<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Vampire Weekend &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/vampire-weekend/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://personaunesp.com.br/tag/vampire-weekend/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 14 Sep 2025 21:02:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Vampire Weekend &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>http://personaunesp.com.br/tag/vampire-weekend/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Em I quit, HAIM questiona se os relacionamentos ainda fazem sentido na modernidade líquida</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/em-i-quit-haim-questiona-se-os-relacionamentos-ainda-fazem-sentido-na-modernidade-liquida/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/em-i-quit-haim-questiona-se-os-relacionamentos-ainda-fazem-sentido-na-modernidade-liquida/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2025 13:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Caires]]></category>
		<category><![CDATA[Bruce Springsteen]]></category>
		<category><![CDATA[Charli XCX]]></category>
		<category><![CDATA[Danielle Haim]]></category>
		<category><![CDATA[George Michael]]></category>
		<category><![CDATA[HAIM]]></category>
		<category><![CDATA[I Quit]]></category>
		<category><![CDATA[Rostam Batmanglij]]></category>
		<category><![CDATA[Vampire Weekend]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=35462</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Arthur Caires Desistir já foi sinônimo de fraqueza. Era o verbo da derrota, da frustração, daquilo que não deu certo. Mas, aos poucos, entendemos que tem coisas que simplesmente não merecem o nosso esforço. Tem causa que é melhor abandonar do que insistir. E tem relações, fases e até versões de nós mesmos que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/em-i-quit-haim-questiona-se-os-relacionamentos-ainda-fazem-sentido-na-modernidade-liquida/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em I quit, HAIM questiona se os relacionamentos ainda fazem sentido na modernidade líquida"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/em-i-quit-haim-questiona-se-os-relacionamentos-ainda-fazem-sentido-na-modernidade-liquida/">Em I quit, HAIM questiona se os relacionamentos ainda fazem sentido na modernidade líquida</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_35464" aria-describedby="caption-attachment-35464" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35464" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-800x800.jpg" alt="Fotografia em formato quadrado. No centro, Danielle Haim aparece com um vestido azul de paetês, segurando uma placa eletrônica vermelha com a frase “I quit” em letras minúsculas. Ela está atrás de um vidro, com reflexos de luz e objetos ao redor. Ao fundo, as irmãs Alana e Este observam a cena em segundo plano. O ambiente é uma loja com paredes envidraçadas, diplomas e prêmios expostos em prateleiras." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35464" class="wp-caption-text">Em I quit, HAIM troca a superação melodramática por uma rendição consciente (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desistir já foi sinônimo de fraqueza. Era o verbo da derrota, da frustração, daquilo que não deu certo. Mas, aos poucos, entendemos que tem coisas que simplesmente não merecem o nosso esforço. Tem causa que é melhor abandonar do que insistir. E tem relações, fases e até versões de nós mesmos que precisam ficar para trás. É nesse espírito que HAIM lança </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2Ub8XBjb6OsCIwM8KA9Sa6?si=9iBttKwFTYyMFyBQs5vpdQ"><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma coleção de músicas que se recusa a dramatizar e escolhe simplesmente seguir em frente.</span></p>
<p><span id="more-35462"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu quarto álbum de estúdio, Danielle, Alana e Este se ancoram nas bases sólidas que o trio construiu ao longo da última década: um </span><i><span style="font-weight: 400;">soft rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> de raízes californianas, permeado por influências de bandas dos anos 1970, do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 1980 e do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1990. Dessa vez, a sonoridade vem acompanhada de um conceito bem definido e direto. Como a caçula explicou no </span><a href="https://www.yahoo.com/entertainment/articles/sometimes-quit-haim-sisters-back-104441493.html?guccounter=1&amp;guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS8&amp;guce_referrer_sig=AQAAANdYfg-IbG-b5xjG5ObZSbHn730JwgN54n8vAvqHPzzxhzhF1kSwd69ER-nhn37O8U6xBs6-OMB-fIGqgBdCObCQ3Rks7PxbYb5H6JAtXbKuxJuoKtcrj1vLQBfw5ewkeNaD7iaiAX9cTh-F98YT-wWro1uQnH3NGchaXwo-5-7P"><span style="font-weight: 400;">material de divulgação</span></a><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">toda faixa gira em torno da ideia de largar algo que não está mais funcionando para nós</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Em vez de buscar superação ou dar voltas em metáforas, as irmãs Haim optam por um registro sincero, que enxerga a desistência não como fraqueza, porém como ato de indiferença.</span></p>
<figure id="attachment_35463" aria-describedby="caption-attachment-35463" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-35463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1.jpg" alt="Imagem em formato quadrado. As três integrantes da banda Haim caminham juntas por uma calçada ensolarada. Danielle está no centro, com os braços estendidos e expressão de alívio. Ela veste uma blusa estampada e saia azul. Este, à esquerda, usa blusa cinza clara e saia branca. Alana, à direita, veste preto e está de olhos fechados. A imagem faz referência a uma foto famosa de Nicole Kidman celebrando seu divórcio. No canto inferior esquerdo, está escrito “HAIM relationships” em letras minúsculas e brancas." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35463" class="wp-caption-text">A capa do single Relationships recria o famoso flagra feito por um paparazzi da Nicole Kidman comemorando o divórcio (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;"> marca também uma mudança importante nos bastidores da banda. Pela primeira vez desde o início da carreira, HAIM não conta com a produção de Ariel Rechtshaid – que, além de parceiro criativo, foi namorado de Danielle por nove anos. A ausência dele não significa um vazio, mas uma abertura para novas possibilidades. A irmã do meio também assina a produção ao lado de Rostam Batmanglij (</span><a href="https://expresso.pt/blitz/2025-02-05-vampire-weekend-no-festival-vodafone-paredes-de-coura-b98f3b80"><span style="font-weight: 400;">Vampire Weekend</span></a><span style="font-weight: 400;">) e do colaborador Buddy Ross, imprimindo um processo mais orgânico e intimista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado é um disco com estética menos dependente dos reverbs que marcaram os trabalhos anteriores e mais atento às imperfeições, aos silêncios e às nuances do vocal sem filtros. Essa escolha se reflete também nas referências sonoras. O álbum cita Abraham Lincoln já na faixa de abertura, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gone</span></i><span style="font-weight: 400;">, e brinca com samples emblemáticos, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Freedom! &#8217;90</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/faith-george-michael/"><span style="font-weight: 400;">George Michael</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Numb </span></i><span style="font-weight: 400;">de U2. É o trabalho mais silencioso e contido da banda, no melhor sentido – arranjos enxutos e um foco emocional que privilegia a vulnerabilidade ao exibicionismo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="HAIM - Relationships (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/dOI_QTmK8Ks?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dOI_QTmK8Ks&amp;list=RDdOI_QTmK8Ks&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Relationships</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como primeiro single de </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;">, HAIM deixou claro que a nova fase seria menos sobre tentar entender e mais sobre deixar pra lá. A faixa abre com uma provocação direta: “</span><i><span style="font-weight: 400;">O que é toda essa conversa sobre relacionamentos?</span></i><span style="font-weight: 400;">” – e, a partir daí, desmonta com precisão melódica e produção impecável a ideia de que vínculos românticos são centrais ou obrigatórios para a existência. Funciona quase como um manifesto de identidade da banda. É a música que melhor sintetiza a razão de ser do trio – um grito de exaustão, mas também de alívio, como quem diz “cansei de tudo” e encontra liberdade exatamente aí.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No terceiro single, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tkwCq_XZzbM&amp;list=RDtkwCq_XZzbM&amp;start_radio=1"><span style="font-weight: 400;">Down to be wrong</span></a><span style="font-weight: 400;">, a reflexão é aprofundada com mais nuance. Em vez de seguir o caminho fácil da culpa unilateral, as irmãs reconhecem que, muitas vezes, o desgaste não vem só do outro – vem da fricção entre duas pessoas emocionalmente desalinhadas, tentando se entender sem saber como. Na composição, “</span><i><span style="font-weight: 400;">aposto que você gostaria que fosse fácil para mudar de ideia</span></i><span style="font-weight: 400;">” aponta para o desconforto de se sentir incompreendida e também inflexível. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">The farm</span></i><span style="font-weight: 400;">, o tom é ainda mais introspectivo: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Mas a distância continua aumentando entre o que me permito dizer e o que sinto</span></i><span style="font-weight: 400;">”. No mundo emocional narrado por HAIM, não existe vilão ou vítima, só seres humanos fodidos da cabeça tentando fazer o melhor com o pouco que conseguem comunicar.</span></p>
<figure id="attachment_35465" aria-describedby="caption-attachment-35465" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-800x548.png" alt="Fotografia em formato paisagem. As três irmãs Haim caminham em uma rua urbana durante o dia, usando apenas sutiãs de biquíni e calças jeans. Danielle está à esquerda, com biquíni floral e óculos escuros. Este, ao centro, veste um top verde e calça branca. Alana, à direita, usa um top de estampa animal print e jeans. Todas sorriem e parecem relaxadas, em clima de descontração e liberdade." width="800" height="548" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-800x548.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-1024x701.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-768x526.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1.png 1122w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35465" class="wp-caption-text">O trio californiano tira sarro, expõe feridas e recusa amarras – tudo em acordes vintage e confissões sem filtro (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de Danielle seguir como o centro gravitacional da banda – com vocais mais presentes e letras afiadas que conduzem o tom confessional do disco – </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;"> abre um novo espaço para que cada irmã brilhe individualmente. Alana assume pela primeira vez os vocais principais em uma faixa completa, na dançante e melancólica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-nC8OiHgKS8&amp;list=RD-nC8OiHgKS8&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Spinning</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Este comanda os versos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DFhA91M76rY&amp;list=RDDFhA91M76rY&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Cry</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma balada </span><i><span style="font-weight: 400;">synth-country</span></i><span style="font-weight: 400;"> em que sua fragilidade aparece de forma inédita. Ao permitir que cada uma tenha voz própria, o álbum ganha novas camadas de interpretação e mostra que, por trás da unidade que sempre marcou o HAIM, existem perspectivas e emoções que só agora estão vindo à tona com mais nitidez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No âmbito do marketing, </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;"> seguiu uma linha cronicamente online liderada por Terrence O&#8217;Connor, o mesmo nome por trás da elogiada estratégia de divulgação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Charli XCX. Amigo próximo da cantora britânica e figura conhecida nos bastidores da cena </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativa, O&#8217;Connor ajudou HAIM a criar um universo visual e conceitual que brinca com a cultura digital, resgata momentos clássicos de </span><i><span style="font-weight: 400;">paparazzi </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 2000 nas capas dos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles </span></i><span style="font-weight: 400;">e convida os namoradinhos da internet – Will Poulter, Logan Lerman e Drew Starkey – para participar dos clipes. O resultado foi uma campanha que não só amplifica o senso de humor da banda como também reforça a identidade culturalmente antenada que as irmãs Haim têm cultivado ao longo dos anos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="HAIM - Down to be wrong (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/tkwCq_XZzbM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com uma discografia coesa, respeito da crítica e uma presença constante nos bastidores – seja Danielle tocando guitarra em </span><i><span style="font-weight: 400;">Something Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/endless-summer-vacation-critica/"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;">, Este tocando tamborim no </span><a href="https://personaunesp.com.br/joanne-lady-gaga-pazes-publico/"><i><span style="font-weight: 400;">Joanne</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Lady Gaga ou Alana brilhando em sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/licorice-pizza-critica/"><span style="font-weight: 400;">carreira de atriz</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, HAIM parece ocupar um lugar curioso: reconhecidas, porém não exatamente populares em larga escala. Parte disso pode vir da escolha consciente de não adotar uma figura central como porta-voz ou ‘rosto oficial’ da banda. A irmã do meio, embora esteja à frente da produção, dos vocais e apareça com mais frequência nos holofotes, nunca se coloca como líder absoluta. A dinâmica do grupo, desde o início, é construída na ideia de irmandade e igualdade, o que pode soar libertador em termos artísticos, mas talvez mais desafiador para o público mainstream, que costuma se conectar com personalidades individuais com mais facilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse modelo, que desafia estruturas convencionais de banda e rompe com a lógica do estrelato individual, pode ajudar a explicar por que o HAIM ainda circula em uma espécie de limbo entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo e o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. A ausência de hierarquias explícitas dificulta a criação de uma narrativa tradicional, daquelas que vendem identificação ou impulsionam redes sociais. Enquanto isso, outras artistas que compartilham esse ethos coletivo, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-record-critica/"><span style="font-weight: 400;">boygenius</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou MUNA, enfrentam desafios parecidos em termos de alcance. No entanto, no fim das contas, isso pouco importa: as irmãs Haim são interessantes demais para se preocupar e relevantes o suficiente onde realmente importa – como elas mesmas dizem na última faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Now it’s time</span></i><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Será que estou me abrindo só pra dizer que na verdade nunca dei a mínima?</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: I quit" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2Ub8XBjb6OsCIwM8KA9Sa6?si=lrZTqoOnRAOAY0faF-JPyQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/em-i-quit-haim-questiona-se-os-relacionamentos-ainda-fazem-sentido-na-modernidade-liquida/">Em I quit, HAIM questiona se os relacionamentos ainda fazem sentido na modernidade líquida</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/em-i-quit-haim-questiona-se-os-relacionamentos-ainda-fazem-sentido-na-modernidade-liquida/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">35462</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Tell Me That It’s Over: de volta ao indie rock californiano, Wallows propõem um ensaio sobre as desilusões amorosas</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/tell-me-that-its-over-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/tell-me-that-its-over-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jun 2022 15:49:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[2022]]></category>
		<category><![CDATA[Álbum]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Ariel Rechtshaid]]></category>
		<category><![CDATA[At the end of the Day]]></category>
		<category><![CDATA[Atlantic Records]]></category>
		<category><![CDATA[Braeden Lemasters]]></category>
		<category><![CDATA[California]]></category>
		<category><![CDATA[Cole Preston]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica musical]]></category>
		<category><![CDATA[Dillon Matthew]]></category>
		<category><![CDATA[Dylan Minnette]]></category>
		<category><![CDATA[Especially You]]></category>
		<category><![CDATA[HAIM]]></category>
		<category><![CDATA[I Don’t Want to Talk]]></category>
		<category><![CDATA[Indie]]></category>
		<category><![CDATA[Indie Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Indie Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Isabella Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Nothing Happens]]></category>
		<category><![CDATA[Remote Deluxe]]></category>
		<category><![CDATA[Remote EP]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Spring EP]]></category>
		<category><![CDATA[Tell Me That It’s Over]]></category>
		<category><![CDATA[Vampire Weekend]]></category>
		<category><![CDATA[Wallows]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=27753</guid>

					<description><![CDATA[<p>Isabella Lima A maneira como lidamos com os sentimentos desencadeados pelo fim de um relacionamento diz muito sobre a nossa capacidade de adaptação. Muitas vezes, temos de lutar contra o desejo constante de voltar desesperadamente para alguém que não faz mais sentido manter ao redor. Mesmo estando cientes disso, ainda amamos aquela perigosa ideia de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/tell-me-that-its-over-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Tell Me That It’s Over: de volta ao indie rock californiano, Wallows propõem um ensaio sobre as desilusões amorosas"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/tell-me-that-its-over-critica/">Tell Me That It’s Over: de volta ao indie rock californiano, Wallows propõem um ensaio sobre as desilusões amorosas</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27754" aria-describedby="caption-attachment-27754" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27754" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-1-800x800.jpeg" alt="Capa do CD Tell Me That It’s Over. Fotografia centralizada dentro de um quadrado com o fundo amarelo claro. Na imagem estão os três integrantes da banda em cima do telhado de uma casa. Dylan está sentado à esquerda, é um homem branco, jovem, de cabelo preto e curto, está vestindo uma calça marrom e um suéter listrado por cima de uma camiseta toda branca . Braeden está em pé no meio, é um homem branco, jovem, de cabelos pretos, está vestindo uma calça bege clara e um suéter preto de manga longa . Cole está sentado à direita, é um homem branco, jovem, de cabelos pretos mais longos e ondulados, está usando uma calça jeans escura, um suéter preto de manga longa e uma blusa vermelha por baixo do suéter. Atrás deles há árvores e um céu azul um pouco estourado devido ao efeito do flash na fotografia. Na parte superior pode-se ler “Wallows”. Na parte inferior pode-se ler “Tell Me That It’s Over”" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-1-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-1-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-1-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-1-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-1-1200x1200.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-1.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27754" class="wp-caption-text">A Wallows trouxe para referências de artistas como The Beatles, Arcade Fire e Vampire Weekend (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Isabella Lima</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maneira como lidamos com os sentimentos desencadeados pelo fim de um relacionamento diz muito sobre a nossa capacidade de adaptação. Muitas vezes, temos de lutar contra o desejo constante de voltar desesperadamente para alguém que não faz mais sentido manter ao redor. Mesmo estando cientes disso, ainda amamos aquela perigosa ideia de estar perto de algo familiar. Agora junte isso com momentos de epifania, com uma vontade de gritar para o mundo ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">quando esses sentimentos vão acabar?</span></i><span style="font-weight: 400;">’, </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;"> de guitarra e o melhor do</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=xlpI3rFL9x8&amp;t=36s"><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Dessa combinação, temos  os elementos principais do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Tell Me That It’s Over</span></i><span style="font-weight: 400;">, o novo trabalho da banda californiana Wallows. </span></p>
<p><span id="more-27753"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Formada por Dylan Minnette (sim, o protagonista da série </span><a href="https://personaunesp.com.br/13-reasons-why-segunda-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">13 Reasons Why</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), Braeden Lemasters e Cole Preston, a banda lançou o seu segundo álbum de estúdio, composto por 10 faixas inéditas. Para este disco, o trio intérprete de </span><a href="https://youtu.be/zgOR698RMLY"><i><span style="font-weight: 400;">Scrawny</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta com a produção de </span><a href="https://www.billboard.com/music/rock/20-questions-wallows-tell-me-that-its-over-1235050506/"><span style="font-weight: 400;">Ariel Rechtshaid</span></a><span style="font-weight: 400;">, um nome de peso na indústria: ele possui 3 </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i><span style="font-weight: 400;"> em seu currículo e, anteriormente, já trabalhou com outros representantes da música </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://open.spotify.com/artist/5BvJzeQpmsdsFp4HGUYUEx?si=huunQb2cT8uD0LQhD81fSw"><span style="font-weight: 400;">Vampire Weekend</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/artist/4Ui2kfOqGujY81UcPrb5KE?si=5LCtbBhRQ_qv8vBPxuMPGQ"><span style="font-weight: 400;">HAIM</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, o fato dos três amigos já se conhecerem desde o início da adolescência traz muita familiaridade, leveza e facilidade ao trabalharem juntos no processo criativo de todas as músicas.</span></p>
<figure id="attachment_27755" aria-describedby="caption-attachment-27755" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27755" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-2-800x529.jpg" alt="Fotografia em preto e branco dos três integrantes da Wallows. Do lado esquerdo está Dylan, é um homem branco, jovem, de cabelo preto e estilo topete, ele usa óculos escuros e veste calça jeans clara e uma camiseta onde pode-se ler na parte superior “Indio” e o número 76 logo abaixo. No meio está Braeden, é um homem branco, jovem, de cabelo preto, ele veste calça jeans, uma camiseta toda branca e por cima uma camisa florida aberta. Do lado direito está Cole, é um homem branco, jovem, de cabelos pretos mais longos e ondulados, está usando calça jeans e uma camiseta estilo social de mangas longas. Atrás deles tem o que podemos notar ser um ônibus de turnê" width="800" height="529" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-2-800x529.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-2-768x507.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-2.jpg 828w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27755" class="wp-caption-text">Em seu canal no YouTube, os integrantes da Wallows comentaram sobre o processo de criação de cada faixa do álbum, na playlist <a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLQmOQjz-rtbCYXXl1FBXpofMxsEgefNZX">Track By Track</a> (Foto: Dillon Matthew)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Wallows</span> <span style="font-weight: 400;">não decepciona ao transparecer a evolução musical, cultivada desde 2018 com o lançamento do </span><a href="https://open.spotify.com/album/0P2kTQ7mJ3z7CFjII7GWkw?si=veQbsWfRSJGWhEoZAxvipQ"><i><span style="font-weight: 400;">Spring EP</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> assinado com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Atlantic Records</span></i><span style="font-weight: 400;">. Logo depois, em 2019, veio o primeiro álbum de estúdio, </span><a href="https://open.spotify.com/album/7eed9MBclFPjjjvotfR2e9?si=V09SgiPeRiGTmcFK9JpjTA"><i><span style="font-weight: 400;">Nothing Happens</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em 2020, os integrantes também não ficaram parados: durante a quarentena, o trio trabalhou no projeto mais experimental da carreira até então, o </span><a href="https://open.spotify.com/album/7pco4VrxVCaebDX9ZPoJ5b?si=w_PI9uQcQ6mLMsc8KYEPgw"><i><span style="font-weight: 400;">Remote</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Agora, com o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tell Me That It’s Over</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">observamos um retorno triunfal à essência da banda, que, mesmo incorporando novos elementos, consegue manter a originalidade e entregar composições muito além do </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> viral do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i> <a href="https://youtu.be/wIgmyE5Juzw"><i><span style="font-weight: 400;">Are You Bored Yet?</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A jornada proposta pela Wallows no disco</span> <span style="font-weight: 400;">leva o ouvinte a refletir sobre a pressão que colocamos nos relacionamentos modernos, o medo de estarmos sozinhos e as inseguranças decorrentes de uma separação repentina. Nesse caminho, somos guiados através da perspectiva de uma pessoa que se sente deslocada na relação, e se perde em várias versões dela mesma para salvar  o romance. A partir disso, a história se inicia com a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jlMr7FxqYIM"><i><span style="font-weight: 400;">Hard to Believe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando por todos os estágios de um rompimento conturbado, até culminar no encerramento, com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kkBnCrAHY8Q"><i><span style="font-weight: 400;">Guitar Romantic Search Adventure</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das letras tratarem de assuntos românticos, a sonoridade é expressivamente enérgica, na maioria das músicas. Os arranjos remetem ao conceito nostálgico dos anos 80, que ganham tons mais modernos e característicos da Wallows. O primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MS0KyojVfho"><i><span style="font-weight: 400;">I Don’t Want to Talk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, marcou o retorno da banda com uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> retrô e tecnicolor, acompanhada de reflexões pertinentes sobre a juventude e vulnerabilidade, temas muito recorrentes em toda a discografia do grupo.</span> <span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Percebi que quanto mais velho fico, fico mais inseguro/Se eu não tiver você ao meu lado, então não posso ter certeza</span></i><span style="font-weight: 400;">”, o vocalista canta</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Wallows - I Don&#039;t Want to Talk (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/jKvvoaNqOuc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No processo de divulgação do álbum, a faixa escolhida para ser o segundo </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi </span><a href="https://br.nacaodamusica.com/posts/wallows-lanca-o-novo-single-especially-you-com-videoclipe/"><i><span style="font-weight: 400;">Especially You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Aqui, a ênfase está na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fsUQIzj9_yU"><span style="font-weight: 400;">letra</span></a><span style="font-weight: 400;">, que mira em retratar a mente de uma pessoa ansiosa, em um relacionamento no qual as incertezas e a falta de comunicação são persistentes:</span> <span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Minha cabeça não pode compreender/Vivendo em segundo plano, imaginando o que você quis dizer</span></i><span style="font-weight: 400;">”, os meninos cantam</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Apesar de ter recebido uma divulgação expressiva e até um videoclipe, a canção é bem razoável, se comparada com as demais. Porém, é preciso admitir que o trio acertou no ponto e representou muitos de nós com o seguinte trecho: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não consigo parar um humor que oscila/Vou ler qualquer coisa/Eu sei que não é isso que você quis dizer/Eu tenho o sentimento errado</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra menção honrosa na nova fase da Wallows é a estética visual, repleta de imagens analógicas, luzes e um estilo que remete aos anos 90. As características estão presentes em todo o projeto, em especial no </span><a href="https://br.nacaodamusica.com/posts/wallows-at-the-end-of-the-day-video/"><span style="font-weight: 400;">terceiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">At the End of the Day</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma balada romântica que ganha traços melancólicos na voz suave de Braeden Lemasters. Na abertura da canção, já somos instigados a saber até onde vai a nostalgia despertada pela composição: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Por favor, deite sua cabeça aqui no meu ombro/A noite é jovem, mas ainda estamos envelhecendo/Você pode nos ver apaixonados assim para sempre?/Ou você tem medo de que seja muita pressão?</span></i><span style="font-weight: 400;">”, o baixista canta. O clipe em si possui aspectos típicos de um curta-metragem </span><i><span style="font-weight: 400;">indie, </span></i><span style="font-weight: 400;">no qual viajamos em uma </span><i><span style="font-weight: 400;">road trip</span></i><span style="font-weight: 400;">, através da beleza do deserto até a cidade de Las Vegas.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Wallows – At the End of the Day (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/4-as9nylX6I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não é só de lamentos que a Wallows vive. A partir da metade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tell Me That It’s Over</span></i><span style="font-weight: 400;">, um momento de epifania nos faz entender, junto com a banda, algo muito importante: para superarmos, primeiro precisamos aceitar. A narrativa percebe que a energia gasta para tentar recuperar um amor perdido não vale a pena, se trata de um preço muito alto, que pagamos com o nosso tempo e até mesmo com a saúde mental. Esse tema está presente nas canções </span><a href="https://docs.google.com/document/d/1deHVfOPv51DvlHwoI79E7IQ4mggcpMp5MwRH5ic74WE/edit"><i><span style="font-weight: 400;">Permanent Price</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://www.letras.mus.br/wallows/missing-out/traducao.html"><i><span style="font-weight: 400;">Missing Out</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e  </span><a href="https://www.letras.mus.br/wallows/hurts-me/traducao.html"><i><span style="font-weight: 400;">Hurts Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Dentre essas três, a última merece um lugar especial. A melodia contagiante e o jogo de palavras estabelece um diálogo entre os intérpretes, que, juntos, concordam não precisarem estar nessa relação problemática. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu não me importo/(Eu vou ter que aceitar que eu)/Eu não preciso disso porque me machuca</span></i><span style="font-weight: 400;">”, diz a letra</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um fato curioso, também comentado pela banda em seu canal no </span><a href="https://youtu.be/V8t5iQlU98k"><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é em relação ao título do álbum: a frase </span><i><span style="font-weight: 400;">“Tell me that it’s over” </span></i><span style="font-weight: 400;">é repetida diversas vezes ao longo do disco. Por isso, Breaden sugeriu que esse fosse o nome do álbum, ao invés de escolherem uma música-título. Tanto no primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> quanto no encerramento, a sentença está presente, o que dá uma sensação de fechamento de ciclo:</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Gostaria que pudéssemos cancelar o tempo/Ou deixe tudo voar/Apenas me diga que acabou agora”</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">canta o trio em </span><i><span style="font-weight: 400;">Guitar Romantic Search Adventure,</span></i><span style="font-weight: 400;"> última faixa do </span><i><span style="font-weight: 400;">CD</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_27756" aria-describedby="caption-attachment-27756" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27756" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-3-640x800.jpeg" alt="Fotografia em formato retangular, na posição vertical. Do lado esquerdo está Dylan, um homem branco de cabelos pretos lisos com um penteado estilo topete, ele usa uma jaqueta preta. No centro está Cole, um homem branco de cabelos pretos ondulados na altura da testa, ele usa uma calça jeans azul clara e um moletom verde escuro que contém o desenho de duas caveiras em amarelo no centro. Do lado direito está Braeden, um homem branco de cabelos escuros na altura da testa, ele está usando um calça jeans cinza e um suéter metade da cor vinho e metade cinza. Eles estão em um estacionamento de carros. Está de dias e atrás deles há um céu azul. Os três estão segurando acima das suas cabeças a versão vinil do álbum Tell Me That It’s Over." width="640" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-3-640x800.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-3-819x1024.jpeg 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-3-768x960.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-3-1229x1536.jpeg 1229w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-3-1200x1500.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/IMAGEM-3.jpeg 1638w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27756" class="wp-caption-text"><a href="https://tracklist.com.br/entrevista-wallows/120148">Estaria o Brasil incluso nos planos da Wallows?</a> O trio havia sido confirmado para o Lollapalooza Brasil 2020, que foi cancelado devido a pandemia (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Tell Me That It’s Over</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um retrato do </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/11/ao-papelpop-banda-wallows-fala-sobre-amadurecimento-shows-no-brasil-e-nova-era/"><span style="font-weight: 400;">amadurecimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> desses artistas, que possuem uma essência capaz de proporcionar um futuro promissor. Enquanto isso, continuam a retratar as inquietudes da juventude e estabelecem conexões com pessoas que, assim como eles, estão adentrando os conflitos da vida adulta. Dentre os dilemas dessa fase, a questão amorosa é apenas uma das ramificações. Porém, com maestria e sinceridade, a banda de Los Angeles mostra que está tudo bem em sentir &#8211; é preciso sentir. Para alguns, o álbum pode ser um conforto ou até mesmo um jeito de perceber que não estão sozinhos nessa situação. Ao final, uma coisa que a Wallows apresenta neste novo trabalho é certa: o caminho para superar ensina mais sobre nós mesmos do que o fim.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Tell Me That It’s Over" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/5L6fAzbz2x5oF8l0qluSKm?utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/tell-me-that-its-over-critica/">Tell Me That It’s Over: de volta ao indie rock californiano, Wallows propõem um ensaio sobre as desilusões amorosas</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/tell-me-that-its-over-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">27753</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
