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	<title>Arquivos Sacrebleu Productions &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em rabiscos coloridos, Flow cria sua própria revolução dos bichos</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 00:04:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga Existe um consenso no mundo das animações, quase que uma lei não escrita e potencializada pela indústria estadunidense de que elas precisam reproduzir nossa sociedade não em conteúdo, mas em forma. Quantos os filmes que nos vêm à memória em que um certo ecossistema é adaptado para viver como nós – e nessa &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/flow-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em rabiscos coloridos, Flow cria sua própria revolução dos bichos"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34851" aria-describedby="caption-attachment-34851" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-34851" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image3-4-800x450.png" alt="Cena da animação Flow. Nela vemos um gatinho preto de olhos amarelos. ele está flutuando em uma espécie de galáxia azul ao fundo. O gato é animado em um 3D que simula a pintura em aquarela" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image3-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image3-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image3-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image3-4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image3-4.png 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34851" class="wp-caption-text">A obra instantaneamente se tornou patrimônio cultural da Letônia (Foto: Sacrebleu Productions)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe um consenso no mundo das animações, quase que uma lei não escrita e potencializada pela indústria estadunidense de que elas precisam reproduzir nossa sociedade não em conteúdo, mas em forma. Quantos os filmes que nos vêm à memória em que um certo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=prct6AB5tR8&amp;ab_channel=WaltDisneyStudiosBR"><span style="font-weight: 400;">ecossistema</span></a><span style="font-weight: 400;"> é adaptado para viver como nós – e nessa releitura que, muitas vezes, mora a Comédia deles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uC0rgAUPCIM&amp;ab_channel=UniversalPicturesAll-Access"><span style="font-weight: 400;">abelhas operárias</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao modo capitalista a uma fauna vivendo exatamente igual gente, exemplos não faltam. De certa forma, eles até funcionam como um escape da realidade. Mas Cinema de verdade, ao mesmo tempo que nos tira de órbita, nos reconecta também, e nas mais peculiares histórias que somente esse gênero pode nos proporcionar, </span><i><span style="font-weight: 400;">Flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a que alcança esse feito da forma mais singela e pura.</span></p>
<p><span id="more-34850"></span></p>
<figure id="attachment_34852" aria-describedby="caption-attachment-34852" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34852" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image1-3-800x396.png" alt="Cena de Flow. Nela, vemos o protagonista, um gatinho preto de olhos amarelos. Ele está embaixo d'água, com um peixe azul e amarelo na boca" width="800" height="396" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image1-3-800x396.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image1-3-1024x506.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image1-3-768x380.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image1-3-1200x594.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image1-3.png 1300w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34852" class="wp-caption-text">O longa foi inteiro produzido utilizando o Blender, software gratuito para animações 3D (Foto: Sacrebleu Productions)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção não precisa das ideias surtadas ou da reimaginação do arranjo social. A história é a das mais simples, um gato sendo um gato que, em meio a uma catástrofe climática, precisa redescobrir o mundo com um instinto de sobrevivência muito mais aguçado e, ao mesmo tempo, tão humano. Suas atitudes em meio a devastação causada pela inundação se assemelham e muito com a solidariedade humana, vista em tragédias como os incêndios na costa oeste norte-americana no início de 2025 ou as enchentes no </span><a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2024/11/04/antes-e-depois-seis-meses-apos-cheias-no-rs-veja-como-estavam-e-como-estao-lugares-atingidos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Sul do Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;"> no meio de 2024. Tudo isso, ainda sendo somente um ‘gatinho’.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com seu visual que lembra um jogo independente de </span><i><span style="font-weight: 400;">Playstation</span></i><span style="font-weight: 400;"> – aqui as semelhanças com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b-ugdyfd0ao&amp;ab_channel=PlayStationBrasil"><i><span style="font-weight: 400;">Stray</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se afloram, </span><i><span style="font-weight: 400;">Flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos convida a contemplar. Em uma composição aquarela, que, mesmo com suas imperfeições, nos cativam, o longa propositalmente nos desorienta nos minutos iniciais, estamos tão perdidos quanto aquele gato preto e aqui outra aposta da produção se mostra acertada: o silêncio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><a href="https://personaunesp.com.br/parasita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Parasita</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez história ao colocar estadunidenses para ler legendas, esse filme vai além, se tornando ainda mais universal. Do adulto à criança, do votante do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> até o cidadão médio da Letônia que hoje <a href="https://pit.nit.pt/animais/letonia-inaugura-estatua-em-homenagem-ao-gato-de-flow">morre de orgulho</a>, todos param para ouvir o que o silêncio de </span><i><span style="font-weight: 400;">Flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem a nos dizer. É o momento de introspecção em frente a tela, de concentração máxima em que ecoam mensagens sobre viver em comunidade e adaptação às mudanças, conectando o telespectador de forma arrebatadora.</span></p>
<figure id="attachment_34853" aria-describedby="caption-attachment-34853" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34853" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image2-4-800x450.png" alt="Cena da animação Flow. Nela vemos, da esquerda para direita, o protagonista, um gatinho preto de olhos amarelos, um cachorro labrador de pelos dourados, uma capivara de pelos marrons, um pássaro semelhante a uma garça, de penas brancas e bico laranja, e um lêmure, de pelo cinza com detalhes em preto. Os cinco olham para frente e ao fundo, há uma cidade com construções em ruinas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image2-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image2-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image2-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image2-4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image2-4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image2-4.png 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34853" class="wp-caption-text">O grupo inusitado nos conquista ao mesmo passo que conquista o protagonista (Foto: Sacrebleu Productions)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma arrebatadora ele também chegou ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">. Já saturado da hegemonia dos grandes estúdios, o público sempre adota o ‘azarão’ para si – não que </span><i><span style="font-weight: 400;">Flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tenha seus méritos reconhecidos, sendo indicado nas categorias de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2025/"><span style="font-weight: 400;">Melhor Animação</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Melhor Filme Internacional. Na primeira, ele desponta, mesmo tendo </span><i><span style="font-weight: 400;">Robô Selvagem</span></i><span style="font-weight: 400;"> na cola. Já na segunda, a tarefa é mais difícil, tendo o excelente </span><i><span style="font-weight: 400;">A Garota da Agulha </span></i><span style="font-weight: 400;">e o totalmente ovacionado </span><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma analogia velada a Arca de Noé, </span><i><span style="font-weight: 400;">Flow</span></i><span style="font-weight: 400;"> usa dos animais para trazer à tona sentimentos enraizados na ancestralidade humana. Em tempos em que a animação se rende às continuações desnecessárias, uma fórmula já saturada e, até mesmo, as </span><a href="https://jovemnerd.com.br/noticias/filmes/oscar-quer-regular-ia-nos-filmes"><span style="font-weight: 400;">IA’s</span></a><span style="font-weight: 400;">, o longa tem o mesmo elemento que nos diferencia dessa homogeneidade computadorizada: coração. E nesse caso, o que os olhos vêem em tela, o coração sente.</span></p>
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