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	<title>Arquivos Ursa &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Dentro de si, escute as feras: entre a autobiografia e a etnografia de Nastassja Martin</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Apr 2023 20:51:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enzo Caramori Outono. Todo encontro com o Outro revela-se como uma experiência de arrebatamento: da violência de deixar um pedaço de si e desprender-se da unidade do Eu ao movimento da alteridade de achar-se nos olhos do desconhecido. No caso da antropóloga Nastassja Martin, ressonante no livro Escute as feras, a experiência é do deslumbramento &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/escute-as-feras/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Dentro de si, escute as feras: entre a autobiografia e a etnografia de Nastassja Martin"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30726" aria-describedby="caption-attachment-30726" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-30726" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/ESCUTEASFERAS_WORDPRESS-800x420.png" alt="Imagem retangular de fundo branco. No canto superior, está centralizado a logo do Persona, um olho com íris na cor cinza e pupila em preto no formato triangular de play. Ao lado da logo, está o selo “Clube do Livro” em letras transparentes colocadas sobre um fundo preto. Abaixo está escrito “Dentro de si, escute as feras: entre a autobiografia e a etnografia de Nastassja Martin” em letras pretas, sendo &quot;escute as feras&quot; em letras cinzas. Mais abaixo, no canto esquerdo, há a capa do livro cujo fundo é branco. Na parte superior direita da capa, há o nome da autora Nastassja Martin escrito em letras pretas. Na parte superior esquerda, há o título do livro “Escute as Feras” escrito em letras pretas. Mais abaixo, está uma ilustração de um borrão preto com uma silhueta similar ao de um urso. Ao lado direito da imagem da capa, está o escrito &quot;Ao encontrarem-se uma no olhar da outra, a antropóloga e a ursa, próximas a um vulcão no extremo leste siberiano, marcam mutuamente os seus destinos e fundem a condição de fera e humana.&quot; em letras pretas. Abaixo do texto está escrito “Por&quot; em letras pretas e &quot;Enzo Caramori&quot; em letras cinzas." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/ESCUTEASFERAS_WORDPRESS-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/ESCUTEASFERAS_WORDPRESS-768x404.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/ESCUTEASFERAS_WORDPRESS.png 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30726" class="wp-caption-text">Nastassja Martin esteve na programação principal da 20ª Flip junto a Tamara Klink na mesa ‘‘<a href="https://www.youtube.com/watch?v=Gcn42bH6IkA">Desterrando o susto</a>’’, e seu Escute as feras foi a leitura do Clube do Livro do Persona em Fevereiro (Foto: Editora 34/Arte: Ana Cegatti)</figcaption></figure>
<p><b>Enzo Caramori</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outono. Todo encontro com o Outro revela-se como uma experiência de arrebatamento: da violência de deixar um pedaço de si e desprender-se da unidade do Eu ao movimento da alteridade de achar-se nos olhos do desconhecido. No caso da antropóloga </span><a href="https://quatrocincoum.folha.uol.com.br/br/noticias/flip/cinco-curiosidades-sobre-nastassja-martin"><span style="font-weight: 400;">Nastassja Martin</span></a><span style="font-weight: 400;">, ressonante no livro </span><a href="https://www.editora34.com.br/detalhe.asp?id=1111&amp;busca=escute%20as%20feras"><i><span style="font-weight: 400;">Escute as feras</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a experiência é do deslumbramento de um beijo e da brutalidade de um ataque e contra-ataque. Ao encontrarem-se uma no olhar da outra, a antropóloga e a ursa, próximas a um vulcão no extremo leste siberiano, marcam mutuamente os seus destinos e fundem a condição de fera e humana.</span></p>
<p><span id="more-30721"></span></p>
<p><a href="https://leituras.org/escute/"><span style="font-weight: 400;">Ursa-mulher e mulher-ursa</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma foge para dentro da bruma, com pedaços de uma mandíbula e ferida por um quebra-gelo; a outra, guarda-se na neve, vermelha de seu próprio sangue. Na falta do que se doou na troca desse primal encontro, refunda-se um sistema de crenças de povos como os </span><a href="https://www.editionsladecouverte.fr/a_l_est_des_reves-9782359251241#:~:text=Apr%C3%A8s%20avoir%20travaill%C3%A9,monde%20sa%20vitalit%C3%A9."><i><span style="font-weight: 400;">evenki</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – estudados por Martin em 2015, quando é desfigurada – em que a predestinação do enlace de seus destinos é a base do exercício da vida, animal e humana, em comunidade. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Escute as feras, </span></i><span style="font-weight: 400;">trazido ao Brasil pela tradução de Camila Boldrini e Daniel Lühmanné, é regido pelo atrito que a própria autora estabelece entre si mesma e sua imersão em modelos de visualização da vida vinculados ao </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1010200620.htm"><span style="font-weight: 400;">animismo</span></a><span style="font-weight: 400;">: uma união do ambiente e da existência humana e animal em um único fluxo vital. </span><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Miêdka”</span></i><span style="font-weight: 400;"> e “</span><i><span style="font-weight: 400;">matukha”</span></i><span style="font-weight: 400;"> são termos do idioma </span><i><span style="font-weight: 400;">even</span></i><span style="font-weight: 400;"> que identificam sua condição de sobrevivência e transmutação, após o enfrentamento com o urso, à situação anormal de humanidade que lhe é atribuída. À </span><a href="https://erratanaturae.com/autores/nastassja-martin/"><span style="font-weight: 400;">antropóloga</span></a><span style="font-weight: 400;">, esse estado de pária estrutura uma mudança na maneira que enxerga a si mesma – em um espaço de excepcionalidade, um tanto </span><a href="https://www.newyorker.com/books/page-turner/learning-to-love-the-bear-that-attacked-you#:~:text=I%20assumed%20that,of%20her%20experience."><span style="font-weight: 400;">inadequado</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao seu desenvolvimento de pesquisadora –, que altera o tom etnográfico para, também, hibridizar o texto.</span></p>
<figure id="attachment_30723" aria-describedby="caption-attachment-30723" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-30723" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/martinmartin-1-800x471.jpg" alt="Foto em preto e branco da antropóloga Nastassja Martin. No primeiro plano, uma mulher branca, de cabelos loiros presos em um coque desarrumado que cai em sua nuca. Ela olha ao horizonte e está vestida com uma blusa clara e um casaco, similar a uma jaqueta, preto. Ao fundo, montanhas rochosas e um céu nebuloso." width="800" height="471" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/martinmartin-1-800x471.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/martinmartin-1-1024x602.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/martinmartin-1-768x452.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/martinmartin-1-1200x706.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/martinmartin-1.jpg 1224w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30723" class="wp-caption-text">Orientada pelo antropólogo Philippe Descola, Nastassja Martin escreve sua tese de doutorado sobre o povo Gwich’in, do Alasca (Foto: Alexandre Lacroix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Estilisticamente, Martin constrói um registro experimental e total do que se dedicou a analisar, no exercício de sua ciência, e de suas inscrições sensíveis aos acontecimentos, meticulosamente medidas pela sua escrita. Entre a etnografia e a autobiografia, a metodologia de Martin é o cruzamento de dois cadernos de viagem, descritos como diurno e noturno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro tem suas páginas preenchidas por notas de viagem, fragmentos do que percebe em sua imersão com os </span><i><span style="font-weight: 400;">even </span></i><span style="font-weight: 400;">e a desperta atenção, mesmo com todos os dilemas que atravessam a etnografia. O segundo é do âmbito da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D7Z6AZnD9hc"><span style="font-weight: 400;">escrita do sonho</span></a><span style="font-weight: 400;">, que evoca o íntimo e o exterior numa poética de imagens quase ritualísticas, como pinturas rupestres que reincidem um mundo do sentimento selvagem e da máxima expressão da vida, na igualdade da relação animal ou humana. São contrastes significativos tanto em sua maneira de visualização do mundo e de sua própria sobrevivência que, na narrativa, não se institui de uma moralização da violência nem de um arco de redenção; quanto de sua escrita: variável de momentos cirúrgicos de descrição a até fluxos bestiais e oníricos de prosa.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">‘‘Fantasmático do desejo próprio às florestas, aos predadores solitários, à sua raiva, ao seu orgulho e à sua vigília. Tensão de seus encontros inesperados, inconfessáveis, improváveis, em devir, no entanto. Porque sozinhos eles se perdem, porque sozinhos eles se fecham, porque sozinhos eles esquecem. O cruzamento de seus olhares os salva de si mesmos ao projetá-los na alteridade daquele que os enfrenta. O cruzamento de seus olhares os mantém vivos.’’</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Na dualidade estabelecida à estrutura de seu texto, a autora mobiliza a etnografia para a escrita de si quando desafiada a </span><a href="https://www.philomag.com/articles/nastassja-martin-je-minteresse-la-possibilite-dune-metamorphose"><span style="font-weight: 400;">redescobrir</span></a><span style="font-weight: 400;"> a si mesma – com seu rosto desfigurado, do qual a ursa tomou-lhe parte da maçã do rosto e da mandíbula –, nesse novo território tomado de tensões: o seu próprio corpo. As questões psicológicas que a atravessam durante transferências incessantes por antigos hospitais da antiga ordem soviética, onde é posta à selvageria dos procedimentos médicos e legais envolvendo nacionalidade e gênero, é onde pensa um motivo maior a seu fatal encontro, que lhe propõe um </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mariosergioconti/2021/10/antropologa-perdoa-urso-que-a-atacou-em-livro-que-iguala-homens-e-animais.shtml"><span style="font-weight: 400;">novo significado</span></a><span style="font-weight: 400;"> por ainda estar viva. Portanto, no equívoco de sua epistemologia mas no exercício de uma liricidade autobiográfica, a evidente marca deixada pela espécie companheira à crença </span><i><span style="font-weight: 400;">even </span></i><span style="font-weight: 400;">é mais uma oportunidade individual de entender-se do que realmente uma maneira de debruçar-se sobre sua estrutura de pesquisa.</span></p>
<figure id="attachment_30724" aria-describedby="caption-attachment-30724" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-30724" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/The-Bear.jpg" alt="Rascunho feito a grafite pelo artista expressionista Edvard Munch. Na esquerda, observa-se um vulto de uma mulher ajoelhada abraçando um urso, não preenchido, o que lhe dá a impressão de ser branco ou claro. Os traços de grafites são evidentes. À direita, observa-se uma figura parecida, no entanto a mulher está mais agachada e abraça um urso agora escuro, negro, preenchdio pelo grafite." width="800" height="607" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/The-Bear.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/The-Bear-768x583.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30724" class="wp-caption-text">‘‘Há tempos vim preparando o terreno que me levaria até a boca do urso, em direção ao seu beijo’’ (Arte: Edvard Munch)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda é tempo das mitologias. Existe, nos gestos conflitantes do enquadramento de seu encontro com a ursa — muitas vezes descrito enquanto um abraço e um beijo — uma determinada </span><a href="https://thebaffler.com/latest/bear-witness-goldman"><span style="font-weight: 400;">eroticidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> que parte da percepção de uma afetação, para além de necessariamente, de afeto, na qual a violência torna-se um espaço de proximidade inigualável. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Escute as feras </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma fábula calculada nesses contrastes e escrita sobre a tradição indígena do sonho explorada por Ailton Krenak e pelas filosofias yanomami estudadas por </span><a href="https://gamarevista.uol.com.br/semana/sonhou-com-o-que/hanna-limulja-fala-da-cultura-yanomami-a-partir-de-seus-sonhos/"><span style="font-weight: 400;">Hanna Limulja</span></a><span style="font-weight: 400;">, sua moral naturalmente reivindica outros modos de vida, ou, como colocado pela pensadora </span><a href="https://personaunesp.com.br/eo-critica/#:~:text=pensadora%20Donna%20Haraway"><span style="font-weight: 400;">Donna Haraway</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">autre-mondialisation</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; (outra-mundialização). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o pulso ferino de primalidade toma conta da experimentação de Nastassja Martin, é pela memória que constrói um espaço conjunto e verdadeiro. Aquele que, como nas imagens feitas a dedo em escuras grutas, remonta um </span><a href="https://autonomialiteraria.com.br/sonho-de-outras-feras/"><span style="font-weight: 400;">passado mágico</span></a><span style="font-weight: 400;"> e possível, por outros exercícios de fazer o mundo, onde a técnica não colocou um corpo acima do outro, uma mulher abaixo de um homem e um humano-bixo acima de outras vidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escavar o susto é, para essa </span><a href="https://12ft.io/proxy?q=https%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Filustrada%2F2021%2F12%2Fescute-as-feras-nos-desperta-o-desejo-de-conhecer-um-urso.shtml"><span style="font-weight: 400;">narrativa de sobrevivência</span></a><span style="font-weight: 400;"> tomada de divagações — importantes para a composição do retrato sensível de si mesma —, encontrar sua própria essência, ao mesmo tempo que acessa a realidade antropológica da península de </span><span style="font-weight: 400;"> Kamtchátka, o lugar de</span><span style="font-weight: 400;"> seus estudos. Para a mitologia </span><i><span style="font-weight: 400;">even, </span></i><span style="font-weight: 400;">o olhar do urso em si não é perigoso pela tentativa de vingança do antropocentrismo ou do domínio de um espaço vital, mas sim pelo fato de que, nos olhos da animalidade humana, as outras formas de vida encontram-se e entendem a si próprias em sua condição de alteridade. </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/11/24/books/review-in-eye-of-wild-nastassja-martin.html"><span style="font-weight: 400;">A ursa</span></a><span style="font-weight: 400;"> é tanto atacada por Nastassja – uma fera, em seus próprio papel – quanto devolve o susto, em uma metáfora da vida real sobre o misterioso assombro que é entender a si no outro.</span></p>
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		<title>Sweet Tooth é um vestígio de inocência e esperança em meio ao caos</title>
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					<description><![CDATA[<p>Júlia Caroline Fonte As adaptações são uma grande polêmica do mundo audiovisual, algumas chegam ao patamar da perfeição, já outras decepcionam o fandom. Sweet Tooth com certeza se encaixa no primeiro grupo. Lançada em 4 de junho, a nova série da Netflix, que vem ganhando cada vez mais destaque da crítica, é produzida por Robert &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/sweet-tooth-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sweet Tooth é um vestígio de inocência e esperança em meio ao caos"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/sweet-tooth-critica/">Sweet Tooth é um vestígio de inocência e esperança em meio ao caos</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21344" aria-describedby="caption-attachment-21344" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21344" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-1-3.jpg" alt="Cena da série Sweet Tooth. A imagem é um pouco aberta e está situada em uma floresta muito iluminada com a luz amarela do sol, ao fundo e desfocado temos árvores de troncos grossos e bem espaçadas, com algumas plantas verde claro ao fundo no chão, há também um pedaço de uma rústica à direita e uma cerca bem artesanal em madeira com um espantalho acima e mais para trás. Ao centro, em foco e em plano americano temos Gus, um garotinho branco, de aproximadamente 8 anos e cabelos loiro médio, ele é um ser humano híbrido com cervo, por isso tem galhada e orelhas de cervo. Ele veste uma calça marrom, uma camiseta cinza com pequenos desenhos em rosa e azul, por cima há um casaco aberto de lã com a estampa pied poule em amarelo e branco, com o centro em verde com botões marrons. Atravessando seu corpo, há uma bolsa pequena cinza com detalhes em verde e com alça de corda amarela e um pedaço de couro na região do ombro. As roupas do garotinho parecem velhas e estão um pouco curtas. Gus está com uma expressão curiosa observando algo um pouco distante e mais alta que ele." width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-1-3.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-1-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-1-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-1-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-1-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-1-3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21344" class="wp-caption-text">“Enquanto o mundo mergulhava no caos, outra coisa estava acontecendo. Algo extraordinário” (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Júlia Caroline Fonte</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As adaptações são uma grande polêmica do mundo audiovisual, algumas chegam ao patamar da perfeição, já outras decepcionam o </span><a href="https://medium.com/@TRIOGROUP/porque-fandoms-s%C3%A3o-mais-importantes-do-que-voc%C3%AA-imagina-cf8ed0637b38"><i><span style="font-weight: 400;">fandom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Tooth</span></i><span style="font-weight: 400;"> com certeza se encaixa no primeiro grupo. Lançada em 4 de junho, a nova série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, que vem ganhando cada vez mais </span><a href="https://sobresagas.com.br/sweet-tooth-100-aprovacao-critica/"><span style="font-weight: 400;">destaque da crítica</span></a><span style="font-weight: 400;">, é produzida por Robert Downey Jr. e Susan Downey e traz uma proposta um pouco diferente da </span><a href="https://deborahstrougo.com/2020/05/12/quais-as-diferencas-entre-hq-graphic-novel-e-manga/"><i><span style="font-weight: 400;">graphic novel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que a originou, levando-a a ser uma das séries </span><a href="https://sobresagas.com.br/sweet-tooth-top-10-netflix-35-paises/"><span style="font-weight: 400;">mais assistidas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da plataforma em diversos países.</span></p>
<p><span id="more-21343"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A criação de Jim Mickle e Beth Schwartz nos apresenta um mundo caótico tomado por um vírus mortal, o Flagelo, e o nascimento de misteriosas </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/sweet-tooth-flagelo-hibridos-origem.html"><span style="font-weight: 400;">crianças híbridas</span></a><span style="font-weight: 400;"> com animais, estas perseguidas e exterminadas pelo exército dos Últimos Homens. A maior parte da sociedade acredita que essas crianças foram as causadoras desse apocalipse, enquanto outras as vêem como uma salvação para o planeta. Diante disso, acompanhamos Gus (Christian Convery) um </span><a href="https://sobresagas.com.br/sweet-tooth-por-que-gus-pode-falar/"><span style="font-weight: 400;">garotinho híbrido</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cervo que, dez anos depois do estopim do caos, tenta sobreviver isolado na floresta com o pai, que ele chama de “Paba” (Will Forte). Quando este é acometido pelo Flagelo, deixando Gus sozinho em um mundo perigoso, o caçador </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/06/sweet-tooth-personagem-pode-esconder-segredo-sombrio-na-netflix"><span style="font-weight: 400;">Tommy Jepperd</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Nonso Anozie), cruza caminho com o menino, que a partir disso começa uma aventura em busca de sua mãe, Birdie (Amy Seimetz).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adaptada da </span><a href="https://sobresagas.com.br/sweet-tooth-quadrinhos-que-inspiraram-a-serie/"><i><span style="font-weight: 400;">graphic novel</span></i><span style="font-weight: 400;"> de mesmo nome</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Jeff Lemire, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Tooth</span></i><span style="font-weight: 400;"> assume um tom </span><a href="https://sobresagas.com.br/sweet-tooth-diferencas-serie-quadrinhos/"><span style="font-weight: 400;">diferente daquele do quadrinho</span></a><span style="font-weight: 400;">. Querendo deixar de lado </span><i><span style="font-weight: 400;">“o estilo </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/mad-max-estrada-da-furia-o-reboot-da-distopia/"><i><span style="font-weight: 400;">Mad Max</span></i></a><em>&#8220;</em><span style="font-weight: 400;"> das páginas, os produtores buscaram </span><a href="https://epipoca.com.br/sweet-tooth-o-equilibrio-entre-horror-e-fantasia/"><span style="font-weight: 400;">transformar a história</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Gus em uma série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tBxn8X8kM2M&amp;t=2s"><i><span style="font-weight: 400;">family friendly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o que garantiu um tom leve e encantador, mesmo em meio ao fim do mundo. A inocência e fofura do personagem garantem uma sensação de aconchego e consegue tirar muitas lágrimas do espectador, uma vez que seu foco é o arco do garotinho e não o contexto em que ele está. Essa </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/sweet-tooth-as-maiores-diferencas-entre-a-serie-e-a-hq/"><span style="font-weight: 400;">mudança drástica</span></a><span style="font-weight: 400;"> não impediu a série de ser considerada uma </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/sweet-tooth-netflix-criadores-explicam-adaptacao"><span style="font-weight: 400;">excelente adaptação</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma vez que conseguiu de modo certeiro adequar a história para o </span><a href="https://www.institutodecinema.com.br/mais/conteudo/voce-sabe-o-que-e-um-roteiro-adaptado"><span style="font-weight: 400;">novo formato</span></a><span style="font-weight: 400;"> e soube definir muito bem seus objetivos quanto ao seu público. </span></p>
<figure id="attachment_21345" aria-describedby="caption-attachment-21345" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21345" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-2-3.jpg" alt="Cena da série Sweet Tooth. Nesta imagem temos duas personagens, Aimee e Wendy ao centro e em plano médio e a imagem está mais fechada nas personagens, ambas estão encostadas em um muro de cimento, escondidas em uma curva. Elas estão posicionadas quase de frente para a câmera e apresentam uma expressão preocupada. Aimee está com a cabeça levemente erguida, olhando para cima e para a esquerda, enquanto Wendy está com o rosto quase totalmente de frente para o público, e olhando para a direita. Aimee está levemente curvada para frente, segurando uma espingarda na mão direita e a mão esquerda está em frente de Wendy como um instinto de proteção para a garotinha, que está com os braços envoltos no braço esquerdo de Aimee. Quanto a características físicas, Aimee é uma mulher latina, magra, de cabelos longos, soltos com leves ondas e mais iluminados nas pontas, ela veste uma roupa verde bandeira, larga, com botões e uma jaqueta jeans clara, ela usa um chapéu de safari. Wendy é uma garotinha negra de aproximadamente 10 anos, é uma criança híbrida com porco, tendo nariz e orelhas do animal; ela tem cabelos crespos presos em dois rabinhos e usa um lenço vermelho de bolinhas brancas e listras laranjas amarrado na cabeça como uma faixa. Ela veste uma jardineira jeans esverdeado e por baixo um suéter laranja cenoura com listras que mesclam marrom e amarelo." width="1200" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-2-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-2-3-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-2-3-1024x614.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-2-3-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21345" class="wp-caption-text">Aimee é uma personagem exclusiva da série da Netflix, e seu arco foi muito importante para os outros personagens, em especial a Wendy (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da jornada do Gus, </span><a href="https://www.aficionados.com.br/sweet-tooth-curiosidades-sobre-a-serie/"><span style="font-weight: 400;">a série</span></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta mais duas histórias que ocorrem paralelamente; uma é da Aimee (Dania Ramirez) e a outra do Dr. Aditya Singh (Adeel Akhtar). Gus tem como objetivo chegar ao Colorado, onde tem a certeza de que encontrará sua </span><a href="https://prensa.li/prensa/sweet-tooth-aclamada-hq-vira-serie-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">mãe</span></a><span style="font-weight: 400;">; Jepperd, sem outra alternativa, assume a perigosa e desafiadora missão de levar Gus até ela. No caminho, ambos cruzam com um curioso grupo chamado Exército Animal, adolescentes que têm como propósito proteger e salvar os híbridos; esses personagens trazem um contraste interessante à obra: inocência e juventude em choque com o perfil de guerreiros sanguinários. A partir daí, ambos seguem com a companhia de Ursa (Stefania Owen). Os três continuam a aventura repleta de desafios e revelações devastadoras</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De modo independente, temos a história de Aimee, uma </span><a href="https://criticalhits.com.br/cinema-e-tv/sweet-tooth-os-principais-personagens-da-obra-e-suas-historias/"><span style="font-weight: 400;">personagem exclusiva da série</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sua jornada começa quando ela encontra um novo sentido para a própria vida, pois da mesma forma que Gus, a pandemia do Flagelo foi um impulso para a liberdade. Aimee se muda para um zoológico abandonado, e acolhe Wendy (Naledi Murray), uma garotinha híbrida com porco que foi deixada em sua porta ainda bebê, tornando-se sua filha. Com o passar dos anos, juntas elas criam o Santuário, um espaço para proteger crianças híbridas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, por último, temos o Dr. Singh, um médico que desistiu de sua profissão quando sua esposa Rani (Aliza Vellani) foi contaminada pelo Flagelo, e passa a dedicar a vida para garantir a sobrevivência dela, até que ele fica responsável por continuar as pesquisas sobre a cura iniciadas pela Dra. Bell (Sarah Peirse). Os três arcos se encaixam perfeitamente, e diferente do que ocorre na série </span><a href="https://personaunesp.com.br/sombra-e-ossos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sombra e Ossos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, eles não roubam o protagonismo um do outro e o foco maior permanece na narrativa de Gus, o personagem principal; e ao final, temos uma junção excelente de todos eles.</span></p>
<figure id="attachment_21346" aria-describedby="caption-attachment-21346" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21346" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3.jpg" alt="Cena da série Sweet Tooth. Nesta imagem Gus está em frente a cabana em que mora, uma construção rústica e montada com elementos diferentes, ela está em sua totalidade do lado esquerdo e do lado direito tem a floresta ao fundo. E foco Gus está empurrando um trenó de madeira improvisado, em cima dele há uma mini jangada de madeira, cordas, um cobertor em tons marrom claro e uma cesta azul cheia de objetos diversos, todos presos por uma rede. acima da cesta há o Cão, o cachorro de brinquedo e melhor amigo de Gus, um boneco de pelúcia comprido, feito de meias cinzas azuis e vermelhas, quase feito em retalhos. Gus, agora com 10 anos, veste uma calça jeans azul, botas de trilha pretas, uma pochete quadrada azul e cinza e uma camisa vermelha xadrez. Está com uma expressão determinada mesclada com curiosidade." width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21346" class="wp-caption-text">Às vezes, tudo o que um menino tem é sua imaginação (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Gus com certeza é o ponto forte da série, sendo um personagem adorável e cativante. Da mesma forma que a personagem Anne, de</span> <a href="https://valkirias.com.br/anne-with-an-e-mais-alcance-para-imaginacao/"><i><span style="font-weight: 400;">Anne With An E</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é inserida e desenvolvida em sua adaptação, Gus consegue ser uma representação verdadeira de uma criança, com toda a sua intensidade de sentimentos e sua curiosidade de entender o mundo. Seu arco é construído colocando o personagem em diversas situações cruciais para o amadurecimento, aprendizado e construção de sua personalidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção do personagem, unida à atuação do ator </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wn7yU8TYm1Q"><span style="font-weight: 400;">Christian Convery</span></a><span style="font-weight: 400;">, traz veracidade tanto para Gus quanto para a obra. Suas reações, inocência, esperança, empolgação, frustrações e ingenuidade são muito bem colocadas, Vemos esse aspecto em diversos momentos: ao perder o Cão, seu brinquedo preferido e melhor amigo, seu desespero para recuperá-lo os coloca em uma situação complicada; seu aborrecimento é evidente quando Ursa usa palavras difíceis que não estão em seu vocabulário, e em muitas situações de perigo o menino recorre desesperadamente a Jepperd.</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O protagonista constrói uma ótima relação com os outros personagens que o acompanham, com destaque para Jepperd, apelidado por Gus de “Grandão”, que de início queria a todo custo se livrar do híbrido, mas eles acabaram se tornando uma boa dupla. Jepperd, dono de um passado sombrio, fazia de tudo para sobreviver ao mundo caótico em que estavam, e entende os perigos de proteger uma criança como Gus; contudo, assim como acontece com o público, ele consegue ser cativado pelo menino cervo. A </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/06/20/atleticano-e-viajado-christian-convery-de-sweet-tooth-conquistou-publico.htm"><span style="font-weight: 400;">boa química</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os atores Christian Convery e Nonso Anozie foi fundamental e conseguiu garantir uma das melhores relações entre adulto e criança retratada no universo audiovisual, sendo um ponto alto da série.</span></p>
<figure id="attachment_21347" aria-describedby="caption-attachment-21347" style="width: 1732px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21347" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-4.jpg" alt="Cena de Sweet Tooth. A imagem é bem iluminada e mostra a visão da câmera de dentro de uma casa, mostrando a porta para fora, ao fundo há muita vegetação em tons verde médio, com árvores, arbustos e pequenas flores na cor rosa. Ao centro e um pouco antes do arco da porta, há três personagens em pé, em primeiro plano está Gus, atrás dele tem Jepperd e por último e um pouco desfocada está Ursa. Gus mostra uma expressão de decepção e olha para algo mais além, ele segura com as duas mão em frente ao corpo um pedaço de papel não muito novo, Ele usa uma calça jeans velha e com alguns rasgos, uma camisa xadrez vermelha com manga 3/4 e um colete marrom avermelhado por cima, e é possível ver as alças de uma mochila de cor caqui, na cintura ele usa uma pochete quadrada e artesanal com estampas de listras que mesclam verde, azul, cinza e preto. Jepperd está olhando sério para a câmera e sua mão esquerda está segurando o ombro esquerdo de Gus; Ele é um homem negro, alto, com corpo ___, careca e de barba. Ele veste algumas camadas de roupas, a mais externa é um casaco de couro caramelo, com um moletom vermelho escuro fechado comum ziper e embaixo uma peça mostarda, ele usa uma mochila na cor caqui. E por fim, Ursa uma adolescente com estatura média para a faixa etária, branca de olhos claros e cabelo castanho, cacheado, curto e solto, ela tem uma expressão assustada e olha para o mesmo lugar que Gus, a garota também veste algumas camadas de roupas: uma blusa branca e vermelha listrada de mangas longas, por cima um uma camiseta branca e finaliza com uma camisa jeans clara com as mangas cortadas, uma bandana preta amarrada no pescoço, uma calça mais soltinha com estampa onça nos tons amarelo escuro e detalhes marrom, uma botinha de couro marrom escuro, ela usa uma bolsa de pelo marrom médio com alça de couro no mesmo tom" width="1732" height="1154" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-4.jpg 1732w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-4-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-4-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21347" class="wp-caption-text">Quando Gus deixa o conforto e sua casa e atravessa a cerca, pessoas muito importantes passam a fazer parte de sua vida, como Grandão e Ursa (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Gus ainda está envolvido no maior </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w1CoJHqEtFQ&amp;t=1s"><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da temporada e um dos momentos mais difíceis para o garotinho. O híbrido tem seu mundo colocado à prova ao lidar com as verdades sobre sua vida; também é aqui que suas questões familiares e origem se revelam mais profundas do que aparentavam, e afetam sua jornada a partir de então. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série caminha através de diversas reviravoltas e situações cruciais para a história, tendência esta que se mantém no </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i><span style="font-weight: 400;">: sendo tão bem construído, não surpreende apenas o protagonista, mas também o público, que, desde o primeiro episódio é levado a acreditar em determinada realidade que entrará em choque nesse momento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os aspectos técnicos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=81DUeVkzj7s"><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Tooth</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também não deixam a desejar. A série possui narrador onisciente, com  voz de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/06/pai-de-thanos-esta-em-sweet-tooth-e-fas-da-netflix-nao-fazem-ideia"><span style="font-weight: 400;">James Brolin</span></a><span style="font-weight: 400;">, de modo sutil e na medida certa, combinando com o tom da história. E seguindo o padrão da maior parte das séries originais da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, a diversidade no elenco também está presente na série do menino cervo, que possui </span><a href="https://sobresagas.com.br/sweet-tooth-elenco/"><span style="font-weight: 400;">atores excelentes</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_21348" aria-describedby="caption-attachment-21348" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21348" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-5.jpg" alt="Cena da série Sweet Tooth. Imagem apresenta 4 personagens adolescentes em pé que fazem parte do Exército Animal e usam roupas e máscaras referentes a animais. Ursa está na frente e atrás está tigresa e dois figurantes, todos em plano médio e fechado. Ao fundo há uma floresta levemente fechada, porém um pouco iluminada. Da esquerda para a direita os personagens são: há um figurante, um homem branco, que usa uma máscara que é um esqueleto que aparenta ser de um animal equino, coberto na cabeça por uma touca de moletom e algo marrom que simula uma crina, ele usa uma jaqueta fechada por um zíper na cor caqui, nas mangas e bolsos embaixo há franjas roxas escuras, embaixo há uma roupa há alguma peça na cor roxa, há um cinto caramelo em sua cintura acima da jaqueta onde há uma lanterna e um pequeno suporte para flechas, ele segura uma besta com as duas mãos apontando para o centro da câmera e para baixo. Em seguida vem Ursa olhando para frente, com os dois braços esticados ao lado do corpo, sua máscara é a frente de um crânio de urso com detalhes em tinta vermelha no meio. Ela veste uma blusa de mangas longas de listras vermelhas e brancas, aparente apenas no braço direito, por cima há camadas de pele marrom que variam de marrom médio à marrom escuro, elas formam um casaco no corpo, a manga esquerda e uma touca no estilo de moletom que cobre sua cabeça e tem orelhas de ursinho, por cima ela usa uma bandana preta no pescoço, com um cinto marrom claro de couro saindo do ombro direito e indo em direção à cintura do lado esquerdo, preso nele há uma pequena bolsinha de couro marrom escuro e outro cinto marrom de couro na cintura para prender pequenos ossos e uma faca de cabo preto com uma capa de couro cobrindo a lâmina. À esquerda temos tigresa também com os braços ao lado do corpo, ela usa o crânio de um tigre na cabeça, e seu rosto fica aparente com uma expressão séria e com os olhos maquiados em preto, laranja e amarelo e olha para baixo, ela é uma mulher branca, magra e alta de cabelos até o peito em pequenas quantidades, levemente ondulados e nas cores amarelo e laranja, ela usa um short jeans na cor média, de cintura alta, meio velho e desfiado nas pontas, uma regata preta com uma segunda pele arrastão, e um colar comprido prateado com um pingente grande, no short ela usa um cinto de couro preto que prende ao corpo um longo tecido grosso que desce pelo corpo, com estampas de ziguezague vertical em tons de laranja e marrom, no cinto há presa uma barra marrom claro. E por fim, ao lado esquerdo de tigresa há um último figurante, que parece representar um lagarto, ele é um homem branco e apenas os olhos e mãos estão aparentes, ele usa uma jaqueta grossa em tons acinzentados e simula escamas de réptil, na cabeça, usa uma espécie de capacete redonda com escamas dorsais longas na cabeça, ele também segura uma besta com as duas mãos e a aponta para baixo como se estivesse preparando a arma, e há uma alça preta passando pelo ombro direito e desce diagonalmente pelo corpo." width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-5.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-5-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-5-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-5-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-5-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21348" class="wp-caption-text">Sweet Tooth mostra um mundo caótico em que a intolerância, falta de informação e medo do desconhecido dividiu a humanidade (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contando com uma ótima </span><a href="https://sobresagas.com.br/sweet-tooth-melhores-musicas-trilha-sonora/"><span style="font-weight: 400;">trilha musical</span></a><span style="font-weight: 400;">, que combina com a atmosfera criada pela série, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Tooth</span></i><span style="font-weight: 400;"> é perfeita visualmente. A fotografia em tons quentes de Dave Garbett e Aaron Morton e a presença de muitas cores contribui para a leveza e aconchego que ela proporciona ao público; com destaque para o primeiro episódio, o qual se passa a maior parte no chalé de Gus e Paba, com uma iluminação muito bem feita casando com a colorização impecável de Walter Volpatto; tudo se adequando com os </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/06/netflix-revela-segredo-de-sweet-tooth-que-deixa-fas-chorando-veja"><span style="font-weight: 400;">elementos da direção de arte</span></a><span style="font-weight: 400;">. A elaboração desta última, coordenada por Nick Connor, Nathan Blanco Fouraux, Gabriel Kearney e Adam Wheatley, foi um fator fundamental para contar a história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda sobre seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DC6X5LIlino&amp;t=6s"><span style="font-weight: 400;">visual</span></a><span style="font-weight: 400;">, o trabalho da equipe de arte atrai a curiosidade do público, principalmente para a caracterização das crianças híbridas. Algo essencial e que fez grande diferença para a série foi diminuir o </span><a href="https://blog.saga.art.br/o-que-e-cgi/"><span style="font-weight: 400;">digital</span></a><span style="font-weight: 400;"> para usar </span><a href="https://goianinha.org/ultimas-noticias/em-sweet-tooth-um-gostinho-de-fantasia-enraizada-na-realidade/"><span style="font-weight: 400;">elementos construídos fisicamente</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3ICxFh_f1-U"><span style="font-weight: 400;">efeitos especiais</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram importantes para trazer veracidade ao universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Tooth</span></i><span style="font-weight: 400;">, como nas orelhas de Gus, que foram inseridas em seu figurino e controladas pelo marionetista Grant Lehmann. Simultaneamente, a maquiagem artística de Justin Raleigh foi um elemento importante para transformar a aparência das </span><a href="https://veja.abril.com.br/blog/tela-plana/os-bastidores-de-sweet-tooth-do-visual-das-criancas-hibridas-a-pandemia/"><span style="font-weight: 400;">crianças em híbridas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, o que mais chamou atenção foi o personagem Bobby, um híbrido de marmota, em que a produção usou um boneco mecatrônico para trazê-lo à vida &#8211; uma retomada do que víamos em filmes mais antigos de fantasia, como em</span> <a href="https://www.papodecinema.com.br/filmes/harry-potter-e-a-camara-secreta/"><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter e a Câmara Secreta</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> para criar a fênix do Professor Dumbledore. Outro caso é o dos bebês híbridos retratados logo no início do primeiro episódio, que foram fantoches manipulados pela equipe e criados pela empresa de efeitos visuais </span><i><span style="font-weight: 400;">Fractured FX</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ao mesmo tempo em que esses elementos deixam tudo mais palpável, pode causar muito estranhamento para um público saturado de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/listas/2019/09/real-ou-cgi-10-vezes-em-que-a-marvel-nos-enganou-com-efeitos-visuais"><span style="font-weight: 400;">efeitos visuais</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_21349" aria-describedby="caption-attachment-21349" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21349" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-6-scaled.jpeg" alt="Cena da série Sweet Tooth. A imagem mostra o berçário de um hospital em plano geral fechado. A imagem tem um tom mais amarelado, o cenário é composto por uma parede verde água claro, e desfocado ao fundo há armários beges claros na parte inferior da parede da sala e logo acima há uma faixa em um tom mais escuro de verde água. Em cima dos armários há recipientes de produtos que parecem ser álcool em gel e outros para higiene, além de caixas de lenços em tons bege claro. Ao fundo há uma enfermeira negra, com os cabelos presos para trás em um coque, ela veste uma camisa rosa pastel de mangas curtas e usa um avental branco, ela carrega um bebê híbrido de cachorro e olha para o rosto dele. Em frente há 3 fileiras com berços quadrados de hospital com furos nas laterais e colchões verde pastel bem claro. Na primeira fileira, que está na frente da imagem, da esquerda para a direita há os seguintes bebês híbridos todos com um cobertor amarelo : um porco espinho deitado de barriga para baixo, no do meio há um híbrido de gato, do lado um híbrido com coruja, na fileira de trás há um híbrido que não dá para identificar, depois é um híbrido de macaco e um que não dá para identificar deitado de barriga para baixo com pelos pretos nas costas. Na última fileira há alternando berços vazios e com cobertas" width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-6-scaled.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-6-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-6-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-6-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-6-1536x1024.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-6-2048x1365.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-6-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21349" class="wp-caption-text">“Ninguém sabe o que veio primeiro, os híbridos ou o vírus” (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O último episódio de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159249/"><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Tooth</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é com certeza um dos mais importantes, principalmente para a </span><a href="https://sobresagas.com.br/lista-5-series-parecidas-com-sweet-tooth/"><span style="font-weight: 400;">continuidade da história</span></a><span style="font-weight: 400;">. É nele que, finalmente, entendemos por quais motivos Gus, Dr. Singh e Aimee dividem a temporada. A trama será imprescindível para o futuro da série, principalmente para Dr. Singh, pois aqui podemos perceber que em algum momento Gus será um elemento significativo para definir o arco do médico para a segunda temporada. Além disso, revelações sobre um personagem serão relevantes para aguçar o público a respeito do vírus que aquele mundo enfrenta, abrindo espaço para muitas teorias sobre o rumo da série, que já começa a ganhar contornos nítidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de todos seus aspectos audiovisuais, </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159181/"><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Tooth</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> carrega mensagens muito fortes para seu público. A jornada de Gus e Aimee mostram a importância de sair da zona de conforto para poder se reencontrar ou para começar a viver, e que essa vivência é essencial para o processo de crescimento, tanto de uma criança, como é o caso de Gus, quanto para Aimee, que entende um novo propósito e significado de sua vida. Ainda somos convidados ao longo da série a refletir sobre o amor, seus diversos aspectos e aquilo que ele pode mover; bem como o papel da família, entendendo o que realmente a faz existir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a história do Dr. Singh traz aspectos científicos e sociais que atingem em cheio a nossa realidade atual. Um retrato muito mais caótico da pandemia que estamos vivendo, a série tem um papel social de extrema importância, que vai muito além de seu entretenimento. Muito antes da </span><a href="https://www.saopaulo.sp.gov.br/guia-coronavirus/assets/images/DICAS_CONTRA_COVID-19.pdf"><span style="font-weight: 400;">covid-19</span></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> criou um cenário acometido por duas doenças que enfrentamos durante o nosso isolamento e se espalham rapidamente: um vírus fatal e a ignorância diante dos fatos.  A série expõe diversos momentos de extremismos pelo “bem maior”; ou por causa de teorias da conspiração, propagar o ódio e eliminar aquilo de que não se tem conhecimento. Tudo isso abre espaço para um mundo onde o principal objetivo é garantir a própria sobrevivência, ignorando seu papel na sociedade.</span></p>
<figure id="attachment_21350" aria-describedby="caption-attachment-21350" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21350" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-7-scaled.jpg" alt="Cena da série Sweet Tooth. Nessa imagem temos o casal Singh, de ascendência indiana, da direita para a esquerda: Rani e Aditya. Ambos em plano conjunto fechado. Eles estão em uma festa na casa de um vizinho, fora de foco há uma casa com luzes amarelas com várias pessoas com roupas mais clássicas em tons sóbrios. Rani tem o cabelo médio, preto e está levemente ondulado ela está sentada de frente e com a cabeça em perfil falando com o marido, olhando nos olhos dele e coloca a mão direita no braço direito dele, ela veste uma blusa preta com estampas simples de folha, em que os elementos têm apenas os contornos e usa um colete bege e um colar com um pingente dourado. Enquanto Aditya está sentado de frente e com o rosto em perfil olhando para a esposa, ele apresenta tensão através do corpo e expressão facial. Ele tem cabelo cacheado e curto, está com a barba aparentando crescer e usa um óculos de grau com armação dourada, ele está vestindo uma camisa cinza escura de botões e uma jaqueta de botões preta com leves listras brancas verticais." width="2560" height="1198" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-7-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-7-800x375.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-7-1024x479.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-7-768x360.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-7-1536x719.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-7-2048x959.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-7-1200x562.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21350" class="wp-caption-text">“Vai se surpreender com o que é capaz de fazer quando é para alguém que ama” (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Tooth</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta um grande potencial para </span><a href="https://www.omelete.com.br/ccxp/sweet-tooth-como-serie-netflix-levou-jeff-lemire-volta-hq"><span style="font-weight: 400;">continuações</span></a><span style="font-weight: 400;">, à medida em que a série deixa de explicar a fundo algumas informações, como as referentes ao vírus e ao início da pandemia do Flagelo. Há também algumas </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/listas/2021/06/o-que-a-netflix-nao-contou-aos-fas-de-sweet-tooth"><span style="font-weight: 400;">pontas soltas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que precisam ser respondidas a respeito de Birdie, sobre quem salvou Wendy quando bebê e o porquê, e qual papel o Exército Animal terá no futuro da série. Além disso, elementos como as flores roxas e as barras de chocolate não paravam de aparecer ao longo da temporada, indicando para um público que elas terão um significado importante em algum momento. Porém, levando em conta os temas e o cenário da história, poderíamos supor que poucas perguntas seriam respondidas em uma única temporada.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Tooth</span></i><span style="font-weight: 400;"> já consegue se garantir como uma das melhores séries de 2021. Bem recebida pelo público e pela crítica, tem suas raras falhas ofuscadas por uma história bem contada, com personagens reais e apaixonantes e um visual que chega a ser um espetáculo aos olhos. Mais uma vez, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">conseguiu garantir uma </span><a href="https://vejasp.abril.com.br/blog/filmes-e-series/robert-downey-jr-e-susan-downey-sweet-tooth/"><span style="font-weight: 400;">boa obra</span></a><span style="font-weight: 400;"> e acertar em todos os seus aspectos como </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/netflix-sweet-tooth-legado-jupiter"><span style="font-weight: 400;">adaptação</span></a><span style="font-weight: 400;">. E mesmo com o caos que Gus e Jepperd enfrentam em sua história e o que enfrentamos aqui do lado de fora, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Tooth</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue nos resgatar e confortar com sua esperança e leveza inocente que procurávamos há muito tempo.</span></p>
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