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	<title>Arquivos Rostam Batmanglij &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em I quit, HAIM questiona se os relacionamentos ainda fazem sentido na modernidade líquida</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Aug 2025 13:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Arthur Caires Desistir já foi sinônimo de fraqueza. Era o verbo da derrota, da frustração, daquilo que não deu certo. Mas, aos poucos, entendemos que tem coisas que simplesmente não merecem o nosso esforço. Tem causa que é melhor abandonar do que insistir. E tem relações, fases e até versões de nós mesmos que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/em-i-quit-haim-questiona-se-os-relacionamentos-ainda-fazem-sentido-na-modernidade-liquida/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em I quit, HAIM questiona se os relacionamentos ainda fazem sentido na modernidade líquida"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_35464" aria-describedby="caption-attachment-35464" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35464" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-800x800.jpg" alt="Fotografia em formato quadrado. No centro, Danielle Haim aparece com um vestido azul de paetês, segurando uma placa eletrônica vermelha com a frase “I quit” em letras minúsculas. Ela está atrás de um vidro, com reflexos de luz e objetos ao redor. Ao fundo, as irmãs Alana e Este observam a cena em segundo plano. O ambiente é uma loja com paredes envidraçadas, diplomas e prêmios expostos em prateleiras." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35464" class="wp-caption-text">Em I quit, HAIM troca a superação melodramática por uma rendição consciente (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desistir já foi sinônimo de fraqueza. Era o verbo da derrota, da frustração, daquilo que não deu certo. Mas, aos poucos, entendemos que tem coisas que simplesmente não merecem o nosso esforço. Tem causa que é melhor abandonar do que insistir. E tem relações, fases e até versões de nós mesmos que precisam ficar para trás. É nesse espírito que HAIM lança </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2Ub8XBjb6OsCIwM8KA9Sa6?si=9iBttKwFTYyMFyBQs5vpdQ"><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma coleção de músicas que se recusa a dramatizar e escolhe simplesmente seguir em frente.</span></p>
<p><span id="more-35462"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu quarto álbum de estúdio, Danielle, Alana e Este se ancoram nas bases sólidas que o trio construiu ao longo da última década: um </span><i><span style="font-weight: 400;">soft rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> de raízes californianas, permeado por influências de bandas dos anos 1970, do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 1980 e do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1990. Dessa vez, a sonoridade vem acompanhada de um conceito bem definido e direto. Como a caçula explicou no </span><a href="https://www.yahoo.com/entertainment/articles/sometimes-quit-haim-sisters-back-104441493.html?guccounter=1&amp;guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS8&amp;guce_referrer_sig=AQAAANdYfg-IbG-b5xjG5ObZSbHn730JwgN54n8vAvqHPzzxhzhF1kSwd69ER-nhn37O8U6xBs6-OMB-fIGqgBdCObCQ3Rks7PxbYb5H6JAtXbKuxJuoKtcrj1vLQBfw5ewkeNaD7iaiAX9cTh-F98YT-wWro1uQnH3NGchaXwo-5-7P"><span style="font-weight: 400;">material de divulgação</span></a><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">toda faixa gira em torno da ideia de largar algo que não está mais funcionando para nós</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Em vez de buscar superação ou dar voltas em metáforas, as irmãs Haim optam por um registro sincero, que enxerga a desistência não como fraqueza, porém como ato de indiferença.</span></p>
<figure id="attachment_35463" aria-describedby="caption-attachment-35463" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-35463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1.jpg" alt="Imagem em formato quadrado. As três integrantes da banda Haim caminham juntas por uma calçada ensolarada. Danielle está no centro, com os braços estendidos e expressão de alívio. Ela veste uma blusa estampada e saia azul. Este, à esquerda, usa blusa cinza clara e saia branca. Alana, à direita, veste preto e está de olhos fechados. A imagem faz referência a uma foto famosa de Nicole Kidman celebrando seu divórcio. No canto inferior esquerdo, está escrito “HAIM relationships” em letras minúsculas e brancas." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35463" class="wp-caption-text">A capa do single Relationships recria o famoso flagra feito por um paparazzi da Nicole Kidman comemorando o divórcio (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;"> marca também uma mudança importante nos bastidores da banda. Pela primeira vez desde o início da carreira, HAIM não conta com a produção de Ariel Rechtshaid – que, além de parceiro criativo, foi namorado de Danielle por nove anos. A ausência dele não significa um vazio, mas uma abertura para novas possibilidades. A irmã do meio também assina a produção ao lado de Rostam Batmanglij (</span><a href="https://expresso.pt/blitz/2025-02-05-vampire-weekend-no-festival-vodafone-paredes-de-coura-b98f3b80"><span style="font-weight: 400;">Vampire Weekend</span></a><span style="font-weight: 400;">) e do colaborador Buddy Ross, imprimindo um processo mais orgânico e intimista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado é um disco com estética menos dependente dos reverbs que marcaram os trabalhos anteriores e mais atento às imperfeições, aos silêncios e às nuances do vocal sem filtros. Essa escolha se reflete também nas referências sonoras. O álbum cita Abraham Lincoln já na faixa de abertura, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gone</span></i><span style="font-weight: 400;">, e brinca com samples emblemáticos, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Freedom! &#8217;90</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/faith-george-michael/"><span style="font-weight: 400;">George Michael</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Numb </span></i><span style="font-weight: 400;">de U2. É o trabalho mais silencioso e contido da banda, no melhor sentido – arranjos enxutos e um foco emocional que privilegia a vulnerabilidade ao exibicionismo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="HAIM - Relationships (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/dOI_QTmK8Ks?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dOI_QTmK8Ks&amp;list=RDdOI_QTmK8Ks&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Relationships</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como primeiro single de </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;">, HAIM deixou claro que a nova fase seria menos sobre tentar entender e mais sobre deixar pra lá. A faixa abre com uma provocação direta: “</span><i><span style="font-weight: 400;">O que é toda essa conversa sobre relacionamentos?</span></i><span style="font-weight: 400;">” – e, a partir daí, desmonta com precisão melódica e produção impecável a ideia de que vínculos românticos são centrais ou obrigatórios para a existência. Funciona quase como um manifesto de identidade da banda. É a música que melhor sintetiza a razão de ser do trio – um grito de exaustão, mas também de alívio, como quem diz “cansei de tudo” e encontra liberdade exatamente aí.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No terceiro single, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tkwCq_XZzbM&amp;list=RDtkwCq_XZzbM&amp;start_radio=1"><span style="font-weight: 400;">Down to be wrong</span></a><span style="font-weight: 400;">, a reflexão é aprofundada com mais nuance. Em vez de seguir o caminho fácil da culpa unilateral, as irmãs reconhecem que, muitas vezes, o desgaste não vem só do outro – vem da fricção entre duas pessoas emocionalmente desalinhadas, tentando se entender sem saber como. Na composição, “</span><i><span style="font-weight: 400;">aposto que você gostaria que fosse fácil para mudar de ideia</span></i><span style="font-weight: 400;">” aponta para o desconforto de se sentir incompreendida e também inflexível. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">The farm</span></i><span style="font-weight: 400;">, o tom é ainda mais introspectivo: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Mas a distância continua aumentando entre o que me permito dizer e o que sinto</span></i><span style="font-weight: 400;">”. No mundo emocional narrado por HAIM, não existe vilão ou vítima, só seres humanos fodidos da cabeça tentando fazer o melhor com o pouco que conseguem comunicar.</span></p>
<figure id="attachment_35465" aria-describedby="caption-attachment-35465" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-800x548.png" alt="Fotografia em formato paisagem. As três irmãs Haim caminham em uma rua urbana durante o dia, usando apenas sutiãs de biquíni e calças jeans. Danielle está à esquerda, com biquíni floral e óculos escuros. Este, ao centro, veste um top verde e calça branca. Alana, à direita, usa um top de estampa animal print e jeans. Todas sorriem e parecem relaxadas, em clima de descontração e liberdade." width="800" height="548" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-800x548.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-1024x701.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-768x526.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1.png 1122w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35465" class="wp-caption-text">O trio californiano tira sarro, expõe feridas e recusa amarras – tudo em acordes vintage e confissões sem filtro (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de Danielle seguir como o centro gravitacional da banda – com vocais mais presentes e letras afiadas que conduzem o tom confessional do disco – </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;"> abre um novo espaço para que cada irmã brilhe individualmente. Alana assume pela primeira vez os vocais principais em uma faixa completa, na dançante e melancólica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-nC8OiHgKS8&amp;list=RD-nC8OiHgKS8&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Spinning</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Este comanda os versos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DFhA91M76rY&amp;list=RDDFhA91M76rY&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Cry</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma balada </span><i><span style="font-weight: 400;">synth-country</span></i><span style="font-weight: 400;"> em que sua fragilidade aparece de forma inédita. Ao permitir que cada uma tenha voz própria, o álbum ganha novas camadas de interpretação e mostra que, por trás da unidade que sempre marcou o HAIM, existem perspectivas e emoções que só agora estão vindo à tona com mais nitidez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No âmbito do marketing, </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;"> seguiu uma linha cronicamente online liderada por Terrence O&#8217;Connor, o mesmo nome por trás da elogiada estratégia de divulgação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Charli XCX. Amigo próximo da cantora britânica e figura conhecida nos bastidores da cena </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativa, O&#8217;Connor ajudou HAIM a criar um universo visual e conceitual que brinca com a cultura digital, resgata momentos clássicos de </span><i><span style="font-weight: 400;">paparazzi </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 2000 nas capas dos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles </span></i><span style="font-weight: 400;">e convida os namoradinhos da internet – Will Poulter, Logan Lerman e Drew Starkey – para participar dos clipes. O resultado foi uma campanha que não só amplifica o senso de humor da banda como também reforça a identidade culturalmente antenada que as irmãs Haim têm cultivado ao longo dos anos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="HAIM - Down to be wrong (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/tkwCq_XZzbM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com uma discografia coesa, respeito da crítica e uma presença constante nos bastidores – seja Danielle tocando guitarra em </span><i><span style="font-weight: 400;">Something Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/endless-summer-vacation-critica/"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;">, Este tocando tamborim no </span><a href="https://personaunesp.com.br/joanne-lady-gaga-pazes-publico/"><i><span style="font-weight: 400;">Joanne</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Lady Gaga ou Alana brilhando em sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/licorice-pizza-critica/"><span style="font-weight: 400;">carreira de atriz</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, HAIM parece ocupar um lugar curioso: reconhecidas, porém não exatamente populares em larga escala. Parte disso pode vir da escolha consciente de não adotar uma figura central como porta-voz ou ‘rosto oficial’ da banda. A irmã do meio, embora esteja à frente da produção, dos vocais e apareça com mais frequência nos holofotes, nunca se coloca como líder absoluta. A dinâmica do grupo, desde o início, é construída na ideia de irmandade e igualdade, o que pode soar libertador em termos artísticos, mas talvez mais desafiador para o público mainstream, que costuma se conectar com personalidades individuais com mais facilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse modelo, que desafia estruturas convencionais de banda e rompe com a lógica do estrelato individual, pode ajudar a explicar por que o HAIM ainda circula em uma espécie de limbo entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo e o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. A ausência de hierarquias explícitas dificulta a criação de uma narrativa tradicional, daquelas que vendem identificação ou impulsionam redes sociais. Enquanto isso, outras artistas que compartilham esse ethos coletivo, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-record-critica/"><span style="font-weight: 400;">boygenius</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou MUNA, enfrentam desafios parecidos em termos de alcance. No entanto, no fim das contas, isso pouco importa: as irmãs Haim são interessantes demais para se preocupar e relevantes o suficiente onde realmente importa – como elas mesmas dizem na última faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Now it’s time</span></i><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Será que estou me abrindo só pra dizer que na verdade nunca dei a mínima?</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: I quit" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2Ub8XBjb6OsCIwM8KA9Sa6?si=lrZTqoOnRAOAY0faF-JPyQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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