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	<title>Arquivos Ben Shattuck &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A História do Som: Paul Mescal e Josh O&#8217;Connor brilham em uma ode ao amor e a música</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 13:00:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariana Bezerra  Toda história de amor deveria poder ser vivida em alto e bom som, mas, nas trincheiras, resistem aquelas que precisaram criar uma melodia própria – e silenciosa – para si. A História do Som, dirigido por Oliver Hermanus, é baseado em um conto homônimo de Ben Shattuck, responsável pela adaptação do próprio texto &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-historia-do-som-paul-mescal-e-josh-oconnor-brilham-em-uma-ode-ao-amor-e-a-musica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A História do Som: Paul Mescal e Josh O&#8217;Connor brilham em uma ode ao amor e a música"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36143" aria-describedby="caption-attachment-36143" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36143" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-800x450.jpg" alt="Cena do filme A História do Som: Dois homens, Lionel e David ( da esquerda para a direita), brancos e de cabelos castanhos, estão sentados lado a lado em um banco de madeira em uma sala de uma estação de trem antiga. Ambos vestem roupas de época, em tons marrons. Lionel olha para o outro enquanto conversa; David toca o próprio pescoço com a mão e parece pensativo. Ao fundo, há outras pessoas sentadas; um homem lê o jornal e um casal conversa entre si." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36143" class="wp-caption-text">A História do Som faz um retrato de uma relação rodeada de partituras e acordes (Fonte: Mubi)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Bezerra </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda história de amor deveria poder ser vivida em alto e bom som, mas, nas trincheiras, resistem aquelas que precisaram criar uma melodia própria – e silenciosa – para si. </span><a href="https://mostra.org/filmes/a-historia-do-som"><i><span style="font-weight: 400;">A História do Som,</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dirigido por Oliver Hermanus, é baseado em um conto homônimo de </span><span style="font-weight: 400;">Ben Shattuck, responsável pela adaptação do próprio texto em roteiro. O longa teve sua primeira exibição no Brasil na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas seções Foco Reino Unido e Perspectiva Internacional. </span><span style="font-weight: 400;">O filme apresenta a música em um lugar quase de protagonista e mergulha na </span><a href="https://abra.com.br/artigos/quais-sao-as-7-artes"><span style="font-weight: 400;">Quarta Arte</span></a><span style="font-weight: 400;"> para contar a história de Lionel (</span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><span style="font-weight: 400;">Paul Mescal</span></a><span style="font-weight: 400;">) e David (</span><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/"><span style="font-weight: 400;">Josh O&#8217;Connor</span></a><span style="font-weight: 400;">), dois artistas que se conhecem em Boston, no fim da década de 1910, e cuja relação reverbera para muito além de sua breve duração.</span></p>
<p><span id="more-36139"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The History of Sound,</span></i><span style="font-weight: 400;"> título original, traz dois atores que estão em voga e cuja fama vem acompanhada de uma jornada convincente sobre seus talentos. No longa em questão, ambos conseguem definir bem seus personagens através de suas performances – o que, nesse caso, não significa limitá-los, porém expressar justamente as camadas que os constroem. Lionel foi criado em uma fazenda no Kentucky, onde se apaixonou por música popular</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Ele tem laços muito fortes com a sua família; é um homem doce, que está descobrindo o mundo, de certa forma – e o faz de um modo tímido e com o coração sempre perto de casa. David, por outro lado, cresceu em uma lógica familiar marcada pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-incrivel-eleanor-critica/"><span style="font-weight: 400;">luto</span></a><span style="font-weight: 400;">; órfão desde cedo, foi criado pelo tio, falecido há pouco tempo, e que o influenciou na paixão musical.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cursos de vida de ambos os protagonistas parecem criar espaços para que um possa completar o outro. O encontro, no primeiro momento, é marcado pela paixão que compartilham e uma coreografia perfeita: uma troca de olhares sensível e um gestual carregado de leveza. Apesar de carnal à princípio, Hermanus nunca deixou que a natureza desse encontro fosse pura, uma vez que ele provoca diálogos que revelam uma conexão que vai além da atração física, mas que explica de onde ela surge. Aqui, a parceria de </span><a href="https://mostra.org/diretores/oliver-hermanus"><span style="font-weight: 400;">Hermanus</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Shattuck carrega algo extraordinário: a capacidade de gritar no silêncio. Durante todo o filme, existe um ar de desejo, um sentimento estranho de que essa relação parece nunca chegar perto de seu ápice. E isso é completamente proposital.</span></p>
<figure id="attachment_36140" aria-describedby="caption-attachment-36140" style="width: 789px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36140" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-2.png" alt="Cena do filme A História do Som. Lionel, um homem branco de cabelos castanhos, está sentado encostado na parede, ao lado de uma janela. Ele sorri e aparenta estar alegre; veste uma camisa listrada e um suspensório cinza. Os pés de outro homem, calçados com um sapato de couro marrom, estão apoiados na mesma janela." width="789" height="460" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-2.png 789w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-2-768x448.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36140" class="wp-caption-text">Em A História do Som, as cenas íntimas do casal fluem naturalmente e transmitem a segurança dos atores (Fonte: Mubi)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A ambientação nos anos 1920 é feita com maestria. Muito mais do que reconstruir uma época com cenários e caracterização, o longa consegue fazer retratos específicos dos lugares pelos quais percorrem os personagens. Entre eles: a faculdade de música, em Boston, a fazenda no Kentucky onde Lionel foi criado, Roma e Londres, onde esse também vive em alguns períodos, além das vilas, nos Estados Unidos. Nessas pequenas civilizações, ambos os protagonistas passaram coletando canções </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um </span><a href="https://souzalima.com.br/blog/o-que-e-fonografo/"><span style="font-weight: 400;">fonógrafo de cilindro</span></a><span style="font-weight: 400;">, o primeiro aparelho gravador, com o objetivo de guardá-las para a posteridade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo em inglês, </span><a href="https://rollingstone.com.br/artigo/alem-de-bob-dylan-o-lado-b-do-folk-gringo/"><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faz referência ao folclore, ao que é popular dentro de uma comunidade e tange muito mais o que é ‘dito’ e ‘por quem’ é dito do que ‘como’ e em que ‘ritmo’. Assim, os dois músicos mergulham na intimidade dessas histórias, através das canções, enquanto estreitam seus laços. Afinal, é nessa jornada, isolada da cidade e das outras partes de suas vidas, que a conexão dos dois ganha espaço físico para se expandir. Esse é um contexto em que ser </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">é, inevitavelmente, algo vivido no silêncio. É nele que, de novo, a coreografia e as atuações encontram um meio para se expressarem sem precisarem de uma única palavra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe uma sutileza ao transmitir a dor de quem gostaria de abraçar e beijar o parceiro que parte para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/nada-de-novo-no-front-critica/"><span style="font-weight: 400;">guerra</span></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, quando Lionel vê David vestido em sua farda, é seu corpo quem fala: sua garganta se movimenta transportando de volta para dentro o choro que insiste em sair. A viagem dos dois é justamente o reencontro após esse momento. Em seguida, depois de um desentendimento, Lionel segue para Roma, e então para Londres, onde exerce funções de prestígio e se envolve em outras relações, inclusive com uma mulher. É claro para o espectador e para os personagens que ilustram essa nova vida do protagonista que existe um resíduo de passado nele, algo que o descola da realidade: o luto por algo que poderia ter sido mais.</span></p>
<figure id="attachment_36141" aria-describedby="caption-attachment-36141" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36141" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1-800x471.jpg" alt="David, um homem branco, de cabelos castanhos e olhos claros, aparece com um uniforme militar e cabelo penteado com gel. Seus olhos parecem tristes e marejados de lágrimas. " width="800" height="471" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1-800x471.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1-1024x603.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1-768x452.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1-1536x904.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1-1200x707.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-1.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36141" class="wp-caption-text">“Não morra e mande chocolate” &#8211; diz Lionel a David (Fonte: Mubi)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da melancolia que a realidade social força sobre a história do casal, a forma como a conexão entre eles se apresenta é muito genuína e terna. Especialmente, durante a viagem em conjunto ou a qualquer momento em que falam sobre música. Infelizmente, (ou não) nem o texto, nem a direção conseguem impor sobre a narrativa um esquecimento dessa dor que é um fato histórico. Nesse sentido, é interessante que a </span><a href="https://dasartes.com.br/de-arte-a-z/veja-fotografias-dos-seculos-19-e-20-da-vida-gay-quando-o-amor-era-ilegal/"><span style="font-weight: 400;">repressão</span></a><span style="font-weight: 400;"> não seja um tópico discutido diretamente pelo casal, que, com certeza, a sentem, mas se ocupam em falar sobre o universo interno da relação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas vivências têm o poder de marcar a vida dos envolvidos para sempre, e expressar essa potência nas telas não é uma tarefa fácil. Para cumpri-la com êxito, </span><a href="https://suffolkcommunitylibraries.co.uk/pt/conheca-o-autor-ben-shattuck/"><span style="font-weight: 400;">Shattuck</span></a><span style="font-weight: 400;"> cria uma linha do tempo em que a narrativa de Lionel e David ecoa: após a morte de sua mãe (Molly Price), o primeiro decide ir à cidade em que o ex-parceiro e eterno amor morou, para recuperar os cilindros das gravações que fizeram. No local, ele descobre que essa viagem não havia sido um pedido da universidade em que David trabalhava, como ele havia afirmado – na verdade, tratava-se de um projeto pessoal. Além disso, ele encontra uma personagem inesperada: a esposa do então professor e em uma condição ainda mais perturbadora – a de viúva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Belle (</span><a href="https://personaunesp.com.br/moxie-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hadley Robinson</span></a><span style="font-weight: 400;">) entrega ao personagem de Mescal as cartas que recebeu dele após a morte do marido. Nesse momento, a atriz também se destaca conseguindo retratar esse novo conflito da trama. Entre o ciúme, o luto e a compreensão do amor que aquele homem sentia pelo seu parceiro falecido, ela se expressa de forma confusa e emotiva, completamente natural. Filmes são feitos por humanos para outros humanos, e, portanto, é primordial que seus personagens tenham a liberdade para agir como tal. </span></p>
<figure id="attachment_36142" aria-describedby="caption-attachment-36142" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36142" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-800x450.jpg" alt="Uma mulher negra de cabelos escuros e vestido bege listrado está sentada cantando em frente ao fonógrafo. Ao fundo, aparece um homem olhando a moça cantar." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36142" class="wp-caption-text">As músicas coletadas carregam a história de um povo e compõem a trajetória pessoal dos protagonistas (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Aquele pedaço de vida compartilhado entre Lionel e David era tão valioso que ele não recebe um desfecho nesse encontro com Belle. Na verdade, ele nunca acontece. Nos anos 80, Lionel, agora interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Chris Cooper</span></a><span style="font-weight: 400;">, se tornou um professor de música e escritor. Ele publica um livro sobre a jornada musical com seu ‘amigo’ – descrição que aponta, ainda que indiretamente, para as questões sociais que circundam essa história. Apenas nesse momento, décadas depois, o músico consegue acesso aos cilindros com as gravações das canções. Muito mais do que isso, aquela caixa com pequenos tubos metálicos materializa algo que estava invisível na sua alma e no ar, assim como as ondas mecânicas que compõem o que chamamos de som.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A História do Som</span></i><span style="font-weight: 400;"> cria uma narrativa que reflete amores e traumas sem deixar as lindas partes de um encontro de lado. Apesar da tragicidade, fica claro que os criadores entendem que uma jornada não precisa durar para sempre para ser considerada importante. Cooper tem uma performance mágica, que transmite tudo que essa relação continua a provocar dentro dele mesmo que tanto tempo depois. Além disso, a presença de canções </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> incríveis nas </span><a href="https://www.washingtonpost.com/entertainment/movies/2025/05/23/paul-mescal-history-of-sound-cannes/"><span style="font-weight: 400;">vozes</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos atores completa a sensibilidade do enredo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os envolvidos nessa narrativa constroem algo encantador, que emociona pelo amor que se viveu e por tudo mais que lhes foi roubado. Uma das músicas mais marcantes da história é a que David estava escrevendo enquanto vivia em Boston. Nela, uma pessoa chora a morte da amada sob seu túmulo; ela pede para que ele a deixe descansar. Esse desejo do personagem musical nunca foi respeitado. Talvez, David pensasse tal qual sua criação, mas a verdade é que estamos inclinados a fazer como o homem da canção e como Lionel. O que o filme de Hermanus nos mostra é que ser ouvido é um privilégio, e enquanto ele o for, o registro será uma forma de </span><a href="https://youtu.be/gVouPybdACs?si=0vrxD2KA3aGaHAsp&amp;t=80"><span style="font-weight: 400;">amar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de lembrar do que um dia foi a época mais feliz da vida de alguém.</span></p>
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<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/a-historia-do-som-paul-mescal-e-josh-oconnor-brilham-em-uma-ode-ao-amor-e-a-musica/">A História do Som: Paul Mescal e Josh O&#8217;Connor brilham em uma ode ao amor e a música</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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