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	<title>Arquivos Rebecca Miller &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Mr. Scorsese e a arte de amar os pecadores</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2025 12:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Quesada   Na seção Apresentação Especial da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, a série documental de cinco episódios da Apple TV+, com direção de Rebecca Miller, abre com uma colagem de cenas dirigidas por Martin Scorsese ao som de Sympathy For The Devil (ou “empatia pelo diabo”) dos Rolling Stones, afinal, estamos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-mr-scorsese/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Mr. Scorsese e a arte de amar os pecadores"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35989" aria-describedby="caption-attachment-35989" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-10-800x450.png" alt="Retrato em preto e branco de Martin Scorsese, visto de perfil, já mais velho, usando chapéu e sobretudo escuro. Ao fundo, uma rua iluminada com paredes texturizadas, sugerindo um ambiente urbano." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-10-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-10-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-10.png 1014w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35989" class="wp-caption-text">Aplaudida de pé no Festival de Cinema de Nova York, série revisita o lendário trabalho de um dos diretores mais aclamados da história. (Foto: AppleTV)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Quesada  </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na seção Apresentação Especial da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série documental de cinco episódios da Apple TV+, com direção de Rebecca Miller, abre com uma colagem de cenas dirigidas por Martin Scorsese ao som de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Jwtyn-L-2gQ&amp;list=RDJwtyn-L-2gQ&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Sympathy For The Devil</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (ou “</span><i><span style="font-weight: 400;">empatia pelo diabo</span></i><span style="font-weight: 400;">”) dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Rolling Stones</span></i><span style="font-weight: 400;">, afinal, estamos falando de um diretor com fascínio pela violência (tema que, por vezes, lhe rendeu algumas </span><a href="https://cinepop.com.br/conheca-o-polemico-classico-de-martin-scorsese-faz-35-anos-em-2023-448397/"><span style="font-weight: 400;">polêmicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> na carreira). Além disso, a obra viaja para a infância do cineasta para entender de onde aquele rapazinho asmático de apenas um metro e sessenta tirava tanta braveza. </span></p>
<p><span id="more-35988"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rebecca conversou com diversas pessoas que cresceram com Scorsese em </span><a href="https://veja.abril.com.br/mundo/a-historia-da-organizacao-criminosa-mao-negra-terror-de-nova-york/"><i><span style="font-weight: 400;">Little Italy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, subúrbio de Nova York (“</span><i><span style="font-weight: 400;">no cruzamento da Avenida dos Assassinos com a Avenida do Diabo</span></i><span style="font-weight: 400;">”, como apelidou carinhosamente) e faz um retrato que parece ter saído de um dos seus próprios filmes, mas, desta vez, não do ponto de vista do gângster</span> <span style="font-weight: 400;">ou do esquisitão, e sim do menino à margem do parquinho que um dia contaria todas essas histórias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Scorsese cresceu com esses caras, e teve acesso a coisas que muitos cineastas não tiveram. Assim, ele entende, melhor do que ninguém, a natureza dessas relações intensas. Todos aqueles ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">underdogs</span></i><span style="font-weight: 400;">’ tentando vencer na vida que escreveu são, na verdade, o retrato de outro azarão – ele mesmo – tentando se tornar diretor de Cinema em meio a tanta coisa errada. Assim, notamos que cada personagem de Scorsese carrega um pouco da sua essência: de Travis Bickle (Robert De Niro), de </span><a href="https://personaunesp.com.br/taxi-driver-completa-40-anos-permanece-extremamente-atual/"><i><span style="font-weight: 400;">Taxi Driver</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1976)</span></a><span style="font-weight: 400;"> – um ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">outsider</span></i><span style="font-weight: 400;">’ sem jeito com as pessoas, tentando se conectar àquele mundo – a Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio), de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-lobo-de-wall-street-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">O Lobo de Wall Street</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2013)</span></a><span style="font-weight: 400;">, um corretor comum que quer provar que é capaz de vencer o sistema e “</span><i><span style="font-weight: 400;">não ser só mais um</span></i><span style="font-weight: 400;">” em um mundo movido pelo dinheiro. Marty ama seus personagens, e por isso eles são tão interessantes.</span></p>
<figure id="attachment_35991" aria-describedby="caption-attachment-35991" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-35991" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-9.png" alt="Fotografia colorida mostra Martin Scorsese e Robert De Niro em um momento de interação no set de Taxi Driver (1976). Scorsese, com barba e óculos escuros, veste camisa branca e calça escura, enquanto De Niro, caracterizado como Travis Bickle, usa jaqueta militar e camisa xadrez. Ao fundo, é visível uma rua urbana com prédios típicos de Nova York, refletindo o ambiente da década de 1970." width="700" height="467" /><figcaption id="caption-attachment-35991" class="wp-caption-text">Scorsese e Robert De Niro trabalharam juntos em diversos filmes, dentre eles o clássico Taxi Driver (1976) (Foto: Steve Schapiro)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A série também o desmistifica: trabalhar com ele, ao contrário do que muitos pensam, é tudo, menos fácil. Tecnicamente, Scorsese é um gênio (daqueles que visualizam o filme pronto na cabeça antes mesmo de começarem a filmar) mas, para Hollywood, produzir obras em que o sangue escorria até da tela do Cinema, em uma época em que as pessoas dobravam o </span><a href="https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/o-que-e-um-blockbuster"><span style="font-weight: 400;">quarteirão</span></a><span style="font-weight: 400;"> para assistir aos </span><i><span style="font-weight: 400;">Gremlins (1984)</span></i> <span style="font-weight: 400;">– ou qualquer blockbuster desse tipo –, parecia loucura. Scorsese, por outro lado, nunca quis saber: era preciso ser cruel para ser artista, e apresentar a violência também deveria ser motivo de louvor – um ato de coragem numa época em que críticos de Cinema eram como astros, capazes de matar um diretor com suas línguas em formato de chicote. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, como todo homem que anda à margem pode um dia cair no abismo, o documentário visita também os pontos mais baixos da carreira de Scorsese, como o vício em drogas que quase o matou, quando passava noites em branco no set – pensando apenas em filmar (“</span><i><span style="font-weight: 400;">todo esse filme não pode te fazer bem</span></i><span style="font-weight: 400;">”, disse o doutor), e sua eletrizante volta por cima, quando a</span><a href="https://cineset.com.br/oscar-indicacoes-martin-scorsese/"> <span style="font-weight: 400;">Academia</span></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente reconheceu sua Arte (por mais sangrenta que fosse) ao premiá-lo como Melhor Diretor por </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Infiltrados</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2006), o que talvez tenha vindo até tarde demais – afinal, há pelo menos trinta anos ele já moldava, com mãos seguras, o que hoje chamamos de clássicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 80 e poucos anos, o velho Marty conta sua história para Rebecca Miller enquanto continua aprendendo a controlar o que quer que seja esse seu lado sombrio. A série é uma cuidadosa revisita – e uma bonita homenagem – a carreira de um dos diretores mais badalados de Hollywood e praticamente um convite para todos os fãs do seu trabalho (e fãs de cinema em geral) mergulharem na sua </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/todos-os-32-filmes-de-martin-scorsese-do-pior-ao-melhor-segundo-rolling-stone/"><span style="font-weight: 400;">filmografia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e reassistirem esses personagens tão icônicos, ganhando ainda mais camadas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Absolute Cinema!</span></i></p>
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<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/critica-mr-scorsese/">Mr. Scorsese e a arte de amar os pecadores</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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