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	<title>Arquivos Christoph Waltz &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Frankenstein, de Guillermo del Toro, é uma invenção eclesiástica demais para ser eternizada</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 15:20:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo O diretor mexicano tem afinidade com temas e estilos: a criatura que não é aceita pela humanidade, o trabalho artesanal (do stop motion à criação de equipamentos) e a influência de movimentos artísticos, como o gótico, o ultraromântico e o neoclássico. Frankenstein, que faz parte da seção Apresentação Especial na 49ª Mostra Internacional &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/frankenstein-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Frankenstein, de Guillermo del Toro, é uma invenção eclesiástica demais para ser eternizada"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35970" aria-describedby="caption-attachment-35970" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35970" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-3-800x450.jpg" alt="Cena do filme Frankenstein Na imagem, o personagem Frankenstein está no canto direito, olhando para a mesma direção, com o rosto virado. Ele veste um casaco de pele escura e capuz. No rosto, ele usa uma faixa que cobre boca e nariz. Pequenos flocos de neve caem. Sua pele tem tom esverdeado e possui costuras. Na esquerda, uma luz laranja ilumina o personagem, que está em um cenário noturno. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-3.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35970" class="wp-caption-text">O filme foi exibido no Festival de Veneza e recebeu 14 minutos de aplausos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor mexicano tem afinidade com temas e estilos: a criatura que não é aceita pela humanidade, o trabalho artesanal (do </span><i><span style="font-weight: 400;">stop motion</span></i><span style="font-weight: 400;"> à criação de equipamentos) e a influência de movimentos artísticos, como o gótico, o ultraromântico e o neoclássico. </span><i><span style="font-weight: 400;">Frankenstein</span></i><span style="font-weight: 400;">, que faz parte da seção Apresentação Especial na <a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a>, prossegue a parceria de Guillermo del Toro com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://personaunesp.com.br/pinoquio-guillermo-del-toro-critica/"><span style="font-weight: 400;">mais um filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> que adapta um clássico da literatura sobre um ser trazido à vida com todos os símbolos que remetem ao Cinema do artista. </span><span id="more-35969"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, à medida que o cineasta, que assina a produção e o roteiro, articula seu estilo e sua visão sobre a obra, também tenta manter-se fiel à trama e aos subtextos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">Mary Shelley</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, diante disso, assim como um escultor de </span><a href="https://personaunesp.com.br/better-man-a-historia-de-robbie-williams-critica/"><span style="font-weight: 400;">cinebiografias</span></a><span style="font-weight: 400;"> de astros da música, o diretor se atrapalha entre tantas ideias disponíveis, pincelando passagens importantes com pouquíssima profundidade. Não se trata da relevância existir somente no livro, mas para a própria história do longa – ora, se del Toro escolheu para as telas tal capítulo, ele o considera importante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo se divide em três partes: Prelúdio, A história de Victor Frankenstein e a versão do monstro. Nesta última, há a tentativa de se aprofundar no personagem interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jacob Elordi</span></a><span style="font-weight: 400;">, contudo a escolha da </span><i><span style="font-weight: 400;">voz over</span></i><span style="font-weight: 400;"> para narrar a descoberta do mundo, da humanidade, do amor e da violência acaba por apressar a relação de Frankenstein com seu redor e, portanto, com o público também. A culpa do criador, a tragédia que cai sobre a família do cientista e a solidão da criatura são elementos postos na trama que soam apenas como um aceno aos fãs da literatura, sem atingir o âmago do espectador. </span></p>
<figure id="attachment_35971" aria-describedby="caption-attachment-35971" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35971" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-2-800x450.jpg" alt="Cena do filme Frankenstein Na imagem, Elizabeth olha com surpresa para á frente. Ela veste um vestido branco de noiva e um terço vermelho no pescoço. O vestido é bem volumoso e possui detalhes em prata na região da clavícula. A cena é noturna, se passa num quarto, atrás dela há uma porta com janelas de vidro. Elizabeth é uma mulher branca, na faixa dos 35 anos, de cabelos longos na cor ruiva. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-2.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35971" class="wp-caption-text">A joalheria Tiffany &amp; Co. fez uma parceria com a Netflix para promover o filme e a marca (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Datado de 1818, o texto da britânica é extremamente melancólico e autodepreciativo. O monstro, Victor e o capitão Robert Walton, os três narradores do romance, são embargados por uma escrita poética e falas sobre solidão, que afluem em dilemas sociais do século XIX – embora a narrativa tenha conseguido resistir ao tempo e se </span><a href="https://orathiago.com/blog/frankenstein-um-monstro-no-armario"><span style="font-weight: 400;">atualizar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse exagero respira o </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-a-colina-escarlate/"><span style="font-weight: 400;">Cinema do mexicano</span></a><span style="font-weight: 400;">, que rebusca o sentimentalismo em suas obras, seja pelas trilhas sonoras, as fotografias com baixa luz ou até pelos roteiros que sempre deixam bem claro, até pela exposição nos diálogos, as metáforas e subtextos, com pouca </span><a href="https://www.facebook.com/diversidadnerd/posts/o-que-voc%C3%AA-interpreta-dessa-cena-do-pin%C3%B3quio-de-guillermo-del-toro-acho-que-ela-/1078207834109279/"><span style="font-weight: 400;">sutileza</span></a><span style="font-weight: 400;">. O roteirista vai direcionar a principal questão do longa para os </span><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-2-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">daddy issues</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um movimento bem presente em Hollywood. Conflitos éticos da ciência são substituídos pela narrativa de um filho que não atende às expectativas do pai. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, se a falta de discrição está presente, os visuais expressivos da filmografia do diretor estão em eclipse. Há um ou outro elemento no cenário que chama atenção, a maioria das cenas remete ao Tim Burton em sua pior fase, a partir de 2010. Nada é tão marcante quanto o Homem Pálido em </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-labirinto-do-fauno-dez-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">O Labirinto do Fauno</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006) e o Homem-Anfíbio em </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-forma-da-agua-poesia-resenha/"><i><span style="font-weight: 400;">A Forma da Água</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2017), ambos personagens interpretados por Doug Jones. A aparência do Frankenstein se associa mais às descrições de Mary Shelley, um homem alto, forte, de cabelos escuros e pele pálida, em relação ao </span><a href="https://www.megacurioso.com.br/artes-cultura/120132-frankenstein-por-que-o-monstro-ganhou-a-cor-verde-nos-filmes.htm"><span style="font-weight: 400;">clássico de 1931</span></a><span style="font-weight: 400;">, eternizado no imaginário coletivo por Boris Karloff. Talvez tenha uma funcionalidade maior no filme, tanto para valorizar as expressões de Jacob Elordi quanto para a reiterar a rejeição de Victor, que é muito mais sobre a inteligência do que aparência. Contudo, ainda que seja cedo para cravar, isto tem um preço: não entrará para a história. </span></p>
<figure id="attachment_35972" aria-describedby="caption-attachment-35972" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35972" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-3-800x451.jpg" alt="Cena do filme FrankensteinNa imagem, o personagem Victor segura uma pequena bateria elétrica com a mão esquerda. Ele está em uma sala redonda com vários homens sentados olhando ele apresentar sua invenção. Ele está falando com bastante expressividade, os olhos arregalados e a mão esquerda apontando em direção a algo. Atrás dele, há uma luz que vem de cima e o ilumina. Victor veste um colete preto e uma camisa esvoaçada de mangas longas, uma roupa do século 19. Ele é um homem de pele clara, cabelos escuros na altura do pescoço e tem aproximadamente 45 anos. " width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-3-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-3-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-3-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-3-1536x865.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-3-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-3.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35972" class="wp-caption-text">O filme vai estrear em alguns cinemas selecionados e depois vai para o streaming (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/cavaleiro-da-lua-critica/"><span style="font-weight: 400;">Oscar Isaac</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Victor Frankenstein é trágico. del Toro tem uma visão específica sobre o protagonista, diferente de Shelley. Para a autora, ele soa como um </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/lord-byron-o-poeta-endiabrado-que-foi-o-primeiro-popstar-da-historia/"><span style="font-weight: 400;">Lord Byron</span></a><span style="font-weight: 400;"> que carrega uma maldição, porém para o diretor, ele é um ser desprezível, mesquinho. Isaac é canastrão e parece um cientista louco, no sentido mais pobre do arquétipo. Pelo menos, Elordi e Mia Goth conseguem unir os dois aspectos que faltam no longa: sensações e estilo. A estrela de </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019-) passeia entre a inocência e a violência de forma adequada. Nos primeiros dias de vida da criatura, seu olhar e gestos se assemelham aos de uma criança, enquanto na fase adulta consegue trazer imponência com sua voz grave. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Elizabeth (<a href="https://personaunesp.com.br/pearl-critica/">Mia Goth</a>) garante a elegância que remete ao romantismo, como se ela</span><span style="font-weight: 400;"> estivesse filmando uma adaptação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-20-anos/"><span style="font-weight: 400;">Jane Austen</span></a><span style="font-weight: 400;">. Suas linhas de fala são exageradas e poéticas, assim como sua química com Frankenstein tem resquícios de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Bela e a Fera</span></i><span style="font-weight: 400;"> – um caminho óbvio a se seguir e repetitivo na filmografia de del Toro, mas que talvez fosse o melhor a fazer. Sua trama é melodramática, é uma personagem que faz sacrifícios românticos, age como heroína e tem sua tragicidade. A Direção de Arte de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-beco-do-pesadelo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tamara Deverell</span></a><span style="font-weight: 400;"> trata especialmente  as aparições de Elizabeth com mais ferocidade, injetando o exagero e o gótico; nelas há um retorno da ideia do que é ver um filme do cineasta mexicano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo </span><i><span style="font-weight: 400;">Frankenstein </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma invenção que não deu certo. Uma colcha de remendos de inspirações artísticas castradas, autoria no enredo misturado com fidelidade ao material original e atores que não parecem fazer o mesmo projeto, inclusive o estimado </span><a href="https://personaunesp.com.br/007-sem-tempo-para-morrer-critica/"><span style="font-weight: 400;">Christoph Waltz</span></a><span style="font-weight: 400;"> não está na sua melhor forma. É árduo não compará-lo com </span><i><span style="font-weight: 400;">Nosferatu</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2024), de </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=robert+eggers#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">Robert Eggers</span></a><span style="font-weight: 400;">, que foi humilde em assumir sua paixão pelo clássico de 1922 e não fez grandes mudanças, mantendo um trabalho mais coeso, inspirado e polêmico. </span></p>
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<p>&nbsp;</p>
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		<title>007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer entrega uma missão impossível para próximo James Bond</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Mar 2022 13:26:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga Sem tempo para morrer, e com menos tempo ainda para estrear. Inicialmente planejado para vir ao mundo no longínquo último ano normal da terra, 2019, pelas mãos de Danny Boyle (Trainspotting, Quem Quer Ser um Milionário?), o último capítulo da era Craig sofreu de inúmeros adiamentos. Primeiro, Boyle abandonou o projeto por diferenças &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/007-sem-tempo-para-morrer-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "007 &#8211; Sem Tempo Para Morrer entrega uma missão impossível para próximo James Bond"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_26805" aria-describedby="caption-attachment-26805" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26805" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-1.jpg" alt="Cena do filme 007 - Sem Tempo para Morrer. Nela, James Bond, personagem de Daniel Craig, aparece em um baile de gala. Centralizado na imagem e aparecendo do tronco para cima, Bond, um homem loiro, olhos claros e meia idade, veste um smoking preto, uma camisa branca e uma gravata borboleta preta. Atrás de Bond, seis pessoas o rodeiam, quatro homens e duas mulheres, todos também vestidos para um evento de gala. Na cena, um holofote está voltado para Bond, onde seu lado direito está iluminado e o lado esquerdo não, de forma a criar um contraste." width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-1.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-1-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-1-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26805" class="wp-caption-text">Com quase 60 anos de franquia e depois de 25 filmes, o Bond de Craig é o único que tem uma despedida oficial, com direito a cerimônia de despedida graças as suas indicações ao Oscar 2022 (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Veiga</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sem tempo para morrer</span></i><span style="font-weight: 400;">, e com menos tempo ainda para estrear. Inicialmente planejado para vir ao mundo no longínquo último ano normal da terra, 2019, pelas mãos de Danny Boyle (</span><i><span style="font-weight: 400;">Trainspotting</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/critica-quem-quer-ser-um-milionario"><i><span style="font-weight: 400;">Quem Quer Ser um Milionário?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), o último capítulo da era Craig sofreu de inúmeros adiamentos. Primeiro, Boyle abandonou o projeto por diferenças criativas e Cary Joji Fukunaga (</span><i><span style="font-weight: 400;">Beasts of No Nation</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://cinepop.com.br/critica-true-detectives-1-crime-e-misticismo-na-policia-de-louisiana-214998/"><i><span style="font-weight: 400;">True Detective</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) assumiu o longa, fazendo com que ele fosse jogado para 2020, e azaradamente fosse o primeiro a puxar a fila de adiamentos por conta da pandemia de covid-19. Isso fez com que o filme só conhecesse as salas de cinema em setembro de 2021, 6 anos depois do capítulo anterior, maior intervalo de tempo entre filmes do agente desde </span><i><span style="font-weight: 400;">007 contra GoldenEye</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-26804"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Naturalmente em Hollywood, muitos adiamentos são um sinal de mal presságio, um exemplo recente é o terror (literalmente) que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Fox </span></i><span style="font-weight: 400;">—</span><span style="font-weight: 400;"> em seu último projeto pré-venda </span><span style="font-weight: 400;">—</span><span style="font-weight: 400;"> fez com </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-novos-mutantes-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Novos Mutantes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Tempo Para Morrer </span></i><span style="font-weight: 400;">felizmente não sofre dessa maldição, e isso se dá pela própria natureza da franquia Bond ao longo das décadas. Sinônimo de realeza, os filmes são recheados de pragmatismo e distinção, sem pressas ou sem correr riscos, assim como a corte britânica. E isso, com perdão do trocadilho, garantiu um comportamento espectral entre as obras, e nos longas de Daniel Craig isso fica bem mais nítido, onde os altos e baixos são visíveis e intercalados. E seguindo a ordem natural dessa curva, após o excelente </span><i><span style="font-weight: 400;">007 &#8211; Operação Skyfall </span></i><span style="font-weight: 400;">e o nem tão excelente </span><i><span style="font-weight: 400;">007 &#8211; Contra Spectre</span></i><span style="font-weight: 400;">, nada mais justo que se despedir de Daniel Craig em alta.</span></p>
<figure id="attachment_26806" aria-describedby="caption-attachment-26806" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26806" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-2.jpg" alt="Cena de 007 - Sem Tempo para Morrer. Nela, James Bond aparece dirigindo seu clássico Aston Martin. A imagem é como se a câmera estivesse dentro do carro e filma Bond do tronco para cima. Ele veste um terno bege e uma camisa azul. Seu rosto está coberto de poeira e com alguns machucados e o carro está com alguns sinais de bala que provocaram trincas no vidro. Ele faz um movimento de quem estaria realizando um drift com o carro." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-2-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-2-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-2-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26806" class="wp-caption-text">O filme é o mais caro da franquia, custando US$ 250 milhões de dólares (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se provando a Meryl Streep da categoria </span><span style="font-weight: 400;">— </span><span style="font-weight: 400;">além das já esperadas indicações ao</span><i><span style="font-weight: 400;"> BAFTA</span></i> <span style="font-weight: 400;">— </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Tempo Para Morrer</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu sua cadeira cativa no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">mais uma vez com a indicação em Melhor Canção Original por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7hSzcYndaYw"><i><span style="font-weight: 400;">No Time to Die</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">performada por outra queridinha das premiações, Billie Eilish (e composta, como sempre, em parceria com o irmão Finneas O’Connell).</span> <span style="font-weight: 400;">A faixa talvez seja uma das melhores dessa safra, perdendo somente para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_4gdhsVKTcs"><i><span style="font-weight: 400;">Skyfall</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na voz de Adele, e, se seguir o mesmo caminho dos títulos anteriores, certamente levará o careca dourado para casa. O longa também foi indicado na categoria Melhor Som e na de Melhores Efeitos Visuais, na qual o páreo é um pouco mais duro, e, se a tão pedida </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2020/02/16/interna_cultura,1121920/apos-vitoria-de-pitt-dubles-pressionam-para-ter-categoria-no-oscar.shtml"><span style="font-weight: 400;">categoria de dublês</span></a><span style="font-weight: 400;"> saísse do papel, certamente seria o franco favorito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 163 minutos de duração podem assustar no começo, porém, o longa entrega uma típica aventura episódica de James Bond e as mais de 2 horas e quarenta passam despercebidas em um filme que te prende do começo ao fim com sequências impecáveis de ação. A obra é uma ode ao legado tanto de Bond quanto de Craig, lotado de piadas internas para fãs e referências, como por exemplo, Bond se aposentar e ir para a </span><a href="https://glamurama.uol.com.br/instagram/desbrave-a-jamaica-pelo-olhar-de-ian-fleming-autor-da-serie-james-bond/"><span style="font-weight: 400;">Jamaica</span></a><span style="font-weight: 400;">, local onde Ian Fleming escreveu os primeiros contos do agente. Porém, filmes de longa duração naturalmente evocam a reclamação de que se poderia tirar “uns 30 minutos” sem comprometer a obra, e nesse caso, tal protesto é válido. Fica nítido as barrigadas que o roteiro dá para preencher a obra e adiar a despedida.</span></p>
<figure id="attachment_26807" aria-describedby="caption-attachment-26807" style="width: 1248px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26807" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-3.jpg" alt="Cena de 007 - Sem Tempo para Morrer. Nela o personagem Lyutsifer Safin, interpretado por Rami Malek, aparece centralizado. Safin usa um casaco marfim onde a touca é coberta com pelos. Em seu ombro direito, aparece uma alça preta que está segurando sua arma, que não aparece em questão. Ele usa uma máscara branca com uma estética semelhante às máscaras japonesas. Ela está ensanguentada e quebrada, de forma que sua boca e o lado esquerdo apareçam, evidenciando sua cicatriz por todo o rosto. Ele está em um cenário com neve e com uma casa ao fundo, de janelas e portas transparentes e fachada provavelmente em madeira e na cor amarela." width="1248" height="520" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-3.jpg 1248w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-3-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-3-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-3-768x320.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-3-1200x500.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26807" class="wp-caption-text">O vilão Safin e sua icônica máscara tem uma introdução à lá Bastardos Inglórios (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Aliás, a despedida e a quase certa renovação da franquia se mostram necessárias aqui, pois é onde o desgaste da marca em seu processo de produção começa a ficar mais evidente. Os roteiristas, à frente das histórias desde 1999, mostram que não têm o mesmo tato para conduzir a narrativa, razão pela qual Phoebe Waller-Bridge (</span><a href="https://personaunesp.com.br/fleabag-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Fleabag</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) foi escalada, pelo próprio Craig, para revisar o texto. Sem conseguir arrumar a bagunça que eles mesmos fizeram em </span><i><span style="font-weight: 400;">Spectre</span></i><span style="font-weight: 400;">, a escrita se perde ao explicar a organização e suas consequências nesse filme, uma prova é o descaso que o texto tem com Blofeld (Christopher Waltz), praticamente jogando o personagem no lixo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro exemplo é o vilão principal Safin, vendido como um dos mais inteligentes do universo Bond, e até tem uma construção interessante com a cena inicial de tirar o fôlego, mas no fim, é só um lunático que parece ser fã do </span><a href="https://www.jamesbondbrasil.com/2020/10/curiosidades-sobre-dr-no/"><span style="font-weight: 400;">Dr. No</span></a><span style="font-weight: 400;">, ficando muito abaixo do excelente Silva de Javier Bardem em </span><i><span style="font-weight: 400;">Skyfall</span></i><span style="font-weight: 400;"> e até mesmo de Blofeld, que também tinha sido maltratado pelo roteiro. A única coisa boa que esse vilão traz é a prova de que a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fSDDCvQ3e-8"><span style="font-weight: 400;">estatueta</span></a><span style="font-weight: 400;"> para Rami Malek (</span><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Robot</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/bohemian-rhapsody-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bohemian Rhapsody</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) em 2019 foi um dos maiores devaneios recentes da Academia. Aqui, entre suas forçadas de sotaque, ele constrói um antagonista extremamente caricato que não combina com esse Bond. Mais uma que deixa a desejar é a Madeleine Swann de Léa Seydoux, que desenvolve uma performance muito sem sal. Para efeito de comparação, em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Crônica Francesa</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado no mesmo ano, ela se entrega muito mais, mesmo tendo menos espaço e fala, porém apoiada pela força do texto e da direção. Curiosamente, os dois piores personagens são os que mais o roteiro explora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, a escrita tem seus méritos e eles precisam ser lembrados. Alguns personagens são bem inseridos e funcionam bem na história, começando pelo próprio Bond. Aqui, o texto enfoca o lado humano do agente e o constrói através de bastante sentimentalismo, fazendo com que nesse filme ele esteja menos Bond e mais Craig, decepcionando alguns e conquistando outros. A nova 007, </span><a href="https://www.instagram.com/lashanalynch/"><span style="font-weight: 400;">Lashana Lynch</span></a><span style="font-weight: 400;"> (que venceu a categoria popular de Estrela em Ascenção no </span><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA</span></i><span style="font-weight: 400;">), mostrou lidar bem com o papel e desenvolveu uma ótima química com Bond, preenchendo em alguns momentos </span><span style="font-weight: 400;">—</span><span style="font-weight: 400;"> e de forma diferente da convencional </span><span style="font-weight: 400;">— </span><span style="font-weight: 400;">a lacuna de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">bond girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> não estabelecida na obra. Se não fosse pela pressão injusta que sofreu, Lashana seria uma 007 muito promissora. Por último e não menos importante, é válido o destaque para Ana de Armas, que aqui repete o trabalho ao lado de Daniel Craig depois de </span><a href="https://personaunesp.com.br/entre-facas-e-segredos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Entre Facas e Segredos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo com pouco tempo de tela comparado com a duração (um verdadeiro pecado) sua personagem Paloma rouba a cena.</span></p>
<p><figure id="attachment_26808" aria-describedby="caption-attachment-26808" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26808" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-4.jpg" alt="Cena de 007 - Sem Tempo para Morrer. Nela, vemos Paloma, interpretada por Ana de Armas. Ela é uma mulher latina, estatura média e de cabelos pretos longos. Ela veste um vestido preto de gala com uma fenda na perna esquerda que mostra uma meia ⅞ também preta, além de algumas jóias como um par de brincos e uma pulseira na mão direita. Ela segura duas armas: na mão direita, uma pistola e na mão esquerda uma submetralhadora e as aponta para seu lado direito. Ao fundo temos também uma escada luxuosa e circular." width="1200" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-4-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-4-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-4-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26808" class="wp-caption-text">Ana de (e com) Armas [Foto: Universal Pictures]</figcaption></figure><i><span style="font-weight: 400;">Sem Tempo Para Morrer </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra que essa nova fase da franquia se provou e amadureceu junto com Craig. Foram muito felizes ao reconhecerem e se inserirem no cenário de filmes de ação, e nesse, mostram tudo que aprenderam com si próprio e com outras novas vertentes desse gênero voltado para espionagem como a franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Bourne</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua compatriota </span><i><span style="font-weight: 400;">Atômica </span></i><span style="font-weight: 400;">(do qual inclusive tem um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ySuyJrLeVWk"><span style="font-weight: 400;">plano-sequência</span></a><span style="font-weight: 400;"> na escada que foi claramente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XarGS1AeEcE"><span style="font-weight: 400;">inspirado</span></a><span style="font-weight: 400;">) e até mesmo seu concorrente </span><i><span style="font-weight: 400;">Missão Impossível</span></i><span style="font-weight: 400;">. Só que nesse caso, o espião londrino não é nada discreto e sabe que seu lugar é de destaque, e esse último longa da era Craig, é uma ótima constatação disso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E Daniel Craig é a personificação dessa mudança de ares. “Controverso”, “rústico”, “covarde”, “insosso”, “baixinho” e até mesmo “loiro”; esses foram os adjetivos usados para </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/cultura/story/2006/02/060222_bondmb"><span style="font-weight: 400;">desqualificar a escalação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Craig em 2006. O próprio ator tinha desconfiança quanto ao papel, muito por não achar que a personalidade de Sean Connery e companhia poderiam ser replicadas atualmente, muito menos por ele. Para sorte de Craig, era intenção da dupla de roteiristas Neal Purvis e Robert Wade renovar a história antes mesmo do anúncio da mudança de ator. E essa decisão conjunta foi muito significativa pois atribuía a Bond agora um </span><i><span style="font-weight: 400;">status </span></i><span style="font-weight: 400;">de personagem do imaginário, e não mais um modelo de masculinidade ultrapassado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito além de um </span><i><span style="font-weight: 400;">smoking</span></i><span style="font-weight: 400;"> sob medida, um martíni, um </span><i><span style="font-weight: 400;">sex appeal </span></i><span style="font-weight: 400;">de falastrão e uma licença para matar, o Bond da era Craig consegue ser mais do que isso. A redoma de vidro que separava personagem do público foi quebrada e os cacos criaram feridas no agente secreto como questões com o luto, traumas de família, problemas com álcool e até mesmo frustrações amorosas, até então inimaginadas para a máquina de sedução criada por Fleming e representada pelos cinco atores anteriores. Mesmo estando mais realista do que nunca, outra renovação da franquia é iminente, e se, tanto esse último filme como todos os outros vão ficar à sombra de </span><i><span style="font-weight: 400;">Skyfall</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/o-novo-007-lista-de-nomes-atores-cotados-para-o-papel-de-james-bond?city=sao-paulo&amp;partnership=home#:~:text=RICHARD%20MADDEN,Reid%2C%20empres%C3%A1rio%20de%20Elton%20John."><span style="font-weight: 400;">próximo ator</span></a><span style="font-weight: 400;"> a vestir o manto vai permanecer na sombra do maior James Bond da história.</span></p>
<figure id="attachment_26809" aria-describedby="caption-attachment-26809" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26809" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-5.jpg" alt="Cena de 007 - Sem Tempo para Morrer. Nela, James Bond está em uma espécie de subsolo dispostos como se fosse um esgoto: um labirinto onde as paredes formam um círculo, porém com algumas luzes quadradas localizadas no lado direito da imagem. Bond veste uma calça preta social, camisa branca social, sapato preto e um suspensório também na cor preta. Ele está em uma curva desse labirinto, bem ao fundo e aponta uma pistola que está na mão esquerda em direção a câmera, de forma a recriar a pose clássica do James Bond." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-5.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-5-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-5-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/No-Time-to-Die-Imagem-5-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26809" class="wp-caption-text">Craig, Daniel Craig (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
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