<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Terry Rossio &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/terry-rossio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/terry-rossio/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 08 Aug 2024 12:31:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Terry Rossio &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/terry-rossio/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>A ação e o carisma colossais de Godzilla e Kong: O Novo Império</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/godzilla-e-kong-o-novo-imperio-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/godzilla-e-kong-o-novo-imperio-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 17:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Wingard]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Blockbuster]]></category>
		<category><![CDATA[Brian Tyree Henry]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Stevens]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Godzilla e Kong: O Novo Império]]></category>
		<category><![CDATA[Godzilla x Kong: The New Empire]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Slater]]></category>
		<category><![CDATA[Kaijuu]]></category>
		<category><![CDATA[Kaylee Hottle]]></category>
		<category><![CDATA[Legendary Entertainment]]></category>
		<category><![CDATA[Monsterverse]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Henrique Vogt]]></category>
		<category><![CDATA[Rebecca Hall]]></category>
		<category><![CDATA[Simon Barrett]]></category>
		<category><![CDATA[Terry Rossio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=33683</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pedro Henrique Vogt Em meio a tantas apostas questionáveis de Hollywood para a criação de universos ficcionais compartilhados, é surpreendente que o MonsterVerse da produtora Legendary Entertainment tenha sido um acerto tão grande. A mais nova adição para essa narrativa é Godzilla e Kong: O Novo Império e, apesar de não ser livre de defeitos, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/godzilla-e-kong-o-novo-imperio-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A ação e o carisma colossais de Godzilla e Kong: O Novo Império"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/godzilla-e-kong-o-novo-imperio-critica/">A ação e o carisma colossais de Godzilla e Kong: O Novo Império</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33687" aria-describedby="caption-attachment-33687" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-33687" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-1-800x415.png" alt="Cena do filme Godzilla e Kong: O Novo Império. A imagem mostra os dois monstros que dão nome ao filme. Do lado esquerdo, Godzilla é um monstro parecido com um dinossauro, bípede de cor cinza esverdeada, com espinhos rosas em suas costas, vai correndo na frente. Ao lado direito está Kong, um gorila gigante, que possui uma luva metálica amarela. Na cena, os dois personagens principais do filme estão correndo em direção a tela. Godzilla vai correndo na frente. Logo atrás dele vem Kong,de boca aberta, preparado para o ataque. No plano de fundo, um cenário rochoso destruído com o que parece ser cristais verdes." width="800" height="415" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-1-800x415.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-1-1024x531.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-1-768x398.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-1.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33687" class="wp-caption-text">O novo longa-metragem é uma sequência direta de Godzilla vs Kong, filme lançado em 2021 (Foto: Legendary Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Pedro Henrique Vogt</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a tantas apostas questionáveis de Hollywood para a criação de universos ficcionais compartilhados, é surpreendente que o </span><i><span style="font-weight: 400;">MonsterVerse</span></i><span style="font-weight: 400;"> da produtora </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenha sido um acerto tão grande. A mais nova adição para essa narrativa é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lV1OOlGwExM"><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla e Kong: O Novo Império</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, apesar de não ser livre de defeitos, o longa entrega uma aventura divertida, com cenas de ação monumentais dignas dos dois monstros gigantes mais icônicos da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-33683"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme começa quando Godzilla é despertado de sua soneca por razões desconhecidas e volta a sair pelo mundo fazendo o que sabe de melhor: esmagar tudo à sua frente. Enquanto isso, o gorila Kong é obrigado a retornar à superfície por uma terrível dor de dente, onde acaba reencontrando a sobrevivente da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dsokD2g1mgA"><span style="font-weight: 400;">Ilha da Caveira</span></a><span style="font-weight: 400;"> Jia (Kaylee Hottle) que, ao rever seu grande amigo, sente uma ameaça se aproximando. Ao observar todos esses fenômenos, a Doutora Ilene Andrews (Rebecca Hall) decide montar uma expedição para a Terra Oca, o lar dos monstros gigantes, para descobrir a causa desses comportamentos estranhos.</span></p>
<figure id="attachment_33686" aria-describedby="caption-attachment-33686" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-33686" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-2-1-800x400.png" alt="Cena do filme Godzilla e Kong: O novo Império. A imagem foca no gorila gigante Kong, que está cheio de machucados. Ele olha com curiosidade para uma luva robótica amarela em sua mão. Ao fundo,tem uma floresta bem distante." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-2-1-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-2-1-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-2-1-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-2-1-1200x600.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-2-1.png 1400w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33686" class="wp-caption-text">Godzilla x Kong: The New Empire já arrecadou mais de 480 milhões de dólares pelas bilheterias ao redor do mundo (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção é comandada por Adam Wingard, conhecido por seus filmes de terror pouco convencionais (e o icônico </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4wJgMYG89WU"><i><span style="font-weight: 400;">Death Note</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">). Recentemente, no entanto, ele decidiu se aventurar no mundo das mega produções, dirigindo </span><a href="https://personaunesp.com.br/godzilla-vs-kong-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla vs. Kong</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2021, um sucesso que resultou no convite para participar da sequência. A maior característica do diretor nessa fase de sua carreira é a autoconsciência trazida para a narrativa do </span><i><span style="font-weight: 400;">MonsterVerse</span></i><span style="font-weight: 400;">: um exemplo disso é o enredo deixar claro, desde o começo, que não busca nada inovador. Porém, essa forma da obra de enxergar a si mesma não é um demérito, mas uma de suas maiores qualidades, pois a diversão vem do carisma de seus protagonistas e de como se desenrola a ação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa é a mais funcional possível; o necessário para uma história </span><a href="https://blog.soap.com.br/teoria-dos-3-atos-storytelling/#:~:text=O%20primeiro%20ato%20(configura%C3%A7%C3%A3o%2Fin%C3%ADcio,cl%C3%ADmax%2C%20o%20desfecho%20da%20hist%C3%B3ria."><span style="font-weight: 400;">minimamente coesa</span></a> <span style="font-weight: 400;">está ali. Contudo, a maior preocupação é como chegar até o espetáculo de forma rápida. Para o roteiro de Terry Rossio (franquia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6DGI8w6Woe4"><i><span style="font-weight: 400;">Piratas do Caribe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), Jeremy Slater (</span><a href="http://personaunesp.com.br/cavaleiro-da-lua-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cavaleiro da Lua</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Simon Barrett, tudo é válido. Esse trio eclético decidiu que se a volta de Kong à superfície pode render uma cena de luta interessante, essa ideia não seria descartada, ainda que uma dor de dente tenha que ser o motivo para tal. A filosofia aplicada é a de que, se a audiência está assistindo para ver batalhas cada vez maiores, a trama vai garantir que elas aconteçam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal inspiração para o </span><i><span style="font-weight: 400;">MonsterVerse</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o </span><a href="https://nexogeek.com.br/glossario/o-que-e-kaiju/"><span style="font-weight: 400;">gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">Kaijuu</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> que tem como uma de suas principais características criar seus monstros com personalidades e emoções distintas. Isso é bastante visível no personagem do Kong, que tem o papel de ser o coração do filme. Toda a nova mitologia apresentada na história está diretamente relacionada ao primata titã que, nos 115 minutos de duração do longa, desenvolve uma relação paterna com um filhotinho de gorila; tenta criar uma aliança com seu antigo rival; luta para salvar seu povo da opressão; e aprende mais sobre o mundo e si mesmo. Sem precisar dizer uma palavra, ele passa por todos os arcos que um protagonista de </span><i><span style="font-weight: 400;">Blockbuster</span></i><span style="font-weight: 400;"> desse tamanho merece.</span></p>
<figure id="attachment_33685" aria-describedby="caption-attachment-33685" style="width: 654px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33685" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-3.png" alt="Cena do filme Godzilla e Kong: O Novo Império, vemos um filhote de gorila feito por computação gráfica, a cabeça dele é bem redonda e tem pelagem alaranjada. Está em cima de uma rocha cheia de grama. Atrás dele tem um céu azul, com nuvens e o que parece ser uma montanha atravessando o céu." width="654" height="353" /><figcaption id="caption-attachment-33685" class="wp-caption-text">Apesar de terem uma primeira impressão pouco amigável, Kong e o filhotinho de gorila acabam formando uma família pouco convencional (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, o Godzilla basicamente não tem nenhum desenvolvimento, e parece não compartilhar o mesmo protagonismo de Kong, pois tirando algumas mudanças estéticas, ele termina a história (literalmente) do mesmo jeito que começou. Apesar de se destacar nas cenas de ação mais empolgantes, permanece a sensação de que elas poderiam ser ainda melhores se o monstro tivesse mais destaque fora das brigas. Deixar esse personagem de escanteio é uma decisão peculiar, visto que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary Entertainment</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançou recentemente uma série própria do gigante, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-KOi-QNhrt0"><i><span style="font-weight: 400;">Monarch &#8211; Legado de Monstros</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, disponível na </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> e que também faz parte do mesmo universo compartilhado dos filmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o lançamento recente de </span><a href="https://personaunesp.com.br/godzilla-minus-one-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla Minus One</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produção japonesa vencedora da categoria de Melhores Efeitos Visuais no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi chamada a atenção do público em como as adaptações do personagem são diferentes quando se trata do cinema hollywoodiano. Enquanto a encarnação mais recente de Godzilla em sua terra natal foi uma </span><a href="https://letterboxd.com/journal/takashi-yamazaki-godzilla-minus-one-interview/"><span style="font-weight: 400;">personificação dos traumas do pós-guerra</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um drama histórico cheio de autocríticas à sociedade japonesa, a sua versão </span><i><span style="font-weight: 400;">MonsterVerse</span></i><span style="font-weight: 400;"> é bem mais </span><a href="https://br.ign.com/godzilla-x-kong-the-new-empire/119885/news/e-isso-que-o-diretor-de-godzilla-minus-one-acha-da-versao-ocidental-do-monstro"><span style="font-weight: 400;">empática</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao invés da representação visual das dores de um povo, o lagarto radioativo é escrito pelos norte-americanos como uma espécie de herói rabugento que, apesar de causar destruição pelo mundo, é necessário para o equilíbrio da natureza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, se engana quem pensa que isso seria uma deturpação do protagonista. Uma das influências mais claras para a construção do </span><i><span style="font-weight: 400;">MonsterVerse</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a primeira fase da franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Japão, a chamada </span><a href="https://wikizilla.org/wiki/Showa_era#:~:text=During%20the%20beginning%20of%20the,other%20monsters%20by%20his%20side."><span style="font-weight: 400;">Era </span><i><span style="font-weight: 400;">Showa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1954 &#8211; 1975). Diversos filmes dessa fase buscavam um estilo de entretenimento ‘mais família’ e não economizavam nas batalhas malucas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Kaijuu</span></i><span style="font-weight: 400;">, colocando Godzilla e Mothra como os principais protetores da Terra. As produções mais representativas dessa fase são </span><i><span style="font-weight: 400;">A Guerra dos Monstros</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1965) e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Despertar dos Monstros</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1968).</span></p>
<figure id="attachment_33684" aria-describedby="caption-attachment-33684" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33684" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-4-1-800x511.png" alt="Cena do filme O Despertar dos Monstros. É um cenário de floresta com o monte Fuji ao fundo. O plano principal contém diversas pessoas fantasiadas interpretando monstros gigantes. A maioria deles se parecem com dinossauros, com Godzilla sendo o mais chamativo da imagem. Mas também temos criaturas que se assemelham a dragões,cobras, aranhas e vermes gigantes." width="800" height="511" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-4-1-800x511.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-4-1-768x490.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/imagem-4-1.png 998w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33684" class="wp-caption-text">O filme O Despertar dos Monstros (1968) é uma das principais inspirações para o MonsterVerse (Foto: Toho)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como o enredo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla e Kong: O Novo Império </span></i><span style="font-weight: 400;">está muito focado na monumentalidade, é perceptível que o núcleo de personagens humanos é o mais fraco do filme. Kaylee Hottle e Rebecca Hall, que voltaram aos papéis de Jia e Dra Andrews, não conseguem captar aqui o mesmo carisma e apego emocional que marcaram as suas participações anteriores. Outro ator que retornou para a franquia é Brian Tyree Henry (</span><a href="https://personaunesp.com.br/atlanta-3-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Atlanta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), que interpreta um personagem de alívio cômico extremamente ‘água com açúcar’. Contudo, um destaque positivo no elenco é Dan Stevens, que já trabalhou com Adam Wingard em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KRMsXeZSVuQ"><i><span style="font-weight: 400;">O Hóspede</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e fez sua estreia no </span><i><span style="font-weight: 400;">MonsterVerse </span></i><span style="font-weight: 400;">interpretando um personagem caricato e divertido, como a obra se propõe a ser.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser abertamente um longa-metragem de ação sem preocupações em ser inovador ou revolucionário, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lfFV4MnfmKw"><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla e Kong: O Novo Império</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com suas cenas grandiosas, cumpre excelentemente com a sua função de entreter. É um filme que vale a pena ser assistido, seja pelos efeitos especiais, pelo carisma dos monstros gigantes ou para experimentar um cinema </span><i><span style="font-weight: 400;">Blockbuster </span></i><span style="font-weight: 400;">diferente e refrescante. É um belo exemplo de que o espetáculo pelo espetáculo nem sempre é ruim.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Godzilla e Kong: O Novo Império | Trailer Oficial 2" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/va-7FEpUHVQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/godzilla-e-kong-o-novo-imperio-critica/">A ação e o carisma colossais de Godzilla e Kong: O Novo Império</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/godzilla-e-kong-o-novo-imperio-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">33683</post-id>	</item>
		<item>
		<title>25 anos depois, o entretenimento afiado de A Máscara do Zorro permanece marcante</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/a-mascara-do-zorro-25-anos/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/a-mascara-do-zorro-25-anos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Sep 2023 15:18:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[1998]]></category>
		<category><![CDATA[25 anos]]></category>
		<category><![CDATA[A Lenda do Zorro]]></category>
		<category><![CDATA[A Maldição de Capistrano]]></category>
		<category><![CDATA[A Máscara do Zorro]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Anthony Hopkins]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Banderas]]></category>
		<category><![CDATA[BAFTA]]></category>
		<category><![CDATA[Catherine Zeta-Jones]]></category>
		<category><![CDATA[Dave McMoyler]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Graciela Mazón]]></category>
		<category><![CDATA[Greg P. Russell]]></category>
		<category><![CDATA[John Eskow]]></category>
		<category><![CDATA[Johnston McCulley]]></category>
		<category><![CDATA[Kevin O’Connell]]></category>
		<category><![CDATA[Martin Campbell]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Edição de Som]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Figurino]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Mixagem de Som]]></category>
		<category><![CDATA[Nathalia Tetzner]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Phil Méheux]]></category>
		<category><![CDATA[Pud Cusack]]></category>
		<category><![CDATA[Randall Jahnson]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Sony Pictures]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Spielberg]]></category>
		<category><![CDATA[Stuart Wilson]]></category>
		<category><![CDATA[Ted Elliott]]></category>
		<category><![CDATA[Terry Rossio]]></category>
		<category><![CDATA[The Mask of Zorro]]></category>
		<category><![CDATA[Victor Rivers]]></category>
		<category><![CDATA[Zorro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=31438</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner É graças à figura imponente do Zorro que, no universo dos heróis, não há nada tão clássico quanto um vigilante trajado de preto com sede de vingança e senso de justiça por aqueles que não podem se defender. Criado pelo escritor pulp Johnston McCulley em 1919, o mascarado assistiu a sua história se &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-mascara-do-zorro-25-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "25 anos depois, o entretenimento afiado de A Máscara do Zorro permanece marcante"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/a-mascara-do-zorro-25-anos/">25 anos depois, o entretenimento afiado de A Máscara do Zorro permanece marcante</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31451" aria-describedby="caption-attachment-31451" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31451" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1.jpg" alt="Cena do filme A Máscara do Zorro. Na imagem, as personagens, Alejandro Murrieta (Antonio Banderas), já atuando como o Zorro e, Elena de la Vega (Catherine Zeta-Jones), aparecem guiando os sobreviventes de uma mina de ouro. Murrieta é um homem de pele branca e cabelos e olhos escuros. Ele veste um figurino completamente preto que é acompanhado de luvas e uma capa que se estende até a sola da bota. Vega é uma mulher de pele branca e cabelos e olhos escuros. Ela veste uma camiseta de mangas longas com um fundo transparente e azul, uma saia longa na cor marrom e um cinto preto. Os sobreviventes vestem trajes amarronzados e rasgados. Ao fundo, o cenário é a mina de ouro encoberta pela fumaça branca de seus destroços." width="1000" height="660" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1-800x528.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1-768x507.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31451" class="wp-caption-text">Em 1998, The Mask of Zorro arrecadou mais de 250 milhões de dólares em bilheteria (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É graças à figura imponente do Zorro que, no universo dos heróis, não há nada tão clássico quanto um vigilante trajado de preto com sede de vingança e senso de justiça por aqueles que não podem se defender. Criado pelo escritor </span><i><span style="font-weight: 400;">pulp</span></i><span style="font-weight: 400;"> Johnston McCulley em 1919, o mascarado assistiu a sua história se repetir nos quadrinhos, na Televisão e nas grandes telas do Cinema em incontáveis versões. Mas, foi apenas oito décadas depois de seu nascimento que, graças a genialidade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/jurassic-park-30-anos/#comment-583"><span style="font-weight: 400;">Steven Spielberg</span></a><span style="font-weight: 400;"> através das lentes de Martin Campbell, ele se consagrou como um símbolo universal no longa </span><i><span style="font-weight: 400;">A Máscara do Zorro</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma aventura de pouco mais de 120 minutos marcada pelo entretenimento afiado como a rapieira usada para esculpir o Z nos corpos dos inimigos.</span></p>
<p><span id="more-31438"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No filme que completa 25 anos, o Zorro de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-silencio-dos-inocentes-30-anos/"><span style="font-weight: 400;">Anthony Hopkins</span></a><span style="font-weight: 400;">, já debilitado pelas cicatrizes abertas do passado, enxerga o sucessor perfeito em Alejandro Murrieta, um ladrão que toca o terror no faroeste e é interpretado por Antonio Banderas. Movidos pelo sentimento amargo da vingança que se apossa de ambos, a conexão acontece pela existência de um inimigo em comum: o tirano espanhol Don Rafael Montero (Stuart Wilson). Para o primeiro, honrar a memória de sua esposa e reencontrar a sua filha são prioridades, já para o jovem fugitivo, a vontade de lutar surge do assassinato de seu irmão, Joaquin (Victor Rivers). </span></p>
<figure id="attachment_31442" aria-describedby="caption-attachment-31442" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31442" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-2-scaled.jpg" alt="Cena do filme A Máscara do Zorro. Na imagem, as personagens, Alejandro Murrieta (Antonio Banderas) e Don Diego de la Vega (Anthony Hopkins), o Zorro, aparecem juntas na cena em que o primeiro aprende a lutar com o mais velho. Murrieta é um homem de pele branca e cabelos e olhos escuros. Ele veste uma camiseta de mangas longas e calça em tons amarronzados. Há um medalhão em seu pescoço que é apontado pela espada rapieira de Zorro, um homem de pele branca, cabelos grisalhos e olhos claros. Ao fundo, o cenário é marcado por luzes quentes e frias." width="2560" height="1679" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-2-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-2-800x525.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-2-1024x672.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-2-768x504.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-2-1536x1007.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31442" class="wp-caption-text">Sean Connery foi a primeira escolha de Steven Spielberg para viver Don Diego de la Vega, o Zorro original, papel que acabou com Anthony Hopkins (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De Hopkins para </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-pele-que-habito-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Banderas</span></a><span style="font-weight: 400;">, o apego emocional do público com o protagonista não se esvazia nem por um segundo, o que é de se admirar levando em consideração não somente o alto nível de atuação imposto pelo veterano como também o fato de que a sequência de cenas iniciais de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Máscara do Zorro</span></i><span style="font-weight: 400;">, com ele ainda em ação, proporciona momentos de êxtase, incluindo a icônica despedida do justiceiro que, em cima do cavalo Tornado, levanta a espada contra o sol logo após marcar a sua incial no vilão Montero. Imediatamente, a Fotografia de tirar o fôlego de Phil Méheux se mostra essencial para a característica </span><a href="http://www.chovendosapos.com.br/2018/07/a-mascara-do-zorro.html"><span style="font-weight: 400;">atemporal e nostálgica</span></a><span style="font-weight: 400;"> da obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado em personagens da América Latina como o ‘fora-da-lei’ Joaquín Murietta, o Zorro de Johnston McCulley esbarra em questões políticas complexas do período da febre de ouro na Califórnia que envolvem a rivalidade mexicano-estadunidense e um certo romantismo colonial. Porém, no filme de 1998, o cineasta Martin Campbell tenta deixar tudo de lado em prol do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Du8HRf6pRVY&amp;pp=ygUWdGhlIG1hc2sgb2Ygem9ycm8gY2xpcA%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">entretenimento</span></a><span style="font-weight: 400;">. E ele consegue conquistar e fazer o público esquecer do contexto histórico por meio da grandiosidade: é difícil não ficar de queixo caído como os irmãos Murrieta quando foram presenteados na infância com o medalhão do cavalheiro em uma espécie de destinos cruzados.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Mask of Zorro (4/8) Movie CLIP - A Very Spirited Dancer (1998) HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/kaJv6L8vF-Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de Ted Elliott, Terry Rossio e Randall Jahnson parte da primeira aparição do mascarado no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição de Capistrano</span></i><span style="font-weight: 400;"> e entrega para o roteiro de John Eskow, Elliott e Rossio uma aventura bem amarrada. O que eles nitidamente não esperavam era que Catherine Zeta-Jones fosse roubar a cena na pele de <a href="https://www.eviemagazine.com/post/zorro-and-elena-from-the-mask-of-zorro-are-total-couple-goals">Elena</a>, filha de Don Diego de la Vega, o Zorro original. Sequestrada por Don Rafael Montero quando bebê, ela protagoniza em meio a tantos conflitos emocionais, ultrapassando os limites do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mzlQDtSpxr8&amp;pp=ygUWdGhlIG1hc2sgb2Ygem9ycm8gY2xpcA%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">interesse amoroso</span></a><span style="font-weight: 400;">, mesmo sendo uma personalidade feminina escrita a partir de uma visão masculina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas categorias de Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Máscara do Zorro</span></i><span style="font-weight: 400;"> realmente se sobressai com os trabalhos de Kevin O’Connell, Greg P. Russell, Pud Cusack e Dave McMoyler. No âmbito da caracterização, Graciela Mazón recebeu uma nomeação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Figurino pela fidelidade ao ambiente do século XIX. No entanto, é de se surpreender que os visuais tenham passado despercebidos pelas premiações: em entrevista ao </span><a href="https://ovicio.com.br/antonio-banderas-relembra-previsao-de-steven-spielberg-no-set-de-a-mascara-do-zorro/"><i><span style="font-weight: 400;">Yahoo Entertainment</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Antonio Banderas revelou: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Steven Spielberg me disse uma vez quando estávamos filmando: ‘Esse filme, provavelmente, será um dos últimos faroestes feito como nos velhos tempos, com cenas reais, cavalos, lutas de espadas, sem computação gráfica.’ Na época, tudo foi construído de forma prática</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_31443" aria-describedby="caption-attachment-31443" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31443" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-3-scaled.jpg" alt="Cena do filme A Máscara do Zorro. Na imagem, o protagonista, Alejandro Murrieta (Antonio Banderas), já atuando como o Zorro, aparece em uma cena de ação com espada rapieira. Murrieta é um homem de pele branca e cabelos e olhos escuros. Ele veste um figurino completamente preto que é acompanhado de luvas e uma capa que se estende até a sola da bota. Ao fundo, o cenário é um celeiro iluminado por cores quentes." width="2560" height="1905" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-3-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-3-800x595.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-3-1024x762.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-3-768x571.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-3-1536x1143.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-3-2048x1524.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-3-1200x893.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31443" class="wp-caption-text">O diretor neozelandês Martin Campbell substituiu Robert Rodriguez quando o filme estava prestes a sair do papel (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Repleto de cenas memoráveis, o longa faz justiça ao legado que influenciou heróis desde Indiana Jones até Batman. Ironicamente, a sequência da produção, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QikY0eCoiOE&amp;pp=ygUbdGhlIGxlZ2VuZCBvZiB6b3JybyB0cmFpbGVy"><i><span style="font-weight: 400;">A Lenda do Zorro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2005), falhou em continuar a expertise, sendo, provavelmente, um dos únicos defeitos da união entre Spielberg e Campbell. A caminho do seu </span><span style="font-weight: 400;">25º aniversário, a marca deixada pelo entretenimento de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Máscara do Zorro</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda está gravada no imaginário popular e deixa a questão sobre o seu </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2023/zorro-antonio-banderas-terceiro-filme.html"><span style="font-weight: 400;">futuro</span></a><span style="font-weight: 400;"> em aberto. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="THE MASK OF ZORRO [1998] - Official Trailer (HD)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/abwtRFZx8Rs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/a-mascara-do-zorro-25-anos/">25 anos depois, o entretenimento afiado de A Máscara do Zorro permanece marcante</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/a-mascara-do-zorro-25-anos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">31438</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Shrek: 20 anos de risadas e nostalgia</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/shrek-20-anos/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/shrek-20-anos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jun 2021 16:50:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[20 Anos]]></category>
		<category><![CDATA[2001]]></category>
		<category><![CDATA[3D]]></category>
		<category><![CDATA[All Star]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Andrew Adamson]]></category>
		<category><![CDATA[Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[BAFTA 2002]]></category>
		<category><![CDATA[Burro]]></category>
		<category><![CDATA[Bussunda]]></category>
		<category><![CDATA[Cameron Diaz]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Farley]]></category>
		<category><![CDATA[Cláudio Besserman Viana]]></category>
		<category><![CDATA[Conto de Fadas]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[DreamWorks]]></category>
		<category><![CDATA[Eddie Murphy]]></category>
		<category><![CDATA[Fiona]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Gomes Santana]]></category>
		<category><![CDATA[I’m A Believer]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Stillman]]></category>
		<category><![CDATA[John Lithgow]]></category>
		<category><![CDATA[Lord Farquad]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Mike Myers]]></category>
		<category><![CDATA[Ogro]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2002]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Shrek]]></category>
		<category><![CDATA[Smash Mouth]]></category>
		<category><![CDATA[Terry Rossio]]></category>
		<category><![CDATA[Vicky Jenson]]></category>
		<category><![CDATA[William Steig]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=21262</guid>

					<description><![CDATA[<p>Gabriel Gomes Santana Há duas décadas, o mundo foi contemplado com o lançamento de uma das animações que mais revolucionaram o Cinema: Shrek. Essa prestigiada obra-prima reuniu o que há de melhor sobre piadas de duplo sentido, referências icônicas, paródias e lições de vida sobre autoaceitação e felicidade. Dentre todas essas qualidades, que tal relembrarmos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/shrek-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Shrek: 20 anos de risadas e nostalgia"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/shrek-20-anos/">Shrek: 20 anos de risadas e nostalgia</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21263" aria-describedby="caption-attachment-21263" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21263" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-1-Shrek.png" alt="Cena do primeiro filme da franquia de Shrek. A imagem mostra dois personagens principais da trama: Shrek e Burro. Eles estão em uma vila com casas medievais com ornamentos azuis. Ambos estão ao centro da imagem e estão boquiabertos (surpresos). Shrek é um ogro careca, barrigudo e verde. Ele está vestindo camisa de manga longa branca, calça marrom e sapatos pretos. Ao lado esquerdo de Shrek, Burro é um animal quadrúpide cinza que não veste nenhum acessório." width="650" height="432" /><figcaption id="caption-attachment-21263" class="wp-caption-text">Shrek quebrou recordes e padrões: o filme ficou de 2004 a 2010 como a animação com maior número de bilheteria do planeta &#8211; lucrando cerca de 484 milhões de dólares de bilheteria bruta (Foto: DreamWorks)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Gomes Santana</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há duas décadas, o mundo foi contemplado com o lançamento de uma das animações que mais revolucionaram o Cinema: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RobmhhAuOHM"><i><span style="font-weight: 400;">Shrek</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Essa prestigiada obra-prima reuniu o que há de melhor sobre piadas de duplo sentido, referências icônicas, paródias e lições de vida sobre autoaceitação e felicidade. Dentre todas essas qualidades, que tal relembrarmos com detalhes a grandeza desse gigante cinematográfico?</span></p>
<p><span id="more-21262"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não poderia começar de outro jeito esse texto, sem falar do forte vínculo entre </span><i><span style="font-weight: 400;">Shrek </span></i><span style="font-weight: 400;">e sua </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/4vKsBR0At6QDqTApovWDtw?si=72fb6c0ce2204393"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora chiclete</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desconheço uma viva alma que escute </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L_jWHffIx5E"><i><span style="font-weight: 400;">All Star</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da banda</span> <span style="font-weight: 400;">Smash Mouth, e não consiga relacionar instintivamente a canção do grupo americano ao </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/05/18/movies/shrek-20th-anniversary.html"><span style="font-weight: 400;">longa </span><i><span style="font-weight: 400;">Shrek</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Eu mesmo quando era criança (não faz tanto tempo assim), me recordo que só fui associar o nome desta música e sua respectiva banda, em um momento de curiosidade epifânica, após ter assistido o filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo </span><a href="https://variety.com/2021/artisans/news/shrek-20th-anniversary-soundtrack-1234955248/"><span style="font-weight: 400;">fontes envolvendo os bastidores</span></a><span style="font-weight: 400;">, a escolha da </span><i><span style="font-weight: 400;">DreamWorks </span></i><span style="font-weight: 400;">pela Smash Mouth aconteceu por conta dos dois primeiros versos do</span><i><span style="font-weight: 400;"> hit </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0mYBSayCsH0"><i><span style="font-weight: 400;">I’m A Believer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu pensava que o amor só acontecia em contos de fada, significativo para alguns mas não para mim”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Pois bem, diversas bandas fizeram os testes de audiência de trilha, mas somente esses dois versos conquistaram o coração dos produtores. O curioso é que </span><i><span style="font-weight: 400;">All Star </span></i><span style="font-weight: 400;">fez ainda mais sucesso e se tornou trilha de abertura da animação, assim como a canção mais famosa da banda californiana.</span></p>
<figure id="attachment_21264" aria-describedby="caption-attachment-21264" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21264" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-2-Shrek.png" alt="A imagem simboliza a cena final de celebração do casamento de Shrek e Fiona no pântano. Burro está cantando em um microfone e usa óculos escuros. Ao fundo estão presentes os anões da Branca de Neve tocando instrumentos musicais." width="650" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-21264" class="wp-caption-text">O Burro cantando I’m A Believer na voz de Eddie Murphy é algo estrondosamente cômico e irreverente, uma vez que o sucesso dessa cena levou o ator a repetir a dose no segundo o filme com a canção de Ricky Martin, Livin&#8217; La Vida Loca (Foto: DreamWorks)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da fama proporcionada pela produtora de Steven Spielberg, se engana quem crê que </span><i><span style="font-weight: 400;">Shrek </span></i><span style="font-weight: 400;">seja uma narrativa original da </span><i><span style="font-weight: 400;">DreamWorks</span></i><span style="font-weight: 400;">. Apesar da  genialidade, seu roteiro é inspirado na obra homônima de William Steig. No livro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Shrek </span></i><span style="font-weight: 400;">também foi desenvolvido para o público infantil, no entanto foi graças à perspicácia dos roteiristas,</span> <span style="font-weight: 400;">Terry Rossio e Joe Stillman, que a animação foi vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2002, na categoria de </span><a href="https://www.papodecinema.com.br/especiais/saga-shrek/"><span style="font-weight: 400;">Melhor Roteiro Adaptado</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da premiação do </span><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA</span></i><span style="font-weight: 400;">, a brilhante direção de Andrew Adamson e Vicky Jenson desafiaram dois gigantes concorrentes, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CGbgaHoapFM"><i><span style="font-weight: 400;">Monstros S.A</span></i><span style="font-weight: 400;">. (</span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nIJQOFSGKks&amp;list=PLZbXA4lyCtqpRLKcqMav6T2lgk42EreDH"><i><span style="font-weight: 400;">Jimmy Neutron</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Paramount</span></i><span style="font-weight: 400;">)</span></a><span style="font-weight: 400;">, candidatos à primeira categoria de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Pqtpo7DE79o"><span style="font-weight: 400;">Animação do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Shrek </span></i><span style="font-weight: 400;">levou o título e ainda concorreu na categoria de Roteiro Adaptado. Mas seu sucesso</span> <span style="font-weight: 400;">não se reduz a tais feitos, estas são apenas as consequências do merecido reconhecimento desta animação </span><i><span style="font-weight: 400;">3D</span></i><span style="font-weight: 400;"> (método de gravação também utilizado em </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i><span style="font-weight: 400;">). As falas e a ousadia de criação dos produtores são a essência cativante desta relíquia animada.</span></p>
<figure id="attachment_21265" aria-describedby="caption-attachment-21265" style="width: 400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21265" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3-Shrek.png" alt="Capa do livro Shrek, de William Steig, simboliza um ogro grande e verde. No retrato criado no livro, o protagonista utiliza uma camisa azul, faixa amarela na barriga, calça listrada vermelha e tem um cabelo laranja." width="400" height="532" /><figcaption id="caption-attachment-21265" class="wp-caption-text">Capa do livro Shrek!, de William Steig; como podemos perceber, a ilustração do querido ogro o tornou um pouco mais amigável e convidativo através do filme da DreamWorks (Foto: Farrar, Straus &amp; Giroud)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um primeiro momento, os diretores Adamson e Jenson teriam entrado em contato com o icônico Chris Farley para a interpretação vocal do protagonista. O comediante dublou quase todas as falas, cerca de 90% das cenas, porém </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/sexo-drogas-morte-por-overdose-do-comediante-chris-farley.phtml"><span style="font-weight: 400;">veio a falecer</span></a><span style="font-weight: 400;"> antes que completasse o roteiro da personagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, as vozes de Shrek, Fiona, Burro e Lord Farquad</span> <span style="font-weight: 400;">se imortalizaram nas dublagens originais de Mike Myers, Cameron Diaz, Eddie Murphy e John Lithgow. Aqui no Brasil, </span><i><span style="font-weight: 400;">Shrek </span></i><span style="font-weight: 400;">ganhou ainda mais notoriedade devido sua dublagem em português, na qual a presença do querido </span><a href="https://globoplay.globo.com/meu-amigo-bussunda/t/8RLh7n5vY5/"><span style="font-weight: 400;">Bussunda</span></a><span style="font-weight: 400;"> como intérprete do ogro verde é inesquecível!</span></p>
<figure id="attachment_21266" aria-describedby="caption-attachment-21266" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21266" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-4-Shrek.png" alt="A imagem exibe o ator e comediante Bussunda fazendo um gesto similar às orelhas do ogro Shrek. Bussunda é um homem gordo, branco e careca. Ele veste uma jaqueta jeans azul e está na frente do cartaz oficial do filme que mostra Shrek, Fiona e Burro fugindo do Dragão que cospe fogo." width="650" height="433" /><figcaption id="caption-attachment-21266" class="wp-caption-text">Cláudio Besserman Viana, mais conhecido como Bussunda, ficou eternamente conhecido como dublador de Shrek: o jeito simpático e brincalhão do ator, já reconhecido nacionalmente por seus trabalhos na televisão com o Casseta &amp; Planeta tornou a dublagem ainda mais especial, com piadas e brasilidades singulares que só o Bussunda seria capaz de fazer (Foto: Gauchaz)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Shrek </span></i><span style="font-weight: 400;">é perfeito devido suas imperfeições. Apesar de ser uma frase contraditória, ela resume bem a tônica deste quase-conto de fadas. Digo “quase”, pois esta é uma trama não convencional, ainda que seu encerramento o seja. O enredo nos apresenta contradições nunca antes percebidas ou criticadas pela indústria de animações. Ele explora a temática contrastante entre aparência e essência, nos obrigando a refletir:</span><i><span style="font-weight: 400;"> “como um ogro poderia ter chance com uma princesa?”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma época onde as redes sociais sequer sonhavam em existir, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/kung-fu-panda-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">DreamWorks</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já estava bolando um plano para conscientizar seu público acerca de temas tão contemporâneos e urgentes. Até os espectadores menos atentos conseguiram perceber que o filme é recheado de mensagens subliminares, conceitos e lições morais (característica típica de qualquer conto de fadas). Se analisarmos os quatro personagens do núcleo principal, cada um deles simboliza os defeitos que comumente presenciamos nas relações humanas. </span></p>
<figure id="attachment_21267" aria-describedby="caption-attachment-21267" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21267" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-5-Shrek.png" alt="Cena do filme em que Shrek e Burro aparecem sentados na beira de um penhasco refletindo à luz do luar. Ambos estão sentados admirando a lua. Sherek está com sua roupa convencional: camisa longa branca, colete e calças marrons e sapatos pretos. Burro não veste roupa. Shrek está cabisbaixo." width="650" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-21267" class="wp-caption-text">As pessoas me julgam antes de me conhecerem: momento de desabafo do personagem que se encontra esgotado por sofrer diversos preconceitos pelo fato de ser um ogro (Foto: DreamWorks)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Começando por Shrek, nosso ogro favorito. De imediato somos apresentados por um ser carismático, que vive bem consigo mesmo, ainda que sua aparência seja considerada grotesca e ameaçadora pelos outros integrantes do reino. Apesar de ser constantemente hostilizado, sendo alvo de pré-julgamentos, nosso anti-herói demonstra resistência, fingindo não se deixar levar pelas críticas negativas daqueles que não o conhecem, quando internamente é visível o quanto estas questões o incomodam. O Burro por sua vez é uma figura que sofre pelo medo da rejeição. Sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RMj7RkjZMDc"><span style="font-weight: 400;">carência</span></a><span style="font-weight: 400;"> e busca por aceitação são insaciáveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao passo que Fiona lida com questões de insegurança e abandono. Talvez o fato de ter sido trancafiada em uma torre, à espera de seu salvador, fez dela uma pessoa ansiosa e incapaz de ser honesta consigo mesma. Por fim, e menos importante, Lord Farquaad representa todos os vícios e defeitos de um ditador. Autocrata, vaidoso, demagogo, mentiroso e egoísta, Farquaad sonha em se tornar rei somente pelo título máximo de nobreza, que o legitimaria ainda mais suas práticas absolutas de poder. Qualquer </span><a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/10/22/e-simples-assim-um-manda-e-o-outro-obedece-diz-pazuello-ao-lado-de-bolsonaro.ghtml"><span style="font-weight: 400;">semelhança com a realidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é mera coincidência.</span></p>
<figure id="attachment_21268" aria-describedby="caption-attachment-21268" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21268" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-6-Shrek.png" alt="Duas fotos divididas em uma mesma imagem. A foto à esquerda mostra John Lithgow, homem branco, calvo, com terno e gravata preta. Lithgow aparenta ter uns 60 anos de idade. À direita, temos o personagem Lord Farquaad com uma roupa típica de um lorde medieval. Farquaad é um homem branco, que veste traje vermelho com chapéu vermelho. Ele é baixinho, branco, tem olhos verdes e usa um cabelo chanel." width="650" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-21268" class="wp-caption-text">A escolha de John Lithgow para dublar Lord Farquaad foi feita devido ao perfil do ator, que é um homem alto, com timbre grave e imponente (Foto: DreamWorks)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Afinal, podemos tirar proveito da maneira suave como </span><i><span style="font-weight: 400;">Shrek </span></i><span style="font-weight: 400;">lida com pressões emocionais, sobretudo com questões relacionadas à </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">aceitação e pertencimento</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar de estar distante de uma análise acadêmica ou um manual de conduta escrito por </span><i><span style="font-weight: 400;">coachs </span></i><span style="font-weight: 400;">de auto-ajuda, a jornada deste anti-herói nos revela a beleza do convívio em suas mais diversas formas. A convivência é o grande dilema na vida de todos os personagens. Shrek aparentemente vive bem consigo mesmo, mas demonstra obstáculos de relacionamento. Burro e Fiona são incapazes de enfrentar a solidão e Farquaad se torna refém da validação mútua (ainda que forçada) de seus súditos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como todo conto de fadas, os protagonistas conseguem viver felizes para sempre, no entanto eles não deixam de apresentar problemas, muito menos se tornam </span><i><span style="font-weight: 400;">“perfeitos para sempre”</span></i><span style="font-weight: 400;">. O casal Shrek e Fiona é a prova disso. Ambos se complementam e constroem um vínculo recíproco de confiança, algo que os torna verdadeiros e livres para continuar apresentando falhas, mas sem deixar de lado a perseverança que o amor exige sem precisar cobrar. O trocadilho presente na última frase </span><i><span style="font-weight: 400;">“e viveram feios para sempre”</span></i><span style="font-weight: 400;"> diz muito sobre o que podemos extrair como aprendizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele nos questiona qual é o </span><a href="https://personaunesp.com.br/com-amor-simon-critica/"><span style="font-weight: 400;">modelo de amor</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a indústria cultural tenta nos vender. Vai mais além e nos obriga a refletir se o amor perfeito realmente existe. Não à toa, seu enredo satiriza diversas obras </span><i><span style="font-weight: 400;">hollywoodianas </span></i><span style="font-weight: 400;">de sucesso que exploram a temática de uma maneira assustadoramente clichê. Shrek não é nenhum príncipe encantado, branco, sensível e respeitado. Assim como Fiona igualmente não é uma donzela à espera de um robô sem defeitos. Apesar de tudo, eles conseguem construir a própria história de amor verdadeiro passando por cima de todos os julgamentos de seres que igualmente são imperfeitos.</span></p>
<figure id="attachment_21269" aria-describedby="caption-attachment-21269" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21269" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-7-Shrek.png" alt="Shrek e Burro em uma cena que ambos estão conversando ao redor de uma plantação de girassóis. Shrek está com uma cebola na mão." width="650" height="391" /><figcaption id="caption-attachment-21269" class="wp-caption-text">“Os ogros são como as cebolas Burro, eles têm camadas”: uma das principais metáforas trazidas pelo filme sob a perspectiva do quão distante somos aquilo que realmente aparentamos ser (Foto: DreamWorks)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por essas e outras razões, a paixão de Shrek e Fiona traz à tona ainda mais luz à insegurança de quem teme ser real. Há muito tempo, nós (humanidade) tememos ser transparentes e com isso, produzimos, vendemos e consumimos padrões de beleza, paixões e amor que são mentirosos. Nos moldamos pelo desejo, abrindo mão daquilo que nos torna realmente felizes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Shrek </span></i><span style="font-weight: 400;">é antes de tudo uma obra revolucionária. 20 anos atrás, ele se tornou o ogro que ousou ter um final feliz e as pessoas não apenas entenderam o seu propósito como também o abraçaram: fazer piadas da vida como também fazer piadas do ideal que as pessoas criam sobre a vida.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/shrek-20-anos/">Shrek: 20 anos de risadas e nostalgia</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/shrek-20-anos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">21262</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
