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	<title>Arquivos Vinicius Silveira &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Melhores discos de Fevereiro/2019</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Mar 2019 04:10:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Egberto Santana Nunes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Egberto Santana Nunes, Gabriel Leite Ferreira, Leonardo Teixeira e Vinicius Silveira Só depois do Carnaval. O sucesso da cantora Lexa não poderia ser mais verídico, já que nem a nossa curadoria resistiu à maior festa do mundo e acabou se atrasando. Pedimos desculpas. Abaixo você confere os sons que embalaram o fevereiro do Persona e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-fevereiro2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhores discos de Fevereiro/2019"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 868px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="http://portalmt.com.br/wp-content/uploads/thumbnail-for-55542.jpg" alt="" width="868" height="544" /><figcaption class="wp-caption-text">A audiência para a regulamentação dos &#8216;trenzinhos da alegria&#8217;, em fevereiro na Câmara Municipal de Fortaleza, rendeu o momento mais brasileiro do ano (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes, Gabriel Leite Ferreira, Leonardo Teixeira e Vinicius Silveira</strong></p>
<p>Só depois do Carnaval. O sucesso da cantora Lexa não poderia ser mais verídico, já que nem a nossa curadoria resistiu à maior festa do mundo e acabou se atrasando. Pedimos desculpas.</p>
<p>Abaixo você confere os sons que embalaram o fevereiro do Persona e que, um mês depois, ainda valem o <em>play</em>.</p>
<p><span id="more-11620"></span></p>
<figure style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="" src="https://f4.bcbits.com/img/a2808259986_16.jpg" alt="" width="500" height="500" /><figcaption class="wp-caption-text">O batismo de Angel ilustra a capa de seu primeiro álbum, lançado pelo selo especializado em jazz Internacional Anthem. (Foto/Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Angel Bat Dawid &#8211; The Oracle</strong></p>
<p><em>jazz, experimental</em></p>
<p>The Oracle é o primeiro trabalho da clarinetista, compositora e multi-instrumentalista Angel Bat Dawid.  Residente de Chicago onde ela comanda uma loja de discos e eventualmente realiza eventos com músicos da região, ela é dona de um talento que culmina numa experiência de 43 minutos de pura introspecção e conhecimento.</p>
<p>Do mais puro underground, ela produziu, mixou, e gravou quase todos os instrumentos e vozes sozinha, e usando apenas seu celular. Centrado num jazz experimental, cada música segue um trejeito próprio. Mistura de instrumentos, vozes distorcidas, spoken-word, ambient e um destaque para um free jazz louco de 15 minutos com participação do baterista Asher Shimizo Gamedze &#8211; a única participação entre os solos da artista.</p>
<p>Com vozes duplicadas e um leve piano de fundo, a terceira faixa What Shall I Tell My Children Who Are Black simplesmente distorce como um coral o início do poema de mesmo nome, dando tons de um hino religioso e profundo.  Um encontro entre Alice Coltrane e Miles Davis. As faixas flertam entre o inconsistente e agitado barulho do jazz, e o espiritual e místico das vozes e gravações. No seu todo, uma maneira única da música negra voltar para o passado, moldar o futuro e alcançar novos padrões. Precisamos de mais <em>Angels</em>.</p>
<p>Coloque os fones de ouvido e deixe-se levar. <strong>(ES)</strong></p>
<p><iframe width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/4OmKa1xAwUdazw1466sm5y"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://images.genius.com/14882470ff12b772df0e408f7f60314d.1000x1000x1.jpg" width="501" height="501" /></p>
<p><strong>Ariana Grande &#8211; thank u, next</strong></p>
<p><em>pop</em></p>
<p>O sucesso não pára. 2018 foi um ano pra lá de <a href="http://personaunesp.com.br/ariana-grande-sweetener-critica/">produtivo</a> para Ariana Grande, mas nada que se compare à fase atual da cantora. Isso porque a princesinha do pop conseguiu, nas últimas semanas, emplacar 3 músicas no top 3 da principal parada americana — um gostinho que até então só os Beatles sentiram. Tanta popularidade vem acompanhada de uma carga pessoal fortíssima, já que <em>thank u, next</em> passa longe do pop descartável que muita gente espera do gênero.</p>
<p>A nova empreitada de Ariana é uma coleção de confissões e desabafos sobre diversos temas, mas o que dá liga ao todo é o tratamento sombrio depositado nessas vivências. Mais madura do que nunca, Grande seus fantasmas de frente  e deixa bem claro: é <a href="http://personaunesp.com.br/thank-you-next-ariana-critica/">dona de sua narrativa</a>. Destaque para <em>ghostin</em>, faixa que traduz com maestria a desilusão nos amores contemporâneos. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ariana Grande - 7 rings (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/QYh6mYIJG2Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11621 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Jards-Macalé-Besta-Fera.jpeg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Jards-Macalé-Besta-Fera.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Jards-Macalé-Besta-Fera-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Jards-Macalé-Besta-Fera-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Jards Macalé &#8211; Besta Fera</strong></p>
<p><em>MPB, experimental</em></p>
<p>Apesar de nome intrínseco à Tropicália, o carioca Jards Macalé sempre esteve à margem. Junta-se a nomes fundamentais como Sergio Sampaio, Tom Zé e Arthur Verocai no que se denomina &#8220;artistas malditos&#8221; da nossa MPB. Mas, a julgar por <em>Besta Fera</em>, isso nunca foi problema pra ele; muito pelo contrário.</p>
<p>Seu 12º disco de estúdio &#8211; o primeiro de inéditas desde 1998 &#8211; bebe da mesma fonte que os últimos trabalhos de Elza Soares. Com produção de Kiko Dinucci e Romulo Fróes, <em>Besta Fera</em> usa e abusa de arranjos tortos e sujos que casam perfeitamente com as letras pessimistas. &#8220;Chegamos ao limite da água mais funda&#8221;, canta Jards em &#8220;Trevas&#8221;, single que tem uma peculiaridade irônica <a href="https://www.vice.com/pt_br/article/xwbwq4/jards-macale-expoe-a-sujeira-do-brasil-em-besta-fera">bem apontada pela Vice</a>: é uma adaptação do poeta inglês Ezra Pound, notório simpatizante do fascismo.</p>
<p><em>Besta Fera </em>não é explicitamente político como <em>Mulher do Fim do Mundo</em>. A militância se dá mais pelo clima opressivo que predomina, seja na produção, nos arranjos ou nas letras. E não há solução para nosso aparente afogamento. <strong>(GF)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jards Macalé |Clipe Oficial Trevas" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ZOc-gE_da7o?start=7&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11622 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/02/a3502216320_16.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/02/a3502216320_16.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/02/a3502216320_16-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/02/a3502216320_16-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Jessica Pratt &#8211; Quiet Signs</strong></p>
<p><em>folk</em></p>
<p>Jessica Pratt pode ter nascido em 1987, mas seu DNA musical é de tempos muito mais remotos. O minimalista <em>Quiet Signs </em>poderia ter saído na década de 60, qual sua semelhança com as obras de Joni Mitchell e Nick Drake. A produção seca e o número limitado de instrumentos (violão, guitarra, piano, órgão e sintetizadores) remete aos clássicos do folk, bem como à psicodelia. Há algo de pastoral em <em>Quiet Signs. </em>Perfeito para dias nublados. <strong>(GF)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5vBzRz5dpbEQUO75LKIbfs" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://e.snmc.io/i/fullres/w/c0ee9d835e8f2b0cdcd7f3f26a1e8422/7396316" width="500" height="500" /></p>
<p><strong>Offset &#8211; FATHER OF 4</strong></p>
<p><em>hip &#8211; hop, trap</em></p>
<p>Em seu primeiro álbum solo, o integrante do grupo Migos, Offset, mostra um lado diferente do usual, daquele que já conhecemos dos seus trabalhos anteriores, como <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-julho2017/">Culture </a>e Culture II. Offset sempre foi integrante mais envolvido em problemas relacionados à polícia e à drogas. Esse passado conturbado, faz com que mesmo nas músicas do trio, onde a proposta dos últimos trabalhos é claramente mais pop e visa mais o mainstream, o rapper tenha versos mais carregados de dor e mais agressivos que os de seus companheiros, e isso se mostra escancarado neste álbum solo.</p>
<p>Produtor da maioria das faixas, Metro Boomin, junto com Southside decidiram dar mais destaque aos graves dos baixos e 808&#8217;s, do que nos usuais loops de guitarra e synths, fazendo com que o vocal tenha mais domínio sobre a melodia e menos sobre a bateria. Esse encaminhamento se encaixa perfeitamente na proposta do álbum, algo mais pessoal e menos comercial, onde a voz do artista fica mais evidente.</p>
<p>Claro que não faltaram rimas sobre Glocks e Lamborghinis, porém, nesse trabalho, Offset mostrou que, além de desenrolar no <em>storytelling</em>, também sabe falar de sentimentos como vergonha, arrependimento, dor, ansiedade e paranoia. Como já adiantado pelo nome e pela capa, onde Offset aparece com seus quatro filhos, em um cenário parecido com o Egito ancestral, o projeto é dedicado à seus filhos. A faixa que leva o nome do disco é um pedido de desculpas, onde Offset relata as dificuldades de ser pai jovem, usando letras como “Had a baby as a kid, mama kicked me out/ Had to go and hit a lick, tryna put food in your mouth&#8221;. <strong>(VS)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Offset - Red Room (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/CWh-TmG_h7g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-fevereiro2019/">Melhores discos de Fevereiro/2019</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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