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	<title>Arquivos Robert Mitchum &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>O Mal não dorme no aniversário de 70 anos de O Mensageiro do Diabo</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 13:00:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Moraes O Mensageiro do Diabo (1955) de Charles Laughton é uma obra estranha dentro da Era de Ouro de Hollywood. Criado na transição para o Cinema Moderno, o filme preserva certos elementos que podem caracterizá-lo como Cinema Clássico, mas também conserva particularidades capazes de colocar isso em questão. Há fortes inspirações no Expressionismo Alemão, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-70-anos-o-mensageiro-do-diabo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Mal não dorme no aniversário de 70 anos de O Mensageiro do Diabo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35906" aria-describedby="caption-attachment-35906" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35906" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-4-800x622.png" alt="Cena de O Mensageiro do Diabo. O cenário é de um quintal. No centro da imagem está Harry Powell, com seu chapéu preto, uma camisa branca por baixo do terno preto. Ele está com as mãos em um corrimão de madeira. A esquerda está na parte inclinada e a direita na divida entre a parte inclinada e reta. Na sua mão direita está escrito LOVE, com uma letra em cada dedo, e na esquerda está escrito HATE, também com uma letra em cada dedo." width="800" height="622" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-4-800x622.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-4-1024x796.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-4-768x597.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-4-1536x1193.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-4-1200x932.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-4.png 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35906" class="wp-caption-text">O Mensageiro do Diabo foi o único filme de Charles Laughton como diretor (Foto: United Artists)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Mensageiro do Diabo</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1955)</span> <span style="font-weight: 400;">de Charles Laughton é uma obra estranha dentro da Era de Ouro de Hollywood. Criado na transição para o </span><a href="https://www.aicinema.com.br/as-diferencas-entre-cinema-classico-e-moderno/"><span style="font-weight: 400;">Cinema Moderno</span></a><span style="font-weight: 400;">, o filme preserva certos elementos que podem caracterizá-lo como Cinema Clássico, mas também conserva particularidades capazes de colocar isso em questão. Há fortes inspirações no Expressionismo Alemão, além de não conseguir se eternizar como seus pares de Hollywood – muito provavelmente porque o diretor não seguiu carreira atrás das câmeras após o </span><a href="https://cinemaemcena.com.br/coluna/ler/513/o-mensageiro-do-diabo-do-fracasso-ao-triunfo"><span style="font-weight: 400;">fracasso</span></a><span style="font-weight: 400;"> de público e crítica. Em um mar tomado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-as-vinhas-da-ira/"><span style="font-weight: 400;">John Ford</span></a><span style="font-weight: 400;">, Orson Welles e Howard Hawks, não houve espaço para Charles Laughton. Entretanto, 70 anos depois, é preciso reconhecer a obra-prima única do inglês sobre dois orfãos, uma boneca, um padre e dez mil dólares.</span><span id="more-35904"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama os pequenos John (Billy Chapin) e Pearl (Sally Jane Bruce) herdam de seu pai, Ben Harper (Peter Graves), uma ‘grana’ conquistada por meio de um crime. Na cadeia, Ben divide cela com Harry Powell (</span><a href="https://youtube.com/shorts/yWQf4_Czwfg?si=Iq0lnFobhZSznQEv"><span style="font-weight: 400;">Robert Mitchum</span></a><span style="font-weight: 400;">), um ‘homem de Deus’, e acaba deixando escapar que o dinheiro não foi recuperado. Tomando como um sinal divino e com um canivete no bolso, o padre ruma em direção às crianças e do tesouro escondido.</span></p>
<figure id="attachment_35905" aria-describedby="caption-attachment-35905" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35905" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-800x480.png" alt="Cena de O Mensageiro do Diabo. O cenário é um quintal e está de noite. Ao fundo aparece uma montanha que está escurecida. No centro da imagem está Harry Powell com seu chapéu e terno preto. Ele está apoiado em uma cerca." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-1024x614.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-1200x720.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5.png 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35905" class="wp-caption-text">O filme foi um fracasso de público e crítica na época de seu lançamento (Foto: United Artists)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Harry Powell é transformado em um ser quase mitológico pelo diretor. A busca pelo Cinema alemão da década de 1920 não é gratuita, há intencionalidade por trás. Charles Laughton o torna uma criatura misteriosa e perigosa só pela </span><i><span style="font-weight: 400;">mise-en-scène</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os planos estranhos, os cenários em formatos geométricos, o tom pessimista e macabro – por meio do jogo de luz e sombra e da névoa –, característicos do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QudD9Ukg1QA&amp;t=33s"><span style="font-weight: 400;">Cinema expressionista</span></a><span style="font-weight: 400;">, estão sempre rodeando a figura do vilão, fazendo todas as suas aparições serem místicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além desses jogos cênicos, Powell tem um canto que anuncia sua chegada, como se fosse uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JyxSm91eun4"><span style="font-weight: 400;">canção da morte</span></a><span style="font-weight: 400;">. Seguindo a lógica do misticismo de sua figura, é parecido com as canções das sereias, que atraem marinheiros levando-os ao perigo; a ideia geral em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Night of Hunter</span></i><span style="font-weight: 400;">, no nome original, não fica muito distante. A música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9PK2apVQNS0"><i><span style="font-weight: 400;">Leaning on the everlasting arms</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Alan Jackson, é sobre encontrar um lugar seguro e tem uma certa pegada infantil, entretanto, quando entoada pelo caçador, ganha um aspecto medonho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda sobre o vilão, é intrigante a relação dele com Deus. Apesar de suas maldades, ele não parece agir por interesse no que é mundano e material, e, sim, pelo divino. Após se casar com Willa Harper (Shelley Winters), ambos tem a sua noite de núpcias e o personagem, não apenas recusa o sexo, como repreende a esposa por querer. Mesmo que a narrativa se baseie em sua caça aos dez mil dólares, não há qualquer menção do que irá fazer com quando conseguir, aliás, no início da obra, quando rouba a viúva – em uma cena breve em que só é possível ver os pés dela – e deixa seu corpo para trás, Powell </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q3JlGPF4Ko8&amp;list=PLZbXA4lyCtqolaQOAXly96de5FYQlPzqK"><span style="font-weight: 400;">fala sozinho</span></a><span style="font-weight: 400;">, como se estivesse se reportando à uma divindade depois de uma missão e aguardando a próxima. É claro que o padre não estava a serviço de Deus realmente, aliás, a tradução dá a sua interpretação no título ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">O Mensageiro do Diabo</span></i><span style="font-weight: 400;">’, mas o que torna essa obra especial é o fato de que ele acredita que agia em nome do Senhor.</span></p>
<figure id="attachment_35907" aria-describedby="caption-attachment-35907" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-35907" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3.png" alt="Cena de O Mensageiro do Diabo. O cenário é o fundo de um rio. Uma luz ilumina o centro da imagem, vindo de cima para baixo. No fundo está a personagem Willa Harper, amarrada e sentada em um carro. À sua direita estão algas, e à esquerda está um objeto já enferrujado." width="650" height="367" /><figcaption id="caption-attachment-35907" class="wp-caption-text">Harry Powell contrasta com a personagem Rachel Cooper, interpretada por Lillian Gish (Foto: United Artists)</figcaption></figure>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Será que ele nunca dorme?</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Em certo momento, enquanto fugia de seu algoz, John o vê chegando no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9PyNL2ahKwc"><span style="font-weight: 400;">horizonte</span></a><span style="font-weight: 400;"> entoando sua clássica canção e se pergunta se ele nunca descansava. Uma pergunta simples, todavia, demonstra que Charles Laughton sempre soube o que gostaria de representar. Powell é a maldade, e o Mal nunca dorme. Montado em seu cavalo, com o canivete no bolso e sendo observado ao longe, em frente ao sol, como uma sombra, ele se torna um cavaleiro, que irá caçá-los incansavelmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação de Robert Mitchum é arrebatadora, sua postura intimidadora, somada  ao falar manso, envolvente e cínico que se intercalam na trama, de acordo com a intenção do personagem, exalam a maldade, independente do que é dito. Contudo, há algo a mais; sua feição inexpressiva lembra um pouco o que seria feito com o Michael Myers em </span><a href="https://personaunesp.com.br/halloween-2018-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1978). O maior medo está no fato de não haver ódio ou desejo, é um rosto pálido e sem emoção, o puro Mal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez nos anos 1950 não houvesse espaço em meio a tantos diretores geniais, no entanto, com certeza haveria lugar para ele hoje, afinal, não são todos que conseguem trazer esse espiritualismo em um mundo de ordem, hegemonicamente, </span><a href="https://arthurtuoto.com/2025/02/14/o-naturalismo-hollywoodiano/"><span style="font-weight: 400;">naturalista</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mensageiro do Diabo</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se consagrou em seu tempo, porém, ganhou novos olhares décadas depois e agora seus valores estão sendo notados. É uma pena que Charles Laughton não tenha seguido carreira atrás das câmeras, mas ficará marcado por fazer uma obra-prima e se aposentar da direção.</span></p>
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