<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos The Year of Magical Thinking &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/the-year-of-magical-thinking/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/the-year-of-magical-thinking/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 29 Sep 2021 19:36:51 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos The Year of Magical Thinking &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/the-year-of-magical-thinking/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>O Ano do Pensamento Mágico: a dor de uma mulher tranquila</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/o-ano-do-pensamento-magico-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/o-ano-do-pensamento-magico-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Sep 2021 19:33:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Harper Collins]]></category>
		<category><![CDATA[Isabella Siqueira]]></category>
		<category><![CDATA[Joan Didion]]></category>
		<category><![CDATA[John Gregory Dunne]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Luto]]></category>
		<category><![CDATA[Melancolia]]></category>
		<category><![CDATA[O Ano do Pensamento Mágico]]></category>
		<category><![CDATA[Quintana]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[The Year of Magical Thinking]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=23292</guid>

					<description><![CDATA[<p>Isabella Siqueira “A vida muda rapidamente A vida muda em um instante Você se senta para jantar, e a vida que você conhecia termina. A questão da autopiedade.” “Tudo bem. Ela é uma mulher tranquila”. Essa foi a frase utilizada para se referir a Joan Didion no dia em que seu marido morreu. O Ano &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-ano-do-pensamento-magico-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Ano do Pensamento Mágico: a dor de uma mulher tranquila"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-ano-do-pensamento-magico-critica/">O Ano do Pensamento Mágico: a dor de uma mulher tranquila</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23293" aria-describedby="caption-attachment-23293" style="width: 332px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-23293 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/unnamed-1.jpg" alt="Capa do livro O Ano do Pensamento Mágico. A capa do livro é laranja, no canto inferior, está o título da obra em azul, no canto superior, está o nome da autora Joan Didion escrito em amarelo. Na parte superior, está escrito o símbolo da editora Harper Collins em azul." width="332" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-23293" class="wp-caption-text">Lançado em abril pela editora Harper Collins, O Ano do Pensamento Mágico foi traduzido por Marina Vargas (Foto: Harper Collins)</figcaption></figure>
<p><b>Isabella Siqueira</b></p>
<p style="text-align: center;"><i><span style="font-weight: 400;">“A vida muda rapidamente<br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">A vida muda em um instante<br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Você se senta para jantar, e a vida que você conhecia termina.<br />
</span></i><i><span style="font-weight: 400;">A questão da autopiedade.”</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Tudo bem. Ela é uma mulher tranquila”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa foi a frase utilizada para se referir a Joan Didion no dia em que seu marido morreu. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ano do Pensamento Mágico</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma autobiografia desenvolvida meses após o falecimento de John Gregory Dunne, em 2003. Dedicada ao </span><a href="http://vamosfalarsobreoluto.com.br/2016/02/11/o-ano-do-pensamento-magico/"><span style="font-weight: 400;">luto</span></a><span style="font-weight: 400;">, é um acalanto para os indivíduos com uma vulnerabilidade similar. Lançado inicialmente em 2005, o livro ganhou uma reedição pela </span><a href="https://harpercollins.com.br/produto/o-ano-do-pensamento-magico/"><i><span style="font-weight: 400;">Harper Collins</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2021, e, definitivamente, reafirma sua consagração como uma das grandes obras da escritora norte-americana.</span></p>
<p><span id="more-23292"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A morte repentina de John Gregory Dunne não apenas foi o acontecimento chave para a escrita de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ano do Pensamento Mágico</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também o momento que mudou o cotidiano de Joan Didion. Em apenas um instante, o seu marido estava morto na mesa durante o jantar. Momentos antes do infarto, o casal estava justamente visitando sua filha Quintana, em coma na UTI com uma grave pneumonia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência devastadora do luto e as reminiscências de memórias de décadas passadas são descritas por Didion com muita sinceridade. A autora não é melancólica ao relatar sua dor, visto que ela mesma sempre julgou a autopiedade e seus traços. O tom triste do livro é devido as desgraças que a vida entregou à autora de uma vez só. As páginas retratam a neurose em entender o que tinha ocasionado a morte de seu marido, as circunstâncias da doença da filha e os momentos significativos do passado.</span></p>
<figure id="attachment_23294" aria-describedby="caption-attachment-23294" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-23294" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/IARQS2JG3ZHT4PQUUW5EZE2WGE.jpg" alt="Fotografia de Joan e de sua família. A imagem está em preto e branco, Joan Didion está de pé na esquerda da foto, ela é uma mulher branca de cabelos e olhos castanhos, a autora está vestindo uma blusa clara e uma saia estampada. Seu marido, John Dunne, está sentado no sofá à direita da imagem, ele é um homem branco e parcialmente careca, o escritor veste uma blusa de botões escura e uma calça clara. Além disso, John também segura sua filha, Quintana Dunne, nos braços, a menina é loira e usa um vestido claro. O cenário é uma sala de estar, existindo esquadrias no fundo, chão de madeira e móveis compondo o ambiente." width="980" height="735" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/IARQS2JG3ZHT4PQUUW5EZE2WGE.jpg 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/IARQS2JG3ZHT4PQUUW5EZE2WGE-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/IARQS2JG3ZHT4PQUUW5EZE2WGE-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23294" class="wp-caption-text">Legenda: Retrato de Joan com seu marido, John Gregory Dunne, e sua filha, Quintana Roo Dunne (Foto: Julian Wasser)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Perdida e confusa são duas palavras que podem descrever não só a obra, mas também a vida pausada de Didion, que após 40 anos de casada não sabia como prosseguir. Fatos corriqueiros e pensamentos desconexos fazem parte da descrição de seu processo de luto. A autora passeia entre as memórias das casas onde tinham morado, situações cotidianas da vida conjugal que não voltam mais, citações de livros dela e de John e descrições do sentimento de perda por outros autores, que também tentaram definir o luto com seus próprios termos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A perda do parceiro a quem contava seus sonhos foi devastadora e repentina. Apesar do histórico de doença cardíaca, Joan Didion não estava preparada para ver o marido cair na mesa de casa, exatamente enquanto ambos jantavam. Na verdade, o que caracterizou o desastre súbito foi o fato de que aquele era um </span><a href="https://www.revistabula.com/39746-2021-e-o-nosso-ano-do-pensamento-magico/"><span style="font-weight: 400;">instante normal</span></a><span style="font-weight: 400;"> – palavra que ela não insere nas primeiras frases de seu livro, pois era impossível esquecê-la.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma escrita particular e viciante, a autora mistura e revive anos e momentos diferentes de sua vida. As lembranças surgem de repente, sendo sempre descritas por sua relação com o presente. Lembrando de reflexões de sua infância e o que estava fazendo 48 horas antes da morte do marido, Joan Didion entrega uma história embaralhada e sem trama. </span></p>
<figure id="attachment_23295" aria-describedby="caption-attachment-23295" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-23295" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/joan-didion.jpeg" alt="Fotografia da escritora Joan Didion. Na imagem, a mulher está posando sentada em um sofá, ela possui seu braço esquerdo acima do sofá e o braço direito sobre as pernas. A autora é uma mulher branca, de cabelos curtos castanhos e olhos escuros. Ela veste uma blusa cacharrel preta e uma calça clara." width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/joan-didion.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/joan-didion-800x600.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/joan-didion-1024x768.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/joan-didion-768x576.jpeg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23295" class="wp-caption-text">Conhecida também pelo livro de ensaios O Álbum Branco, a escritora foi uma das precursoras do New Journalism (Foto: Circa 1977/Everett)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como colocado por Joan Didion, o luto pode ser definido como uma doença, apesar de não ser chamado popularmente desse jeito. A </span><a href="http://elianebrum.com/reportagens/a-mulher-que-restou/"><span style="font-weight: 400;">autora</span></a><span style="font-weight: 400;"> ainda revela alguns de seus sentimentos nos meses seguintes, enquanto esperava pacientemente pelo instante que deveria recomeçar e superar, uma palavra injusta para os que sofrem uma perda significativa como a dela. Se sentir invisível, irracional, desamparada e transparente são alguns dos termos encontrados na obra para refletir seu estado na época em que escreveu </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ano do Pensamento Mágico</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não obstante, ela ainda descreve pequenos lapsos que passou a ter. Ao se desfazer das roupas de John, não consegue parar o pensamento de que ele necessita de sapatos. Ou como é inconsciente e involuntário o reflexo de se lembrar de algo e comentar com alguém que já não está mais lá para ouvir. Nesses momentos, é difícil não se compadecer pela falta urgente e sentimentos dolorosos de uma </span><a href="https://www.soteroprosa.com/single-post/2020/08/20/o-ano-do-pensamento-m%C3%A1gico-e-a-moral-da-hist%C3%B3ria"><span style="font-weight: 400;">mudança tão repentina</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Claro que sabia que o John estava morto. (…) Porém, eu não estava de maneira alguma preparada para aceitar as notícias como algo definitivo: havia uma possibilidade, na qual eu acreditava, de que aquilo que acontecera era reversível. (…) Precisava de estar sozinha para que ele regressasse. Este foi o princípio do meu ano do pensamento mágico.”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">E, como se já não bastasse a morte do marido, Joan Didion também teve de lidar com a doença súbita de sua única filha, que estava internada durante e também depois do falecimento de seu pai. Com imensa sensibilidade, a autora relembra o casamento de Quintana Roo Dunne meses antes, onde a jovem apresentava-se alegre e com flores de jasmim no cabelo. Sua mãe teve forças para tomar notas ao que os médicos diziam sobre a condição da filha, estudando livros de medicina para entender tudo o que estava acontecendo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível não pensar nos próximos 20 meses como uma espécie de tortura para Joan, sendo mais díficil aceitar que esse sofrimento não parou por aí. O </span><a href="https://www.taglivros.com/blog/o-que-sao-romances-de-nao-ficcao/"><span style="font-weight: 400;">romance de não-ficção</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi lançado dois anos após a morte de John Gregory Dunne, sendo tristemente sucedido pela morte de Quintana. A filha adotiva do casal faleceu aos 39 anos em 2005, e, em homenagem à ela, a autora escreveu </span><a href="http://osdiaseoslivros.blogspot.com/2015/05/blue-nights-noites-azuis-joan-didion.html"><i><span style="font-weight: 400;">Blue Nights</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar dos sentimentos similares, Joan Didion demonstra que escrever sobre o luto é um processo muito pessoal e necessário. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ano do Pensamento Mágico</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sua tentativa particular de trazer o marido de volta pela escrita.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-ano-do-pensamento-magico-critica/">O Ano do Pensamento Mágico: a dor de uma mulher tranquila</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/o-ano-do-pensamento-magico-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">23292</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
