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	<title>Arquivos Thriller psicológico &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Às vezes, nós não Precisamos Falar…</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Oct 2024 22:00:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges Nenhuma visão de mundo é igual. É isso que a produção brasileira Precisamos Falar mostra. O longa, exibido na seção Mostra Brasil da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, aborda os limites da moralidade e acompanha as turbulências no relacionamento intrafamiliar de duas famílias do Rio de Janeiro. Inspirado no livro &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/precisamos-falar-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Às vezes, nós não Precisamos Falar…"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34235" aria-describedby="caption-attachment-34235" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-34235" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-9.png" alt="Cena do filme Precisamos Falar. Na imagem vemos Sandra e Paulo pensando em algo. Sandra, mulher branca com cabelos castanhos, veste um top azul e corta-vento cinza, seus cabelos estão presos em um rabo de cavalo. Celso, homem branco com barba e cabelos grisalhos, veste uma camisa de botão listrada branca e vinho. Ao fundo dos dois é possível ver uma geladeira." width="770" height="529" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-9.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-9-768x528.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34235" class="wp-caption-text">Precisamos Falar aborda negacionismo e narcisismo (Foto: Conspiração Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhuma visão de mundo é igual. É isso que a produção brasileira </span><i><span style="font-weight: 400;">Precisamos Falar</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra. O longa, exibido na seção Mostra Brasil da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, aborda os limites da moralidade e acompanha as turbulências no relacionamento intrafamiliar de duas famílias do Rio de Janeiro. Inspirado no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">O Jantar</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Herman Koch, o filme mostra a reflexão sobre até onde os pais vão para proteger seus filhos.</span></p>
<p><span id="more-34234"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzido por Pedro Waddington e Rebeca Diniz, o </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">psicológico</span> <span style="font-weight: 400;">explora o pior do alto escalão da classe média carioca. Acompanhando os casais Sandra (</span><a href="https://istoe.com.br/marjorie-estiano-celebra-novo-trabalho-com-alexandre-nero-e-critica-personagem-negacionista/"><span style="font-weight: 400;">Marjorie Estiano</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Paulo (Alexandre Nero), e Celso (Emílio de Mello) e Anna (Hermila Guedes), a trama gira em torno da descoberta de um terrível homicídio cometido por seus filhos adolescentes – o que acaba ocasionando tensões nas relações das famílias.</span></p>
<figure id="attachment_34236" aria-describedby="caption-attachment-34236" style="width: 574px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-34236" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-10.png" alt="Cena do filme Precisamos Falar. Na imagem vemos Jefferson e Rick caminhando em um parque. Jefferson, adolescente negro com cabelo preto, usa blusa manga longa verde, calça preta e um tênis branco. Rick, adolescente branco de cabelos castanhos, veste camisa xadrez, calça e tênis ambos preto. Os dois estão caminhando de costas para a câmera." width="574" height="324" /><figcaption id="caption-attachment-34236" class="wp-caption-text">A dupla Jefferson e Rick procura incriminar o primo Michel (Foto: Conspiração Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Abordando a </span><a href="https://telaviva.com.br/29/08/2023/conspiracao-filmes-roda-o-longa-precisamos-falar-sobre-nossos-filhos/"><span style="font-weight: 400;">banalidade do mal</span></a><span style="font-weight: 400;">, sobre os direitos humanos para humanos direitos, o longa nos convida a uma dolorosa introspecção sobre a natureza da nossa responsabilidade. Apesar de tratar de um assunto muito batido e que bate sempre na mesma tecla de ‘criticar a elite brasileira’, a produção de Waddington e Diniz foi bastante perspicaz ao abordar o negacionismo justamente em um período pós-governo bolsonarista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maturidade artística dos atores mais novos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Precisamos Falar</span></i><span style="font-weight: 400;"> propõe uma construção muito bem interpretada, já os adultos deixam um pouco a desejar. O personagem de Alexandre Nero é intragável, um homem nazifacista que é contra todos os direitos da população pobre, que se vê na posição de julgar o que acha certo e errado dentro da sociedade. Já o núcleo adolescente da produção contempla um </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-1000011295/criticas-adorocinema/"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> excelente, além de alimentar a curiosidade do público sobre os acontecimentos da trama. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apostando em ângulos que enfatizam o desconforto moral dos personagens, o longa permite a escolha de uma narrativa que contemple a incerteza. Em meio a diversas chantagens, a cultura contemporânea brasileira é apresentada de forma extremamente provocativa e fragmentada. Como em</span> <a href="https://personaunesp.com.br/taxi-driver-completa-40-anos-permanece-extremamente-atual/"><i><span style="font-weight: 400;">Taxi Driver &#8211; Motorista de Táxi</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1976), a ‘libertação’ que Michel (Thiago Voltolini) tanto fala e reproduz está pautada no seu senso de exclusão e eliminação do outro, como um paradoxo aos pactos conservadores de direita, que utilizam de atos de violência como forma de ‘limpar’ o ambiente ao seu redor.</span></p>
<figure id="attachment_34237" aria-describedby="caption-attachment-34237" style="width: 574px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-34237" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-5.png" alt="Cena do filme Precisamos Falar. Na foto vemos Rick, Anna e Celso se despedindo. Rick, adolescente branco com cabelos castanhos, veste um moletom cinza e em suas costas carrega uma mochila preta. Anna, mulher branca de cabelos castanhos, veste uma camisa clara. Sua mão esquerda segura o peito de seu filho Rick. Celso, homem branco com barba e cabelos grisalhos, veste uma camiseta cinza sobreposta por uma camisa de botões azul. Anna e Celso estão se despedindo de Rick. No fundo é possível ver uma parede branca com um quadro ao centro." width="574" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-34237" class="wp-caption-text">O filme estreou no Festival do Rio em 2024 (Foto: Conspiração Filmes)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Precisamos Falar</span></i><span style="font-weight: 400;"> encara o lado direitista, negacionista e narcisista da população brasileira. A obra, que causa </span><a href="https://caras.com.br/atualidades/marjorie-estiano-retrata-relacoes-familiares-no-cinema-uma-provocacao.phtml"><span style="font-weight: 400;">desconforto</span></a><span style="font-weight: 400;"> no espectador do início ao fim,  vai além do entretenimento e nos faz questionar sobre até que ponto a impunidade é dada às riscas para o ser humano. O que nos resta, é esperar sentados e aguardar por uma resposta. Afinal, “</span><i><span style="font-weight: 400;">a verdade ama se esconde</span></i><span style="font-weight: 400;">r” – como mostra o </span><i><span style="font-weight: 400;">slogan </span></i><span style="font-weight: 400;">do filme.</span></p>
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