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	<title>Arquivos 1980 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos 1980 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Brian De Palma encontra o que há de mais depravado em Hitchcock nos 45 anos de Vestida Para Matar</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 13:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Moraes No final da década de 1970, até o início dos anos 1990, uma tendência começou a tomar conta do Cinema (em especial, no norte-americano e europeu), alguns jovens cineastas da época iniciaram suas carreiras retomando obras de seus ícones, ao pensar nos clássicos e trazer sua própria versão deles. Não eram as mesmas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-vestida-para-matar/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Brian De Palma encontra o que há de mais depravado em Hitchcock nos 45 anos de Vestida Para Matar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36757" aria-describedby="caption-attachment-36757" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36757" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-2-800x450.png" alt="Cena de Vestida para Matar. Retrato em close-up de Liz, uma mulher loira com cabelos volumosos e cacheados, adornados com uma presilha brilhante. Ela veste um casaco de textura felpuda na cor roxa vibrante. A iluminação é dramática, destacando seus olhos claros e lábios pintados, com luzes de cidade desfocadas ao fundo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-2.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36757" class="wp-caption-text">Nancy Allen e Brian De Palma já foram casados (Foto: Filmways Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No final da década de 1970, até o início dos anos 1990, uma tendência começou a tomar conta do Cinema (em especial, no norte-americano e europeu), alguns jovens cineastas da época iniciaram suas carreiras retomando obras de seus ícones, ao pensar nos clássicos e trazer sua própria versão deles. Não eram as mesmas histórias exatamente, mas os diretores partiam de um filme já concebido e o deformavam. Nesse sentido, um dos artistas que mais chamou a atenção foi Brian De Palma, grande fã de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-rebecca-a-mulher-inesquecivel/"><span style="font-weight: 400;">Alfred Hitchcock</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Trágica Obsessão </span></i><span style="font-weight: 400;">(1976) foi a sua versão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vertigo </span></i><span style="font-weight: 400;">(1958), então </span><i><span style="font-weight: 400;">Vestida para Matar </span></i><span style="font-weight: 400;">(1980) é seu próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">Psicose </span></i><span style="font-weight: 400;">(1960).</span></p>
<p><span id="more-36756"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">65 anos atrás, Marion Crane (Janet Leigh) roubou 40 mil dólares do seu patrão e fugiu para encontrar com seu namorado. No meio de sua jornada ela se arrepende e decide voltar e devolver o dinheiro, porém, antes que conseguisse retornar, ela é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0WtDmbr9xyY"><span style="font-weight: 400;">assassinada</span></a><span style="font-weight: 400;">, marcando para sempre a história do Cinema. 20 anos depois, Kate Miller (Angie Dickinson) é morta no elevador de um prédio, de maneira similar a Marion: Mulher estranha com um objeto cortante colocando a vítima contra a parede. As duas tragédias modificam por completo o enredo, mudando o protagonismo para outros personagens. No clássico de 1960, a trama aparentava ser um jogo de gato e rato pelo dinheiro, enquanto o ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;">’ estava focado na libido de Kate Miller. Contudo, ambas as obras enganaram o espectador, pois o desenrolar da história se volta para a questão mais básica do suspense: quem é o assassino?</span></p>
<p><figure id="attachment_36758" aria-describedby="caption-attachment-36758" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36758" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-3-800x533.png" alt="Cena de Vestida para Matar. Kate Miller é uma mulher loira, ela está usando um casaco branco e olha horrorizada para sua própria mão, que apresenta um corte sangrento. À direita, em primeiro plano, uma mão usando luva de couro preta segura uma navalha ensanguentada, sugerindo um ataque recente." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-3-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-3-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-3.png 1170w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36758" class="wp-caption-text">Além de Vestida para Matar, Angie Dickinson trabalhou em outros projetos históricos de Hollywood, como Onde Começa o Inferno (1959) [Foto: Filmways Pictures]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Antes de falar sobre o grande mistério de ambos os longas, é preciso investigar sobre a </span><i><span style="font-weight: 400;">misé-en-scène</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/o-diretor-que-evoluiu-a-forma-do-cinema-segundo-brian-de-palma/"><span style="font-weight: 400;">Brian De Palma</span></a><span style="font-weight: 400;"> não se limita a recontar a história, mas deixa evidente que é uma refilmagem e que está se aprofundando no original. O diretor encontra uma natureza depravada nos personagens de Hitchcock, todavia, em nenhum momento ele julga as pulsões destes, muito pelo contrário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na realidade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vestida para Matar </span></i><span style="font-weight: 400;">está mais preocupada em como a sociedade pune o desejo. Aqueles que têm uma relação complexa com ele – Kate Miller e Dr. Elliot (</span><a href="https://personaunesp.com.br/tenet-critica/"><span style="font-weight: 400;">Michael Caine</span></a><span style="font-weight: 400;">) – irão expurgá-lo de maneira devassa ou violenta, por outro lado, a prostituta – Liz (</span><a href="https://personaunesp.com.br/carrie-a-estranha-45-anos/"><span style="font-weight: 400;">Nancy Allen</span></a><span style="font-weight: 400;">) –, que lida melhor com sua sexualidade, sobrevive. Provavelmente em um </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-sei-o-que-voces-fizeram-no-verao-passado-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Liz Allen teria sido a primeira a morrer, porém, o diretor a transforma em uma heroína. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como de costume do cineasta, a introdução já consegue trazer o tema central. O maneirista abre o filme com Kate Miller se masturbando no chuveiro, passando a mão sobre seu corpo e olhando para seu marido sem camisa se barbeando no chuveiro. Entretanto, em determinado momento um homem vem ao fundo e a violenta. Logo em seguida, somos jogados a uma cena de sexo entre a personagem de </span><a href="https://letterboxd.com/contracampo100/film/dressed-to-kill-1980/"><span style="font-weight: 400;">Angie Dickinson</span></a><span style="font-weight: 400;"> com seu cônjuge, porém, diferentemente da cena do chuveiro – note a relação com </span><i><span style="font-weight: 400;">Psicose </span></i><span style="font-weight: 400;">–, essa não tem tesão algum, é burocrática. Esse corte é essencial para entendermos que a abertura era apenas um sonho de Kate, e que ela via aquele desejo como errado. A excitação feminina era – e ainda é – tabu.</span></p>
<figure id="attachment_36759" aria-describedby="caption-attachment-36759" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36759" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-1-800x364.png" alt="Cena de Vestida para Matar. Liz posa deitada de forma provocante. Ela usa lingerie preta e meias transparentes. O cenário é interno e mal iluminado, com uma luz azulada vinda da lateral que destaca sua pele e o brilho de seus brincos de cristal." width="800" height="364" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-1-800x364.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-1-1024x465.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-1-768x349.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-1.png 1100w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36759" class="wp-caption-text">Nancy Allen também esteve no elenco de Carrie, a Estranha (1976), dirigido pelo próprio Brian De Palma (Foto: Filmways Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão sexual do vilão merece um parágrafo à parte para se ater aos erros de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=S9a50nMofPA"><span style="font-weight: 400;">Brian De Palma</span></a><span style="font-weight: 400;">, e específicamente nesse caso, vale falar sobre defeito na obra de uma posição ‘superior’, afinal ele mostrou ignorância sobre os conceitos de desejo e sexualidade, de forma que possa soar até ofensivo. Mas antes de entrar nesse tópico, é bom olhar como o diretor colocou como protagonistas uma prostituta e um adolescente nerd (cujo o audiovisual sempre tratou como uma figura patética e com problemas sexuais). Apesar de suas figuras estarem sempre ligadas à vulgaridade, as suas interações não poderiam ser mais puras, não há faísca entre eles, é apenas uma amizade se formando. É claro que a fita evidência como o desejo faz parte da experiência humana, no entanto, essa ligação entre os dois também deixa claro que existe mais do que isso.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Vestida para Matar</span></i><span style="font-weight: 400;"> – assim como </span><i><span style="font-weight: 400;">Psicose</span></i><span style="font-weight: 400;"> – mostra como um </span><i><span style="font-weight: 400;">Whodunnit </span></i><span style="font-weight: 400;">deve ser feito, pois, a revelação final não tenta ser grandiosa e megalomaníaca, não é sobre grandes </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twists </span></i><span style="font-weight: 400;">– ainda que sejam por natureza –, mas sim sobre concatenar uma ideia fílmica. Não é atoa que </span><a href="https://personaunesp.com.br/janela-indiscreta-70-anos/"><span style="font-weight: 400;">Hitchcock</span></a><span style="font-weight: 400;"> é considerado o mestre do suspense, a conclusão do clássico expõe Norman Bates como assassino, porém, o diretor estava mais interessado na exploração da relação entre ele e sua mãe. Brian De Palma, por sua vez, refilma essa história a partir da depravação dos personagens.</span></p>
<figure id="attachment_36760" aria-describedby="caption-attachment-36760" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36760" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-2.png" alt="Cena de Vestida para Matar. No primeiro plano, à direita, Liz olha para o lado com expressão de apreensão ou surpresa. Ao fundo, à esquerda, uma figura misteriosa com óculos escuros e casaco brilhante a observa das sombras em um ambiente mal iluminado com luzes desfocadas." width="800" height="337" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-2.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-2-768x324.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36760" class="wp-caption-text">Brian De Palma gosta de filmar personagens em planos diferentes, de forma que esses planos se tornem quase uma barreira (Foto: Filmways Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande algoz de Liz e Peter Miller (Keith Gordon) é revelado nos minutos finais como o personagem de Michael Caine. A motivação por trás dos assassinatos está em sua dupla personalidade – novamente remetendo à </span><i><span style="font-weight: 400;">Psicose. </span></i><span style="font-weight: 400;">O Dr. Elliot estava em processo de mudança de gênero e foi assim que sua mente se fragmentou em duas personas: Elliot e Bobbi. No longa, quando o psicólogo se sente atraído por alguma mulher, sua versão feminina assume e mata aquela mulher, como forma de ‘eliminar’ a heterossexualidade. Contudo, já na época essa relação entre sexo (no sentido fisiológico mesmo) e desejo já se mostrava equivocada. Identidade de gênero não é a mesma coisa que orientação sexual. Todavia, o que se pode dizer em sua defesa – sem ir em direção aquelas defesa simplórias de “</span><i><span style="font-weight: 400;">Era algo daquela época</span></i><span style="font-weight: 400;">” – é que De Palma está interessado mesmo em falar sobre Hitchcock. Era um filme sobre outro filme e que pouco lida com questões de gênero. Muito mais importante do que ‘</span><a href="https://cinemafilia.substack.com/p/cansei-do-eco-da-minha-propria-voz?utm_campaign=reaction&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=substack&amp;utm_content=post"><span style="font-weight: 400;">cancelar</span></a><span style="font-weight: 400;">’ ou ‘passar pano’ é pensá-lo criticamente, entendendo seu contexto de produção e intenção, para entender o resultado.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Vestida para Matar </span></i><span style="font-weight: 400;">é um olhar para o que há de mais depravado no Cinema de Hitchcock, o que se torna uma marca de Brian De Palma. Se em </span><a href="http://www.contracampo.com.br/47/obsession.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Trágica Obsessão</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">o diretor trabalha com uma relação incestuosa ao fazer a releitura de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vertigo</span></i><span style="font-weight: 400;">, neste, ele encontra a promiscuidade em lugares inesperados e, ironicamente, onde a sociedade veria vulgaridade, há apenas amizade.</span></p>
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		<title>Euphories e a exaltação nostálgica dos anos 80</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2021 20:23:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira Nos últimos anos, vimos explodir uma aura nostálgica que cerca a década de 1980. De influências musicais à moda e cinema, a estética da época é reaproveitada aos montes numa tentativa de trazer toda a sua magia para o momento atual, o que por vezes não passa de uma cópia barata do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/euphories-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Euphories e a exaltação nostálgica dos anos 80"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18495" aria-describedby="caption-attachment-18495" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18495" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_-1.jpg" alt="Capa do álbum Euphories. Mostra uma mulher branca de cabelos castanhos soltos, que usa uma camiseta e shorts brancos, abraçando por tás um homem, também branco e de cabelos castanhos curtos, que usa uma blusa de mangas compridas e uma calça, ambas brancas. Ao fundo vemos uma janela, cortinas, uma cômoda e um relógio na parede, todos brancos. A capa é iluminada por luzes rosa e azul neons. No topo da imagem está escrito Videoclub em letras garrafais azuis e logo abaixo está escrito Euphories em branco." width="1024" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18495" class="wp-caption-text">“Não quero cair no seu esquecimento/ Deixe-me vagar por suas noites” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, vimos explodir uma aura nostálgica que cerca a década de 1980. De influências musicais à moda e cinema, a estética da época é reaproveitada aos montes numa tentativa de trazer toda a sua magia para o momento atual, o que por vezes não passa de uma cópia barata do que funcionava anos atrás. É certo que alguns artistas conseguem refrescar suas influências e apresentar obras primas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">After Hours</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de The Weeknd, enquanto outros apenas se perdem em meio a referências. Para a nossa sorte,</span> <a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-janeiro-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphories</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sabe onde pisa e desfila pela década com a confiança necessária para entregar algo novo e ainda </span><i><span style="font-weight: 400;">old school</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-18492"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum é o primeiro da banda Videoclub, que já vinha desde 2018 trazendo ritmos datados para o presente de forma bem feita e natural. Construindo uma identidade marcada que lembra ícones da época como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6Uxc9eFcZyM"><span style="font-weight: 400;">Duran Duran</span></a><span style="font-weight: 400;">, a banda firma seu estilo da mesma maneira que outras obras, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-anos-80-geracao-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conseguiram nos últimos anos. A combinação de sintetizadores e melodias retrôs combinam bem com a proposta do disco, criando uma atmosfera saudosa, mas ainda assim interessante e jovem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E como todo bom disco recheado de influências, não poderiam faltar as canções que se encaixam com perfeição na discografia das estrelas da época, entre elas </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphories</span></i><span style="font-weight: 400;">. A faixa que dá nome ao álbum carrega uma leveza dançante que nos transporta para uma discoteca moderna, lembrando os</span><i><span style="font-weight: 400;"> singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Cyndi Lauper como a clássica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PIb6AZdTr-A"><i><span style="font-weight: 400;">Girls Just Wanna Have Fun</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mas mesmo cercada de interferências, a canção ainda consegue trazer traços contemporâneos com uma letra que fala muito mais sobre a geração Z e suas paixões do que uma simples ode à distante década.</span></p>
<figure id="attachment_18494" aria-describedby="caption-attachment-18494" style="width: 1298px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18494" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/videoclub_photo_1.jpg" alt="A imagem mostra os cantores Matthieu Reynaud e Adèle Castillon, da esquerda para a direita, sentados encostados a uma parede. Matthieu usa uma camiseta de mangas compridas amarela com faixas rosas e vermelhas nos braços, ele tem o cabelo castanho, liso e curto, e é um homem branco. Adèle é uma mulher branca de cabelos castanhos e lisos presos em um rabo de cavalo baixo. Ela usa uma blusa florida e tem óculos de sol na cabeça. Adèle olha para câmera. " width="1298" height="769" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/videoclub_photo_1.jpg 1298w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/videoclub_photo_1-300x178.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/videoclub_photo_1-1024x607.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/videoclub_photo_1-768x455.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/videoclub_photo_1-1200x711.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18494" class="wp-caption-text">Ephories possui 11 faixa, que são, em sua maioria, compostas por Adèle e Matthieu (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É nessa dualidade entre letra e melodia que </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphories </span></i><span style="font-weight: 400;">constrói toda sua força e estima, provando ser muito mais do que apenas uma simples homenagem aos anos 80. Apesar de toda a animação das sonoridades, da atmosfera festiva e das batidas contagiantes, Videoclub traz letras profundas, e um tanto pesadas, que poderiam facilmente passar despercebidas. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5NjJLFI_oYs"><i><span style="font-weight: 400;">Amor Plastique</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, somos embalados por um som alegre enquanto escutamos </span><span style="font-weight: 400;">Adèle Castillon</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Matthieu Reynaud</span><span style="font-weight: 400;"> cantarem: </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou apenas sua sombra/A respiração latejante/De nossos corpos no escuro”.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda essa dicotomia é propositalmente atada a uma construção de atmosfera que cresce aos poucos e se preocupa em ter certeza que fazemos parte dela. Por isso que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=08gp1Ih31dQ"><i><span style="font-weight: 400;">808</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">chama a atenção ao ser uma faixa puramente instrumental quase ao fim do disco. A prática de trazer um musical nesses parâmetros é recorrente e ajuda a nos inserir na história, mas a banda foge do padrão ao escolher sua posição como uma chamada de atenção, para ter certeza que estamos presentes, acompanhando a narrativa, e não nos perdemos nesse túnel do tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção tardia da atmosfera ajuda a nos puxar de volta para a obra depois da desastrosa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qtPuCnKahMw"><i><span style="font-weight: 400;">What Are You So Afraid Of</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> A faixa, cantada em inglês, é a que menos impressiona e pode ser considerada a grande “bomba” do disco. Sem graça e sem sentimento, Adèle não consegue imprimir toda sua emoção na língua estrangeira, tornando a música esquecível e descartável. Talvez ela tenha sido trazida como uma tentativa de tirar o álbum do circuito francês e trazê-lo para o mundo, mas seria mais efetivo se tivessem lembrado que música é sobre sentimento e não precisa ser entendida ao pé da letra.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="VIDEOCLUB – Roi (Clip officiel)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/4NOMFBRfaT0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Chega a ser cômico o apego das novas gerações por uma década que sequer presenciaram. Essa falsa nostalgia, empregada como um </span><a href="https://personaunesp.com.br/wonder-critica/"><span style="font-weight: 400;">tributo aos anos 80</span></a><span style="font-weight: 400;">, constrói um estereótipo caricato que se perde em meio aos </span><i><span style="font-weight: 400;">neons</span></i><span style="font-weight: 400;"> e aos cabelos desfiados da época. E brincando com essa construção burlesca que Videoclub entrega uma obra com personalidade mesmo em meio a tantas repetições. A sensação de </span><i><span style="font-weight: 400;">“já ouvi isso em algum lugar”</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mantém durante todo o trajeto de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Euphories</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas ainda assim é um caminho interessante para se andar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E talvez seja a língua ou a incógnita da paixão pela década, mas seja o que for, o álbum sabe o que faz e não se importa de cair em alguns esteriótipos caso eles sejam usados para construir uma grande obra, que vista de longe tem muito mais personalidade do que imaginávamos. Abrindo caminho entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> americano que tanto escutamos, Videoclub entrega um disco completo e forte o suficiente para ganhar o mundo. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphories </span></i><span style="font-weight: 400;">entendemos o que significa ser datado e o que é inovador. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Euphories" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/7qRGZrr36qgz0hhJKgvIvg?si=QNil7KjMTcG-A6oRsm-ZEw"></iframe></p>
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