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	<title>Arquivos Rajkummar Rao &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>O Tigre Branco nos mostra a Índia das carteiras cheias e barrigas vazias</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2021 17:37:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Tenca O sistema de castas sócio-religiosas perdura em território indiano há mais de 2600 anos. A estranha e embaraçada divisão populacional configura uma sociedade baseada em preconceito e desigualdade, que acaba por perpetuar um privilégio às castas superiores em detrimento da injustiça e regressão às inferiores, independente do fato desses costumes  terem sido erradicados &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-tigre-branco-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Tigre Branco nos mostra a Índia das carteiras cheias e barrigas vazias"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_19989" aria-describedby="caption-attachment-19989" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-19989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/4-1.jpg" alt="A imagem retangular é uma montagem do filme O Tigre Branco. Da esquerda para direita vemos três pessoas encarando a câmera, com um filtro em preto e branco. Centralizado e à esquerda, Priyanka Chopra, uma mulher indiana de cabelos lisos e curtos e possui um semblante sério. Ela usa um vestido decotado com um cinto na altura da cintura, além de usar um relógio em seu pulso direito e apoiar sua mão direita nos ombros de Adarsh Gourav. À sua direita e centralizado na foto, vemos Adarsh Gourav sentado, ele é um homem indiano de cabelo liso e jogado para o lado com um bigode longo e barba rala. Ele sorri enquanto utiliza uma camisa social clara. À sua direita centralizado à direita da foto vemos Rajkummar Rao, um homem indiano de topete liso com um semblante sério. ele usa uma jaqueta longa e aberta com uma camiseta por baixo. O plano de fundo da foto é um azul vibrante e sobre a cabeça de Adarsh há uma montagem de uma coroa amarela." width="1440" height="810" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/4-1.jpg 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/4-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/4-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/4-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/4-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19989" class="wp-caption-text">O Tigre Branco abocanhou uma indicação na categoria de Melhor Roteiro Adaptado no Oscar 2021 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Vitor Tenca</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sistema de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-55452675"><span style="font-weight: 400;">castas sócio-religiosas</span></a><span style="font-weight: 400;"> perdura em território indiano há mais de 2600 anos. A estranha e embaraçada divisão populacional configura uma sociedade baseada em preconceito e desigualdade, que acaba por perpetuar um privilégio às castas superiores em detrimento da injustiça e regressão às inferiores, independente do fato desses costumes  terem sido erradicados por lei desde 1950. </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/em-o-tigre-branco-licoes-sao-aprendidas-e-reaprendidas-sobre-o-sistema-de-castas-da-india/"><i><span style="font-weight: 400;">O Tigre Branco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produção original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">dirigida por Ramin Bahrani, nos mostra essa realidade de uma Índia que vive na luz e nas trevas ao mesmo tempo.</span></p>
<p><span id="more-19985"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo de cara, o filme aborda um fator recorrente nas camadas mais pobres da sociedade indiana: a descontinuação dos estudos devido ao trabalho precoce. O então prodígio Balram (Adarsh Gourav), que passa a trabalhar como faz-tudo na casa de chá da família, vê uma solução para seu problema: virar o motorista de uma das famílias mais ricas de toda a Índia. Sendo assim, somos devidamente apresentados aos costumes antiquados do sistema de castas ali presente.</span></p>
<figure id="attachment_19991" aria-describedby="caption-attachment-19991" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-19991 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/47Z6NEHD6BGA7BX2R2MZXYNT7I.jpg" alt="A imagem retangular é uma cena do filme O Tigre Branco. Da esquerda para direita vemos três pessoas. Mais atrás e para a esquerda vemos Rajkummar Rao sentado numa cama olhando para frente. Ele usa um moletom azul e preto por cima de uma camiseta preta. Mais à frente e centralizada na imagem vemos Priyanka pela metade, enquanto ela olha e apoia suas mãos em Adarsh Gourav. Ela usa roupa de academia preta. Adarsh está à direita da foto à frente dos dois enquanto olha para cima . Ele usa uma camisa social azul clara. De fundo podemos ver um quarto com uma grande cortina transparente e uma cama com colchas vermelhas." width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/47Z6NEHD6BGA7BX2R2MZXYNT7I.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/47Z6NEHD6BGA7BX2R2MZXYNT7I-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/47Z6NEHD6BGA7BX2R2MZXYNT7I-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/47Z6NEHD6BGA7BX2R2MZXYNT7I-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/47Z6NEHD6BGA7BX2R2MZXYNT7I-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/47Z6NEHD6BGA7BX2R2MZXYNT7I-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19991" class="wp-caption-text">Apesar de Pinky parecer mais amigável, várias vezes ela também desumaniza Balram de forma grosseira e prepotente (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Trabalhar e endeusar aqueles que são responsáveis por extorquir sua família, que já vive em situação de miséria, serve para refletir um valor intrínseco da maneira como os </span><i><span style="font-weight: 400;">servos</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">mestres</span></i><span style="font-weight: 400;"> se relacionam. O filme traduz isso de maneira simples, porém certeira: os súditos não passam de galinhas presas em seu galinheiro, reconhecendo seu destino cruel, sem cogitar a hipótese de rebelarem-se. Ou seja, um fruto histórico de uma submissão e lealdade desnecessária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É dentro da família Shah que conhecemos Pinky (</span><a href="https://www.indiatoday.in/movies/hollywood/story/priyanka-chopra-says-announcing-the-white-tiger-oscars-nomination-made-it-more-special-1779794-2021-03-16"><span style="font-weight: 400;">Priyanka Chopra Jonas</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Ashok (Rajkummar Rao), o casal que sentiu um pouco do gosto da </span><i><span style="font-weight: 400;">liberdade</span></i><span style="font-weight: 400;"> americana. Você provavelmente já ouviu falar dos </span><i><span style="font-weight: 400;">white saviors,</span></i><span style="font-weight: 400;"> mas o longa nos introduz a um novo segmento dessa classe, os </span><i><span style="font-weight: 400;">american saviours</span></i><span style="font-weight: 400;">. O que seria de um filme que trata dos costumes de um país asiático sem a inserção dos valores ocidentais, não é mesmo? Essa visão é nítida nos diálogos do casal, que considera o serviçal um mero atraso da sociedade, e que eles serão os responsáveis por colocar fim a desigualdade na Índia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, obviamente esse pensamento só prevalece até certo ponto. Quando a dupla atropela uma criança em meio a uma madrugada regada à álcool, vemos uma quebra da narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Tigre Branco</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ao mesmo tempo em que Balram se torna ainda mais submisso &#8211; a ponto de assumir a culpa do ocorrido (com direito a contrato) -, vemos seus empregadores o tratarem de forma cada vez pior, culminando no fim do relacionamento entre Pinky e Ashok.</span></p>
<figure id="attachment_19992" aria-describedby="caption-attachment-19992" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-19992 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GPL3PHCR6ZEUDIXX7CM4K2VVEI.jpg" alt="A imagem é uma cena de O Tigre Branco. Ao fundo vemos Adarsh Gourav, um homem indiano de bigode longo, barba rala, olhos pretos, sobrancelhas grossas e cabelo liso e comprido. Ele encara a câmera de frente enquanto usa um paletó preto e por baixo uma camisa social florida e correntes de ouro. Ao fundo vemos 10 homens desfocados, todos usam camisas sociais brancas e possuem os braços colados ao corpo. Ainda mais atrás é possível ver uma vitrine azul." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GPL3PHCR6ZEUDIXX7CM4K2VVEI.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GPL3PHCR6ZEUDIXX7CM4K2VVEI-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GPL3PHCR6ZEUDIXX7CM4K2VVEI-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/GPL3PHCR6ZEUDIXX7CM4K2VVEI-768x403.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19992" class="wp-caption-text">Tentando quebrar o ciclo da miséria, o protagonista subverte as relações patrão-funcionário ao inaugurar sua empresa de motoristas (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante da temporada de premiações, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">não perdeu tempo em produzir filmes estratégicos que pudessem concorrer nas mais diversas categorias. A obra baseado no </span><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">New York Times</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Aravind Adiga, foi indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">de Melhor Roteiro Adaptado, e, por mais que não possamos necessariamente classificá-lo como um produto de </span><a href="http://jornalismojunior.com.br/duas-industrias-dois-mundos-o-que-hollywood-tem-a-ver-com-bollywood/"><i><span style="font-weight: 400;">Bollywood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The White Tiger</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; título original em inglês &#8211; tenta reproduzir o feito de Bong Joon-Ho e </span><a href="http://revistadecinema.com.br/2021/01/tigre-branco-indiano-tenta-repetir-sucesso-de-parasita-no-oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Parasita</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do ano anterior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, o otimismo em relação à vitória do filme de Ramin Bahrani recebe panos quentes. O roteiro de Bahrani ficou longe de ser o favorito, já que a categoria está nas mãos de Chloé Zhao com </span><a href="https://personaunesp.com.br/nomadland-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nomadland</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ou Florian Zeller com </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-sobre-os-indicados-ao-oscar-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Pai</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, apenas a participação do filme já foi uma surpresa interessante, principalmente indicando a narrativa fluida e agitada do cineasta. No fim, o importante movimento de transição que dá cada vez mais espaço para a população sub representada agradece</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa pode ser classificado de forma episódica, visto que são perceptíveis os atos que dividem a trajetória do personagem principal. A primeira virada de chave ocorre logo em seguida da mudança citada acima. </span><i><span style="font-weight: 400;">Odiamos nossos mestres atrás de uma fachada de amor, ou os amamos sob uma fachada de ódio? </span></i><span style="font-weight: 400;">Esse é o questionamento que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tTt9Ik8teA4"><span style="font-weight: 400;">Balram</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz para finalmente começar a passar a perna em quem o tratou como lixo por mais de 120 minutos de tela. Vem daí o novo objetivo principal: a bolsa vermelha.</span></p>
<figure id="attachment_19987" aria-describedby="caption-attachment-19987" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19987" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1.jpeg" alt="A imagem é uma cena do filme O Tigre Branco. Ao centro, vemos Adarsh Gourav, um homem indiano de bigode longo, barba rala, olhos pretos, sobrancelhas grossas e cabelo liso e comprido. Ele olha pra câmera como se estivesse olhando de frente para um espelho. Ela escova os dentes e abre um sorriso cheio de pasta na boca e no bigode. Ao fundo a imagem fica desfocada numa coloração azul escuro." width="1024" height="553" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1-300x162.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1-768x415.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19987" class="wp-caption-text">O trabalho e carisma de Gourav &#8211; responsável por indicá-lo como Melhor Ator ao BAFTA 2021 &#8211; mantém a atenção do espectador durante as mais de duas horas de filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A verdade é que os mocinhos ricos não são tão bonzinhos assim, e a maleta cheia de propina de Ashok prova tudo isso &#8211; se o público brasileiro não havia se identificado com a desigualdade, com certeza a corrupção deu conta do recado. Assim, vemos o terceiro ato se desdobrando, juntamente da aparição fantasmagórica do pai de Balram. As trapaças, roubos e aproveitamentos em cima do patrão já não bastam mais, é preciso trocar de posição, não há mais espaço para o antigo Ashok.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A etapa final retoma o início de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Tigre Branco</span></i><span style="font-weight: 400;">, logo que voltamos a ver Balram com seu terno elegante e cartazes de procurado. Em meio a tudo isso, uma dúvida se levanta no ar: o rosto estampado nos folhetos é resultado da morte arranjada ou do assassinato real? Nada disso importa, já que a criatura que nasce uma vez a cada geração &#8211; o tigre branco &#8211; está novamente entre nós, e, assim como o grande </span><a href="https://www.aa.com.tr/en/culture/muhammad-iqbal-greatest-intellectual-of-islamic-culture-/2037163"><span style="font-weight: 400;">Iqbal</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos conta, </span><i><span style="font-weight: 400;">quando você reconhece o que é belo neste mundo, você deixa de ser escravo</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Tigre Branco | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/igsPME8oEO0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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