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	<title>Arquivos Blue &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em Hit Me Hard and Soft, Billie Eilish tira o fôlego e o devolve como um novo sopro de vida</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Nov 2024 19:45:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aryadne Xavier Quando surgiu na mídia em 2015, Billie Eilish ainda caminhava a passos tímidos ao lado de seu irmão e parceiro mais íntimo na Música, Finneas O&#8217;Connell. Juntos, eles criaram uma das canções mais tocantes do ano, Ocean Eyes, e deixaram como marca registrada esse jeito único de gerar uma composição: sincero, sentimental e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/hit-me-hard-and-soft-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Hit Me Hard and Soft, Billie Eilish tira o fôlego e o devolve como um novo sopro de vida"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34331" aria-describedby="caption-attachment-34331" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-34331" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-800x800.png" alt="Imagem quadrada ambientada embaixo da água. Uma porta branca está aberta, próxima à superfície, no canto superior central da imagem. Em um lugar azul escuro, é possível ver caída flutuando a cantora Billie Eilish, uma mulher branca de olhos claros e cabelos longos, lisos e escuros. . Ela veste roupas escuras e largas, e cai em direção ao fundo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4.png 894w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34331" class="wp-caption-text">Billie Eilish demonstra que não há espaço para sorte em seu sucesso estrondoso com um novo álbum de tirar o fôlego – em todos os aspectos (Foto: Darkroom)</figcaption></figure>
<p><b>Aryadne Xavier</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando surgiu na mídia em 2015, Billie Eilish ainda caminhava a passos tímidos ao lado de seu irmão e parceiro mais íntimo na Música, Finneas O&#8217;Connell. Juntos, eles criaram uma das canções mais tocantes do ano, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=viimfQi_pUw"><i><span style="font-weight: 400;">Ocean Eyes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e deixaram como marca registrada esse jeito único de gerar uma composição: sincero, sentimental e com um </span><a href="https://www.homestudiofans.com/arte-dos-famosos/billie-eilish-como-ela-gravou-sua-musica-em-um-home-studio"><span style="font-weight: 400;">ar de caseiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, que aproxima o ouvinte do autor com  uma verdade quase universal. Em todos seus trabalhos, essas características ficam marcadas, mas em </span><i><span style="font-weight: 400;">Hit Me Hard and Soft</span></i><span style="font-weight: 400;">, Eilish escancara todos os seus sentimentos e se expõe de ponta a ponta em cada uma das canções. Muito mais madura e consciente do que faz, a artista eleva o nível técnico de suas produções e sua poesia emociona ainda mais. Nesse ponto, já nem faz sentido não assumir a estrela musical que ela é. </span><span id="more-34329"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo tendo começado jovem, sua carreira soma números expressivos. Indicada às quatro categorias principais do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aos 17 anos e </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2020-01-27/aos-18-billie-eilish-faz-historia-no-grammy-com-disco-gravado-em-casa.html"><span style="font-weight: 400;">vencedora</span></a><span style="font-weight: 400;"> destas aos 18, Billie Eilish comprovou que criar Música não é uma ciência exata, entretanto, tudo que ela toca pode, sim, virar ouro. Em seu álbum de estreia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), a cantora apresentou um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">gótico e refletiu sobre pesadelos e traumas em uma musicalidade que prendeu a atenção de todos, fruto da parceria com O’Connell. No sucessor, </span><a href="https://personaunesp.com.br/happier-than-ever-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2021), trouxe um ar mais maduro, de quem superou as questões anteriores e se deparou com as dúvidas que a vida adulta traz. Já em seu novo trabalho, Eilish nos leva a passear por pensamentos e emoções ao longo de dez novas músicas.  </span></p>
<figure id="attachment_34332" aria-describedby="caption-attachment-34332" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-34332 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-7-800x450.png" alt="Imagem retangular ambientada em uma espécie de sala, com piso verde semelhante a grama, uma parede em cor clara e uma janela coberta por uma persiana entreaberta. Ao centro para direita, em uma cadeira também de cor verde parecida com a grama, está Billie Eilish, uma mulher branca de olhos claros e cabelos longos, lisos e escuros.Ela usa um boné com estampa similar a jornais recortados, que se encontra com a aba virada para trás. Seu rosto é adornado com uma armação fina e prateada, e ela apoia o braço esquerdo no encosto da cadeira, que serve de apoio para seu rosto enquanto olha para a câmera. O outro braço, direito, está estendido para fora da cadeira, parecendo estar meio deitada/jogada na cadeira. Ela veste uma camisa xadrez azul com riscos em preto e detalhes em vermelho e uma calça escura com alguns borrados mais claros. Não é possível ver seu sapato e sua mão está suja de tinta preta." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-7-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-7-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-7.png 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34332" class="wp-caption-text">É saudável advertir: ao escutar com fone de ouvido, a experiência fica ainda mais imersiva, presenteada pelos detalhes de produção de Finneas (Foto: Aidan Zamiri)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A expectativa sobre o terceiro trabalho da cantora de 22 anos era altíssima. Depois de surpreender o mundo com uma estreia marcante e acumular prêmios, incluindo duas estatuetas do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e um retorno de alta qualidade, não se esperava nada menos que o fenomenal, de novo. Billie Eilish é certeira ao abrir o trabalho com </span><i><span style="font-weight: 400;">SKINNY</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que expõe seus pensamentos de maneira visceral. Ao dizer que “</span><i><span style="font-weight: 400;">os vinte e um demoraram uma vida inteira</span></i><span style="font-weight: 400;">”, a intérprete demonstra uma ponta do peso que é ter se tornado uma superestrela global antes mesmo de ser considerada uma adulta no próprio país, e fica mais claro que, a partir de então, só veremos o que há de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=J5PKwKAnC4c"><span style="font-weight: 400;">mais genuíno da artista</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E essa autenticidade segue até a faixa de encerramento, </span><i><span style="font-weight: 400;">BLUE</span></i><span style="font-weight: 400;">, amarra o tópico de forma sensível. Começando com o instrumental de uma música nunca lançada oficialmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">True Blue</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas que deixava um ‘gostinho’ de querer mais nos fãs desde 2016, Eilish retorna ao início de sua carreira, reconstrói passagens do que há de mais recente em seu trabalho, finaliza e, subitamente, quebra o ritmo. A inventividade sonora da parceria com seu irmão se tornou marca registrada ao cativar todos com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5GJWxDKyk3A"><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, porém, aqui se abre com um ar de dúvida e divagações. Ao terminar com a simples frase “</span><i><span style="font-weight: 400;">Mas quando posso ouvir o próximo?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, a cantora traz o ouvinte para terra firme novamente, quase como um aviso de que o mundo não poderia parar – e desacelera nossos pensamentos ao nos presentear com uma viagem sonora nos pouco mais de quarenta minutos do álbum. </span></p>
<figure id="attachment_34333" aria-describedby="caption-attachment-34333" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-34333 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-7-800x450.png" alt="Imagem retangular ambientada em um fundo branco iluminado por luzes em um tom azul escuro. Ao centro, na posição de cócoras, Billie Eilish, uma mulher branca de olhos claros e cabelos longos, lisos e escuros. Ela usa um brinco de argola dourado e veste uma blusa de estampa militar, em tons de verde, e uma bermuda (não é possível distinguir a cor da mesma). Ela parece estar sentada e abraça suas pernas próxima ao tórax." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-7-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-7-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-7.png 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34333" class="wp-caption-text">A mistura entre o duro e o leve também está na base de cada música: a cantora caminha com maestria entre as canções suaves e agitadas (Foto: Arturo Holmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O passeio por diferentes sonoridades talvez seja um dos maiores trunfos. O medo de não se encaixar não passa nem em pensamento: a musicista se joga por inteiro e passeia desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">soft-funk </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MB3VkzPdgLA"><i><span style="font-weight: 400;">LUNCH</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">até a propositalmente quebrada ao meio </span><i><span style="font-weight: 400;">L’AMOUR DE MA VIE</span></i><span style="font-weight: 400;">, que sai de um conjunto de vocal e guitarra até um </span><i><span style="font-weight: 400;">electro-synth </span></i><span style="font-weight: 400;">como o puxar de um </span><i><span style="font-weight: 400;">band-aid</span></i><span style="font-weight: 400;"> da pele. E a troca dos ritmos não se limita apenas às faixas, sendo um universo fluido dentro de uma própria canção. Em um momento no qual o mercado musical se adapta ao </span><a href="https://www.mundoconectado.com.br/audio-e-video/efeito-tiktok-estudo-mostra-que-nova-geracao-nao-ouve-musicas-com-mais-de-3-minutos/#:~:text=A%20diminui%C3%A7%C3%A3o%20do%20tempo%20das,metade%20desse%20tempo%20%C3%A9%20letrado."><span style="font-weight: 400;">formato propagado pelas mídias sociais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">trends</span></i><span style="font-weight: 400;">, a performer</span> <span style="font-weight: 400;">nos entrega músicas de quatro a cinco minutos, produzidas tão primorosamente que nem percebemos o tempo passar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estrond</span><span style="font-weight: 400;">osa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BY_XwvKogC8"><i><span style="font-weight: 400;">CHIHIRO</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, canção inspirada na animação japonesa</span> <a href="https://personaunesp.com.br/a-viagem-de-chihiro-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Viagem de Chihiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzida em 2001 pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Studio Ghibli</span></i><span style="font-weight: 400;">, carrega diversas referências à jornada da protagonista do filme, que se mistura com a trajetória da própria intérprete. No videoclipe lançado posteriormente, fica ainda mais clara a relação e o respeito a obra de Hayao Miyazaki, ponto que reforça aquilo que aproxima os dois, porém também demonstra a singularidade de cada um dos trabalhos.</span></p>
<figure id="attachment_34334" aria-describedby="caption-attachment-34334" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34334" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-800x533.jpg" alt="Imagem retangular ambientada em um fundo branco iluminado por luzes azuis que vão de tom claro a escuro. Ao centro, na posição de cócoras, Billie Eilish, uma mulher branca de olhos claros e cabelos longos, lisos e escuros. Ela veste uma camisa branca de manga longa, sobreposta por um colete amarelo. Nas mão, usa uma luva que cobre apenas a palma, deixando os dedos para fora, que seguram um óculos em seu rosto, de armação fina e prateada, na altura dos olhos. Ela usa uma bermuda xadrez verde escuro e bege, uma meia branca de cano alto e um tênis vermelho e preto. Em seu pescoço, está um óculos de proteção para esquiadores e em sua cabeça está um boné vermelho e preto, com a figura central de um pictograma humano em preto." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3.jpg 1986w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34334" class="wp-caption-text">A exploração visual também é um dos trunfos do disco, que permite liberdade artística em todas as esferas para a intérprete (Foto: Petros Studio)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O passeio é sombrio em alguns momentos e florido em outros. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=V9PVRfjEBTI"><i><span style="font-weight: 400;">BIRDS OF A FEATHER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">sunshine pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz até esquecer que a letra inicia com uma pitada de humor sádico: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu quero que você fique até que eu esteja no túmulo, até que eu apodreça</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Em letras que passeiam por desilusões e paixões, e traumas e alegrias, a cantora se </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/billie-eilish-hit-me-hard-and-soft-mental-health-fame-1235003585/"><span style="font-weight: 400;">redescobre</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se reapresenta à sua legião de fãs, sem a pretensão de criar um produto apenas para manter o público atualizado ou para viralizar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela está em todos os detalhes, do videoclipe à produção, da performance ao pensamento de cada frase. Em uma era de </span><a href="https://elle.com.br/cultura/2020-musica-pop-passado?srsltid=AfmBOoqHxx59_AOHhu5GNSEbNdc7sdZPrR2EMhEIKWzN8LDSPvqpSpkS"><span style="font-weight: 400;">discos mornos</span></a><span style="font-weight: 400;"> no mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, que se prende em um único gênero e exploram sempre os mesmos tópicos, um álbum sentimental que passeia com maestria por novos estilos sonoros se destaca e chama o público a uma imersão única. Aos 22 anos, Billie Eilish comprova, novamente, que sabe o que está fazendo e que, felizmente, esse é apenas o começo.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: HIT ME HARD AND SOFT" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/7aJuG4TFXa2hmE4z1yxc3n?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>50 anos de Blue e o seu legado definitivo pela Música</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2021 15:13:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Carlos Botelho “50 anos depois e as pessoas finalmente o  entenderam. Isso me deixa muito feliz”. Assim agradece Joni Mitchell, atualmente uma simpática senhorinha de tranças, em um vídeo publicado em sua conta oficial do Twitter, sobre o aniversário de meio século de seu disco Blue. É de se estranhar, em um primeiro momento, que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/blue-joni-mitchell-50-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "50 anos de Blue e o seu legado definitivo pela Música"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22357" aria-describedby="caption-attachment-22357" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22357" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cover.jpg" alt="Capa com filtro azulado na qual a cantora está cantando com os olhos fechados. Joni, uma mulher branca, na época tinha aparência jovem e cabelos loiros." width="1500" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cover.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cover-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cover-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cover-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cover-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cover-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22357" class="wp-caption-text">Lançado em 1971, Blue representou a consolidação de Joni Mitchell como uma das gigantes de seu tempo (Foto: Warner Music)</figcaption></figure>
<p><b>Carlos Botelho</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">50 anos depois e as pessoas finalmente o  entenderam. Isso me deixa muito feliz</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Assim agradece Joni Mitchell, atualmente uma simpática senhorinha de tranças, em um </span><a href="https://twitter.com/jonimitchell/status/1407715820625534981?s=20"><span style="font-weight: 400;">vídeo</span></a><span style="font-weight: 400;"> publicado em sua conta oficial do </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">, sobre o aniversário de meio século de seu disco </span><i><span style="font-weight: 400;">Blue</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">É de se estranhar, em um primeiro momento, que a dona de um dos álbuns mais influentes da história dê essa declaração, porém faz mais sentido se pensarmos que artistas femininas como </span><a href="https://www.browndailyherald.com/2019/11/14/fka-twigs-second-album-ties-personal-suffering-religion/"><span style="font-weight: 400;">FKA twigs</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.buzzfeed.com/elliewoodward/how-taylor-swift-played-the-victim-and-made-her-entire-caree"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo</span></a><span style="font-weight: 400;"> têm recepções controversas até hoje por suas canções em tom confessional.</span></p>
<p><span id="more-22356"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Blue</span></i><span style="font-weight: 400;"> começou a ganhar forma em um momento delicado da carreira da cantora. Joni viajou para a ilha de Creta, na Grécia, onde passou um período escondida de seus demônios pessoais e fantasmas do passado em uma </span><a href="https://www.messynessychic.com/2015/04/21/the-hippie-caves-of-matala-that-housed-joni-mitchell/"><span style="font-weight: 400;">caverna</span></a><span style="font-weight: 400;">. Este momento ficou eternizado na canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=r6NZ_2TuLf8"><i><span style="font-weight: 400;">All I Want</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">na qual o verso “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu estou em uma estrada solitária e eu viajo, viajo, viajo</span></i><span style="font-weight: 400;">” demonstra a angústia que motivou seu período de exílio. Parece simbólico e clichê, mas morando em uma caverna, Mitchell morou em sua própria filosofia. </span></p>
<figure id="attachment_22358" aria-describedby="caption-attachment-22358" style="width: 1180px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22358" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/methode_times_prod_web_bin_a157eea2-d51c-11eb-b50d-ece47261907f.jpg" alt="Foto em preto e branco de Joni Mitchell olhando para cima com cabelos soltos." width="1180" height="663" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/methode_times_prod_web_bin_a157eea2-d51c-11eb-b50d-ece47261907f.jpg 1180w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/methode_times_prod_web_bin_a157eea2-d51c-11eb-b50d-ece47261907f-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/methode_times_prod_web_bin_a157eea2-d51c-11eb-b50d-ece47261907f-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/methode_times_prod_web_bin_a157eea2-d51c-11eb-b50d-ece47261907f-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22358" class="wp-caption-text">Joni Mitchell viveu na pele toda a misoginia da crítica musical na década de 70 (Foto: Jack Robinson)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de seus três primeiros álbuns, Joni se permitiu ser roteirista e também atriz principal de sua obra. Suas angústias ganharam o papel de atrizes coadjuvantes, que revelaram detalhes da vida pessoal da cantora que escandalizaram a ainda-mais-misógina-que-hoje indústria musical da época. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Little Green</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Mitchell lamenta a saudade da </span><a href="https://www.cheatsheet.com/entertainment/joni-mitchell-waited-30-years-daughter-adoption.html/"><span style="font-weight: 400;">filha</span></a><span style="font-weight: 400;">, que não pudera criar antes de se tornar uma cantora de sucesso. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">Rive</span></i><span style="font-weight: 400;">r, ela reconhece os defeitos que a tornam uma pessoa difícil de amar. No decorrer de apenas dez faixas, a cantora consegue elencar abertamente todas as dores que a formaram, enquanto mulher e artista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo deste diálogo aberto com as feridas da alma é a</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w5782PQO5is"><span style="font-weight: 400;"> faixa-título</span></a><span style="font-weight: 400;"> do disco. A cor azul é associada na língua inglesa com tristeza e melancolia e Joni canta sobre como tais sentimentos são inevitáveis. A canção ainda reflete o aspecto desolador dos comportamentos geracionais do início da década de 70, fortemente influenciados pela cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">hippie </span></i><span style="font-weight: 400;">e o escapismo do</span> <span style="font-weight: 400;">consumo de drogas e o questionamento de valores cristãos tradicionais da época. </span><i><span style="font-weight: 400;">Blue </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma canção atemporal e que através de uma bela melodia de piano encara de peito aberto a vida com a depressão. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Joni Mitchell - River (Official Audio)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/F8MqF7xEGhs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A música mais conhecida do álbum é certamente </span><i><span style="font-weight: 400;">A Case Of You</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nela Mitchell relata um amor tão intrínseco a sua existência, que mesmo questionando sua toxicidade ela não encontra meios de se desvencilhar. A canção usa o vinho em seus aspectos sacros e adictivos como figura de linguagem para esse sentimento arrebatador por outra pessoa. Joni afirma que o ato de amar é o toque de uma alma na outra e que ela jamais irá se inebriar com esse sentimento.  A música se tornou um clássico absoluto e ganhou diversos </span><i><span style="font-weight: 400;">covers </span></i><span style="font-weight: 400;">ao longo de seus 50 anos de existência, dentre eles os de artistas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9lJ0f75oSL4"><span style="font-weight: 400;">Prince</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TZQ9OgbepXI"><span style="font-weight: 400;">Tori Amos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IG2E3qyFqsw"><span style="font-weight: 400;">James Blake</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanta complexidade temática foi embalada pelos acordes suspensos do habitual violão de Joni, juntamente a poderosas melodias de piano. Seus vocais nunca estiveram tão cristalinos e acrobáticos. Joni conseguiu traduzir musicalmente sua jornada da alma de forma acessível, e a beleza dessa simplicidade aparente é a chave do sucesso para esse álbum, que reverbera até hoje de maneira tão atual. Assim como seu nome indica, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blue</span></i><span style="font-weight: 400;"> é elementar e formador.</span></p>
<figure id="attachment_22359" aria-describedby="caption-attachment-22359" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22359" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/joni.webp" alt="Foto em preto e branco de Joni sentada no chão com um violão no colo. Ela está de cabelo solto e vestido." width="840" height="597" /><figcaption id="caption-attachment-22359" class="wp-caption-text">Joni Mitchell sempre foi uma grande fã e estudiosa de Bob Dylan e da música folk em geral (Foto: Jack Robinson/Hulton Archive)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, a coragem da artista de fazer de sua arte um diário aberto de sua vida não foi bem recebida pela mídia especializada do início da década de 70. O </span><a href="https://www.theguardian.com/music/from-the-archive-blog/2021/jun/21/joni-mitchell-blue-reviewed-archive-1971"><i><span style="font-weight: 400;">The Guardian</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, classificou o disco como menos inventivo que os anteriores, devido ao tom confessional, e questionou sua representatividade para outras mulheres. Enquanto isso, a mesma </span><a href="https://www.refinery29.com/en-us/2015/04/84872/joni-mitchell-fighting-misogyny"><i><span style="font-weight: 400;">Rolling Stone</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que considera </span><i><span style="font-weight: 400;">Blue </span></i><span style="font-weight: 400;">o terceiro melhor álbum de todos os tempos, fez um editorial em 1971 desvalorizando a arte de Joni e a rebaixando como musa e namorada de outros artistas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tempo sobrepôs qualquer crítica carregada de misoginia da época e, cinquenta anos depois, o registro continua mais vivo que nunca. </span><i><span style="font-weight: 400;">Blue </span></i><span style="font-weight: 400;">está presente na vulnerabilidade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Lana Del Rey; nas confissões destemidas do </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/"><i><span style="font-weight: 400;">Melodrama </span></i></a><span style="font-weight: 400;">da Lorde; nas composições catárticas do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vtQC8ILxHCs"><i><span style="font-weight: 400;">Red</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Taylor Swift, dentre tantas outras artistas que abertamente se inspiram nele. Joni pode não ter achado as respostas para as suas angústias naquela caverna da Grécia, mas o legado que deixou para artistas femininas, e para a música em geral, ainda elucida muitas outras questões. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Blue" width="100%" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/1vz94WpXDVYIEGja8cjFNa"></iframe></p>
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		<title>É assim que se perde a guerra do tempo é uma história do amor</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2021 18:11:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda Lançado em fevereiro de 2021 no Brasil sob o selo da Editora Suma, o título críptico de É assim que se perde a guerra do tempo, de Amal El-Mohtar e Max Gladstone, esconde tanto a simplicidade quanto a grandiosidade de sua narrativa romântica espaço-temporal. Parte épico de ficção científica, parte romance &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "É assim que se perde a guerra do tempo é uma história do amor"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22338" aria-describedby="caption-attachment-22338" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22338" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-1.jpg" alt="Capa do romance ‘É assim que se perde a guerra do tempo’ de Amal El-Mohtar e Max Gladstone, apoiada em um piso azul ao lado de uma parede vermelha com um pôster em preto e branco inspirado na obra, ilustrando ambas as personagens. A capa é azul clara, com dois pássaros opostos, um vermelho para cima, e um azul para baixo, ligados por suas patas. O vermelho olha para a direita enquanto o azul olha para a esquerda. Ambos os pássaros são segmentados por linhas invisíveis, deixando-os com um aspecto fora de sincronia. No topo, o nome de Amal El-Mohtar, em letras maiúsculas e azuis, com o selo da editora no canto direito. Na parte de baixo, o nome de Max Gladstone, em letras maiúsculas e vermelhas, com um anúncio diretamente acima dizendo ‘Vencedor dos prêmios Hugo, Nebula e Locus’ em letras azuis." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22338" class="wp-caption-text">A capa simbólica de ‘É assim que se perde a guerra do tempo’ traduz perfeitamente os temas do livro sem entregar nada de sua trama (Foto: Suma)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em fevereiro de 2021 no Brasil sob o selo da Editora</span><i><span style="font-weight: 400;"> Suma</span></i><span style="font-weight: 400;">, o título críptico de </span><i><span style="font-weight: 400;">É assim que se perde a guerra do tempo</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Amal El-Mohtar e Max Gladstone, esconde tanto a simplicidade quanto a grandiosidade de sua narrativa romântica espaço-temporal. Parte épico de ficção científica, parte </span><a href="https://www.infoescola.com/literatura/autores-do-romance-epistolar/"><span style="font-weight: 400;">romance epistolar</span></a><span style="font-weight: 400;">, o livro vencedor dos prêmios</span> <a href="https://locusmag.com/2020/06/locus-awards-winners-2020/"><i><span style="font-weight: 400;">Locus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://nebulas.sfwa.org/award-year/2019/"><i><span style="font-weight: 400;">Nebula</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="http://www.thehugoawards.org/hugo-history/2020-hugo-awards/"><i><span style="font-weight: 400;">Hugo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> narra a correspondência ilícita entre Red e Blue, espiãs inimigas de futuros rivais, e as batalhas travadas secretamente ao longo do tempo para a conquista desses futuros.</span></p>
<p><span id="more-22337"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Red vem da Agência, uma distopia tecnocrata em que ela é uma engrenagem de um preciso e gigantesco organismo-máquina, enquanto Blue é parte de Jardim, um tipo de consciência coletiva que controla todo o universo e semeia seus agentes pelo tempo. Embora à princípio as duas partilhem poucas semelhanças, ambas iniciam uma troca de “cartas” através do tempo e do espaço, unidas apenas pela solidão e alienação que sentem por seus respectivos times.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da maneira com que seus autores os descrevem, os mundos passados e futuros de </span><i><span style="font-weight: 400;">É assim que se perde a guerra do tempo</span></i><span style="font-weight: 400;"> parecem esboços sendo escritos e apagados, sempre em constante estado de mudança pelas mãos de um time ou de outro. Seja descrevendo o culto a um algoritmo pós-apocalíptico ou as passagens de ar por um labirinto de ossos, há uma qualidade poética no texto de El-Mohtar e Gladstone que é difícil de descrever, mas que foi perfeitamente capturada na tradução de </span><a href="https://twitter.com/eincompreendida?s=20"><span style="font-weight: 400;">Natalia Borges Polesso</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Suma</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><figure id="attachment_22340" aria-describedby="caption-attachment-22340" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22340 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-2-768x1024.jpg" alt="Foto dos autores de ‘É assim que se perde a guerra do tempo’. Max Gladstone e Amal El-Mohtar, de costas um para o outro, em frente a um estacionamento, com espadas apoiadas nos ombros, olhando para a câmera, num dia ensolarado. Max, o mais alto, à esquerda, caucasiano, cabelos escuros e curtos, usa um terno escuro por cima de uma camisa branca, com óculos escuros e quadrados e um sorriso, segurando uma espada na mão direita e a apoiando no ombro direito. Amal, mais baixa, à direita, pele clara, usando um casaco azul escuro com detalhes em azul claro e rendas douradas, um óculos quadrado, segura uma espada de guarda prateada na mão direita, apoiando-a no seu ombro direito e tocando o ombro esquerdo de Max. Atrás deles, um estacionamento cheio de carros, com algumas árvores com poucas folhas ao fundo." width="768" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-2-768x1024.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-2-600x800.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-2-1152x1536.jpg 1152w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-2-1200x1600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-2.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22340" class="wp-caption-text">‘É assim que se perde a guerra do tempo’ é a primeira colaboração entre Max Gladstone (à esquerda) e Amal El-Mohtar (à direita) [Foto: <a href="https://uncannymagazine.com/max-amal-go-movies-rogue-one/">Uncanny Magazine</a>]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Logo, vemos que as únicas constantes deste universo volúvel são suas protagonistas. Presas em suas respectivas missões que podem durar breves momentos ou décadas inteiras, tanto Red quanto Blue acham nas mensagens uma maneira não só de trocar insultos, mas de externalizar ideias que elas antes não tinham com quem compartilhar. É uma prosa extremamente consciente de suas personagens que nunca poupa seus pensamentos. Mesmo separadas por séculos inteiros, cada palavra de uma para outra é sentida como parte de um diálogo atemporal sendo escrito por duas figuras espectrais, nunca pertencendo a um só lugar ou uma só época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Narrando o salto entre “filamentos” do tempo e a alternância de “Turnos” entre os dois futuros, os autores reconhecem que a descrição desses elementos, que formariam o volume bruto de um livro de ficção científica comum, não tem lugar nesta novela etérea de quase 200 páginas. Ao invés disso, El-Mohtar e Gladstone trabalham muito mais a linguagem e os meios de comunicação entre as duas espiãs, assim como a ideia de conhecer alguém através da distância e do tempo, uma experiência que </span><a href="https://locusmag.com/2020/02/amal-el-mohtar-max-gladstone-letter-space/"><span style="font-weight: 400;">os dois partilharam</span></a><span style="font-weight: 400;"> antes de decidirem escrever o livro. O fato delas estarem em lados opostos de uma guerra pelo próprio tempo é apenas a cereja do bolo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A guerra em si nunca entra em primeiro plano, embora nem por isso seja ausente: essa não é uma história sobre grandes confrontos interestelares ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/tenet-critica/"><span style="font-weight: 400;">armas que disparam ao contrário</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas sobre como essa guerra desumaniza as duas agentes, psicológica e fisicamente. O livro até mesmo começa, ironicamente, no rescaldo de uma dessas batalhas, com Red apreciando seu trabalho em um mundo prestes a se extinguir: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Uma vez que as tiras de pseudopele se arranjam e se curam e a matéria programável de suas roupas se costura de volta, Red volta a parecer vagamente como uma mulher.”</span></i></p>
<figure id="attachment_22339" aria-describedby="caption-attachment-22339" style="width: 950px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22339 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-3.jpg" alt="Pôster promocional horizontal do livro ‘É assim que se perde a guerra do tempo. Desenho em preto e branco. Do lado esquerdo, olhando para a direita, Blue, branca, sentindo o cheiro de um objeto circular em sua mão direita, de olhos fechados. Ela usa uma roupa branca com detalhes na gola e nas mangas. Seu cabelos, também brancos, estão esticados para trás. Atrás dela, um fundo preto que, conforme avança para a direita, vai ficando mais claro até parecer completamente branco. Do lado esquerdo e virada para a direita, Red, branca, de cabelos pretos e soltos na frente, ocultando a maior parte de seu rosto, olha para uma carta queimando em suas mãos. Ela usa roupas brancas manchadas de sangue e luvas pretas. Na parte de cima, entre as personagens, a frase “É assim que vencemos”, em letras maiúsculas e pretas, sobre fundo branco. No rodapé do pôster, embaixo da carta de Red, está escrito “É assim que se perde a guerra do tempo. De Amal El-Mohtar e Max Gladstone.”" width="950" height="624" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-3.jpg 950w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-3-800x525.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-3-768x504.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22339" class="wp-caption-text">Durante sua pré-venda, ‘É assim que se perde a guerra do tempo’ vinha com um pôster promocional que exibia suas duas protagonistas (Foto: Editora Suma)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de cartas escondidas dentro de vulcões em erupção e jarras com água fervente, as duas formam um repertório repleto de provocação e sarcasmo, com ambas sabotando e clamando vitória uma sobre a outra, até que as barreiras que as separam comecem a ruir, e a simetria de suas experiências comece a vir à tona. A partir daí, as palavras de cada uma assumem um tom cada vez mais pessoal e dolorosamente sincero. De repente, </span><i><span style="font-weight: 400;">“Me diga alguma verdade ou não diga nada”</span></i><span style="font-weight: 400;"> se torna:</span></p>
<blockquote><p>“Quero te contar alguma coisa sobre mim. Alguma verdade, ou nada.</p>
<p>Da sua,</p>
<p>Blue”</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O texto de cada uma das cartas é tão ricamente escrito que a substância de ambas as personagens se torna palpável, do jeito que elas se endereçam até a maneira com que estruturam suas frases. Atrás da racionalidade e da frieza de Red, há uma ânsia por se conectar com alguém e, por trás das palavras de leveza e humor de Blue, há uma melancolia trágica e irreparável. O encontro dessas duas pessoas no tempo e no espaço torna-se então mais do que uma simples coincidência, mas um genuíno milagre.</span></p>
<blockquote><p>“O que eu vou fazer, céu? Lago, o que eu faço? Pássaro azul, íris, ultramarina, o que pode vir agora que isso está feito? Mas nunca vai acabar &#8211; essa é a resposta. Sempre há nós.”</p></blockquote>
<p><i><span style="font-weight: 400;">É assim que se perde a guerra do tempo</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é tanto uma história de amor quanto uma história sobre o amor. Sobre sua improbabilidade, sua volatilidade, sua crueldade, sua doçura. Quando Red escreve sobre matar os poetas e tomar seus lugares, para que </span><i><span style="font-weight: 400;">“toda vez que o amor for escrito, em todos os filamentos, será para você”</span></i><span style="font-weight: 400;">, somos lembrados de que a beleza dessas histórias está em como o sentimento do amor ecoa invariável e impossivelmente através das eras, mesmo que em todo filamento (ou livro) ele seja um pouco diferente.</span></p>
<blockquote><p>“Se Blue fosse uma acadêmica &#8211; e ela já interpretou esse papel o suficiente para saber que adoraria ser -, ela catalogaria, em todos os filamentos, um extenso estudo dos mundos nos quais Romeu e Julieta é uma tragédia, e nos quais é uma comédia. Ela adora, toda vez que visita um novo filamento, assistir à peça sem saber como vai terminar.”</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">E talvez essa seja a beleza de todas as histórias. Que, não importa o quanto nós achamos que a conhecemos, o futuro ainda é incerto. E mesmo quando sabemos o que está para acontecer, nos fazemos acreditar que talvez, só talvez, não importa quantas vezes uma trama se repita, ainda haja chance de mudá-la. As boas histórias nos fazem acreditar que tudo é possível, mas as melhores nos fazem implorar para que realmente seja. E esta é uma delas.</span></p>
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		<title>Madison Beer procura por vida em Life Support</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2021 16:04:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Laís David e Mariana Chagas  Uma marca dos anos 2000 foi a introdução do YouTube na  indústria da música. Além do grande consumo de videoclipes, a plataforma foi palco para a descoberta do que viriam a se tornar grandes nomes da música, como Justin Bieber e Shawn Mendes. E foi este o berço de Madison &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/life-support-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Madison Beer procura por vida em Life Support"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18882" aria-describedby="caption-attachment-18882" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18882" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-1.jpg" alt="Capa do álbum Life Support. Em um fundo preto, Madison Beer se encontra deitada no centro da capa, com uma roupa cinza e seus cabelos morenos soltos. A mulher é branca e magra e está com o rosto levantando, olhando para o lado esquerdo da imagem. Há uma iluminação na área em que ela está na foto. Embaixo dela, há um quadrado preto com “parental advisory explicit content” escrito. " width="2048" height="2048" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-1.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-1-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-1-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18882" class="wp-caption-text">Capa do álbum de estreia de Madison Beer (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Laís David e Mariana Chagas </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma marca dos anos 2000 foi a </span><a href="http://www.thembj.org/2011/02/celebrating-you-tubes-influence-on-music/"><span style="font-weight: 400;">introdução do </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na  indústria da música. Além do grande consumo de videoclipes, a plataforma foi palco para a descoberta do que viriam a se tornar grandes nomes da música, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eQOFRZ1wNLw&amp;ab_channel=JustinBieber"><span style="font-weight: 400;">Justin Bieber</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X-XViKG1Moc"><span style="font-weight: 400;">Shawn Mendes</span></a><span style="font-weight: 400;">. E foi este o berço de Madison Beer, que lança em 2021 seu álbum de estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Life Support.</span></i></p>
<p><span id="more-18881"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Originalmente de Nova Iorque, Madison ganhou destaque em 2012 ao divulgar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_0otR5cFhew"><i><span style="font-weight: 400;">covers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">soul </span></i><span style="font-weight: 400;">na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">. Assim, ela conseguiu rápida ascensão e, em menos de um ano, foi contratada pelo empresário Scooter Braun e lançou seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">de estreia, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pBHVtI9kTAo&amp;ab_channel=MadisonBeerMusicVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Melodies</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">bubblegum pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> não alcançou bons números nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://febreteen.com.br/2021/02/madison-beer-desabafa-sobre-quando-sua-antiga-gravadora-a-descartou-tinha-muito-mais-a-oferecer/"><span style="font-weight: 400;">levou à demissão de Beer</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar do ocorrido, Madison não desistiu e lançou seu </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i> <a href="https://open.spotify.com/album/5boeEaUtj7gHXFxKtFFlzL?si=jPje8ufXScaff536XQFEHg"><i><span style="font-weight: 400;">As She Pleases</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de forma independente. </span></p>
<figure id="attachment_18883" aria-describedby="caption-attachment-18883" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18883" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-2.jpg" alt="Capa do ep As She Pleases. Uma foto com efeito rosa do rosto de Madison, mulher branca de cabelos pretos, olhando para o lado direito. No meio, está escrito “AS SHE PLEASES / MADISON BEER” em branco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-2.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-2-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18883" class="wp-caption-text">Mesmo independente, Madison conseguiu entregar um ótimo trabalho em seu EP (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com seu terceiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MzqMgOLbSs"><i><span style="font-weight: 400;">Home With You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora ficou no top 20 das rádios americanas de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, se transformando na primeira artista mulher e independente a atingir tal feito. Ela conseguiu atingir bons números e uma nova equipe. 3 anos depois, com muito mais maturidade, mas mantendo sua originalidade e talento, a jovem entrega aos fãs o tão esperado </span><i><span style="font-weight: 400;">Life Support</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A era teve início conturbado. Contratada agora pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Epic Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, Beer lançou</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MU3qPtsgjkk&amp;ab_channel=MadisonBeerMadisonBeerCanaloficialdoartista"> <i><span style="font-weight: 400;">Dear Society</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2019</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">na esperança de poder divulgar a obra completa ainda em 2020. No entanto, a pandemia atrasou o calendário original de lançamento e, para Madison, o plano era esperar uma </span><a href="https://twitter.com/madisonbeersbr/status/1320480474968608768"><span style="font-weight: 400;">época mais oportuna </span></a><span style="font-weight: 400;">para o lançamento ser seguido por uma turnê. Os meses passaram e, sem expectativas do fim do isolamento social, pareceu ser mais honesto divulgar seu material ainda em 2021. Sem dúvidas, ela fez a escolha correta. </span><i><span style="font-weight: 400;">Life Support</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores </span><i><span style="font-weight: 400;">debuts</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos últimos tempos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande nome por trás da produção detalhista do disco é Leroy James Clampitt, conhecido no meio artístico como </span><a href="https://www.discogs.com/artist/4716722-Big-Taste"><span style="font-weight: 400;">Big Taste</span></a><span style="font-weight: 400;">. O neozelandês produziu todo o álbum junto de Madison, que também assina como co-compositora e co-produtora das 17 faixas. Para uma artista de sua idade e alcance, é difícil exercer tanto controle criativo a ponto de produzir suas próprias canções. É talvez esse toque que deixa a obra tão introspectiva &#8211; muita das vezes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Life Support </span></i><span style="font-weight: 400;">parece mais uma porta para o diário das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_TN3IkZQHt4&amp;ab_channel=NME"><span style="font-weight: 400;">angústias triviais</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Madison do que apenas músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_18884" aria-describedby="caption-attachment-18884" style="width: 2832px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18884 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-3.jpg" alt="Em um fundo preto, Madison está de pé, com as mãos tampando os olhos. Vestindo uma roupa cinza e com os cabelos longos soltos, a mulher branca e magra é molhada pela chuva que cai em cima dela." width="2832" height="4240" /><figcaption id="caption-attachment-18884" class="wp-caption-text">Life Support serve os sentimentos mais profundos e reais da cantora (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diagnosticada com </span><a href="https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/04/16/borderline-a-doenca-que-faz-10-dos-diagnosticados-cometerem-suicidio.htm"><span style="font-weight: 400;">transtorno </span><i><span style="font-weight: 400;">borderline</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2019, Beer sempre foi muito aberta sobre sua saúde mental e não teve medo de introduzir a temática no álbum &#8211; e é por isso que a canção </span><a href="https://genius.com/Madison-beer-effortlessly-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Effortlessly</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">soa tão angustiante. A letra detalha a primeira experiência de Madison com </span><a href="https://febreteen.com.br/2020/11/madison-beer-fala-sobre-o-tratamento-do-transtorno-de-borderline-ainda-estou-aprendendo/"><span style="font-weight: 400;">medicamentos psicotrópicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; o sentimento de impotência ao perceber que ações cotidianas exigem de você mais do que você pode oferecer é assustador. Longe de vocabulários complexos ou alegorias confusas, é na simplicidade que Beer conquista seu martírio: “</span><i><span style="font-weight: 400;">me machuque para que eu sinta/eu costumava fazer essas coisas tão facilmente, de alguma forma</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo tema é discutido em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=H7-7iAAtaR8"><i><span style="font-weight: 400;">Stay Numb and Carry On</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Reiterando o título da música como um mantra, ela aborda seu transtorno de personalidade </span><i><span style="font-weight: 400;">borderline </span></i><span style="font-weight: 400;">seguido dos momentos de </span><a href="https://www.dicio.com.br/anedonia/"><span style="font-weight: 400;">anedonia</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a seguem.  Com uma das produções mais agitadas, Beer parece desistir de encontrar meios saudáveis de lidar com seu próprio vazio. Em um álbum recheado de sentimentos, a faixa foge da curva ao discutir a falta deles: </span><i><span style="font-weight: 400;">“eu me tornei insensível/meu coração não pode evitar, mas me pergunto onde está o sentimento/então só fico entorpecida e sigo em frente’’</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XTS-WGhfWi4"><i><span style="font-weight: 400;">Sour Times</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> soa como uma versão madura de </span><i><span style="font-weight: 400;">Home With You</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se a primeira foi uma tentativa juvenil de se afastar de um pretendente incômodo, a última interpola esse conceito em uma carta franca de incapacidade emocional. Com o </span><i><span style="font-weight: 400;">sample </span></i><span style="font-weight: 400;">perceptível de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XK7bE6rFM6M&amp;ab_channel=CosmicDrop"><span style="font-weight: 400;">Tame Impala</span></a><span style="font-weight: 400;">, a canção se distancia de uma balada comum e utiliza de percussões sintéticas para demonstrar o peso de não estar preparada para se envolver emocionalmente com alguém. </span></p>
<figure id="attachment_18886" aria-describedby="caption-attachment-18886" style="width: 682px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18886 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-4-682x1024.jpg" alt="Uma foto de Madison Beer tirada de baixo. A mulher branca de cabelos castanhos olha para a câmera, vestindo uma blusa branca. A foto foi editada em preto e branco." width="682" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-4-682x1024.jpg 682w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-4-200x300.jpg 200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-4-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-4-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-4.jpg 1093w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18886" class="wp-caption-text">Madison contou que viveu experiências onde pessoas usavam de seu estado de saúde mental vulnerável para tentar conseguir algo dela (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante toda a sua carreira, Madison foi alvo de </span><a href="https://www.pennlive.com/news/2020/06/madison-beer-apologizes-after-saying-she-romanticizes-book-lolita.html"><span style="font-weight: 400;">escândalos</span></a><span style="font-weight: 400;"> em torno de sua imagem pública. As controvérsias &#8211; de cirurgias plásticas até uma possível similaridade com </span><a href="https://personaunesp.com.br/positions-ariana-grande-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ariana Grande</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; a acompanham desde sua adolescência e, como detalhado em todo disco, formaram seu caráter. E ela não hesita em mostrar sua insegurança na obra: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dUkSt5XOFLE"><i><span style="font-weight: 400;">Stained Glass</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">promocional do álbum, é o auge lírico de Madison. É emocionante escutá-la se comparando com um vitral, que em toda sua ternura, não mostra profundidade entre suas cores.  É uma mensagem de promoção de empatia, e, de longe, uma ótica sobre a </span><a href="https://canaltech.com.br/comportamento/o-que-e-cultura-do-cancelamento-164153/"><span style="font-weight: 400;">cultura do cancelamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> que tanto a perseguiu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das sonoridades notáveis do álbum é a grande influência retrô dos anos cinquenta. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gxT_24nFR5w"><i><span style="font-weight: 400;">Emotional Bruises</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma balada </span><a href="https://www.urbandictionary.com/define.php?term=doo%20wop"><i><span style="font-weight: 400;">doo-wop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, similar a suas contemporâneas </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QMP-o8WXSPM&amp;ab_channel=Rihanna-Topic"><i><span style="font-weight: 400;">Love on the Brain</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Rihanna e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WNl8kDDdnOo&amp;ab_channel=CamilaCabelloVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">This Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Camila Cabello. Madison disserta sobre um amor abusivo de forma inventiva, como uma contagem regressiva anunciando o fim do relacionamento. A narrativa transforma a canção em um </span><i><span style="font-weight: 400;">take</span></i><span style="font-weight: 400;"> cinematográfico onde não se vê a hora do fim: “</span><i><span style="font-weight: 400;">porque esta é a quinta vez que eu te aceito de volta/é a quarta vez que temos uma recaída/é a terceira segunda chance que eu dei a você’’</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das partes interessantes da produção das músicas é que Madison utiliza de diversos artifícios sonoros em suas composições. Iniciando com um som de papel rasgando, o primeiro verso de</span> <a href="https://genius.com/Madison-beer-emotional-bruises-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Emotional Bruises</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ecoa o som de uma carta sendo escrita e desfeita, em resposta à letra sobre ela não saber como pôr seus turbulentos sentimentos em palavras. E quando ela cita o nome do álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Life Support</span></i><span style="font-weight: 400;">, é a sirene do monitor cardíaco que carrega o fim do verso. </span></p>
<figure id="attachment_18887" aria-describedby="caption-attachment-18887" style="width: 687px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18887 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-5-687x1024.jpg" alt="Madison Beer, uma mulher branca e magra, está vestida toda de preto, sentada em uma cadeira, olhando para a câmera. Seus cabelos escuros na altura dos seios estão soltos. No fundo, é possível ver uma foto dela exibida por um retrovisor." width="687" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-5-687x1024.jpg 687w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-5-201x300.jpg 201w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-5-768x1145.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-5-1031x1536.jpg 1031w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-5-1200x1789.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-5.jpg 1374w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18887" class="wp-caption-text">Stained Glass foi lançado após uma movimentação iniciada por fãs que esperavam ansiosamente por músicas novas de Madison (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da sonoridade do álbum, é fácil de perceber que os vocais de Madison são vigorosamente inspirados em artistas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><span style="font-weight: 400;">Lana Del Rey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Ariana Grande. O maior exemplo é em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=O3vobDpCeLw"><i><span style="font-weight: 400;">Blue</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produção </span><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Jack Antonoff. Usufruindo de metáforas com maquiagem e cores, ela traça linhas entre os objetos e relacionamentos que estão fadados a acabar. Já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QCsWwgwIkCM"><i><span style="font-weight: 400;">Default</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é tão curta que soa como um </span><i><span style="font-weight: 400;">interlude </span></i><span style="font-weight: 400;">que permeia o álbum, remetendo aos tons angelicais que marcaram o </span><a href="http://personaunesp.com.br/critica-ultraviolence/"><span style="font-weight: 400;">início da discografia de Del Rey</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de uma pitada da escuridão adolescente do universo de Lorde em </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/18614-lorde-pure-heroine/"><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das táticas artísticas que Beer introduziu em seu álbum é a ideia de que compor uma música é muito mais que escrever sobre relacionamentos falhos, amores incondicionais ou uma briga inconsequente. É também viajar por histórias e percorrer caminhos distintos, o que a artista faz muito bem em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ujA_pWDWuuc"><i><span style="font-weight: 400;">Homesick</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Substituindo-se por um eu-lírico</span> <span style="font-weight: 400;">alienígena adotado por pais humanos, ela mostra muito bem o sentimento de não se encaixar bem em um ambiente e, em êxtase, partilhar desse sentimento com alguém. São temas corriqueiros, mas que fogem do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SxGLPVvNjvY&amp;ab_channel=AvaMax"><span style="font-weight: 400;">senso comum</span></a><span style="font-weight: 400;"> com as alegorias descritas pela cantora.</span></p>
<figure id="attachment_18888" aria-describedby="caption-attachment-18888" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18888" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-6.jpg" alt="Foto do rosto de Madison, mulher branca e magra, que está deitada no chão. É possível ver um líquido prateado escorrendo pelo seu rosto e se espalhando pelo chão. A cantora usa brincos de argola prateados e uma regata branca. Suas mãos, posicionadas perto de seu rosto, estão com as unhas pintadas na ponta de branco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-6.jpg 836w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-6-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-6-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-6-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-18888" class="wp-caption-text">O sentimento de não se encaixar em algum lugar é divertidamente tratado em Homesick (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Madison também é uma ávida consumidora de cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211; suas citações transbordam em sua obra, como foi com a referência certeira de </span><i><span style="font-weight: 400;">Clube da Luta</span></i><span style="font-weight: 400;"> sob o violão sereno de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=109HJ6_1rfg"><i><span style="font-weight: 400;">Tyler Durden</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Life Support</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Madison não deixou escapar a chance de encaixar uma homenagem ao seu desenho favorito, </span><a href="https://www.netflix.com/title/80014749"><i><span style="font-weight: 400;">Rick e Morty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; fã assumida, é com um trecho da série que ela finaliza </span><i><span style="font-weight: 400;">Homesick</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela também referencia </span><i><span style="font-weight: 400;">Matrix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Dj6Snuv9kqA"><i><span style="font-weight: 400;">Follow the White Rabbit</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> canção menos interessante da obra. O baixo repetitivo e os vocais dos versos que antecedem o refrão soam ásperos demais comparados às outras faixas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Life Support </span></i><span style="font-weight: 400;">e poderiam ser melhor trabalhados com uma produção diferente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E carregando o lugar de maior </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">do álbum graças ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QsySLc6XTdE&amp;t=14s"><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=978iHuFKfS4"><i><span style="font-weight: 400;">Selfish</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o diálogo mais sincero da artista. Nada fica de fora quando Madison confessa que passou quase dois anos ao lado de seu parceiro, mesmo sempre sabendo, no fundo, que não deveria estar ali. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu não deveria te amar, mas não pude evitar</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O momento mais interessante é, ironicamente, quando a canção acaba. Madison a finaliza com um grande suspiro &#8211; o ouvinte parece sentir o alívio que foi trazido por esse desabafo.</span></p>
<figure id="attachment_18889" aria-describedby="caption-attachment-18889" style="width: 2832px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18889 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/life-support-img-7.jpg" alt="Em um fundo preto, Madison está de pé, com uma mão na barriga, com o rosto virado para a esquerda e de olhos fechados. A cantora branca e magra veste uma roupa cinza e cabelos castanhos soltos, na altura da cintura." width="2832" height="4240" /><figcaption id="caption-attachment-18889" class="wp-caption-text">Selfish é a canção mais nua e sincera do álbum (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da parte mais sentimental, três faixas abastecem o lado alegre do álbum. </span><i><span style="font-weight: 400;">Good in Goodbye</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Baby</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Boyshit</span></i><span style="font-weight: 400;"> são os </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> radiofônicos da obra. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rQZJsOSw1pU"><i><span style="font-weight: 400;">Good in Goodbye</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Life Support</span></i><span style="font-weight: 400;">, exibe grande personalidade, apesar de parecer uma mistura de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pSwdXprCoB4&amp;ab_channel=Ellise"><span style="font-weight: 400;">Ellise</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-school-ep-critica/"><span style="font-weight: 400;">Melanie Martinez</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GfsLT7W80AE"><i><span style="font-weight: 400;">Baby</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a canção que carrega menos autenticidade &#8211; as harpas e harmonias não compensam a letra clichê e destoam das outras composições mais inteligentes.</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_c4xbYB7QCw"><i><span style="font-weight: 400;">Boyshit</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é a mais sagaz entre as três e o destaque </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“você pode ter um jeito com as palavras/mas eu sou uma mulher /eu não consigo te entender/porque não falo essa linguagem merda de moleque”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Foi uma grande escolha para </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">e poderia até substituir </span><i><span style="font-weight: 400;">Good in Goodbye</span></i><span style="font-weight: 400;"> como carro-chefe do CD.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pfDqTpqqKo8"><i><span style="font-weight: 400;">Everything Happens for a Reason</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> finaliza o disco em um grande tom de melancolia: a produção simplista e quase</span><i><span style="font-weight: 400;"> country</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra seu verdadeiro </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ci7sRgo8mvc&amp;ab_channel=Famousvocal"><span style="font-weight: 400;">potencial vocal</span></a><span style="font-weight: 400;">, muitas vezes escondido entre superproduções, </span><i><span style="font-weight: 400;">synths </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.urbandictionary.com/define.php?term=vocoder"><i><span style="font-weight: 400;">vocoders</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Com uma pegada de despedida, Beer parece aceitar que tudo ocorre por um motivo. Em geral, </span><i><span style="font-weight: 400;">Life Support </span></i><span style="font-weight: 400;">é um ótimo começo para a carreira de Madison e tem tudo que um </span><i><span style="font-weight: 400;">debut </span></i><span style="font-weight: 400;">precisa: </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> radiofônicos, baladas comoventes e composições originais. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Life Support</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma jornada entre a </span><a href="https://twitter.com/madisonbeer/status/1235447893147836416"><span style="font-weight: 400;">adolescência e a maioridade</span></a><span style="font-weight: 400;">, o amor e a indiferença, a dor e a autoestima. A dicotomia de Beer ajuda a construir uma obra que expõe com tanta veracidade o que é estar vivo. Para uma artista que sempre sofreu com a </span><a href="https://www.insider.com/madison-beer-nude-photos-leaked-when-she-was-14-2020-3"><span style="font-weight: 400;">exposição digital</span></a><span style="font-weight: 400;">, Madison consegue provar sua individualidade sem exageros e toma partido em suas próprias narrativas. Não é perfeito &#8211; e nem tenta ser. É apenas a exposição de sua própria vulnerabilidade e um grito por socorro que, ao fim, parece ser ouvido.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Life Support" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/1TKYO9znkrY14VayHze05r"></iframe></p>
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