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	<title>Arquivos Crítica de Cinema &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Crítica de Cinema &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Há 10 anos, Hotel Transilvânia 2 trazia um debate sobre legado e conflito geracional através de uma comédia monstruosa</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim Ao completar dez anos de lançamento, Hotel Transilvânia 2 (2015) se consolida como um marco interessante dentro da cultura pop da última década. A sequência da animação de Genndy Tartakovsky, longe de ser apenas uma repetição de piadas sobre monstros deslocados, revela um subtexto importante sobre herança, identidade e aceitação da diferença. O &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-hotel-transilvania-2/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 10 anos, Hotel Transilvânia 2 trazia um debate sobre legado e conflito geracional através de uma comédia monstruosa"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36640" aria-describedby="caption-attachment-36640" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36640" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-1-800x495.jpeg" alt="Cena de Hotel Transilvânia 2. A imagem mostra um grupo diverso de personagens de Hotel Transilvânia, todos reunidos de forma próxima e calorosa. O enquadramento fechado foca nos rostos e expressões, transmitindo união e companheirismo. Entre os personagens em destaque estão o Conde Drácula, em seu traje clássico e com expressão amigável; Frank, marcado pelos pontos característicos e olhar bondoso; além de um lobisomem, uma múmia e outras figuras icônicas da série. Cada um exibe traços físicos e expressões que reforçam suas personalidades, enriquecidos por detalhes de trajes e acessórios. O estilo em animação 3D valoriza cores vibrantes, texturas bem-feitas e iluminação suave, criando um ambiente aconchegante e visualmente atraente." width="800" height="495" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-1-800x495.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-1-768x475.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-1.jpeg 970w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36640" class="wp-caption-text">Este é o décimo longa-metragem ou série de televisão que Adam Sandler e Kevin James aparecem juntos (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Jardim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao completar dez anos de lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hotel Transilvânia 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2015) se consolida como um marco interessante dentro da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">da última década. A sequência da animação de </span><a href="https://www.cbr.com/genndy-tarkovsky-best-movies-tv-shows-ranked/"><span style="font-weight: 400;">Genndy Tartakovsky</span></a><span style="font-weight: 400;">, longe de ser apenas uma repetição de piadas sobre monstros deslocados, revela um subtexto importante sobre herança, identidade e aceitação da diferença. O enredo gira em torno da ansiedade de Drácula com o futuro de seu neto, Dennis, fruto do casamento entre Mavis, sua filha vampira, e Johnny, um humano. A dúvida – será ele um vampiro ou humano? – funciona como metáfora para o medo de perda de tradição, de apagamento de uma linhagem cultural e, em última instância, da falência de uma identidade.</span></p>
<p><span id="more-36636"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nervosismo de Drácula (</span><a href="https://www.hulu.com/guides/adam-sandler-movies"><span style="font-weight: 400;">Adam Sandler</span></a><span style="font-weight: 400;">) em relação ao destino de Dennis (Asher Blinkoff) dialoga com pressões familiares comuns a diversas culturas, em que se espera que filhos e netos carreguem adiante o &#8216;legado&#8217; dos mais velhos. A frustração diante da possibilidade de o menino não ser vampiro traduz, de maneira lúdica, o medo da descontinuidade: a ameaça de que o passado não encontre eco no presente. Ao projetar essa angústia no corpo de uma criança, o filme revela como a sociedade frequentemente deposita em crianças e jovens expectativas que não pertencem a eles, mas às gerações anteriores.</span></p>
<figure id="attachment_36638" aria-describedby="caption-attachment-36638" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36638" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-2-800x433.jpg" alt="Cena de Hotel Transilvânia 2. A imagem mostra Mavis celebrando alegremente em uma loja de conveniência, enquanto Johnny a observa surpreso, criando um contraste divertido entre os dois. Mavis aparece como destaque: pele pálida, olhos grandes e negros, cabelo preto em corte característico e vestido marrom escuro. Seu sorriso largo e os braços erguidos transmitem entusiasmo e leveza. Já Johnny surge ao lado, com cabelos loiros desgrenhados, camisa amarela e verde e expressão de espanto, reforçando a atmosfera cômica da cena. Um homem ao fundo, pouco definido, complementa sem roubar a atenção. O estilo em animação digital valoriza cores vibrantes e contornos limpos, com iluminação suave que ressalta a interação entre os personagens. O cenário da loja, com prateleiras cheias de salgadinhos coloridos, funciona como pano de fundo animado para a espontaneidade da dupla." width="800" height="433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-2-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-2-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-2-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-2-1536x830.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-2-1200x649.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-2.jpg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36638" class="wp-caption-text">Os pais de Jonathan são dublados pelo casal da vida real, Nick Offerman e Megan Mullally (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa situação evidencia também um choque geracional inevitável. De um lado, Mavis (</span><a href="https://personaunesp.com.br/i-said-i-love-you-first-critica/"><span style="font-weight: 400;">Selena Gomez</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Johnny encaram a vida de forma mais aberta, convivendo com naturalidade entre humanos e monstros. Do outro, Drácula insiste em preservar fronteiras rígidas, acreditando que só a manutenção da “pureza” vampírica garantiria segurança e continuidade. Esse conflito traduz tensões contemporâneas sobre hibridismo, multiculturalismo e convivência com a diferença. O longa, ainda que travestido de comédia infantil, articula um discurso sobre a dificuldade que sociedades tradicionais têm em lidar com a pluralidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mavis, por sua vez, surge como a personagem que mais claramente rompe o ciclo de ódio aos humanos, já que seu relacionamento com Johnny representa a superação das barreiras erguidas pelo próprio pai. No entanto, sua trajetória não é de plena adaptação: ao visitar a família de Johnny (</span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-7a-temporada-de-brooklyn-nine-nine/"><span style="font-weight: 400;">Andy Samberg</span></a><span style="font-weight: 400;">), ela é vista de forma estereotipada, como alguém exótica e fora de lugar, lembrando o preconceito se reinscreve de formas sutis. Essa tensão reforça como a convivência entre mundos diferentes exige mais do que tolerância inicial, também demanda transformação estrutural, algo que nem sempre o contato individual consegue garantir. Assim, Mavis encarna o dilema de quem tenta viver entre fronteiras, mas continua sendo enquadrada por olhares externos que a reduzem a uma identidade fixa e caricatural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É interessante notar que, ao contrário do que poderia sugerir uma narrativa linear, </span><a href="https://super.abril.com.br/historia/a-verdadeira-historia-do-verdadeiro-dracula/"><span style="font-weight: 400;">Drácula</span></a><span style="font-weight: 400;"> não avança em direção ao progresso, ele regride. Depois de, no primeiro filme, ter aceitado os humanos e aprendido a respeitar o amor de sua filha, aqui ele volta a agir de forma intolerante e controladora. Essa regressão é significativa: lembra que aceitar a diferença não é uma conquista definitiva, mas um exercício contínuo. O personagem, ao tentar manipular o neto para que este se torne vampiro, simboliza a tentativa de impor tradições a qualquer custo, mesmo quando o presente aponta em outra direção.</span></p>
<p><figure id="attachment_36637" aria-describedby="caption-attachment-36637" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36637" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-3-800x450.jpg" alt="Cena de Hotel Transilvânia 2. A imagem mostra um grupo de personagens de animação reunidos ao redor de uma fogueira, em um momento de convívio noturno cheio de música e diversão. Entre eles estão figuras icônicas como o Conde Drácula, com seu ar imponente mas descontraído, e o Monstro de Frankenstein, com seu porte marcante e expressão amistosa. Outros seres antropomórficos completam o círculo, cada um com traços físicos distintos e expressões que variam entre alegria, concentração e curiosidade, reforçando suas personalidades singulares. O destaque vai para o personagem que toca violão, animando o grupo e servindo como centro da interação. A iluminação quente da fogueira valoriza os rostos e corpos dos personagens, dando profundidade às suas expressões e ressaltando detalhes de roupas e características físicas. O estilo em animação digital de alta qualidade combina cores vibrantes e sombras realistas, criando uma atmosfera acolhedora. O cenário de floresta, com céu estrelado ao fundo, funciona como pano de fundo para a proximidade e o espírito de união dos personagens." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-3.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36637" class="wp-caption-text"><br />O personagem Vlad, pai do Drácula, é dublado por Mel Brooks, que também dirigiu a comédia Drácula – Morto, mas Feliz (1995) [Foto: Columbia Pictures]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A animação, contudo, não se sustenta apenas pela força de seu subtexto. Esteticamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hotel Transilvânia 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> reforça o estilo de Tartakovsky, que injetou energia cartunesca em um cinema de animação 3D muitas vezes dominado pela busca de realismo da <em>Pixar</em> e da </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/madagascar-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">DreamWorks</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. O movimento exagerado, os enquadramentos cômicos e o ritmo frenético conferem identidade à franquia, aproximando-a mais da tradição dos desenhos de televisão dos anos 1990 do que da lógica narrativa dos longas de animação hollywoodianos. Essa escolha estética foi fundamental para que o filme conquistasse um público amplo, mantendo-se fresco e diferente em meio à concorrência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator que explica a relevância da obra é a consolidação da franquia como fenômeno cultural e comercial. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F1YhnSE9zZU"><i><span style="font-weight: 400;">Hotel Transilvânia 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não apenas manteve o interesse do público após o sucesso do primeiro, como garantiu fôlego para novas sequências, séries derivadas e um universo expandido de produtos. A mistura entre personagens monstruosos clássicos, como Drácula, lobisomens, múmias, Frankenstein, e dilemas cotidianos deu certo porque equilibrava a fantasia com conflitos universais. As crianças riam das trapalhadas, os adultos reconheciam, em chave caricatural, discussões sobre família, mudança e tradição.</span></p>
<figure id="attachment_36639" aria-describedby="caption-attachment-36639" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36639" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-4-800x495.jpeg" alt="É nesse ponto que reside a importância cultural de Hotel Transilvânia 2: ele mostra como a animação comercial pode ser mais do que mero entretenimento descartável. O longa captura ansiedades sociais sobre identidade, gerações e convivência, transformando-as em narrativas acessíveis a diferentes públicos. Ao mesmo tempo, reforça a ideia de que regressões, preconceitos e intolerâncias não são problemas resolvidos de uma vez por todas, pelo contrário, eles retornam, exigindo enfrentamento constante. Drácula, como metáfora, nos lembra que os monstros que mais assombram a vida em sociedade não estão nos contos de terror, mas nos medos que temos de aceitar a mudança." width="800" height="495" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-4-800x495.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-4-768x475.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/ht-4.jpeg 970w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36639" class="wp-caption-text">Fifth Harmony gravou a canção-tema do filme I&#8217;m In Love With a Monster (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dez anos depois, rever </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bYZzOIcikSA"><i><span style="font-weight: 400;">Hotel Transilvânia 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é perceber como uma comédia de monstros animados conseguiu traduzir debates profundos em chave lúdica, com humor, cor e ritmo. Seu legado está tanto no impacto comercial, que garantiu longevidade à franquia, quanto na sutileza com que ofereceu uma reflexão sobre família, tradição e diferença. Um lembrete de que até os vampiros mais poderosos tremem diante do futuro e de que as novas gerações, humanas ou não, sempre desafiam os padrões do passado.</span></p>
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		<title>Latente, Afire estremece e queima</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Oct 2023 21:37:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enzo Caramori ‘‘O amor da juventude, a  juventude do amor desaparecerá e passará quanto antes.’’ – John Hay Período em que a suspensão da realidade diária cede lugar à educação sentimental, ao titubear emocional, ao erro e à tentativa: o verão é uma quietude na qual a procrastinação dá espaço a descobertas sensíveis. É uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/afire-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Latente, Afire estremece e queima"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31721" aria-describedby="caption-attachment-31721" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31721" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/images-original-800x600.png" alt="" width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/images-original-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/images-original-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/images-original-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/images-original-1536x1152.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/images-original-2048x1536.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/images-original-1200x900.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31721" class="wp-caption-text">Afire foi o vencedor do Urso de Prata do Grande Prémio do Júri no Festival Internacional Cinema de Berlim de 2023 e estreou no Brasil na 47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Piffl Medien)</figcaption></figure>
<p style="text-align: left;"><b>Enzo Caramori</b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">‘‘O amor da juventude, a  juventude do amor</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">desaparecerá e passará quanto antes.’’</span></p>
<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">– John Hay</span></i></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Período em que a suspensão da realidade diária cede lugar à educação sentimental, ao titubear emocional, ao erro e à tentativa: o verão é uma quietude na qual a procrastinação dá espaço a descobertas sensíveis. É uma das temporadas dos filmes de Éric Rohmer, cujos propósitos de suas relações ficcionais são, de qualquer maneira, a afetação, seja por leituras tediosas de Balzac, gestos sutis de sedução e o mormaço claro do sol francês. Mesmo que dispondo de um olhar que se dedica às delicadezas da estação, o drama </span><a href="https://47.mostra.org/filmes/afire-47a"><i><span style="font-weight: 400;">Afire</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2023), presente na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/perspectiva-internacional/"><span style="font-weight: 400;">Perspectiva Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> da 47ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, não almeja o lugar da beleza e da delicadeza rohmeriana – na qual se inspira –, mas enfoca justamente nas feridas subjetivas de suas personagens, colhendo, do tédio, o sentimento melancólico de alheamento. </span></p>
<p><span id="more-31720"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo capítulo da </span><a href="https://www.cinematheque-passion.mo/pt/movie/55"><span style="font-weight: 400;">Trilogia Elemental</span></a><span style="font-weight: 400;"> do diretor Christian Petzold constrói-se em uma fábula febril, cuja paisagem bucólica e ao mesmo tempo praiana do Mar Báltico alemão é o fundo da construção de atritos e emoções sutis entre um trio central de personagens. A tentativa de isolamento dos amigos Leon (Thomas Schubert) e Félix (Langston Uibel), um escritor e outro fotógrafo, para a realização de seus respectivos projetos, poderia, em um arco narrativo do gênero de filmes de verão, ser iluminada com a presença inesperada e misteriosa de Nadja, interpretada por Paula Beer, presente no trabalho anterior de Petzold, </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/12/christian-petzold-dirige-com-mais-calor-undine-versao-de-mito-alemao.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Undine</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2020).</span> <span style="font-weight: 400;">Contudo, tanto pela ameaça silenciosa e iminente de queimadas naturais na região seca onde refugiam-se, na casa do fotógrafo, quanto pela centralização da perspectiva pessoal do escritor, um personagem em crise com sua escrita e seu ego conflitante, </span><i><span style="font-weight: 400;">Afire </span></i><span style="font-weight: 400;">torna o que poderia ser um fator idílico em algo delicado, incômodo e taciturno.</span></p>
<figure id="attachment_31723" aria-describedby="caption-attachment-31723" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31723 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-2-1600x900-c-default-800x450.jpeg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-2-1600x900-c-default-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-2-1600x900-c-default-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-2-1600x900-c-default-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-2-1600x900-c-default-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-2-1600x900-c-default-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-2-1600x900-c-default.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31723" class="wp-caption-text">O realizador Harun Farocki colaborou com Petzold nos roteiros de sua trilogia Amor em Tempos de Sistemas Opressivos (Foto: Piffl Medien)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao colocar sobre primeiro plano o complexo narcisismo e frustração do protagonista Leon perante si e seus amigos, a direção de Petzold não faz estremecer somente o espectador frente a diálogos minuciosamente construídos – sarcásticos e com um gosto quase </span><a href="https://kdhx.org/articles/film-reviews/3176-afire-masterfully-depicts-a-taciturn,-insecure-writer#:~:text=In%20press%20notes,by%20Nadja%E2%80%99s%20honesty%20."><span style="font-weight: 400;">tchekhoviano</span></a><span style="font-weight: 400;"> – que enveredam o espectador nos flertes, farpas e ciúmes do trio. Mas também a própria expressão dos personagens quando pouco dizem e que faz prevalecer o que deixam de falar uns aos outros: algo sempre visível em suas fisicalidades, contrastante, em momentos de tensão, com a leveza do ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vivência na casa os situa em uma intimidade não construída pela afinidade ou pelas semelhanças, mas justamente por um contato estabelecido por devida distância. Em uma dança de olhares, os personagens observam-se mutua e silenciosamente pela janela de seus quartos ou se escutam entre as paredes finas dos cômodos, que deixam escapar seus gemidos à noite. Esse caráter voyeurístico parece corroer Léon interiormente, que vê o verão escapar entre seus dedos, já que o perde entre extensos cochilos, maços de cigarros e o denso </span><a href="https://mubi.com/pt/notebook/posts/burning-down-the-house-christian-petzold-on-afire#:~:text=NOTEBOOK%3A%20Shame%20is%20the%20perfect%20word.%20It%E2%80%99s%20also%20a%20much%2Ddiscussed%20emotion%20in%20literature%20and%20literary%20studies.%20%C2%A0"><span style="font-weight: 400;">desespero</span></a><span style="font-weight: 400;"> de, acima de tudo, não se fazer nada.</span></p>
<figure id="attachment_31722" aria-describedby="caption-attachment-31722" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31722 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/afire-roter-himmel-christian-petzold-2023-v0-toeafk70b0lb1-800x431.webp" alt="" width="800" height="431" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/afire-roter-himmel-christian-petzold-2023-v0-toeafk70b0lb1-800x431.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/afire-roter-himmel-christian-petzold-2023-v0-toeafk70b0lb1-1024x552.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/afire-roter-himmel-christian-petzold-2023-v0-toeafk70b0lb1-768x414.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/afire-roter-himmel-christian-petzold-2023-v0-toeafk70b0lb1-1536x828.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/afire-roter-himmel-christian-petzold-2023-v0-toeafk70b0lb1-1200x647.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/afire-roter-himmel-christian-petzold-2023-v0-toeafk70b0lb1.webp 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31722" class="wp-caption-text">As duas locações de Afire, uma nas florestas de Brandemburgo e a outra próxima ao Mar Báltico, justificam os contrastes dos espaços, dando um ar irreal ao filme (Foto: Piffl Medien)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que </span><i><span style="font-weight: 400;">Rotter Himel</span></i><span style="font-weight: 400;"> – título original do filme, que se traduz ‘‘paraíso vermelho’’ –, pareça transportar as tensões sociais e emoções reprimidas na urdidura de silêncios de </span><i><span style="font-weight: 400;">Deserto Vermelho, </span></i><span style="font-weight: 400;">dirigido por Michelangelo Antonioni, </span><a href="https://47.mostra.org/jornal-da-mostra/exposicao-antonioni"><span style="font-weight: 400;">homenageado</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela 47ª Mostra, o longa e o Cinema de Petzold é marcado por um retrato sutil das transformações e dos sujeitos sociais da sociedade alemã. Talvez o maior traço disso seja a construção do ritmo de ações do protagonista se situar entre o alarmante sentimento de ser produtivo contra o abraçar do devaneio, que faz de sua vivência na casa mais uma performance, na qual, frente aos outros, finge estar escrevendo, do que um abraço a um aspecto inventivo do ócio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A praia é a paisagem possível – a uma sociedade assolada pelo pós-guerra, pela cisão política e pela lógica de honra do trabalho – de se ter um corpo, fazer sexo, se recriar e inventar fora da norma de produção. Mas, como abordado de diferentes maneiras por seus predecessores Harun Farocki e Rainer Werner Fassbinder, o trabalho é o concessor de uma identidade capaz de evanescer com o estalar dos dedos, o que faz Schubert não somente encenar o protagonista, mas, também, performar o trabalho que atende a Leon um único objetivo: sua </span><a href="https://mubi.com/pt/notebook/posts/burning-down-the-house-christian-petzold-on-afire#:~:text=PETZOLD%3A%20Yes%2C%20that%E2%80%99s,a%20unique%20selling%20point."><span style="font-weight: 400;">vergonha</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a representação de si frente a um mundo onde outros não necessariamente trabalham, mas ocupam seus espíritos consigo mesmos. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Afire</span></i><span style="font-weight: 400;"> toma uma leitura mais singela e moderna de melodramas e novelas para referir-se, a partir do pessoal, a </span><a href="https://piaui.folha.uol.com.br/em-transito-um-olhar-sobre-o-monstro-que-habita-varios-tempos-historicos/"><span style="font-weight: 400;">traumas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e crises sociais, e mostrar, mesmo com determinada distância, que talvez se precise das ondas – ou do fogo –, para se desfazer de si. </span><span style="font-weight: 400;">Quase que como um</span> <a href="https://blogdacotovia.blogspot.com/2016/04/seis-contos-morais-de-eric-rohmer.html"><span style="font-weight: 400;">conto moral</span></a> <span style="font-weight: 400;">de Petzold, o desprendimento das resistências individuais parece ser o caminho ideal para o aflorar criativo de Leon, além de um deslumbramento com a paisagem que, em filmes como </span><a href="https://mubi.com/pt/br/films/bergman-island-2021"><i><span style="font-weight: 400;">A Ilha de Bergman</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2021)</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">de Mia Hansen Løve, e </span><a href="https://criticos.com.br/?p=6282"><i><span style="font-weight: 400;">Acima das Nuvens</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2014)</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">de Olivier Assayas, toma a beleza do espaço e a conexão com os elementos terrenos – a sensualidade, as sensações e os sentidos – como o desbloqueio de suas dificuldades. </span></p>
<figure id="attachment_31724" aria-describedby="caption-attachment-31724" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31724" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-3-1600x900-c-default-800x450.jpeg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-3-1600x900-c-default-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-3-1600x900-c-default-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-3-1600x900-c-default-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-3-1600x900-c-default-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-3-1600x900-c-default-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-3-1600x900-c-default.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31724" class="wp-caption-text">A Literatura está sempre presente nos filmes de Christian Petzold e, em Afire, destaca-se o poema The Azra, de Heinrich Heine (Foto: Piffl Medien)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No filme, a </span><a href="https://mubi.com/pt/notebook/posts/hard-cover-christian-petzold-reader-director"><span style="font-weight: 400;">Literatura</span></a><span style="font-weight: 400;"> não deixa de</span> <span style="font-weight: 400;">cumprir sua função estética como um eixo de referência entre o diretor e sua criação, mas também narrativa. Personagens escritores podem, curiosamente, servir de metáforas ou alegorias a seus autores, mas nesse contexto, o ofício parece capturar o sentimento de recusa ao outro. Para além de um arcabouço do qual o protagonista justifica seus escapes às atividades cotidianas e conjuntas dos dias ensolarados, a desculpa da escrita é a concha para qual se volta quando se encontra em desalinho e alienado do corriqueiro, lidando com a introspecção e a insegurança de seu texto. Aqui, a escrita é uma covardia e uma forma de comunicação na qual se materializa essa constante conexão e desconexão do mundo que o cerca, tanto por grosserias materializadas em maus-entendidos que nebulam jantares ainda ensolarados quanto pelo embaraço íntimo </span><span style="font-weight: 400;">de uma paixão incerta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Afire, </span></i><span style="font-weight: 400;">a apatia do personagem predomina e, diferentemente dessa consonância com a natureza e o ambiente que acarreta ao pico criativo, é a partir do fogo e das cinzas – que chegam a parecer dentes-de-leão ao céu – que o </span><a href="https://lithub.com/can-writers-have-fun-afire-is-a-character-study-of-a-self-absorbed-novelist/"><span style="font-weight: 400;">escritor</span></a><span style="font-weight: 400;"> encontra-se em seu texto. Um fogo que não somente é um componente de uma fábula contemporânea que coloca uma catástrofe natural, que enfurece ao longo que o filme passa, à espreita e ao fundo dos planos e diálogos, mas sim um presságio que espelha a experiência psicológica e o colapso de seus personagens.</span></p>
<figure id="attachment_31725" aria-describedby="caption-attachment-31725" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31725" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-6-1-1600x900-c-default-800x450.jpeg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-6-1-1600x900-c-default-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-6-1-1600x900-c-default-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-6-1-1600x900-c-default-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-6-1-1600x900-c-default-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-6-1-1600x900-c-default-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Afire-6-1-1600x900-c-default.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31725" class="wp-caption-text">A leveza da atuação de Paula Beer justifica-se por seu histórico na dança, premeditado na escalação da atriz em Undine (Foto: Piffl Medien)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se de alguma forma Petzold persiste, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Undine, </span></i><span style="font-weight: 400;">a </span><a href="https://icsfilm.org/uncategorized/myth-within-modernity-christian-petzolds-undine/"><span style="font-weight: 400;">reconstruir mitos</span></a><span style="font-weight: 400;">, o faz dando a um imaginário específico de filmes alemães, um Cinema veranil, cuja claridade adentra pela </span><a href="https://www.theguardian.com/film/2023/aug/27/afire-review-slow-burning-german-drama-about-a-self-absorbed-writer"><span style="font-weight: 400;">queima lenta</span></a><span style="font-weight: 400;"> de tensões e pela repetição quase métrica das emoções de seus personagens. Mesmo não atravessados pelo estremecimento emocional do protagonista, são envolvidos por uma inércia que faz as mudanças serem sutis e quase imperceptíveis. Não há rupturas, mas sim uma profundidade que vai se acessando com as ações e interações com os motivos centrais da obra que, centrado no mundo egoico de Leon, se fazem ainda mais ocultos e imperceptíveis sob sua cegueira às relações sociais e emocionais que o cercam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que é verossímil e se faz real é a capacidade do amor e da paixão, sentimentos abissais que torcem seus personagens para dentro e fora de si. O tremor desse indivíduo enveredado em um sua paixão e sua vergonha é um cenário que não precisa ser representados em sua literalidade, pois já é ilustrado pelo olhar abissal frente a uma catástrofe natural e sensível, desesperados para agarrarem-se ao que está a iminência de se perder, frente ao </span><a href="https://artreview.com/afire-christian-petzold-review-summer-film-eric-rohmer/"><span style="font-weight: 400;">fogo</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Afire</span></i><span style="font-weight: 400;"> se estabelece mais no sentimento de não representar em sua totalidade, dada suas lentes individualistas que prendem Leon a si mesmo e que, ainda que suas patologias criativas sejam superadas, remanesce como sendo o protagonista de uma </span><a href="https://www.documentjournal.com/2023/07/afire-film-christian-petzold-paula-beer-german-cinema-cuba-libre-ghosts-barbara/"><span style="font-weight: 400;">crônica</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre perda. O sentimento final de culpa não apenas instaura um gosto estranho de melancolia, como de algo que não pode ser dito e que se encerra em sua perspectiva, mas também da realidade da representação. Trêmulo, em uma chama baixa próxima a se apagar, o tempo de descobertas se afoga no sentimento da inércia de alguém que fica ao fundo e observa o verão se desenrolar, enquanto restam só escritos do que poderia, em algum momento, ter sido.</span></p>
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		<title>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura se revela um filme de terror que deu errado</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2022 16:19:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabrielli Natividade da Silva  Depois de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) ter apagado a memória da existência de Peter Parker (Tom Holland), em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, e Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) ter libertado a cidade de Westview de sua manipulação, em WandaVision, ambos se encontraram para uma batalha intensa que atravessou universos. Em maio &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Doutor Estranho no Multiverso da Loucura se revela um filme de terror que deu errado"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28145" aria-describedby="caption-attachment-28145" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28145 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1.png" alt="Cena de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. No centro da imagem está Doutor Estranho, um homem branco na faixa dos 40 anos, com cabelos castanhos penteados em um topete e um cavanhaque também castanho. Ele está em pé, com a perna esquerda à frente da direita e os braços levantados na altura do peito, com as palmas das mão viradas para cima. Veste seu traje de super herói - botas marrons, calça e blusa com mangas longas azuis e capa vermelha. Ao redor de si estão luzes redondas vermelhas e fumaça preta. Ao fundo são vistas duas janelas, uma redonda atrás do doutor e outra retangular no canto esquerdo da imagem. Também são vistas muitas velas ao redor do personagem. " width="1400" height="788" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1.png 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28145" class="wp-caption-text">A nova produção faz com que a Marvel mergulhasse de cabeça em sua era das trevas (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Gabrielli Natividade da Silva </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) ter apagado a memória da existência de Peter Parker (Tom Holland), em </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) ter libertado a cidade de Westview de sua manipulação, em </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">WandaVision</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ambos se encontraram para uma batalha intensa que atravessou universos. Em maio de 2022, foi lançado </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/diretor-revela-morte-horrivel-que-foi-cortada-de-doutor-estranho-2"><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um filme com muita ação e adrenalina, como é de se esperar de uma produção </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. A obra, porém,  deixa a desejar, quebrando as expectativas de fãs que estavam ansiosos por esse momento. </span></p>
<p><span id="more-28144"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por dar continuidade ao filme e à série que dominaram o público no ano passado, o longa carrega muita responsabilidade e, por todo o </span><i><span style="font-weight: 400;">hype</span></i><span style="font-weight: 400;"> criado, não foi difícil arrecadar uma </span><a href="https://ovicio.com.br/doutor-estranho-2-se-aproxima-de-us-950-milhoes-em-bilheteria/"><span style="font-weight: 400;">boa bilheteria</span></a><span style="font-weight: 400;"> até agora. No entanto, a nova produção não acompanha o ritmo de suas antecessoras. Enquanto os diretores Jon Watts e Matt Shakman foram capazes de mesclar muito bem a ação necessária a uma história de super-heróis e o desenvolvimento interno de seus protagonistas, o mesmo não pode ser dito sobre </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/sam-raimi-filmes.html#list-item-7"><span style="font-weight: 400;">Sam Raimi</span></a><span style="font-weight: 400;">. O cineasta escolheu investir tanto em um visual interessante, </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/terror-ou-aventura-astro-de-doutor-estranho-2-esclarece-o-tom-mais-sombrio-do-filme"><span style="font-weight: 400;">sombrio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e impressionante ao espectador, que quase não sobrou espaço para os personagens serem apreciados, e suas mudanças de tom acabaram se apresentando de forma rasa e apressada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Raimi dirigiu a primeira trilogia do </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e também ficou conhecido por trabalhar em filmes de terror, como </span><i><span style="font-weight: 400;">O Dom da Premonição</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/Cd8NNcd4Oeo"><i><span style="font-weight: 400;">Arraste-me para o Inferno</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Noite Alucinante</span></i><span style="font-weight: 400;">. Toda a bagagem no horror pode ser percebida nas sequências de </span><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho</span></i><span style="font-weight: 400;">, desde a Feiticeira Escarlate se mostrando uma bruxa quase satânica, até Strange ressuscitando uma variante sua dos mortos e lutando com demônios. Esse apoio no gênero ajuda na aplicação de um tom mais macabro, mas não é realmente necessário e se desloca do perfil da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, sempre eletrizante e contagiante, sem deixar os momentos sérios de lado. O </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/listas/2019/10/te-enganaram-10-coisas-do-mcu-que-sao-de-cgi-e-voce-nao-sabia"><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (imagens geradas por computador) também deixou a desejar, o que é um tanto incomum para o </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, chegou a ser indicado ao </span><a href="https://www.opovo.com.br/vidaearte/2022/02/08/marvel-no-oscar-veja-filmes-e-artistas-do-mcu-indicados-ao-premio.html"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhores Efeitos Visuais. O longa de 2022 apresentou erros grotescos e amadores, que dificilmente serão esquecidos, com o principal deles sendo o </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/doutor-estranho-2-saiba-quais-sao-os-poderes-do-terceiro-olho/"><span style="font-weight: 400;">terceiro olho</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Strange, sem esforço nenhum para parecer real. </span></p>
<figure id="attachment_28146" aria-describedby="caption-attachment-28146" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28146 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1.png" alt="Cena de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. No centro da imagem está Wong, um homem com traços asiáticos, bigode e cabelos castanhos; ele está com uma expressão séria e veste uma túnica em tons de roxo e preto.O fundo da imagem é escuro e desfocado, é possível ver fumaça e algumas luzes amareladas. " width="1210" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1.png 1210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1-800x360.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1-1024x460.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1-768x345.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-2-1-1200x540.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28146" class="wp-caption-text">Apesar de ser o Mago Supremo, Wong volta às telas novamente sem o destaque que merece (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez o ponto mais empolgante de todo o roteiro escrito por Michael Waldron seja a inserção da personagem </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-comics/america-chavez-quem-e"><span style="font-weight: 400;">America Chavez</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Xochitl Gomez) no universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Contudo, seu potencial não foi explorado como era esperado. A garota, vinda do Paralelo Utópico, tem o poder de se teletransportar por universos paralelos. Porém, ter sido separada de suas mães causou um trauma tão grande que ela se sente incapaz de controlar seu dom. </span><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho no Multiverso da Loucura </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma pequena jornada de descoberta para ela, mas, novamente, o ritmo é tão frenético que America só demonstrou algum controle aos quarenta e cinco do segundo tempo, e sua presença foi ofuscada pelo embate entre a Feiticeira Escarlate e o Doutor Estranho. Só nos resta esperar Chavez retornar em uma </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/marvel-confirma-projeto-solo-da-america-chavez-apos-doutor-estranho-2/"><span style="font-weight: 400;">próxima produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> e brilhar como merece.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale lembrar, ainda, que a introdução de America carrega o peso de apresentar uma das primeiras heroínas </span><a href="https://valkirias.com.br/a-invisibilidade-lesbica-no-cinema/"><span style="font-weight: 400;">canonicamente lésbicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Universo Cinematográfico Marvel. Ela fala abertamente sobre suas duas mães e carrega orgulhosamente um broche com a bandeira </span><a href="https://jamesons.com.br/12-personagens-lgbt-da-marvel/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> durante todo o filme, gerando ataques homofóbicos por parte do público conservador. O filme chegou a ser banido em </span><a href="https://br.ign.com/doutor-estranho-2/97916/news/doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura-banido-arabia-saudita-personagem-gay"><span style="font-weight: 400;">alguns países</span></a><span style="font-weight: 400;">, após a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> ter se recusado a retirar as cenas em que America se abre sobre a sexualidade da família. Apesar da negatividade, Xochitl Gomez não se abalou e segue muito feliz por ser o rosto de uma personagem tão importante. </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;É muito importante que a America esteja neste filme. É simplesmente enorme. E estou tão feliz que a Marvel se apegou a isso e manteve a cena lá, e é muito louco que eu seja aquela que interpreta a America&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, disse a atriz em entrevista para o </span><a href="https://www.asiaone.com/entertainment/doctor-strange-2-multiverse-of-madness-benedict-wong-xochitl-gomez-not-okay-hate-lgbtq-gay-america-chavez"><i><span style="font-weight: 400;">AsiaOne</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_28147" aria-describedby="caption-attachment-28147" style="width: 1245px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28147 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1.jpg" alt="Cena de WandaVision. Dividindo o centro da imagem estão Tommy e Billy, da esquerda para a direita da imagem, ambos brancos e com 10 anos. Tommy tem os cabelos um pouco compridos, tingidos com tinta cinza, veste uma camiseta azul clara com uma ilustração de um raio prateado, e uma blusa de mangas longas azul escura por baixo, está segurando duas barras de chocolate - uma embalagem amarela, e outra marrom. Billy tem os cabelos loiros em um topete, veste uma camisa cinza, uma capa vermelha e uma faixa também cinza na cabeça. Atrás deles, em desfoque, é possível ver uma cidade decorada para o Halloween, com prédios, luzes e abóboras. " width="1245" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1.jpg 1245w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-3-1-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28147" class="wp-caption-text">Billy e Tommy encantaram o público em WandaVision, mas as suas personalidades divertidas e cativantes desapareceram no novo filme do Doutor Estranho (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do longa levar o nome de Strange, quem foi responsável por roubar a cena foi Wanda. Depois de perder seu irmão gêmeo, matar o amor de sua vida e sacrificar sua família, a mulher se perdeu em uma depressão profunda que a transformou. Wanda se tornou a </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/por-que-a-corrupcao-do-doutor-estranho-e-diferente-da-feiticeira-escarlate/"><span style="font-weight: 400;">Feiticeira Escarlate</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas entrou em conflito interno entre ser uma super-heroína e uma </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/wanda-vila-doutor-estranho-no-multiverso-da-loucura.html"><span style="font-weight: 400;">vilã</span></a><span style="font-weight: 400;"> digna de filme de terror. Ela estava disposta a matar uma variante sua e America, com o auxílio do </span><i><span style="font-weight: 400;">Darkhold</span></i><span style="font-weight: 400;"> (livro de magia obscura), para se reunir com seus filhos em outro universo, uma consequência de tudo que sofreu. </span><i><span style="font-weight: 400;">Multiverso da Loucura</span></i><span style="font-weight: 400;"> seguiu a linha de </span><i><span style="font-weight: 400;">WandaVision</span></i><span style="font-weight: 400;"> e explorou os limites de ética e do maquiavelismo da personagem. Novamente, a Feiticeira abriu mão de suas vontades para fazer o que é certo no último segundo, o que decepcionou quem esperava um desfecho diferente do apresentado na série, mas não deixou de ser interessante de se assistir. O </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/feiticeira-escarlate-morreu-em-doutor-estranho-2-roteirista-responde/#:~:text=Mas%2C%20como%20todos%20sabem%2C%20Wanda,roteirista%2C%20Michael%20Waldron%2C%20responde."><span style="font-weight: 400;">destino de Wanda</span></a><span style="font-weight: 400;"> ainda é um mistério e vale a pena aguardar e ver o que essa figura tão polêmica e complexa vai fazer a seguir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elizabeth Olsen realmente tomou os holofotes para si, mas suas polêmicas envolvendo </span><a href="https://twitter.com/milywitching/status/1349822698952781827"><span style="font-weight: 400;">racismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> poderiam ter afundado de vez o projeto. Em entrevistas, a atriz se referiu mais de uma vez à sua personagem como uma “</span><i><span style="font-weight: 400;">gypsy</span></i><span style="font-weight: 400;">” (cigana), e o problema está no fato de que o termo racista é utilizado de forma pejorativa para ofender o povo nômade Romani. Vale apontar que Wanda só tem origem Romani nos quadrinhos: o </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU </span></i><span style="font-weight: 400;">a apresenta como vinda de Sokovia, país fictício no leste europeu. Portanto, não havia motivos concretos para Olsen ter utilizado o termo. Muitos alegam que a artista simplesmente não sabia o peso da palavra quando a usou, porém </span><a href="https://youtu.be/R3AQUvHjxbk"><span style="font-weight: 400;">não foi a única vez</span></a><span style="font-weight: 400;"> que Elizabeth fez discursos preconceituosos na mídia. Após as acusações polêmicas, a atriz </span><a href="https://www.nerdsite.com.br/elizabeth-olsen-revela-que-nunca-mais-voltara-as-redes-sociais-entenda/"><span style="font-weight: 400;">excluiu suas redes sociais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e declarou que jamais retornaria a usá-las. Com os números de bilheteria do filme, não dá para considerar que o caso foi relevante para boicotar a produção, mas fica o alerta para o tipo de pessoa que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> mantém em seus projetos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, a atriz não é o único exemplo desse universo de heróis que apresentou ações problemáticas. Em 2021, </span><a href="https://personaunesp.com.br/gaviao-arqueiro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hawkeye</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se tornou um grande sucesso, mas, além dos fãs indignados, poucos realmente se importaram com o protagonista, </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/nao-e-novidade-polemicas-que-provam-que-jeremy-renner-e-um-babaca/3/"><span style="font-weight: 400;">Jeremy Renner</span></a><span style="font-weight: 400;">, retornando ao papel após as acusações de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/artigos/2019/11/vergonha-o-caso-de-agressao-que-pode-acabar-com-a-carreira-de-um-astro-da-marvel"><span style="font-weight: 400;">agressão física</span></a><span style="font-weight: 400;"> contra sua ex-esposa. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/11/05/com-historico-de-cancelamentos-chris-pratt-e-considerado-o-pior-chris.htm"><span style="font-weight: 400;">Chris Pratt</span></a><span style="font-weight: 400;">, estrela de </span><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-2-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, foi outro que se envolveu em polêmicas, a principal delas sendo seu envolvimento com a igreja anti-LGBTQIA+, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hillsong Church</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegando a ser criticado pelo ator Elliot Page. Também estão na lista Letitia Wright, com seu discurso anti-vacina, Paul Bettany, que ameaçou a vida de Amber Heard, Sebastian Stan e </span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/marvel/astro-da-marvel-e-cancelado-por-publicacao-racista"><span style="font-weight: 400;">seu posicionamento racista</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/marvel-10-atores-que-ja-foram-cancelados-por-polemicas/101220"><span style="font-weight: 400;">outros</span></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um peso absurdo na indústria dos </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a maioria (se não todos) os atores introduzidos nas produções se tornam, automaticamente, queridos pelo público. É realmente uma pena que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> continue compactuando com atitudes como essas. </span></p>
<figure id="attachment_28148" aria-describedby="caption-attachment-28148" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28148 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1.png" alt="Cena de Quarteto Fantástico. No centro está Johnny Storm, um homem branco, loiro, com olhos azuis. Veste um uniforme azul escuro com uma gola preta, com o número 4 dentro de um círculo branco no lado esquerdo de seu peito. Não dá para ver muito do fundo pelo desfoque, mas há tons de amarelo e preto. " width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/imagem-4-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28148" class="wp-caption-text">A Marvel realizou o sonho de muitos trazendo John Krasinski como o Senhor Fantástico, mas perdeu a chance de trazer Chris Evans de volta ao seu esquecido papel de Tocha Humana (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O último </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançado foi épico por trazer o encontro entre Tobey Maguire, Andrew Garfield, Tom Holland e seus vilões. O longa foi um acerto no </span><a href="https://screenrant.com/mcu-fan-service-moments/"><i><span style="font-weight: 400;">fan service</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, sendo assim, não foi inesperado que o segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho</span></i><span style="font-weight: 400;"> seguisse a mesma estratégia &#8211; mas os resultados não foram tão positivos. As participações especiais ficaram por conta do </span><a href="https://cineclick.uol.com.br/noticias/quem-sao-os-personagens-iconicos-que-aparecem-em-doutor-estranho-2"><span style="font-weight: 400;">conselho dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Illuminati</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, composto por Professor Xavier (Patrick Stewart), Senhor Fantástico (John Krasinski), Capitã Carter (Hayley Atwell), Capitã Marvel (</span><span style="font-weight: 400;">Lashana Lynch)</span><span style="font-weight: 400;">, Raio Negro (Anson Mount) e Mordo (Chiwetel Ejiofor), heróis com reputações de ouro e muito queridos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, a sua presença foi desperdiçada, já que os personagens tiveram pouco tempo de tela antes de serem massacrados a sangue frio pela Feiticeira Escarlate. Foram muitas mortes brutais em sequência e nenhuma delas convence o espectador. É difícil crer que figuras tão emblemáticas cometeriam tantos erros amadores, demonstrando um roteiro preguiçoso e pouco condizente com o que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe no passado. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</span></i><span style="font-weight: 400;"> entra para a coleção de grandes produções </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, com um </span><a href="https://thenexus.one/quanto-custa-doutor-estranho-2-e-quanto-custa-o-sucesso-de-bilheteria"><span style="font-weight: 400;">orçamento extravagante</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cenas mais ainda. Apesar de não ser tão aclamado como os anteriores, o longa ainda é interessante para ser assistido numa noite de fim de semana &#8211; em junho de 2022, a produção foi adicionada ao catálogo da </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/que-horas-sai-doutor-estranho-2-no-disney-plus"><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com alguns acertos e muitos erros, o filme não entra para a história como deveria, então o que resta para os fãs é aguardar que o </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> trabalhe em uma continuação digna e espetacular para realmente levá-los à loucura. </span></p>
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		<title>Thelma: o terror também é libertador</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jun 2022 15:40:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Lopes Gomez O cenário é uma floresta gelada da Noruega. Pai e filha, de no máximo 6 anos, avistam um cervo durante a caçada. A arma na mão do pai se volta do animal à pequena Thelma, que nunca chega a notar a movimentação. Ele continua firme ali, arma em riste apontada para a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/thelma-filme-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Thelma: o terror também é libertador"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28021" aria-describedby="caption-attachment-28021" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28021" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/thelma-1.jpg" alt="Cena do filme Thelma. Na imagem, vemos Thelma, dos ombros para cima, deitada em um sofá verde escuro, de ponta cabeça, ao centro. Ela é uma mulher branca, de cabelos loiros escuros, aparentando cerca de 22 anos, e tem seus olhos fechados e a boca aberta. Por sua boca aberta, vemos uma serpente verde escura entrando por sua boca." width="800" height="324" /><figcaption id="caption-attachment-28021" class="wp-caption-text">“Eu estou brava com você, Deus. Por que você está fazendo isso comigo? O que você quer?” (Foto: Motlys)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cenário é uma floresta gelada da Noruega. Pai e filha, de no máximo 6 anos, avistam um cervo durante a caçada. A arma na mão do pai se volta do animal à pequena Thelma, que nunca chega a notar a movimentação. Ele continua firme ali, arma em riste apontada para a menina, até o cervo se dispersar. Dos poucos, mas longos minutos, o filme corta para outra cena e uma </span><a href="https://lewislitjournal.wordpress.com/2018/10/07/k-o-to-consciousness-an-analysis-of-thelma/"><span style="font-weight: 400;">Thelma</span></a><span style="font-weight: 400;"> crescida está enfrentando seus primeiros dias na faculdade. É assim que </span><i><span style="font-weight: 400;">Thelma</span></i><span style="font-weight: 400;"> se inicia: ensurdecedora, impactante e misteriosa, a obra de Joachim Trier exagera para preparar o terreno para o que vem a seguir.</span></p>
<p><span id="more-28020"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme é o quarto longa-metragem dirigido pelo cineasta norueguês, que, recentemente, concorreu ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-pior-pessoa-do-mundo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Pior Pessoa do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Assim como o último, </span><i><span style="font-weight: 400;">Thelma</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi cotado para a premiação: a obra, uma coprodução entre Noruega, Suécia, Dinamarca e França, foi selecionada como a representante do país na categoria </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/oscar-anuncia-novas-regras-e-muda-nome-da-categoria-de-filme-estrangeiro/"><span style="font-weight: 400;">Melhor Filme Estrangeiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2018, mas não teve força para chegar às indicações anunciadas na grande noite. Na produção, nos primeiros dias de faculdade, as descobertas e novas vontades da religiosa Thelma (Eili Harboe) vêm acompanhadas de estranhos eventos, cada vez mais intensos à medida que ela se desvencilha dos dogmas de sua rígida criação e dá vazão a seus crescentes desejos.</span></p>
<figure id="attachment_28022" aria-describedby="caption-attachment-28022" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28022" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/thelma-2.png" alt="Cena do filme Thelma. A frente de um fundo preto, vemos Anja, à esquerda, se inclinando e beijando Thelma, à direita. Anja é uma mulher negra, de cabelos castanhos escuros lisos, aparentando cerca de 20 anos. Thelma é uma mulher branca, de cabelos loiros escuros, aparentando cerca de 20 anos." width="800" height="428" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/thelma-2.png 792w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/thelma-2-768x411.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28022" class="wp-caption-text">Thelma foi roteirizado por Joachim Trier e Eskil Vogt, uma parceria que se repetiu em A Pior Pessoa do Mundo (Foto: Motlys)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Thelma</span></i><span style="font-weight: 400;"> – obra e protagonista – não tem pressa. Cadenciadamente, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XSm2wT_jzQI"><span style="font-weight: 400;">Trier</span></a><span style="font-weight: 400;"> conduz sua estrela através das vivências supostamente ordinárias e comuns à juventude, como a descoberta da </span><a href="http://www.aescotilha.com.br/cinema-tv/espanto/representatividade-lgbt-no-cinema-queer-horror/"><span style="font-weight: 400;">sexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, as experiências em um ambiente cheio de desconhecidos e o desvendar de si própria enquanto pessoa. Para Thelma, porém, tudo fica mais intenso e amedrontador: vinda de uma família superprotetora e extremamente religiosa, com seus dogmas e preconceitos, as descobertas da personagem são sempre encaradas como desviantes por ela e pelos pais. Se o ato de provar bebidas alcoólicas em uma festa com amigos já é uma ação repreendida pelo pai, Trond (Henrik Rafaelsen), a filha se interessar por sua colega de classe é ainda mais errado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante de seus crescentes desejos, são as represálias internalizadas por Thelma que desencadeiam as ocorrências sobrenaturais. No primeiro contato da protagonista com Anja (Kaya Wilkins), a amiga por quem ela se atrai, um corvo se choca contra o vidro da sala de aula. No segundo, uma convulsão a pega de surpresa. Os sentimentos recém-despertos são desconhecidos a ela e, de poderes telecinéticos a </span><a href="https://personaunesp.com.br/noite-passada-em-soho-critica/"><span style="font-weight: 400;">visões alucinantes</span></a><span style="font-weight: 400;">, os acontecimentos se tornam mais frequentes e enérgicos ao passo que a personagem se permite explorá-los. Disso, porém, ela não sabe e não demora a investigar a sua causa.</span></p>
<figure id="attachment_28023" aria-describedby="caption-attachment-28023" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28023" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/thelma-4.jpg" alt="Cena do filme Thelma. Levitando ao centro da imagem, vemos Thelma vestida em trajes hospitalares, com equipamentos conectados a sua cabeça." width="800" height="346" /><figcaption id="caption-attachment-28023" class="wp-caption-text">“Por vezes, a descoberta mais assustadora é quem realmente se é. Você se atreve a ser quem é?”, questiona o slogan de Thelma (Foto: Motlys)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Drama, Suspense, </span><a href="https://cinepop.com.br/critica-thelma-joachim-trier-cria-sua-propria-carrie-a-estranha-160791/"><span style="font-weight: 400;">Terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> Psicológico… </span><i><span style="font-weight: 400;">Thelma </span></i><span style="font-weight: 400;">poderia ser chamado até de Romance. O diretor não delimita um gênero e nem explica a sua obra, mas a trabalha de forma enigmática e simbólica o tempo todo. Enquanto as protagonistas se conectam e se atraem, as feições suaves e a performance introspectiva das atrizes tornam suas respectivas personagens ainda mais misteriosas. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7we4eh7qAFA"><span style="font-weight: 400;">Eili Harboe e Kaya Wilkins</span></a><span style="font-weight: 400;">, Thelma e Anja respectivamente, exalam os sentimentos não contados, mas pouco dizem ou explicam. O contrário acontece com o pai e a mãe: tão quietos quanto a filha, já se suspeita desde o início que os dois escondem alguma coisa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas percepções, porém, são frutos da direção de Trier. Ora perto, ora afastadas demais, as câmeras do cineasta nos conduzem através da narrativa como se observássemos o desenrolar de um </span><a href="https://personaunesp.com.br/suspiria-a-danca-do-medo-critica/"><span style="font-weight: 400;">segredo sombrio</span></a><span style="font-weight: 400;">. A fotografia fria de Jakob Ihre também é essencial para o sentimento de hostilidade e opressão que permeia o longa, e é justamente nos momentos de proximidade das meninas que a tensão acumulada se libera, assim como fazem os poderes de Thelma. A condução cheia de suspense, um dos maiores atrativos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Thelma</span></i><span style="font-weight: 400;">, também é o que, por vezes, acaba por repeli-lo. Apesar de construído sutilmente, o ritmo lento do filme faz o telespectador encarar trechos monótonos e tediosos. Nada que Trier não se exima na reta final.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Thelma | Trailer Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/k7dM9adQFV4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre momentos mais quietos e outros mais tensos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Thelma </span></i><span style="font-weight: 400;">acompanha sua protagonista homônima através da descoberta de sua sexualidade, principalmente. A produção não esconde estar mostrando só simbolismos em tela, já que as </span><a href="https://bocadoinferno.com.br/artigos/2018/12/horror-queer-quando-o-medo-e-a-baixa-representatividade/"><span style="font-weight: 400;">metáforas</span></a><span style="font-weight: 400;"> têm papel fundamental na interpretação. Metáforas essas diretamente conectadas ao lado religioso da personagem: as visões e alucinações de Thelma têm fortes </span><a href="https://personaunesp.com.br/mae-filme-critica/"><span style="font-weight: 400;">referências bíblicas</span></a><span style="font-weight: 400;">, e, a cada quebra de dogma de sua criação sacra, ela provoca abalos telecinéticos em resposta. Explorar, para ela, revela-se uma provocação digna de invocar seu sobrenatural &#8211; e ela não escolhe contê-lo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das </span><a href="http://jornalismojunior.com.br/alem-do-arco-iris-o-terror-como-fuga-da-heteronormatividade/"><span style="font-weight: 400;">diferentes interpretações</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos eventos, é nítido que toda mínima interação da personagem com Anja é o que desencadeia a série de estranhas ocorrências, um reflexo extático da repressão sexual em confronto com os seus desejos. Em uma das cenas mais climáticas e emocionantes, a telecinese faz com que objetos comecem a se mover ao simples toque escondido das duas meninas. Ao final da obra, porém, o pecado do diretor é justamente deixar de lado as sutilezas e apostar no explícito. Em poucos minutos, o filme</span> <span style="font-weight: 400;">vai de um de seus momentos mais intrigantes e enigmáticos a um de seus mais literais, e a combustão sobrecarrega o mistério construído até ali. </span></p>
<figure id="attachment_28024" aria-describedby="caption-attachment-28024" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28024 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/thelma-3.png" alt="Cena do filme Thelma. Ao centro da imagem, em frente a uma paisagem de mar, durante o dia, vemos um homem branco, com cabelos e barba grisalha, encarando suas mãos estendidas à sua frente, que pegam fogo." width="1280" height="525" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/thelma-3.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/thelma-3-800x328.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/thelma-3-1024x420.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/thelma-3-768x315.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/thelma-3-1200x492.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28024" class="wp-caption-text">Disponível no Prime Video e na MUBI, Thelma veio depois de Oslo, 31 de Agosto e Mais Forte que Bombas, que renderam ao diretor Joachim Trier indicações a importantes prêmios do Cinema (Foto: Motlys)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No seu próprio ritmo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Thelma </span></i><span style="font-weight: 400;">se mostra objetivamente indecifrável e, da mensagem que se tira da obra, a </span><a href="https://seventh-row.com/2019/11/05/thelma-carrie-comparison/"><span style="font-weight: 400;">interpretação</span></a><span style="font-weight: 400;"> basta. Nas comparações do filme com </span><a href="https://personaunesp.com.br/carrie-a-estranha-45-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Carrie &#8211; A Estranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; também filha de mãe religiosa, também</span> <span style="font-weight: 400;">engatilhou poderes durante uma fase decisiva de sua vida -, a juventude e o processo de descoberta pessoal extasiantes, que tangem o sobrenatural, são tão simbólicas quanto a moral por trás da obra (isso é, se há uma). A verdade é que, entre Romance, Drama, Suspense, ou o que qualquer um se atrever a rotular </span><i><span style="font-weight: 400;">Thelma</span></i><span style="font-weight: 400;">, o seu </span><a href="https://www.instagram.com/p/CU0umTkr2w0/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">Terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> também é libertador. </span></p>
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		<title>O Funeral das Rosas: siga por sua conta e risco!</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2022 15:33:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Rafael Gonçalo Quando, em meados da década de 1950, a produtora de Cinema japonesa Shochiku (fundada em 1895) reuniu seus jovens diretores e roteiristas, como Nagisa Oshima (O Império dos Sentidos), Yoshishige Yoshida (Eros + Massacre) e Masahiro Shinoda (Duplo Suicídio em Amijima), e deu-lhes a missão de reavivar o interesse do público nos filmes &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-funeral-das-rosas-filme-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Funeral das Rosas: siga por sua conta e risco!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27990" aria-describedby="caption-attachment-27990" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27990" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.32.56.jpeg" alt="" width="800" height="579" /><figcaption id="caption-attachment-27990" class="wp-caption-text">Com provocações cômicas, trágicas e surreais, O Funeral das Rosas não é fácil de digerir ou explicar &#8211; e essa é a sua maior qualidade (Foto: Art Theatre Guild)</figcaption></figure>
<p><b>Rafael Gonçalo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando, em meados da década de 1950, a produtora de Cinema japonesa </span><i><span style="font-weight: 400;">Shochiku</span></i><span style="font-weight: 400;"> (fundada em 1895) reuniu seus jovens diretores e roteiristas, como Nagisa Oshima (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Império dos Sentidos</span></i><span style="font-weight: 400;">), Yoshishige Yoshida (</span><i><span style="font-weight: 400;">Eros + Massacre</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Masahiro Shinoda (</span><i><span style="font-weight: 400;">Duplo Suicídio em Amijima</span></i><span style="font-weight: 400;">), e deu-lhes a missão de reavivar o interesse do público nos filmes da empresa, mal poderia imaginar que a sua empreitada comercial abriria uma caixa de Pandora. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Nouvelle Vague </span></i><span style="font-weight: 400;">Japonesa (ou </span><a href="https://www.queridocinefilo.com/post/nuberu-bagu"><i><span style="font-weight: 400;">Nūberu bāgu</span></i></a><span style="font-weight: 400;">)</span> <span style="font-weight: 400;">foi um movimento orgânico de cineastas dentro e fora do sistema de estúdios, entre os anos 50 e 70. E de europeu só teve o nome mesmo.</span></p>
<p><span id="more-27988"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como viria a dizer o cineasta Susumu Hani (</span><i><span style="font-weight: 400;">Afurika Monogatari</span></i><span style="font-weight: 400;">), em entrevista à escritora Lúcia Nagib para seu livro Em Torno da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nouvelle Vague</span></i><span style="font-weight: 400;"> Japonesa, as influências ocidentais foram “</span><i><span style="font-weight: 400;">uma boa dinamite</span></i><span style="font-weight: 400;">” para as convenções sociais e artísticas vigentes no Japão da época. Surfando na mesma onda estava também o diretor Toshio Matsumoto, com seu longa de estreia</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q3XhYY9Ll0k"> <i><span style="font-weight: 400;">O Funeral das Rosas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1969)</span></a><span style="font-weight: 400;">, título relativamente obscuro, que apenas recentemente foi restaurado e pôde ser apreciado em mais telas. É ele que nos traz aqui hoje. </span></p>
<figure id="attachment_27991" aria-describedby="caption-attachment-27991" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27991" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.33.47.jpeg" alt="Foto do diretor Toshio Matsumoto. Homem japonês de cabelos em corte chanel e óculos estilo aviador. Veste casaco verde escuro. Olha para a frente segurando uma câmera fotográfica modelo polaroid cobrindo totalmente seu olho esquerdo. Em segundo plano há uma parede de tijolos vermelhos. Em terceiro plano uma floresta." width="800" height="600" /><figcaption id="caption-attachment-27991" class="wp-caption-text">Da graciosa cabeça de Toshio Matsumoto nasceu o roteiro de O Funeral das Rosas (Foto: Postwar Japan Moving Image Archive)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos primeiros minutos da produção, somos levados a pensar que estamos diante de um clássico: fotografia em preto e branco, rostos impecáveis, um clima melodramático iminente… Até que vem o primeiro atropelo. Esse não é um filme comum. Poderíamos, então, tentar dissecá-lo em pelo menos quatro camadas, unidas por uma peça fundamental: Eddie (Eddie… </span><a href="https://www.culturagenial.com/edipo-rei/"><span style="font-weight: 400;">Édipo</span></a><span style="font-weight: 400;">… Soa familiar?). O personagem é interpretado por Shinnosuke “Pîtâ” Ikehata, que talvez você se lembre como o bobo da corte de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ran</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1985), do também diretor japonês Akira Kurosawa. Despretensiosamente, o ator entrega uma atuação tão fluida quanto a sua própria identidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos às camadas. A primeira e mais evidente é o melodrama: o jogo de intriga entre Eddie, a “</span><i><span style="font-weight: 400;">mama-san</span></i><span style="font-weight: 400;">” Leda (Osamu Ogasawara) e o amante de ambas, Jimi (Yoshiji Jo), o único ator profissional do elenco que não deixa nada a desejar aos noveleiros (o autor deste texto incluso). Como descobriremos mais tarde, a relação da protagonista com sua mãe (Emiko Azuma, numa interpretação digna de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-hereditario/"><i><span style="font-weight: 400;">Hereditário</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) é a espinha dorsal da história, e compõe a segunda e mais assustadora camada de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Funeral das Rosas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Está esquentando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pequeno clube de desajustados do qual Eddie faz parte é a terceira camada da obra, deixando evidente a revolução comportamental que os jovens daquela geração pós-Segunda Guerra estavam promovendo na sociedade japonesa. No plano experimental, temos uma quarta camada, composta por </span><i><span style="font-weight: 400;">frames </span></i><span style="font-weight: 400;">estáticos, imagens em movimento, texto escrito, entrevistas com o elenco e até cenas de bastidores, nos lembrando que, no final das contas, trata-se de um filme. O emprego de um elenco 99% não-treinado rompe com </span><a href="https://www.8milimetros.com.br/o-que-e-quebrar-a-quarta-parede-no-cinema/"><span style="font-weight: 400;">a quarta parede</span></a><span style="font-weight: 400;"> da ficção e nos faz questionar se estaríamos assistindo a um documentário.</span></p>
<figure id="attachment_27992" aria-describedby="caption-attachment-27992" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27992" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.33.57.jpeg" alt=" Cena do filme O Funeral das Rosas. A imagem em preto e branco mostra três mãos humanas com as palmas voltadas para frente. Em cada palma há o desenho de uma rosa." width="800" height="612" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.33.57.jpeg 789w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.33.57-768x588.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27992" class="wp-caption-text">Sem dar descanso aos nossos olhos, O Funeral das Rosas se interrompe com tempestades de imagens, aparentemente desconexas, quase como se a verdade do filme estivesse apenas nelas (Foto: Art Theatre Guild)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale ressaltar que essas camadas não estão dispostas em ordem cronológica </span><span style="font-weight: 400;">e você pode, encaixar as peças parecidas na sua cabeça ou simplesmente deixar a vida te levar. De qualquer jeito, você chegará em algum lugar. </span><a href="https://medium.com/vertovina/a-dial%C3%A9tica-da-subvers%C3%A3o-e-percep%C3%A7%C3%A3o-do-surrealismo-japon%C3%AAs-em-shuji-terayama-e-toshio-matsumoto-27cdad82900c"><i><span style="font-weight: 400;">O Funeral das Rosas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> triunfa ao fazer mil questionamentos por minuto: ele é, por excelência, um filme que veio para confundir, não só por estar constantemente nos bombardeando de informações, mas também porque o nosso olhar está carregado de (pré)conceitos sem aplicação aqui. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cinema </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">japonês difere do que estamos acostumados a assistir enquanto espectadores brasileiros e ocidentais, a nível quase molecular. O que nos separa não é só distância física. Os bares gays (</span><i><span style="font-weight: 400;">gei b</span></i><i><span style="font-weight: 400;">ā</span></i><span style="font-weight: 400;">) de Tokyo, ponto de encontro entre homens e os </span><i><span style="font-weight: 400;">gay boys</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">gei b</span></i><i><span style="font-weight: 400;">ōi</span></i><span style="font-weight: 400;">) que lá estão para servi-los e entretê-los, </span><span style="font-weight: 400;">são o pano de fundo. Tudo isso, </span><span style="font-weight: 400;">no melhor estilo das </span><a href="https://mundo-nipo.com/cultura-japonesa/artes/25/08/2015/origem-e-principios-da-cerimonia-do-cha-no-japao/"><span style="font-weight: 400;">casas de chá</span></a><span style="font-weight: 400;"> japonesas e suas </span><a href="https://coisasdojapao.com/2019/02/quem-sao-e-de-onde-surgiram-as-geishas-no-japao/"><i><span style="font-weight: 400;">geishas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, eventualmente prestando serviços como acompanhantes sociais e sexuais, prática muito frequente na época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa mesma influência americana que trouxe a guerra, acompanhou novas noções sobre sexualidade e gênero, dois aspectos que culturalmente andavam separados no país. Na verdade, o que estamos vendo na tela é um choque geracional entre a figura da</span><i><span style="font-weight: 400;"> onnagata </span></i><span style="font-weight: 400;">(papel feminino no </span><a href="https://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/kabuki.html"><span style="font-weight: 400;">teatro </span><i><span style="font-weight: 400;">kabuki</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, interpretado por homens) &#8211; representada por Leda -, e uma nova manifestação da performance de gênero, nascida das influências ocidentais &#8211; o </span><i><span style="font-weight: 400;">gei b</span></i><i><span style="font-weight: 400;">ōi</span></i><span style="font-weight: 400;">, representado por Eddie. </span></p>
<figure id="attachment_27995" aria-describedby="caption-attachment-27995" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27995" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/gif_imagem4.gif" alt="Cena do filme O Funeral das Rosas. Imagem em preto e preto e em movimento do rosto da personagem Eddie. A personagem sorri enquanto suavemente acaricia seu pescoço de baixo para cima. Tem os cabelos molhados." width="800" height="560" /><figcaption id="caption-attachment-27995" class="wp-caption-text">Eddie tomando um banho especial para sair com seu gato (GIF: Art Theatre Guild)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é só essa disputa que fica evidente: há também o incômodo de um Japão antes patriota, mas agora fortemente ocidentalizado, que não se reconhece mais no espelho. Aqui, um destaque para a cena de sexo entre Eddie e um soldado norte-americano: além de um primor fotográfico e sensual, o momento revela as </span><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/segunda-guerra-mundial-na-Asia-no-pacifico.htm"><span style="font-weight: 400;">diferenças inegociáveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os dois.  A todo momento essas peças tentam se juntar, mesmo quando parece não haver sentido entre elas, ficando a impressão de que, ao piscar os olhos, algo de importante se perdeu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tom bastante experimental e amador pode afastar alguns espectadores, os acostumados com uma história mais linear e polida nesse sentido, o que pode ser o “defeito” de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Funeral das Rosas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Pode-se apenas imaginar o susto que a primeira exibição do filme causou, dificilmente o público havia visto algo parecido e talvez nunca mais viu. Amarrando tudo que se confundia profundamente até aquele momento, como se um trauma na mente do protagonista acabasse de ser resolvido, </span><a href="https://oroteiristainsone.wordpress.com/2017/01/24/a-estrutura-de-tres-atos/"><span style="font-weight: 400;">o último ato</span></a><span style="font-weight: 400;"> da obra</span><span style="font-weight: 400;"> revela a natureza fatal da trama. </span></p>
<p><figure id="attachment_27994" aria-describedby="caption-attachment-27994" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27994 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.34.19-800x450.jpeg" alt="Cena do filme O Funeral das Rosas. Na imagem em preto e branco a personagem Eddie está de pé, recostada sobre um muro. Usa cabelo castanho escuro em corte estilo chanel. Com a mão esquerda segura a alça de uma pequena bolsa. Veste calças estampadas, colete preto com botões grandes sobre camisa branca de mangas bufantes e gola alta. Em segundo plano, dois terços do muro estão cobertos por cinco pôsteres do filme Édipo Rei do diretor italiano Pier Paolo Pasolini de 1967." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.34.19-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.34.19-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.34.19.jpeg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27994" class="wp-caption-text">Pistas: Eddie tira uma panca encostado num muro cheio de pôsteres de Édipo Rei (1967) de Pier Paolo Pasolini [Foto: Art Theatre Guild]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O brilhantismo de Matsumoto está em devorar a obra de </span><a href="https://www.todamateria.com.br/edipo-rei/"><span style="font-weight: 400;">Sófocles</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a vomitar na cara do espectador em forma de espetáculo </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">homicida e</span> <span style="font-weight: 400;">pornográfico, ao mesmo tempo que não se propõe a ser um estudo de personagem. O que interessa aqui é o choque, como bem explica a frase do cineasta lituano </span><a href="https://jonasmekas.com/bio.php"><span style="font-weight: 400;">Jonas Mekas</span><span style="font-weight: 400;">, </span></a><span style="font-weight: 400;">proferida por Guevara (Toyosaburo Uchiyama) em uma cena que retrata Eddie e seus amigos assistindo a um filme experimental. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Todas as definições de Cinema foram apagadas</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><a href="https://www.otaquest.com/funeral-parade-of-roses-japanese-film-insight-10/"><i><span style="font-weight: 400;">O Funeral das Rosas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> utiliza sexo, violência urbana e as transformações no imaginário japonês do século XX, elementos que consagraram a </span><i><span style="font-weight: 400;">Nouvelle Vague</span></i><span style="font-weight: 400;"> no país, de uma forma única e transgressora, ao permitir que um grupo de personagens marginais se apoderem da narrativa, como se eles e o próprio  diretor também experimentassem a linguagem audiovisual. Ele não se reduz a pecha de filme </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou documental sobre a vida dos homossexuais e transgêneros nos subúrbios de Tokyo, e rejeita nossa vontade de enxergar com nossos próprios olhos. No alto de seus 53 anos, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Funeral das Rosas</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas mais um título parte de um movimento, mas é ponto de virada na história do Cinema. Prossiga por sua conta e risco!</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Funeral Parade of Roses - trailer | IFFR 2018" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Q3XhYY9Ll0k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Com um olhar aconchegante, Crush é uma revolução espontânea dos jovens queer nas telas do cinema</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2022 15:52:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Monique Marquesini Os romances adolescentes nas telas são como deliciosas histórias confortáveis, com seus clichês e casais. Na comédia romântica Crush, a narrativa é centrada em uma receita antiga: aquela em que a personagem busca atenção de sua suposta alma gêmea, quando, na verdade, seu amor está mais perto do que se imagina. Porém, seu &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/crush-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Com um olhar aconchegante, Crush é uma revolução espontânea dos jovens queer nas telas do cinema"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27827" aria-describedby="caption-attachment-27827" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27827" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMG_0987-800x533.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMG_0987-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMG_0987-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMG_0987.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27827" class="wp-caption-text">Jovens abertamente queer, medos e um amor fofo preencheram a narrativa de Crush e o coração do telespectador (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>Monique Marquesini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://www.maioresemelhores.com/melhores-filmes-adolescentes-de-todos-os-tempos/"><span style="font-weight: 400;">romances adolescentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas telas são como deliciosas histórias confortáveis, com seus clichês e casais. Na comédia romântica </span><i><span style="font-weight: 400;">Crush</span></i><span style="font-weight: 400;">, a narrativa é centrada em uma receita antiga: aquela em que a personagem busca atenção de sua suposta alma gêmea, quando, na verdade, seu amor está mais perto do que se imagina. Porém, seu grande diferencial é que somos transportados para as aventuras e amores do Ensino Médio ao lado de uma jovem </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-27826"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, que anteriormente teria seu título oficial como </span><a href="https://variety.com/2021/film/news/american-high-animal-pictures-depth-of-field-hulu-movie-love-in-color-1235025706/"><i><span style="font-weight: 400;">Love in Color</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é dirigido por Sammi Cohen e estreou no </span><a href="https://cm-ob.pt/17-best-lgbt-movies-hulu-right-now"><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com um roteiro de Kirsten King e Casey Rackham &#8211; duas pessoas </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">-, o núcleo da trama busca o equilíbrio entre as características de um bom clássico ao mesmo tempo que o transforma &#8211; com um amor possível e concreto, desentendimentos e momentos fofinhos, além de uma relação saudável entre as garotas. Aliada à necessidade de trazer às telas histórias de pessoas LGBTQIA+ e naturalizar suas vivências, o enredo combina leveza e uma pitada de aventuras adolescentes.</span></p>
<figure id="attachment_27828" aria-describedby="caption-attachment-27828" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27828" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem2.gif" alt="Cena do filme Crush. O GIF tem formato retangular e mostra as personagens Paige e AJ se olhando enquanto conversam sentadas no campo onde treinam corrida." width="800" height="454" /><figcaption id="caption-attachment-27828" class="wp-caption-text">Em uma nova abordagem aos filmes adolescentes, com seu humor, junto à diversidade dos personagens e atores, o filme conquista o público logo de cara (GIF: Hulu)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NHxwLymYHWA"><i><span style="font-weight: 400;">Crush</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acompanha a vida de Paige (Rowan Blanchard), uma tímida e esquisita artista, que acaba sendo acusada de ser o famoso grafiteiro </span><i><span style="font-weight: 400;">King Pun</span></i><span style="font-weight: 400;">. Trazendo cores, pinturas e poesias às paredes da escola, ele vem gerando insatisfação à direção do colégio. Assim, a história tem seu ponto alto no desenvolvimento da garota, com ela provando não estar envolvida no caso e tentando evitar uma suspensão. Do contrário, a punição pode acabar com seu sonho de entrar no renomado programa de verão da </span><i><span style="font-weight: 400;">CalArts</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">do Instituto de Artes da Califórnia, um dos mais importantes polos de estudo das Artes e </span><i><span style="font-weight: 400;">Design </span></i><span style="font-weight: 400;">no mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na busca de resolver a situação, Paige faz um acordo com a diretora, a bem-humorada Principal Collins (Michelle Buteau), que a convence a entrar no time de atletismo, desfalcado em sua equipe de corredores. Mesmo sem o perfil atlético e com a missão de encontrar o verdadeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">King Pun</span></i><span style="font-weight: 400;">, a protagonista aceita a proposta para poder conquistar seu sonho &#8211; mas também para se aproximar de sua paixão platônica desde o Ensino Fundamental, a encantadora Gabriela Campos (Isabella Ferreira). Porém, quanto mais ela frequenta os treinos, mais sente algo pela irmã da garota, </span><a href="https://youtu.be/GvqUj29WUvU"><span style="font-weight: 400;">a apaixonante </span><span style="font-weight: 400;">AJ Campos</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Auli&#8217;i Cravalho).</span></p>
<figure id="attachment_27830" aria-describedby="caption-attachment-27830" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27830" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-4.gif" alt="Cena do filme Crush. O GIF tem formato retangular, e mostra Paige falando sobre músicas enquanto está no banco do passageiro do carro. " width="800" height="534" /><figcaption id="caption-attachment-27830" class="wp-caption-text">O filme é cheio de referências pop e a pessoas da comunidade LGBTQIA+, como a cantora girl in red (GIF: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse momento que </span><i><span style="font-weight: 400;">Crush</span></i><span style="font-weight: 400;"> amadurece não apenas o romance central, mas também na arte, em suas representações e no humor sutil que o acompanha. A história entra em um momento que soa previsível &#8211; com um triângulo amoroso confuso, um desentendimento entre as personagens e depois a aproximação delas novamente. Isso não torna a jornada desagradável, já que ainda existem poucos amores apaixonantes com </span><a href="https://glamour.globo.com/google/amp/entretenimento/noticia/2021/06/os-25-melhores-filmes-com-casais-lesbicos-e-bissexuais-para-assistir-ja.ghtml"><span style="font-weight: 400;">protagonistas abertamente LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas telas, que faz deste um romance super confortável para maratonar.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um aspecto extraordinário da trama é o de naturalizar jovens </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, ao mesmo  tempo, tirar o estigma do período escolar, que, em muitas histórias, é cheio de cenas de sexo e assuntos complexos. A exposição natural de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qqqz1c20quQ"><span style="font-weight: 400;">pessoas e casais homossexuais</span></a><span style="font-weight: 400;"> no filme é incrível, já que o foco principal não é mostrar apenas processos dolorosos e medos, mas sim essas pessoas tendo experiências saudáveis e comuns, como qualquer romance hétero costuma fazer. Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crush</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra </span><span style="font-weight: 400;">a sensibilidade de um roteiro escrito e dirigido por mulheres </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma bela história adolescente, o roteiro deixa uma marca importante de leveza ao retratar o romance de duas meninas &#8211; que, </span><a href="https://www.gaytimes.co.uk/culture/10-incredible-lgbtq-films-that-are-guaranteed-to-make-you-cry/"><span style="font-weight: 400;">por muitas vezes nas telas</span></a><span style="font-weight: 400;">, é repleto de sofrimento e tragédias. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Crush</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém, temos muitos </span><a href="https://pipocacompequi.tumblr.com/post/185939449564/lista-de-filmes-l%C3%A9sbicos-com-finais-felizes"><span style="font-weight: 400;">momentos fofos e de felicidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. As questões de gênero e sexualidade são tratadas de forma completamente natural, como deveriam ser: é possível notar, em cada cena do filme, elas rodeadas de amigas e outras garotas </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além disso, o enredo de homofobia, que muitas vezes soa inevitável, é inexistente. </span></p>
<figure id="attachment_27829" aria-describedby="caption-attachment-27829" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27829" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/Imagem-3-1.jpg" alt="Cena do filme Crush. O GIF tem formato retangular, e mostra as AJ e Paige se beijando em frente ao auditório da escola." width="800" height="454" /><figcaption id="caption-attachment-27829" class="wp-caption-text">Com problemas entre as protagonistas nos bastidores, acusações de comentários equivocados sobre bissexualidade incomodaram os fãs de Crush (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a toda a sensibilidade e química das personagens na obra, está a </span><a href="https://www.out.com/celebs/2021/12/09/aulii-cravalho-calls-queer-rom-com-co-star-rowan-blanchard-biphobic?amp"><span style="font-weight: 400;">polêmica entre as duas atrizes</span></a><span style="font-weight: 400;"> que dão vida a elas: </span><span style="font-weight: 400;">Auli&#8217;i Cravalho, que vive AJ, acusou de bifobia sua parceira de filme </span><span style="font-weight: 400;">Rowan Blanchard, que interpreta Paige, por meio de um vídeo na rede </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, e isso chocou por completo os fãs da comédia. A protagonista curtiu diversos </span><i><span style="font-weight: 400;">tweets</span></i><span style="font-weight: 400;"> com afirmações bifóbicas em 2019, atingindo diretamente a comunidade a qual ela mesma faz parte. Apesar de o assunto continuar incomodando os fãs da obra, não tira o admirável caminho da história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção traz conforto e, ao mesmo tempo, reivindica respeito e representações na sociedade, principalmente nas telas do entretenimento. Com personagens abertamente sáficas, a trama intensifica o imaginário necessário de que pessoas homossexuais sejam retratadas naturalmente na cultura. Assim, abarcar os indivíduos nas produções é essencial pelo impacto positivo trazido pelo Cinema nas relações sociais. É exatamente o que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SmTet4WNe1U"><i><span style="font-weight: 400;">Crush</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue fazer, com maestria: trazer uma história simples e agradável do que não é ser heterossexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A execução</span> <span style="font-weight: 400;">da maravilhosa comédia romântica LGBTQIA+ faz com que as pessoas da comunidade se sintam acolhidas, respeitadas e seguras, com uma representação de carinho de suas narrativas cotidianas. A atuação e direção são excelentes, a química entre as atrizes é admirável &#8211; mesmo com seus atritos nas redes sociais &#8211; e </span><a href="https://time.com/6172228/crush-movie-hulu-interview/"><span style="font-weight: 400;">pessoas </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> envolvidas em todos os processos de produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> fazem uma diferença muito positiva. </span><span style="font-weight: 400;">Com simplicidade e aconchego, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crush</span></i><span style="font-weight: 400;"> convida o espectador a se deliciar com a vida das personagens, lembrando como todos merecem a espontaneidade de experiências e um amor tranquilo.</span></p>
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		<title>20 anos depois, Homem-Aranha continua sendo o coração dos filmes de herói</title>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2022 16:17:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathan Sampaio O que faz um personagem ser popular? A sua história sofrida ou sua personalidade marcante? O visual icônico ou as falas de impacto? Talvez seja a mistura disso tudo. É o caso do Homem-Aranha, personagem da Marvel que teve seu primeiro filme lançado 20 anos atrás, e que alçou o herói a fama &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/homem-aranha-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "20 anos depois, Homem-Aranha continua sendo o coração dos filmes de herói"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27598" aria-describedby="caption-attachment-27598" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27598 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-2.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha. Tem uma pessoa na imagem. No centro da imagem aparecendo de corpo inteiro está o Homem-Aranha. Ele usa seu uniforme,que é vermelho no torso, nos braços e nos pés e azul na cintura e nas pernas, no peito tem um símbolo de uma aranha e toda a roupa é coberta por quadrados vazados, parecendo teias. Ele usa uma máscara vermelha que tem dois visores amarelados. Ele está agarrado a um mastro.No fundo aparece a cidade de Nova York." width="1300" height="780" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-2.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-2-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-2-1024x614.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-2-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-2-1200x720.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27598" class="wp-caption-text">Nesse mesmo dia, há 20 anos, chegava às telonas brasileiras o primeiro filme do Homem-Aranha (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Nathan Sampaio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que faz um personagem ser popular? A sua história sofrida ou sua personalidade marcante? O visual icônico ou as falas de impacto? Talvez seja a mistura disso tudo. É o caso do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=n8OhizjulHo"><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></a><span style="font-weight: 400;">, personagem da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> que teve seu primeiro filme lançado 20 anos atrás, e que alçou o herói a fama ao unir um roteiro simples, porém muito bem construído, com cenas memoráveis e um visual excepcional. </span></p>
<p><span id="more-27597"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa de 2002 acompanha Peter Parker (Tobey Maguire), um adolescente comum, que certo dia é picado por uma aranha geneticamente modificada, e a partir disso começa a desenvolver poderes parecidos com o aracnídeo. Porém, Peter irá aprender da pior maneira que ter poderes significa ter responsabilidades, e esse pensamento passa a guiá-lo em sua jornada para se tornar um herói.</span></p>
<figure id="attachment_27599" aria-describedby="caption-attachment-27599" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27599 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha. Há uma pessoa na imagem, ela aparece de corpo inteiro. No centro está Peter Parker, um jovem branco, de cabelo curto e castanho e olhos azuis. Ele veste uma camiseta de manga comprida azul, uma calça jeans e um tênis preto. Ele está escalando uma parede de tijolos. O fundo é o chão do beco." width="750" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-27599" class="wp-caption-text">O longa de 2002 tem cenas tão memoráveis que já foram referenciadas nas mais diversas produções audiovisuais (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada nesse filme que não seja icônico, absolutamente tudo é memorável e impactante. Desde os simples diálogos até construções de cenas maiores, e tudo isso se deve ao roteiro caprichado de David Koepp, tendo como  base os quadrinhos de </span><a href="https://super.abril.com.br/cultura/a-vida-secreta-de-stan-lee/"><span style="font-weight: 400;">Stan Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.omelete.com.br/quadrinhos/steve-ditko-relembre-as-grandes-criacoes-do-desenhista"><span style="font-weight: 400;">Steve Ditko</span></a><span style="font-weight: 400;">, juntamente a direção perfeita de Sam Raimi, o qual, na época, era mais conhecido por seus filmes de terror, mas que fez um trabalho exemplar em seu primeiro projeto com super-heróis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro é perfeito, pois, mesmo não sendo super inventivo, consegue criar uma história muito coesa e verossímil, isso porque ele dá o devido destaque aos elementos que mais importam. O maior exemplo disso é o seu protagonista, pois </span><a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-27833/filmografia/"><span style="font-weight: 400;">Koepp</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos familiariza com toda a vida de Peter, mostrando seus problemas pessoais, sua frustração, sua personalidade bondosa e amorosa, o carinho para com os tios, e outros vários elementos que o transformam em um personagem complexo e muito crível. </span></p>
<figure id="attachment_27600" aria-describedby="caption-attachment-27600" style="width: 757px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27600 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-3.png" alt="Cena do filme Homem-Aranha. Tem apenas uma pessoa em destaque na imagem. No centro da imagem aparecendo só o rosto está Peter Parker. Ele usa uma jaqueta cinza. Ele está chorando. No fundo tem algumas pessoas conversando entre si." width="757" height="395" /><figcaption id="caption-attachment-27600" class="wp-caption-text">Nesse filme, é dita a icônica frase “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”, lema que norteia as decisões de Peter (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que torna </span><a href="https://marvel.fandom.com/pt-br/wiki/Peter_Parker_(Terra-616)"><span style="font-weight: 400;">Peter Parker</span></a><span style="font-weight: 400;"> um personagem plausível são exatamente os seus problemas, visto que muitos deles são iguais às dificuldades de qualquer pessoa comum, criando uma identificação instantânea, e, consequentemente, ganhando nossa afeição. É interessante que, mesmo após a sua transformação em herói, Peter continua com seus problemas pessoais, e essa dupla identidade cria várias dificuldades ao longo da projeção, o que torna sua jornada dolorosa, porém ainda assim, entendemos a importância dos seus atos.</span></p>
<p><a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-22514/"><span style="font-weight: 400;">Tobey Maguire</span></a><span style="font-weight: 400;">, o intérprete de Peter Parker, tem ótimos momentos durante a projeção. Ele não é um ator excepcional, mas consegue transmitir muito bem as emoções necessárias; seu Peter é sofrido, carrega muitas dores e falha muito, porém, mesmo assim, ele não deixa de ser carinhoso e bondoso com todos. O ator combinou muito com o papel, tendo em vista que seu rosto jovial passa uma sensação de pureza, e isso torna o personagem mais verdadeiro.</span></p>
<figure id="attachment_27601" aria-describedby="caption-attachment-27601" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27601 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-1.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha. Tem apenas uma pessoa na imagem. No centro da imagem está Peter Parker, que aparece apenas o torso. Ele usa uma camiseta de manga longa azul. Ele está com a mão direita levantada soltando uma teia do pulso. O fundo é uma parede cinza." width="1360" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-1.jpg 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-1-800x376.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-1-1024x482.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-1-768x361.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-1-1200x565.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27601" class="wp-caption-text">Embora já tivesse 27 anos na época, Tobey Maguire passa a sensação de jovialidade através de seus olhares ingênuos (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as maiores dificuldades enfrentadas pelo protagonista está o seu arqui-inimigo principal, o </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/duende-verde-tudo-sobre-vilao-homem-aranha.html"><span style="font-weight: 400;">Duende Verde</span></a><span style="font-weight: 400;">, interpretado, magistralmente, por Willem Dafoe. Seu personagem recebe muito destaque também, mostrando suas motivações e seu caminho até a loucura. A ligação entre ele e o Homem-Aranha torna suas cenas muito mais tensas e dramáticas, emoções que refletem no seu desfecho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/willem-dafoe/"><span style="font-weight: 400;">Willem Dafoe</span></a><span style="font-weight: 400;"> é tão marcante que ecoa por toda a trilogia protagonizada por Tobey Maguire. O personagem de </span><a href="https://ovicio.com.br/10-fatos-sobre-harry-osborn/"><span style="font-weight: 400;">Harry Osborn</span></a><span style="font-weight: 400;">, interpretado por James Franco, sente a presença do pai por muito tempo, e todo o encerramento do seu arco no último longa reflete essa relação tempestuosa com o pai.</span></p>
<p><a href="https://segredosdomundo.r7.com/homem-aranha-historia/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi um sucesso não só por seu enredo bem construído, mas também por sua condução excepcional. O filme dedica o tempo necessário para cada uma das histórias que quer contar, como a ascensão do herói, a descoberta dos poderes e das responsabilidades, o nascimento do vilão e o embate entre ambos. </span></p>
<figure id="attachment_27602" aria-describedby="caption-attachment-27602" style="width: 1198px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27602 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-5.png" alt="Cena do filme Homem-Aranha. Tem duas pessoas na imagem. Na esquerda, aparecendo apenas o rosto, está Homem-Aranha, ele usa seu uniforme vermelho e azul. Na direita, mostrando o torso tem Duende Verde, ele usa uma armadura verde e uma máscara com o rosto de um goblin, a boca da máscara está aberta e mostra dentes afiados, ela tem orelhas pontudas e o visor amarelo está levantado mostrando os olhos de Norman Osborn. O Duende Verde está segurando o rosto do Homem-Aranha com a mão esquerda. No fundo tem uma claraboia gradeada. " width="1198" height="602" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-5.png 1198w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-5-800x402.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-5-1024x515.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-5-768x386.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27602" class="wp-caption-text">Willem Dafoe constrói uma persona totalmente instável para seu Duende Verde, tornando-o ameaçador e imprevisível (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de </span><a href="https://www.papodecinema.com.br/artistas/sam-raimi"><span style="font-weight: 400;">Sam Raimi</span></a><span style="font-weight: 400;"> é precisa, pois dedica o tempo certo para cada mini arco dramático, para que no final seja retratada uma história maior; esse é um grande mérito para um filme com apenas duas horas de duração. A condução é tão gostosa de acompanhar que não se sente o tempo passando, e, ao final, paira a sensação de </span><i><span style="font-weight: 400;">“quero mais”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, Raimi se dedica a compor planos e sequências visuais que são estonteantes. A mais memorável do filme é o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ld_3tyEo3Vc"><span style="font-weight: 400;">beijo de cabeça para baixo</span></a><span style="font-weight: 400;"> na chuva entre Peter e Mary Jane (Kirsten Dunst), momento que se tornou muito reconhecível e se consagrou como uma das cenas mais famosas do Cinema mundial, tendo várias homenagens ao longo dos anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos esses elementos que envolvem roteiro, criação de personagens e a excepcional direção fizeram com que Homem-Aranha se tornasse um clássico instantâneo no </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/melhores-herois-cinema/"><span style="font-weight: 400;">Cinema de heróis</span></a><span style="font-weight: 400;">. Servindo de base e inspiração para muitos filmes de super-heróis que vieram a surgir nos anos seguintes. Afinal, o longa de Raimi provou que quadrinhos podiam ser adaptados de maneira fiel, além de manter uma ótima qualidade cinematográfica.</span></p>
<figure id="attachment_27603" aria-describedby="caption-attachment-27603" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27603 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-6.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha. Tem duas pessoas na imagem, e as duas aparecem apenas o torso. Na esquerda aparece Homem-Aranha, ele está com seu uniforme vermelho e azul, sua máscara está abaixada até o nariz. Ele está de ponta cabeça. Na direita aparece Mary Jane, ela é uma mulher jovem de cabelos longos e ruivos, seus olhos são verdes. Ela usa um vestido rosa. Eles estão se beijando e está chovendo." width="1500" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-6.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-6-800x427.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-6-1024x546.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-6-768x410.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-6-1200x640.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27603" class="wp-caption-text">Tobey Maguire e Kirsten Dunst possuem uma química invejável em tela, e esse é um dos motivos para a cena do beijo ser tão impactante (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/tag/homem-aranha/"><i><span style="font-weight: 400;">Spider-Man</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> gerou duas sequências e o personagem só cresceu com o passar dos anos, se tornando famoso e muito reconhecido entre o público geral, não à toa atualmente existem dez filmes focados no </span><span style="font-weight: 400;">Cabeça de Teia</span><span style="font-weight: 400;">, com expectativa de que saiam muitos mais. É inegável o fenômeno que o herói se tornou, ainda mais após ter feito a cabeça de toda uma geração de crianças que cresceu assistindo seus filmes; por isso há um apego emocional muito forte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recentemente, foi possível observar o poder que o </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Sam Raimi, que comandou a nova aventura do Doutor Estranho, possui nas pessoas, pois o longa mais recente do </span><span style="font-weight: 400;">Teioso</span><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traz de volta diversos personagens dessa franquia, e a emoção criada por rever todos esses personagens foi catártica. A aparição deles gera uma mistura de nostalgia com as boas lembranças que aquelas histórias deixaram, deixando o coração de qualquer espectador acalentado.</span></p>
<figure id="attachment_27604" aria-describedby="caption-attachment-27604" style="width: 804px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27604 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-7.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha. Tem só uma pessoa na imagem. Homem-Aranha aparece do peito para cima. Ele está usando seu uniforme vermelho e azul com a máscara, Ele está segurando seu braço esquerdo que tem um corte, que está sangrando. No fundo tem chamas." width="804" height="598" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-7.jpg 804w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-7-800x595.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-7-768x571.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27604" class="wp-caption-text">A trilha sonora composta por Danny Elfman é muito marcante, e só de ouvir os primeiros acordes já é possível se recordar do personagem (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um filme impecável e icônico por muitos motivos, porém seu sucesso em 2002 não foi só pela qualidade da obra, mas por tudo o que esse herói passou a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uWIc4psH7sk"><span style="font-weight: 400;">representar</span></a><span style="font-weight: 400;">. A vida turbulenta de Peter Parker pode criar uma forte empatia com o público, afinal, a plateia muitas vezes se sente representada em tela, e a determinação de Peter em continuar fazendo o certo repetidas vezes gera esperança e inspiração no coração de todos. E, por isso, o personagem continua, e sempre continuará, relevante. </span></p>
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