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	<title>Arquivos Ultraviolence &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Ultraviolence: Meia década do melhor de Lana Del Rey</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jul 2019 19:58:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Indie Pop]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Isabelle Tozzo Ultraviolence é o melhor de todos. Essa é a frase que meus amigos já ouviram de mim algumas vezes em conversas sobre Lana Del Rey. Como fã da artista, afirmo sem hesitar que o terceiro álbum da cantora – que completa cinco anos – é o mais belo, coeso e intimista de toda &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-ultraviolence/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Ultraviolence: Meia década do melhor de Lana Del Rey"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12350" aria-describedby="caption-attachment-12350" style="width: 526px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-12350" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ultraviolence-300x300.jpg" alt="" width="526" height="526" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ultraviolence-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ultraviolence-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ultraviolence-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ultraviolence-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ultraviolence-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Ultraviolence.jpg 1500w" sizes="(max-width: 526px) 85vw, 526px" /><figcaption id="caption-attachment-12350" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabelle Tozzo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ultraviolence é o melhor de todos. Essa é a frase que meus amigos já ouviram de mim algumas vezes em conversas sobre Lana Del Rey. Como fã da artista, afirmo sem hesitar que o terceiro álbum da cantora – que completa cinco anos – é o mais belo, coeso e intimista de toda a carreira da norte-americana.</span><span id="more-12339"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum foi lançado no dia 13 de julho de 2014, e como de costume, com atrasos. Logo após o lançamento do EP Paradise, em fevereiro de 2013, Lana comentou que estaria empenhada na produção de um novo disco. Porém, <a href="http://www.virgula.com.br/musica/demo-de-black-beauty-nova-de-lana-del-rey-vaza-ouca/">vazamentos de algumas faixas</a> como </span><i><span style="font-weight: 400;">Black Beauty</span></i><span style="font-weight: 400;"> desanimaram a cantora que chegou a cogitar em não lançá-lo mais. No início de 2014, Lana conheceu Dan Auerbach, e o álbum &#8211; que até então Del Rey julgava estar finalizado &#8211; foi completamente refeito pela produção do vocalista do The Black Keys. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de Dan trouxe as influências necessárias para o álbum. Segundo Lana, Auerbach achou a obra inicial muito “rock clássico” e propôs a reformulação do mesmo. O álbum que conhecemos hoje incorpora elementos do rock psicodélico com presença do </span><i><span style="font-weight: 400;">surf rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> da costa oeste dos estados unidos e do jazz de Nina Simone. Essas influências casam acertadamente com temas já conhecidos ao universo de Lana Del Rey: homens, dinheiro, amor e fama. E, na minha opinião, combinam bem mais do que o pop orquestrado com batidas de</span><i><span style="font-weight: 400;"> hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> presentes no anterior Born To Die. </span></p>
<figure id="attachment_12341" aria-describedby="caption-attachment-12341" style="width: 202px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class=" wp-image-12341" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMAGEM-02-169x300.jpg" alt="" width="202" height="359" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMAGEM-02-169x300.jpg 169w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMAGEM-02.jpg 576w" sizes="(max-width: 202px) 85vw, 202px" /><figcaption id="caption-attachment-12341" class="wp-caption-text">Lana Del Rey passou duas semanas no estúdio Easy Eye, de Dan Auerbach, em Nashille refazendo Ultraviolence (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum abre com </span><i><span style="font-weight: 400;">Cruel World.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Uma música longa com presença de uma pesada guitarra elétrica, novidade até então no trabalho dela. A voz rouca de Lana fica levemente esganiçada ao longo da música e se funde perfeitamente com o instrumental. Na letra ela canta sobre a liberdade com o fim de um relacionamento desgastante. </span></p>
<p><strong>“I’m finally happy now that you’re gone.” </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa faixa de abertura traduz bem o que virá neste trabalho: uma mulher forte cantando sobre seu próprio renascimento. Mesmo com letras que tratam temas comuns e presentes em todas as obras da cantora, consigo enxergar uma grande revolução em Ultraviolence. Não há aqui a amante obsessiva e que é capaz de fazer de tudo pelo parceiro. Pelo contrário. O eu lírico está liberto dessa vez e Lana muito mais confiante no próprio trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida pessoal da cantora na época talvez explique essa libertação. Lana havia <a href="https://www.eonline.com/br/news/554455/lana-del-rey-termina-o-namoro-com-barrie-james-o-neill">acabado de terminar seu relacionamento</a> de três anos com o também cantor Barrie-James O’Neill durante a produção de Ultraviolence. </span><i><span style="font-weight: 400;">Brooklyn Baby</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi escrita com ele e nela Lana diz que o namorado é legal, mas não tanto quanto ela. Esse verso seria algo novo para a cantora, que costumava se mostrar submissa e inferior aos homens.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Lana Del Rey - Ultraviolence" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ZFWC4SiZBao?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, obviamente Lana Del Rey não se mostraria uma cantora feminista de uma hora para outra. O álbum além de apresentar o endeusamento aos homens, como no blues rock </span><i><span style="font-weight: 400;">Sad Girl</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a melancolia comum da cantora presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pretty When You Cry, </span></i><span style="font-weight: 400;">possui a polêmica faixa-título </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultraviolence. </span></i><span style="font-weight: 400;">Seja querendo glamourizar ou criticar a violência doméstica (ou nenhum dos dois), Lana canta o verso da banda The Crystals, “</span><i><span style="font-weight: 400;">he hit me and it felt like a kiss.” </span></i><span style="font-weight: 400;">Na época d</span><span style="font-weight: 400;">o álbum, a cantora já havia mencionado em algumas entrevistas que </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/lana-del-rey-feminismo-estou-mais-interessada-em-viagens-espaciais-12733315"><span style="font-weight: 400;">não se importava muito com o feminismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e chegou até a </span><span style="font-weight: 400;">levar <a href="http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2015/02/22/kim-gordon-sonic-youth-lana-del-rey-nem-sabe-o-que-e-feminismo/">bronca da ex-Sonic Youth</a>, Kim Gordon</span><span style="font-weight: 400;">. Cinco anos depois, hoje Lana Del Rey </span><a href="https://portalpopline.com.br/em-entrevista-lana-del-rey-explica-o-motivo-pelo-qual-nao-gosta-de-cantar-musica-ultraviolence/"><span style="font-weight: 400;">não se sente mais confortável cantando esses versos.</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das polêmicas, sinto uma força libertadora neste álbum. Talvez até um feminismo à maneira de Lana Del Rey. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Fucked My Way Up To The Top</span></i><span style="font-weight: 400;">  ela canta sobre a tentativa de usar a própria sexualidade para crescer no mundo da música. Independentemente da intenção, pra mim se encaixa como uma crítica a indústria musical comandada por homens. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em termos musicais, Ultraviolence é completamente diferente de Born to Die e dos sucessores Honeymoon e Lust for Life. Há aqui uma maior variedade de instrumentos, como teremim, mellotron e guitarra elétrica. Os vocais de apoio masculinos e os solos de guitarra em algumas faixas ajudam a completar o clima setentista que encaixa bem com a aura vintage da cantora.</span></p>
<figure id="attachment_12349" aria-describedby="caption-attachment-12349" style="width: 320px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-12349" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/WhatsApp-Image-2019-07-11-at-16.29.23-300x300.jpeg" alt="" width="320" height="320" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/WhatsApp-Image-2019-07-11-at-16.29.23-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/WhatsApp-Image-2019-07-11-at-16.29.23-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/WhatsApp-Image-2019-07-11-at-16.29.23-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/WhatsApp-Image-2019-07-11-at-16.29.23-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/WhatsApp-Image-2019-07-11-at-16.29.23.jpeg 1100w" sizes="auto, (max-width: 320px) 85vw, 320px" /><figcaption id="caption-attachment-12349" class="wp-caption-text">Ultraviolence retoma as canções cinemáticas de Born to Die, mas com uma grande ruptura na musicalidade (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como inspiração, Lana traz na bagagem Nina Simone, Billie Holiday, Leonard Cohen, Lou Reed e bandas como Nirvana. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Brooklyn Baby </span></i><span style="font-weight: 400;">ela cita o <a href="http://personaunesp.com.br/tag/the-velvet-underground/">Lou Reed</a>. E não à toa. A faixa teria participação do cantor que faleceu no dia da gravação. O álbum também conta com um cover de Nina Simone. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Woman, </span></i><span style="font-weight: 400;">a voz suave de Lana acomoda-se à música e encerra Ultraviolence de forma satisfatória. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para completar o clima intimista do álbum, o clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultraviolence</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tem uma grande produção exuberante como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Born To Die</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. Com uma movimentação de câmera instável e um filtro vintage, a produção lembra um filme caseiro e relembra </span><i><span style="font-weight: 400;">Video Games</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou até mesmo os clipes feitos pela própria cantora quando ainda se chamava Lizzy Grant. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com Ultraviolence, Lana Del Rey conseguiu dar mais autenticidade a sua própria obra. Juntando boas referências, temas que tanto já conhecemos e com um excelente trabalho de produção de Dan Auerbach. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma vez, Lana disse que Ultraviolence é uma viagem da Costa Oeste ao Brooklyn. Nesta grande jornada, sempre me sinto inebriada e imersa com esse álbum. Que, vale reafirmar, é o melhor de sua carreira. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: Ultraviolence" src="https://open.spotify.com/embed/album/2e3doCyb0qn2JeKLsh2Xbo?si=rtHDCwWqR7K_V90U61Hvsg"></iframe></p>
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