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	<title>Arquivos Arthur Almeida &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A falsa despretensão em AJ and the Queen</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2020 16:09:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos é prometida uma comédia, mas as pessoas são mais complexas do que isso Arthur Almeida AJ and the Queen é uma das primeiras séries a estrear na Netflix neste ano de 2020. A produção estadunidense, projeto da plataforma, tem como eixo narrativo as entrecruzadas histórias de AJ (Isabella “Izzy” Gaspersz) e Robert Lee (RuPaul &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/aj-and-the-queen-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A falsa despretensão em AJ and the Queen"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-weight: 400;">Nos é prometida uma comédia, mas as pessoas são mais complexas do que isso</span></em></p>
<figure id="attachment_13616" aria-describedby="caption-attachment-13616" style="width: 1182px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-13616" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/l9ucheorow941.jpg" alt="" width="1182" height="862" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/l9ucheorow941.jpg 1182w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/l9ucheorow941-300x219.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/l9ucheorow941-768x560.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/l9ucheorow941-1024x747.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13616" class="wp-caption-text">Capa oficial da Netflix para “AJ and the Queen”, à esquerda, AJ, interpretada por Isabella “Izzy” Gaspersz, e, à direita, RuPaul Charles como Robert Lee (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Almeida</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>AJ and the Queen</em> é uma das primeiras séries a estrear na <em>Netflix</em> neste ano de 2020. A produção estadunidense, projeto da plataforma, tem como eixo narrativo as entrecruzadas histórias de AJ (Isabella “Izzy” Gaspersz) e Robert Lee (RuPaul Andre Charles).&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amber Jasmine (AJ) é uma menina de 10 anos que, para sobreviver na cidade sem o auxílio de um responsável adulto presente em sua vida, engana outras pessoas e realiza furtos. Robert Lee é um homem com cerca de 50 anos que ganha a vida em cima dos palcos como a </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ruby Red.&nbsp;</span></p>
<p><span id="more-13615"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À primeira vista, o enredo da série é simples e a coexistência das personagens é objetiva: Robert havia juntado dinheiro para montar sua própria boate, mas, enganado por seu ex-namorado, Hector (Josh Segarra), perde suas finanças e vê em uma turnê de performances como Ruby uma oportunidade de recuperação monetária e emocional. Deixada de lado por sua mãe, uma mulher viciada em drogas que trabalha como prostituta, AJ vê na turnê da </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma potencial carona para o estado do Texas, onde poderia encontrar-se com seu avô. Apesar de não conhecê-lo pessoalmente, sempre mostrou-se atencioso para com ela, enviando presentes e cartas.</span></p>
<figure id="attachment_13618" aria-describedby="caption-attachment-13618" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-13618" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rupaul-aj-queen-3a.jpg" alt="" width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rupaul-aj-queen-3a.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rupaul-aj-queen-3a-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rupaul-aj-queen-3a-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rupaul-aj-queen-3a-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rupaul-aj-queen-3a-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13618" class="wp-caption-text">Em cena, AJ e Robert na beira d’estrada (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Robert quer ajudar AJ, mas não sabe como pode fazê-lo e, assim, a trama se desenvolve. É uma situação não ideal, mas que, dadas as circunstâncias, precisa ser superada pelas personagens para a realização de seus objetivos. Com o passar dos episódios, os dois personagens que à princípio compartilhavam somente do mesmo endereço, aprendem a não apenas&nbsp; conviver, mas também se respeitarem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série marca a volta de RuPaul às telas, fora de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> <a href="http://personaunesp.com.br/all-stars-4-grandes-estrelas-e-polemicas-ainda-maiores/"><em>RuPaul’s Drag Race</em></a> e seus </span><a href="https://www.significados.com.br/spin-off/"><i><span style="font-weight: 400;">spin-offs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das figuras de maior destaque do meio LGBTQ+ mundial desde a década de 80, além de atriz e apresentadora, também é cantora e modelo.&nbsp;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com todo o seu </span><i><span style="font-weight: 400;">charisma, uniqueness, nerve and talent</span></i><span style="font-weight: 400;">, RuPaul também é uma das criadoras de <em>AJ and the Queen</em> e deixou suas marcas no roteiro. Humor de teor </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">, referências a filmes e músicas clássicas dos anos 80 e 90, figurinos extravagantes, e claro, a participação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drags</span></i><span style="font-weight: 400;">, como Manila Luzon, Latrice Royale, Valentina, Bianca Del Rio, Trinity The Tuck, e outras figuras de&nbsp;<em>Drag Race.</em></span></p>
<figure id="attachment_13619" aria-describedby="caption-attachment-13619" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-13619" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rupaul-9-unspeakable-joy.jpg" alt="" width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rupaul-9-unspeakable-joy.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rupaul-9-unspeakable-joy-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rupaul-9-unspeakable-joy-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rupaul-9-unspeakable-joy-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rupaul-9-unspeakable-joy-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13619" class="wp-caption-text">Apresentação de Ruby na cidade de Nova York em um flashback (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O lúdico da série, porém, não deixa de abrir espaço para a problematização de temas atuais de grande importância e que ainda são vistos como tabus sociais. Assim, trazendo à tona discussões acerca de maturidade, sexualidade, responsabilidade afetiva, representatividade, vício, masculinidade tóxica, deficiências, maternidade, direitos LGBTQ+, e construções de gênero &#8211; como transgeneridades, termo que invoca a leitura da binaridade e da não-binaridade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 10 episódios de menos de uma hora de duração cada, a peça televisiva, de maneira cuidadosa, consegue reunir linguagens objetivas e metafóricas em uma narrativa que se apresenta leve, cômica, saudosista e reflexiva. Engana-se o desavisado que, levado pelo<em> trailer</em> e pela sinopse, acredita que a série é mais uma comédia rasa recheada de clichês. Citando uma fala de Ruby: <em>“ninguém é só uma coisa, as pessoas são mais complexas do que isso”</em>. Trata-se de um convite ao entretenimento rápido, sem esquecer da função político-ativista de uma produção pensada por e para LGBTQ+s.&nbsp;</span></p>
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