<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Bienal do Livro &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/bienal-do-livro/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/bienal-do-livro/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 02 Oct 2024 20:27:19 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Bienal do Livro &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/bienal-do-livro/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Estante do Persona &#8211; Setembro de 2024</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2024/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2024/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Oct 2024 23:22:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[27ª Bienal Internacional do Livro em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Antoine de Saint-Exupéry]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Caires]]></category>
		<category><![CDATA[Bienal do Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Daniela Arbex]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Literário]]></category>
		<category><![CDATA[Fumaça Branca]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanna Freisinger]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Leal]]></category>
		<category><![CDATA[Haper Collins Kids]]></category>
		<category><![CDATA[Holocausto Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Jamily Rigonatto]]></category>
		<category><![CDATA[Na Ponta da Língua]]></category>
		<category><![CDATA[O Pequeno Príncipe]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas Normais]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sally Rooney]]></category>
		<category><![CDATA[Seguinte]]></category>
		<category><![CDATA[SESC]]></category>
		<category><![CDATA[Tiffany D. Jackson]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória Borges]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=34063</guid>

					<description><![CDATA[<p>Chegando a sua 27ª edição, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo –  o maior evento literário da América Latina – ocorreu dos dias 06 a 15 de Setembro de 2024. A editoria do Persona esteve presente no primeiro domingo, 08/09, para conferir lançamentos, estandes e discussões que compuseram a programação do dia. Os &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Setembro de 2024"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2024/">Estante do Persona &#8211; Setembro de 2024</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34080" aria-describedby="caption-attachment-34080" style="width: 1024px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-34080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/wordpress_estante-setembro-1-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34080" class="wp-caption-text">Imergindo no universo literário, o Persona marcou presença na maior edição dos últimos dez anos da Bienal Internacional do Livro de São Paulo (Texto de Abertura: Jamily Rigonatto / Arte: Aryadne Xavier)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegando a sua 27ª edição, a</span><a href="https://personaunesp.com.br/ser-jornalista-bienal-do-livro-artigo/"><span style="font-weight: 400;"> Bienal Internacional do Livro de São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> –  o maior evento literário da América Latina – ocorreu dos dias 06 a 15 de Setembro de 2024. A editoria do Persona esteve presente no primeiro domingo, 08/09, para conferir lançamentos, estandes e discussões que compuseram a programação do dia. Os integrantes acessaram o espaço credenciados como Imprensa para realizar a cobertura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><span id="more-34063"></span></span><span style="font-weight: 400;">Com um público visitante de 722 mil pessoas no total do ano, a Bienal de 2024 se consagrou como a maior dos últimos dez anos. O evento, que é promovido a cada dois anos pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-agosto-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">Câmara Brasileira do Livro (CBL)</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi realizado no Distrito Anhembi, região central da Grande São Paulo. O cronograma extenso se debruçou em autores nacionais e internacionais, trazendo grandes nomes como Hayley Kyoko (</span><i><span style="font-weight: 400;">Girls Like Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">), Vitor Martins (</span><i><span style="font-weight: 400;">Quinze Dias</span></i><span style="font-weight: 400;">), Rafael Montes (</span><i><span style="font-weight: 400;">Jantar Secreto</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Jeff Kinney (</span><i><span style="font-weight: 400;">Diário de um Banana</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p>Divididos por blocos identificados por letras, estavam dispostos 227 expositores e mais de 500 selos editoriais para o público escolher, sendo alguns deles a <a href="https://personaunesp.com.br/tag/companhia-das-letras/">Companhia das Letras</a>, Editora Intrínseca, PANINI, <a href="https://personaunesp.com.br/tag/sesc/">Sesc</a>, Rocco e Editora Record. Em alguns estandes as filas davam voltas, com leitores animados para aproveitar promoções e descontos especiais oferecidos nas compras dos exemplares.</p>
<figure id="attachment_34066" aria-describedby="caption-attachment-34066" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34066" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IMG_8283-600x800.jpg" alt="" width="600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IMG_8283-600x800.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/IMG_8283.jpg 627w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34066" class="wp-caption-text">A credencial de imprensa para a Bienal do Livro pode ser solicitada antes do evento por portais, revistas e demais veículos jornalísticos que trabalhem com cultura (Foto: Acervo Pessoal)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 08, o autor Vitor Martins, dono de sucessos do nicho LGBTQIA+ e </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Adult</span></i><span style="font-weight: 400;">, compareceu a uma mesa da Amazon para falar sobre processos de escrita, relembrou a representatividade e destacou o lançamento de seu novo livro intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Mais ou menos 9 horas</span></i><span style="font-weight: 400;">. O escritor, que também é tradutor, assina textos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Quize dias</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-milhao-de-finais-felizes-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Um milhão de finais felizes</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Se a casa 8 falasse</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em suas declarações, refletiu sobre como o acolhimento nas páginas pode mudar as perspectivas de pessoas e minorias que se encontram menos em espaços de identificação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na arena cultural, o tema se voltava a outra ótica, com o autor de suspense e literatura policial Raphael Montes, que, por meio da Cia das Letras, trouxe um debate sobre os gêneros literários que escreve. Além dele, a Companhia também trouxe a vencedora do Prêmio Jabuti de Romance Literário de 2023, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-som-do-rugido-da-onca-critica/"><span style="font-weight: 400;">Micheliny Verunsky</span></a><span style="font-weight: 400;"> para um bate-papo sobre a herança do passado nos discursos da contemporaneidade, no Salão de Ideias. </span></p>
<figure id="attachment_34065" aria-describedby="caption-attachment-34065" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34065" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-600x800.jpeg" alt="" width="600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-600x800.jpeg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-768x1024.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57-1152x1536.jpeg 1152w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-08-at-22.51.57.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34065" class="wp-caption-text">Algumas editoras tinham mais de um estande espalhado pelo espaço (Foto: Guilherme Leal)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Embarcando em outro tipo aspecto do perfil de leitores e escritores, o Sesc Edições ainda promoveu a mesa “Vozes Negras na Literatura” que trazia Camilla Dias, assistente social, crítica literária e curadora literária,</span><span style="font-weight: 400;"> Mario Medeiros, autor do livro “A descoberta do insólito”, Sidney Santiago, ator e performancer, e </span><a href="https://www.instagram.com/iamidria?igsh=MWRqZXFvN3Y2eDBkMg=="><span style="font-weight: 400;">Midria</span></a><span style="font-weight: 400;">, poetisa e mestranda em antropologia. Fazendo leituras de referências como Conceição Evaristo e Mirian Alves, o debate trouxe discussões sobre espaços, pertencimento e acessos da comunidade negra.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><i></i></p>
<blockquote><p>“Mas independentemente da idade, tem muita gente que se sente como se não pertencesse a essa ‘paulicéia’ desvairada. É que tem muita gente que não se apropria desse espaço – maior da América Latina, maior do Brasil – uma cidade tão grande, mas que se perde em dinheiro…” &#8211; Mídria</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Os integrantes do Persona gostaram muito de encontrar a diversidade dos livros e contam um pouco mais sobre o momento especial e suas novas aquisições literárias abaixo.</span></p>
<hr />
<p><strong>Dicas do mês + relatos<br />
</strong></p>
<figure id="attachment_34067" aria-describedby="caption-attachment-34067" style="width: 539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34067" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-539x800.png" alt="" width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-539x800.png 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-690x1024.png 690w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-768x1139.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-1035x1536.png 1035w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-1380x2048.png 1380w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1-1200x1780.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-Pequeno-Principe-Antoine-de-Saint-Exupery-1.png 2022w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-34067" class="wp-caption-text">“Todas as pessoas grandes foram um dia crianças – mas poucas se lembram disso.”(Foto: Harper Kids)</figcaption></figure>
<p><b>O Pequeno Príncipe &#8211; Antoine de Saint-Exupéry</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Pequeno Príncipe é um clássico da literatura e quase um clichê. É o equivalente a quando se pergunta a uma pessoa qual o filme favorito dela e ela responde </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou qual a série favorita e a resposta é</span><i><span style="font-weight: 400;"> Friends</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém, diferentemente desses exemplos, a história de Antoine de Saint-Exupéry não se saturou com o tempo. Ao contrário, ganha um novo significado conforme ficamos mais velhos.</span></p>
<p><strong><span style="font-weight: 400;">Minha relação com este livro é engraçada. Comecei a leitura quando tinha 16 anos na biblioteca da minha cidade, mas nunca cheguei a terminar. Sempre que voltava ao lugar eu recomeçava, na esperança de ler de uma vez só. O tempo se passou e nunca mais havia sequer pensado nessa história, foi quando o encontrei novamente em um estande da Bienal e decidi levá-lo para casa com a intenção de finalmente conhecer </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pequeno Príncipe</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Arthur Caires</b></strong></p>
<hr />
<figure id="attachment_34069" aria-describedby="caption-attachment-34069" style="width: 534px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34069" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Pessoas.Normais.Sally_.Rooney-534x800.jpg" alt="" width="534" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Pessoas.Normais.Sally_.Rooney-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Pessoas.Normais.Sally_.Rooney.jpg 667w" sizes="auto, (max-width: 534px) 85vw, 534px" /><figcaption id="caption-attachment-34069" class="wp-caption-text">Pessoas Normais disseca as inquietações que assolam todo e qualquer jovem adulto (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Pessoas Normais &#8211; Sally Rooney</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, eu li pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Kindle</span></i><span style="font-weight: 400;"> a obra </span><i><span style="font-weight: 400;">Pessoas Normais</span></i><span style="font-weight: 400;">, da irlandesa Sally Rooney, e o meu mundo mudou. Quando fomos para a Bienal, decidi comprar a versão física para voltar ao mundo criado pela autora. A trama se concentra em Connell e Marianne, dois jovens que estão em grupos diferentes no que se relaciona à pirâmide social do ambiente escolar. Enquanto ela é a odiada do colégio, o jovem é querido por todos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na universidade, os papeis se invertem: o rapaz se torna um mero estudante, e a garota encontra um grupo de amigos e se torna conhecida e amada. Muito mais do que apenas amigos, Connel e Marianne são a pessoa da vida um do outro. O que torna o romance tão único é a forma como, de alguma maneira, eles sempre se desencontram. Não se limitando a tópicos amorosos, o livro também aborda situações mais sensíveis, como depressão, ansiedade e abuso. O maior feito de Rooney ao escrever </span><i><span style="font-weight: 400;">Normal People</span></i><span style="font-weight: 400;"> (título original) é comprimir em 262 páginas todo o medo, insegurança e excitação que vêm com a chegada da vida adulta. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_34071" aria-describedby="caption-attachment-34071" style="width: 543px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-543x800.jpg" alt="" width="543" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-543x800.jpg 543w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-695x1024.jpg 695w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-768x1132.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-1042x1536.jpg 1042w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca-1200x1768.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/fumaca-branca.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 543px) 85vw, 543px" /><figcaption id="caption-attachment-34071" class="wp-caption-text">Um bom suspense é escolher pelo acaso (Foto: Seguinte)</figcaption></figure>
<p><strong>Fumaça Branca &#8211; Tiffany Jackson</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem disse que um livro não pode ser escolhido pela capa? Na minha primeira vez visitando a Bienal Internacional do Livro em São Paulo, as capas brilhantes e cheias de ilustrações instigantes com certeza foram um dos principais motivos de um colapso no meu cartão de crédito, que não pode deixar de ser usado para um bem maior. Em uma dessas armadilhas envoltas em boa estética, encontrei </span><i><span style="font-weight: 400;">Fumaça Branca</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrito por Tiffany D. Jackson e traduzido por Solaine Chioro. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A escolha foi certeira, já que o texto repousa sobre meu gênero literário favorito: o suspense. Em uma reinvenção da ideia clássica dos filmes e contos do nicho, a narrativa escolhe retratar o conceito de casa mal assombrada com elementos de reviravolta e mistério. Assim, ir contra o famoso ditado </span><i><span style="font-weight: 400;">“Não escolha o livro pela capa”</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece ter sido uma das melhores ideias que uma leitora poderia ter no maior festival literário da América Latina. </span><b>– Jamily Rigonatto</b></p>
<hr />
<p><strong>Na Ponta da Língua: Reflexões sobre Linguagem e Sentido &#8211; Peter Brook</strong></p>
<figure id="attachment_34072" aria-describedby="caption-attachment-34072" style="width: 484px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Na-ponta-da-lingua-Peter-Brook-484x800.jpg" alt="" width="484" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Na-ponta-da-lingua-Peter-Brook-484x800.jpg 484w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Na-ponta-da-lingua-Peter-Brook.jpg 605w" sizes="auto, (max-width: 484px) 85vw, 484px" /><figcaption id="caption-attachment-34072" class="wp-caption-text">“Todas as formas são degraus para se chegar ao sentido. E o sentido é o eterno graal que inspira a busca” (Foto: Edições Sesc)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O estande das </span><a href="https://www.sescsp.org.br/editorial/sesc-na-bienal-e-sinonimo-de-livros-e-tambem-de-programacao/"><span style="font-weight: 400;">Edições Sesc</span></a><span style="font-weight: 400;"> na Bienal é uma constante: todo ano vale a pena entrar. As prateleiras se enchem de Arte, Cultura, História, Política, Filosofia e tudo que é humano. Para cada cantinho que você olha, tem joias escondidas, e foi nessa que </span><i><span style="font-weight: 400;">Na ponta da Língua</span></i><span style="font-weight: 400;"> me chamou a atenção. O livro é definido em sua contracapa como uma investigação da relação entre a palavra e seu verdadeiro sentido, por </span><a href="http://issocompensa.com/teatro/peterbrook"><span style="font-weight: 400;">Peter Brook</span></a><span style="font-weight: 400;">, grande nome do teatro contemporâneo europeu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O senhor inglês, de 94 anos na época, traz uma perspectiva única sobre a linguagem, a partir de sua </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/07/peter-brook-influenciou-o-teatro-com-sua-ideia-de-palco-nu-voltado-ao-ator.shtml"><span style="font-weight: 400;">carreira</span></a><span style="font-weight: 400;"> e vivências internacionais. Nascido na Inglaterra, mas residente da França há meio século, o artista explora no livro as diferenças e semelhanças entre sua língua materna e a segunda língua. Sobretudo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Ponta da Língua </span></i><span style="font-weight: 400;">é um depoimento e uma análise dos elementos mais básicos da comunicação humana, que exercemos todos os dias. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<hr />
<p><strong>Holocausto Brasileiro &#8211; Daniela Arbex</strong></p>
<figure id="attachment_34073" aria-describedby="caption-attachment-34073" style="width: 556px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/holocausto-brasileiro-556x800.jpg" alt="" width="556" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/holocausto-brasileiro-556x800.jpg 556w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/holocausto-brasileiro.jpg 695w" sizes="auto, (max-width: 556px) 85vw, 556px" /><figcaption id="caption-attachment-34073" class="wp-caption-text">“Se existe inferno, o Colônia era esse lugar” (Foto: Editora Intrínseca)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou apaixonada pela escrita da Daniela Arbex há anos, li o </span><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro: Genocídio: 60 mil mortos no maior hospício do Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante o meu primeiro ano de faculdade e logo me senti no caminho certo da graduação. Talvez o fato dela ser uma excelente jornalista investigativa tenha me incentivado a continuar acompanhando, também, suas outras produções. Quando soube que iríamos à Bienal, logo pensei em comprar seu livro físico para ler novamente e (quem sabe um dia) conseguir seu autógrafo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro</span></i><span style="font-weight: 400;">, a jornalista reporta, por meio de entrevistas, documentos e relatos, a chocante realidade do Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, onde cerca de 60 mil pessoas foram mortas. O livro denuncia o tratamento impiedoso e a negligência extrema com que os internos foram submetidos, de maneira surpreendente, Arbex reconstrói a história de um dos maiores fatos cruéis, trazendo à tona um capítulo tão sombrio da história brasileira. </span><b>&#8211; Vitória Borges</b></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2024/">Estante do Persona &#8211; Setembro de 2024</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-setembro-de-2024/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">34063</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O que Ser Jornalista no Brasil tem a ver com a Bienal do Livro?</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/ser-jornalista-bienal-do-livro-artigo/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/ser-jornalista-bienal-do-livro-artigo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jul 2022 21:08:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[2022]]></category>
		<category><![CDATA[26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[A democracia na armadilha: Crônicas do Desgoverno]]></category>
		<category><![CDATA[Arrastados]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Atirem direto no meu coração]]></category>
		<category><![CDATA[Bienal do Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Daniela Arbex]]></category>
		<category><![CDATA[Ilze Scamparini]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Livro reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[Miriam Leitão]]></category>
		<category><![CDATA[Nathália Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Ser Jornalista no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Todo Dia a Mesma Noite: A História Não Contada da Boate Kiss]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=28293</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nathália Mendes  No segundo sábado da 26ª Bienal Internacional do Livro, dia 9 de julho de 2022, em São Paulo, três mulheres foram convidadas para falar no painel Ser Jornalista no Brasil. Ainda que Miriam Leitão, Ilze Scamparini e Daniela Arbex sejam notórias escritoras, não parecia ser aquele o objetivo de trazê-las ao debate. Enquanto &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ser-jornalista-bienal-do-livro-artigo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O que Ser Jornalista no Brasil tem a ver com a Bienal do Livro?"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ser-jornalista-bienal-do-livro-artigo/">O que Ser Jornalista no Brasil tem a ver com a Bienal do Livro?</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28296" aria-describedby="caption-attachment-28296" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28296" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/1-1.png" alt="" width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/1-1.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/1-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/1-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/1-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/1-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28296" class="wp-caption-text">A 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo exaltou a democracia brasileira ao possibilitar um painel que discutiu a importância do livre exercício jornalístico (Foto: TV Globo)</figcaption></figure>
<p><b>Nathália Mendes </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No segundo sábado da </span><a href="https://www.instagram.com/p/Cf-CIbUFTOb/"><span style="font-weight: 400;">26ª Bienal Internacional do Livro</span></a><span style="font-weight: 400;">, dia 9 de julho de 2022, em São Paulo, três mulheres foram convidadas para falar no painel </span><i><span style="font-weight: 400;">Ser Jornalista no Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda que Miriam Leitão, Ilze Scamparini e Daniela Arbex sejam notórias escritoras, não parecia ser aquele o objetivo de trazê-las ao debate. Enquanto apresentavam seus formidáveis projetos no mundo dos livros, centenas de olhos e ouvidos aguardavam atentamente por outra discussão: por que diabos suas profissões jornalísticas tinham ganho destaque numa das maiores feiras literárias da América Latina?</span></p>
<p><span id="more-28293"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa não é uma pergunta simples de responder. Muito pelo contrário, é mais fácil, a princípio, conhecer os livros que trouxeram as três jornalistas até a Bienal. Ilze Scamparini veio direto da Itália, onde é correspondente da Globo há mais de 20 anos, para divulgar seu romance </span><a href="https://globoplay.globo.com/v/10108940/"><i><span style="font-weight: 400;">Atirem direto no meu coração</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2021). Segundo ela, a narrativa é “</span><i><span style="font-weight: 400;">livremente inspirada</span></i><span style="font-weight: 400;">” em fatos reais, ou seja, numa outra história que, de fato aconteceu, mas nunca havia recebido o olhar de alguém que quisesse entendê-la e levá-la para o mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Daniela falou do recém-lançado </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/literatura/daniela-arbex-narra-em-livro-a-tragedia-humana-ocorrida-em-brumadinho"><i><span style="font-weight: 400;">Arrastados</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021), que conta o desastre ambiental de Brumadinho. Aproveitou, ainda, para dar um </span><i><span style="font-weight: 400;">spoiler</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/boate-kiss-netflix-anuncia-serie-ficcional-sobre-a-tragedia-em-2023,85081a5e7a8a2a9d369b0bd815776d5ffswhcndu.html"><span style="font-weight: 400;">futura série</span></a><span style="font-weight: 400;"> na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">inspirada em seu próprio livro </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gWz9B1XdVs8"><i><span style="font-weight: 400;">Todo Dia a Mesma Noite: A História Não Contada da Boate Kiss</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018). Enquanto isso, Miriam trouxe justamente o emblemático cenário político brasileiro que ameaça a democracia &#8211; e o Jornalismo. Em </span><a href="https://portalimprensa.com.br/noticias/entrevista+da+semana/84666/miriam+leitao+a+democracia+brasileira+esta+sendo+agredida+e+o+agressor+e+o+presidente"><i><span style="font-weight: 400;">A democracia na armadilha: Crônicas do Desgoverno</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2021), há uma reunião de textos produzidos durante seis anos por ela, formando uma visão histórica a partir do trabalho jornalístico.</span></p>
<figure id="attachment_28297" aria-describedby="caption-attachment-28297" style="width: 1448px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28297" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/3.jpg" alt="" width="1448" height="916" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/3.jpg 1448w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/3-800x506.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/3-1024x648.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/3-768x486.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/3-1200x759.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28297" class="wp-caption-text">Série da Netflix sobre a tragédia da Boate Kiss narrada por Daniela Arbex tem previsão de estreia para 2023 (Foto: Bienal do Livro de São Paulo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E o que, então, é notável que essas obras têm para merecerem estar na Bienal Internacional do Livro? Respondo: As histórias que contam são difíceis e dolorosas, distantes da pura ficção que parte do misterioso imaginário de um escritor. Para além de abordarem duras realidades, elas próprias falam do que é ser jornalista, e essa característica não é simples de ser notada. Da mesma forma, é difícil enxergar o motivo disso ser tão necessário para a sociedade brasileira neste momento. Mas, a </span><a href="https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2022/07/09/leitores-lotam-a-bienal-do-livro-em-sao-paulo-no-ultimo-fim-de-semana-do-evento.ghtml"><span style="font-weight: 400;">multidão que lotou</span></a><span style="font-weight: 400;"> a Arena Cultural precisava &#8211; com urgência &#8211; de uma resposta. Uma que gritasse ainda mais alto a necessidade desesperadora, angustiante e desconsolada de defender a existência do Jornalismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> “</span><i><span style="font-weight: 400;">Esquecer é negar a História</span></i><span style="font-weight: 400;">”, respondeu </span><a href="https://personaunesp.com.br/todo-dia-a-mesma-noite-critica/"><span style="font-weight: 400;">Daniela Arbex</span></a><span style="font-weight: 400;"> no painel. E, com isso, apontou duas coisas: a primeira é que nós parecemos sofrer de amnésia instantânea. Isso se dá por termos uma História contada às claras? De jeito nenhum. Ser jornalista no Brasil é enfrentar, justamente, o péssimo hábito que temos &#8211; e cultivamos &#8211; de </span><a href="https://blogfca.pucminas.br/colab/narrativa-em-disputa-estudiosos-criticam-exaltacao-do-golpe-de-64/"><span style="font-weight: 400;">transformar a tragédia em glória ao longo do tempo</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e esse é um comportamento um tanto quanto complexo, difícil de ser compreendido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda coisa é que o Jornalismo está em crise &#8211; e isso não é um problema de agora, nem só do Brasil. Ilze definiu a perseverança como algo necessário, quase intrínseco, para atuar na profissão em qualquer lugar do mundo. Mais do que isso, ela exemplificou como a crise democrática está entrelaçada com os desafios do trabalho, até em terras tão desenvolvidas e europeias quanto as italianas. Não só os </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/extra/2022/03/22/Ataques-contra-jornalistas-no-Brasil-crescem-22-em-2021"><span style="font-weight: 400;">ataques físicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cibernéticos aos profissionais aumentaram, mas enfrentamos um movimento que busca desacreditar o trabalho. Por isso é tão importante que se compreenda o que é </span><i><span style="font-weight: 400;">Ser Jornalista no Brasil.</span></i></p>
<figure id="attachment_28298" aria-describedby="caption-attachment-28298" style="width: 1448px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28298" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/2.jpg" alt="" width="1448" height="832" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/2.jpg 1448w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/2-800x460.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/2-1024x588.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/2-768x441.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/2-1200x690.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28298" class="wp-caption-text">Durante o painel, Miriam Leitão falou sobre os ataques que recebe da família do presidente Jair Bolsonaro, destacando que sua luta não é pessoal, e sim de uma mulher jornalista (Foto: Bienal do Livro de São Paulo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande diferença entre a obra de um escritor literário e um jornalista é procurar as histórias sempre no outro, naquilo que já existe e deve ser levado a conhecimento. Esse é um trabalho que as três convidadas fazem com excelência, principalmente Daniela Arbex, que </span><a href="https://midianinja.org/news/esquecer-e-negar-a-historia-daniela-arbex-fala-sobre-colocar-evidencia-historias-que-precisam-ser-contadas/"><span style="font-weight: 400;">adota tal função para si mesma</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ela nomeou a construção que tem feito através de seus livros como parte da </span><i><span style="font-weight: 400;">“memória coletiva”</span></i><span style="font-weight: 400;"> que falta ao Brasil. Isto é, tudo aquilo que não foi contado, as pessoas que foram marginalizadas e as histórias que foram ignoradas. Construímos ao longo do tempo um ciclo de catástrofes e destruição que nasceram, foram cultivadas e negadas, enfiadas debaixo dos panos da História. Sem revisitar o passado tenebroso que nos fez chegar ao presente, os repetiremos para sempre. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção de uma memória coletiva brasileira se daria, então, como Miriam Leitão pontuou: partindo do primeiro rascunho da História produzido por ele mesmo, o Jornalismo. É uma condição de existência &#8211; mas essa é uma opinião minha. Miriam apontou, ainda, a profissão como responsável por “</span><i><span style="font-weight: 400;">olhar para onde o vento está indo</span></i><span style="font-weight: 400;">”, uma alusão ao seu </span><a href="http://hdl.handle.net/11422/4381"><span style="font-weight: 400;">caráter único de observação</span></a><span style="font-weight: 400;">, de enxergar aquilo e aqueles que mais ninguém consegue. É por isso que as obras dessas mulheres merecem o destaque não só literário, mas por sua função de construção da sociedade ao longo do tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você já se perguntou quais são as histórias escolhidas para serem contadas a nós? Ou, até mesmo, se a sua vida está na caixinha do que vai para as próximas gerações? Não queremos conhecer aquilo que nos arrepia a espinha, mas está lá, justamente no mais indigesto, a pulguinha que nos lembra, e relembra, e lembra. Está tudo entrelaçado. </span><a href="https://abraji.org.br/publicacoes/relatorio-monitoramento-de-ataques-a-jornalistas-no-brasil"><span style="font-weight: 400;">Sem a profissão</span></a><span style="font-weight: 400;"> que visita &#8211; e revisita &#8211; aquilo que se deseja esquecer, é impossível existir democracia e liberdade. E, assim, estaríamos fadados ao esquecimento de nós mesmos.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ser-jornalista-bienal-do-livro-artigo/">O que Ser Jornalista no Brasil tem a ver com a Bienal do Livro?</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/ser-jornalista-bienal-do-livro-artigo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">28293</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O amor não é óbvio é o retrato de um primeiro amor entre garotas</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/o-amor-nao-e-obvio-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/o-amor-nao-e-obvio-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jul 2022 16:49:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[2019]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[best-seller]]></category>
		<category><![CDATA[Bienal do Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica literária]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Galera]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Record]]></category>
		<category><![CDATA[Édra Norr]]></category>
		<category><![CDATA[Elayne Baeta]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Galera Record]]></category>
		<category><![CDATA[heteronormatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Íris Pêssego]]></category>
		<category><![CDATA[Lésbica]]></category>
		<category><![CDATA[Lésbica & Ansiosa]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura LGBTQIA+]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Monique Marquesini]]></category>
		<category><![CDATA[O amor não é óbvio]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Romance lésbico]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sozinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Wattpad]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=28130</guid>

					<description><![CDATA[<p>Monique Marquesini Da busca por registrar e contar histórias felizes de amor entre garotas, origina-se O amor não é óbvio. Publicada em 2019, a obra é a estreia da admirável autora baiana Elayne Baeta e marca o primeiro best-seller lésbico nacional a atingir a lista de mais vendidos do país. Anteriormente lançado em formato digital &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-amor-nao-e-obvio-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O amor não é óbvio é o retrato de um primeiro amor entre garotas"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-amor-nao-e-obvio-critica/">O amor não é óbvio é o retrato de um primeiro amor entre garotas</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28131" aria-describedby="caption-attachment-28131" style="width: 556px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28131 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-556x800.jpg" alt="capa do livro O amor não é óbvio. No meio, em frente a um fundo rosa escuro, está a capa. A ilustração do livro, está em preto e branco, de duas garotas, no estilo colagem. A da direita tem o cabelo longo, liso e repicado, ela usa óculos redondos e está segurando um binóculo com as mãos. Ao lado dela está uma garota de cabelos curtos e lisos, vestida com uma jaqueta jeans cheia de bottons. Ainda, na parte superior, está o nome da autora e o do livro." width="556" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-556x800.jpg 556w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-711x1024.jpg 711w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-768x1106.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-1067x1536.jpg 1067w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-1422x2048.jpg 1422w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL-1200x1728.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/91Pu4WNKISL.jpg 1778w" sizes="auto, (max-width: 556px) 85vw, 556px" /><figcaption id="caption-attachment-28131" class="wp-caption-text">A capa de O amor não é óbvio, um dos principais romances lésbicos do país, também foi ilustrado pela talentosa autora Elayne Baeta (Foto: Editora Record)</figcaption></figure>
<p><b>Monique Marquesini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da busca por registrar e contar histórias felizes de amor entre garotas, origina-se </span><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i><span style="font-weight: 400;">. Publicada em 2019, a obra é a estreia da admirável autora baiana Elayne Baeta e marca o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i><span style="font-weight: 400;"> lésbico nacional a atingir a</span> <a href="https://veja.abril.com.br/livros-mais-vendidos/"><span style="font-weight: 400;">lista de mais vendidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do país. Anteriormente lançado em formato digital de forma independente, o romance  ganhou espaço na Literatura brasileira e foi lançado pela Editora </span><i><span style="font-weight: 400;">Record</span></i><span style="font-weight: 400;">, sob o selo </span><i><span style="font-weight: 400;">Galera</span></i><span style="font-weight: 400;">. A escritora, ilustradora e </span><a href="https://entretetizei.com.br/5-livros-de-poemas-incriveis-para-conhecer/"><span style="font-weight: 400;">poeta</span></a> <span style="font-weight: 400;">só escreve sobre o que já sentiu no peito, e talvez por isso, suas narrativas sejam nada óbvias.</span></p>
<p><span id="more-28130"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro de Elay (o apelido da autora) narra uma fase da adolescência de Íris e Édra, duas meninas no último ano do Ensino Médio que nunca conversaram. A doce Íris Pêssego é viciada em novelas e não perde um capítulo da sua favorita, </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor em atos</span></i><span style="font-weight: 400;">, junto de sua improvável amiga, a vizinha dona Símia, de 68 anos. Ainda, ela é apaixonada por Cadu Sena, o garoto de quem gosta desde a oitava série &#8211; e que finalmente está solteiro. Só que a narrativa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DvvD5LyIYdM"><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não é tão intuitiva quanto parece. </span></p>
<figure id="attachment_28132" aria-describedby="caption-attachment-28132" style="width: 639px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-28132" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-2-2-639x800.jpg" alt="Fotografia quadrada da autora Elayne Baeta. Na imagem está o rosto de Elayne Baeta, ela é branca, tem cabelos castanhos e curtos, usa um piercing no septo e na sobrancelha. Ela está com uma camiseta preta e um cachecol vinho, está em uma pose lateral, cobrindo metade do rosto com seus livros O amor não é óbvio e Oxe Baby. " width="639" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-2-2-639x800.jpg 639w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-2-2.jpg 647w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28132" class="wp-caption-text">Elayne Baeta participou da Bienal do Livro 2022, em São Paulo, autografando livros, e também esteve na mesa do painel sobre personagens LGBTQIA+ em diferentes gêneros literários (Foto: Elayne Baeta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A próxima personagem &#8211; a quem somos apresentados de forma excêntrica &#8211; é Édra Norr. Isso não porque a garota se envolveu em um escândalo na escola ou por ter mudado de cidade &#8211; mas por ser a nova namorada de Camila Dourado, que deixou Cadu Sena. A partir daí, entre os cochichos e conversas, Íris começa um experimento para entender o motivo do relacionamento ter acabado e para descobrir mais sobre Édra. E ela não demora para desvendar o </span><a href="https://youtu.be/DNXfr5x5jl8"><span style="font-weight: 400;">charme da garota</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez um dos únicos pontos baixos da narrativa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DNXfr5x5jl8"><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">esteja nessa investigação: no começo, a protagonista pode soar um pouco obcecada com a vida da menina, mas, ao longo da história, o leitor consegue entender o motivo para tudo isso. Nesse momento, Íris pega sua bicicleta amarela e seu binóculo para observar sua colega de turma por toda cidade de São Patrique. Por mais estranho que pareça em um primeiro momento, a menina de 17 anos não entende o porquê de querer tanto saber da garota. Tudo só fica claro quando ela desvenda seu desejo. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Tudo com Édra era dez vezes mais bonito. E eu queria saber o porquê. E não queria também. Nem tudo precisa ser compreendido.”</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_28133" aria-describedby="caption-attachment-28133" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28133" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-3-2.jpg" alt="Fotografia quadrada da ilustração do poster da pré venda do livro. Na imagem está a mão de Elayne, ela é branca e tem uma tatuagem de lua no dedo do meio. Além da tatuagem de flores no braço,há uma mesa branca com alguns materiais escolares. A folha sulfite branca tem o desenho das personagens Íris e Édra se beijando, uma com uma camisa jeans e a outra com uma bandeira LGBTQIA+ nas costas." width="564" height="564" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-3-2.jpg 564w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-3-2-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 564px) 85vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-28133" class="wp-caption-text">A história de amor é uma colisão de asteroides, forte e intensa, e mostra que encontrar-se é extraordinário (Foto: Elayne Baeta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse cenário de uma cidade pequena, tardes assistindo novela, passeios de bicicleta, descobertas sobre sua sexualidade, medos, primeiras vezes e adolescência que a história das garotas se desenrola. Uma das partes mais curiosas de </span><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i><span style="font-weight: 400;"> se esconde justamente na </span><a href="https://herserendipity.medium.com/a-heteronormatividade-como-empecilho-no-desenvolvimento-de-hist%C3%B3rias-ou-porque-casais-h%C3%A9teros-s%C3%A3o-17f3c0d3cd66"><span style="font-weight: 400;">heteronormatividade</span></a><span style="font-weight: 400;"> vivida pela  grande maioria dos jovens, já que Íris nunca tinha sequer pensado em enxergar outra menina com olhares românticos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção da amizade e da </span><a href="https://www.google.com/amp/s/bookriot.com/sapphic-novels/amp/"><span style="font-weight: 400;">relação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Édra e Íris é muito aconchegante ao leitor, uma vez que, ao decorrer do experimento, elas acabam ficando mais próximas &#8211; e descobrem como são extremamente compatíveis. As personagens criadas por Elayne Baeta são um complemento perfeito: Íris, cheia de medos e inseguranças, se junta a uma garota autoconfiante como Édra. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi escrito quando Elay tinha apenas 19 anos &#8211; talvez seja essa a chave para tanta sensibilidade por parte da autora. A primeira publicação da obra foi feita pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Wattpad</span></i><span style="font-weight: 400;">, em partes, e aconteceu de forma independente, ou seja, sem o apoio de um grupo editorial: foi assim que ela alcançou um enorme e fiel público. Antes mesmo de conseguir reconhecimento nacional, o livro é fundamental por ser de autoria de uma </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/estante/favoritos/2022/5-livros-escritos-por-autoras-l%C3%A9sbicas"><span style="font-weight: 400;">mulher lésbica</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; que muitas vezes tem suas vivências esquecidas dos romances literários.</span></p>
<figure id="attachment_28134" aria-describedby="caption-attachment-28134" style="width: 588px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem-4-1.jpg" alt="Fotografia quadrada do segundo livro publicado por Elayne. A capa do livro é rosa, tem uma Polaroid no meio com uma foto da autora, ao lado tem alguns fósforos e detalhes em preto. O fundo é de um tapete preto e branco, além de outras Polaroids no chão perto do livro. " width="588" height="732" /><figcaption id="caption-attachment-28134" class="wp-caption-text">A arte de contar e escrever histórias é antiga na vida da autora: sentindo falta de se enxergar nas histórias, ela deu vida a suas narrativas (Foto: Elayne Baeta)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de </span><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio</span></i><span style="font-weight: 400;">, Elayne Baeta é responsável por diversos outros projetos, que têm a visibilidade e a representatividade lésbica como ponto central. A autora produziu alguns episódios de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast </span></i><a href="https://open.spotify.com/show/0aJUkr5kRwM3hL3sRWJ2wP?si=Fq85zPvYRWOAsriTcsUX8g"><i><span style="font-weight: 400;">Lésbica &amp; Ansiosa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com histórias sobre seus sentimentos. Outro projeto de grande relevância foi </span><i><span style="font-weight: 400;">Sozinhas</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma mistura de </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i><span style="font-weight: 400;"> com livro, que teve grande significância na vida de Elayne: o lucro das vendas foi utilizado para realizar o sonho da mudança da escritora para a capital paulista. Seu mais recente lançamento é o livro de poesias </span><a href="https://lesbout.com.br/resenha-oxe-baby-um-livro-de-poesias-para-garotas-que-amam-garotas/?amp=1"><i><span style="font-weight: 400;">Oxe, Baby</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um relato muito mais pessoal sobre a sua vida, ou como ela mesmo diz, uma autobiografia poética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As</span> <span style="font-weight: 400;">produções da autora são um</span> <span style="font-weight: 400;">retrato aconchegante e confortável para meninas que nunca se viram representadas nas páginas dos romances adolescentes. </span><a href="https://queer.ig.com.br/2021-12-04/elayne-baeta-livros.html"><span style="font-weight: 400;">Elayne</span></a><span style="font-weight: 400;"> é gigante, uma mulher lésbica nordestina, conquistando espaços jamais alcançados. Nós, garotas que gostamos de garotas, não podemos deixar de vê-la com olhar acolhedor. É lindo acompanhar </span><i><span style="font-weight: 400;">O amor não é óbvio, </span></i><span style="font-weight: 400;">com um primeiro amor cheio de erros, defeitos e acertos. A relação de Íris e Édra é humana e (em uma referência ao livro) é uma história “</span><i><span style="font-weight: 400;">laranja forte e cheia de </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x2cnAWpiUs8"><i><span style="font-weight: 400;">aliens</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Essa coragem pulsante. Essa conquista&#8230; Em usar um vestido que ninguém rasga. Laranja forte. Laranja (extraordinariamente) forte.”</span></p></blockquote>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-amor-nao-e-obvio-critica/">O amor não é óbvio é o retrato de um primeiro amor entre garotas</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/o-amor-nao-e-obvio-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">28130</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
