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	<title>Arquivos PomPoko - A Grande Batalha dos Guaxinins &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Há 40 anos, o Studio Ghibli plantava um legado que floresce até hoje</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 14:04:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos e Maira Cavenaghi Originalmente marcado do dia 18 de setembro ao dia 1 de outubro de 2025, a primeira parte do Ghibli Fest, festival de cinema realizado a fim de comemorar os 40 anos do célebre estúdio de animação japonesa Ghibli, fez tanto sucesso entre o público brasileiro que estenderam a programação em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/texto-ghibli-fest-40-anos-do-studio-ghibli/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 40 anos, o Studio Ghibli plantava um legado que floresce até hoje"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35937" aria-describedby="caption-attachment-35937" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35937" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-7-800x433.png" alt="Esta é uma imagem com o logo do Studio Ghibli, um famoso estúdio de animação japonês. O fundo é de um azul vibrante e sólido. No centro, há um desenho de contorno preto do personagem Totoro, uma criatura grande e peluda com orelhas pontudas, visto de perfil. Em cima de sua cabeça, há um Totoro menor. Sobre a imagem, está escrito &quot;STUDIO GHIBLI&quot; em letras brancas, com caracteres em japonês logo acima." width="800" height="433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-7-800x433.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-7-1024x555.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-7-768x416.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-7-1536x832.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-7-1200x650.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-7.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35937" class="wp-caption-text">Há rumores entre os fãs que o nome do estúdio remete ao modelo de avião italiano desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial, Caproni Ca.309 Ghibli, uma referência a paixão de Miyazaki pela aviação (Foto: Studio Ghibli)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Marinhos e Maira Cavenaghi</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Originalmente marcado do dia 18 de setembro ao dia 1 de outubro de 2025, a primeira parte do </span><a href="https://www.ingresso.com/filmes/ghibli-fest-2025"><i><span style="font-weight: 400;">Ghibli Fest</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, festival de cinema realizado a fim de comemorar os 40 anos do célebre estúdio de animação japonesa </span><i><span style="font-weight: 400;">Ghibli</span></i><span style="font-weight: 400;">, fez tanto sucesso entre o público brasileiro que estenderam a programação em mais 15 dias. Durante quase um mês, 14 longas metragens foram relançados em cinemas de todo o país, incluindo tanto grandes clássicos, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-viagem-de-chihiro-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Viagem de Chihiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2001) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-tumulo-dos-vagalumes-totoro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Totoro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1988), quanto obras menos conhecidas do estúdio, porém não menos surpreendentes, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Posso Ouvir o Oceano</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1993).</span></p>
<p><span id="more-35935"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Studio Ghibli</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi fundado em 1985 pelos diretores Hayao Miyazaki e Isao Takahata em parceria com o produtor Toshio Suzuki. Antes do início formal do estúdio, o trio de cineastas desenvolveu junto o filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Nausicaä do Vale do Vento</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1984), baseado em um </span><a href="https://editorajbc.com.br/mangas/colecao/nausicaa-do-vale-do-vento/"><span style="font-weight: 400;">mangá</span></a><span style="font-weight: 400;"> escrito por Miyazaki. Após a boa recepção da animação pelo público, o grupo de animadores dedicou-se na produção do primeiro filme oficial do recém criado </span><i><span style="font-weight: 400;">Studio Ghibli</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">Castelo no Céu</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1986). Ambos já trazem como ponto principal da narrativa a crítica à crise climática, tema constantemente explorado por Miyazaki em grande parte de suas obras. Outro ponto marcante é a abordagem fantástica e poética escolhida para os filmes, tanto no aspecto narrativo quanto nas suaves ilustrações, estilo que tornou-se marca registrada do estúdio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sequência, em 1988, o estúdio lançou dois filmes </span><a href="https://youtu.be/rWfbpG2Ia2g?si=eRphWcpB42-8PSRN"><span style="font-weight: 400;">no mesmo dia</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Totoro</span></i><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Miyazaki, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-tumulo-dos-vagalumes-totoro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Túmulo dos Vagalumes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Takahata. Essa estratégia foi adotada devido ao caráter contrastante das animações, uma vez que, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Totoro</span></i><span style="font-weight: 400;"> continuava a atmosfera fantástica das primeiras obras do diretor, inclusive amenizando a narrativa para uma abordagem mais mágica e lúdica, própria para o público infantil, o filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Túmulo dos Vagalumes</span></i><span style="font-weight: 400;"> focava no impacto da Segunda Guerra Mundial na população civil japonesa. Ambos são considerados marcos do Cinema, porém a obra de Miyazaki consolidou o </span><i><span style="font-weight: 400;">Studio Ghibli</span></i><span style="font-weight: 400;"> no imaginário popular mundial, com a imagem do Totoro sendo utilizada até os dias atuais como a principal logo do estúdio.</span></p>
<figure id="attachment_35943" aria-describedby="caption-attachment-35943" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35943" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image9-800x450.png" alt="Esta é uma fotografia de Hayao Miyazaki, o aclamado diretor do Studio Ghibli. Ele é um homem idoso, de cabelos e barba brancos, e usa óculos de armação escura. Ele veste um smoking preto com uma gravata borboleta e sorri calorosamente para a câmera. Com as duas mãos, ele segura orgulhosamente uma estatueta do Oscar, que é dourada e brilhante. O fundo é predominantemente dourado e desfocado, sugerindo que ele está em um palco durante uma cerimônia de premiação." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image9-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image9-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image9-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image9.png 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35943" class="wp-caption-text">Miyazaki é o segundo japonês na história a receber o Governors Awards, Prêmio Honorário da Academia. O primeiro foi Akira Kurosawa em 1990 (Foto: Frazer Harrison)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Studio Ghibli</span></i><span style="font-weight: 400;"> está, definitivamente, consolidado no panteão da indústria cinematográfica mundial. A recente consagração com uma </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/festival-de-cannes-studio-ghibli-recebera-palma-de-ouro-honoraria/"><span style="font-weight: 400;">Palma de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> honorária no Festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cannes</span></i><span style="font-weight: 400;"> – a primeira concedida a uma entidade coletiva como um estúdio – e a conquista de um segundo Oscar de Melhor Animação por </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-menino-e-a-garca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Menino e a Garça</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2024) também reconhecem seu sinônimo de Cinema da mais alta estirpe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além da beleza e técnica, suas narrativas exploram a complexidade da experiência humana, a nossa relação com a natureza e a busca por identidade, tudo envolto em um profundo senso de humanismo.</span> <span style="font-weight: 400;">Essa perpetuação também tem o </span><i><span style="font-weight: 400;">Ghibli Fest</span></i><span style="font-weight: 400;"> como mecanismo para além de sua celebração de 40 anos, que leva os clássicos do estúdio de volta às salas de cinema em escala global e possibilita que sejam redescobertos por </span><a href="https://www.meioemensagem.com.br/marketing/studio-ghibli-onda-nas-redes-sociais-reacende-debate-sobre-ia-e-direito-autoral"><span style="font-weight: 400;">novas gerações</span></a><span style="font-weight: 400;"> e reinterpretados pelas antigas, agora dialogando com as ansiedades contemporâneas. </span></p>
<figure id="attachment_35940" aria-describedby="caption-attachment-35940" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35940" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-1-800x534.png" alt="Esta é uma fotografia da réplica em tamanho real do Castelo Animado, do filme &quot;O Castelo Animado&quot; do Studio Ghibli, localizada no Ghibli Park no Japão. A estrutura é uma construção fantástica e assimétrica, parecendo uma colagem de diferentes casas, canos e peças de metal, com uma base escura e enferrujada que se assemelha a uma criatura com pernas e canhões. Em um nível intermediário, há paredes coloridas, uma verde e outra branca. O cenário é um parque com vegetação rasteira, rochas e uma densa floresta ao fundo, sob um céu azul claro. À esquerda, está o personagem Espantalho, com um chapéu-coco e um casaco esfarrapado." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-1-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-1-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image6-1.png 820w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35940" class="wp-caption-text">No Ghibli Park, os visitantes podem entrar em uma réplica do Castelo Animado, localizado no setor do Vale das Bruxas (Foto: PR Times)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre uma cultura de </span><i><span style="font-weight: 400;">burnout</span></i><span style="font-weight: 400;">, crise climática e instabilidade geopolítica, não assistimos a </span><i><span style="font-weight: 400;">O Serviço de Entregas da Kiki</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1989) ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Nausicaä do Vale do Vento</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1984) da mesma forma que o público de suas épocas. Sentimos até de forma mais íntima. A partir disso, podemos nomear esse gigante da animação como um dos embaixadores do </span><a href="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/257857?show=full"><i><span style="font-weight: 400;">Cool Japan</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – o nome do </span><i><span style="font-weight: 400;">soft power</span></i><span style="font-weight: 400;"> que apresenta a cultura japonesa para o mercado global –, que molda e constrói a ponte cultural que volta a audiência internacional e sua percepção quanto ao país e sua cultura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso do estúdio não se restringe apenas às bilheterias arrecadadas, com diversos produtos derivados das animações comercializados internacionalmente, desde os mais comuns, como roupas, até réplicas de itens célebres dos longas-metragens. Assim como o seu contraponto ocidental, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Estúdio Ghibli</span></i><span style="font-weight: 400;"> também abriu seu próprio parque de diversões em Nagoia com ambientações inspiradas nos universos fantásticos das suas histórias, tornando realidade o sonho dos fãs de explorar florestas com seres mágicos</span> <span style="font-weight: 400;">e visitar chalés aconchegantes, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Totoro</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1988). Em menor escala, em Tóquio tem o </span><a href="https://www.ghibli-museum.jp/en/films/"><span style="font-weight: 400;">Museu </span><i><span style="font-weight: 400;">Ghibli</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde, além de exposições sobre a história do estúdio, os visitantes podem apreciar curtas-metragens exclusivos, inclusive alguns dirigidos pelo Miyazaki. </span></p>
<figure id="attachment_35942" aria-describedby="caption-attachment-35942" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35942" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image8.png" alt="Esta é uma fotografia em ambiente externo dos cineastas japoneses Hayao Miyazaki, à esquerda, e Isao Takahata, à direita, co-fundadores do Studio Ghibli. Miyazaki, com seus característicos cabelos brancos e óculos, veste um avental branco sobre uma camisa de manga curta e segura um machado fincado em um toco de madeira. Ao seu lado, Takahata veste uma camisa social clara de manga curta e calças escuras, segurando um casaco. Ambos olham para cima, para algo fora do campo de visão, em frente a uma casa de madeira escura com vegetação verde e uma pilha de lenha ao fundo." width="630" height="307" /><figcaption id="caption-attachment-35942" class="wp-caption-text">Alguns críticos interpretam que o filme mais recente de Miyazaki, O Menino e a Garça, é inspirado no seu relacionamento com Takahata, o qual faleceu em 2018 (Foto: Brutus Magazine)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A identidade artística do </span><i><span style="font-weight: 400;">Studio Ghibli</span></i><span style="font-weight: 400;"> é também resultado de uma coalizão criativa entre seus dois fundadores/diretores, Miyazaki e Takahata. A relação entre eles, documentada em obras como </span><i><span style="font-weight: 400;">O Reino dos Sonhos e da Loucura </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013), é frequentemente descrita como uma rivalidade de mangá </span><a href="https://www.omelete.com.br/anime-manga/lista-rivais-animes-sasuke"><i><span style="font-weight: 400;">shounen</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em que dois amigos e rivais que se impulsionam mutuamente para a excelência, cada um buscando superar o trabalho do outro. Essa tensão dialética e não monolítica foi, possivelmente, um dos ingredientes na fórmula para o sucesso arrebatador do estúdio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miyazaki infunde em suas obras um otimismo humanista fundamental, uma crença resiliente de que, apesar de tudo, vale a pena viver neste mundo. Takahata, por outro lado, inclinava-se para um realismo frequentemente doloroso e pessimista. Seus filmes, como o devastador </span><a href="https://dialogosinternacionais.com.br/?p=3355"><i><span style="font-weight: 400;">O Túmulo dos Vagalumes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tocam em nervos expostos da história e da condição humana.</span> <span style="font-weight: 400;">Essa dicotomia estendia-se também à sua abordagem estilística. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Takahata era um experimentalista, alterando radicalmente o estilo de animação para servir à história, como visto na estética de tirinhas de jornal de </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-meus-vizinhos-os-yamadas/"><i><span style="font-weight: 400;">Meus Vizinhos os Yamadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1999) ou na beleza etérea de aquarela de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Conto da Princesa Kaguya </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013). Já Miyazaki, embora igualmente detalhista, opera dentro de uma fantasia mais consistente, onde o realismo serve para ancorar o fantástico e dar peso a mundos imaginários. </span></p>
<figure id="attachment_35936" aria-describedby="caption-attachment-35936" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35936" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-7-800x450.png" alt="Cena da animação Nausicaä do Vale do Vento, do Studio Ghibli. A imagem retrata uma personagem em um cenário de floresta fantástica e sombria, com tons predominantes de roxo e azul escuro. A personagem, usando um traje azul, capacete e uma máscara, segura uma arma longa e parece estar em alerta. À sua frente, há uma grande criatura insetoide de cor avermelhada com múltiplos olhos. O ambiente é preenchido por plantas estranhas e altas, algumas com pontas brancas e brilhantes, e estruturas que se assemelham a cogumelos gigantes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-7-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-7-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-7.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35936" class="wp-caption-text">O mangá original de Nausicaä contém 7 volumes, lançados entre 1982 e 1994, e atualmente já foram vendidas mais de 10 milhões de cópias apenas no Japão (Foto: Studio Ghibli)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado antes da fundação oficial do estúdio, mas considerado seu precursor espiritual, </span><a href="https://reporterpopular.com.br/nausicaa-do-vale-do-vento-e-a-alegoria-da-industrializacao/"><i><span style="font-weight: 400;">Nausicaä do Vale do Vento</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1984) foi concebido na Guerra Fria. Sua narrativa é em um mundo pós-apocalíptico, devastado pelo dito Sete Dias de Fogo e coberto por uma selva tóxica, uma alegoria ao medo de um inverno nuclear. Hoje, essa mesma imagem adquire uma relevância literal e assustadora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma década depois, Miyazaki revisitaria a tensão entre a humanidade e a natureza de uma forma ainda mais conflituosa em </span><a href="https://tesouracomponta.com/o-relancamento-de-princesa-mononoke-a-ferida-ainda-nao-cicatrizou/"><i><span style="font-weight: 400;">Princesa Mononoke</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1997). Se em </span><i><span style="font-weight: 400;">Nausicaä</span></i><span style="font-weight: 400;"> a esperança reside na compreensão e coexistência com uma natureza alienígena, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mononoke</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta um conflito irreconciliável entre o progresso industrial da Cidade de Ferro, liderada pela pragmática Lady Eboshi, e os deuses-animais da floresta, representados pela selvagem San. A violência é explícita e as lealdades são complexas, no entanto a possibilidade de um equilíbrio, ainda que frágil, permanece como um ideal </span><i><span style="font-weight: 400;">miyazakiano</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_35941" aria-describedby="caption-attachment-35941" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35941" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image7-800x463.png" alt="Cena da animação Pom Poko, do Studio Ghibli. A imagem exibe um exército de tanukis (cães-guaxinim japoneses) em pé e com aparência de guerreiros. No centro, um tanuki maior e mais proeminente, usando uma faixa vermelha na cabeça e uma armadura, lidera o grupo com uma expressão séria. Os demais tanukis ao fundo também usam faixas coloridas na cabeça, empunham cajados de madeira e mostram expressões de raiva e determinação. A cena se passa à noite, sob um céu azul-escuro, e um dos tanukis segura uma pequena bandeira vermelha." width="800" height="463" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image7-800x463.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image7-1024x592.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image7-768x444.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image7-1200x694.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image7.png 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35941" class="wp-caption-text">Os guaxinins do filme Pompoko são inspirados no folclore japonês e assumem uma forma realista quando estão sob observação dos humanos, porém agem de forma antropomórfica quando sozinhos (Foto: Studio Ghibli)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">À primeira vista e por outro lado, de Takahata, </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-pompoko-a-grande-batalha-dos-guaxinins/"><i><span style="font-weight: 400;">PomPoko &#8211; A Grande Batalha dos Guaxinins</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1994) parece uma fábula ambientalista sobre a luta de </span><i><span style="font-weight: 400;">tanukis</span></i><span style="font-weight: 400;"> (cães-guaxinim) mágicos contra a expansão urbana de Tóquio. No entanto, fala sobre a destruição da cultura, do folclore e das tradições diante do avanço implacável do ‘progresso’ capitalista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os </span><a href="https://japanhousesp.com.br/jhsponline/yokai-tanuki-o-cao-guaxinim-que-atrai-prosperidade-e-boa-sorte/"><i><span style="font-weight: 400;">tanukis</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> usam sua magia para projetar uma visão fantasmagórica da paisagem como ela era antes do desenvolvimento – não uma natureza selvagem, mas um mosaico de fazendas, santuários e vilarejos. Isso revela que a luta é por um estilo de vida. Enquanto Miyazaki, tanto em </span><i><span style="font-weight: 400;">Nausicaä</span></i><span style="font-weight: 400;"> quanto em </span><i><span style="font-weight: 400;">Mononoke</span></i><span style="font-weight: 400;">, busca um caminho, por mais difícil que seja, para a harmonia ou um novo começo, a conclusão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pom Poko</span></i><span style="font-weight: 400;"> é majoritariamente pessimista e socialmente realista. A magia dos tanukis falha em deter o dito progresso. Não há pacto com a natureza ou vitória moral; a única saída é a assimilação, a perda de identidade em troca da sobrevivência. </span></p>
<figure id="attachment_35938" aria-describedby="caption-attachment-35938" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35938" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-3-800x433.png" alt="Cena da animação O Castelo Animado, do Studio Ghibli. A imagem mostra Sophie, uma jovem de cabelos brancos presos em uma trança, vestindo um longo azul com avental branco. Ela está de pé em uma escadaria externa, olhando para uma rua de uma cidade com arquitetura europeia. O céu e os prédios ao fim da rua estão dramaticamente pegando fogo e iluminados em tons de vermelho e laranja." width="800" height="433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-3-800x433.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-3-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-3-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-3-1200x649.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image4-3.png 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35938" class="wp-caption-text">O filme do Castelo Animado foi adaptado do livro homônimo da escritora americana Diana Wynne Jones publicado em 1986 (Foto: Studio Ghibli)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Castelo Animado</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2004) foi uma resposta de Miyazaki à Guerra do Iraque de 2003. Nesse mesmo ano, ele não estava presente na cerimônia do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> quando ganhou Melhor Animação pelo filme </span><i><span style="font-weight: 400;">A Viagem de Chihiro</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://www.latimes.com/archives/blogs/hero-complex-blog/story/2009-07-24/comic-con-miyazaki-breaks-his-silent-protest-of-americas-actions-in-iraq-with-visit-to-the-u-s"><span style="font-weight: 400;">entrevista ao </span><i><span style="font-weight: 400;">LA Times</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, explicou que “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não queria estar presente em um país que estava bombardeando o Iraque</span></i><span style="font-weight: 400;">”, destacando, novamente, os valores pacifistas do diretor. No filme, a guerra é retratada como anônima, sem sentido e terrivelmente destrutiva. Enormes naves de guerra bombardeiam cidades civis, as transformando em infernos de fogo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Howl, </span><a href="https://www.followthemoonrabbit.com/howls-moving-castle-people-dont-want-to-be-adults/"><span style="font-weight: 400;">o protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> subverte o arquétipo do herói de guerra. Ele é, na essência, um objetor de consciência que usa sua magia para evitar o combate. Quando é forçado a lutar, ele se transforma em uma criatura monstruosa, vez que a participação na violência é inerentemente desumanizadora. Sua luta, em paralelo, também é para proteger as pessoas que ama. Miyazaki, assim, transforma o pacifismo de dogmas em resistência pessoal e existencial.</span></p>
<figure id="attachment_35939" aria-describedby="caption-attachment-35939" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35939" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-1-800x497.png" alt="Cena da animação A viagem de chihiro, focando na protagonista. Ela é uma menina de cabelos castanhos e olhos grandes, com uma expressão de surpresa e bochechas coradas. Ela veste uma blusa branca e verde e segura um elástico de cabelo roxo. Ao fundo, na parede, há um pequeno quadro ou tapeçaria colorida com a figura de uma bruxa de chapéu pontudo e vestido escuro, além de um baú e outros elementos rústicos do cenário." width="800" height="497" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-1-800x497.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-1-1024x637.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-1-768x477.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image5-1.png 1184w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35939" class="wp-caption-text">Entre os filmes do estúdio, existem vários easter eggs de outros do mesmo universo, como o quadro de uma bruxinha em A Viagem de Chihiro (Foto: Studio Ghibli)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as obras mais aclamadas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Studio Ghibli</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-viagem-de-chihiro-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Viagem de Chihiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Serviço de Entregas da Kiki</span></i><span style="font-weight: 400;"> exemplificam a dualidade em conter críticas sociais e ao mesmo tempo, construídas como peças de entretenimento de altíssima qualidade. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Viagem de Chihiro</span></i><span style="font-weight: 400;">, vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um fenômeno global, a crítica ao capitalismo tardio e à cultura de consumo que permeia todo o longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://coisasdojapao.com/2020/12/cinco-lugares-que-parecem-cenas-de-spirited-away-do-studio-ghibli/"><span style="font-weight: 400;">casa de banhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos espíritos é um microcosmo da sociedade, regida por Yubaba, uma feiticeira em trajes ocidentais como poder corporativo personificado. Seu primeiro ato é roubar o nome de seus empregados, apagando sua identidade em troca de trabalho. Assim, o consumo é associado à perda enquanto os pais de Chihiro viram porcos por sua avidez, e o </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000063369/"><span style="font-weight: 400;">Sem Rosto</span></a><span style="font-weight: 400;">, personificação da ansiedade de identidade, tenta preencher seu vazio consumindo os outros, tornando-se um monstro insaciável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, parte do apelo universal de </span><i><span style="font-weight: 400;">Chihiro</span></i><span style="font-weight: 400;"> reside em sua capacidade de ser apreciado puramente como uma espetacular aventura de amadurecimento. A construção de seu mundo, repleto de deuses e espíritos da mitologia japonesa é visualmente deslumbrante. Da mesma forma, </span><a href="https://valkirias.com.br/o-servico-de-entregas-da-kiki/"><i><span style="font-weight: 400;">O Serviço de Entregas da Kiki</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traz crise de Kiki, na qual ela perde sua capacidade de voar em uma metáfora para a exaustão criativa que ocorre quando a paixão vira trabalho, e sua ruca reside em seus afetos e nas pequenas felicidades e gentilezas do dia-a-dia.</span></p>
<figure id="attachment_35946" aria-describedby="caption-attachment-35946" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35946 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-6-800x449.png" alt="Cena da animação &quot;Eu Posso Ouvir o Oceano&quot;, do Studio Ghibli. A imagem mostra os protagonistas Taku Morisaki, à esquerda, e Rikako Muto, à direita, sentados lado a lado dentro de um avião. Taku, de cabelo preto e jaqueta vermelha, olha para baixo com fones de ouvido. Rikako, de longos cabelos pretos e blusa listrada, olha para o lado com uma expressão pensativa. Os assentos do avião são azuis e o logo da companhia aérea ANA é visível." width="800" height="449" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-6-800x449.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-6-1024x575.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-6-768x431.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-6-1200x674.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-6.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35946" class="wp-caption-text">O filme Eu Posso Ouvir o Oceano é uma adaptação da série de livros de mesmo nome criada por Saeko Himoru (Foto: Studio Ghibli)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzido como um filme para a televisão por uma equipe mais jovem do estúdio e por outro diretor, Tomomi Mochizuki, </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-eu-posso-ouvir-o-oceano/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Posso Ouvir o Oceano</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1993) é uma obra singular no cânone </span><i><span style="font-weight: 400;">Ghibli</span></i><span style="font-weight: 400;"> – um drama realista e contido. Visto hoje, a produção é uma cápsula do tempo de um mundo brevemente pré-internet. Sua trama de triângulo amoroso adolescente é impulsionada por mal-entendidos, telefonemas perdidos, encontros desencontrados e a lenta troca de cartas – conflitos inconcebíveis hoje. O longa serve como um contraponto melancólico e fora da curva no estúdio, com apenas uma hora é também um dos menos vistos e aclamados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao incluir esses filmes menos consolidados, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Ghibli Fest</span></i><span style="font-weight: 400;"> cria espaço para celebrar não apenas seus grandes mestres, como Miyazaki e Takahata, mas também todos os outros diretores e profissionais que participaram ativamente da formação da filmografia do estúdio. No início de 2026, está programada para acontecer a segunda parte do festival, com oito novos filmes ainda não relançados durante essa fase inicial. É a oportunidade perfeita para rever seus filmes favoritos ou se aventurar pela primeira vez no universo encantador das animações do </span><i><span style="font-weight: 400;">Studio Ghibli</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
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