<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos 1989 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/1989/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/1989/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 25 Oct 2025 16:33:15 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos 1989 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/1989/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Um espelho quebrado por expectativas: A complacência de Taylor Swift em The Life of a Showgirl</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/um-espelho-quebrado-por-expectativas-a-complacencia-de-taylor-swift-em-the-life-of-a-showgirl/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/um-espelho-quebrado-por-expectativas-a-complacencia-de-taylor-swift-em-the-life-of-a-showgirl/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Oct 2025 15:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[1989]]></category>
		<category><![CDATA[Aaron Dessner]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Caires]]></category>
		<category><![CDATA[BRAT]]></category>
		<category><![CDATA[Charli XCX]]></category>
		<category><![CDATA[Jack Antonoff]]></category>
		<category><![CDATA[Lover]]></category>
		<category><![CDATA[Max Martin]]></category>
		<category><![CDATA[Midnights]]></category>
		<category><![CDATA[Pop]]></category>
		<category><![CDATA[reputation]]></category>
		<category><![CDATA[Sabrina Carpenter]]></category>
		<category><![CDATA[Shellback]]></category>
		<category><![CDATA[Taylor Swift]]></category>
		<category><![CDATA[The Life of a Showgirl]]></category>
		<category><![CDATA[The Tortured Poets Department]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=35912</guid>

					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires O principal objetivo do marketing pode ser ao mesmo tempo o seu maior erro: as expectativas. Quando o público recebe algo diferente do que imaginava, a frustração se torna a primeira e mais duradoura impressão, exatamente o que ocorreu com The Life of a Showgirl, décimo segundo álbum de estúdio de Taylor Swift. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/um-espelho-quebrado-por-expectativas-a-complacencia-de-taylor-swift-em-the-life-of-a-showgirl/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Um espelho quebrado por expectativas: A complacência de Taylor Swift em The Life of a Showgirl"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/um-espelho-quebrado-por-expectativas-a-complacencia-de-taylor-swift-em-the-life-of-a-showgirl/">Um espelho quebrado por expectativas: A complacência de Taylor Swift em The Life of a Showgirl</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35913" aria-describedby="caption-attachment-35913" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35913" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-800x800.jpg" alt="Capa de álbum com a cantora Taylor Swift submersa em uma água de cor turquesa. Ela está olhando diretamente para a câmera com uma expressão confiante e usa um traje prateado e brilhante, cravejado de joias, no estilo de uma showgirl. A imagem tem um efeito de colagem ou de espelho quebrado, com pedaços da cena repetidos nas bordas. Sobreposto à imagem, o texto &quot;THE LIFE OF A SHOWGIRL&quot; aparece em uma fonte grande, laranja e com textura de glitter." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35913" class="wp-caption-text">O novo trabalho de Taylor Swift retorna com produções pop e colaborações familiares (Foto: Mert Alas &amp; Marcus Piggott)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal objetivo do marketing pode ser ao mesmo tempo o seu maior erro: as expectativas. Quando o público recebe algo diferente do que imaginava, a frustração se torna a primeira e mais duradoura impressão, exatamente o que ocorreu com </span><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl</span></i><span style="font-weight: 400;">, décimo segundo álbum de estúdio de Taylor Swift. Ao evocar </span><a href="https://personaunesp.com.br/1989-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2014) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/reputation-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">reputation</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2017) como referências e complementar a campanha com ensaios fotográficos deslumbrantes, a artista criou a promessa de um retorno grandioso. Ao deixar Jack Antonoff e Aaron Dessner de lado, a reunião com </span><a href="https://tmjbrazil.com.br/taylor-swift-e-max-martin-retorno-da-colaboracao/"><span style="font-weight: 400;">Max Martin</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Shellback apenas intensificou essa expectativa. Swift já provou que sabe juntar batidas intensas com letras inteligentes, o que torna ainda mais evidente a sensação de decepção diante da simplicidade e falta de senso do novo disco.</span></p>
<p><span id="more-35912"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O início da campanha, marcado por </span><a href="https://lorena.r7.com/categoria/musica/taylor-swift-contagem-regressiva-site"><span style="font-weight: 400;">contagens regressivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu site oficial e sucessivas variações de capas, revelou-se mais desanimador do que divertido. A estratégia deixou claro que o objetivo central de Swift era ultrapassar o </span><a href="https://www.infomoney.com.br/business/global/4-milhoes-de-copias-em-uma-semana-taylor-swift-quebra-mais-um-recorde-com-showgirl/"><span style="font-weight: 400;">recorde de vendas</span></a><span style="font-weight: 400;"> na primeira semana, que antes pertencia à Adele com </span><i><span style="font-weight: 400;">25 </span></i><span style="font-weight: 400;">(2015). Desde a multiplicidade de versões até a enxurrada de entrevistas, o </span><i><span style="font-weight: 400;">modus operandi </span></i><span style="font-weight: 400;">indicava um foco quase exclusivamente comercial. O que não seria um problema se as músicas fossem à altura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado, no entanto, não deixa dúvidas sobre sua eficácia: </span><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl </span></i><span style="font-weight: 400;">estreou no topo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></i><span style="font-weight: 400;">, com impressionantes 4 milhões de unidades equivalentes vendidas em apenas sete dias, sendo 3,4 milhões em vendas puras. Com esse desempenho, Swift conquistou seu </span><a href="https://taylorswift.com.br/taylor-swift-faz-historia-com-4-milhoes-de-copias-de-the-life-of-a-showgirl-em-uma-semana/"><span style="font-weight: 400;">15º álbum número 1</span></a><span style="font-weight: 400;">, superando Drake e JAY-Z, e se consolidando como a artista solo com mais estreias no topo da parada.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Taylor Swift - The Fate of Ophelia (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ko70cExuzZM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A criação de expectativa não se restringiu apenas à campanha do disco, mas se estendeu ao próprio trabalho. As quatro faixas iniciais constroem uma falsa sensação de segurança, sugerindo um projeto mais coeso e ambicioso do que o que realmente se concretiza. A escolha de</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Fate of Ophelia </span></i><span style="font-weight: 400;">como primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">foi acertada: o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">melódico, que rapidamente foi transformado em tendência no</span> <a href="https://www.instagram.com/reel/DPmdcWukdoF/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, reimagina a trágica personagem de </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/quem-e-ofelia-personagem-da-literatura-que-inspirou-musica-de-taylor-swift/"><i><span style="font-weight: 400;">Hamlet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, trazendo uma combinação de narrativa literária e apelo contemporâneo que conecta o público à temática </span><i><span style="font-weight: 400;">showgirl</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sequência, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7X5iDKPrZH0&amp;list=RD7X5iDKPrZH0&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Elizabeth Taylor</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se encaixa perfeitamente na narrativa, com versos como: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você só é tão relevante quanto o seu último sucesso</span></i><span style="font-weight: 400;">”, sintetizando o tema central de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">performer</span></i><span style="font-weight: 400;">: a pressão constante sobre mulheres na indústria para entregar seu próximo grande sucesso. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3PJC6uPIekc&amp;list=RD3PJC6uPIekc&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Opalite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, apontada como possível segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, demonstra que Swift ainda sabe criar músicas alegres e cativantes, com batidas envolventes dignas de um </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">de verão. Já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=98SmlWOKuME&amp;list=RD98SmlWOKuME&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Father Figure</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se destaca por interpolar a clássica faixa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m_9hfHvQSNo&amp;list=RDm_9hfHvQSNo&amp;start_radio=1"><span style="font-weight: 400;">George Michael</span></a><span style="font-weight: 400;"> e abordar as dinâmicas de poder e exploração dentro da indústria musical, levantando especulações de que a composição reflete experiências pessoais de Swift com executivos como </span><a href="https://www.elle.com/culture/music/a68688006/taylor-swift-father-figure-lyrics-meaning-scott-borchetta/"><span style="font-weight: 400;">Scott Borchetta</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_35916" aria-describedby="caption-attachment-35916" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-800x450.png" alt="Taylor Swift em um retrato de close-up, olhando para a câmera com uma expressão sedutora. Ela está com o dedo indicador tocando levemente seus lábios, pintados de vermelho vivo. A cantora veste um traje glamoroso e cravejado de joias, incluindo um adorno de cabeça prateado sobre a franja, um colar e um bracelete largos e brilhantes. O fundo é ricamente texturizado, com um padrão ornamental em tons de marrom e dourado, que remete a um estofado de luxo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-1.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35916" class="wp-caption-text">Do glamour ao desencanto, as primeiras faixas constroem uma promessa de coesão que o álbum não cumpre (Foto: Mert Alas &amp; Marcus Piggott)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O deslize começa com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HwQnW_ZRKhc&amp;list=RDHwQnW_ZRKhc&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Eldest Daughter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, surpreendentemente posicionada como a track five. Embora a ponte seja um ponto alto, o verso “</span><i><span style="font-weight: 400;">I’m not a bad bitch and this isn’t savage</span></i><span style="font-weight: 400;">” talvez figure entre os piores momentos líricos de sua discografia. Swift <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cqw8fZhggbQ">deu a entender</a> que a simplicidade se deve à verborragia de seu antecessor, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, essa escolha não se sustenta como desculpa para a superficialidade. </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2022), por exemplo, é a prova de que é possível equilibrar identificação e profundidade, criando composições inteligentes sem abrir mão de qualidade ou sensibilidade artística. A tentativa de tornar o projeto mais palatável ao grande público soa, portanto, como um retrocesso; especialmente para uma artista cuja força sempre residiu na complexidade emocional de suas narrativas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, o desapontamento não para por aí. Swift parece ter ouvido o meme </span><a href="https://www.youtube.com/shorts/1bBZljQ4A3c"><i><span style="font-weight: 400;">So Happy That My Travy Made It to The Big Game</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e decidiu fazer a sua própria </span><i><span style="font-weight: 400;">(Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Honey </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Wi$h Li$t</span></i><span style="font-weight: 400;"> ilustram esse descompasso: são letras que beiram o constrangimento, soando como paródias geradas por inteligência artificial. </span><i><span style="font-weight: 400;">Honey</span></i><span style="font-weight: 400;">, em especial, parece ser um descarte de </span><a href="https://personaunesp.com.br/i-said-i-love-you-first-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">I Said I Love You First</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2025)</span> <span style="font-weight: 400;">de Selena Gomez e Benny Blanco, tentando emular o </span><i><span style="font-weight: 400;">trap </span></i><span style="font-weight: 400;">de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/thank-u-next-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">thank u, next</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), de Ariana Grande.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, é importante ressaltar que felicidade nunca foi sinônimo de mediocridade no repertório de Swift. </span><a href="https://personaunesp.com.br/aniversario-lover-5anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), apesar dos pesares, comprova que a cantora é perfeitamente capaz de criar canções leves e divertidas sem sacrificar coesão ou inventividade. O próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl </span></i><span style="font-weight: 400;">guarda lampejos dessa habilidade: se esquecermos sobre quem e o que realmente se trata, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6m50keINEOI&amp;list=RD6m50keINEOI&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Wood</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma faixa que brinca com ambiguidade e superstições, embalada por uma produção contagiante que remete a </span><a href="http://youtube.com/watch?v=s3Q80mk7bxE&amp;list=RDs3Q80mk7bxE&amp;start_radio=1&amp;pp=ygUXaSB3YW50IHlvdSBiYWNrIGphY2tzb26gBwE%3D"><i><span style="font-weight: 400;">I Want You Back</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do The Jackson 5.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<figure id="attachment_35914" aria-describedby="caption-attachment-35914" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-800x450.png" alt="Taylor Swift caracterizada como uma showgirl ou melindrosa dos anos 20, sentada em um ambiente luxuoso e de estilo vintage. Ela usa um cabelo preto curto, em corte &quot;bob&quot;, com um adorno de cabeça cravejado de joias e pérolas. Seu traje é um exuberante arranjo de grandes plumas cor-de-rosa pálido que cobrem a maior parte de seu corpo. Com os lábios pintados de vermelho vivo, ela olha diretamente para a câmera enquanto segura uma taça de champanhe. O cenário é uma sala opulenta com paredes rosadas, detalhes dourados, múltiplos espelhos e móveis clássicos, iluminada por arandelas de luz quente." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35914" class="wp-caption-text">Entre brilhos e plumas, o visual showgirl de Taylor Swift cria o clima do espetáculo sem revelar todos os bastidores (Foto: Mert Alas &amp; Marcus Piggott)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A discrepância entre estética e som não seria um problema se o visual ao menos dialogasse com a proposta temática. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi promovido como uma imersão na vida de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">performer </span></i><span style="font-weight: 400;">– uma personagem que vive sob os holofotes, mas permanece enigmática fora deles. No entanto, a própria Swift parece negar o convite que faz: na esquecível </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OU6362Nggg0&amp;list=RDOU6362Nggg0&amp;start_radio=1"><span style="font-weight: 400;">faixa-título</span></a><span style="font-weight: 400;">, com participação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/mans-best-friend-reune-o-melhor-de-sabrina-carpenter-humor-acido-tensao-sexual-e-melancolia/"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela canta: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você não conhece a vida de uma showgirl / E nunca vai conhecer</span></i><span style="font-weight: 400;">” – e, de fato, nunca saberemos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A liberdade criativa, aqui, se torna um mau agouro: as canções soam apressadas, escritas no automático, sem a lapidação característica da artista. Produzido em ritmo descompassado, entre apresentações da</span> <a href="https://extra.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2025/10/taylor-swift-anuncia-documentario-sobre-o-fim-da-the-eras-tour-e-reflete-capitulo-mais-intenso-das-nossas-vidas.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na Europa e viagens à Suécia para reencontrar Max Martin, o disco parece mais preocupado em existir do que em dizer algo. Em meio a um repertório que deveria explorar as contradições da fama e do espetáculo, encontramos uma canção sobre um <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WQCPl5rTMDQ&amp;list=RDWQCPl5rTMDQ&amp;start_radio=1">romance</a> de ensino médio que termina em suicídio – uma escolha tonalmente deslocada e narrativamente incoerente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio desse turbilhão de informações pelo menos temos uma </span><i><span style="font-weight: 400;">diss track</span></i><span style="font-weight: 400;"> divertida e que gera polêmica. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FnEg1RgmqO4&amp;list=RDFnEg1RgmqO4&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Actually Romantic</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">surge como uma suposta resposta ao desabafo de Charli XCX em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=S9s4Ckt-aKo&amp;list=RDS9s4Ckt-aKo&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Sympathy is a knife</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2024). “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ouvi dizer que você me chama de ‘Barbie sem graça’ quando a cocaína te dá coragem / E ainda fez uma música dizendo que passa mal só de ver meu rosto</span></i><span style="font-weight: 400;">”, canta Swift, em versos que dispensam sutilezas. Ao contrário do que dizem alguns <a href="https://pitchfork.com/reviews/tracks/taylor-swift-actually-romantic/">moralistas seletivos</a>, é ingênuo acreditar que a faixa se limita a um recado unicamente à música da britânica – que, sim, é a melhor entre as duas. Mesmo assim, Swift parece mirar em algo maior: o duplo padrão que rege o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporâneo, no qual o deboche é celebrado como </span><i><span style="font-weight: 400;">cool </span></i><span style="font-weight: 400;">e a indiferença é subestimada. Se Charli XCX pode ser </span><i><span style="font-weight: 400;">brat</span></i><span style="font-weight: 400;">, por que Taylor Swift não pode responder à altura?</span></p>
<figure id="attachment_35915" aria-describedby="caption-attachment-35915" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-800x450.png" alt="Taylor Swift em um close-up com iluminação dramática e quente, em tons de vermelho. Com uma expressão poderosa, ela levanta os braços para colocar um elaborado adorno de cabeça cravejado de joias, tratando-o como uma coroa. Seus lábios estão pintados de vermelho vivo e ela usa joias brilhantes no pescoço e no pulso. O fundo é escuro e a luz focada cria um ambiente íntimo e majestoso." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-4.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35915" class="wp-caption-text">“Quantas vezes seu namorado disse / ‘Por que estamos sempre falando sobre ela?’&#8221; (Foto: Mert Alas &amp; Marcus Piggott)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando tratamos da mensagem do álbum, não há como negar que, no </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/10/14/condado-de-los-angeles-declara-estado-de-emergencia-devido-as-batidas-de-imigracao.ghtml"><span style="font-weight: 400;">contexto político e social</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos Estados Unidos, lançar um trabalho deliberadamente apolítico é, por si só, uma escolha política – e, neste caso, uma escolha conservadora. Não se trata de acusar Taylor Swift de ser republicana ou alinhada à direita – ela já se provou contrária à esse posicionamento. Porém, trata-se de reconhecer que: o </span><a href="https://cbn.globo.com/mundo/noticia/2025/08/04/trump-elogia-sydney-sweeney-por-anuncio-quente-e-detona-taylor-swift-ser-woke-e-para-perdedores.ghtml"><span style="font-weight: 400;">presidente dos EUA</span></a><span style="font-weight: 400;"> fala mal de você quase toda semana, sério que você prefere falar da ‘madeira’ do seu noivo e que você não liga pra Charli XCX? Evidentemente, não há nada de errado em querer falar sobre amor ou desafetos, mas o silêncio em torno do mundo ao redor soa, no mínimo, complacente. Em tempos tão polarizados, a ausência de posicionamento também comunica algo – principalmente quando parte de uma das figuras mais influentes do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O problema não é que Swift precise se tornar porta-voz de causas sociais ou comentar cada pauta do noticiário, e sim, a forma como o disco parece desconectado da realidade. Ao lançar faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">CANCELLED!</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que diz gostar que seus amigos sejam ‘cancelados’, e ao se manter próxima de figuras associadas ao trumpismo – como </span><a href="https://people.com/is-taylor-swift-song-cancelled-about-brittany-mahomes-11824086"><span style="font-weight: 400;">Brittany Mahomes</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, Swift acaba emitindo mensagens ambíguas que podem reforçar discursos com os quais ela não se alinha. Mesmo sem intenção, seu distanciamento das discussões acaba soando como indulgência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mUZ9T-hstUI"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> recente, Swift afirmou que aprendeu a “</span><i><span style="font-weight: 400;">não levar as críticas muito a sério</span></i><span style="font-weight: 400;">” – um comentário que, à primeira vista, soa maduro, mas revela um certo privilégio. É fácil ser acima das críticas quando se está blindada por dinheiro e uma base de fãs imensa. Essa postura reflete uma velha manobra do feminismo liberal: performar empoderamento enquanto se foge de qualquer tipo de responsabilidade política. Em um cenário cultural cada vez mais conservador, essa escolha ideológica não é neutra; é, na verdade, o reflexo de um sistema que recompensa quem decide não se posicionar.</span></p>
<figure id="attachment_35918" aria-describedby="caption-attachment-35918" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35918" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-800x450.png" alt="Foto do noivado de Taylor Swift e Travis Kelce. O casal está abraçado em um jardim exuberante, com as testas tocando uma na outra em um gesto de carinho. Travis, de perfil, usa uma camisa polo escura. Taylor, com franja e um vestido listrado, olha para ele com um sorriso suave, com a mão esquerda em seu rosto, exibindo um anel no dedo anelar. O cenário é ricamente decorado com um grande vaso branco cheio de flores em tons de rosa, vermelho e branco, e mais flores dispostas no chão, em meio a uma vegetação densa." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35918" class="wp-caption-text">Em agosto de 2025, Taylor Swift anunciou seu noivado com o jogador de futebol americano, Travis Kelce (Foto: Taylor Swift)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que Taylor Swift já entrou para a história da música. Seu impacto comercial e artístico é inquestionável, consolidando-a como uma das maiores cantoras de sua geração. Porém, quando se fala em lendas, também se fala de transformação, de legado cultural e social. Madonna, Michael Jackson e os Beatles ultrapassaram as barreiras do som: influenciaram comportamentos, modos de vestir, formas de pensar. Falar da epidemia de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceklygyy8z4o"><span style="font-weight: 400;">AIDS</span></a><span style="font-weight: 400;"> é falar de Madonna; de </span><a href="https://app.uff.br/riuff/handle/1/31943"><span style="font-weight: 400;">contracultura</span></a><span style="font-weight: 400;">, dos Beatles; de </span><a href="https://mjbeats.com.br/2024/11/michael-jackson-e-a-luta-contra-o-racismo/"><span style="font-weight: 400;">igualdade racial</span></a><span style="font-weight: 400;">, de Michael Jackson. Todos eles deixaram marcas que ecoaram além dos palcos. No caso de Swift, a pergunta que permanece é: qual é o impacto que fica quando tiramos os números da equação?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é que Swift nunca tenha se posicionado. Ela já defendeu os direitos dos artistas, criticou a exploração de plataformas como </span><a href="https://www.bbc.com/news/newsbeat-33226865"><span style="font-weight: 400;">Apple Music</span></a><span style="font-weight: 400;">, falou sobre a venda de seus </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/how-taylor-swift-won-commentary-1235351833/"><span style="font-weight: 400;">masters</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se manifestou politicamente nas eleições de </span><a href="https://www.nbcnews.com/politics/2020-election/taylor-swift-endorses-joe-biden-president-n1242483"><span style="font-weight: 400;">2020</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.nytimes.com/2024/09/10/us/taylor-swift-endorses-kamala-harris.html"><span style="font-weight: 400;">2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de apoiar a causa </span><a href="https://tracklist.com.br/orgulho-lgbtq-taylor-swift-cria-campanha-letters-to-my-senator/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIAPN+</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, diante do alcance que conquistou, suas ações parecem tímidas diante do potencial transformador que carrega. Hoje, Swift tem liberdade e poder suficientes para lançar qualquer tipo de obra que será comercialmente um sucesso. Por isso, a neutralidade, especialmente vinda de alguém que molda a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporânea, também comunica uma mensagem, e talvez mais forte do que se imagina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entender essa opção exige também reconhecer o contexto em que ela está inserida. Vivemos um momento em que as pessoas são constantemente cobradas por posicionamentos e, ao mesmo tempo, ameaçadas por eles. Casos recentes como o assassinato de </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/trump-concede-maior-honraria-civil-dos-eua-para-charlie-kirk/"><span style="font-weight: 400;">Charlie Kirk</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a suspeita de um </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2024/08/21/taylor-swift-fala-pela-primeira-vez-sobre-suspeita-de-ataque-terrorista-aos-seus-shows-em-viena.ghtml"><span style="font-weight: 400;">ataque terrorista</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um de seus </span><i><span style="font-weight: 400;">shows </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2024 mostram que se expor pode ter consequências graves. Mas isso apenas reforça o tamanho da influência que ela tem: Taylor Swift está em um patamar em que tudo o que faz, ou deixa de fazer, reverbera globalmente. Mais do que sucesso, ela tem poder. E a questão que permanece é a mesma: o que ela faz com ele? Se lendas se tornam lendas por transformarem o mundo além da arte, talvez o maior desafio de Swift seja decidir que tipo de transformação quer deixar como legado.</span></p>
<figure id="attachment_35917" aria-describedby="caption-attachment-35917" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35917" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-800x450.png" alt="Taylor Swift se apresentando no palco durante a The Eras Tour. Ela está cantando com uma expressão concentrada enquanto toca um violão acústico de madeira clara. A cantora veste um vestido laranja cintilante e sem mangas, com lábios pintados de vermelho e seu característico delineado gatinho. Ao seu lado, um pedestal e um microfone estão cobertos de glitter avermelhado. O fundo é escuro e desfocado, pontilhado por luzes azuis e brancas, sugerindo a imensidão da plateia em um estádio." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35917" class="wp-caption-text">Com a The Eras Tour, Taylor Swift fez a turnê mais lucrativa da história (Foto: Emma McIntyre)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a um cenário tão polarizado, é difícil discutir Taylor Swift sem tocar em algo mais profundo – o modo como consumimos cultura hoje. Existe um fenômeno, que levaria meses de pesquisa: o efeito que ela exerce sobre as pessoas, tanto positiva quanto negativamente. De um lado, há os fãs que a veneram de forma </span><a href="https://www.dw.com/pt-br/o-que-o-noivado-de-swift-ensina-sobre-rela%C3%A7%C3%B5es-parassociais/a-73796314"><span style="font-weight: 400;">parassocial</span></a><span style="font-weight: 400;">, incapazes de aceitar qualquer crítica contrária; do outro, os detratores que distorcem fatos e sacrificam o próprio senso crítico apenas para atacá-la. Ambos os polos se retroalimentam, mantendo acesa uma disputa que ultrapassa o campo da música e invade o da identidade, da moral e até do pertencimento social. Nesse fogo cruzado, o debate racional se torna raro, e talvez seja justamente essa intensidade que explica parte do fascínio em torno dela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/the-life-of-a-showgirl-e-o-album-mais-grandioso-e-divisivo-do-ano-e-taylor-nao-gostaria-que-fosse-diferente/"><i><span style="font-weight: 400;">The Life of a Showgirl</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um reflexo. Um espelho que devolve à própria artista, à indústria e ao público o espetáculo que todos ajudamos a construir. Taylor Swift pode parecer acomodada em sua mitologia, porém seu trabalho ainda provoca. Talvez o maior mérito deste disco não esteja em inovar musicalmente, mas em nos obrigar a olhar para o que projetamos nela – nossas idealizações, frustrações e contradições. Gostando ou não, ela segue cumprindo um dos papéis mais legítimos da Arte: o de gerar desconforto, debate e reflexão.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: The Life of a Showgirl" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/4a6NzYL1YHRUgx9e3YZI6I?si=Boa4NEYKTD2mwyejpuOw-Q&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/um-espelho-quebrado-por-expectativas-a-complacencia-de-taylor-swift-em-the-life-of-a-showgirl/">Um espelho quebrado por expectativas: A complacência de Taylor Swift em The Life of a Showgirl</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/um-espelho-quebrado-por-expectativas-a-complacencia-de-taylor-swift-em-the-life-of-a-showgirl/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">35912</post-id>	</item>
		<item>
		<title>10 anos de 1989: o álbum que mudou a história do pop moderno</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/1989-10-anos/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/1989-10-anos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 18:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[10 anos]]></category>
		<category><![CDATA[1989]]></category>
		<category><![CDATA[1989 (Deluxe)]]></category>
		<category><![CDATA[2014]]></category>
		<category><![CDATA[Álbum do Ano]]></category>
		<category><![CDATA[All You Had To Do Was Stay]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Bad Blood]]></category>
		<category><![CDATA[Big Machine Records]]></category>
		<category><![CDATA[Blank Space]]></category>
		<category><![CDATA[Cara Delevingne]]></category>
		<category><![CDATA[Clean]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Gigi Hadid]]></category>
		<category><![CDATA[Grammy]]></category>
		<category><![CDATA[Grammy 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Hayley Williams]]></category>
		<category><![CDATA[How You Get The Girl]]></category>
		<category><![CDATA[Justin Timberlake]]></category>
		<category><![CDATA[Kendrick Lamar]]></category>
		<category><![CDATA[Lorde]]></category>
		<category><![CDATA[Marcela Jardim]]></category>
		<category><![CDATA[Mick Jagger]]></category>
		<category><![CDATA[Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Sean O'Pry]]></category>
		<category><![CDATA[Selena Gomez]]></category>
		<category><![CDATA[Serena Williams]]></category>
		<category><![CDATA[Shake It Off]]></category>
		<category><![CDATA[Style]]></category>
		<category><![CDATA[Taylor Swift]]></category>
		<category><![CDATA[The 1989 World Tour]]></category>
		<category><![CDATA[This Love]]></category>
		<category><![CDATA[Welcome To New York]]></category>
		<category><![CDATA[Wildest Dreams]]></category>
		<category><![CDATA[Wonderland]]></category>
		<category><![CDATA[You Are In Love]]></category>
		<category><![CDATA[Zendaya]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=34677</guid>

					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim Blank Space, Shake It Off e Bad Blood são apenas alguns hits de uma das eras mais icônicas da ‘loirinha’. Os clipes, a estética e as músicas do 1989 marcaram a transição de Taylor Swift do country para o pop, que mergulhou de cabeça nesse novo gênero – o que deu muito certo. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/1989-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos de 1989: o álbum que mudou a história do pop moderno"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/1989-10-anos/">10 anos de 1989: o álbum que mudou a história do pop moderno</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34678" aria-describedby="caption-attachment-34678" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34678" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-800x800.png" alt="Uma foto estilo polaroid retratando Taylor Swift com o rosto parcialmente cortado, vestindo um suéter estampado com gaivotas voando contra um fundo azul. Abaixo da imagem, está escrito &quot;T.S.&quot; e &quot;1989&quot; em letras manuscritas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-1.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34678" class="wp-caption-text">O título do álbum é uma referência ao ano em que a cantora nasceu (Foto:<br />Big Machine Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Marcela Jardim</strong></p>
<p><a href="https://youtu.be/e-ORhEE9VVg?si=SpQwGJiPpFz0Y-zA"><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Shake It Off </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Bad Blood</span></i><span style="font-weight: 400;"> são apenas alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> de uma das eras mais icônicas da ‘loirinha’. Os clipes, a estética e as músicas do </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcaram a transição de Taylor Swift do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, que mergulhou de cabeça nesse novo gênero – o que deu muito certo. </span><i><span style="font-weight: 400;">Red</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2012), o antecessor do álbum, já havia mostrado sinais de uma mudança estilística, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi a confirmação dessa transformação, apresentando um som claramente mais </span><i><span style="font-weight: 400;">synth-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e inspirado pela década de 1980.</span></p>
<p><span id="more-34677"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2014, o álbum foi um fenômeno cultural e comercial. Taylor Swift </span><a href="https://portalpopline.com.br/taylor-swift-1989-e-o-album-mais-vendido-dos-estados-unidos-no-primeiro-semestre/"><span style="font-weight: 400;">quebrou recordes</span></a><span style="font-weight: 400;">, vendendo mais de um milhão de cópias na primeira semana nos EUA e ultrapassando dez milhões de exemplares mundialmente. Nove anos depois, a relevância de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi reafirmada com o lançamento de </span><a href="https://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que também atingiu números impressionantes, retificando a artista como uma potência na indústria musical. Swift se tornou a </span><a href="https://www.instagram.com/taylorswiftbrofc/p/CzHqVNWrKVZ/"><span style="font-weight: 400;">primeira</span></a><span style="font-weight: 400;"> a ter seis álbuns estreando com mais de um milhão de cópias vendidas, um feito que reflete não só sua habilidade como compositora e </span><i><span style="font-weight: 400;">performer</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também sua conexão inabalável com os fãs.</span></p>
<figure id="attachment_34679" aria-describedby="caption-attachment-34679" style="width: 705px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34679" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-2.png" alt="Uma foto polaroid mostrando Taylor Swift, apoiada em uma estrutura branca, olhando diretamente para a câmera com um ar introspectivo. Na parte inferior da imagem, há a frase manuscrita: &quot;Broke your heart, I'll put it back together.&quot;" width="705" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-34679" class="wp-caption-text">As cópias físicas do disco acompanham 13 polaroids da artista, que também é seu número da sorte e a quantidade de faixas na primeira versão do álbum (Foto: Big Machine Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcou a revolução do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> na década de 2010, ajudando a consolidá-lo como o gênero dominante da época, com influência de artistas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/confessions-on-a-dance-floor-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">Madonna</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/PIb6AZdTr-A?si=VQ9np1uvYAHTdTq9"><span style="font-weight: 400;">Cyndi Lauper</span></a><span style="font-weight: 400;"> e outros ícones dos meados de 1980. A cidade, o verão, as gaivotas e o ar nostálgico representados na arte do álbum ajudaram a moldar a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> da época. A narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">, que o torna um disco autêntico e pessoal, ressoou na forma como os artistas passaram a posicionar seus trabalhos. A busca pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling</span></i><span style="font-weight: 400;"> que equilibra intimidade e universalidade se tornou uma estratégia comum no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, exemplificada por álbuns como </span><i><span style="font-weight: 400;">25</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Adele, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/"><i><span style="font-weight: 400;">Melodrama</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Lorde. Musicalmente, o uso de sintetizadores, batidas eletrônicas e uma produção minimalista não só inovaram, mas também influenciaram outros artistas, como Sabrina Carpenter e Olivia Rodrigo, e criaram tendências duradouras no gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco é repleto de nostalgia e reflexões pessoais, com letras que lidam com amor, desamor, crescimento pessoal e a busca por identidade. Muitas das músicas do álbum são vistas como autobiográficas, com uma mistura de romance e introspecção. A crítica especializada foi bastante positiva, destacando a maturidade na escrita da artista, que passou a explorar questões de vulnerabilidade e empoderamento de maneira mais complexa. Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> venceu em três categorias na edição de 2016 do </span><a href="https://www.grammy.com/artists/taylor-swift/15450"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, incluindo Álbum do Ano, a principal da premiação.</span></p>
<figure id="attachment_34680" aria-describedby="caption-attachment-34680" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34680" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3-800x600.png" alt="Na fotografia, Taylor Swift posa sentada em um sofá cinza com um vestido marcante e glamouroso. O vestido tem um top laranja vibrante e uma saia volumosa rosa choque que se espalha pelo sofá. Ela está usando sandálias de salto alto douradas, com três troféus Grammy ao seu lado. O fundo é um tom escuro texturizado, conferindo um ar sofisticado à composição." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-3.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34680" class="wp-caption-text">1989 deu a Taylor Swift seu segundo prêmio de Álbum do Ano no Grammys (Foto: Recording Academy)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> é visível no </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><span style="font-weight: 400;">sucesso subsequente</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Taylor Swift, ao passo que a evolução de sua carreira pode ser analisada à luz do que o disco representou para sua reinvenção artística. A recepção da era, em comparação com outras fases da carreira da ‘loirinha’, foi singular. Além do sucesso do álbum, durante o mesmo período ocorreu os conflitos entre Taylor Swift e Katy Perry, o que resultou na música</span> <a href="https://youtu.be/QcIy9NiNbmo?si=zrqBe0FSjvLtbneN"><i><span style="font-weight: 400;">Bad Blood</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> faixa em colaboração de Kendrick Lamar. O videoclipe contou com a participação de celebridades e amigas da cantora, como Selena Gomez, Gigi Hadid, Cara Delevingne, Zendaya e Hayley Williams.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco foi marcado por videoclipes singulares e hiper produzidos. A produção da faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shake It Off</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra a ‘loirinha’ tentando se encaixar em diversos grupos sociais diferentes, como bailarinas, dançarinos de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e líderes de torcida. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ao invés de escrever uma música que estivesse me vitimizando, eu quis escrever uma música alegre, que desse às pessoas uma maneira de aguentar qualquer quantidade de coisas ridículas que a vida está colocando no caminho deles. Mas que também os faça querer dançar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, declarou a artista em </span><a href="https://taylorswift.com.br/taylor-explica-a-historia-por-tras-de-cada-faixa-do-1989/"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> para </span><i><span style="font-weight: 400;">iHeartRadio</span></i><span style="font-weight: 400;">, explicando o significado da canção e sua representação visual, que conta com mais de 3.5 bilhões de visualizações no </span><i><span style="font-weight: 400;">Youtube</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0108kcWLnn2HlH2kedi1gn?si=92663cac37d14ba0"><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora contracena com o modelo norte-americano Sean O&#8217;Pry, onde há uma sátira em que a namorada é possessiva, carente e dramática e, ao descobrir que está sendo traída, faz a vida do ex um inferno, afirmando que ele logo será substituído. Taylor Swift inspirou sua personagem a partir das críticas e suposições da mídia em relação a sua pessoa, como disse na entrevista para </span><i><span style="font-weight: 400;">iHeartRadio</span></i><span style="font-weight: 400;">. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Comecei a pensar em como este personagem é interessante, se ela fosse uma pessoa real com todas estas qualidades e atributos, qual música ela escreveria? E tenho quase certeza que seria assim</span></i><span style="font-weight: 400;">”, conclui. Já o clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wildest Dreams</span></i><span style="font-weight: 400;"> captura o tom emocional da música, unindo beleza visual e uma narrativa sobre a efemeridade do amor. Com uma estética deslumbrante e cinematográfica, ele evoca romantismo e saudade, apesar de enfrentar críticas por possíveis conotações colonialistas. Ainda assim, destaca-se como um marco visual na carreira de Swift.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - Wildest Dreams" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/IdneKLhsWOQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao comparar as faixas </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0TyGh27YQ5LknmiDhCzJiT?si=85dd0138cd4c4980"><i><span style="font-weight: 400;">You Are In Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5QVVjX0ZItqlVpEuVCM9Yg?si=dd41d2deca044874"><i><span style="font-weight: 400;">This Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">revela-se uma narrativa de amadurecimento e introspecção emocional, características do universo lírico de Taylor Swift. Em ambas as músicas, encontramos retratos poéticos do amor; a primeira destaca a serenidade e a cumplicidade de uma relação estável, enquanto a segunda aborda a ideia do amor que vai e volta, sendo moldado pelo tempo e pela aceitação de sua natureza cíclica. Esses temas se conectam à visão mais madura da artista sobre relacionamentos, presente no álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde ela reflete o impacto do tempo nas conexões emocionais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, já em composições como </span><i><span style="font-weight: 400;">How You Get the Girl </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Wonderland</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> se </span></i><span style="font-weight: 400;">oferece visões contrastantes sobre o amor e os desafios que o cercam, refletindo a habilidade de Taylor Swift em explorar nuances emocionais complexas. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/733OhaXQIHY7BKtY3vnSkn?si=26eb244e17c14a36"><i><span style="font-weight: 400;">How You Get the Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela adota um tom direto e quase didático, descrevendo como reconquistar um amor perdido, capturando a simplicidade e a vulnerabilidade dos relacionamentos juvenis. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6HRsJu8vcnzYDN4t0570FY?si=e3452ed527f842ad"><i><span style="font-weight: 400;">Wonderland</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> utiliza a metáfora do clássico de Lewis Carroll, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alice no País das Maravilhas</span></i><span style="font-weight: 400;">, para representar a sedução e o caos de um romance avassalador, onde a paixão desenfreada leva à perda de controle. Juntas, essas faixas mostram como Swift navega por diferentes dimensões do amor, equilibrando leveza e intensidade, e demonstram sua habilidade para transformar experiências pessoais em histórias que ressoam universalmente.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift - Out Of The Woods" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JLf9q36UsBk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Abordando outro lado do amor, a música </span><i><span style="font-weight: 400;">All You Had To Do Was Stay</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora diferentes estágios de frustração e nostalgia que emergem em relacionamentos complicados, destacando a habilidade de Taylor Swift em capturar nuances emocionais universais. Há um lamento direto sobre a simplicidade de manter uma conexão que foi quebrada, expressando vulnerabilidade através de um refrão marcante inspirado por um sonho peculiar. Já </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/10nqz67NQWWa7XPq7ycihi?si=147257afcddd4f93"><i><span style="font-weight: 400;">Welcome To New York</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das faixas que destacam temas de autodescoberta, liberdade e o impacto da mídia na vida pessoal, compondo uma narrativa coesa sobre como Taylor Swift lida com sua imagem pública e suas experiências pessoais. Há uma celebração da reinvenção, com a cidade simbolizando um espaço de liberdade e possibilidades, a música reflete otimismo e uma visão utópica, mas também pode ser vista como um comentário sobre a busca por autenticidade em meio à pressão da mídia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0lKUBmEyQfzsQHozyeXzES?si=1fd57f56853f49e2"><i><span style="font-weight: 400;">Clean</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, última faixa da primeira versão de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi escolhida pela artista para encerrar o álbum devido ao seu significado pessoal e emocional. Para ela, a canção representa a conclusão de um processo de superação que ela vivenciou nos últimos anos, especialmente em relação à exposição e críticas intensas sobre sua vida pessoal. Durante esse período, Swift sentiu que a atenção sobre sua vida fora da música havia ofuscado suas realizações artísticas, mesmo enquanto fazia </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> lotados ao redor do mundo e conquistava sucesso com suas canções. No entanto, ao finalizar o disco, a compositora sentiu que havia recuperado o controle de sua narrativa, com a música novamente no centro das discussões. A música aborda a experiência de enfrentar a dor e, com o tempo, alcançar a superação, refletindo o momento em que Taylor se sentiu renovada e em paz com sua trajetória.</span></p>
<figure id="attachment_34681" aria-describedby="caption-attachment-34681" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34681" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-686x800.png" alt="Uma fotografia estilo polaroid com um tom vintage mostrando Taylor Swift segurando barras de metal enquanto olha para a câmera. Ela veste uma blusa branca texturizada com gola e uma saia de estampa floral. Abaixo da imagem, está a frase manuscrita: &quot;I think I am finally clean.&quot;" width="686" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-686x800.png 686w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-877x1024.png 877w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4-768x896.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/imagem-4.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34681" class="wp-caption-text">1989 é o álbum com mais videoclipes da ‘loirinha’, contando com o total de seis deles (Foto: Big Machine Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://youtu.be/P5JLMp08GC0?si=rBUynU8Dldn3K6Oa"><i><span style="font-weight: 400;">The 1989 World Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que aconteceu em 2015 para promover o álbum, foi cuidadosamente elaborada para criar uma experiência imersiva. O palco principal possuía uma passarela extensa que aproximava a cantora do público, complementado por plataformas móveis, telões gigantes e um sistema de iluminação sincronizado com cada música. Os </span><a href="https://comamordani.wordpress.com/2015/09/04/taylor-swift-o-fenomeno-looks-da-1989-world-tour-portuguesenglish/"><span style="font-weight: 400;">figurinos glamourosos e futuristas</span></a><span style="font-weight: 400;"> refletiam a estética arrojada e sofisticada do disco. Além das coreografias elaboradas e energizantes, um dos elementos mais inovadores foi a distribuição de pulseiras </span><i><span style="font-weight: 400;">LED</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos fãs, que piscavam em sincronia com a música, transformando a plateia em parte do espetáculo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mensagem central da turnê foi o empoderamento feminino e a celebração da auto-descoberta. Em discursos entre as músicas, a cantora frequentemente compartilhava reflexões sobre sua jornada pessoal, destacando temas de força, superação e independência. Um dos aspectos mais comentados da turnê foi a presença de convidados especiais em quase todas as apresentações, como </span><a href="https://youtu.be/O52TbIbCEKo?si=6KUjjKNeF3RPUxyt"><span style="font-weight: 400;">Mick Jagger</span></a><span style="font-weight: 400;">, Justin Timberlake, Lorde e Serena Williams. Essas participações tornaram cada show único, adicionando um elemento de imprevisibilidade e encanto ao espetáculo. Considerada como a turnê mais lucrativa de 2015, a grandiosidade do espetáculo fez com que a </span><i><span style="font-weight: 400;">The 1989 World Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> se tornasse um marco cultural e artístico, elevando os padrões para turnês</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma, o ato de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> na </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/taylor-swift-inicia-etapa-final-da-eras-tour-veja-quando-termina/"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma celebração vibrante e nostálgica de uma das eras mais transformadoras da carreira de Taylor Swift. Durante os shows, a cantora revive os </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Shake It Off</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Style</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas agora com uma energia renovada, que reflete não apenas seu crescimento como artista, mas também a ressignificação emocional dessas músicas uma década depois. Enquanto a era original de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi moldada pela estética </span><i><span style="font-weight: 400;">clean </span></i><span style="font-weight: 400;">e moderna, inspirada na década de 1980, com referências sutis à moda vintage e aos sintetizadores pulsantes que definiram o som do álbum, na </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> o ato se destaca por uma produção visual grandiosa. As roupas usadas por Taylor no palco são brilhantes e glamourosas, evocando um senso de espetáculo que ultrapassa a sofisticação discreta do passado. Os telões e cenografias utilizam tons vibrantes e luzes dinâmicas, complementando a energia contagiante das músicas e recriando o ambiente </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> otimista que o disco trouxe ao cenário musical na época.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Taylor Swift | The Eras Tour (Taylor’s Version) | Official Trailer | Disney+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/5UBl0rLEl0w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A regravação do álbum foi tão bem recebida pelos fãs da artista quanto a primeira versão. A produção do </span><a href="https://gshow.globo.com/cultura-pop/noticia/taylors-version-entenda-por-que-a-cantora-esta-regravando-seus-albuns-antigos.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Taylor’s Version</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é fiel ao som cristalino e moderno da discografia original, com toques atualizados que refletem o amadurecimento vocal e técnico da cantora. Suas interpretações agora soam mais maduras, mas sem perder a energia e o frescor que tornaram </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> tão impactante. As ‘faixas do cofre’, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Is It Over Now?</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Now That We Don’t Talk </span></i><span style="font-weight: 400;">complementam perfeitamente o restante do álbum, explorando temáticas de amor, saudade e superação com a profundidade lírica característica da compositora. Essas adições não apenas enriquecem a discografia, assim como também dão aos fãs novos vislumbres das histórias e emoções da era </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">. Assim como as regravações anteriores, </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor&#8217;s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> reafirma a posição de Taylor como uma artista que luta pela autonomia e pelos direitos criativos, enquanto celebra sua própria evolução e relação com os fãs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma década após seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> consolidou-se como um marco na história da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, redefinindo a trajetória de Taylor Swift e ampliando seu alcance artístico. O álbum apresenta letras que capturam com precisão as emoções e os dilemas de uma jovem adulta. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> atemporais, o disco não apenas dominou as paradas, mas também trouxe uma nova estética visual, minimalista e moderna, que influenciou profundamente a cultura popular. O </span><a href="https://taylorswift.com.br/1989-dias-do-1989-a-era-em-que-taylor-swift-conquistou-de-vez-o-mundo/"><span style="font-weight: 400;">sucesso de </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se refletiu em sua recepção crítica e comercial, incluindo múltiplos </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de recordes impressionantes de vendas e </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> transcende o tempo e, mais do que apenas uma coletânea de músicas, o disco é um testemunho atemporal de reinvenção, relevância cultural e da capacidade da Arte em refletir e moldar uma geração.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: 1989 (Deluxe)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1yGbNOtRIgdIiGHOEBaZWf?utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/1989-10-anos/">10 anos de 1989: o álbum que mudou a história do pop moderno</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/1989-10-anos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">34677</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Batman mudou o panorama dos filmes de super-herói e, 35 anos depois, é visto de uma outra forma</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/batman-35-anos/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/batman-35-anos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Dec 2024 15:19:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[1989]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário de 35 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Batman]]></category>
		<category><![CDATA[Batman e Robin]]></category>
		<category><![CDATA[Batman Eternamente]]></category>
		<category><![CDATA[Batman: O Retorno]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Nolan]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[DC Comics]]></category>
		<category><![CDATA[HQs]]></category>
		<category><![CDATA[Rafael Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Super-heróis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=34642</guid>

					<description><![CDATA[<p>Rafael Gomes Ao estrear em 23 de Junho de 1989, Batman surpreendeu ao apresentar uma história de super-herói sombria, diferente do que estava na mente do grande público após o filme Superman (1978) se tornar um marco cultural na época, com um marketing que se tornou modelo para a indústria cinematográfica. Por meio de estratégias &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/batman-35-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Batman mudou o panorama dos filmes de super-herói e, 35 anos depois, é visto de uma outra forma"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/batman-35-anos/">Batman mudou o panorama dos filmes de super-herói e, 35 anos depois, é visto de uma outra forma</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34647" aria-describedby="caption-attachment-34647" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34647" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-4-800x439.png" alt="A imagem mostra o personagem Batman em uma pose intensa e dramática. Ele está vestindo seu icônico traje preto, com o símbolo do morcego amarelo no peito, e está segurando uma arma apontada para frente. O fundo da imagem é escuro e nebuloso, criando uma atmosfera sombria e misteriosa. A expressão facial de Batman é séria e determinada." width="800" height="439" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-4-800x439.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-4-1024x563.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-4-768x422.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-4-1200x659.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-4.png 1267w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34647" class="wp-caption-text">Batman (1989) lucrou antes mesmo da estreia de seu filme, graças a campanha de marketing (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Rafael Gomes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao estrear em 23 de Junho de 1989, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;"> surpreendeu ao apresentar uma história de super-herói sombria, diferente do que estava na mente do grande público após o filme </span><a href="https://www.chippu.com.br/criticas/como-o-superman-de-richard-donner-abriu-o-caminho-para-o-cinema-de-herois"><i><span style="font-weight: 400;">Superman</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1978) se tornar um marco cultural na época, com um </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing </span></i><span style="font-weight: 400;">que se tornou modelo para a indústria cinematográfica. Por meio de estratégias como parcerias de </span><i><span style="font-weight: 400;">merchandising</span></i><span style="font-weight: 400;">, produtos licenciados e eventos especiais, o filme garantiu que ele estivesse em todos os aspectos da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> – tornando a ‘batmania’ real. Dessa forma, o longa  foi um sucesso e, posteriormente, sendo vendido pelo estúdio como o filme da década para o </span><i><span style="font-weight: 400;">home video</span></i><span style="font-weight: 400;">.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após seu sucesso comercial, a franquia teve sua continuação em </span><a href="https://cinepop.com.br/batman-o-retorno-1992-os-30-anos-da-segunda-e-mais-bizarra-aventura-do-homem-morcego-335975/"><i><span style="font-weight: 400;">Batman: O Retorno</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1992). Tim Burton teve carta branca do estúdio e pode fazer um Batman mais sombrio e torturado, tornando a sequência um filme mais coeso e impactante. A produção não foi tão rentável, fazendo com que Burton fosse substituído por Joel Schumacher nas duas próximas continuações, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman Eternamente </span></i><span style="font-weight: 400;">(1995) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman e Robin </span></i><span style="font-weight: 400;">(1997). O novo diretor fez a franquia obter uma visão mais lucrativa com foco infantil, destruindo a essência do personagem, além da estratégia não ter sido bem sucedida. O herói só foi se recuperar da imagem negativa deixada pelos dois últimos filmes com a franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavaleiro das Trevas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2005-2012), dirigida por Christopher Nolan.</span></p>
<p><span id="more-34642"></span></p>
<figure id="attachment_34646" aria-describedby="caption-attachment-34646" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34646" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-5-800x420.png" alt="Imagem de dois personagens, Batman e Robin. O primeiro está com uma fantasia preta que inclui uma máscara com orelhas pontudas, e o segundo veste um traje com detalhes em vermelho e preto, além de uma máscara cobrindo os olhos. Eles estão em um ambiente escuro com luzes coloridas, e o segundo personagem segura um objeto brilhante que parece ser um cristal ou diamante." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-5-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-5-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-5-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-5.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34646" class="wp-caption-text">Batman e Robin (1997) foi muito criticado tanto pela crítica quanto pelo público, não obtendo um sucesso comercial e encerrando a franquia de filmes do Batman até então (Foto : Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao assistirmos </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman </span></i><span style="font-weight: 400;">(1989), 35 anos depois de seu lançamento, após diversos diretores e estúdios conseguirem sucesso no gênero de heróis, encontramos um protótipo que acerta e erra na mesma proporção. O longa funciona como uma forma de introdução ao mundo realista do Batman, porém, peca com o personagem principal (Michael Keaton) e com seu arqui-inimigo Coringa </span><a href="https://revistamonet.globo.com/celebridades/noticia/2024/05/como-jack-nicholson-conseguiu-receber-mais-de-r-450-milhoes-por-um-so-filme.ghtml"><span style="font-weight: 400;">(Jack Nicholson</span></a><span style="font-weight: 400;">), para se ajustar aos clichês da época. Há uma desconexão entre a essência solitária do herói e a necessidade que o filme apresenta em envolvê-lo em um romance. Outra incongruência é em relação à natureza caótica e misteriosa do Palhaço do Crime, com a necessidade de alterar sua história para obter uma identidade e uma origem definida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao invés da narrativa ser guiada pelo ponto de vista de Bruce Wayne, o filme utiliza os repórteres Vicky Vale (Kim Basinger) e Alexander Knox (Robert Wuhl) como fios condutores, levando, aos poucos, o espectador ao encontro do Homem-Morcego e a sua origem. Em paralelo, temos a introdução de Jack Napier, um gângster que se torna o Coringa ao se deparar com o Batman, sendo movido pela necessidade de se vingar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns dos pontos fracos do filme estão em um Bruce Wayne silencioso e torturado se apaixonar por Vicky logo no primeiro ato, e começar a atuar mais como um segurança dela do que como um protetor de Gotham – foi um caminho que o roteiro deu para justificar a atenção dada para ela desde o início da produção. Já o Palhaço do Crime, que deveria ser o agente do caos, acaba sendo um mafioso espalhafatoso, fazendo uma mescla entre o Coringa dos quadrinhos, com pitadas de humor remetentes </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/batman-1966-formula-novelas/"><span style="font-weight: 400;">à série</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 1966.</span></p>
<figure id="attachment_34645" aria-describedby="caption-attachment-34645" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34645" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-6-800x533.png" alt="A foto está em um cenário sombrio e teatral, com pouca luz, destacando dois personagens centrais. À esquerda, o personagem vestido como Batman, usando uma máscara preta com orelhas pontudas, uma capa longa e um traje preto que cobre todo o corpo. Ele está olhando diretamente para o Coringa. À direita, o Coringa está trajando um terno roxo com camisa verde e gravata laranja. Seu rosto é pintado de branco, com lábios vermelhos destacados e cabelos esverdeados. Ele segura Batman pelos ombros com uma expressão intensa, como se estivesse falando ou provocando. Ao fundo, a iluminação suave revela uma arquitetura de tijolos e elementos góticos, intensificando o tom dramático da cena.]" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-6-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-6-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-6-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-6.png 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34645" class="wp-caption-text">O embate clássico dos antagonistas trouxe mudanças em comparação aos quadrinhos (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão mais polêmica do filme é revelar que o autor da morte dos pais de Bruce Wayne foi Jack Napier. Por isso, o Coringa se torna uma espécie de criador do herói e Batman passa a ser movido por vingança: chegando a afirmar que irá matar o vilão. O grande problema dessa abordagem é não ser uma chegada de limite forçada pelo Coringa, através dos absurdos que cometeu com a população da cidade, mas por sua tragédia pessoal, tirando a essência do herói de lutar contra um inimigo sem fim – o crime – e do altruísmo presente em todos os super-heróis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A repórter Vicky Vale ganha um grande destaque na trama, mas seu desenvolvimento não a acompanha. Mesmo sendo uma fotógrafa bem sucedida e o amor à primeira vista de Bruce Wayne, a trama a coloca apenas como a </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/estereotipos-femininos-hollywood-precisa-parar.html#list-item-4"><span style="font-weight: 400;">donzela em perigo</span></a><span style="font-weight: 400;">, usada para cruzar o caminho dos dois antagonistas. Sua história de romance com Wayne é completamente apressada e é também sem sentido: sua insistência em ficar com Bruce mesmo com todos os indicativos de não ser uma boa ideia. Isso se confirma quando a jornalista aparece na Batcaverna sem nenhuma razão, mostrando como a produção desistiu de dar alguma lógica para a relação dos dois. </span></p>
<figure id="attachment_34644" aria-describedby="caption-attachment-34644" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34644" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7-800x537.png" alt="A imagem mostra um homem vestido como Batman, com o traje preto característico e o símbolo do morcego no peito. Ele aparenta estar machucado, com marcas de sangue no rosto. Ao lado dele, há uma mulher com cabelo loiro e volumoso, vestindo uma roupa clara. Ambos parecem estar em um ambiente sombrio e tenso, como em uma cena de ação ou suspense. O cenário ao fundo é escuro, sugerindo uma localização interna, talvez uma fábrica ou armazém." width="800" height="537" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7-800x537.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7-1024x687.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7-768x515.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7-1536x1030.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7-1200x805.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34644" class="wp-caption-text">A Donzela em perigo foi algo muito comum nos filmes de heróis até o começo da década de 2000 (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar desses problemas que ficam mais evidenciados a partir dos anos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;"> se sustenta por conta do talento de toda a produção. O filme constrói uma </span><a href="https://www.archdaily.com.br/br/624547/cinema-e-arquitetura-batman"><span style="font-weight: 400;">Gotham completamente única</span></a><span style="font-weight: 400;">, com diversas edificações góticas, carros da década de 1970 e figurino de 1940: essa mistura de elementos torna a cidade um personagem à parte na trama. Além disso, a trilha sonora de Danny Elfman é espetacular, e dá um toque especial ao longa, também  se tornando o tema musical de diversas outras produções do Homem-Morcego, como a série animada de 1992 e os jogos da franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Lego Batman</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda conta com uma canção feita por Prince, </span><i><span style="font-weight: 400;">Partyman</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foi um sucesso e dá um toque especial para a película. </span></p>
<p><a href="https://www.ingresso.com/noticias/michael-keaton-o-ator-que-moldou-o-jeito-de-ser-o-batman-nos-cinemas"><span style="font-weight: 400;">A atuação de Michael Keaton é excelente</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com a voz sussurrada, interessado em agir e com poucas palavras, o ator fez a melhor representação do personagem até a interpretação de Christian Bale na trilogia </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavaleiro das Trevas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Bruce Wayne é bem retratado em tela, como um homem aparentemente tranquilo, mas que tem o peso do mundo nas costas. O grande destaque fica com Jack Nicholson: toda cena em que o Coringa aparece é espetacular. Mesmo não sendo o típico ‘Joker’ dos quadrinhos, Nicholson entrega um excelente vilão. </span></p>
<figure id="attachment_34643" aria-describedby="caption-attachment-34643" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34643" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-800x400.png" alt=" A imagem mostra um homem de cabelos curtos e escuros, vestindo um smoking preto com gravata borboleta e camisa branca. Ele tem uma expressão séria ou pensativa e está em um ambiente elegante, com flores desfocadas ao fundo, sugerindo uma ocasião formal ou sofisticada" width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-1200x600.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8.png 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34643" class="wp-caption-text">Michael Keaton, que sofreu diversas críticas na época por ser um ator de Comédia, fez uma adaptação de Bruce Wayne e Batman impecável, pegando toda a essência do personagem (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após 35 anos da chegada do filme aos cinemas, tivemos mais </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/254408-acompanhe-incrivel-evolucao-batman-cinema.htm"><span style="font-weight: 400;">nove produções</span></a><span style="font-weight: 400;"> do personagem nesse período, assim, é inegável a influência do longa para o que conhecemos do Batman hoje e para o tom dos que vieram posteriormente a esse primeiro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi o responsável por abrir caminho para que os filmes de super-heróis fossem explorados de formas diferentes das habituais, tomando novas formas.  Ainda que tenha pontos fortes e fracos expostos pela sua idade, é algo que sempre terá espaço com os fãs de história em quadrinhos, porém, a cada ano que passa, vai ficando mais datado e se distanciando de ser chamado de ‘um bom filme’. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/batman-35-anos/">Batman mudou o panorama dos filmes de super-herói e, 35 anos depois, é visto de uma outra forma</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/batman-35-anos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">34642</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Mesmo 35 anos depois, Harry e Sally: Feitos um para o Outro continua impecável</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/aniversario-35-anos-harry-e-sally-feitos-um-para-o-outro/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/aniversario-35-anos-harry-e-sally-feitos-um-para-o-outro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Dec 2024 17:14:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[1989]]></category>
		<category><![CDATA[Amazon Prime Video]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário de 35 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Billy Cristal]]></category>
		<category><![CDATA[Columbia Pictures]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia Romântica]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Harry e Sally: Feitos um para o Outro]]></category>
		<category><![CDATA[Longa-metragem]]></category>
		<category><![CDATA[Meg Ryan]]></category>
		<category><![CDATA[Nova York]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio Bafta de Cinema: Melhor Roteiro Original]]></category>
		<category><![CDATA[Rafael Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Rob Reiner]]></category>
		<category><![CDATA[When Harry Met Sally]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=34607</guid>

					<description><![CDATA[<p>Rafael Gomes  Harry e Sally: Feitos Um para o Outro estreou em Julho de 1989 mundialmente. No Brasil, o filme demorou mais alguns meses para ser lançado, em Dezembro de 1989. O longa abriu as portas para a Comédia romântica em Hollywood na década de 1990, voltando a cativar o grande público através de títulos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/aniversario-35-anos-harry-e-sally-feitos-um-para-o-outro/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Mesmo 35 anos depois, Harry e Sally: Feitos um para o Outro continua impecável"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/aniversario-35-anos-harry-e-sally-feitos-um-para-o-outro/">Mesmo 35 anos depois, Harry e Sally: Feitos um para o Outro continua impecável</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34616" aria-describedby="caption-attachment-34616" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34616 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-800x450.png" alt="Cena do filme Harry e Sally : Feitos um para o outro , na imagem temos duas pessoas sentadas lado a lado, a esquerda, temos Harry, um homem com cabelo curto que utiliza um suéter preto sobre uma camisa azul claro com gravata. Ele olha para a mulher ao lado essa mulher é Sally, que possui cabelos loiros e cacheados, usando uma blusa branca de mangas compridas cruzadas no peito. Eles parecem estar em um momento de conversa descontraída, com expressões amigáveis e olhares carinhosos. O fundo tem um papel de parede suave, sugerindo um ambiente aconchegante." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34616" class="wp-caption-text">Harry e Sally: Feitos um para o Outro foi o filme que moldou a fórmula de sucesso das comédias românticas das décadas de 1990 e 2000 (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Rafael Gomes</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally: Feitos Um para o Outro</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em Julho de 1989 mundialmente. No Brasil, o filme demorou mais alguns meses para ser lançado, em Dezembro de 1989. O longa abriu as portas para a Comédia romântica em Hollywood na década de 1990, voltando a cativar o grande público através de títulos de enorme sucesso como: </span><i><span style="font-weight: 400;">Sintonia de Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quatro Casamentos e Um Funeral</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-lugar-chamado-notting-hill-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Um lugar chamado Notting Hill</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> e O Casamento do Meu Melhor Amigo</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Na contramão do gênero, </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra que o amor de verdade é sempre imperfeito, sendo necessário uma boa dose de tolerância para encontrar o par ideal.</span></p>
<p><span id="more-34607"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A inspiração dos personagens foi do diretor Rob Reiner, do produtor Andy Schinman e da escritora Nora Ephron. Harry e Sally representam os opostos idealizados entre homens e mulheres, produtos que ganharam forma e história. A ideia deles era outro projeto, porém, a conversas do trio derivou para relacionamentos e todos estavam rindo com as situações vistas sob óticas opostas. Reiner chegou até comentar em entrevista à </span><i><span style="font-weight: 400;">CNN</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XtgPNQCJQHc"><span style="font-weight: 400;">final do filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> seria bastante diferente, porém, em uma reviravolta amorosa em sua vida pessoal, tivemos um final feliz.</span></p>
<figure id="attachment_34615" aria-describedby="caption-attachment-34615" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34615" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-800x450.png" alt="Cena do filme Harry e Sally , com duas pessoas em uma loja de eletrodomésticos. A esquerda temos Sally, uma mulher com cabelo loiro e ondulado, ela está segurando um microfone e um papel na mão,parecia estar cantando ou falando. Ela veste uma blusa branca de manga comprida e tem uma bolsa preta à tiracolo. Ao lado dela temos Harry, um homem de cabelo curto que está com uma expressão de surpresa ou confusa, ele veste uma camisa de flanela xadrez em tons de azul. O fundo é de uma loja de eletrodomésticos, com pessoas ao fundo e itens expostos" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34615" class="wp-caption-text">A química do casal está na amizade dos personagens; eles se conhecem tão bem que ambos sabem todos os seus defeitos (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor conta que sempre quis fazer um filme sobre duas pessoas que se tornam amigas e não fazem sexo, justamente porque sabem que isso vai mudar o relacionamento deles, Só que acabam transando do mesmo jeito. Ephron, que vinha de bons roteiros (</span><i><span style="font-weight: 400;">Silkwood &#8211; O Retrato de uma Coragem </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Difícil Arte de Amar</span></i><span style="font-weight: 400;">), topou o desafio. A história de </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally: Feitos um para o Outro</span></i><span style="font-weight: 400;"> é simples: Sally e Harry se conheceram em 1977 em uma viagem para Nova York, voltando a se esbarrar após um período de 12 anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de Nora Ephron surpreende pela forma que os dois protagonistas constroem as suas relações, quebrando clichês da Comédia romântica; como um romance que o destino uniu, um encontro de alma gêmea ou pessoas que combinam. Ephron nos apresentou pessoas completamente diferentes. Na sequência inicial do longa, Harry e Sally destoam completamente, a música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BXmEJL1mnuU"><i><span style="font-weight: 400;">It Had To Be You</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> toca nos minutos iniciais para comentar a falsa incompatibilidade dos dois, a música retornaria ao final do filme com outro significado, na mensagem de que os opostos se atraem.</span></p>
<figure id="attachment_34614" aria-describedby="caption-attachment-34614" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34614" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-800x450.png" alt="Cena de Harry e Sally : Feitos um para o outro mostra duas pessoas conversando em um parque durante o outono. A esquerda, temos uma mulher, Sally, vestida com um chapéu cinza, casaco cinza claro e calça larga, com uma bolsa pendurada no ombro. Já a direita, temos um homem o Harry, que usa uma jaqueta marrom e calças escuras. Ambos estão cercados por árvores com folhas alaranjadas e amarelas, e o chão está coberto por uma camada de folhas caídas. Ao lado deles, há um banco de parque e um poste de luz antigo, criando uma atmosfera de outono" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34614" class="wp-caption-text">Nova York é um personagem à parte na história do filme, aparecendo sempre com cores quentes quando Harry e Sally estão juntos em cena, já quando Harry está sozinho, mostra-se um lado mais solitário da cidade (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/a-saga-dos-titulos-de-filmes-como-sao-traduzidos-para-o-brasil"><span style="font-weight: 400;">título do filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil, </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally: Feitos Um para o Outro</span></i><span style="font-weight: 400;"> é horrível. Harry não é feito para Sally e vice-versa. No começo do longa, ambos personagens estão na casa dos 20 anos, com personalidades completamente contraditórias. Harry era considerado um cara mais astuto do que de fato é e Sally tem um senso de inocência que se opõe à prepotência do protagonista. É após dois encontros ocasionados pelo destino que ambos se aproximam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O período de 12 anos em que se passa o filme desde o primeiro encontro dos dois, a sensação de tempo passado e intimidade no relacionamento se deve a grande direção de Rob Reiner, somado com um excelente trabalho de montagem do longa, bem dinâmica, em que temos os protagonistas passando por museus, parques e restaurantes, gerando um acumulado de experiências e tornando crível o sentimento entre o casal. </span><a href="https://www.untappedcities.com/when-harry-met-sally-nyc-film-locations-35-years-later/"><span style="font-weight: 400;">Nova York</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma parte essencial de </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cidade é retratada com as cores quentes, mesmo em estações mais geladas, demonstrando o sentimento de calor dos protagonistas, mas também é solitária, nos momentos íntimos dos protagonistas.</span></p>
<figure id="attachment_34613" aria-describedby="caption-attachment-34613" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34613" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5-800x533.png" alt="Harry e Sally estão agachadas lado a lado em um ambiente interno iluminado pela luz natural. Sally, mulher à esquerda, tem cabelos loiros ondulados e está usando um suéter vermelho, segurando uma garrafa de água. Harry, à direita, tem cabelo curto e barba, vestindo um suéter de lã branco e tênis brancos. Ambos olham para frente, com expressão pensativa. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5.png 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34613" class="wp-caption-text">Harry e Sally mostra como a base de um grande relacionamento se dá através da amizade entre o casal (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conta com passagens de tempo e momentos chaves da história, em que aparecem casais de ‘velhinhos’ que contam como se conheceram e se uniram, no estilo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lzi2G68CMiE"><span style="font-weight: 400;">documentário</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses amores de outros tempos são a constatação estruturante para o enredo, em que cada casal tem sua própria história, sendo a singularidade no amor, o diferencial de um casal do outro. Nós já sabemos que ambos irão ficar juntos, mas o que importa é a trajetória que irá conduzi-los.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro traz Harry e Sally conversando sobre temas não convencionais do romance tradicional, como trabalho, Cinema e relações passadas, reforçando a ideia de confiança mútua que um tem com o outro. A construção dessa relação culmina em um clímax em que os protagonistas percebem, depois de diversas decepções amorosas, como eles se encaixam perfeitamente, apesar das diferenças. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q9JSVGS4dHU"><span style="font-weight: 400;">fala final de Sally</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é o tradicional “</span><i><span style="font-weight: 400;">eu te amo</span></i><span style="font-weight: 400;">”, mas sim um carinhoso “</span><i><span style="font-weight: 400;">eu te odeio</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Isso porque ela realmente o odeia, visto que conhece todas as facetas de Harry, assim como Harry conhece todas as manias dela, como a demora ao pedir um lanche. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse amplo conhecimento de um com o outro que se permite o surgimento de amor e também a descoberta de defeitos. A relação de ambos tem o seu charme pelo sentimento de amor não surgir de paixões proibidas ou à primeira vista. O filme acredita que a </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/maioria-dos-relacionamentos-amorosos-comeca-como-amizades-apontam-estudos/"><span style="font-weight: 400;">base de uma grande relação</span></a><span style="font-weight: 400;"> está na amizade. Harry, no começo, acredita que não é possível homens e mulheres terem uma relação assim, pois a atração, em algum momento, irá atrapalhar. Esse dilema dá o desenrolar da história. </span></p>
<figure id="attachment_34612" aria-describedby="caption-attachment-34612" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34612" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-800x600.png" alt="Em uma cena do filme “Harry e Sally” há uma multidão de pessoas em uma festa, onde confetes e balões enfeitam o ambiente. No centro da imagem, há Harry homem e Sally uma mulher e estão dançando juntos, sorrindo um para o outro. Harry tem cabelo curto e usa uma jaqueta clara, enquanto Sally tem cabelos loiros cacheados e veste uma roupa elegante. Ao redor deles, outros casais dançam e se abraçam, em clima de celebração e alegria. A cena é cheia de cores vibrantes e expressões felizes" width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-1536x1152.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-1200x900.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34612" class="wp-caption-text">Harry e Sally juntos em um final que, posteriormente, se tornou clássico nos filmes de Comédia romântica (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sally representa muito o que Nora Ephron pensava como mulher, não à toa, </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/longe-do-cinema-meg-ryan-completa-60-anos-relembre-seus-filmes/"><span style="font-weight: 400;">Meg Ryan</span></a><span style="font-weight: 400;"> estrelou diversos outros filmes de Ephron. Rob Reiner havia o pessimismo de Harry, assim como o humor do protagonista. Durante a produção do roteiro, que começou em 1984, Reiner lançou dois filmes que fizeram enorme sucesso, o clássico da sessão da tarde </span><i><span style="font-weight: 400;">Conta Comigo</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1986) e o excelente </span><i><span style="font-weight: 400;">A Princesa Prometida</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1987). O filme poderia ser muito diferente, diversos atores recusaram os papéis de Harry, como por exemplo, Tom Hanks, Richard Dreyfuss e Michael Keaton, no final, o escolhido foi Billy Crystal. Já pelo lado de Sally, recusaram as atrizes Molly Ringwald e Elizabeth Perkins, deixando o papel para Ryan.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conta com momentos que entraram para a história do Cinema, como por exemplo a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6pQgbEEFPq0"><span style="font-weight: 400;">cena da lanchonete</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde Harry acredita que não é possível fingir um orgasmo e Sally começa a fingir no meio da lanchonete. Essa cena é uma das mais famosas não só do gênero de comédias românticas, mas em geral. Outro momento marcante é a declaração de Harry para Sally na celebração de ano novo, em que o personagem sai correndo atrás dela, proferindo uma das falas mais clássicas: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quando você percebe que quer passar o tempo com uma pessoa, você quer que esse tempo comece o mais rápido possível”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre aparece em listas dos melhores filmes já feitos. A proposta original era manter ambos como amigos, porém, decidiram ir para um resultado menos realista, colocando “</span><i><span style="font-weight: 400;">felizes e neuróticos para sempre”</span></i><span style="font-weight: 400;">, se tornando uma alternativa nas comédias românticas desde então. O longa foi indicado ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kT6QnJLxWxw&amp;list=PLJ8RjvesnvDPs8Hps1ARYA5DBdT-UEyEz&amp;index=23"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> na categoria de Melhor roteiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e abriu caminho para Nora Ephron se reinventar como diretora de Cinema, produzindo clássicos da Comédia romântica, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Sintonia de Amor</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1993) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Mensagem para Você </span></i><span style="font-weight: 400;">(1998). </span></p>
<figure id="attachment_34611" aria-describedby="caption-attachment-34611" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34611" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-800x450.png" alt="um homem e uma mulher estão parados próximos a um carro amarelo. A à esquerda está a mulher, Sally, tem cabelos loiros ondulados e veste uma blusa azul sobre uma camisa clara. Ela está com as mãos nos quadris, parecendo falar com Harry. homem, à direita, tem cabelo curto escuro e veste um moletom cinza. Ele segura um bastão e uma sacola em uma das mãos, e parece estar ouvindo a mulher. No carro, há um adesivo com as palavras &quot;University of Chicago&quot;.]" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34611" class="wp-caption-text">O sucesso de Harry e Sally também está em como ele lida com o tempo, o desenvolvimento gradual da amizade e o crescimento dos personagens de forma incrível (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto cultural do filme pode ser sentido em diversas produções cinematográficas da década de 1990 e começo de 2000, porém, atualmente, ainda há exemplos de influência desse clássico. Um deles é a série do </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+ </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – onde há diversas referências ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Rom-Communism</span></i><span style="font-weight: 400;">, principalmente no quinto episódio da segunda temporada, com diversas homenagens aos filmes de Nora Ephron –, mas também na relação entre dois personagens, Ted e Rebecca, provando que a tese de Harry está errada; homens e mulheres podem ser apenas amigos. Mesmo após 35 anos do lançamento, continua um ‘filmaço’, seu ritmo é perfeito, o humor ainda funciona e a história de ambos com todos seus encontros e desencontros dão charme ao longa, fazendo com que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=imf92LMQKJQ"><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">seja lembrado e reverenciado como um dos melhores do gênero. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=imf92LMQKJQ"><span style="font-weight: 400;"> </span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/aniversario-35-anos-harry-e-sally-feitos-um-para-o-outro/">Mesmo 35 anos depois, Harry e Sally: Feitos um para o Outro continua impecável</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/aniversario-35-anos-harry-e-sally-feitos-um-para-o-outro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">34607</post-id>	</item>
		<item>
		<title>1989 (Taylor’s Version): A consolidação do inesquecível</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Apr 2024 18:27:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[1989]]></category>
		<category><![CDATA[1989 (Taylor's Version)]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Blank Space]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Grammy]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[I WIsh You Would]]></category>
		<category><![CDATA[Now That We Don't Talk]]></category>
		<category><![CDATA[Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Regravação]]></category>
		<category><![CDATA[Republic Records]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Style]]></category>
		<category><![CDATA[Swifties]]></category>
		<category><![CDATA[Taylor Swift]]></category>
		<category><![CDATA[The Eras Tour]]></category>
		<category><![CDATA[This Love]]></category>
		<category><![CDATA[Welcome To New York]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=33213</guid>

					<description><![CDATA[<p>Guilherme Barbosa Não é por acaso que Taylor Swift é considerada a indústria da Música. A cantora, que acumula mais de 100 milhões de ouvintes mensais no Spotify, lançou em Outubro de 2023 a regravação de uma de suas maiores obras musicais, o álbum 1989 – agora intitulado 1989 (Taylor&#8217;s Version). Após o anúncio da &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "1989 (Taylor’s Version): A consolidação do inesquecível"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/">1989 (Taylor’s Version): A consolidação do inesquecível</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33214" aria-describedby="caption-attachment-33214" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33214" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-800x800.jpg" alt="apa do CD 1989 (Taylor’s Version). Fotografia quadrada com uma margem bege. No centro da imagem está Taylor Swift, uma mulher branca, cabelos louros, curtos na altura do ombro e em movimento usando batom vermelho e sorrindo. Ao redor, há algumas gaivotas e acima de sua cabeça está escrito o título do álbum, onde 1989 está em bege e Taylor’s Version em preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image3-2.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33214" class="wp-caption-text">“As melhores pessoas na vida são livres” (Foto: Beth Garrabrant/Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é por acaso que Taylor Swift é considerada a </span><a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2014-11-12/taylor-swift-and-big-machine-are-the-music-industry?embedded-checkout=true"><span style="font-weight: 400;">indústria da Música</span></a><span style="font-weight: 400;">. A cantora, que acumula mais de 100 milhões de ouvintes mensais no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançou em Outubro de 2023 a regravação de uma de suas maiores obras musicais, o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 </span></i><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><span style="font-weight: 400;"> agora intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor&#8217;s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Após o </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/entenda-por-que-taylor-swift-esta-regravado-seus-seis-primeiros-trabalhos/"><span style="font-weight: 400;">anúncio da remasterização </span></a><span style="font-weight: 400;">de seus seis primeiros discos, a intérprete tem se mostrado muito engajada em apresentar ao público novas versões que se mostrem atuais, mas ao mesmo tempo, preservem sua essência original.</span></p>
<p><span id="more-33213"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o lançamento do </span><a href="https://open.spotify.com/album/4hDok0OAJd57SGIT8xuWJH?si=gwbCGuSoRuik0hvXIZ_K-g"><i><span style="font-weight: 400;">Fearless (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em 2021, a artista tem apresentado um novo formato de consumo de suas criações, presenteando os fãs com músicas inéditas que compõem o conjunto original de faixas, adicionando novas histórias e sentimentos às composições mais pessoais de cada álbum. Quando lançou o </span><a href="https://open.spotify.com/album/5fy0X0JmZRZnVa2UEicIOl?si=QzWtOm0ZTT6tyFknv_Pyxw"><span style="font-weight: 400;">projeto original</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 2014, a cantora se adentrava 100% no gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, apresentando canções que viriam a fazer um sucesso estrondoso e a consolidaria como uma das maiores divas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> da atualidade. Swift estava presente em todo lugar: </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, rádios e televisões. Seu sucesso era inegável e hoje se torna algo inerente à sua carreira.</span></p>
<figure id="attachment_33215" aria-describedby="caption-attachment-33215" style="width: 398px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33215" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-1.jpg" alt="Fotografia quadrada em estética polaroid com uma margem bege. No centro da imagem está Taylor Swift, usando um batom vermelho com um moletom branco e azul com estampas de gaivotas." width="398" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-1.jpg 398w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image2-1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 398px) 85vw, 398px" /><figcaption id="caption-attachment-33215" class="wp-caption-text">“O álbum 1989 mudou a minha vida de inúmeras maneiras, e me enche de emoção anunciar que minha versão dele será lançada” (Foto: Sarah Barlow/Stephen Schofield)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Anunciado como sua </span><a href="https://www.instagram.com/p/CvwPZgYuCcV/"><span style="font-weight: 400;">regravação favorita</span></a><span style="font-weight: 400;">, o tão aguardado disco traz consigo temáticas como o amor, novas descobertas e decepções. Os cenários que vão desde a cidade grande até a praia se fazem presentes para criar uma atmosfera calorosa que irá transitar entre as 21 faixas da nova versão. Com o desafio de manter a qualidade do registro original, a loirinha não decepciona ao trazer vocais mais maturados, suaves e amistosos às suas canções. Um dos maiores sucessos da era, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e-ORhEE9VVg"><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos traz o mesmo ambiente, mas de maneira mais madura em seus versos. Os vocais nos oferecem uma sensação de ironia, contrários ao sentimento de raiva dos cânticos originais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum mantém suas referências dos anos 1980, que funcionam muito bem em quase toda a obra, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Welcome to New York</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">I Wish You Would</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">This Love</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2JgvVfOfoWI"><i><span style="font-weight: 400;">Style</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se mostra como uma das, se não a única música da versão repaginada que, simplesmente, não funcionou. Seus vocais decepcionam, tirando toda a vivacidade que a canção pede. A mudança no instrumental é perceptível, confirmando que a produção falhou ao tentar realçar o que já era bom.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com sua estética única, o registro traz cinco faixas inéditas para fazer conjunto com as originais. De forma muito sensível, todas trazem assuntos como a decepção, mas também a superação. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yF4ulRTCn44"><i><span style="font-weight: 400;">Now That We Don&#8217;t Talk</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se mostra como aquela canção que (quase) todo mundo irá se identificar. De maneira autêntica e sincera, a </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81028336"><i><span style="font-weight: 400;">Miss Americana</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos conta como é ver alguém que era presente em nossa vida e hoje não é mais, seguindo em frente. Taylor Swift reafirma seu status de uma das </span><a href="https://www.rollingstone.com/interactive/lists-100-greatest-songwriters/#billie-joe-armstrong"><span style="font-weight: 400;">maiores compositoras</span></a><span style="font-weight: 400;"> de todos os tempos ao nos contar de um jeito tão particular, em forma de composição, como é crescer, amar, se decepcionar e ainda assim, no fim de tudo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AppsjTInqiw"><span style="font-weight: 400;">se sentir limpo</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_33217" aria-describedby="caption-attachment-33217" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33217" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Taylor-Imagem-3-800x533.jpg" alt=" Fotografia na vertical. No centro temos a cantora Taylor Swift utilizando uma calça jeans azul. uma blusa regata branca e uma camisa branca aberta. Seus braços estão abertos e ela levanta sua perna.Seus olhos estão fechados e na boca há um batom vermelho. Ao fundo, vemos uma praia" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Taylor-Imagem-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Taylor-Imagem-3-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Taylor-Imagem-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Taylor-Imagem-3-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Taylor-Imagem-3-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Taylor-Imagem-3.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33217" class="wp-caption-text">“Lembro a mim mesma que quanto mais eu dava, menos você me queria” (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A nova versão não apenas resgata a nostalgia dos fãs, mas também oferece uma nova perspectiva da relação entre os artistas e seu catálogo na indústria musical. Ao revisitar um álbum já consagrado como o </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;">, Swift não só fortalece seu vínculo com os ouvintes antigos – o famoso </span><i><span style="font-weight: 400;">fan service</span></i><span style="font-weight: 400;"> – como também encanta uma nova geração ao proporcionar uma experiência musical renovada. Esta conexão com as gerações Z e </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/estudo-mostra-os-conflitos-da-geracao-alpha-a-primeira-com-pais-influenciadores/"><span style="font-weight: 400;">Alpha</span></a><span style="font-weight: 400;"> são perceptíveis, especialmente durante os shows da gigante </span><a href="https://www.guinnessworldrecords.com/news/2023/12/taylor-swifts-eras-tour-breaks-record-as-highest-grossing-music-tour-ever-762285"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde foi possível notar a presença de </span><a href="https://www.tiktok.com/@lalalandbuzz/video/7304030990400261382?q=menina%20que%20recebeu%20o%20chapeu%20da%20taylor%20swift%20sp&amp;t=1702918314641"><span style="font-weight: 400;">crianças</span></a><span style="font-weight: 400;"> e adolescentes cantando as músicas com muita energia. A abordagem desafia os tradicionais costumes, redefinindo a maneira como os artistas preservam seus legados, ao mesmo tempo em que reimaginam criações de anos atrás.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua legião de fãs é imensa e isso se torna ainda mais explícito durante a turnê atual, a </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;">. No Brasil, os </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties </span></i><span style="font-weight: 400;">se uniram para uma homenagem no </span><a href="https://www.opovo.com.br/vidaearte/2023/11/18/taylor-swift-no-brasil-cantora-e-recebida-pelo-cristo-redentor-no-rio.html"><span style="font-weight: 400;">Cristo Redentor</span></a><span style="font-weight: 400;">, celebrando a chegada da cantora no país. Este é apenas um exemplo de como ela estabelece uma conexão profunda em suas obras. Os versos contam emoções vividas por quase todos, afinal, quem nunca passou por um término de relacionamento? Ao revisitar sentimentos, Swift não apenas proporciona uma perspectiva renovada de seus discos, mas também adiciona camadas emocionais profundas a eles. Essa conexão vai além de simplesmente &#8216;ouvir música&#8217;; é um laço emocional que transcende o tempo, construindo uma relação autêntica de identificação entre a artista e seu público.</span></p>
<figure id="attachment_33219" aria-describedby="caption-attachment-33219" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33219" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-800x783.jpg" alt="Fotografia quadrada. Nela, vemos Taylor Swift, uma mulher branca de cabelos loiros. Ela vesta uma calça jenas clara, uma regata branca e uma camisa branca aberta. Ela está com em pé com as perans cruzadas e os braços na altura do quadril. Ao fundo, vemos uma praia." width="800" height="783" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-800x783.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-1024x1002.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2-768x752.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image4-2.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33219" class="wp-caption-text">“Nunca em meus sonhos mais loucos imaginei a magia que vocês espalhariam em minha vida por tanto tempo” (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável o impacto que o </span><i><span style="font-weight: 400;">1989 </span></i><span style="font-weight: 400;">teve na indústria musical: foram muitos recordes e </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ficarão para a história. A regravação vem para reafirmar esse sucesso, nos mostrando que apesar das adversidades, foi possível manter a qualidade original trazendo novos elementos que compõem de forma extraordinária o disco. De fato, há algumas incorreções que se fazem questionáveis, mas que ainda assim, não diminuem o quesito qualidade de uma obra que é uma das mais premiadas da história do </span><a href="https://www.grammy.com/news/taylor-swift-1989-record-1"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com o lançamento de sua quarta </span><i><span style="font-weight: 400;">Taylor’s Version</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista se consolida ainda mais como uma das maiores deste século, demonstrando ser extremamente completa e versátil.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: 1989 (Taylor&amp;apos;s Version)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/64LU4c1nfjz1t4VnGhagcg?utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/">1989 (Taylor’s Version): A consolidação do inesquecível</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">33213</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Taylor Swift revisita as dores de como é ser uma jovem adulta em Speak Now (Taylor’s Version)</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Oct 2023 20:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[1989]]></category>
		<category><![CDATA[1989 (Taylor's Version)]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
		<category><![CDATA[All Too Well]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Caires]]></category>
		<category><![CDATA[Boys Like Girls]]></category>
		<category><![CDATA[Country]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Daisy Jones & The Six]]></category>
		<category><![CDATA[Fleetwood Mack]]></category>
		<category><![CDATA[From The Vault]]></category>
		<category><![CDATA[Grammy]]></category>
		<category><![CDATA[John Mayer]]></category>
		<category><![CDATA[Martin Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[Max Martin]]></category>
		<category><![CDATA[Midnights]]></category>
		<category><![CDATA[Nashville]]></category>
		<category><![CDATA[Paramore]]></category>
		<category><![CDATA[Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Red (Taylor’s Version)]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Speak Now]]></category>
		<category><![CDATA[Speak Now (Taylor's Version)]]></category>
		<category><![CDATA[Taylor Swift]]></category>
		<category><![CDATA[The Eras Tour]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=31670</guid>

					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Após muitas especulações de qual seria a próxima regravação de Taylor Swift – como easter eggs em merchs indicando 1989 e Speak Now, referências no clipe de Bejeweled do álbum Midnights, e a presença de nada mais nada menos que  Enchanted na setlist da The Eras Tour – Speak Now (Taylor&#8217;s Version) finalmente &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Taylor Swift revisita as dores de como é ser uma jovem adulta em Speak Now (Taylor’s Version)"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/">Taylor Swift revisita as dores de como é ser uma jovem adulta em Speak Now (Taylor’s Version)</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31673" aria-describedby="caption-attachment-31673" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31673" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/71QgmF3cnEL._AC_UF10001000_QL80_-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Speak Now (Taylor’s Version), em que Taylor, uma mulher branca de cabelos loiros e compridos, está de costas olhando pelo ombro para frente, com os cabelos em movimento e usando um vestido roxo em um fundo escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/71QgmF3cnEL._AC_UF10001000_QL80_-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/71QgmF3cnEL._AC_UF10001000_QL80_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/71QgmF3cnEL._AC_UF10001000_QL80_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/71QgmF3cnEL._AC_UF10001000_QL80_.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31673" class="wp-caption-text">Na capa de Speak Now (Taylor Version), a artista tentou recriar a da versão original, mas dessa vez virada para o lado contrário e em tons mais escuros, indicando uma visão mais amadurecida das canções (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após muitas especulações de qual seria a próxima regravação de Taylor Swift – como </span><a href="https://twitter.com/taylornation13/status/1522247913497317378?s=20"><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">merchs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> indicando </span><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now</span></i><span style="font-weight: 400;">, referências no clipe de </span><a href="https://portalpopline.com.br/taylor-swift-easter-eggs-bejeweled-midnights/"><i><span style="font-weight: 400;">Bejeweled</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e a presença de nada mais nada menos que  </span><i><span style="font-weight: 400;">Enchanted</span></i><span style="font-weight: 400;"> na </span><i><span style="font-weight: 400;">setlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> – </span><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now (Taylor&#8217;s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente está entre nós. Originalmente lançado em 2010, a regravação do terceiro disco de estúdio de Swift foi anunciado em um grande telão de seu show em Nashville, e chegou para reafirmar o desejo da artista de recuperar os direitos de seus seis primeiros trabalhos, ao mesmo tempo que presenteia nostalgia para os fãs.</span></p>
<p><span id="more-31670"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco contém 22 faixas, sendo dezesseis regravações e seis da parte </span><i><span style="font-weight: 400;">From The Vault</span></i><span style="font-weight: 400;"> – coleção de músicas originais nunca lançadas que foram produzidas na época do álbum, mas não entraram na seleção final. Além disso, com o intuito de provar sua habilidade de compor no início de sua carreira, todas as canções foram inteiramente escritas por Swift. Dentre as canções, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mean</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma resposta a um crítico que disse que a artista não sabia cantar, conquistou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pi9bnkS0MRQ"><span style="font-weight: 400;">dois </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nas categorias </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2011. Agora, em sua regravação, a canção se torna ainda mais irônica com os vocais aprimorados da cantora e sua posição atual na indústria da Música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora seja um feito simbólico, ao priorizar faixas apenas escritas por ela, Swift acabou limitando a regravação e deixando algumas outras de lado. No início da </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora liberou a nova versão de </span><i><span style="font-weight: 400;">If This Was A Movie</span></i><span style="font-weight: 400;">, inicialmente da versão</span><i><span style="font-weight: 400;"> deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas que foi jogada para a era </span><a href="https://personaunesp.com.br/fearless-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fearless (Taylor&#8217;s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por ser co-escrita por Martin Johnson, vocalista da banda Boys Like Girls. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Drama Queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> – também assinada pelo cantor – e </span><i><span style="font-weight: 400;">Battle (Let&#8217;s Go)</span></i><span style="font-weight: 400;"> são dois descartes conhecidos pelos fãs que não entraram no álbum regravado. Junto deles, as versões acústicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Haunted</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Back To December</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram também encontrar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1etzkcAo6WA"><i><span style="font-weight: 400;">Long Live</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com participação de Paula Fernandes, no quase literal cofre da loirinha.</span></p>
<figure id="attachment_31679" aria-describedby="caption-attachment-31679" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31679" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/362979615_661735418854684_643937480026864066_n-800x533.jpg" alt="Taylor, uma mulher branca de cabelos loiros e compridos, em seu show, em cima de uma plataforma, performando a música Long Live. Ela usa um vestido roxo claro e está tocando um violão azul que contém figuras de peixes em sua superfície, com um microfone azul posicionado em sua frente." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/362979615_661735418854684_643937480026864066_n-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/362979615_661735418854684_643937480026864066_n-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/362979615_661735418854684_643937480026864066_n.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31679" class="wp-caption-text">Após o lançamento da regravação, a artista adicionou permanentemente Long Live à setlist de seu show (Foto: Jeff Kravitz)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No âmbito das regravações, a nova versão do terceiro álbum foi a que mais gerou controvérsias entre os fãs. Enquanto o relançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fearless</span></i><span style="font-weight: 400;"> melhorou o disco original em todos os aspectos – vocais, produção e mixagem – e </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-novembro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Red (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> teve seus grandes pontos altos, como a versão de 10 minutos de </span><i><span style="font-weight: 400;">All Too Well</span></i><span style="font-weight: 400;">, e alguns baixos, como a perda de força nas faixas co-escritas por Max Martin, </span><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now (Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> sente falta da voz jovem e embargada de emoções da versão de 2010.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É necessário muito mais tempo para se acostumar e apreciar os vocais maduros da cantora nessas canções que há tanto tempo fazem parte do nosso repertório musical. Essa transição se torna particularmente notável em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Last Kiss</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que a característica </span><a href="https://vm.tiktok.com/ZMj8ms1y6/"><span style="font-weight: 400;">respiração trêmula</span></a><span style="font-weight: 400;"> na ponte desaparece, e em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3sW3oSbzsfecv9XoUdGs7h?si=60e45492443d43af"><i><span style="font-weight: 400;">Enchanted</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na qual, apesar da produção ganhar uma grandiosidade notável, os vocais ingênuos que anteriormente capturavam o encanto de um amor à primeira vista parecem se dissipar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra mudança contraditória foi a alteração de uma frase polêmica do refrão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Better Than Revenge</span></i><span style="font-weight: 400;">. A música que sempre foi conhecida, até mesmo </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2023/07/07/taylor-swift-altera-letra-de-better-than-revenge-em-regravacao-do-album-speak-now.ghtml#:~:text=Taylor%20chegou%20a,quiser%20ir%20embora.%22"><span style="font-weight: 400;">pela própria cantora</span></a><span style="font-weight: 400;">, pelo seu teor misógino teve em sua regravação uma reparação histórica: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ela é mais conhecida pelas coisas que faz no colchão</span></i><span style="font-weight: 400;">” se transformou em “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ele era uma mariposa para a chama, ela segurava os fósforos</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Por um lado, a mudança é uma forma de Swift passar uma mensagem diferente para as novas gerações; por outro, se </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-after-laughter-paramore/"><span style="font-weight: 400;">Paramore</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode cantar </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/paramore-toca-misery-business-pela-primeira-vez-em-4-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Misery Business</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com a consciência de seu significado pejorativo, a loirinha também é capaz.</span></p>
<figure id="attachment_31680" aria-describedby="caption-attachment-31680" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31680" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/taylor-swift-800x491.jpg" alt="Taylor, uma mulher branca de cabelos loiros e compridos, está sentada com as pernas esticadas em um fundo branco, usando um vestido de bailarina roxo claro e sapatilhas de bailarina olhando para o lado, apoiando o cotovelo em um dos joelhos com uma expressão séria." width="800" height="491" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/taylor-swift-800x491.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/taylor-swift-1024x629.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/taylor-swift-768x471.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/taylor-swift-1200x737.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/taylor-swift.jpg 1427w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31680" class="wp-caption-text">No ensaio de fotos de Speak Now (Taylor’s Version), a artista brinca com os temas recorrentes do álbum, como vestidos de debutantes, contos de fada e juventude feminina (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a perda das emoções à flor da pele da artista seja algo que apenas os grandes fãs irão notar, ainda mais por se tratar de algo fora do alcance da cantora de reproduzir, o novo nível técnico dos vocais faz valer a pena. Apesar de tudo, músicas como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7G0gBu6nLdhFDPRLc0HdDG?si=775fbe7fdfc346cc"><i><span style="font-weight: 400;">Mine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6dTA6y0C2ReQklntzZl8l3?si=bb72b29303ee43ed"><i><span style="font-weight: 400;">The Story Of Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganham uma imensa qualidade, sobressaindo sua voz e praticamente se transformando em um instrumento junto com a produção, que está superior à original em todas as faixas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além destas, a quinta música do disco, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1zU8j1x3yi9xalMF96pzKp?si=2000f5d316304f77"><i><span style="font-weight: 400;">Dear John</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é outra que foi cuidadosamente regravada. A canção, que teve como inspiração o relacionamento da artista com o cantor John Mayer, ganhou um novo significado após o lançamento da </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0aV5uARAknQgYhBaK944FP?si=1cb669eea3564dda"><i><span style="font-weight: 400;">Would’ve, Could’ve, Should’ve</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/midnights-3-am-edition-taylor-swift-lanca-versao-estendida-do-disco-com-7-musicas-adicionais/"><span style="font-weight: 400;">versão </span><i><span style="font-weight: 400;">3am</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2022. Saber que esta relação de grande diferença de idade – Swift com 19 e Mayer com 32 – assombra a cantora até hoje em versos como “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu me arrependo de você o tempo todo</span></i><span style="font-weight: 400;">”, faz com que, ao ouvirmos a regravação, se sinta um gosto amargo ainda maior.</span></p>
<figure id="attachment_31681" aria-describedby="caption-attachment-31681" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31681" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Taylor-Swift-1.jpg" alt="Taylor, uma mulher branca de cabelos loiros e compridos, e batom vermelho, está deitada no chão de grama coberto por flores lilás, com os braços acima da cabeça, usando uma camiseta listrada clara, iluminada por um sol da manhã." width="640" height="480" /><figcaption id="caption-attachment-31681" class="wp-caption-text">Com uma visão mais equidistante, Taylor Swift encontrou uma forma de dar um novo significado para essas canções (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, na seção </span><i><span style="font-weight: 400;">From The Vault</span></i><span style="font-weight: 400;">, temos como destaque a faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">I Can See You</span></i><span style="font-weight: 400;">, com uma produção um tanto quanto diferente em relação ao resto do disco e até mesmo dos últimos trabalhos originais de Swift. Trata-se de um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop/rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> delicioso</span><i><span style="font-weight: 400;"> à la</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/40-anos-rumours-fleetwood-mac/"><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas com um toque do estilo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Como um todo, essa nova coleção de músicas teve como propósito celebrar a nostalgia da época com as participações de Fall Out Boy e Paramore, e mostrar que até mesmo os descartes da artista têm um valor significativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> programada até o fim de 2024 – incluindo uma parada no Brasil em novembro deste ano – os próximos passos de Taylor Swift são incertos. Uma das certezas é o álbum </span><a href="https://gshow.globo.com/tudo-mais/pop/noticia/taylor-swift-anuncia-regravacao-de-1989-taylors-version-e-fas-especulam-parceria-com-harry-styles.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, anunciado durante seu último show dos Estados Unidos, com cinco faixas adicionais e diversas capas colecionáveis. Mas a questão é: irá Swift lançar as duas últimas regravações até o fim de sua turnê? Ou um disco de inéditas pode estar a caminho com a cantora entrando e saindo de estúdios? Nada se sabe ao certo, mas com certeza há um </span><i><span style="font-weight: 400;">easter egg</span></i><span style="font-weight: 400;"> perdido com a resposta para todas essas perguntas.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Speak Now (Taylor&amp;apos;s Version)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5AEDGbliTTfjOB8TSm1sxt?si=LPqfb_keSxCQSO2VXUE1NA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/">Taylor Swift revisita as dores de como é ser uma jovem adulta em Speak Now (Taylor’s Version)</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">31670</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A Pequena Sereia de Halle Bailey comove e ensina como adaptar uma animação</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/a-pequena-sereia-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/a-pequena-sereia-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jul 2023 12:42:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[1989]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
		<category><![CDATA[A Pequena Sereia]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Menken]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Ariel]]></category>
		<category><![CDATA[CGI]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Daveed Diggs]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[For the first time]]></category>
		<category><![CDATA[fotorrealismo]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Machado Leal]]></category>
		<category><![CDATA[Halle Bailey]]></category>
		<category><![CDATA[Jacob Tremblay]]></category>
		<category><![CDATA[Javier Bardem]]></category>
		<category><![CDATA[John Myhre]]></category>
		<category><![CDATA[Jonah Hauer-King]]></category>
		<category><![CDATA[Kiss The Girl]]></category>
		<category><![CDATA[Lin-Manuel Miranda]]></category>
		<category><![CDATA[Live Action]]></category>
		<category><![CDATA[Melissa McCarthy]]></category>
		<category><![CDATA[Part of Your World]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Rob Marshall]]></category>
		<category><![CDATA[The Scuttlebutt]]></category>
		<category><![CDATA[Under The Sea]]></category>
		<category><![CDATA[Wild Uncharted Waters]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=31251</guid>

					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal Em 2019, foi anunciado o elenco do live-action de A Pequena Sereia, tendo a atriz Halle Bailey como a protagonista Ariel, o que incomodou diversos fãs da animação original. Possíveis argumentos que poderiam ser levantados &#8211; mesmo sem um material promocional da obra sequer ter sido divulgado até aquele momento &#8211; deram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-pequena-sereia-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Pequena Sereia de Halle Bailey comove e ensina como adaptar uma animação"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/a-pequena-sereia-critica/">A Pequena Sereia de Halle Bailey comove e ensina como adaptar uma animação</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31252" aria-describedby="caption-attachment-31252" style="width: 995px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31252" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image2-2.png" alt=" Cena do filme A Pequena Sereia. Nela, observa-se a personagem Ariel dentro do mar olhando o seu reflexo através da água." width="995" height="766" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image2-2.png 995w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image2-2-800x616.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image2-2-768x591.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31252" class="wp-caption-text">O longa amplia a relação de Ariel com a sua liberdade, conceito até então desconhecido pela protagonista (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019, foi anunciado o elenco do</span><i><span style="font-weight: 400;"> live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia</span></i><span style="font-weight: 400;">, tendo a atriz Halle Bailey como a protagonista Ariel, o que incomodou diversos fãs da animação original. Possíveis argumentos que poderiam ser levantados &#8211; mesmo sem um material promocional da obra sequer ter sido divulgado até aquele momento &#8211; deram lugar a uma enxurrada de comentários racistas pela </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">. A cantora, da dupla Chloe x Halle, sofreu ataques desumanos devido a sua cor de pele: o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">teaser </span></i><span style="font-weight: 400;">do filme foi bombardeado por </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2022/09/12/com-halle-bailey-como-ariel-teaser-de-a-pequena-sereia-recebe-serie-de-dislikes-apos-lancamento.ghtml"><span style="font-weight: 400;">um alto número de </span><i><span style="font-weight: 400;">dislikes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o que mostra uma certa resistência &#8211; no caso, puramente racismo &#8211; do público para sua versão da Ariel. Agora, após a estreia, finalmente podemos avaliar de uma forma justa: Bailey fez jus à icônica sereia conhecida em 1989?</span></p>
<p><span id="more-31251"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa pergunta não poderia ser respondida de outra forma: a artista é, de fato, a Ariel que precisávamos. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jsMtFCiZrDA"><span style="font-weight: 400;">Com a sua voz angelical e única</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela confere à personagem um traço de identificação ainda maior do que o presenciado na animação. A escolha da promissora atriz mostra que, quando quer, os estúdios </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> entregam ao público uma adaptação digna e que não compromete de forma alguma o seu material base. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O retrato da icônica sereia é feito de uma forma extremamente cuidadosa, uma vez que a personagem, pelo seu carisma, precisava ter a sua história contada de uma maneira que transpusesse da animação para o real a sua singularidade, a qual captou fãs pelo mundo inteiro. Com a escalação da artista para o elenco, esse legado foi levado adiante, ainda mais ao se observar o número de garotas pretas que puderam se sentir, pela primeira vez em um </span><a href="https://animateriastudios.com/afinal-o-que-e-live-action/"><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">uma princesa de um conto de fantasias.</span></p>
<figure id="attachment_31253" aria-describedby="caption-attachment-31253" style="width: 1214px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31253" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-1.png" alt="Foto da atriz Halle Berry durante a premiere de A Pequena Sereia. Ela está com um vestido azul e está sorrindo, em frente a um fundo azul com o logotipo do filme." width="1214" height="811" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-1.png 1214w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-1-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-1-1024x684.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-1-768x513.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image3-1-1200x802.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31253" class="wp-caption-text">Com a atuação de Halle Bailey, a sereia Ariel tem o seu legado mantido e expandido para as novas gerações (Foto: Don Arnold)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Rob Marshall (</span><i><span style="font-weight: 400;">Chicago</span></i><span style="font-weight: 400;">), </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia demonstra</span></i><span style="font-weight: 400;"> todo o cuidado do cineasta na construção do projeto: com o objetivo de colocar em tela a realidade, ele optou pela </span><a href="https://www.eonline.com/br/photos/36182/10-segredos-revelados-dos-bastidores-de-a-pequena-sereia"><span style="font-weight: 400;">técnica fotorrealista</span></a><span style="font-weight: 400;"> na hora de retratar o fundo do mar. Certamente, em algumas cenas específicas em que apenas o cenário abaixo da terra é mostrado, pode-se perceber que o distanciamento da fotografia do filme de 1989 foi colocado em prática pela equipe de produção, uma vez que é notável a forma como o lar de Ariel é retratado. Além disso, com os designs criados para o próprio longa, o trabalho de John Myhre evidencia um frescor no que se relaciona ao </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i><span style="font-weight: 400;"> de adaptações </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; diferentemente do de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Rei Leão</span></i><span style="font-weight: 400;">, já que o público, ao ver o resultado final do filme, consegue acreditar que aquele cenário existe na vida real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto que deve ser ressaltado e elogiado em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia </span></i><span style="font-weight: 400;">são os atores. Devido a sua excelente bagagem como comediante, Melissa McCarthy expressa uma Úrsula, a vilã, ao mesmo tempo assustadora e divertida. A maquiagem da personagem, que na animação é inspirada na arte da cultura das </span><a href="https://gizmodo.uol.com.br/quem-foi-divine-drag-queen-que-inspirou-vila-ursula-de-a-pequena-sereia/"><i><span style="font-weight: 400;">drag queens</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action </span></i><span style="font-weight: 400;">não possui esse fator, o que pode ser um problema para os fãs mais apegados. No entanto, a caracterização de McCarthy não atrapalha o andamento da personagem e muito menos a afasta dos espectadores. Outro acerto é Javier Bardem, como o temido Rei Tritão. A roupagem dada pelo ator humaniza o pai de Ariel, que é extremamente protetor com a sua família e respeitado como o líder dos mares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aliás, a vontade da protagonista aqui é mostrada de uma forma bem clara: ela quer ser humana porque quer a sua liberdade. Antes mesmo de conhecer Eric (Jonah Hauer-King), a adolescente já possui o sonho de se aventurar pelo mundo terrestre. Com a canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kf7Dss2gCe0"><i><span style="font-weight: 400;">Part of Your World</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, solo poderoso da princesa, o público entende o porquê o fundo do mar não ser seu único lar, além de se emocionar com os vocais tocantes de Halle Bailey que, nesse número, mostra a capacidade e a facilidade com que domina o papel. Por outro lado, o melhor amigo da sereia, Linguado (Jacob Tremblay), é um dos pontos fracos: todo o carisma do personagem não é captado e colocado no </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">, tirando o interesse acerca do seu arco. Isso é algo que não acontece com Sebastião (Daveed Diggs), que serve como alívio cômico e obtém na versão de 2023 um maior tempo de tela, sendo assim o mais importante </span><a href="https://thecinemaholic.com/best-movie-sidekicks/"><span style="font-weight: 400;">companheiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Ariel.</span></p>
<figure id="attachment_31255" aria-describedby="caption-attachment-31255" style="width: 927px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31255" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image5.png" alt="Cena do filme A Pequena Sereia. Nela, observa-se a personagem Úrsula realizando um feitiço. É possível ver uma espécie de fogo, sobre o qual a vilã está fazendo o feitiço." width="927" height="791" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image5.png 927w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image5-800x683.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image5-768x655.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31255" class="wp-caption-text">Melissa Mccarthy, icônica comediante, acerta no tom de Úrsula no live-action de A Pequena Sereia (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o</span><i><span style="font-weight: 400;"> live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi anunciado, a seguinte pergunta foi feita: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quem seria capaz de interpretar o príncipe Eric?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O cantor Harry Styles, inclusive, </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/filmes/diretor-de-a-pequena-sereia-revela-por-que-harry-styles-recusou-papel,1da1c620a4f45108e78b994fb060eb06ig4jtcli.html"><span style="font-weight: 400;">quase</span></a><span style="font-weight: 400;"> pegou o papel do par romântico de Ariel, mas foi Hauer-King quem levou a melhor. Entretanto, no momento em que se compara a atuação de King com o nível entregado por sua co-protagonista, percebe-se que a adaptação de Eric não foi um dos acertos do filme, visto que o seu solo, a música </span><i><span style="font-weight: 400;">Wild Uncharted Waters</span></i><span style="font-weight: 400;">, é completamente desnecessária dentro das 2 horas e 20 minutos pelas quais o longa caminha, além de não acrescentar camadas para o personagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esse lado, a trilha sonora composta por Alan Menken, que participou da curadoria e produção da animação de 1989 e da adaptação, consegue fazer com que o fã saia da sala de cinema correndo para os agregadores de música a fim de ouvir o álbum completo. Com a adição de quatro novas canções, dentre elas um novo solo da protagonista, chamado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8CSI9DP55r4"><i><span style="font-weight: 400;">For The First Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e a engraçada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=N4ovRhX8XIM"><i><span style="font-weight: 400;">The Scuttlebutt</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; ambas escritas por Lin Manuel Miranda (</span><a href="https://personaunesp.com.br/em-um-bairro-de-nova-york-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Em Um Bairro de Nova York</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) em parceria com Menken &#8211; a trilha sonora é, com toda certeza, um dos pontos altos dessa nova versão. As faixas originais, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3a8LVTchUDk"><i><span style="font-weight: 400;">Kiss The Girl</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wbv_huklr5E"><i><span style="font-weight: 400;">Under The Sea</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, continuam tão divertidas de se assistir e, com exceção do design do personagem Linguado, todo o resto é representado de uma forma crível e real. </span></p>
<figure id="attachment_31254" aria-describedby="caption-attachment-31254" style="width: 1029px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31254" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image4.png" alt="Cena do filme A Pequena Sereia. Nela, há a personagem Ariel escondida e olhando para um lugar específico." width="1029" height="736" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image4.png 1029w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image4-800x572.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image4-1024x732.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image4-768x549.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31254" class="wp-caption-text">No filme de 2023, fica mais claro o que há de comum entre Ariel e Eric: ambos querem sair das amarras de seus respectivos mundos e terem a sua liberdade conquistada (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta problemas de narrativa: mesmo com um tempo gigantesco, se comparado aos 83 minutos da animação, o filme não sabe se prioriza o desenvolvimento de personagem ou se prefere recriar cenas idênticas às do longa de 1989. Todo o terceiro ato é corrido e resolvido rapidamente, o que afasta seu público, dado que, pelo fato de as resoluções terem sido resolvidas em questão de segundos, o medo e o pânico são inúteis devido à falta de seriedade dos problemas gerados. Talvez se o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BiRgpDIGY8k&amp;feature=youtu.be"><span style="font-weight: 400;">solo de Eric</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as outras duas músicas novas fossem cortadas, teria mais tempo para focar estritamente no desenvolvimento dos enredos que a trama apresenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final, no geral o saldo de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais positivo do que negativo. Com a ótima direção de Marshall, alinhada ao comprometimento dos atores de entregarem um excelente trabalho, é possível se emocionar com o mais novo (não por muito tempo) </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">. Embora o filme tenha seus acertos, mais uma vez é preciso reforçar: a guinada de adaptações de obras que já existem para o Cinema evidenciam a crise que esse setor está passando, porque a existência de longas adaptados de animações é </span><a href="https://cinepop.com.br/por-que-as-adaptacoes-em-live-action-de-desenhos-classicos-sao-tao-ruins-420797/"><span style="font-weight: 400;">desnecessária</span></a><span style="font-weight: 400;">. Até o momento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Aladdin</span></i><span style="font-weight: 400;"> é considerado pelo público geral o melhor filme adaptado da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas a história de Ariel</span> <span style="font-weight: 400;">vem logo atrás e, mais precisamente, por conta da belíssima atuação que Bailey entregou.</span></p>
<figure id="attachment_31256" aria-describedby="caption-attachment-31256" style="width: 1192px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31256 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1.png" alt="Cena do filme A Pequena Sereia. Nela, estão os personagens Eric (à esquerda) e Ariel (à direita) olhando para um mapa. Ele está com uma camisa de manga longa branca, com uma espécie de jaqueta marrom por cima, enquanto ela usa um vestido branco e uma faixa rosa na cabeça. O ambiente é iluminado com as velas presentes." width="1192" height="762" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1.png 1192w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1-800x511.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1-1024x655.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/07/image1-768x491.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31256" class="wp-caption-text">Os atores, que são próximos na vida real, transpuseram para as telas a sua química (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, é necessário o </span><a href="https://trecobox.com.br/primeiras-reacoes-a-pequena-sereia-halle-bailey/"><span style="font-weight: 400;">reconhecimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> da atriz novata nesse papel. Ela interpretou uma personagem muito querida pelos fãs aficionados, o que não justifica de forma alguma todo o preconceito sofrido pela artista. Espera-se, aliás, que a </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;"> aprenda duas coisas: primeiro, deixar de criticar o filme antes do lançamento e, segundo, parar de cometer crimes e disfarçá-los como opiniões. A protagonista é uma mulher forte e determinada, algo que transparece na intérprete no momento em que você a vê em cena. Dito isso, é importante exaltar </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2023, pois é esse o projeto que apresenta ao mundo o talento incomparável de Halle Bailey.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: The Little Mermaid (Original Motion Picture Soundtrack)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/40tsP3taBOC9HqNaLCZZKP?si=O8fDIYCUSZOBrmoUjya5Ig&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/a-pequena-sereia-critica/">A Pequena Sereia de Halle Bailey comove e ensina como adaptar uma animação</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/a-pequena-sereia-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">31251</post-id>	</item>
		<item>
		<title>30 anos sem Raul Seixas: o legado do maluco beleza</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/30-anos-sem-raul-seixas/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/30-anos-sem-raul-seixas/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2019 21:38:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[#TBTdoPersona]]></category>
		<category><![CDATA[1989]]></category>
		<category><![CDATA[2019]]></category>
		<category><![CDATA[A Panela do Diabo]]></category>
		<category><![CDATA[Aleister Crowley]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Caroline Campos]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura Militar]]></category>
		<category><![CDATA[Gita]]></category>
		<category><![CDATA[Há Dez Mil Anos Atrás]]></category>
		<category><![CDATA[Krig-Ha Bandolo!]]></category>
		<category><![CDATA[Maluco Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Nova]]></category>
		<category><![CDATA[Ouro de Tolo]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Coelho]]></category>
		<category><![CDATA[Persona Rebobina]]></category>
		<category><![CDATA[Raul Seixas]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Rock Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[Tente Outra Vez]]></category>
		<category><![CDATA[Toca Raul!]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=12576</guid>

					<description><![CDATA[<p>Caroline Campos No dia 21 de agosto de 1989, sozinho em seu apartamento na cidade de São Paulo, Raul Seixas – para muitos, o pai do rock nacional – encontrou a morte, surda, que caminhava ao seu lado. Após 44 anos de uma vida de excessos, loucuras, esoterismo e rebeldia, o rockeiro baiano foi vítima &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/30-anos-sem-raul-seixas/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "30 anos sem Raul Seixas: o legado do maluco beleza"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/30-anos-sem-raul-seixas/">30 anos sem Raul Seixas: o legado do maluco beleza</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12577" aria-describedby="caption-attachment-12577" style="width: 797px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12577" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-1.jpg" alt="" width="797" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-1.jpg 797w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12577" class="wp-caption-text">Raul Seixas e sua barba costumeira, que virou um dos símbolos do cantor  (Foto: Raul Seixas)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Campos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 21 de agosto de 1989, sozinho em seu apartamento na cidade de São Paulo, Raul Seixas – para muitos, o pai do <em>rock</em> nacional – encontrou a morte, surda, que caminhava ao seu lado. Após 44 anos de uma vida de excessos, loucuras, esoterismo e rebeldia, o <em>rockeiro</em> baiano foi vítima de uma pancreatite aguda fulminante resultada do alcoolismo, que era agravado pelo fato de Raul ser diabético e não ter tomado sua insulina na noite anterior. Passados 30 anos deste baque na música brasileira, o <em>“raulseixismo”</em> ainda é uma filosofia de vida para sua legião de fãs, e os gritos de <em>“Toca Raul!”</em>, uma pedida clássica em bares e <em>shows</em>. </span></p>
<p><span id="more-12576"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nascido em Salvador, capital da Bahia, no ano de 1945, ou, muito provavelmente, trazido por um disco voador há 10 mil anos atrás, Raul Santos Seixas foi apresentado ao <em>rock</em> desde pequeno, morando perto do consulado norte-americano. Influenciado diretamente por Elvis Presley, Chuck Berry e Beatles, Raul bateu de frente com a onda da bossa nova em plenos anos 60, mesclando seu <em>rock</em> marginalizado de </span><a href="https://memorialraulseixas.com/2018/04/03/raul-seixas-e-os-panteras-1968/"><span style="font-weight: 400;">Raulzito e os Panteras</span></a><span style="font-weight: 400;"> com ritmos tradicionais nordestinos, como o baião e o xaxado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Raulzito sempre foi tudo, menos típico. Suas músicas são marcadas por uma forte presença mística – em <em>Tente Outra Vez</em>, incentiva a fé em Deus; em <em>Sociedade Alternativa</em>, homenageia o líder ocultista </span><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/a-vida-e-os-estudos-de-aleister-crowley-mago-do-ocultismo/"><span style="font-weight: 400;">Aleister Crowley</span></a><span style="font-weight: 400;">; em <em>Gita</em>, remete a uma passagem de um </span><a href="https://www.metropoles.com/colunas-blogs/bela-jornada/a-inspiracao-da-letra-da-musica-gita"><span style="font-weight: 400;">livro sagrado</span></a><span style="font-weight: 400;"> do hinduísmo. Além do seu tempo, o cantor não se prendia a convenções tradicionais e rótulos, sejam eles de religião ou do próprio convívio social. </span><em>“Faz o que tu queres, há de ser tudo da lei”.</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Raul Seixas - Gita" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/RezuYwS0ngI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Os anos 70 foram decisivos em sua trajetória. Em 1972, Raul conhece o seu mais importante parceiro musical: Paulo Coelho. Na versão fictícia, concedida em </span><a href="https://memorialraulseixas.com/2018/06/26/confira-a-entrevista-de-raul-seixas-para-o-jornal-o-pasquim-em-1973/"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao jornal </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pasquim</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 1973, o baiano diz que ambos <em>“viram um disco voador”</em> enquanto meditavam, na Barra da Tijuca. A versão real, no entanto, também envolve discos voadores – Paulo publicou um artigo sobre as naves na revista </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pomba</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Raul se interessou em conhecê-lo. Independentemente da história, nasceu aí uma das parcerias mais valiosas da música brasileira, tão icônica quanto Lennon e McCartney para o contexto nacional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Suas primeiras músicas em conjunto foram registradas em </span><em><a href="https://memorialraulseixas.com/2018/04/03/krig-ha-bandolo-1973/"><span style="font-weight: 400;">Krig-Ha, Bandolo!</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, álbum de 1973 que é tido como o melhor trabalho do cantor. Com tiradas a classe média brasileira e ao “Milagre Econômico” da ditadura militar, a música mais genial do disco é uma composição solo de Raul &#8211; <em>Ouro de Tolo</em> cutuca diretamente uma sociedade consumista e inebriada por uma falsa sensação de felicidade, em um Brasil tomado por militares que tentavam enfiar goela a baixo um <em>“american dream”</em> nacionalizado. </span><i>“Eu devia estar sorrindo e orgulhoso por ter finalmente vencido na vida, mas eu acho isso uma grande piada e um tanto quanto perigosa”.</i></p>
<figure id="attachment_12578" aria-describedby="caption-attachment-12578" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12578" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Foto-2-1.jpg" alt="" width="700" height="466" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Foto-2-1.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Foto-2-1-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12578" class="wp-caption-text">&#8220;Inimigos íntimos&#8221; e “casamento sem sexo” foram formas de como Paulo Coelho caracterizava sua relação conturbada com Raul (Foto: Raul Seixas)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma postura multifacetada e um porte quase esquelético, Raul conquistou o país e incomodou seus comandantes. Por causa da ideia e da divulgação da Sociedade Alternativa, baseada nos princípios de Crowley e desenvolvida com Paulo Coelho, o cantor e o escritor desagradaram ao </span><a href="https://www.infoescola.com/historia/dops/"><span style="font-weight: 400;">DOPS</span></a><span style="font-weight: 400;"> e foram obrigados a deixar ao país e se exilarem nos EUA. Lá, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XM5SHRG1pvE"><span style="font-weight: 400;">reza a lenda</span></a><span style="font-weight: 400;">, Raul conheceu John Lennon e os dois discutiram as ideias de uma sociedade esotérica e dos <em>“malucos belezas”</em> que balançaram a história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de uma série de sucessos, Raul teve uma carreira conturbada e instável. Discos como </span><em><a href="https://memorialraulseixas.com/2018/04/03/ha-10-mil-anos-atras-1976/"><span style="font-weight: 400;">Há Dez Mil Anos Atrás</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, </span><em><a href="https://memorialraulseixas.com/2018/04/03/novo-aeon-1975/"><span style="font-weight: 400;">Novo Aeon </span></a></em><span style="font-weight: 400;">e </span><em><a href="https://memorialraulseixas.com/2018/04/04/o-dia-em-que-a-terra-parou-1977/"><span style="font-weight: 400;">O Dia Em Que A Terra Parou</span></a></em> <span style="font-weight: 400;">ora eram fracassos de público, ora eram fracassos de crítica. Transitando entre muitas gravadoras, Raul vai chegando ao fim de sua carreira cada vez mais deprimido e afundado no alcoolismo. Seu último disco lançado foi </span><em><a href="https://memorialraulseixas.com/2018/04/11/a-panela-do-diabo-1989/"><span style="font-weight: 400;">A Panela do Diabo</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, dois dias antes de sua morte, em parceria com o vocalista da banda Camisa de Vênus, Marcelo Nova. <em>“É uma pessoa que tem a mesma metafísica que eu”</em>, afirmou Raulzito sobre Nova em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qtgB9pb4lyg"><span style="font-weight: 400;">entrevista ao Jô Soares</span></a><span style="font-weight: 400;">. De fato, os dois se entendiam – o álbum tem tons melancólicos em relação a morte e críticas ao cenário pop brasileiro.</span></p>
<figure id="attachment_12579" aria-describedby="caption-attachment-12579" style="width: 740px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12579" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-3.jpg" alt="" width="740" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-3.jpg 740w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-3-300x162.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12579" class="wp-caption-text">Marcelo Nova foi o responsável pela volta de Raul aos palcos, em uma turnê de 50 shows pelo Brasil (Foto: Raul Seixas)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se estivesse vivo, no auge de seus 74 anos, Raul provavelmente estaria aposentado das músicas, porém não de sua rebeldia. Em meio ao caos político vigente, o maluco beleza continuaria sendo uma mosca na sopa, criticando descaradamente os rumos do país e seus condutores, como um bom e velho <em>rockeiro</em> que viveu os anos de chumbo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sempre um ferrenho crítico à caretice e às amarras da vida social, Raul preferia ser a própria metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Sua obra hoje tem um valor imenso para a música popular e passou a ter o devido reconhecimento que merece. Suas músicas continuam sendo atemporais, dialogando com as massas e com os acadêmicos, com seus fãs fiéis e com os da nova geração, associando a verdade do universo e a prestação que vai vencer. </span>Um legado imensurável de um artista tão rico e complexo que já flutuou pelo início, fim e meio dessa louca aventura que é a vida.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: This Is Raul Seixas" width="100%" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/37i9dQZF1DWVA9kMrUBHsP"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/30-anos-sem-raul-seixas/">30 anos sem Raul Seixas: o legado do maluco beleza</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/30-anos-sem-raul-seixas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">12576</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
