade não é, e nem precisa ser, linear. Algumas músicas do </span><i><span style="font-weight: 400;">D-DAY</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iy9qZR_OGa0"><i><span style="font-weight: 400;">Haegeum</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IX1dkYoLHVs"><i><span style="font-weight: 400;">AMYGDALA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, tiveram suas primeiras versões criadas em 2020, mas só foram efetivamente lançadas agora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, quem nunca teve um bloqueio criativo? Eles existem e está tudo bem pedir ajuda, isso não descredibiliza todo nosso esforço. Em Junho de 2022, Agust D viu a composição do seu novo álbum chegar a um beco sem saída. A maneira como ele decidiu passar por essa situação foi, justamente, saindo da rotina e, o mais importante, pedindo ajuda. Para isso, ele reuniu um time de compositores em PyeongChang, interior da Coreia do Sul, onde foi gravada a segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=foyDzdFbCmA"><i><span style="font-weight: 400;">BTS In The Soop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Neste momento, o documentário acompanha a reunião da equipe, mostrando que um processo difícil para apenas uma pessoa se tornou um momento de descontração e trabalho na medida certa quando feito em grupo. Suga ainda comenta que, quando se junta com outras pessoas, pode passar 12 ou 13 horas trabalhando, mas sempre acaba sendo uma construção mais divertida e menos solitária. </span></p>
<p><figure id="attachment_32112" aria-describedby="caption-attachment-32112" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32112" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMAGEM-2-1-800x400.jpg" alt="" width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMAGEM-2-1-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMAGEM-2-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMAGEM-2-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMAGEM-2-1-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/IMAGEM-2-1.jpg 1332w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32112" class="wp-caption-text">A origem do nome Suga vem da união do termo do basquete “Shooting guard”; já Agust D, é derivado das iniciais DT, abreviação da sua cidade natal, Daegu Town, e &#8220;Suga&#8221; escrito ao contrário (Foto:Disney+)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui também percebemos a importância de sempre se lembrar das nossas motivações pessoais. Uma das partes mais emocionantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">SUGA: Road to the D-DAY</span></i><span style="font-weight: 400;"> se passa no Japão, quando Suga tem a oportunidade de conhecer um dos seus ídolos de infância, o produtor, compositor e vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i> <a href="https://forbes.com.br/forbeslife/2023/04/morre-ryuichi-sakamoto-compositor-da-trilha-sonora-de-o-ultimo-imperador/"><span style="font-weight: 400;">Ryuichi Sakamoto</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando pequeno, Yoongi assistiu ao filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=A4cH6g1wD5g"><i><span style="font-weight: 400;">O Último Imperador</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e desde então as composições de Sakamoto o inspiraram a ser músico. As reflexões que leva para essa conversa são focadas em entender como se manter motivado dentro da sua profissão, uma vez que ele já faz música há 17 anos e muitas vezes se sente cansado e até cogita parar. Para Ryuichi, com seus 70 anos de experiência, a composição deve ser interpretada como uma escada infinita, uma vez que, quando um artista fica 100% satisfeito com a sua obra, é o fim do seu propósito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, Agust D e seu documentário cumprem com o propósito de transmitir um valor muito importante: a vulnerabilidade. É admirável como enxergar e sentir os </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/suga-road-to-d-day-trailer"><span style="font-weight: 400;">momentos difíceis</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma celebridade pode a aproximar do seu público prioritário, os seus fãs. Suga expõe suas dores, dificuldades e ansiedades na esperança de que isso possa acalentar outras pessoas. Todos esses fatores fazem </span><i><span style="font-weight: 400;">SUGA: Road to D-DAY</span></i><span style="font-weight: 400;"> ser equivalente a um daqueles abraços que buscam dizer que tudo vai ficar bem. O artista, que iniciou a jornada do seu novo álbum sem saber qual narrativa explorar, finaliza revelando: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Quais você acha que são as chances da chegada de um futuro totalmente controlável? Há uma grande chance do futuro que você teme nunca acontecer. Essa é a história que eu queria compartilhar com vocês (&#8230;) Quero compartilhar histórias que tenham foco no presente”.</span></i></p>
<p><iframe loading="lazy" style="border-radius: 12px;" src="https://open.spotify.com/embed/album/446ROKmKfpEwkbi2SjELVX?utm_source=generator" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Escrevemos nos muros o que sentimos na Pele</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Nov 2023 20:55:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Laura Hirata-Vale O toque pode ser áspero, macio, quente ou gelado. Pode ter uma sensação seca ou hidratada. O maior órgão do corpo humano é a pele e é por meio dela que é possível não só sentir a dor e a temperatura, mas também as conexões se formarem, os pelos eriçarem e os sentimentos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/pele-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Escrevemos nos muros o que sentimos na Pele"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_31911" aria-describedby="caption-attachment-31911" style="width: 504px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31911" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-4.jpg" alt="Cena do documentário Pele, de 2021. A imagem mostra um apoio de viaduto, em que a metade inferior possui um grafite de uma mulher deitada, em tons de vermelho, com cabelos pretos. Em frente ao grafite, há uma mulher branca, de cabelos escuros e roupas pretas praticando ioga" width="504" height="284" /><figcaption id="caption-attachment-31911" class="wp-caption-text">No meio de uma avenida movimentada, pode-se achar um momento de calma (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure></p>
<p><b>Laura Hirata-Vale</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O toque pode ser áspero, macio, quente ou gelado. Pode ter uma sensação seca ou hidratada. O maior órgão do corpo humano é a pele e é por meio dela que é possível não só sentir a dor e a temperatura, mas também as conexões se formarem, os pelos eriçarem e os sentimentos se aflorarem. É na pele que escrevemos lembretes, tatuamos frases, desenhos e lembranças. Os muros e as paredes das cidades também passam por um processo parecido: por meio de escritos, desenhos e lambe-lambes, as superfícies das florestas de concreto se colorem, e são aquecidas e resfriadas com o passar do dia. No documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">Pele</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2021) – dirigido por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jRVh1q0CENA"><span style="font-weight: 400;">Marcos Pimentel</span></a><span style="font-weight: 400;">, produzido pela Tempero Filmes e distribuído pela Embaúba Filmes – a relação entre o meio urbano, a arte e a manifestação de ideias é explorada de forma simples, musical, cotidiana e cheia de denúncias. </span></p>
<p><span id="more-31902"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Presente no </span><a href="https://personaunesp.com.br/cobertura-festival-e-tudo-verdade-2022/"><span style="font-weight: 400;">27º Festival É Tudo Verdade</span></a><span style="font-weight: 400;"> – na Competição Brasileira de Longas e Médias-Metragens –, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pele</span></i><span style="font-weight: 400;"> só chegou às salas de cinema em 2023. Extremamente urbano, o filme mostra sem rodeios imagens das paredes e dos muros de Belo Horizonte, São Paulo e do Rio de Janeiro, e funciona como um retrato das cidades e metrópoles brasileiras. As construções, além de guardarem seu valor histórico por causa de sua arquitetura e engenharia, são responsáveis por manter a expressão humana viva. Por meio de seus desenhos, grafites e palavras de protesto, os prédios, casas e edificações contam o que aconteceu na história, e documentam – de forma criativa e cheia de força – o presente momento. </span></p>
<p><figure id="attachment_31909" aria-describedby="caption-attachment-31909" style="width: 504px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31909" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-7.jpg" alt="Cena do documentário Pele, de 2021. A imagem contém uma parede amarela, com os escritos “FORA BOZO” grafitados em caixa alta, na cor vermelha." width="504" height="284" /><figcaption id="caption-attachment-31909" class="wp-caption-text">Palavras de protesto nas paredes mostram a força da população (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Repleto de imagens estáticas e planas, com poucos movimentos, o documentário de 75 minutos envolve o espectador, de uma forma que lembra uma exposição de arte em um museu. As gravações, quando adicionadas à trilha sonora – feita por Vitor Coroa, responsável pela mixagem de som de diversos episódios do </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i> <a href="https://open.spotify.com/episode/11Czpujf5gZxN7ShY6BNKM?si=e7862a6f045c429c"><i><span style="font-weight: 400;">Rádio Escafandro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – proporcionam uma imersão no mundo de linhas, cores e tons dos centros urbanos. Além disso, a mistura dos sons, cenas e músicas são fiéis à experiência de andar a pé ou de carro nas cidades – ouvimos música, vemos os registros nas paredes, mas nem sempre prestamos atenção neles. E é esse o propósito de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pele</span></i><span style="font-weight: 400;">: mostrar os escritos e desenhos, e nos fazer cientes deles. </span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">Eu sempre gostei de caminhar pelas cidades prestando atenção no que está presente nos muros, paredes e estruturas de concreto.</span></i><span style="font-weight: 400;"> – Marcos Pimentel</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem depoimentos e composto somente dos barulhos e das imagens da cidade, o documentário assume uma forma única e singela de contar a história dos muros. Com ‘sons’ de arquivo – como gritos de manifestações, como “</span><a href="https://www.politize.com.br/manifestacoes-fora-temer-entenda/"><i><span style="font-weight: 400;">Fora Temer!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ele não!</span></i><span style="font-weight: 400;">”, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Lula Livre!</span></i><span style="font-weight: 400;">” e muitos “</span><i><span style="font-weight: 400;">Fora Bolsonaro!</span></i><span style="font-weight: 400;">”– combinando com os seus respectivos protestos escritos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pele</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz um recorte da história recente do Brasil, principalmente ao mostrar o que ocorreu na política brasileira entre 2016 e 2019. Assistir esse panorama é ainda mais emocionante quando se pensa nas eleições de 2022, após as dores e medos que as de 2018 trouxeram para a Arte e para o </span><a href="https://www.institutodecinema.com.br/mais/conteudo/bolsonaro-e-o-risco-que-representa-ao-cinema-brasileiro-"><span style="font-weight: 400;">Cinema</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><figure id="attachment_31908" aria-describedby="caption-attachment-31908" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31908" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-4.png" alt="Cena do documentário Pele, de 2021. A imagem mostra uma paisagem urbana, cheia de prédios de variadas alturas. Algumas construções possuem grafites coloridos. No primeiro plano, três pessoas aparecem andando; atrás delas, um homem branco, usando roupas pretas, faz uma parada de mão." width="1366" height="768" /><figcaption id="caption-attachment-31908" class="wp-caption-text">As sobreposições de pessoas, concreto e pinturas constroem o meio urbano (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o documentário, conseguimos ver camadas de uma cidade. A tinta, as construções e o som são os personagens principais da obra, assim como seus momentos peculiares. Uma mulher fazendo ioga na calçada de uma avenida movimentada; um garoto sambando em frente aos grafites; um homem praticando </span><a href="https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/parkour-o-que-e-beneficios-e-por-onde-comecar,5ac98be47e10780f32b7d128f3e2f286gopluoy2.html"><i><span style="font-weight: 400;">parkour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em meio ao concreto mostram como a urbanidade é formada de instantes, e como o conjunto de todos esses movimentos constituem as metrópoles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As camadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pele </span></i><span style="font-weight: 400;">também mostram – de forma muito explícita – como as paredes e muros pintados são o cenário de muita desigualdade social. Na frente das cores, há moradores de rua, pobreza e destruição; e, em um contraponto, existem muitos ensaios fotográficos e </span><i><span style="font-weight: 400;">selfies</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém, ao mesmo tempo, os edifícios também possuem </span><a href="https://personaunesp.com.br/racionais-mcs-documentario-critica/"><span style="font-weight: 400;">palavras de denúncia</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de pinturas e desenhos fotografados como belos feitos. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Chega de higienização social</span></i><span style="font-weight: 400;">”, “</span><i><span style="font-weight: 400;">polícia assassina</span></i><span style="font-weight: 400;">” e “</span><i><span style="font-weight: 400;">VENDE-SE CARNE NEGRA TEL: 190</span></i><span style="font-weight: 400;">” são algumas das frases que chocam e impactam, por mostrarem a violência nas ruas brasileiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a todas as denúncias e protestos, há também a manifestação do </span><a href="https://personaunesp.com.br/rr-critica/"><span style="font-weight: 400;">amor</span></a><span style="font-weight: 400;"> e da paixão. Como um paralelo às cantigas de amor do Trovadorismo e a todos os sentimentos do Romantismo, é possível perceber como o romance ainda persiste nas paredes e nos muros. Indo de frases emotivas como “</span><i><span style="font-weight: 400;">essa eu fiz pra ela!!</span></i><span style="font-weight: 400;">” e “</span><i><span style="font-weight: 400;">procura-se aluguel em um coração vazio</span></i><span style="font-weight: 400;">” até frases cheias de luxúria e erotismo, como “</span><i><span style="font-weight: 400;">é preciso (m)amar</span></i><span style="font-weight: 400;">” e “</span><i><span style="font-weight: 400;">faça amor hoje</span></i><span style="font-weight: 400;">”, vemos como o amor existe e resiste, mesmo em centros urbanos tão rápidos e corridos.</span></p>
<p><figure id="attachment_31910" aria-describedby="caption-attachment-31910" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31910" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-4.png" alt="Cena do documentário Pele, de 2021. A imagem mostra uma parede de cor branca, e um portão azul-claro. No portão, há o escrito “amor existe resiste”, em caixa alta, na cor azul-escuro." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-4.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-4-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31910" class="wp-caption-text">As paredes com escritos são as novas árvores com iniciais engravadas (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o documentário, chegamos à camada da hipoderme, a mais profunda do maior órgão do corpo. Nossa casca defensora, que nos protege de possíveis infecções, dores e doenças, também é a responsável por identificar toques, sentimentos e sensações. Percebemos como os centros urbanos são a casa da arte, da manifestação e do protesto, e como eles são importantes para a vida. Vemos como as cidades refletem o que vivenciamos – por meio dos desenhos, escritos e lambe-lambes nos muros e paredes, é possível perceber tudo o que sentimos na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pb73xDbYhCo"><i><span style="font-weight: 400;">Pele</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
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