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	<title>Arquivos 5SOS &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Youngblood: a juventude corre solta pelas veias da 5 Seconds of Summer</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Dec 2023 19:24:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Laura Hirata-Vale Dentro de nossas veias e artérias, por meio do plasma, viajam as hemácias, as plaquetas e os leucócitos. O fluido vital que permeia nossas vidas pulsa e leva com ele o ferro, o vermelho, a hemoglobina. Quando rompidos, o sangue extravasa, sendo acompanhado – na maior parte das vezes – pelo choro e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/youngblood-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Youngblood: a juventude corre solta pelas veias da 5 Seconds of Summer"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32212" aria-describedby="caption-attachment-32212" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-32212 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-7-800x800.png" alt="Capa do disco Youngblood da banda australiana 5 Seconds of Summer. Na imagem, uma mancha de azul, laranja e lilás aparece. No meio, há uma parte listrada em preto e branco. Sobreposta aos dois elementos anteriores, uma foto da banda aparece. À esquerda, no canto inferior, o guitarrista Michael Clifford aparece sentado; ele é um homem branco, com cabelos loiros escurecidos pela imagem, e utiliza uma camisa preta. No meio, o vocalista Luke Hemmings aparece, sentado; ele é um homem branco, de cabelos loiros escurecidos pela imagem; utiliza uma camisa branca de manga comprida e uma calça preta. À direita, no canto superior, o baterista Ashton Irwin aparece de pé; Ashton é um homem branco, de cabelos loiros médios escurecidos pela imagem; ele utiliza uma camisa listrada de manga curta, calça preta e um cinto. À direita, no canto inferior, o baixista Calum Hood aparece sentado; ele utiliza uma camisa preta. No meio da parte superior da foto, o escrito 5SOS aparece em caixa alta, colorido em branco. Sobre a imagem toda da capa, o escrito Youngblood aparece, em letra cursiva, colorido em vermelho." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-7-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-7-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-7-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image2-7.png 855w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32212" class="wp-caption-text">Youngblood completa 5 anos em 2023 (Foto: Capitol Records)</figcaption></figure>
<p><b>Laura Hirata-Vale</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro de nossas veias e artérias, por meio do plasma, viajam as hemácias, as plaquetas e os leucócitos. O fluido vital que permeia nossas vidas pulsa e leva com ele o ferro, o vermelho, a hemoglobina. Quando rompidos, o sangue extravasa, sendo acompanhado – na maior parte das vezes – pelo choro e por fortes emoções. Ele também é responsável por esquentar e aquecer o corpo, em situações de perigo e excitação. Já na corrente sanguínea da </span><a href="https://personaunesp.com.br/5sos5-critica/"><span style="font-weight: 400;">5 Seconds of Summer</span></a><span style="font-weight: 400;">, podemos encontrar a dor, a doçura e o melodrama. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O líquido escarlate e viscoso também é personagem principal de histórias de vampiros, de amor e de loucura, além de representar os mais variados sentimentos do ser humano. Com uma grande pontada aflitiva, eles são aspectos que machucam e encantam de uma forma inesperada. O sangue jovem e reativo da banda diz, com versos repletos de ardor: “</span><i><span style="font-weight: 400;">lembre-se das palavras que você me disse: ‘me ame até o dia que eu morrer’</span></i><span style="font-weight: 400;">”. De forma raivosa, emocionada e cheia de decepção, nascia – em Junho de 2018 – o terceiro álbum da banda australiana: o grande e aclamado </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2D0Hi3Jj6RFnpWDcSa0Otu?si=o_5UN6MLTeyvT0G-OUfaGw"><i><span style="font-weight: 400;">Youngblood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-32209"></span></p>
<figure id="attachment_32211" aria-describedby="caption-attachment-32211" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-32211" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-6-800x529.png" alt="Foto da banda australiana 5 Seconds of Summer. Da esquerda para a direita aparecem, na frente de uma construção rosa, com portas e janelas verdes: Michael Clifford, Calum Hood, Luke Hemmings e Ashton Irwin, e todos utilizam roupas pretas. O guitarrista Michael é um homem branco, de cabelos loiros platinados e utiliza uma touca preta. O baixista Calum Hood aparece de perfil e é um homem branco, de cabelos pretos. O vocalista Luke Hemmings aparece se aproximando da câmera; ele é um homem branco, de cabelos loiros e olhos azuis. Por último, à direita, o baterista Ashton Irwin aparece; ele é um homem branco, de cabelos loiros." width="800" height="529" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-6-800x529.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-6-768x508.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image1-6.png 942w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32211" class="wp-caption-text">O esperado retorno da 5 Seconds of Summer começou pelo lançamento do single <a href="https://www.youtube.com/watch?v=EhSXsTSNDyo">Want You Back</a> (Foto: Andy DeLuca)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com apunhaladas melódicas, o grupo australiano prova que não é mais composto por adolescentes e que </span><a href="https://ew.com/music/2018/08/02/5-seconds-of-summer-youngblood-interview/https://ew.com/music/2018/08/02/5-seconds-of-summer-youngblood-interview/"><span style="font-weight: 400;">agora são jovens adultos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desiludidos com a juventude, o quarteto formado por Ashton Irwin, Calum Hood, </span><a href="https://personaunesp.com.br/when-facing-the-things-we-turn-away-from-critica/"><span style="font-weight: 400;">Luke Hemmings</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Michael Clifford mostra – de maneira nua, crua e intimista – seus desapontamentos em relação ao mundo e à realidade. Deprimidos após términos de relacionamentos, com pequenas bolhas de esperança para o futuro, o grupo faz experimentações sonoras e mostra as dualidades da jovialidade e da música, indo de ritmos rápidos e oitentistas para canções calmas e dolorosas, que machucam e cortam qualquer um.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Beirando o escapismo – afinal, &#8220;</span><a href="https://open.spotify.com/track/5FA9XC36IlV9bnhMqqzNc9?si=pTih0PpdRXGz8NKK3wvUKw"><i><span style="font-weight: 400;">o tempo acabou, e o fim é apenas um sonho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">&#8221; –, a banda apresenta seu ápice da paixão e seu ponto mais baixo da tristeza. Com constantes ondulações de humor, </span><a href="https://youtu.be/-B0qVahzkXU?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Youngblood</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> faz um retrato sincero sobre o que é ser um jovem adulto: sofrer, amar, dançar, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=duVNjm_ox7c"><span style="font-weight: 400;">transar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/fXN5SdcpeeQ?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">festejar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em um ode ao ultrarromantismo, a 5 Seconds of Summer segura em suas mãos </span><a href="https://youtu.be/ajVwJM7lqK0?si=x43SF4PVZPow-gd4"><span style="font-weight: 400;">corações arrancados</span></a><span style="font-weight: 400;"> do peito, por meio de uma overdose sentimental e boêmia. Coberto pela cor carmim, o disco retrata a madrugada obscura como um período cheio de segredos – “</span><i><span style="font-weight: 400;">se estas paredes pudessem falar, eu espero que eles não digam nada</span></i><span style="font-weight: 400;">” –, insônia e reflexões.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/CNvEm_JnL7-/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
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<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;">
<div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div>
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</div>
<p></a></p>
<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/CNvEm_JnL7-/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by 5 Seconds of Summer (@5sos)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reflexões estas que, durante as dezesseis músicas, passam pelas fases do luto pós término de relacionamento. O disco gira majoritariamente ao redor da barganha – temos como exemplo o grandioso </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">e faixa-título </span><i><span style="font-weight: 400;">Youngblood</span></i><span style="font-weight: 400;">, responsável pelo </span><a href="https://www.billboard.com/music/music-news/5-seconds-of-summer-apra-amcos-1000000000-list-youngblood-8551194/"><span style="font-weight: 400;">primeiro bilhão de </span><i><span style="font-weight: 400;">streams</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da banda, e na canção </span><a href="https://youtu.be/PKcGR3hexig?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Lie To Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> –, além do tom colérico da faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Moving Along</span></i><span style="font-weight: 400;">, que representa fielmente a fase da raiva. Porém, o álbum possui um dulçor açucarado feito de caramelo, crocante e vermelho, igual a uma maçã do amor pecaminosa, tóxica e envenenada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Feita para ser mordida e apreciada, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=njwXRJDNpbQ"><i><span style="font-weight: 400;">Valentine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega para celebrar a paixão do Dia de São Valentim, com todos os sabores adocicados e melosos que a data pode trazer. Em versos como “</span><i><span style="font-weight: 400;">eu amo a luz nos seus olhos e a escuridão no seu coração</span></i><span style="font-weight: 400;">”, “</span><i><span style="font-weight: 400;">não tenho nada além de amor por você, me apaixono mais a cada dia</span></i><span style="font-weight: 400;">” e “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0N7KI8sQKis"><i><span style="font-weight: 400;">tão profundo, seu DNA está sendo bagunçado com meu toque</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, a 5 Seconds of Summer – além de mostrar seu lado amoroso –, apresenta sua versão sexy, efervescente, que beira o erotismo romântico. Como a cereja do bolo, a faixa ainda possui toques vibrantes no baixo, e construções brilhantes – e cheias de </span><i><span style="font-weight: 400;">glitter</span></i><span style="font-weight: 400;"> – em sua melodia e em seu clipe, que fazem um ode ao </span><i><span style="font-weight: 400;">glam rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ao </span><i><span style="font-weight: 400;">New Wave</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><i><span style="font-weight: 400;">single Lie To Me</span></i><span style="font-weight: 400;">, vemos a tentativa de superar o fim de uma relação. Produzida por Andrew Watt – o responsável por </span><a href="https://variety.com/2019/music/news/hitmaker-andrew-wattman-seniorita-shawn-mendes-camila-cabello-1203286090/"><i><span style="font-weight: 400;">Señorita</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Shawn Mendes e Camila Cabello, e por </span><i><span style="font-weight: 400;">Eastside</span></i><span style="font-weight: 400;">, de benny blanco, Halsey e Khalid –, a música possui vocais harmoniosos e sofridos, que lembram uma rouquidão pós choro. Com versos delicados e doloridos – “</span><i><span style="font-weight: 400;">mas se eu te perguntar se você me ama, eu espero que você minta para mim</span></i><span style="font-weight: 400;">” – mostra o sentimento amargo que nos ocorre quando vemos um antigo amor. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MC26nQUd2X8"><i><span style="font-weight: 400;">Why Won&#8217;t You Love Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, foi construída de forma avassaladora, usando a sobreposição e repetição de vozes e instrumentos. Mostrando a ansiedade e os conflitos presentes em um relacionamento em demolição, percebe-se uma ambiguidade no eu-lírico da faixa: quem faz a pergunta “</span><i><span style="font-weight: 400;">por que você não me ama?</span></i><span style="font-weight: 400;">”? O narrador em primeira pessoa ou o personagem da narrativa?</span></p>
<figure id="attachment_32213" aria-describedby="caption-attachment-32213" style="width: 680px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-32213 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/12/image3-8.png" alt="Foto da banda australiana 5 Seconds of Summer. Da esquerda para a direita aparecem, na frente de um fundo vermelho: Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford e Ashton Irwin. O baixista Calum Hood é um homem branco, de cabelos pretos, de olhos castanhos escuros, e usa uma camisa de manga longa vinho e uma calça preta. O vocalista Luke Hemmings aparece se aproximando da câmera; ele é um homem branco, de cabelos loiros, de olhos azuis e usa jaqueta de couro, camisa branca e calça preta. O guitarrista Michael é um homem branco, de cabelos loiros platinados, de olhos verdes e usa camiseta preta, calça preta e boné preto. Por último, à direita, o baterista Ashton Irwin aparece; ele é um homem branco, de cabelos loiros, olhos castanhos claros, e usa uma camisa branca de manga curta e calça preta." width="680" height="482" /><figcaption id="caption-attachment-32213" class="wp-caption-text">“Temos uma noite inteira, você não vai <a href="https://www.youtube.com/watch?v=6FQx_id3PaA">viver comigo</a>?”: em Empty Wallets, a juventude é resumida em dançar com as carteiras vazias (Foto: Sara Jaye Weiss)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, um dos maiores destaques do disco é a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qM4BRAzVZp8"><i><span style="font-weight: 400;">Ghost Of You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Tida como um dos maiores feitos líricos da carreira da 5 Seconds of Summer, possui um ‘quê’ poético, deprimente, de partir qualquer coração em milhares de pedacinhos. Nua, crua e cheia de emoção, a banda mostra um lado vulnerável, machucado, visto antes nas canções </span><a href="https://youtu.be/DCCJCILiX3o?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Amnesia</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://youtu.be/K0X7u_mmREE?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Jet Black Heart</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dos primeiros dois álbuns. Refletindo sobre a perda de um grande amor, há a dúvida se é um simples término de relação, ou se o ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">fantasma de você</span></i><span style="font-weight: 400;">’ é literal, por ser a morte de um amado. Seria a 5SOS “</span><i><span style="font-weight: 400;">muito jovem, muito idiota, para saber coisas como o amor</span></i><span style="font-weight: 400;">”? Quando será que estamos prontos para amar? Ou será que já nascemos prontos para isso?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dor da canção é tangível, quebradiça, e, de forma extraordinária, encanta belamente. A sonoridade acompanha a </span><a href="https://www.billboard.com/music/pop/5-seconds-of-summer-youngblood-album-lyrics-8461254/"><span style="font-weight: 400;">qualidade lírica</span></a><span style="font-weight: 400;"> com detalhes graciosos. Os toques delicados no piano, acompanhados dos vocais melodiosos de Luke Hemmings no silêncio oco e absoluto, e – com a adição gradual de instrumentos – beiramos uma sensação esotérica inexplicável. As harmonias de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WTv5-U78LSA"><i><span style="font-weight: 400;">Ghost Of You</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">são surpreendentes e afirmam como a 5 Seconds of Summer evoluiu em todos os âmbitos musicais nos quase três anos de hiato entre </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/43v9cUsP5K0hvu9iyuAzmZ?si=o7GRTNMzR7y-Zi5owS-Xiw"><i><span style="font-weight: 400;">Sounds Good Feels Good</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Youngblood</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018).</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="5 Seconds of Summer - Youngblood (Then &amp; Now)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/0fyg7ra8UHk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Youngblood</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo depois de cinco anos, ainda prova que a juventude corre solta em suas veias e artérias. Considerado como um renascimento da banda, o disco mostra o amadurecimento pessoal e musical da carreira da 5 Seconds of Summer. Sendo um grande favorito dos fãs – e até do próprio quarteto –, ele é lembrado sempre em turnês e em </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;">, com </span><a href="https://youtu.be/ZfVjxD6C89o?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">performances impactantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cheias de energia. Triunfal, o terceiro disco nos deu a certeza que o grupo australiano tem fogo, oxigênio e histórias de sobra para contar e cantar. Jovens, apaixonados, melodramáticos e com seus corações partidos, a 5SOS entra em combustão e sempre “</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1Fbaz8n2gljwEo20PZm2Ir?si=dd229acf23084368"><i><span style="font-weight: 400;">nos encontrará lá</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, na madrugada sombria, doce, </span><a href="https://personaunesp.com.br/desire-i-want-to-turn-into-you-critica/"><span style="font-weight: 400;">sangrenta e amanteigada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Youngblood</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Youngblood (Deluxe)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2D0Hi3Jj6RFnpWDcSa0Otu?si=2JjluJAJQrO9vVvsQQs52A&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Cara a cara com Luke Hemmings, enfrentamos o que é deixado para trás</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2021 15:26:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira e Júlia Paes de Arruda Encarar o passado não é tarefa fácil. Entretanto, faz parte da construção e amadurecimento de qualquer pessoa. Pensando em tudo para o que virou as costas, Luke Hemmings abre caminho para uma narrativa transcendental que fala muito mais sobre os seres humanos como um todo do que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/when-facing-the-things-we-turn-away-from-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cara a cara com Luke Hemmings, enfrentamos o que é deixado para trás"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22591" aria-describedby="caption-attachment-22591" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22591" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Luke-Hemmings-JustMusic.fr_.jpg" alt="Capa do álbum When Facing The Things We Turn Away From. O cantor Luke Hemmings está de perfil no lado esquerdo da foto, olhando para a direita. Ele é branco e possui cabelos curtos cacheados. Os cachos cobrem seus olhos e sua boca está fechada, triste. Seu rosto está iluminado apenas de cima. Do lado direito da foto, está o reflexo do rosto de Luke com a área dos olhos borrados. No meio das duas imagens, está escrito o nome do álbum When Facing The Things We Turn Away From, um em cada linha, em letras maiúsculas e vermelhas, como um letreiro de cinema antigo. O fundo é preto desbotado. " width="1080" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Luke-Hemmings-JustMusic.fr_.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Luke-Hemmings-JustMusic.fr_-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Luke-Hemmings-JustMusic.fr_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Luke-Hemmings-JustMusic.fr_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Luke-Hemmings-JustMusic.fr_-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22591" class="wp-caption-text">&#8220;Você me parece tão familiar/Mas eu simplesmente não consigo me lembrar o seu nome&#8221; (Foto: Sony Music Entertainment Australia)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Laura Ferreira e Júlia Paes de Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Encarar o passado não é tarefa fácil. Entretanto, faz parte da construção e amadurecimento de qualquer pessoa. Pensando em tudo para o que virou as costas, Luke Hemmings abre caminho para uma narrativa transcendental que fala muito mais sobre os seres humanos como um todo do que sobre si mesmo. Em </span><a href="https://genius.com/albums/Luke-hemmings/When-facing-the-things-we-turn-away-from"><i><span style="font-weight: 400;">When Facing the Things We Turn Away From</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o que enxergamos não é apenas mais um membro de </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband </span></i><span style="font-weight: 400;">em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut </span></i><span style="font-weight: 400;">solo, mas um artista completo que deseja expor suas feridas para curar as nossas.</span></p>
<p><span id="more-22590"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu progresso começou no final do mês de junho, com a chegada do </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SwNJJb8m6Z0"><i><span style="font-weight: 400;">Starting Line</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. De cara, nosso primeiro contato com seu trabalho autoral possui uma energia muito sinestésica, partindo de ritmos mais lentos até ganhar compassos mais animados. A sensação é de que as angústias vão se progredindo com o passar da </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-julho-2021/"><span style="font-weight: 400;">música</span></a><span style="font-weight: 400;">, como se originasse de um despertar do eu-lírico até ele se dar conta do que está realmente acontecendo para pedir ajuda.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="When Facing the Things We Turn Away From: How We Got Here" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/SyIN-0Se690?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span> <span style="font-weight: 400;">Quebrando a cadência da abertura do álbum, nos deparamos com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bs9Penfq3Ds"><i><span style="font-weight: 400;">Saigon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma aposta muito mais diversa e de possíveis contragostos. Melodias mais industriais e mecânicas constroem uma atmosfera noventista e, de certa forma, mais dançante. Tendo a frase que intitula o trabalho de Hemmings, </span><i><span style="font-weight: 400;">Saigon </span></i><span style="font-weight: 400;">faz referência ao nome da extinta antiga capital do Vietnã do Sul, atualmente chamada de Ho Chi Minh. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cidade foi palco de uma vergonha estadunidense durante a Guerra do Vietnã, expulsando a intervenção militar de duas décadas daquela região. Porém, em 30 de abril de 1975, o poder bélico do Vietnã do Norte, apoiado pelos Estados Unidos, culminou na extinção da cidade e de cenas de horror, semelhantes ao caos instaurado no </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-58254615"><span style="font-weight: 400;">Afeganistão nos dias de hoje</span></a><span style="font-weight: 400;">. Coincidentemente ou não, a canção diz muito sobre enfrentar as coisas das quais nos afastamos e resistir “</span><i><span style="font-weight: 400;">até que não haja mais nada de nós para continuar”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_22592" aria-describedby="caption-attachment-22592" style="width: 682px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22592 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1-WFTTWTAF-682x1024.jpg" alt="A imagem mostra um homem branco agachado em seus pés no meio de uma avenida. Ele tem cabelos loiros e encaracolados soltos, usa uma camisa vermelha transparente aberta e por baixo uma regata branca. Ele usa calças pretas e tênis all star azul marinho, sujo. Ao fundo da imagem vemos alguns prédios e algumas árvores. O homem está com suas mãos unidas, com os cotovelos apoiados nas pernas e olha para a sua direita." width="682" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1-WFTTWTAF-682x1024.jpg 682w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1-WFTTWTAF-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1-WFTTWTAF-768x1153.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1-WFTTWTAF-1023x1536.jpg 1023w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1-WFTTWTAF-1200x1802.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-1-WFTTWTAF.jpg 1364w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22592" class="wp-caption-text">Apesar do lançamento de seu álbum solo, Hemmings não saiu de sua banda original, 5 Seconds of Summer, mantendo os dois projetos em paralelo (Foto: Elizabeth Miranda)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, por mais que o passado seja tema recorrente e fortificador do álbum de Hemmings, outro ponto que merece sua dose de debate são as referências astrais que o cantor utiliza em todo o compilado. E aqui falamos especificamente de astronomia. Isso porque as estrelas, planetas e galáxias compõem toda a narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">When Facing the Things We Turn Away From</span></i><span style="font-weight: 400;">, se tornando o fio condutor que integra desde a estética até a energia das faixas. Exemplo disso é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0SnkzYthyO8"><i><span style="font-weight: 400;">Mum</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que mesmo trazendo uma perspectiva terrena, nos transporta para um lugar um tanto intergaláctico e abstrato. É tudo sobre sensações, e não sobre os sentidos sólidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na verdade, essa poderia ser uma definição quase perfeita para o disco já que é difícil explicá-lo sem usar metáforas e </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-39813604"><span style="font-weight: 400;">sinestesias</span></a><span style="font-weight: 400;">, sendo ele próprio uma figura de linguagem. É construindo uma ambiente ambíguo entre conforto e aspereza que Luke consegue nos acolher, ao mesmo tempo em que nos leva a refletir sobre questões um tanto filosóficas. Para além do onde vim e para onde vou, nos perdemos em entender os porquês humanos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7AibF6pGM_4"><i><span style="font-weight: 400;">Place in Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto estamos </span><i><span style="font-weight: 400;">“apenas dançando no escuro”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Luke Hemmings - Place In Me (Visualizer)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7AibF6pGM_4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, é por toda sua subjetividade que o álbum consegue </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=adLGHcj_fmA"><span style="font-weight: 400;">escapar de clichês</span></a><span style="font-weight: 400;"> e entregar uma sonoridade e musicalidade que, por vezes, sentimos falta em meio a tantas </span><a href="https://personaunesp.com.br/changes-critica/"><span style="font-weight: 400;">cópias genéricas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sem se prender em padrões e expectativas, o disco se constrói dentro de </span><a href="https://twitter.com/Luke5SOS/status/1426033742326292481?s=20"><span style="font-weight: 400;">sua própria verdade e definição de qualidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, desenvolvendo um conto sensitivo que poderia ser comparado com grandes obras da Cultura, como o icônico </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2018/04/2001-uma-odisseia-no-espaco-previu-50-anos-antes-nossos-gadgets-e-o-nosso-desamparo/"><i><span style="font-weight: 400;">2001: Uma Odisseia no Espaço</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Isso não apenas pela temática espacial em comum, mas por se desprender de </span><a href="https://portalpopline.com.br/maximo-voce-pode-esperar-maroon-5-e-o-esquecimento-pitchfork/"><span style="font-weight: 400;">parâmetros fabricados</span></a><span style="font-weight: 400;"> da indústria.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">When Facing the Things We Turn Away From </span></i><span style="font-weight: 400;">não se deixa levar pelo </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/underground-vs-mainstream/"><i><span style="font-weight: 400;">pop mainstream</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas</span> <span style="font-weight: 400;">se ergue como um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">com um quê de alternativo que pode vir a se tornar </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">. A linha é tênue, mas pode ser sentida quando escutamos a coletânea. Sem se importar com aprovações, a preocupação real é com a progressão dessa narrativa de forma que o disco se constrói ponderando o equilíbrio, tanto na passagem das faixas quanto dentro delas. Desse modo, canções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Baby Blue</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-R8agcRjNhg"><i><span style="font-weight: 400;">Bloodline</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conseguem se complementar e coexistir harmonicamente apesar de suas turbulentas diferenças que, ao se anularem, podem ser traduzidas como pacíficas.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Luke Hemmings - Baby Blue (Official Visualizer)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/az8IGbNj4sg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">E em meio a tantas fugas do </span><a href="https://personaunesp.com.br/one-direction-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> comercial</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos perguntamos sobre a carreira de Luke até então, como vocalista da banda australiana 5 Seconds of Summer. Apesar de trilhar um caminho gritantemente oposto ao que escutamos até então vindo dele, podemos dizer que ainda assim vemos verdade em suas duas versões. Como grupo, 5SOS começou a trazer narrativas mais maduras desde </span><a href="https://open.spotify.com/album/2D0Hi3Jj6RFnpWDcSa0Otu?si=b8e6b7993e124905"><i><span style="font-weight: 400;">Youngblood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, consolidando sua nova fase em 2020 com </span><a href="https://open.spotify.com/album/46K4raQPIGem3N031upNj9?si=58c60e65cd984f66"><i><span style="font-weight: 400;">Calm</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas ainda assim, nada se compara ao álbum solo de Hemmings.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impressionante ver a evolução de Luke Hemmings, bem como escutar essa separação de seus trabalhos grupais. Enquanto alcances mais agudos são utilizados para potencializar sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WFz1gCZSmdE"><span style="font-weight: 400;">voz em 5SOS</span></a><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">When Facing the Things We Turn Away From</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos deparamos com uma singularidade vocal muito mais serena, quase sussurrante. Essas diferentes explorações só aludem para uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/nine-track-mind-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">versatilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> completa do cantor e, nesse caso, o australiano consegue entregar de forma espetacular e sem medir esforços. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de arranjos vocais, todo o álbum é construído numa aura de suavidade. Enquanto as canções de 5 Seconds of Summer exploram acordes de guitarra, baixo e de percussão </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JWeJHN5P-E8"><span style="font-weight: 400;">bem presentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, a musicalidade do projeto de Luke se resume primordialmente em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UzjITlO0eEg"><span style="font-weight: 400;">cordas de violão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e teclas, tanto de piano quanto de teclado. Talvez a faixa mais destoante de toda a coletânea é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EhQDjTztFU0"><i><span style="font-weight: 400;">Motion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que abrange, ao mesmo tempo,  o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ravtG8RoMqM"><span style="font-weight: 400;">Hemmings da banda</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o da carreira solo. Versos mais aglutinantes e um clipe psicótico marcam uma faceta ainda desconhecida do australiano, como se estivesse à mercê de uma ressaca moral. A diferença é nítida, mas conseguimos enxergar quão poderosas as personalidades podem ser, trabalhando sozinhas e em grupo. </span></p>
<figure id="attachment_22593" aria-describedby="caption-attachment-22593" style="width: 956px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22593" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-2-WFTTWTAF.jpg" alt="Foto retangular do cantor Luke Hemmings, visto de cima. Ele é branco, de cabelos loiros ondulados. Ele está deitado, com as costas no chão pedregoso, com os olhos fechados. Ele veste um terno marrom escuro com linhas brancas bem finas e, por baixo, uma blusa marrom. Ele usa uma corrente de prata no pescoço. Seu corpo compreende quase toda a extensão horizontal da imagem. Sua mão esquerda está acima da cabeça, sobre as pedras cinzas com a palma aberta e os dedos levantados, e sua mão esquerda está apoiada na coxa direita. No dedo anelar e no dedo indicador, ele usa anéis. Suas unhas estão pintadas. " width="956" height="635" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-2-WFTTWTAF.jpg 956w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-2-WFTTWTAF-800x531.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Foto-2-WFTTWTAF-768x510.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22593" class="wp-caption-text">Em entrevista ao <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fGVHASFItVg">MTV UK</a>, Luke disse que seu álbum foi composto e produzido em conjunto com Sammy Witte, mas que algumas canções foram escritas por ele e por sua noiva, a também compositora Sierra Deaton (Foto: Luke Hemmings)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, há um único detalhe que pode fazer do álbum um sucesso agridoce entre o público e a crítica: a sua pitada de alternatividade. Encarando um público que se deliciou com os vocais amargos de Olivia Rodrigo em </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> recentemente, enfrentar toda a melancolia existencialista de Luke pode ser uma tarefa complicada. Mesmo contemplando um mesmo gênero e um público muito próximos, podemos ver o choque entre duas gerações do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">que convivem em uma simetria discordante. De um lado, estamos de frente com a </span><a href="https://www.folhape.com.br/cultura/tik-tok-e-o-potencial-para-viralizar-hits/141277/"><span style="font-weight: 400;">prole da era </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; tentando encontrar ritmos que se encaixam em danças coreografadas. Do outro, os </span><a href="https://personaunesp.com.br/solar-power-critica/"><span style="font-weight: 400;">descendentes da década de 2010</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; buscando maneiras de não serem afetados pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">looping </span></i><span style="font-weight: 400;">de músicas em </span><i><span style="font-weight: 400;">challenges </span></i><span style="font-weight: 400;">do aplicativo vizinho que ressignificam o sentimento original das canções. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais doloroso e difícil que possa ser, encarar o que deixamos para trás é necessário e um caminho pelo qual todos deveriam passar. Essa é a mensagem que </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/when-facing-things-we-turn-away-aguca-talento-e-individualidade-de-luke-hemmings-em-projeto-intimista-e-consistente-review/"><i><span style="font-weight: 400;">When Facing the Things We Turn Away From</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos passa e imprime em seus sentimentos. Sem medo de ser rechaçado como fraco, Hemmings nos ensina que pedir desculpas e fazer as pazes com o passado é um ato de coragem para poucos, e que aqueles que se propõem a se aventurar nas turbulentas águas das emoções não costumam  se arrepender. No final da história, seus eu do passado, do presente e do futuro continuam ali, em frente ao espelho. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: When Facing the Things We Turn Away From" width="100%" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/5T1HI88OceUlUExSsAM3GQ?si=_6BIbzueQJuUZ2H9_UA_rg&#038;dl_branch=1"></iframe></p>
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