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	<title>Arquivos Thiago Martins &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em Sexa, Glória Pires mostra a agilidade dos 60+, mas em ritmo de novela</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 13:00:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém spoilers do filme Eduardo Dragoneti Ao completar 60 anos, Bárbara, vivida por Glória Pires, descobre que o maior desafio da maturidade pode ser reaprender a se permitir. A mesma lição se estende à sua intérprete, que estreia na direção do longa-metragem Sexa. Apostando em temas como o etarismo, a feminilidade e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-sexa/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Sexa, Glória Pires mostra a agilidade dos 60+, mas em ritmo de novela"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">Este texto contém spoilers do filme</span></i></p>
<figure id="attachment_36397" aria-describedby="caption-attachment-36397" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36397" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-8-800x390.jpg" alt="Cena do filme Sexa. Bárbara, com uma expressão tranquila, está sentada em uma cadeira de praia na areia, vestindo um maiô azul." width="800" height="390" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-8-800x390.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-8-1024x500.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-8-768x375.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-8-1536x750.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-8-1200x586.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-8.jpg 2000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36397" class="wp-caption-text">O Filme faz parte da sessão Mostra Brasil da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (Foto: Elo Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Eduardo Dragoneti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao completar 60 anos, Bárbara, vivida por </span><a href="https://youtu.be/jnuZg1NlLXI?si=CwFNneb2TT6UC-Nu"><span style="font-weight: 400;">Glória Pires</span></a><span style="font-weight: 400;">, descobre que o maior desafio da maturidade pode ser reaprender a se permitir. A mesma lição se estende à sua intérprete, que estreia na direção do longa-metragem </span><i><span style="font-weight: 400;">Sexa</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apostando em temas como o etarismo, a feminilidade e a liberdade sexual, o filme, exibido na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, expressa sua mensagem com o tom de novela que marca as cinco décadas de Glória dedicadas à televisão. As escolhas de roteiro (Guilherme Gonzalez) e montagem (Livia Arbex) reforçam essa familiaridade com o formato televisivo, mas engana-se quem julga o ritmo. A proposta é dialogar justamente com o público 60+, formado pelas novelas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> SBT</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Record</span></i><span style="font-weight: 400;">, e nesse ponto a produção acerta em cheio.</span></p>
<p><span id="more-36394"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa utiliza a catarata, doença ocular comum na terceira idade, como metáfora para a visão limitada de Bárbara diante do </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-incrivel-eleanor-critica"><span style="font-weight: 400;">envelhecimento</span></a><span style="font-weight: 400;">. Aos 60 anos, ela acredita estar velha demais para ‘viver a vida’, e parte desse desânimo vem da forma como seu próprio filho, vivido por Danilo Mesquita, a trata. Em uma das primeiras cenas, na mesa de um restaurante, ele e a nora não hesitam em pedir que a vó pague a creche do neto, enquanto Bárbara arca com a conta dos três e ainda escuta julgamentos por usar uma roupa que ele considera inadequada para sua idade.</span></p>
<figure id="attachment_36396" aria-describedby="caption-attachment-36396" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36396" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-13.jpg" alt="Cena do filme Sexa. Em uma cozinha iluminada, Bárbara, de roupão azul florido, gesticula com o dedo médio levantado enquanto conversa com Cristina. Ela usa um vestido rosado estampado e a olha para a amiga com uma expressão indignada enquanto segura um bolo branco com velas douradas formando o número 60." width="700" height="394" /><figcaption id="caption-attachment-36396" class="wp-caption-text">Glória pires já atuou em mais de 40 produções para a TV e mais de 20 no Cinema (Foto: Elo Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O papel de romper a apatia de Bárbara fica com Cristina, sua melhor amiga, vivida por </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/isabel-fillardis-entrega-detalhes-da-versao-diretora-de-gloria-pires"><span style="font-weight: 400;">Isabel Fillardis</span></a><span style="font-weight: 400;">, que provoca a protagonista a sair da zona de conforto e se permitir novas experiências. Mesmo sem grande desenvolvimento no roteiro, Fillardis se destaca pela espontaneidade em cena e por equilibrar o tom cômico com o afetuoso. Ainda assim, a </span><a href="https://exame.com/casual/juliette-binoche-gloria-pires-e-taina-muller-a-nova-geracao-de-diretoras-no-festival-do-rio"><span style="font-weight: 400;">direção de Glória</span></a><span style="font-weight: 400;">, acostumada com as novelas, nem sempre ajuda. Em vários momentos, a atriz acaba presa a uma atuação caricata, que arrasta o humor para o campo do constrangimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a essa fragilidade surge Davi, vivido por Thiago Martins, um homem 25 anos mais jovem que aparece na vida de Bárbara como uma surpresa com a qual ela não sabe bem como lidar. O relacionamento desperta um entusiasmo que há tempos a ‘sexa’ não sentia e, também, uma </span><a href="https://www.sescsp.org.br/editorial/quedas-em-pessoas-idosas-e-saude-mental"><span style="font-weight: 400;">insegurança</span></a><span style="font-weight: 400;"> alimentada pela opinião dos outros, principalmente do filho. A diferença de idade se torna menos um obstáculo real e mais um reflexo do etarismo que cerca a protagonista. Glória explora esse impasse durante boa parte da trama, como é de costume em novelas, mas tentar encaixar tantas idas e vindas em um roteiro de cinema torna o conflito forçado e enjoativo de acompanhar.</span></p>
<figure id="attachment_36395" aria-describedby="caption-attachment-36395" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36395" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-11.jpg" alt="Cena do filme Sexa. Davi, vestindo uma camisa preta sobre uma camiseta branca, de óculos, estã sentado em um sofá inclinado em direção a Bárbara, olhando-a nos olhos. Ela, de costas, apoia a mão em seu ombro." width="700" height="394" /><figcaption id="caption-attachment-36395" class="wp-caption-text">Glória Pires declarou em entrevistas seu interesse em produzir uma sequência de Sexa (Foto: Elo Studios)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A parte técnica também sofre com escolhas que comprometem a imersão. A dublagem é irregular em várias cenas, principalmente nas falas do neto de Bárbara, que soam artificiais e destoam do restante da mixagem. Somam-se a isso os </span><a href="https://www.gazetavargasfgv.com/post/o-brasil-pelas-lentes-das-novelas-do-apogeu-ao-decl%C3%ADnio-de-uma-na%C3%A7%C3%A3o-e-de-uma-arte"><span style="font-weight: 400;">vícios</span></a><span style="font-weight: 400;"> de montagem herdados da TV, como os constantes </span><i><span style="font-weight: 400;">fade-ins</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> fade-outs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e alguns cortes abruptos que quebram o ritmo das sequências. Esses recursos, somados à trilha que sobe e desce sem muita sutileza, deixam o filme com um acabamento instável, reforçando a sensação de que Sexa não se entende como uma produção para o cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro também acumula pontas soltas. O filho de Bárbara, construído como símbolo do </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica"><span style="font-weight: 400;">etarismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e da dependência emocional, termina a trama recompensado com uma boa oportunidade de trabalho, sem qualquer reflexão sobre o modo como tratou a mãe. Já a personagem de Rosamaria Murtinho, apresentada quase como uma figura de sabedoria, surge apenas para um diálogo final à beira-mar que tenta dar encerramento à história, porém acaba soando explicativo e apressado – como um final de novela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com boas intenções, Sexa termina vítima dos próprios vícios de linguagem que Glória Pires parecia querer superar em sua estreia como diretora. Falta ao longa o olhar cinematográfico que o distanciaria da </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/televisao"><span style="font-weight: 400;">televisão</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas ainda existe a sensibilidade e vontade pertinente de conversar com o público que ele se propõe a alcançar. No fim, Sexa não inova o gênero das comédias românticas nem a carreira de sua realizadora, porém reafirma que, aos 60, Glória Pires continua a se reinventar, mesmo que o resultado soe familiar demais.</span></p>
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