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	<title>Arquivos Todo Mundo em Pânico &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Todo Mundo em Pânico 6 está perdido no tempo e já não sabe mais o que dizer sobre o gênero</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 13:00:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Moraes Mais de 25 anos se passaram desde que o primeiro Todo Mundo em Pânico (2000) foi lançado com seu humor besteirol, suas sátiras à franquia Pânico e os clichês dos longas de terror. A série de filmes havia se encerrado em 2013 no seu 5° capítulo, porém, com o retorno da saga slasher, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-todo-mundo-em-panico-6/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Todo Mundo em Pânico 6 está perdido no tempo e já não sabe mais o que dizer sobre o gênero"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37325" aria-describedby="caption-attachment-37325" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37325" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-800x420.png" alt="Cena de Todo Mundo em Pânico 6. Plano médio de duas figuras sentadas lado a lado em um sofá, jogando videogame. À esquerda, uma pessoa fantasiada como o vilão Ghostface, usando a clássica túnica preta, luvas e uma máscara branca sorridente modificada. Ela usa fones de ouvido brancos sobre a máscara, segura um controle de PlayStation 5 branco em uma das mãos e acena com a outra aberta. À direita, o ator Marlon Wayans aparece sorrindo e cerrando os dentes de forma cômica, usando fones de ouvido gamer brancos e uma jaqueta verde-oliva com uma faixa branca no punho, enquanto segura outro controle. Ao fundo, há um castiçal escuro com velas acesas." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image1.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37325" class="wp-caption-text">Depois da ausência no 3°, 4° e 5° filme, os irmãos Wayans retornam para a sequência (Foto: Wayans Bros. Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais de 25 anos se passaram desde que o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">Todo Mundo em Pânico </span></i><span style="font-weight: 400;">(2000) foi lançado com seu humor besteirol, suas sátiras à franquia </span><a href="https://personaunesp.com.br/ironico-autoconsciente-como-panico-mudou-para-sempre-genero-terror/"><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os clichês dos longas de terror. A série de filmes havia se encerrado em 2013 no seu 5° capítulo, porém, com o </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-6-critica/"><span style="font-weight: 400;">retorno</span></a><span style="font-weight: 400;"> da saga </span><a href="https://personaunesp.com.br/qual-e-o-seu-filme-de-terror-favorito-definitivamente-nao-e-panico-7/"><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, os irmãos Wayans não perderam a oportunidade de reunir o elenco original para mais uma paródia. No entanto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todo Mundo em Pânico 6 </span></i><span style="font-weight: 400;">parece não ter saído dos anos 2000 e encontra uma dificuldade imensa em entender as novas tendências do cinema de terror </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-37324"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Todo Mundo em Pânico </span></i><span style="font-weight: 400;">surge como uma sátira da própria sátira. </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1996) já havia se destacado por retratar os clichês do </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher </span></i><span style="font-weight: 400;">de maneira cômica, mas sem ser crítico, parecia que havia um certo prazer em replicar esses tropos. A obra de Keenen Ivory Wayans já seguia um caminho diferente. Sua representação demonstrava um certo deboche e ridicularizava os personagens e as repetições do gênero, sem fazer disso um processo crítico, o que não era ruim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegando para a obra mais recente, </span><a href="https://personaunesp.com.br/on-the-rocks-critica/"><span style="font-weight: 400;">Marlon</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Shawn Wayans (Shorty e Ray, respectivamente), junto com Michael Tiddes na direção e </span><a href="https://personaunesp.com.br/mom-8a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Anna Faris</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Cindy) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/uma-batalha-apos-a-outra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Regina Hall</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Brenda) no elenco, não conseguem tirar nada de novo desde a última vez que estiveram à frente da franquia. As piadas são basicamente as mesmas, o humor não mudou e as situações se repetem como se ser ridículo de maneira aleatória continuasse sendo engraçado, mas é 2026, a aleatoriedade já é comum e a comédia encontrou novas formas.</span></p>
<figure id="attachment_37326" aria-describedby="caption-attachment-37326" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37326" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-800x420.png" alt="Cena de Todo Mundo em Pânico 6. Plano médio do ator Marlon Wayans sentado em uma poltrona de couro escuro, com uma expressão de extremo choque, olhos arregalados e boca aberta. Ele veste um casaco de moletom cinza aberto sobre uma camiseta branca e usa um colar de corrente dourada com um pingente em formato de folha de maconha. O personagem e toda a poltrona estão cercados e cobertos por uma grande quantidade de espuma branca densa ou neve artificial, que parece ter explodido no ambiente. À esquerda, vê-se a cúpula de um abajur aceso." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-1536x806.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2-1200x630.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/image2.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37326" class="wp-caption-text">Todo Mundo em Pânico 6 faz referência à outros filmes de terror recentes, como A Substância (Foto: Wayans Bros. Entertainment)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As anedotas transfóbicas e homofóbicas, se já eram problemáticas no primeiro, são piores agora. A cena em que Ray está em uma igreja – fazendo referência à </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-pecadores/"><i><span style="font-weight: 400;">Pecadores</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2025) – recebendo a ‘cura para a homossexualidade’ e acaba apenas evidenciando para todos que é gay, é, não apenas controversa, como também extremamente forçada; se inicialmente havia qualquer graça, ela se perde por causa do inexistente senso de ridículo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte da comicidade dos antecessores estava nas citações à outros filmes, e como lidava com clichês específicos do gênero de terror. O que mais se destacou foi o </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;"> no primeiro longa, criando um clima de mistério a partir do enredo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-sei-o-que-voces-fizeram-no-verao-passado-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1997), junto com o mistério do </span><i><span style="font-weight: 400;">Ghostface</span></i><span style="font-weight: 400;">. Contudo, no novo, as referências parecem muito jogadas, sem qualquer conexão entre elas. Não há nada em </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-sei-o-que-voces-fizeram-no-verao-passado-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Substância</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2024) que remeta à </span><i><span style="font-weight: 400;">Pecadores</span></i><span style="font-weight: 400;">. São alusões vazias. É um filme de esquetes sem coesão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que realmente há de interessante é o final em que os protagonistas negam a nova geração, fazendo menção às franquias que retornam depois de muitos anos para encerrar a jornada dos antigos personagens e deixar que os novos tomem conta da saga a partir dalí – como no próprio </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1OierkhAbpc"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 5</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2022). Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Todo Mundo em Pânico</span></i><span style="font-weight: 400;">, o quarteto não permite essa mudança, relegam a saga para si ao deixarem as novas figuras morrerem no encerramento. Entretanto, isso continua sendo muito pouco, ainda mais considerando que o resto da obra não lida com essa questão. Assim, com poucas ideias, muitas referências e um certo apelo à nostalgia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todo Mundo em Pânico 6</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostrou que não tinha nada de novo a dizer.</span></p>
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		<title>Trilha Sonora para um Golpe de Estado é documentário corajoso, mas excessivo</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 19:42:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Há pelo menos uma década, o Oscar se empenha em indicar e prestigiar filmes que tenham como temas o racismo, a sexualidade e o protagonismo feminino, ainda que, por muitas vezes, a premiação vá para caminho habitual, a exemplos de apenas uma mulher indicada em Melhor Direção ou a entrega do prêmio para &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/trilha-sonora-para-um-golpe-de-estado-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Trilha Sonora para um Golpe de Estado é documentário corajoso, mas excessivo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34757" aria-describedby="caption-attachment-34757" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34757" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-2-800x420.png" alt="Cena do filme Trilha Sonora para um Golpe de EstadoNo canto esquerdo da imagem, em preto e branco, está Louis Armstrong tocando um instrumento de sopro. O ponto de vista é dos pratos de uma bateria, no lado esquerdo há uma mão segurando uma baqueta. No canto direito, de costas para Armstrong, há um homem branco, na faixa dos 50 anos, vestindo terno. Louis Armstrong é um homem adulto, negro e veste um terno." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-2-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-2-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-2-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image2-2.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34757" class="wp-caption-text">Louis Armstrong é uma das celebridades que aparece no longa (Foto: Pandora Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Davi Marcelgo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há pelo menos uma década, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i></a><span style="font-weight: 400;">se empenha em indicar e prestigiar filmes que tenham como temas o racismo, a sexualidade e o protagonismo feminino, ainda que, por muitas vezes, a premiação vá para caminho habitual, a exemplos de apenas uma </span><a href="https://forbes.com.br/forbes-mulher/2025/01/coralie-fargeat-de-a-substancia-pode-ser-a-4a-mulher-na-historia-a-receber-oscar-de-melhor-direcao/#:~:text=A%20Academia%20de%20Hollywood%20anunciou,entre%20os%20candidatos%20ao%20pr%C3%AAmio."><span style="font-weight: 400;">mulher indicada</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Melhor Direção ou a entrega do prêmio para </span><i><span style="font-weight: 400;">Green Book: O Guia</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018). Em 2025, </span><i><span style="font-weight: 400;">Trilha Sonora para um Golpe de Estado</span></i><span style="font-weight: 400;"> entra na lista dos concorrentes a Melhor Documentário. Narrando a luta de </span><a href="https://almapreta.com.br/sessao/africa-diaspora/conheca-a-historia-de-patrice-lumumba-libertador-do-congo-que-faria-96-anos-hoje/"><span style="font-weight: 400;">Patrice Lumumba</span></a><span style="font-weight: 400;"> para tornar a República Democrática do Congo um país independente, o longa de Johan Grimonprez aposta em imagens de arquivo para costurar a história.</span></p>
<p><span id="more-34756"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer consideração direta sobre o documentário, é admirável a presença dele no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2025, sobretudo, por se posicionar não apenas sobre um acontecimento histórico, mas também contra bilionários de extrema-direita, como Elon Musk e seu(s) interesse(s) em </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-04/niquel-litio-e-satelites-conheca-interesses-de-musk-no-brasil"><span style="font-weight: 400;">minérios</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, coincidentemente (o filme é de 2024), marcaram presença na posse do presidente Donald Trump. A premiação é uma catapulta para a visibilidade de muitas obras, sem ela, provavelmente, a fita e as ideias de Grimonprez passariam despercebidas pelos cinemas brasileiros. Ironicamente, o imperialismo ainda decide quem é visto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acontece que </span><i><span style="font-weight: 400;">Trilha Sonora para um Golpe de Estado </span></i><span style="font-weight: 400;">necessita de muito fôlego para encarar 150 minutos de muita informação, enfoques, imagens e áudios que se devoram. A sensação provocada é de confusão, uma trama política complexa demais para querer mirar no </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, na Guerra Fria, no imperialismo e em outras tramoias, mesmo que elas estejam interligadas. O documentário pode ser encaixado no que seria um filme de solicitação, conceito apresentado pelo crítico </span><a href="https://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/o-cinema-segundo-paulo-emilio-9ah48ueixtvqru0wnpr6wjv0z/"><span style="font-weight: 400;">Paulo Emílio Sales Gomes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ou seja, há mais perguntas sendo feitas do que respostas ao espectador.</span></p>
<figure id="attachment_34758" aria-describedby="caption-attachment-34758" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34758" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-3-800x518.png" alt="Cena do filme Trilha Sonora para um Golpe de EstadoNo centro da imagem, está Patrice Lumumba, ele está com as duas mãos erguidas mostrando o pulso enfaixado. Ele está com uma expressão séria, veste terno e gravata. Lumumba é um homem adulto de pele negra, seu cabelo é curto e ele tem bigode e cavanhaque. No lado direito, há um homem, também usando terno. " width="800" height="518" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-3-800x518.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-3-768x497.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image1-3.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34758" class="wp-caption-text">Patrice Lumumba foi torturado e morto em 1961 (Foto: Pandora Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É a partir de vivências, aproximações e outras estruturas que alguém gosta ou não de uma obra. Por exemplo, o grau de conhecimento sobre o gênero de Terror vai definir a apreciação de </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-todo-mundo-em-panico/"><i><span style="font-weight: 400;">Todo Mundo em Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2000) para além das piadas </span><i><span style="font-weight: 400;">nonsenses</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esse fator é fundamental nesse documentário, que, como em um anúncio do </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;"> que nem sentimos chegar, interrompe sua narrativa para transmitir uma propaganda do carro </span><i><span style="font-weight: 400;">Tesla</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou do </span><i><span style="font-weight: 400;">Iphone</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem os relacionar por meio de narrações com os fatos ali mostrados. É necessário, de quem vê, o conhecimento prévio sobre Elon Musk e fabricação de baterias, mas também de exploração de recursos e de que o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um gênero de improvisos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal fator está longe de ser um problema, é sua característica, inclusive para temas que não devem ser mastigados. A introdução das peças publicitárias de forma abrupta é um ótimo acerto para transmitir a ideia de que o </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2020/10/07/o-que-e-imperialismo-pesquisadoras-explicam-o-que-esse-debate-tem-a-ver-com-sua-vida"><span style="font-weight: 400;">imperialismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> ainda faz presença, de modo que tira e repõe você da história em uma fração de segundo. Mas e a trilha sonora que dá o título para o filme? Infelizmente, é o elemento que está mais desconectado, sendo usado de forma eficiente em raras ocasiões. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Trilha Sonora pra um Golpe de Estado - Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Aib5z2elhGY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo como início as opiniões de figuras políticas sobre o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, muitas delas negativas, a Música é compreendida como ruído. Um dos personagens diz que desliga o rádio quando o gênero começa a tocar. Já em determinado trecho do filme, um dos narradores diz que os trâmites para conquistar a liberdade na República Democrática do Congo são conduzidos por músicas diferentes: a ONU não ouve </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, portanto, não escuta a voz do povo. Outras tomadas conseguem extrair sentimento, como a cena em que Louis Armstrong canta </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2LDPUfbXRLM"><i><span style="font-weight: 400;">Black And Blue</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felizmente, </span><a href="https://olhardigital.com.br/2025/01/28/cinema-e-streaming/indicados-ao-oscar-2025-veja-onde-assistir-a-cada-filme-online-nos-streamings/"><i><span style="font-weight: 400;">Trilha Sonora para um Golpe de Estado</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> toma posição e revela lados e figuras da história que tendem a ser apagados da equação imperialista – o que é fundamental em um filme que interpreta fatos, ao invés de apenas os narrar. Entretanto, sua forma não linear e o excesso de enfoque tornam a experiência enfadonha: o quanto você absorveu do que viu é a pergunta que fica ao sair da sessão. </span></p>
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