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	<title>Arquivos Caminhando Contra o Vento &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Caminhando Contra o Vento é como a nossa juventude vive a vida</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2020 18:20:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Raquel Dutra É impossível ler o título desse filme sem cantá-lo no ritmo de Alegria, Alegria. Quem traduziu o nome da produção chinesa para o português brasileiro com certeza se ligou na semelhança enorme que o enredo de Caminhando Contra o Vento (Ye Ma Fen Zong, no original) tem com o sucesso da MPB. O &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/caminhando-contra-o-vento-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Caminhando Contra o Vento é como a nossa juventude vive a vida"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16256" aria-describedby="caption-attachment-16256" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-16256" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/biff-kr-1.jpg" alt="" width="1500" height="875" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/biff-kr-1.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/biff-kr-1-300x175.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/biff-kr-1-1024x597.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/biff-kr-1-768x448.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/biff-kr-1-1200x700.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16256" class="wp-caption-text">A ficção chinesa é parte da seleção da 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e baseia-se na história do próprio diretor e roteirista (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Raquel Dutra</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível ler o título desse filme sem cantá-lo no ritmo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WL8l8olaMmI"><i><span style="font-weight: 400;">Alegria, Alegria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Quem traduziu o nome da produção chinesa para o português brasileiro com certeza se ligou na semelhança enorme que o enredo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Caminhando Contra o Vento </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">Ye Ma Fen Zong</span></i><span style="font-weight: 400;">, no original)</span><span style="font-weight: 400;"> tem com o sucesso da MPB. O filme, que integra a Competição Novos Diretores da 44ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, se fundamenta num protagonista perdido na vida, divertidamente irresponsável que só quer aproveitar sua juventude e liberdade, assim como o eu-lírico da canção.</span></p>
<p><span id="more-16255"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele é Zuo Kun (Zhou You), estudante de cinema em seu último ano que leva uma vida meio desgovernada ao lado de seu melhor amigo, o igualmente cômico e inconsequente Tong (Tong Lin Kai). Recém habilitado (mesmo explodindo seu temperamento inconstante em cima do instrutor do exame de direção), Kun arranja um jipe velho para agilizar a realização de suas aventuras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No banco de trás do carro ou de frente com o para-brisa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Caminhando Contra o Vento</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos faz acompanhar a dupla de amigos por Pequim e pela Mongólia Interior, fazendo um apanhado das artes que eles aprontam enquanto tentam concluir a graduação, resolverem questões pessoais e encontrarem seus caminhos. No meio tempo, o filme reflete sobre a juventude do século XXI e as incertezas universitárias e abraça uma geração de graduandos que enfrentam (ou enfrentarão) um mercado de trabalho difícil e desilusões profissionais. </span></p>
<figure id="attachment_16257" aria-describedby="caption-attachment-16257" style="width: 1924px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-16257" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/amigos-rindo.png" alt="" width="1924" height="1082" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/amigos-rindo.png 1924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/amigos-rindo-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/amigos-rindo-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/amigos-rindo-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/amigos-rindo-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/amigos-rindo-1200x675.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16257" class="wp-caption-text">A amizade de que Zhou You e Tong Lin Kai constroem em tela é deliciosamente harmônica e impecável (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao decorrer da história, o jipe oscila entre constituir o cenário principal do filme ou pessoalizar a 3º personagem principal, desempenhando um papel fundamental no amadurecimento dos jovens e no filme como um todo. É nesse ambiente que </span><i><span style="font-weight: 400;">Caminhando Contra o Vento</span></i><span style="font-weight: 400;"> cumpre sua principal promessa de ser um “</span><i><span style="font-weight: 400;">road movie</span></i><span style="font-weight: 400;"> contemplativo” de um jeito diferente do ‘normal’, sem desenrolar uma narrativa profunda e reflexiva de autodescobrimento (como pode parecer ao ler a sinopse) e sem viagens com paisagens de tirar o fôlego (como podemos esperar de um filme do gênero). O panorama aqui é mais amplo e subjetivo, iniciando muitas questões sem encerrar ou aprofundar nenhuma delas, de uma forma bem condizente a alma do filme. Isto é, sem levar nada a sério. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Caminhando Contra o Vento </span></i><span style="font-weight: 400;">possui um retro gosto tragicômico, pois à medida em que rimos das trapalhadas de Kun e Tong também nos preocupamos com o que vai ser do futuro dos dois. Do meio pro final o riso é de nervoso, que também vem pela condução do filme. Seus soberbos de 130 minutos tornam-se exaustivos quando combinados com o roteiro crescentemente veloz, que quase não dá tempo pro espectador se situar das mudanças de rumo dos personagens e da narrativa. Curiosamente, essa mistura constrói uma sensação de filme parado que aos poucos dissolve parte do interesse de quem está assistindo (e erros como este talvez não seriam cometidos se o diretor tivesse prestado mais atenção nas aulas da faculdade, </span><i><span style="font-weight: 400;">risos</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<figure id="attachment_16258" aria-describedby="caption-attachment-16258" style="width: 1486px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-16258" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/olhar.png" alt="" width="1486" height="845" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/olhar.png 1486w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/olhar-300x171.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/olhar-1024x582.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/olhar-768x437.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/olhar-1200x682.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16258" class="wp-caption-text">Wei Shujun divide a escrita do roteiro com Goa Linyang e quem coordena a captura da energia dos personagens nas imagens é Jiehong Wang (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se Kun e Tong pintam a juventude sem rumo e sem limites, Zhi, a namorada do protagonista, é repleta de responsabilidades, mesmo que também frustrada profissionalmente. Formada em literatura chinesa, a jovem divide seu tempo trabalhando com animação de eventos num </span><i><span style="font-weight: 400;">shopping </span></i><span style="font-weight: 400;">da cidade e como recepcionista em um hotel chiquérrimo, onde Kun com sua falta de noção também apronta poucas e boas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relacionamento desigual dos dois dá gás aos conflitos do filme, especialmente quando Zhi é prejudicada pelos vacilos do namorado. A firmeza da personagem de Zhen Yingchen é perfeitamente utilizada, pressionando o amadurecimento de Kun sem aplicar todas as energias dela nessa situação e sem transformá-la num </span><a href="https://www.huffpostbrasil.com/flavia-azevedo/a-mulher-certa-conserta-o-homem-errado_a_23252869/"><span style="font-weight: 400;">reformatório</span></a><span style="font-weight: 400;"> para o namorado. Logo Zhi compreensivelmente cansa e toca a vida, mas sua passagem breve é o suficiente para representar uma multidão de jovens que encaram exatamente os mesmos problemas que ela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O contraste da trama estruturada de forma solta que nos amarra à sua diversão e aleatoriedade (salvo as citadas exceções) também aparece quando estamos no </span><i><span style="font-weight: 400;">set</span></i><span style="font-weight: 400;"> da produção “séria” e elaborada que a turma de Zun e Tong está gravando para a faculdade, onde a dupla cuida da captação de som. O diretor e roteirista Wei Shujun utiliza os contextos dessas filmagens para brincar, sutilmente zombando da classe artística mais tradicional com o personagem que dirige o filme universitário, obcecado por referenciar seus ídolos do cinema e bajular seus atores. A irreverência da mente por trás de </span><i><span style="font-weight: 400;">Caminhando Contra o Vento</span></i><span style="font-weight: 400;"> também prega peças no público, quando mostra alguma cena direto na tela que na verdade é o que está sendo gravado pelos alunos da faculdade de cinema e não o filme em si. </span></p>
<figure id="attachment_16259" aria-describedby="caption-attachment-16259" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16259" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/biff-kr-4.jpg" alt="" width="1500" height="875" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/biff-kr-4.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/biff-kr-4-300x175.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/biff-kr-4-1024x597.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/biff-kr-4-768x448.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/biff-kr-4-1200x700.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16259" class="wp-caption-text">Além de Cannes e São Paulo, o filme também passou pelo Festival de Cinema de Londres (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte da atraente espontaneidade do longa se deve à sua base na história do próprio Wei Shujun, naturalmente criada por alguém que já esteve ali no lugar do protagonista, vivendo parte daquelas histórias. Depois das idas e vindas da faculdade o cineasta recebeu menção especial do júri do Festival de Cannes em 2018 pelo curta</span><i><span style="font-weight: 400;"> On The Border</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Caminhando Contra o Vento</span></i><span style="font-weight: 400;"> é seu longa de estreia, que já chegou marcando presença na seleção oficial do festival francês e encarando certeiramente aspectos universais da nossa juventude. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vez ou outra a irresponsabilidade que seus personagens demonstram pode ser exagerada, irritante e estereotipada para criar a atmosfera engraçada do filme. Mas quando as risadas e a adrenalina das experiências ousadas cessam o que fica é aquela pontinha de preocupação com o nosso futuro aqui do outro lado da tela, mesmo nos mais comportados que não se identificam de primeira com os jovens desajustados e se enxergam mais na namorada do protagonista. Esse olhar contemporâneo preciso do jovem é ousado, refrescante e promissor, exatamente como o cinema jovem deve ser. O filme que fica na cabeça até dias depois de seu fim e deixa-nos curiosos pelos seus próximos trabalhos. Wei Shujun é um nome para se guardar.</span></p>
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