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	<title>Arquivos Alice Braga &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Matéria Escura, de Blake Crouch, tenta matar a saudade de Dark</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Dec 2024 17:56:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Laura Lopes Escrita e produzida por Blake Crouch, a produção de Matéria Escura foi baseada no livro homônimo escrito pelo mesmo autor norte-americano. A trama de ficção científica, lançada pela Apple TV+ em Maio de 2024, traz consigo elementos primordiais da filosofia ocidental, como a discussão proposta pelo existencialista francês Jean Paul-Sartre (1905 &#8211; 1980) &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/materia-escura-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Matéria Escura, de Blake Crouch, tenta matar a saudade de Dark"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34507" aria-describedby="caption-attachment-34507" style="width: 585px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-34507" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-1.png" alt="Da esquerda para a direita: Jason Dessen (Joel Edgerton), um homem branco, com olhos claros, cabelo loiro escuro, barba rala e vestido com um casaco preto olha para sua frente com a boca aberta e expressão facial de alguém impressionado. Ao seu lado, está Amanda (Alice Braga), uma mulher branca, com cabelo castanho escuro, olhos escuros e vestida com um casaco cinza. Ela carrega a mesma expressão facial impressionada de Jason. No fundo, há uma parede de concreto e uma paisagem arborizada, que dividem a cena com um céu azul acinzentado." width="585" height="390" /><figcaption id="caption-attachment-34507" class="wp-caption-text">Lançada em Maio de 2024, a série Matéria Escura presenteia o público com uma mistura de ciência e filosofia, com esplêndida atuação da atriz brasileira Alice Braga (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Laura Lopes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrita e produzida por Blake Crouch, a produção de </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/materia-escura-dark-matter-apple-tv"><i><span style="font-weight: 400;">Matéria Escura</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi baseada no livro homônimo escrito pelo mesmo autor norte-americano. A trama de ficção científica, lançada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> em Maio de 2024, traz consigo elementos primordiais da filosofia ocidental, como a discussão proposta pelo existencialista francês Jean Paul-Sartre (1905 &#8211; 1980) e, principalmente, pela teoria do pessimista alemão Arthur Schopenhauer (1788 &#8211; 1860). Enquanto o primeiro se debruça sobre o fato de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gNltpdCX8ks"><span style="font-weight: 400;">a liberdade humana ser angustiante</span></a><span style="font-weight: 400;">; o segundo, em sua ilustre obra literária </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mundo como Vontade e Representação </span></i><span style="font-weight: 400;">(1818), estuda, a grosso modo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4IMSYDGo6mA&amp;t=61s"><span style="font-weight: 400;">como o ser humano sempre deseja aquilo que não tem</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark Matter</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) é uma mistura de tudo isso.</span></p>
<p><span id="more-34505"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo no início do primeiro episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Você está feliz com a sua vida?</span></i><span style="font-weight: 400;">, o público se depara com Jason Dessen (Joel Edgerton), um professor universitário de física frustrado, em uma aula em que fala quase com as paredes sobre o famigerado ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z4uIBLHs3_E"><span style="font-weight: 400;">Gato de Schrödinger</span></a><span style="font-weight: 400;">’, cuja teoria pode ser definida como o substrato da série toda. O mesmo ocorre em </span><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produção consagrada pela audiência e conhecida como uma das ‘queridinhas’ da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. A diferença é que, na série alemã, a famosa teoria do gato, que existe e não existe ao mesmo tempo dentro de uma caixa, aparece apenas no final. </span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">“Eu costumava pensar que o objetivo da vida era chegar a um destino perfeito. Como ainda não tinha chegado lá, eu me sentia incomodado. Mas já tinha visto a perfeição. Já tinha chegado lá, e estou começando a suspeitar que são as imperfeições da vida que equivalem a um tipo de perfeição”.  </span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">&#8211; Essa é uma das frases mais marcantes de Jason Dessen, protagonista da série. A conclusão que tal sentença carrega, todavia, não é alcançada pelo professor no começo da temporada.</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessen vive uma vida de classe média baixa em Chicago, com sua esposa Daniela (Jennifer Connelly) e o filho Charlie (Oakes Fegley). O professor vê seu grande sonho profissional ser vivido pelo seu melhor amigo Ryan (Jimmi Simpson), um físico renomado e premiado. Com uma pegada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7cLqwm3zQZI"><i><span style="font-weight: 400;">Efeito Borboleta</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2004), Jason tinha a liberdade sartriana para escolher entre dois caminhos no seu passado: casar-se com Daniela, o amor da sua vida, e criar os filhos que eles estavam esperando, de modo a deixar sua carreira de lado ou abandoná-la, obrigando a abortar seus filhos e seguir sua promissora carreira de físico que, certamente, levá-lo-ia à fortuna. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele escolhe a primeira opção, que, embora tenha o levado à felicidade no amor, implicou, por outro lado, uma carreira amargurada, que pouco ou nada o recompensa nas esferas econômica e emocional, e sem qualquer perspectiva de melhora a curto e longo prazo. O que ele ainda não sabe, porém, é que sua realidade pode ser bem diferente – para a alegria dos telespectadores que acompanham a trama que discorre ao longo de nove episódios bem construídos e pensados para fazer o público maratonar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma realidade paralela, dentro do multiverso de Schrödinger, Jason tomou a opção que privilegiava sua carreira e, por conseguinte, tornou-se um endinheirado empresário, que vive um relacionamento com a sedutora psicóloga Amanda (</span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2024/05/11/com-alice-braga-dark-matter-prova-multiverso-alem-de-herois-da-marveldc.htm"><span style="font-weight: 400;">Alice Braga</span></a><span style="font-weight: 400;">). Ao contrário do primeiro Jason, no entanto, esse segundo é infeliz por ter ficado sem Daniela, seu verdadeiro e único amor. </span></p>
<figure id="attachment_34506" aria-describedby="caption-attachment-34506" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-34506" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1.png" alt="Da esquerda para a direita: Jason Dessen (Joel Edgerton), um homem branco, com olhos claros, cabelo loiro escuro, barba rala e vestido com uma blusa preta está cabisbaixo, com um olhar de tristeza. Ao seu lado, está sua esposa Daniela (Jennifer Connelly), uma mulher branca, de olhos  claros, cabelo preto e curto, vestida com uma blusa de manga comprida preta, de gola v. Ela olha para o marido com um olhar de desconfiança. Ao fundo, há uma sala de estar borrada, com luzes baixas, que entram predominantemente pela janela localizada do lado esquerdo, atrás de Jason." width="681" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-34506" class="wp-caption-text">Jason Dessen, interpretado por Joel Edgerton, tenta superar as escolhas do seu próprio ‘eu’ para ficar com o amor de sua vida, vivida por Jennifer Connelly (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal infelicidade impulsiona o segundo Jason a construir uma caixa de Schrödinger gigante e ir em busca de sua amada na realidade do primeiro Dessen, professor frustrado, o que irá embaralhar a vida de todos aqueles que estão ao redor dos Jasons. Como previu </span><a href="https://cultura.uol.com.br/noticias/46045_conheca-arthur-schopenhauer-conhecido-como-filosofo-da-vontade.html"><span style="font-weight: 400;">Schopenhauer</span></a><span style="font-weight: 400;">, o ser humano nunca está satisfeito com aquilo que está em suas mãos. Destaca-se aqui a atuação impressionante de Joel Edgerton ao dar vida aos dois principais Jasons da produção: o ator, apesar de continuar com o mesmo rosto e demais características físicas, encarna personagens cujas personalidades são diametralmente opostas, o que faz com que a audiência perceba a diferença entre um e outro apenas pelo olhar de cada um.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Drama, física quântica, filosofia e reviravoltas fazem parte do enredo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Matéria Escura</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">com menção à atuação espetacular da atriz brasileira Alice Braga – que prova, mais uma vez, que seu talento está indiscutivelmente no sangue – e ao cenário soturno, que beira as distopias clássicas. A capacidade do enredo de fazer com que os telespectadores entendam teorias complexas sem quebrar a cabeça também é digna de nota. A série tenta matar a saudade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">e faz com que reflitamos sobre a insaciabilidade dos nossos desejos e sobre onde nossa liberdade de escolha pode nos levar – e isso é bom. Com um final dominado pelo ‘gostinho’ de quero mais, </span><a href="https://macmagazine.com.br/post/2024/08/16/apple-tv-renova-serie-materia-escura-para-a-segunda-temporada/"><span style="font-weight: 400;">a série foi renovada</span></a><span style="font-weight: 400;">, com lançamento da segunda temporada ainda sem data certa. Que seja tão boa quanto a primeira.</span></p>
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		<title>Eduardo e Mônica: o amor sempre fala mais alto</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Mar 2022 18:30:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Teixeira Quatro anos após o início de suas gravações, a aguardada comédia romântica Eduardo e Mônica chega aos cinemas reverenciando não só a música de Renato Russo, clássica brasileira que inspirou o filme, mas também o amor e o respeito às diferenças. O longa, dirigido por René Sampaio e estrelado por Gabriel Leone e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/eduardo-e-monica-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Eduardo e Mônica: o amor sempre fala mais alto"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_26255" aria-describedby="caption-attachment-26255" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26255" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-800x532.jpg" alt="" width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-1536x1022.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1-1200x798.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26255" class="wp-caption-text">Seja na Música ou nas telas de cinema, Eduardo e Mônica exalam química em uma paixão fascinante de se ver e escutar (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Teixeira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quatro anos após o início de suas gravações, a aguardada comédia romântica </span><a href="https://youtu.be/IoSR5tl1AAU"><i><span style="font-weight: 400;">Eduardo e Mônica</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega aos cinemas reverenciando não só </span><a href="https://www.youtube.com/results?search_query=eduardo+e+monica"><span style="font-weight: 400;">a música</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Renato Russo, clássica brasileira que inspirou o filme, mas também o amor e o respeito às diferenças. O longa, dirigido por René Sampaio e estrelado por Gabriel Leone e Alice Braga, narra a história do jovem vestibulando e da médica independente que se cruzam na tal </span><i><span style="font-weight: 400;">festa estranha com gente esquisita</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mostram que, definitivamente, os opostos se atraem. Ele, que assiste novela e joga futebol de botão com o avô, em contraposição se apaixona por ela, que bebe conhaque e gosta do Bandeira, Bauhaus, Van Gogh, Mutantes, Caetano e de Rimbaud. </span></p>
<p><span id="more-26249"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientado em Brasília durante o retorno à democracia após o Golpe Militar de 1964, o enredo retrata a </span><a href="https://www.revistabula.com/47554-eduardo-e-monica-e-o-sentimento-do-mundo-nos-anos-1980/"><span style="font-weight: 400;">situação política do Brasil nos anos 80</span></a><span style="font-weight: 400;">, sempre presente nas composições do músico. Eram tempos sombrios, onde a polarização política tomava conta da sociedade e da Arte nacional.. A união do contexto histórico com os ideais da chamada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MXwYl1Xfc08"><i><span style="font-weight: 400;">Geração Coca- Cola</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> potencializa ainda mais as diferenças entre o casal no longa, trazendo as figuras paternas dos protagonistas como oponentes, sendo o pai de Mônica um militante exilado, e o avô de Eduardo um militar aposentado que hoje </span><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/golpe-de-1964-ou-revolucao-de-1964/"><span style="font-weight: 400;">chamaria o golpe de revolução</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro clímax deste conflito ocorre na ceia de natal, onde Seu Bira (Otávio Augusto), integrante da direita conservadora, faz duras críticas à </span><a href="https://www.esquerda.net/dossier/esquerdas-e-ditadura-militar-brasileira/32005"><span style="font-weight: 400;">militância esquerdista </span></a><span style="font-weight: 400;">e ao pai da mocinha, que acabara de falecer. A contrariedade de ideais pesa no romance, que vivia seus primeiros momentos. A primeira data comemorativa que o casal passa juntos rompe com as expectativas criadas por eles e põe em confronto suas maiores sensibilidades: as relações familiares.</span></p>
<figure id="attachment_26252" aria-describedby="caption-attachment-26252" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26252" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-800x532.jpg" alt="Cena do filme Eduardo e Mônica, em que é mostrado o casal unido, com as testas grudadas uma na outra, prestes a se beijar. Vestem camisetas com tons neutros de roxo." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-1536x1022.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2-1200x798.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-2.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26252" class="wp-caption-text">Inevitavelmente, as diferenças interferem no romance e colocam o amor entre eles à prova (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir disso, </span><span style="font-weight: 400;">o roteiro de Matheus Souza, Claudia Souto, Michele Frantz Jessica Candal e Gabriel Bortolini e a direção levam o público às lágrimas ao explorar brilhantemente as divergências do casal, essas que escancaram o peso de serem diferentes. </span><span style="font-weight: 400;">A comoção se dá sobretudo à </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2022/01/24/interna_cultura,1339585/gabriel-leone-conta-como-virou-o-garoto-de-16-anos-de-eduardo-e-monica.shtml"><span style="font-weight: 400;">construção das personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, que é feita majestosamente. Para além do romance, destaca-se a individualidade de ambos, que se mostram tão apaixonantes quanto na </span><a href="https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/22497/"><span style="font-weight: 400;">letra da canção</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Renato Russo, fugindo das limitações clichês do casal perfeito. Perfeitamente imperfeitos. </span><i><span style="font-weight: 400;">“O filme fala, entre outras coisas, sobre como é possível amar e respeitar quem pensa muito diferente de você. Todos nós já fomos em alguma medida o Eduardo ou a Mônica em alguma relação”, </span></i><span style="font-weight: 400;">afirma o diretor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Eduardo e Mônica</span></i><span style="font-weight: 400;">, René Sampaio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para ele, trazer o universo de Renato Russo às telonas não é novidade. Em maio de 2013, o cineasta levou ao cinema a </span><a href="https://youtu.be/4azYkNkPtJg"><span style="font-weight: 400;">adaptação cinematográfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://youtu.be/eL6zdEwRKws"><i><span style="font-weight: 400;">Faroeste Caboclo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que compôs o icônico disco </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_k3EjlZCOZCFpejnHRLalNOYpynTJrW_7A"><i><span style="font-weight: 400;">Dois</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1986)</span></a><span style="font-weight: 400;">, e contou com Fabrício Boliveira, Ísis Valverde e Felipe Abib nos papéis principais. Sampaio ainda estuda uma terceira adaptação baseada no repertório da banda, sempre magnífico e cênico. Independente de qual canção seja a escolhida, a certeza que fica é que se o novo longa-metragem seguir o padrão de excelência, colherá também o sucesso nas bilheterias.</span></p>
<figure id="attachment_26256" aria-describedby="caption-attachment-26256" style="width: 622px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26256" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-3-1.jpg" alt="Imagem dos bastidores de gravação de Eduardo e Mônica. A fotografia traz uma conversa entre os protagonistas do filme e René Sampaio, o diretor do longa, durante as gravações. Alice e René usam roupas escuras, enquanto Gabriel utiliza um moletom vinho e calça jeans. A imagem foi registrada em uma rua deserta de Brasília enquanto gravavam durante a noite." width="622" height="408" /><figcaption id="caption-attachment-26256" class="wp-caption-text">O trabalho cênico se sobressai pelo talento entregue por trás das câmeras (Foto: Barry Company)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, também se destaca a </span><a href="https://comportese.com/2016/01/27/analise-funcional-do-comportamento-de-amar-de-eduardo-e-monica-legiao-urbana"><span style="font-weight: 400;">fidelidade do roteiro à música</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a personalidade construída nas personagens. Os momentos em que a liberdade individual acerca do romance é pautada são muito bem desenvolvidos, fazendo com que os telespectadores compreendam Eduardo e Mônica e ampliem suas visões sobre o que realmente é amar e ser livre. A sensibilidade promovida engrandece a obra através da verdade transmitida. O que os olhos veem é aquilo que os ouvidos escutam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Era importante sermos fiéis ao espírito do Renato. E das músicas compostas por ele, esta é a mais solar. A ideia, então, foi manter essa energia</span></i><span style="font-weight: 400;">”, declarou a roteirista Bianca de Felippes. E assim foi. A proposta entregue segue firme no que o vocalista do Legião Urbana trouxe ao criar a canção baseada no romance de Leonice de Araújo Coimbra e Fernando Coimbra — embora o casal já tenha declarado que </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/01/conheca-o-casal-que-inspirou-eduardo-e-monica-e-que-esta-junto-ha-quatro-decadas.shtml"><span style="font-weight: 400;">não se identifica com a letra</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas que possui uma forte ligação afetiva com o hino.</span></p>
<figure id="attachment_26258" aria-describedby="caption-attachment-26258" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26258" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-4-1-800x533.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-4-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-4-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-4-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Imagem-4-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26258" class="wp-caption-text">O casal que serviu de fonte de inspiração para a composição da música segue junto e apaixonado (Foto: Folha de S.Paulo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzida em tempos onde a Arte nacional viveu dias melhores em que haviam maiores investimentos públicos no setor cultural brasileiro, a adaptação gravada em 2018 e prevista para estrear em 2020, chega ao grande público tarde, mas na hora certa, dando brilho à reabertura das salas de cinema durante a pandemia. Em meio à </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/comedias-nacionais-sao-aposta-para-reaquecer-mercado-do-cinema-em-2022-25369672"><span style="font-weight: 400;">ascensão da comédia nacional</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma produção exímia como </span><i><span style="font-weight: 400;">Eduardo e Mônica</span></i><span style="font-weight: 400;"> ressalta a magnitude da Arte brasileira e de seus profissionais, que brilharam desde a preparação de um elenco afiadíssimo até o jogo de câmeras. Tudo anda no tom, não há exageros e nem ausências. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inegavelmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eduardo e Mônica </span></i><span style="font-weight: 400;">é um dos maiores acertos do universo cinematográfico nos últimos anos e tem um futuro promissor nas grandes premiações, já tendo </span><a href="about:blank"><span style="font-weight: 400;">ganhado merecidamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> um prêmio no </span><i><span style="font-weight: 400;">Edmonton International Film Festival</span></i><span style="font-weight: 400;">, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. E, com maestria, o enredo reforça a mensagem passada na composição da música há trinta e seis anos: o amor sempre fala mais alto.</span></p>
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		<title>O Esquadrão Suicida atira primeiro e pergunta depois</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Sep 2021 20:12:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caio Machado O primeiro Esquadrão Suicida foi lançado em 2016, ainda numa tentativa de construir um universo cinematográfico dos personagens da DC Comics para rivalizar com a Marvel. O filme dirigido por David Ayer foi um sucesso de bilheteria, mas um fracasso de crítica. Em 2018, o diretor James Gunn, conhecido pelos dois Guardiões da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-esquadrao-suicida-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Esquadrão Suicida atira primeiro e pergunta depois"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23277" aria-describedby="caption-attachment-23277" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23277" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-1.jpg" alt="Cena do filme O Esquadrão Suicida exibe várias pessoas paradas no meio da selva. O homem no canto direito veste uma camiseta vermelha e azul colada ao corpo, bastante chamativa, usa uma calça branca e um capacete prateado na cabeça. À esquerda, há um homem negro com cabelo muito curto vestindo uma armadura, um tubarão humanoide e uma mulher branca também protegida por uma armadura e com uma máscara de gás na cabeça. Além disso, vemos uma mulher branca, com cabelo preto longo e preso, vestindo uma regata verde-musgo. Atrás dela, dois homens negros observam, como se vissem algo fora do comum. Por último, vemos um homem branco musculoso e com uma tatuagem no braço esquerdo. Ele tem cabelo curto e usa uma camiseta amarela, estampada com o desenho de um coelho segurando uma placa. " width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23277" class="wp-caption-text">O Esquadrão Suicida foi lançado simultaneamente nos cinemas e no HBO Max nos Estados Unidos (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Caio Machado</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro </span><a href="https://personaunesp.com.br/esquadrao-suicida-machismo-super-vilao/"><i><span style="font-weight: 400;">Esquadrão Suicida</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi lançado em 2016, ainda numa tentativa de construir um universo cinematográfico dos personagens da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;"> para rivalizar com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. O filme dirigido por David Ayer foi um sucesso de bilheteria, mas um fracasso de crítica. Em 2018, o diretor James Gunn, conhecido pelos dois </span><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia, </span></i><span style="font-weight: 400;">foi </span><a href="https://www.vox.com/2018/10/9/17957026/james-gunn-suicide-squad-2-sequel"><span style="font-weight: 400;">contratado</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner </span></i><span style="font-weight: 400;">para fazer um novo filme do grupo de supervilões, com liberdade criativa para tomar rumos diferentes da obra de Ayer. Na época, a contratação ocorreu depois da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">ter demitido Gunn da direção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia Vol. 3 </span></i><span style="font-weight: 400;">devido à polêmica envolvendo </span><a href="https://www.vox.com/2018/7/20/17596506/disney-fired-james-gunn-guardians"><i><span style="font-weight: 400;">tweets </span></i><span style="font-weight: 400;">antigos do cineasta</span></a><span style="font-weight: 400;"> que faziam piadas de mau gosto envolvendo estupro e pedofilia. Em 2019, Gunn foi recontratado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas o diretor já estava envolvido na produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida.</span></i></p>
<p><span id="more-23276"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, em 2021, o filme finalmente foi lançado e acerta em tudo que seu antecessor tinha falhado. Na trama, o governo dos Estados Unidos envia a equipe dos criminosos mais perigosos do planeta para a ilha remota de Corto Maltese, repleta de inimigos. Armados e acompanhados pelo Coronel Rick Flag (Joel Kinnaman), eles viajam pela selva numa perigosa </span><a href="https://personaunesp.com.br/supernatural-critica/"><span style="font-weight: 400;">missão</span></a><span style="font-weight: 400;"> para destruir um laboratório que abriga um experimento capaz de ameaçar o mundo como conhecemos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/enola-holmes-critica/"><span style="font-weight: 400;">diferença</span></a><span style="font-weight: 400;"> principal entre </span><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida </span></i><span style="font-weight: 400;">e o filme de 2016 está no tom. Aqui, há um deboche e ironia muito maiores. A direção de James Gunn, sempre inquieta com seus giros de câmera e </span><a href="https://www.primeirofilme.com.br/site/o-livro/movimentos-no-quadro-da-camera-e-da-objetiva/#:~:text=Quando%20%E2%80%9Caproxima%E2%80%9D%20a%20imagem%20temos,permitindo%20que%20voc%C3%AA%20filme%20melhor."><i><span style="font-weight: 400;">zoom-ins</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">bruscos, evidencia um contraste entre a bobagem e a seriedade ao colocar seus personagens para cometerem assassinatos violentos a mando do governo, vestidos com roupas tão chamativas que parecem prontos para o Carnaval e se comportando como adolescentes nervosos. O humor mais sujo, para combinar com a censura alta do filme, serve para deixar clara a consciência que Gunn tem do quanto os personagens e a situação na qual estão inseridos são ridículos e convida o público para rir deles também.</span></p>
<figure id="attachment_23278" aria-describedby="caption-attachment-23278" style="width: 804px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23278" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-2.jpeg" alt="Cena do filme O Esquadrão Suicida exibe cinco pessoas andando na chuva. No canto direito, vemos um homem com armadura que o cobre dos pés à cabeça. À esquerda, vemos um homem branco careca com vários parafusos ao redor da cabeça, uma mulher branca loira, usando um vestido vermelho e apoiando uma lança enorme no ombro esquerdo; um homem vestindo uma camiseta vermelha e azul colada ao corpo, bastante chamativa, com uma calça branca e um capacete prateado na cabeça e um homem branco musculoso, que veste uma camiseta amarela, calça preta com joelheiras e apoia uma escopeta no ombro direito. " width="804" height="452" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-2.jpeg 804w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-2-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-2-768x432.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-23278" class="wp-caption-text">Logo nos primeiros minutos, o filme deixa claro que não será tão sombrio quanto os outros da DC (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para contrapor com a sujeira, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida </span></i><span style="font-weight: 400;">também faz alguns desvios na rota, desacelerando o ritmo e demonstrando uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/klara-e-o-sol-critica/"><span style="font-weight: 400;">sensibilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> maior quando não está acontecendo um banho de sangue na tela. É através desses momentos banais, como uma conversa num ônibus durante a noite ou uma gargalhada num barzinho, que o filme deixa de lado um cinismo maldoso para dar lugar à emotividade, oferecendo um vislumbre do passado dos membros do Esquadrão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessas cenas tocantes, sabemos mais da vida difícil da Caça-Ratos 2 (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v8anMAE6Sl4"><span style="font-weight: 400;">Daniela Melchior</span></a><span style="font-weight: 400;">) nas ruas, a relação abusiva de Sanguinário (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=onhidXJGAQk"><span style="font-weight: 400;">Idris Elba</span></a><span style="font-weight: 400;">) com o pai e o grande trauma que o excêntrico Bolinha (David Dastmalchian) tem com a mãe, o que faz com que a veja em todos os lugares. Até mesmo Nanaue, o tubarão humanoide meio bobão (e de poucas palavras) dublado por Sylvester Stallone, tem seu momento de humanização. Esse breve aprofundamento faz com que nos importemos com eles por exporem seu lado mais frágil, fora das demonstrações de força que o combate exige. No fundo, eles são resultados de ambientes hostis que não os favoreceram de jeito nenhum. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação aos outros “heróis” da equipe, Arlequina (Margot Robbie) tem sua própria aventura, separada do grupo em boa parte do longa. Carregado de amor, decepção, cores e violência, o percurso percorrido pela personagem funciona como uma emancipação do </span><a href="https://www.thedailybeast.com/suicide-squads-retrograde-misogyny-the-trials-of-margot-robbies-harley-quinn"><span style="font-weight: 400;">olhar machista</span></a><span style="font-weight: 400;"> que esteve sobre ela no primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">Esquadrão</span></i><span style="font-weight: 400;">. É um arco narrativo que acabou combinando por acaso com o filme anterior da personagem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Aves de Rapina, </span></i><span style="font-weight: 400;">já que o diretor </span><a href="https://screenrant.com/suicide-squad-2-birds-prey-james-gunn-unaware/"><span style="font-weight: 400;">não sabia de sua produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto ele escrevia o roteiro. </span></p>
<figure id="attachment_23279" aria-describedby="caption-attachment-23279" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23279 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3-1024x1024.jpg" alt="Cena do filme O Esquadrão Suicida exibe quatro pessoas no meio da selva. No canto direito, vemos uma mulher branca vestida somente com roupas pretas, luvas marrons e botas. Ela tem cabelo preto na altura dos ombros. Depois, vemos um homem negro, com cabelo muito curto, uma armadura que protege seu corpo e uma arma em mãos. Em seguida, vemos um homem branco que veste uma camiseta vermelha e azul colada ao corpo, bastante chamativa, com uma calça branca, botas azuis e um capacete prateado na cabeça. Ele carrega uma pistola enorme na mão direita. Por último, vemos um homem que veste uma malha branca repleta de bolinhas coloridas. Ele está usando óculos e braceletes. " width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-3.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23279" class="wp-caption-text">Na selva, os membros do Esquadrão Suicida parecem ter saído diretamente de uma festa de Halloween (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Harley só é inserida de vez na dinâmica do grupo pouco antes da ação final, que é onde James Gunn não poupa ninguém dessa equipe que aprendemos a gostar. A sequência violenta logo no início, que conta com atores conhecidos, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OI2o99rbxPc"><span style="font-weight: 400;">Pete Davidson</span></a><span style="font-weight: 400;">, Nathan Fillion e Michael Rooker, já deixava claro o quanto os supercriminosos são facilmente descartáveis e o clímax reforça isso ainda mais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao ver um personagem sendo fuzilado, outro colidindo com paredes como se estivesse num episódio dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Looney Tunes </span></i><span style="font-weight: 400;">e um terceiro sendo esmagado sem misericórdia, parece que Gunn os pune por terem feito escolhas erradas na vida e terem acabado ali, no lugar errado e na hora errada. Esse </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-silencio-das-filhas-critica/"><span style="font-weight: 400;">sadismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> incomoda, mas aparece em cenas tão divertidas de acompanhar, carregadas de exibicionismo e uma câmera lenta que deixa tudo parecendo um grande videoclipe, que acaba passando despercebido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto onde </span><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida </span></i><span style="font-weight: 400;">causa incômodos é em relação à sua trama </span><a href="https://personaunesp.com.br/cria-cuervos-45-anos/"><span style="font-weight: 400;">política</span></a><span style="font-weight: 400;">. O roteiro, escrito também por Gunn, deixa claro o caráter intervencionista da missão: a equipe está indo para lá com o objetivo de destruir um projeto que prejudica os “interesses norte-americanos”.</span></p>
<figure id="attachment_23280" aria-describedby="caption-attachment-23280" style="width: 890px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23280" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-5.jpg" alt="Cena do filme O Esquadrão Suicida exibe um homem negro, de cabelo muito curto e utilizando uma armadura que protege seu corpo. Ao lado direito, vemos um tubarão humanoide com a boca entreaberta, mostrando um pouco dos dentes. Ao fundo, vemos ruínas de um prédio e o céu branco por causa da fumaça." width="890" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-5.jpg 890w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-5-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esquadrao-5-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23280" class="wp-caption-text">É numa fala de Sanguinário que o filme deixa escapar sua mensagem política subentendida (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais tarde, quando descobre-se que o verdadeiro objetivo é uma queima de arquivo, o filme acrescenta mais tensão à situação e mostra que existe a possibilidade dos segredos do governo estadunidense vazarem para a grande imprensa. Porém, no fim de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Suicide Squad</span></i><span style="font-weight: 400;">, isso é jogado no lixo quando opta-se por manter as informações escondidas. Uma fala de Sanguinário para a Caça-Ratos 2 resume bem a mensagem intimidadora de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida: </span></i><span style="font-weight: 400;">manter a reputação dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/sem-remorso-critica/"><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> é essencial e quem ousar questioná-la pode ser punido ou com a prisão ou com uma morte sem misericórdia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns podem argumentar que isso funciona como uma crítica à dominação norte-americana, mas como? Pela forma como aparece no filme, personificada na figura do Pacificador (</span><a href="https://www.arrobanerd.com.br/serie-da-hbo-max-sobre-o-peacemaker-ganha-cartaz-e-teremos-novidades-no-dcfandome-2021/"><span style="font-weight: 400;">John Cena</span></a><span style="font-weight: 400;">), parece mais uma tentativa torpe de agradar a </span><a href="https://personaunesp.com.br/1-contra-todos-critica/"><span style="font-weight: 400;">todos</span></a><span style="font-weight: 400;">, seja qual for sua posição política. Se esconde atrás de piadinhas bobas e do deboche para disfarçar o quanto é reacionário. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação a outros filmes da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida </span></i><span style="font-weight: 400;">oferece um caminho interessante a ser seguido. Abraça o exagero das histórias em quadrinhos e entrega uma experiência divertida, colorida e de uma humanidade inesperada. No entanto, por mais que tente, sua atitude irônica não consegue esconder uma mensagem política bem problemática diante do </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/08/23/eua-podem-prolongar-estadia-de-soldados-no-afeganistao-apos-a-data-prevista-diz-joe-biden.ghtml"><span style="font-weight: 400;">contexto mundial</span></a><span style="font-weight: 400;">. Isso não dá para ignorar.</span></p>
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		<title>Ao som de jazz, Soul mostra que é a alma da Pixar</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2021 17:30:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pedro Gabriel O sentido do viver é umas das questões mais antigas do ser humano. Por que estou aqui nesse mundo? Qual o meu propósito na Terra? Essas perguntas rodeiam a nova produção dos estúdios Pixar, Soul. Dirigido por Pete Docter (Monstros S.A, 2001 e Up! Altas Aventuras, 2009), e co-dirigido por Kemp Powers, seguimos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/soul-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Ao som de jazz, Soul mostra que é a alma da Pixar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17790" aria-describedby="caption-attachment-17790" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17790" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1.jpg" alt="Em primeiro plano está o protagonista, Joe Gardner, em sua forma humana. Ele é negro, usa óculos, um chapéu, um casaco preto e sorri olhando para frente. Ao fundo, há uma escadaria feita com teclas de piano, levando ao letreiro do filme “Soul”, com a representação astral de Joe acenando ao lado de 22, em cima da letra “L”. O fundo da imagem é azul marinho." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17790" class="wp-caption-text">O filme tinha data de estreia para julho, mas devido a pandemia do covid-19, teve sua data adiada para 25 de dezembro, com lançamento direto no Disney+ (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Pedro Gabriel</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sentido do viver é umas das questões mais antigas do ser humano. Por que estou aqui nesse mundo? Qual o meu propósito na Terra? Essas perguntas rodeiam a nova produção dos estúdios </span><a href="https://personaunesp.com.br/historia-pixar-como-revolucionou-mundo-cinema/"><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, Soul</span></i><span style="font-weight: 400;">. Dirigido por Pete Docter (</span><i><span style="font-weight: 400;">Monstros S.A, 2001</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Up! Altas Aventuras, 2009</span></i><span style="font-weight: 400;">), e co-dirigido por Kemp Powers, seguimos a vida de Joe Gardner (Jamie Foxx), um professor substituto de música de uma escola, com o sonho de ser um músico profissional de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz.</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span id="more-17789"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Joe finalmente consegue uma vaga em um quarteto de uma grande musicista de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, Dorothea Williams (Angela Bassett), um acidente acontece, e ele morre. Com isso, a história de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> percorre a tentativa do homem de voltar ao corpo, ao mesmo tempo que ele tenta ajudar uma jovem alma chamada 22 (Tina Fey) a conseguir um passe para a Terra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa do filme não é inovadora. Mas ela é bem utilizada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;"> em suas produções, onde o protagonista é levado para outro local, precisando percorrer aventuras para retornar ao seu lar. Mas, como em outros longas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue entregar uma obra delicada, complexa e profunda, acertando mais uma vez na sua </span><a href="http://comunicadores.info/2012/06/12/regras-pixar-criar-historia/"><span style="font-weight: 400;">fórmula</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_17791" aria-describedby="caption-attachment-17791" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17791" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2.jpg" alt="Joe Gardner em sua forma astral, segurando um pedaço de pizza quase transparente, e mostrando a 22. Joe demonstra alegria em apresentar a pizza para 22, que se mostra desinteressada. Ao fundo, diversas vitrines de comidas, todas quase transparentes." width="1800" height="1012" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2.jpg 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17791" class="wp-caption-text">No decorrer do filme, vemos a representação de grandes figuras históricas, como Maria Antonieta, Madre Teresa e Abraham Lincoln (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>O </b><b><i>jazz</i></b><b> como fio condutor</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BK9rLXMNVNc"><span style="font-weight: 400;">entrevistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre o filme, Docter contou como foi escolhido tanto o personagem, quanto o fundo que a história teria. Foi quando surgiu a ideia de um professor de música, que é apaixonado por </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz.</span></i><span style="font-weight: 400;"> E com o estilo musical, surge o </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2020/12/4896904-primeira-animacao-da-pixar-a-ter-um-protagonista-negro-soul-estreia-na-disney+.html"><span style="font-weight: 400;">primeiro protagonista afrodescendente</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, e o primeiro co-diretor negro de uma animação do estúdio, Kemp Powers. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não apenas o personagem principal, mas toda a Nova Iorque criada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra essa representatividade de diversas etnias, mas focando na comunidade negra norte-americana. E a principal delas, e que permeia nos ouvidos de quem assiste, é o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz,</span></i><span style="font-weight: 400;"> um estilo que está intrinsicamente conectada com a </span><a href="https://www.geledes.org.br/o-negro-e-o-jazz-nos-eua/"><span style="font-weight: 400;">história dos negros nos Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora original, composta por Trent Reznor, Atticus Ross e Jon Batiste, leva a entender o porquê Joe ama tanto tal estilo, e torna todo o clima do filme mais intenso. Ela dita o ritmo dinâmico da produção, que não enrola em seus 101 minutos. Tudo tem o tempo necessário, sem “barrigas” no meio da narrativa.</span></p>
<figure id="attachment_17792" aria-describedby="caption-attachment-17792" style="width: 740px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17792" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-3.jpg" alt="Quarteto de Dorothea Williams tocando no palco de um clube de jazz, com o fundo vermelho, feito de cortinas. Na esquerda está Joe, tocando piano com os olhos fechados. Ao lado temos Dorothea Williams, em pé tocando saxofone, com os cabelos cacheados soltos e um vestido de estampa de zebra. Após, temos Miho tocando um violoncelo. Ela usa chapéu, com um cabelo liso cobrindo os olhos, uma camisa social azul e um suspensório. Por fim, Curley na bateria. Ele sorri olhando para o lado de Joe. Curley é careca, com uma barba rala e usa uma camiseta preta." width="740" height="370" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-3.jpg 740w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-3-300x150.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17792" class="wp-caption-text">Ao escolher qual seria a profissão do protagonista, o estúdio queria algo que o público pudesse torcer; a escolha foi um cientista, mas foi descartada por não ser uma vida tão pura quanto a de um músico (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>O antes e o depois da vida</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Docter constrói um mundo muito rico em </span><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i><span style="font-weight: 400;">. Primeiro é apresentada uma visão do </span><i><span style="font-weight: 400;">Além-Vida</span></i><span style="font-weight: 400;">, um lugar onde as almas vão quando morrem. Após a negação de Joe de sua morte, ele cai em um universo completamente diferente, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Pré-Vida</span></i><span style="font-weight: 400;">. Novamente, os diretores conseguem realizar o feito de criar um mundo complexo e organizado, com uma estética de empresa, para ambientar suas histórias, como feito em </span><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-nossa-mente-mais-complexa-que-parece/"><i><span style="font-weight: 400;">Divertida Mente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O contraponto feito entre esses dois estágios é construído de uma forma certeira: no </span><i><span style="font-weight: 400;">Além-Vida</span></i><span style="font-weight: 400;">, as almas, que já batalharam muito durante sua existência, esperam em uma esteira, no meio da escuridão, que as leva de encontro a uma luz branca, aquele é o seu descanso. Já no </span><i><span style="font-weight: 400;">Pré-Vida</span></i><span style="font-weight: 400;">, o ambiente toma outras proporções. Nesse local, que é colorido e “cheio de vida”, as almas criam suas personalidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de tutores, elas são inspiradas e levadas a achar um propósito, que dará um passe para a Terra. Para encarnar, pulam em um buraco que as leva para o planeta, dando esse salto de fé que é viver. Todo esse mundo é gerenciado por entidades, que no </span><i><span style="font-weight: 400;">Pré-Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> são chamadas de Jerry, ou Zé na tradução brasileira (tendo a participação na versão original de </span><a href="https://personaunesp.com.br/we-are-who-we-are-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Alice Braga</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Jerry A). Enquanto no </span><i><span style="font-weight: 400;">Além-Vida</span></i><span style="font-weight: 400;">, Terry (Rachel House) é responsável pela contagem e gerenciamento de almas desencarnadas, e é ele quem vai atrás de Joe.</span></p>
<figure id="attachment_17793" aria-describedby="caption-attachment-17793" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17793" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-4.jpg" alt="Imagem no Pré-Vida, com dois Zés olhando para 22. Ambos são altos, e com linhas brancas formando um contorno humanóide, com uma parte esbranquiçada e a outra rosada, e estão sorrindo. Em baixo temos Terry, que é pequeno, e também tem um formato humanóide feito por linhas brancas, tendo um lado de seu corpo esbranquiçado e o outro azulado. Terry apresenta uma expressão de desconfiança. No centro da imagem, temos 22 segurando algo em sua mão, olhando para ela, e Joe com uma expressão de desentendimento. Ambos em sua forma astral. Ao fundo, diversas almas bebês." width="1500" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-4.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-4-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17793" class="wp-caption-text">“Sou a combinação de todos os campos quantizados do universo, me apresento nessa forma para que os humanos possam me ver, pode me chamar de Zé” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além desses locais, existe um terceiro, chamado de Viagem pelos personagens. Um plano que fica entre o mundo dos vivos e dos mortos. As pessoas que ali se encontram, estão em uma espécie de transe por algo que gostam, ou estão perdidas em suas ansiedades e inseguranças. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto a parte criativa do mundo de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, quanto sua estética são impecáveis. É certificada com o selo </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de qualidade, e funciona muito bem com o que o filme se propõe a mostrar. O roteiro de Pete Docter, Mike Jones e Kemp Powers é simplificado e complexo ao mesmo tempo, sem subjugar a inteligência de seus espectadores, sendo compreensível tanto para adultos, quanto para crianças.</span></p>
<p><b>As camadas dos personagens</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa realidade construída por Docter e Powers, a história se desenrola com os dois personagens muito bem desenvolvidos. De um lado temos Joe, um cara que está na sua meia idade, e que passou a vida inteira esperando o seu momento. Ele tem uma vida pacata, sem grandes emoções, adiando o seu viver até que seu sonho seja realizado, e agora terá que inspirar uma alma a querer viver, para que ele consiga voltar. Em contraponto, temos a 22, uma alma que está no </span><i><span style="font-weight: 400;">Pré-Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> há muitos anos, e que não consegue achar uma motivação para querer viver.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito do sucesso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> se deve a química maravilhosa entre os dois personagens principais. Os atores dão um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">de atuação, tanto no original, quanto na dublagem brasileira (Jorge Lucas e</span> <span style="font-weight: 400;">Carol Valença dublam Joe e 22 aqui no Brasil), passando a imagem proposta pelo filme da dupla. Os dois são muito carismáticos, e logo nos primeiros segundos que estão em tela, já torcemos para que consigam o que querem. Ainda que os destinos traçados sejam previsíveis, a jornada é contada de uma forma envolvente, criando um laço rapidamente com sua história e motivações. </span></p>
<figure id="attachment_17794" aria-describedby="caption-attachment-17794" style="width: 929px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17794" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-5.jpeg" alt="Imagem do Pré-Vida, com 22 jogando um terço branco no rosto da versão astral de Madre Teresa de Calcutá. 22 está com um olhar de divertimento na ação. Madre Tereza está de olhos fechados, com uma roupa de freira, rezando um terço." width="929" height="521" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-5.jpeg 929w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-5-300x168.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-5-768x431.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17794" class="wp-caption-text">“Eu tenho compaixão e devoção a todos&#8230; todos menos a você, eu te odeio!” (Foto Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que o filme passa, você sente cada vez mais as camadas dos personagens. Joe, que era gentil, sonhador e inspirador, aflora seu egoísmo e suas decepções, deixando sua ambição tomar conta de tudo. Enquanto isso, 22, a alma desinteressada e sarcástica, prova da vida e mostra um lado mais sensível e aberto a novas experiências, mas esbarra com suas inseguranças em relação à vida na Terra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não são apenas os personagens principais as estrelas do filme. Quando voltamos os olhos para o elenco coadjuvante, os melhores momentos são tirados deles. A mãe, relutante quanto ao sonho do filho; o barbeiro que mostra que nem sempre nossos sonhos tornam-se realidade, mas que isso não é o fim do mundo; a aluna que demonstra que mesmo que lutemos contra o que gostamos, isso sempre estará internalizado em nós. Cada personagem, cada cena, cada momento, tudo enriquece os protagonistas, como também quem assiste e encontra essas pessoas nas suas vidas.</span></p>
<figure id="attachment_17795" aria-describedby="caption-attachment-17795" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17795" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-6.jpg" alt="Joe sentado em uma cadeira de cortar cabelo, olhando feliz para baixo com um pirulito na boca. No seu colo, um gato malhado, olhando empolgado para Dez, o barbeiro. Dez, um cara grandalhão, com uma barba grande e tatuagens no braço, está com uma camisa polo e um avental, segurando uma máquina de cortar cabelo, próxima a cabeça de Joe. Ao fundo, espelhos e quadros cobrem uma parede de tijolos à vista." width="1500" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-6.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-6-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-6-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-6-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem-6-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17795" class="wp-caption-text">Para trazer personagens mais vivos, Kemp Powers decidiu colocar algumas vivenciais suas nos personagens, visitando barbearias, alfaiates, escolas e clubes de jazz (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A edição de Kevin Nolting traz um bom equilíbrio entre o cômico e o dramático, com uma montagem que poderia ser cansativa, se o roteiro não fizesse o espectador criar a vontade de ver aquilo em tela. Isso ocorre nos cortes entre fala e acontecimento, como na representação dos tutores da 22, que são figuras históricas, ou nas quebras das viagens das pessoas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas também é visto no uso dos </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Joe, onde podemos ver a vida como ele próprio enxerga. Os diálogos bem escritos, que tocam na alma de quem assiste, mesclam com a estética, montagem e música, e criam esse material esplêndido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não será surpresa encontrar ele entre os indicados aos grandes prêmios para o cinema, incluindo o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">. As apostas para a categoria de Melhor Animação</span> <span style="font-weight: 400;">são fortíssimas. Mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> também está sendo cotada para as categorias de Melhor Trilha Sonora, Melhor Roteiro Original, e até Melhor Filme. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Soul | Trailer Oficial Dublado | Disney+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/hWBxoH4-4yw?start=63&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><b>O fim inevitável de Soul</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mostra como a real e mais pura alma da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">. Profundo e belíssimo, o filme entrega uma história cativante, com uma técnica impecável. Mesmo com desfechos clichês, ele surpreende quem o assiste, levando às lágrimas e em uma constante de reflexões sobre a nossa própria vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Será que estou vivendo, ou estou adiando minha vida? E se algo grandioso já aconteceu, será que estou realmente feliz ou a procura de algo que já estou dentro? A única certeza tirada é que </span><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é um filme para ser digerido rapidamente, e que ele transcende a tela com suas questões.</span></p>
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		<title>O horror de Os Novos Mutantes</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2020 13:11:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira Que a pressa é inimiga da perfeição, todos nós sabemos, mas isso não quer dizer que tempo e qualidade necessariamente caminham juntos, sendo Os Novos Mutantes a prova viva disso. Com quase três anos de atraso para chegar às telas, o longa dirigido por Josh Boone se concretiza como uma amarga volta &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-novos-mutantes-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O horror de Os Novos Mutantes"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16859" aria-describedby="caption-attachment-16859" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16859" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/novosmutantes_24.jpg" alt="Poster do filme com estética dos anos 1980 no qual aparecem os cinco personagens principais. Ao fundo vemos um desenho estilizado de um urso com olhos vermelhos flamejantes. A frente o nome do filme também em vermelho." width="770" height="1100" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/novosmutantes_24.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/novosmutantes_24-210x300.jpg 210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/novosmutantes_24-717x1024.jpg 717w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/novosmutantes_24-768x1097.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-16859" class="wp-caption-text">Os Novos Mutantes (The New Mutants) teve sua data de estreia original marcada para abril de 2018 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que a pressa é inimiga da perfeição, todos nós sabemos, mas isso não quer dizer que tempo e qualidade necessariamente caminham juntos, sendo </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Novos Mutantes</span></i><span style="font-weight: 400;"> a prova viva disso. Com quase três anos de atraso para chegar às telas, o longa dirigido por </span><span style="font-weight: 400;">Josh Boone</span><span style="font-weight: 400;"> se concretiza como uma amarga volta aos cinemas. Um <em>trailer</em> misterioso e a interminável espera, atrelados ao sedento desejo dos espectadores</span> <span style="font-weight: 400;">pela tela grande, foram a receita perfeita para a decepção e para o sentimento de desperdício de bons atores, boas histórias e bons personagens. </span></p>
<p><span id="more-16856"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ficando no meio do fogo cruzado entre a </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/confira-35-franquias-da-fox-adquiridas-pela-disney#71"><i><span style="font-weight: 400;">Fox</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme se viu esquecido entre tanta turbulência. Apresentando uma proposta até então inovadora, ele ruma em direção ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-hereditario/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ao misticismo, entretanto sua montagem com cortes abruptos desmancham qualquer tentativa de se construir uma tensão no decorrer das cenas. E apesar de ter poucos personagens, um único cenário central e uma linha narrativa simples e direta, isso não facilita seu desenvolvimento que se embola em um grande primeiro ato finalizado às pressas no término de suas míseras uma hora e meia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não pense em momento algum que o fato de ter somente seis personagens &#8211; e alguns poucos coadjuvantes como o pai da Dani Moonstar &#8211; é o culpado pelo desastre que vemos em tela. Quantidade não é tudo. Excelentes filmes já foram feitos na exata mesma estrutura, como o clássico</span><i><span style="font-weight: 400;"> Clube dos Cinco (1985)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Cinco alunos, um diretor e um escola, a mesma receita transposta para um universo de horror, porém as melhores partes foram perdidas no meio do caminho. A maior delas: a relação entre os personagens.</span></p>
<figure id="attachment_16858" aria-describedby="caption-attachment-16858" style="width: 801px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16858" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/novosmutantes_2.jpg" alt="Imagem de Alice Braga caracterizada como a Doutora Cecília Reyes com os cabelos castanhos presos em um coque baixo, blusa social azul clara coberta por um cardigã azul marinho e um jaleco branco. Ela pende a cabeça para o lado esquerdo e olha para a personagem Dani Moonstar, a qual está de costas, com apenas sua cabeça aparecendo." width="801" height="478" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/novosmutantes_2.jpg 801w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/novosmutantes_2-300x179.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/novosmutantes_2-768x458.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-16858" class="wp-caption-text">Em 2017, Alice Braga e Henry Zaga vieram à CCXP para divulgar Os Novos Mutantes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Fica extremamente claro que a construção do filme não é seu ponto forte, entretanto não podemos colocar a culpa de sua montagem em </span><span style="font-weight: 400;">Boone. Isso porque, depois de tantos anos, tantas refilmagens e até uma produtora diferente, jamais conseguiremos saber se o que vimos é ou não </span><a href="https://br.ign.com/liga-da-justica/82117/feature/snyder-cut-de-liga-da-justica-o-que-e-data-de-lancamento-e-mais"><span style="font-weight: 400;">o filme entregue pelo diretor</span></a><span style="font-weight: 400;">. Porém, isso não isenta </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Novos Mutantes</span></i><span style="font-weight: 400;"> de pecar quando o assunto é entrosamento. A tentativa forçada de gerar empatia entre os personagens, unida a um cenário de conformismo quase utópico, destoa das personalidades fortes e afrontosas dos heróis. Essa ambiguidade faz apenas com que nos esqueçamos do propósito da narrativa, focando nossa concentração no porquê deles ainda não terem se rebelado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se por um lado o roteiro e os diálogos fracos não ajudam a construir essa relação, de outro podemos ver a investida quase dolorosa daqueles bons atores ao tentarem entregar uma trabalho no mínimo aceitável. A brasileira Alice Braga ganha destaque por ser a única figura de autoridade do local, chamando todo o peso do antagonismo para si. Sua atuação contida e na maior parte do tempo calma &#8211; pelo menos em frente aos internados &#8211; alimenta um toque sádico à Dra. Cecília Reyes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os jovens, a dificuldade é um pouco mais acentuada. Precisando dividir o peso de uma caricata construção de personagem que não poupa a ninguém, nem mesmo a brilhante <a href="https://personaunesp.com.br/emma-2020-critica/">Anya Taylor-Joy</a>, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fragmentado (2016) </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Gambito da Rainha (2020)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sem conseguirem se esquivar desse grande defeito, resta aos atores se apoiarem na diversidade de seus personagens e em suas nuances. Essa, que é uma das maiores qualidades do filme, explora um elenco heterogêneo sem forçar estereótipos, dando a eles a oportunidade de aprofundar as múltiplas facetas de cada um em uma suposta continuação.</span></p>
<figure id="attachment_16857" aria-describedby="caption-attachment-16857" style="width: 890px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16857" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/novos-mutantes.jpg" alt="Imagem dos cinco mutantes parados em frente ao hospital. Da esquerda para a direita: Lupina, Mancha Solar, Miragem, Míssil e Magia." width="890" height="592" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/novos-mutantes.jpg 890w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/novos-mutantes-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/novos-mutantes-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16857" class="wp-caption-text">O filme Os Novos Mutantes se inspira nas HQs homônimas da Marvel, que tiveram um título exclusivo entre os anos de 1983 e 1991, com criação de Chris Claremont e Bob McLeod (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de arte do filme é um acerto. O cenário do hospício, com paredes escuras e grossas portas de metal, ajuda a nutrir uma sensação de claustrofobia e imutabilidade, como se aquela fosse sua última parada. Entretanto, a ambientação poderia ter sido ainda melhor se melhor conciliada à fotografia. Os planos muito claros e abertos quebram o sentimento de clausura, nos puxando quase que de forma rude para longe de todas as possibilidades de tensão que poderiam ser criadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É triste pensar que um longa que tinha tudo para ser um grande sucesso foi corroído pelo tempo. E mesmo que não saibamos quem é o culpado pelo desastre de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Novos Mutantes</span></i><span style="font-weight: 400;">, é certo que ele logo será esquecido entre os vários filmes dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/fenix-negra-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">X-Men</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, a esperança para que não seja prevalece. Um </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> seria pedir demais, mas por qual razão não sonhar com uma sequência melhor desenvolvida, que explore e tire proveito de todas as qualidades destes mutantes e de seus intérpretes? </span></p>
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		<title>We Are Who We Are, por mais doloroso que seja</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2020 15:56:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Para alguém que sempre odiou a própria expressão de gênero e a maneira com que se comporta, assistir We Are Who We Are foi um alívio. Quase um fardo sendo descarregado, eu respirava aliviado pelo menos uma hora na semana, momento em que os longos episódios da criação de Luca Guadagnino tomavam parte. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/we-are-who-we-are-hbo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "We Are Who We Are, por mais doloroso que seja"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16599" aria-describedby="caption-attachment-16599" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16599 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/228701.jpg" alt="Na foto vemos dois jovens numa rua da Itália. Caitlin é uma menina negra, de 14 anos e cabelos raspados. Ela usa uma calça jeans escura e larga, um moletom cinza e uma jaqueta bege por cima. Fraser é um menino branco de 14 anos, ele tem o cabelo descolorido loiro e usa só roupas pretas. Eles se olham, e estão alguns passos distantes." width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/228701.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/228701-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/228701-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/228701-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/228701-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/228701-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16599" class="wp-caption-text">We Are Who We Are se passa na Itália no período da disputa eleitoral estadunidense entre Donald Trump e Hillary Clinton (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alguém que sempre odiou a própria expressão de gênero e a maneira com que se comporta, assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">We Are Who We Are</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um alívio. Quase um fardo sendo descarregado, eu respirava aliviado pelo menos uma hora na semana, momento em que os longos episódios da criação de Luca Guadagnino tomavam parte. Junto dos jovens habitantes de uma base militar italiana, revisitei o Ensino Médio, os julgamentos e as cobranças da adolescência e os corações partidos. Acima de tudo, enxerguei em Fraser (Jack Dylan Grazer) um espelho do que sempre quis ser, ou melhor, assistir.</span></p>
<p><span id="more-16598"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Minha adolescência não foi privada de liberdade, muito pelo contrário. Sinto que vivi muito do que a série retrata, as celebrações e medos, as festas e choros. Em momento algum me senti encarcerado pelo mundo enquanto crescia e me formava, mas o ó do borogodó de </span><a href="https://www.hbobrasil.com/series/detail/we-are-who-we-are/15236/ttl774674"><i><span style="font-weight: 400;">WAWWA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (e o que me deixava mais sensível que o comum) foi a maneira como a arte transferiu o material ‘bruto’ da vida real para dentro da televisão. Foi uma releitura, auto imposta, reveladora e pungente.</span></p>
<figure id="attachment_16600" aria-describedby="caption-attachment-16600" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16600 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/ware33.jpg" alt="Na foto, vemos vários atores ao redor de um televisor e do diretor Luca Guadagnino. Ele é o foco da imagem, ele é um homem italiano de meia idade, tem uma barba quase grisalha e usa boné e blusa azul escuro." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/ware33.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/ware33-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/ware33-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/ware33-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16600" class="wp-caption-text">Luca Guadagnino dirigiu todos os capítulos da série e escreveu o texto ao lado de quatro roteiristas: Sean Conway, Paolo Giordano, Francesca Manieri e Flavio Nuccitelli (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fim de </span><i><span style="font-weight: 400;">Right Here Right Now VIII and Last</span></i><span style="font-weight: 400;">, Luca Guadagnino exprime seu desejo para com a produção:</span><i><span style="font-weight: 400;"> ‘quero que as pessoas amem e queiram ser amadas’</span></i><span style="font-weight: 400;">, é o que revela no vídeo que sucede o capítulo, mostrando os bastidores com pequenos depoimentos dos atores. Amar e ser amado, experienciar a liberdade na mesma moeda do desejo. Amar e ser amado, conceitos aparentemente simples, que o diretor e roteirista fixa na mente quando constrói e desconstrói os preceitos comuns desse tipo de produção ‘adolescente’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrevo </span><a href="http://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">adolescente</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre aspas simples por um único e solitário motivo: não acredito que </span><i><span style="font-weight: 400;">We Are Who We Are</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja uma série necessariamente feita para esse público alvo. A produção trata da juventude, isso é óbvio, mas o conjunto de sua abordagem e tato narrativo se aproxima do agrado da audiência adulta. Mais acostumada com o paladar amargo da série, que ama lacunas temporais não preenchidas e deixa muito nas entrelinhas. Até o dia de exibição da série, nas segundas da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, abre mão do formato mais palatável das produções de </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-little-lies-s2-critica/"><span style="font-weight: 400;">domingo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da emissora, em sua maioria digeríveis e cronologicamente mais simples.</span></p>
<figure id="attachment_16601" aria-describedby="caption-attachment-16601" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16601 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/wear2.jpg" alt="Vemos a imagem do banheiro da casa de Fraser, ele está se olhando no espelho passando creme de barbear acima dos lábios, para tirar seu bigode. Ele usa uma camiseta preta larga e duas correntes em volta do pescoço. Na porta do banheiro está Maggie, uma mulher brasileira, de cabelos pretos presos e pele clara, ela usa uma camiseta bege. " width="1200" height="702" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/wear2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/wear2-300x176.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/wear2-1024x599.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/wear2-768x449.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16601" class="wp-caption-text">Além de atuar em WAWWA, a brasileira Alice Braga tem no currículo recente Os Novos Mutantes e o futuro Esquadrão Suicida de James Gunn (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E olha que </span><i><span style="font-weight: 400;">WAWWA</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é nenhum bicho de sete cabeças. O drama é consciente da história que quer contar desde o primeiro minuto do piloto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Right Here Right Now I</span></i><span style="font-weight: 400;">. Situada numa base militar estadunidense na Itália, a série foca nas descobertas do jovem Fraser, um magrelo bicudo e ligado no 220, que vive uma Guerra Fria unilateral com a mãe Sarah (Chloe Sevigny). Ela é a nova comandante da base, e já chega chegando. Com a promessa de se diferenciar do antecessor, a soldado cultiva uma relação constantemente constrangedora de ser assistida com a esposa Maggie (a deslumbrante Alice Braga).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse trio, nascem os melhores momentos do íntimo do seriado. Jack Dylan Grazer brilha muito no papel do adolescente mais encardido e insuportável da grade americana de televisão. É claro que Guadagnino e o time de roteiristas escrevem o loirinho propositalmente chatonildo e implicante, e é justamente prazeroso acompanhar os ataques de pelanca que o jovem ator encena semanas à dentro. Interessante também para Grazer cair de cabeça num personagem tão diferente de seu currículo recente, que figurava o papel de Eddie na </span><a href="https://personaunesp.com.br/it-capitulo-dois-critica/"><span style="font-weight: 400;">franquia</span><i><span style="font-weight: 400;"> It</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Freddy, o melhor amigo do </span><a href="https://personaunesp.com.br/shazam-critica/"><span style="font-weight: 400;">Shazam</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O casal Sarah e Maggie recebe menos atenção do que deveria, mas as atrizes são sublimes nas nuances e em nos fazer acreditar que assistimos duas pessoas juntas e íntimas há tantos anos. Chloe Sevigny, a chiqueza em pessoa, é dura e fria, o que congela a doçura de Alice Braga. A personagem da brasileira guarda muito para si, e ocasionalmente assente, com um sorriso de canto de boca que diz muito sobre como a soldado sabe policiar as próprias ações e dizeres. É uma pena que vemos tão pouco de seus tons camuflados e dotes culinários. </span></p>
<figure id="attachment_16602" aria-describedby="caption-attachment-16602" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16602 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare.jpg" alt="Vemos uma foto bem de perto dos adolescentes da série, alguns olham para a câmera e outros não. O foco é na personagem Caitlin, uma mulher negra de 14 anos, que olha diretamente para a câmera." width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16602" class="wp-caption-text">Os astros de Me Chame Pelo Seu Nome, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=l0ZTkrgUz5A">Timothee Chalamet</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FzFj5EVJ7WM">Armie Hammer</a>, tem pequenas pontas na série da HBO, mas são do tipo ‘se piscar, perdeu’ (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Caminhando pela pacata vizinhança, damos de cara com a família de Caitlin (Jordan Kristine Seamón). É esse o núcleo mais dolorido de</span><i><span style="font-weight: 400;"> WAWWA</span></i><span style="font-weight: 400;">, e também o que mais parece deslocado da produção. Poucos sabemos dos temores da mãe Jenny, papel afetivo de Faith Alabi, uma personagem muito ressentida e silenciada. O irmãos mais velho Danny (Spence Moore II) flerta com a religiosidade da violência e promete mais do que o seriado se propõe a cumprir. O trabalho do </span><a href="https://portalrapmais.com/kid-cudi-vai-atuar-ao-lado-de-brasileira-alice-braga-na-serie-we-are-who-we-are-da-hbo-confira-o-trailer/"><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">Kid Cudi</span></a><span style="font-weight: 400;"> interpretando Richard é uma grata surpresa, mas ele vira fantasma das próprias motivações lá pro meio da temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É evidente a tara de Luca Guadagnino para se desprender de explicações exageradas, mas mesmo a mais livre de suas produções poderia respeitar a própria trama e desdobramentos. Os bonés de Richard, estampados com o lema de Trump aparecem no começo e logo somem de cena, tornando essa ‘crítica’ à direita americana vazia e por vezes gratuita, sem tentativa de aprofundar as motivações do personagem. Em 2020, quem muito bem ressignificou o escrutínio ao ex-presidente americano e seus apoiadores negros foi Spike Lee, no sadio </span><a href="https://personaunesp.com.br/destacamento-blood-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Destacamento Blood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro capricho de roteiro que fica à deriva é a relação entre Fraser e sua mãe. Os ataques violentos e o comportamento incomum do garoto levantaram debates sobre autismo ou alguma síndrome do tipo, mas a equipe de roteiristas optou por não tocar mais no assunto, levando Fraser apenas a comentar no último episódio que ressente Sarah por ela não ter envolvido o pai do garoto em sua vida. Não sabemos se Guadagnino preferiu guardar essa trama para uma </span><a href="https://www.bustle.com/entertainment/we-are-who-we-are-season-2-renewed-canceled"><span style="font-weight: 400;">eventual segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas que foi golpe baixo subir os créditos sem discutir diretamente o assunto, isso foi.</span></p>
<figure id="attachment_16603" aria-describedby="caption-attachment-16603" style="width: 1273px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16603 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare44.jpg" alt="Caitlin está de lado, com o cabelo raspado e olhando para frente. Sua pele é negra e a mão de seu pai aparece acariciando sua cabeça." width="1273" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare44.jpg 1273w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare44-300x170.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare44-1024x579.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare44-768x434.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare44-1200x679.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16603" class="wp-caption-text">We Are Who We Are marca o primeiro trabalho de destaque da atriz Jordan Kristine Seamón, que impressiona pelas nuances que coloca no olhar e na fala (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Luca Guadagnino acerta em cheio é no tratamento das descobertas de Cate, ou Harper, como preferir que nós chamemos. A personagem é quem mais cresce ao longo de </span><i><span style="font-weight: 400;">We Are Who We Are</span></i><span style="font-weight: 400;">, sentindo tudo que pôde sentir. A atriz conquista com o olhar, e sempre mantém suas reais intenções e reações escondidas do grande público. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao passo que Fraser faz birra e bate o pé, Cate prefere ler o ambiente antes de se expressar. No fim das contas, a personagem era a única que não ‘precisava’ de uma conclusão em seu arco. Quando trabalhamos e assistimos questões de </span><a href="https://www.acritica.net/editorias/cultura/serie-we-are-who-we-are-fala-sobre-crescimento-sexualidade-e-fluidez-d/479106/"><span style="font-weight: 400;">gênero e expressão</span></a><span style="font-weight: 400;">, não existe resposta certa ou final. A jornada é muito mais importante que qualquer conclusão, que na vida real pode ser que nunca chegue.</span></p>
<figure id="attachment_16604" aria-describedby="caption-attachment-16604" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16604 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/we-are-who-we-are-trailer-hbo-1280x720-1.jpeg" alt="Fraser, garoto branco e de cabelo descolorido, está mais perto da câmera, de lado, enquanto Caitlin, menina negra de cabelos longos e regata branca, olha para o menino com um leve sorriso nos lábios." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/we-are-who-we-are-trailer-hbo-1280x720-1.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/we-are-who-we-are-trailer-hbo-1280x720-1-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/we-are-who-we-are-trailer-hbo-1280x720-1-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/we-are-who-we-are-trailer-hbo-1280x720-1-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/we-are-who-we-are-trailer-hbo-1280x720-1-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16604" class="wp-caption-text">Na série da HBO, a amizade se mostra muito mais forte que o amor romântico (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">E as jornadas dos personagens que rodeiam o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo </span></i><span style="font-weight: 400;">convergem no quarto episódio, quando a série pisa no freio e captura com primazia uma festa afastada da narrativa principal. Sufocados pelos pais e pelo ambiente da vila militar, os adolescentes viajam até uma casa periférica, desabitada por hora. </span><i><span style="font-weight: 400;">Right Here Right Now IV</span></i><span style="font-weight: 400;"> se certifica de celebrar os medos deles, que bebem e se beijam, deixando o amanhã o mais longe possível. É nesse agitado e importante capítulo, também, que </span><i><span style="font-weight: 400;">We Are Who We Are</span></i><span style="font-weight: 400;"> assina um contrato implícito com sua audiência: a cláusula da morte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Manobra comum na TV, quando um personagem recebe muito destaque e louros antes de um momento decisivo, significa que ele vai morrer. </span><a href="https://personaunesp.com.br/twd-10a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é mestre em fazer isso, brilhando seus sobreviventes antes de jogá-los do precipício. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">WAWWA</span></i><span style="font-weight: 400;">, no segundo que Craig (Corey Knight) foi convocado, se casou e os amigos aproveitaram pra nadar pelados, a série tirou sua vida. Mas, sábio que só, Luca Guadagnino usa do silêncio para chocar o público e, inevitavelmente, entrar em concordância e paz com o que consentiu alguns episódios atrás.</span></p>
<figure id="attachment_16605" aria-describedby="caption-attachment-16605" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16605 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare22.jpg" alt="A foto é dentro de um ônibus e vemos 4 jovens negros. Na frente, Danny usa uma camisa estampada azul e laranja e sorri olhando para Craig, que usa uma regata azul. No fundo da foto e fora de foco, vemos um casal de namorados, ela deitada no ombro dele." width="1440" height="736" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare22.jpg 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare22-300x153.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare22-1024x523.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare22-768x393.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/weare22-1200x613.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16605" class="wp-caption-text">A série se aproveita do contexto da ambientação na vila militar para encher o elenco de representatividade (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O episódio sete é o luto da série. Britney (Francesca Scorsese) chora desolada, Danny reage com ódio e Valentina (Beatrice Barichella) perde o chão. A própria câmera perde o rumo, a população da vila sofre e reza, enquanto a montagem pisca quadros de cada indivíduo em sofrimento. A trilha sonora dorme, chuviscando a memória de Craig e o impacto de ausência para aqueles adolescentes de 17 anos que, sozinhos como só eles sabem ser, encontram nos amigos o laço familiar mais forte que existe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Guadagnino guardou na montagem da série o </span><a href="https://www.hbo.com/we-are-who-we-are/luca-guadagnino-freeze-frame-technique"><span style="font-weight: 400;">congelamento de algumas cenas</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que no começo pareceu erro do arquivo do vídeo, depois passou por uma apurada explicação do criador. Foi a maneira que o italiano encontrou de parar o tempo dos personagens, registrar e apreciar pequenos acontecimentos nessa fase da vida que passa tão rápido. Quem dera se esse recurso fosse traduzível ao mundo real, quantos detalhes nós mesmos travaríamos, pra ver e rever. A princípio, ele imprimiu a técnica apenas no núcleo jovem, mas acabou espelhando numa cena entre Sarah e Maggie, expandindo o conceito de paralisar para aproveitar.</span></p>
<figure id="attachment_16606" aria-describedby="caption-attachment-16606" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16606 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/corey-knight-beatrice-barichella-spence-moore-ii-sebastiano-pigazzi-francesca-scorsese-jack-dylan-grazer.jpg" alt="Os adolescentes estão na praia. Deitados na areia estão Craig, jovem negro e de sunga azul, Danny, negro e de shorts azul, Fraser, branco e de calça estampada de oncinha e camiseta branca. Francesca, menina branca e loira, é pegada no colo por um garoto alto, que está usando sunga vermelha." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/corey-knight-beatrice-barichella-spence-moore-ii-sebastiano-pigazzi-francesca-scorsese-jack-dylan-grazer.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/corey-knight-beatrice-barichella-spence-moore-ii-sebastiano-pigazzi-francesca-scorsese-jack-dylan-grazer-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/corey-knight-beatrice-barichella-spence-moore-ii-sebastiano-pigazzi-francesca-scorsese-jack-dylan-grazer-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/corey-knight-beatrice-barichella-spence-moore-ii-sebastiano-pigazzi-francesca-scorsese-jack-dylan-grazer-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/corey-knight-beatrice-barichella-spence-moore-ii-sebastiano-pigazzi-francesca-scorsese-jack-dylan-grazer-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/corey-knight-beatrice-barichella-spence-moore-ii-sebastiano-pigazzi-francesca-scorsese-jack-dylan-grazer-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16606" class="wp-caption-text">Se você leu o nome de Francesca Scorsese e pensou em Martin, você não está errado: a jovem atriz é filha do diretor, e interpreta uma personagem um tanto irritante mas que <a href="https://open.spotify.com/album/3FluTafZzYMHn2AbHp8fiq?highlight=spotify:track:49t3ruIIqFaqnBitXUN80p">canta muito bem</a> (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora os truques na sala de edição, a série enriqueceu a mensagem artística no </span><a href="https://vogue.globo.com/lifestyle/noticia/2020/09/we-are-who-we-are-nova-serie-de-luca-guadagnino.html"><span style="font-weight: 400;">figurino</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos personagens. Fraser é dono de uma coleção de invejar as passarelas europeias, e suas roupas foram o elemento chave para expressar ideias e sua mente atormentada. Eram japonas enormes, coletes coloridos e peças incomuns de serem vista num ‘guarda-roupa masculino’. Aliado às unhas pintadas, os modelitos do garoto marcam o olho bom de Guadagnino para como a arte é expressa e difundida nos mínimos detalhes e no subentendido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora, em parte composta por </span><a href="https://shifter.sapo.pt/2019/09/blood-orange-dev-hynes/#:~:text=A%20ideia%20deste%20artigo%20era%20ser%20sobre%20a%20mais%20recente,um%20%C3%A1lbum%20de%20m%C3%BAsica%20cl%C3%A1ssica."><span style="font-weight: 400;">Blood Orange</span></a><span style="font-weight: 400;"> e também curada pelo artista, reúne o melhor do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">. Blood Orange desempenha o papel que Sufjan Stevens teve em </span><i><span style="font-weight: 400;">Me Chame Pelo Seu Nome</span></i><span style="font-weight: 400;">, alastrar sua voz artística, assim passando a mensagem através das canções. Os álbuns, tanto de </span><a href="https://open.spotify.com/album/3FluTafZzYMHn2AbHp8fiq"><span style="font-weight: 400;">Trilha Sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> quanto de </span><a href="https://open.spotify.com/album/0VVOuGiQ83tsauvPQm0pbk"><span style="font-weight: 400;">Trilha Original</span></a><span style="font-weight: 400;">, são cheios de atitude e poder, além de apresentar para o grande público cantores não tão ouvidos. Um famoso que toca toda hora é Frank Ocean e </span><a href="https://portalrapmais.com/a-genialidade-de-frank-ocean-explicada-atraves-de-blonde/"><span style="font-weight: 400;">sua bíblia </span><i><span style="font-weight: 400;">Blonde</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que no fim das contas, descreve com maestria as dores de Fraser, apaixonado por um amor proibido e errado.</span></p>
<figure id="attachment_16607" aria-describedby="caption-attachment-16607" style="width: 2136px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16607 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Fraser-Jack-Dylan-Grazer-We-Are-Who-We-Are-Season-1-Episode-1-Right-here-Right-now-1-Series-Premiere-scaled-1.jpg" alt="Fraser, garoto branco e de cabelo descolorido, olha incrédulo para alguém que está acima da câmera. Ele usa uma camiseta amarela e um colete branco estampado. " width="2136" height="1202" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Fraser-Jack-Dylan-Grazer-We-Are-Who-We-Are-Season-1-Episode-1-Right-here-Right-now-1-Series-Premiere-scaled-1.jpg 2136w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Fraser-Jack-Dylan-Grazer-We-Are-Who-We-Are-Season-1-Episode-1-Right-here-Right-now-1-Series-Premiere-scaled-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Fraser-Jack-Dylan-Grazer-We-Are-Who-We-Are-Season-1-Episode-1-Right-here-Right-now-1-Series-Premiere-scaled-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Fraser-Jack-Dylan-Grazer-We-Are-Who-We-Are-Season-1-Episode-1-Right-here-Right-now-1-Series-Premiere-scaled-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Fraser-Jack-Dylan-Grazer-We-Are-Who-We-Are-Season-1-Episode-1-Right-here-Right-now-1-Series-Premiere-scaled-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Fraser-Jack-Dylan-Grazer-We-Are-Who-We-Are-Season-1-Episode-1-Right-here-Right-now-1-Series-Premiere-scaled-1-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Fraser-Jack-Dylan-Grazer-We-Are-Who-We-Are-Season-1-Episode-1-Right-here-Right-now-1-Series-Premiere-scaled-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16607" class="wp-caption-text">Fraser tem opiniões fortes sobre a moda que usa: para ele o preço não é o ponto chave, o que mais importa é imprimir realismo no tecido; no fim das contas, a série faz isso muito bem, injetando nuances do mundo real na ficção (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O gelo fino de </span><i><span style="font-weight: 400;">We Are Who We Are</span></i><span style="font-weight: 400;"> acaba sendo onde Luca Guadagnino desenvolve com mais perspicácia a persona do adolescente protagonista. Sua paixão unilateral por Jonathan (Tom Mercier) dita o tom da narrativa e movimenta a maioria das motivações do menino, mas a abordagem é calculada. Fraser tem 14 anos e o ator tem 17, enquanto tanto Jonathan quanto seu intérprete já estão na casa dos trinta. O diretor, indo na contramão do que desenvolveu em </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><i><span style="font-weight: 400;">Me Chame Pelo Seu Nome</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nunca nem cogita um enlace romântico entre as duas partes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele insinua, é claro, a tentação. Admirador das estátuas e esculturas greco romanas, Guadagnino usa Jonathan como a vitrine do belo, com sua primeira cena já sendo um nu frontal que revela o tato do diretor por representar o corpo masculino numa ótica de erotismo e desejo. A nudez em </span><i><span style="font-weight: 400;">We Are Who We Are</span></i><span style="font-weight: 400;"> rima, concomitantemente, com força e vulnerabilidade, nunca fragilizando ou diminuindo a forma humana </span><i><span style="font-weight: 400;">in natura</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série discute mais uma porção de assuntos e temas relevantes, o que por si só já dariam textos próprios. O importante, no fim das contas, é aquele pensamento que Luca expressou logo nos bastidores do final da temporada, e por enquanto, da produção. Ele queria amar e ser amado, brincando com as brisas italianas, os lagos escuros e os jovens que se beijam e choram sem saber o porquê. Sensorial como sempre e mais sensível que de costume, Luca Guadagnino imprime em </span><i><span style="font-weight: 400;">We Are Who We Are </span></i><span style="font-weight: 400;">sua marca maior: a de que o amor não é simples, mas ainda deve ser encarado de frente.</span></p>
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