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	<title>Arquivos Suicídio &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em Marginal Alado, os dias de luta e glória de Chorão ganham um lugar ao Sol</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 17:41:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner “O Chorão era tipo uma carreta, com um monte de problema que ele ia carregando, está ligado? De várias pessoas, assim. Nessa carreta, velho, cheia de problema, eu não sei se sobrava espaço para os dele, velho”. A declaração de Glauco Veloso, a quem o músico ajudou a ser liberto da prisão, resume &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/chorao-marginal-alado-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Marginal Alado, os dias de luta e glória de Chorão ganham um lugar ao Sol"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/chorao-marginal-alado-critica/">Em Marginal Alado, os dias de luta e glória de Chorão ganham um lugar ao Sol</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22722" aria-describedby="caption-attachment-22722" style="width: 680px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-22722" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-1.jpg" alt="Foto de Chorão. Ele, um homem branco, cruza os braços enquanto exibe as suas tatuagens. Uma delas escreve “marginal alado”, nome do documentário sobre sua vida." width="680" height="453" /><figcaption id="caption-attachment-22722" class="wp-caption-text">“O fato de eu ter tatuado em mim, no meu braço, “marginal”, não quer dizer que eu sou um marginal que faz várias fitas, que assalta os outros, não. Quer dizer que eu estou à margem de muita coisa que eu acho que é hipócrita, que é mentirosa”, disse Chorão <a href="https://www.youtube.com/watch?v=XkKymOan9M4">durante um show</a> (Foto: Roberto Selton)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“O Chorão era tipo uma carreta, com um monte de problema que ele ia carregando, está ligado? De várias pessoas, assim. Nessa carreta, velho, cheia de problema, eu não sei se sobrava espaço para os dele, velho”</span></i><span style="font-weight: 400;">. A declaração de </span><a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/musica/noticia/2013/03/ele-falava-que-queria-morrer-diz-amigo-skatista-de-chorao.html"><span style="font-weight: 400;">Glauco Veloso</span></a><span style="font-weight: 400;">, a quem o músico ajudou a ser liberto da prisão, resume a narrativa sobre os dias de luta e glória do vocalista da banda Charlie Brown Jr., presente no documentário </span><a href="https://www.uai.com.br/app/noticia/cinema/2021/04/14/noticias-cinema,271222/chorao-marginal-alado-ocupa-o-primeiro-lugar-nas-plataformas-digitais.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Chorão: Marginal Alado</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Esse tipo de apelo emocional faz o espectador desconsiderar os defeitos técnicos da direção de </span><a href="https://www.radiorock.com.br/2021/04/08/exclusivo-conversamos-com-felipe-novaes-diretor-do-filme-chorao-marginal-alado-que-estreia-nesta-quinta-feira/"><span style="font-weight: 400;">Felipe Novaes</span></a><span style="font-weight: 400;">, que acabou se perdendo na riqueza dos arquivos pessoais disponibilizados pela equipe de Alexandre Magno Abrão.</span></p>
<p><span id="more-22721"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história do cantor e de seu grupo de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">nacional é contada de maneira confusa até mesmo para os familiarizados com a trajetória do </span><a href="https://www.omelete.com.br/melhores-musicas-discos/chorao-charlie-brown-jr-10-musicas-marcaram-geracao#26"><span style="font-weight: 400;">Charlie Brown Jr.</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou seja, grande parte dos brasileiros nascidos nos anos 90 e 2000. Entre as entrevistas excepcionais com personalidades da música, amigos próximos, membros da família e do CBjr, a participação do baixista </span><a href="https://epipoca.com.br/ultima-entrevista-de-champignon-antes-de-morrer-foi-uma-das-mais-importantes-do-documentario-chorao-marginal-alado/"><span style="font-weight: 400;">Champignon</span></a><span style="font-weight: 400;"> se destaca.</span></p>
<figure id="attachment_22723" aria-describedby="caption-attachment-22723" style="width: 599px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-22723" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-2.jpg" alt="Foto de Chorão e Champignon no palco de um show. Ambos os homens são brancos e vestem bonés enquanto se abraçam. Chorão segura um microfone e Champignon estampa um sorriso." width="599" height="351" /><figcaption id="caption-attachment-22723" class="wp-caption-text">Champignon passou seis anos fora do Charlie Brown Jr. pelas desavenças com Chorão e o empresário da banda (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Cabisbaixo e visivelmente abalado, Champignon, que cometeria </span><a href="https://claudia.abril.com.br/famosos/viuva-de-champignon-do-charlie-brown-jr-fala-sobre-suicidio-com-bial/"><span style="font-weight: 400;">suicídio</span></a><span style="font-weight: 400;"> sete dias depois dessa entrevista, revela um pouco mais sobre a sua relação de amor e ódio com Chorão, morto seis meses antes, por uma overdose. Descoberto quando tocava baixo pelas ruas de Santos, Champs, como era apelidado, entrou para a formação original da banda aos 12 anos. A partir dessa interação, a obra explora a amizade intensa entre essas duas figuras que protagonizaram diversos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ob3voDauEY8"><span style="font-weight: 400;">confrontos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a personalidade forte e a intimidade são os principais focos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Chorão: Marginal Alado</span></i><span style="font-weight: 400;">. Onde a sequência de momentos controversos e descontraídos propõem a dualidade do vocalista, expressada de forma genial pelo relato cômico de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/joao-gordo-relembra-treta-e-porrada-no-escuro-com-chorao-escondi-uma-faca/"><span style="font-weight: 400;">João Gordo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Segundo ele, Alexandre pediu paz após agredi-lo no bastidor de uma premiação. As falas de </span><a href="https://gq.globo.com/Cultura/noticia/2021/04/livro-de-viuva-de-chorao-retrata-o-amor-por-tras-do-idolo.html"><span style="font-weight: 400;">Graziela Gonçalves</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kw-v-obdSzo"><span style="font-weight: 400;">Alexandre Ferreira Lima Abrão</span></a><span style="font-weight: 400;">, sua ex-esposa e seu filho, também demonstram um lado do músico até então desconhecido pelo público.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Charlie Brown Jr. - Proibida pra Mim (Grazon) (Ao Vivo - Chegou Quem Faltava)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/liUFyz_sXLE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Se em sua vida particular Chorão escondia a sua </span><a href="https://istoe.com.br/281553_AMOR+DROGAS+E+SOLIDAO/"><span style="font-weight: 400;">dependência química</span></a><span style="font-weight: 400;"> até da própria esposa, o documentário faz diferente. Ainda que Felipe Novaes bagunce a ordem cronológica dos </span><a href="https://revista.cifras.com.br/artigo/chorao-charlie-brown-jr-causa-da-morte"><span style="font-weight: 400;">eventos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que levariam ao falecimento, nada impede a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kJ64u-L19No"><span style="font-weight: 400;">comoção</span></a><span style="font-weight: 400;"> causada pelos depoimentos dos convidados e pelas gravações em que o cantor diz estar cansado do sucesso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, como acabar com tudo, quando centenas de famílias são sustentadas pelo trabalho do Charlie Brown Jr.? Não tão complicado demais, mas nem tão simples assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Chorão: Marginal Alado</span></i><span style="font-weight: 400;"> desenvolve a dificuldade do compositor em resolver seus problemas pessoais, principalmente após a morte de seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D7bkCLxaurg"><span style="font-weight: 400;">pai</span></a><span style="font-weight: 400;">. Uma equipe gigantesca, milhares de fãs e discos vendidos, nada impediu Alexandre Magno Abrão de sofrer uma overdose de cocaína e </span><a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/musica/noticia/2013/03/cantor-reclamava-de-solidao-diz-sonia-abrao-prima-de-chorao.html#:~:text=Chor%C3%A3o%2C%20que%20segundo%20ela%20passava,de%20depress%C3%A3o%20muito%20profunda%20mesmo."><span style="font-weight: 400;">morrer sozinho</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu apartamento no dia 6 de março de 2013.</span></p>
<figure id="attachment_22724" aria-describedby="caption-attachment-22724" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22724" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-3.jpg" alt="Foto de Chorão de costa para a praia e segurando um skate personalizado com a imagem de uma caveira. Ele, um homem branco, veste uma camisa preta, uma calça jeans azul clara e uma touca xadrez." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-3.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22724" class="wp-caption-text">Confisco, música de Charlie Brown Jr., integrou a trilha sonora do videogame de skate Tony Hawk’s Pro Skater graças ao movimento dos fãs (Foto: Jerri Rossato Lima)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">skate</span></i><span style="font-weight: 400;"> também é uma peça fundamental do legado de Chorão, o que torna perfeita a escolha da filmagem do músico limpando sua </span><a href="https://www.vice.com/pt/article/7xmzbe/chorao-skate-park"><span style="font-weight: 400;">própria pista</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a abertura da obra. Essa cena torna explícita a sua conexão com o esporte referenciado em suas tatuagens e, até mesmo, nas </span><a href="https://www.vagalume.com.br/news/2021/07/26/5-musicas-do-charlie-brown-jr-que-celebram-o-skate.html"><span style="font-weight: 400;">músicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do CBjr. O </span><i><span style="font-weight: 400;">skatista</span></i><span style="font-weight: 400;"> que costumava chorar ao errar manobras, se transformou em uma referência para os seus fãs que se recordam dos seus </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/chorao-aconselha-fa-sem-dinheiro-para-comprar-cds-do-charlie-brown-jr-nao-compra-essa-prra-baixa-o-som/"><span style="font-weight: 400;">momentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> juntos com carinho.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Chorão: Marginal Alado</span></i><span style="font-weight: 400;"> retrata Alexandre não só como um dos maiores nomes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">nacional, mas também, como o menino que se apresentou pela primeira vez em um bar, quando o vocalista da banda que ali cantava deixou o palco para ir ao banheiro e, ao voltar, se deparou com o público querendo o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6o2aPUYShT4"><span style="font-weight: 400;">Chorão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Emocionando e cativando a audiência apesar das falhas técnicas, o documentário narra os problemas vividos pelo músico para além das </span><a href="https://www.ombrelo.com.br/entretenimento/7-composicoes-de-chorao-para-matar-a-saudade-do-charlie-brown-jr/"><span style="font-weight: 400;">letras cheias de reflexões</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Charlie Brown Jr..</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Chorão - Marginal Alado | Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1q05D1GO4eo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Elena: um retrato sensível e necessário para debater suicídio e depressão</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Oct 2019 21:41:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso de Gatilho: Elena pode conter elementos prejudiciais àqueles sofrendo com depressão ou pensamentos suicidas. Raquel Dutra  O segundo longa-metragem de Petra Costa leva o nome de sua irmã mais velha, a atriz Elena Andrade. Sob a premissa de retratar a história da jovem e os sentimentos que a família conserva por sua memória, Elena &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/elena-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Elena: um retrato sensível e necessário para debater suicídio e depressão"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Aviso de Gatilho: Elena pode conter elementos prejudiciais àqueles sofrendo com depressão ou pensamentos suicidas.</em></p>
<figure id="attachment_23479" aria-describedby="caption-attachment-23479" style="width: 2100px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23479 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1.jpg" alt="Cena do filme Elena. A imagem mostra duas mulheres flutuando num rio de águas escuras. As duas mulheres estão do lado esquerdo da imagem, e a primeira está na parte de baixo, na horizontal, com a cabeça para o lado direito e os pés em direção ao centro da imagem, virados para o lado esquerdo; e a segunda na parte de cima, de cabeça para baixo, na diagonal. As duas usam vestidos longos em tons de bege. O fundo é preto." width="2100" height="1181" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1.jpg 2100w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23479" class="wp-caption-text">O documentário Elena mistura realidade e ficção para contar a história de vida da irmã da cineasta Petra Costa, diretora de Democracia em Vertigem (Foto: Busca Vida Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Raquel Dutra </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo longa-metragem de <a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2020/02/quem-e-petra-costa-cineasta-brasileira-indicada-ao-oscar.html">Petra Costa</a> leva o nome de sua irmã mais velha, a atriz Elena Andrade. Sob a premissa de retratar a história da jovem e os sentimentos que a família conserva por sua memória, <em>Elena</em> toca em debates ultra sensíveis acerca de <a href="https://pebmed.com.br/setembro-amarelo-a-depressao-e-a-ligacao-com-o-suicidio/">suicídio e depressão</a>, ao mesmo tempo em que carrega o valor de ser considerada como uma obra marcante da documentarista. No filme, tudo tem um único fim: construir um retrato íntimo e profundo da <a href="http://www.elenafilme.com/blog/a-historia-de-elena/">vida de Elena</a>, que aos vinte anos, tratando de doenças psicológicas e tentado se reerguer de desilusões profissionais, findou a sua própria vida.</span></p>
<p><span id="more-13003"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aclamado pela crítica, <em>Elena</em> abriu o caminho para o sucesso que sua diretora encontraria em suas produções posteriores. Com sua estreia no <em>IDFA</em> (Festival Internacional de Documentários de Amsterdã) de 2012, o filme foi premiado como o </span><span style="font-weight: 400;">Melhor Documentário pelo Júri Popular, Melhor Direção, Montagem e Direção de Arte e todos os prêmios na </span><span style="font-weight: 400;">categoria documentário</span><span style="font-weight: 400;"> no 45º Festival de Brasília</span><span style="font-weight: 400;">. Em 2014, o filme também foi <a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-110134/">pré-selecionado para o <em>Oscar 2015</em></a> na categoria de Melhor Documentário.</span></p>
<p>Considerado uma experiência única no Cinema contemporâneo, <em>Elena</em> comprova que trabalhar com questões íntimas faz parte da identidade artística de Petra Costa. Identificamos <a href="https://hhmagazine.com.br/a-estetica-do-mal-estar-ou-o-estranhamente-familiar-em-democracia-em-vertigem/">o traço personalista</a> em sua produção mais recente e conhecida, <a href="http://personaunesp.com.br/critica-democracia-em-vertigem/"><i>Democracia em Vertigem</i></a>, mas desde o começo de sua carreira no Cinema a documentarista faz com que essa característica seja marcada. Neste caso, o tema é ainda mais pessoal, caindo na morte precoce da sua irmã mais velha. O enredo, por sua vez, é desenrolado a partir de registros das vivências de Elena em busca de seu sonho de ser atriz de Cinema, com os quais Petra estabelece um profundo sentimento de identificação.</p>
<figure id="attachment_23480" aria-describedby="caption-attachment-23480" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23480 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-2-e1633021772855.jpg" alt="Cena do filme Elena. A imagem mostra um momento familiar entre Elena, Petra e a mãe. Primeiro, à esquerda, está Elena, uma adolescente branca de cabelos longos lisos e que veste uma camisa xadrez. Ela está de frente para a câmera mas olha para o lado, em direção ao centro da imagem, onde está a irmã Petra, ainda bebê, no colo da mãe, que está no lado direito da imagem. Ela usa uma camiseta amarela e o seu cabelo está preso num rabo no topo da cabeça. Petra olha para a irmã e aponta seu dedinho indicador em direção ao rosto dela. A mãe tem cabelos lisos curtos e usa uma camisa branca, segurando Petra no colo e olhando para o lado esquerdo, onde está Elena. Ao fundo, pode-se observar a estante de uma casa e uma planta pendurada na parede, tudo em desfoque. A imagem é colorida mas predomina em tons amarelados e alaranjados." width="1600" height="1056" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-2-e1633021772855.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-2-e1633021772855-800x528.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-2-e1633021772855-1024x676.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-2-e1633021772855-768x507.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-2-e1633021772855-1536x1014.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/elena-2-e1633021772855-1200x792.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23480" class="wp-caption-text">Antes de Elena, Costa dirigiu o curta Olhos de Ressaca, de 2009 (Foto: Busca Vida Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Numa eterna oscilação entre o objetivo e o abstrato, o prazer e a dor, <a href="http://centrocultural.sp.gov.br/2020/03/05/a-ficcao-documentada-ou-o-documentario-ficcionalizado/">o real e o ficcional</a>, o pessoal e o universal, Petra dá voz as cartas da sua irmã, refaz seus passos, encenações, revive memórias e até mesmo seus sonhos. É uma brincadeira tão profunda com elementos ditos opostos que, em alguns momentos, eles se tornam surpreendentemente similares. </span><span style="font-weight: 400;">E todos os aspectos do filme trabalham para essa fusão de sentimentos conflitantes, a se destacar, primeiro a trilha. A diretora traz toda a complexidade da música clássica de uma forma tão tátil que se torna simples a rendição do espectador aos sentimentos que a Petra deseja despertar. Alegria e melancolia são os principais, algumas vezes dentro de uma mesma faixa, outras vezes em diferentes, que se conversam maravilhosamente bem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À fotografia e edição do filme competiam a difícil tarefa de combinar os registros antigos de Elena com as novas imagens filmadas por Petra. Buscando também seguir a mesma linha de conciliação entre os opostos, o visual da produção faz o possível com os filmes antigos e com a harmonização das imagens e cores, mas este é um ponto que deixa a desejar. Entretanto, para reforçar a experiência de imersão no mundo de Elena e seu olhar sobre ela, Petra acerta ao misturar os diferentes registros de forma a confundir o espectador sobre suas autorias. Em muitas imagens, inclusive, o rosto das irmãs se confundiam, e o documentário é repleto destes detalhes sutis que entregam <a href="http://www.enecult.ufba.br/modulos/submissao/Upload-568/132323.pdf">a influência de Elena</a> na vida, sonhos, emoções, medos e personalidade de Petra.</span></p>
<figure id="attachment_13005" aria-describedby="caption-attachment-13005" style="width: 1883px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13005 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-2.png" alt="Cena do filme Elena. A imagem mostra Elena e sua irmã Petra ainda bebê deitadas numa cama, num close nos rostos das irmãs. Elena é uma adolescente branca de cabelos lisos, e observa a irmã, no lado esquerdo da imagem, ao mesmo tempo em que segura a sua mãozinha próxima a sua bochecha esquerda. Petra, uma bebê, está deitada, de olhos fechados, abraçada com a irmã, e usa uma chupeta na boca." width="1883" height="1073" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-2.png 1883w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-2-300x171.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-2-768x438.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-2-1024x584.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-2-1200x684.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13005" class="wp-caption-text">Petra ainda bebê com Elena; combinado com a sonorização e a narração de Petra, o trecho é um dos momentos mais emocionantes do filme (Foto: Busca Vida Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As escolhas arriscadas de roteiro também são características fortes da diretora.</span><span style="font-weight: 400;"> Para <a href="https://www.aicinema.com.br/como-fazer-um-documentario/">os efeitos de sentido</a> buscados em um documentário, estabelecer a narração de <em>Elena</em> como um diálogo com a irmã é incomum e falha algumas vezes. Por se tratar de fatos tão íntimos, o espectador, conhecendo apenas o momento, necessita de uma contextualização um pouco mais abrangente. Contudo, a predominância dessa construção de narrativa é admirável porque revela muitos outros efeitos de sentido, como o de não invadir totalmente a intimidade de Elena.  Em momentos pontuais, Petra deixa de conversar com a irmã e tira de cena a narração escolhida para dar espaço a curtos (e emocionantes) depoimentos de pessoas que conviveram com ela, como um amigo que esteve próximo da atriz no dia de seu suicídio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reconstrução da figura de Elena é um dos aspectos mais surpreendentes no roteiro e no filme como um todo. A diretora caracteriza a irmã de uma forma tão próxima e profunda que acompanhá-la ao decorrer do filme se torna uma experiência aflitiva, impressionante e dolorosa. Durante os 80 minutos, o espectador convive intimamente com as manifestações suicidas da jovem depressiva, repleta de sonhos e decepções. Assistimos através de lembranças esmaecidas a tristeza tomar conta da atriz cada vez mais, <a href="https://www.paho.org/pt/topicos/depressao">sufocando cada respiro de esperança</a> diante da vida. Acompanhamos com pesar Elena admitindo a falta de amor para consigo mesma, exigindo o máximo de si como atriz mesmo não estando saudável emocionalmente, se levando assim à exaustão</span> física e psicológica.</p>
<figure id="attachment_13006" aria-describedby="caption-attachment-13006" style="width: 1875px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13006 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-3.png" alt="Cena do filme Elena. A imagem mostra Elena adolescente através de um espelho, quando ela se aprontava para uma apresentação de teatro. A imagem é um close em seu rosto, e ela é uma jovem branca, com os cabelos presos, e está fazendo uma maquiagem preta nos olhos." width="1875" height="1077" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-3.png 1875w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-3-300x172.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-3-768x441.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-3-1024x588.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-3-1200x689.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-13006" class="wp-caption-text">Elena em uma de suas apresentações teatrais, com cerca de 17 anos; quando ela morreu, Petra tinha sete anos (Foto: Busca Vida Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de entrevistas com familiares e amigos de Elena, sentimos a dor, o desespero e a preocupação antes, “durante” e depois do <a href="https://www.paho.org/pt/topicos/suicidio">suicídio</a>. Petra possui uma capacidade transcendental de criar identificações entre as narrativas, o espectador e ela mesma. Mesmo retratando eventos tão pessoais, a humanidade escancarada dos fatos capta toda a nossa empatia. Sendo este um de seus objetivos ou não, Petra mostra que nossas angústias, dores, belezas, prazeres, necessidades, urgências e fraquezas na verdade podem ser radicalmente convergentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando lançado, o filme </span><a href="http://www.elenafilme.com/debates/"><span style="font-weight: 400;">movimentou debates</span></a><span style="font-weight: 400;"> acerca do tabu do suicídio no Brasil inteiro e o mesmo aconteceu quando chegou no catálogo da <em>Netflix</em> no começo de setembro, o mês de prevenção ao suicídio, em 2019. Desde 1990, ano da morte de Elena, o número de suicídios no Brasil teve um aumento de 30%. Hoje, entre os jovens, o suicídio é uma das maiores causas de morte e apresenta um o aumento de 2000%. Falar sobre o assunto livre de tabus </span><a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/09/10/na-contramao-da-tendencia-mundial-taxa-de-suicidio-aumenta-7percent-no-brasil-em-seis-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">nunca foi tão necessário</span></a><span style="font-weight: 400;">, e segundo as perspectivas, será cada vez mais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Principalmente quando fora de ambientes privilegiados como o núcleo retratado em <em>Elena</em>, o debate sobre saúde mental precisa ser colocado como uma questão de saúde pública, e por isso, precisamos também enxergar </span><a href="http://www.epsjv.fiocruz.br/noticias/entrevista/o-suicidio-esta-associado-inclusive-a-crise-socioeconomica-que-nosso-pais"><span style="font-weight: 400;">as relações disso com o nosso contexto nacional</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ele é resultado de crises econômicas, altas taxas de desemprego, saúde e educação precarizadas, e as políticas de prevenção ao suicídio perpassam todas essas esferas da sociedade.</span></p>
<figure id="attachment_13007" aria-describedby="caption-attachment-13007" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-13007 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-4.jpg" alt="Cena do filme Elena. A imagem mostra um registro de um dos diários de Elena, que diz, escrito em tinta preta e letra cursiva sob um papel branco, a seguinte frase: &quot;Se a vida é simples, do que eu tenho medo?&quot;" width="564" height="256" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-4.jpg 564w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/10/foto-4-300x136.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 564px) 85vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-13007" class="wp-caption-text">&#8220;Se a vida é simples, do que eu tenho medo?&#8221; (Foto: Busca Vida Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O documentário levanta a importância de estarmos atentos aos </span><a href="https://www.instagram.com/p/B2mmZCIFcTD/"><span style="font-weight: 400;">aspectos não-óbvios do suicídio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de se </span><a href="https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/09/09/setembro-amarelo-como-conversar-com-alguem-que-esta-pensando-em-cometer-suicidio.ghtml"><span style="font-weight: 400;">aprender a lidar</span></a><span style="font-weight: 400;"> com ele e </span><a href="https://eurekka.me/como-ajudar-alguem-com-depressao/"><span style="font-weight: 400;">com a depressão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Também é uma obra importante para nos ajudar a debater e esclarecer a linha tênue que difere um retrato sensível da romantização. </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/petra-costa-faz-retrato-afetivo-da-irma-morta-precocemente-em-documentario-8343197"><span style="font-weight: 400;">Como diz a própria cineasta</span></a><span style="font-weight: 400;">, Elena tem uma história que valia a pena contar. Sem intenção de ser uma biografia, uma homenagem ou apontar culpados. Mas sim conhecer e apresentar várias faces da irmã, sua “memória inconsolável”. Petra também faz questão de a destacar como parte do elenco do longa, honrando seu sonho de ser atriz de cinema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da importância de todo o debate, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elena</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra um movimento belíssimo de criar uma obra de Arte a partir das dores e perdas que nos rasgam o peito, por mais cruéis que elas sejam. Aliás, talvez a Arte seja exatamente isso: a transformação.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">No Brasil, o </span></i><a href="https://www.cvv.org.br/"><i><span style="font-weight: 400;">Centro de Valorização da Vida</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> (CVV) promove apoio emocional atendendo gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (discando 188), e-mail e chat 24 horas todos os dias, além de postos de atendimento presencial.</span></i></p>
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