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	<title>Arquivos Peter Green &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Há 50 anos, Fleetwood Mac renascia das cinzas sob o sol da Califórnia</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 13:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bianca Costa O ano era 1975, momento em que Fleetwood Mac estava à beira do desaparecimento. Assim, nasceu o décimo álbum da banda, o autointitulado Fleetwood Mac. Não era exagero, depois de quase dez anos mergulhados no blues britânico, trocando integrantes como quem tenta remendar uma embarcação furada, o grupo parecia ter perdido o próprio &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ha-50-anos-fleetwood-mac-renascia-das-cinzas-sob-o-sol-da-california/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 50 anos, Fleetwood Mac renascia das cinzas sob o sol da Califórnia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36981" aria-describedby="caption-attachment-36981" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-36981" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5.png" alt="Descrição: Capa do álbum Fleetwood Mac (1975). A imagem é em preto-e-branco e mostra duas pessoas em pé dentro de um arco de porta. À esquerda, uma figura alta, vestindo terno escuro e segurando uma bengala, olha para cima enquanto parece soprar ou segurar uma pequena esfera. À direita, outra pessoa, mais baixa, de barba e cabelos médios, está apoiada contra a parede com uma mão levantada. Acima deles, o nome ‘Fleetwood Mac’ aparece em letras grandes e estilizadas." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-36981" class="wp-caption-text">Capa do álbum Fleetwood Mac, lançado em 1975, o primeiro grande sucesso da banda (Foto: Herbert Worthington)</figcaption></figure>
<p><b>Bianca Costa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano era 1975, momento em que Fleetwood Mac estava à beira do desaparecimento. Assim, nasceu o décimo álbum da banda, o autointitulado </span><a href="https://m.youtube.com/watch?v=tpgmlk7OVg4"><i><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Não era exagero, depois de quase dez anos mergulhados no </span><i><span style="font-weight: 400;">blues </span></i><span style="font-weight: 400;">britânico, trocando integrantes como quem tenta remendar uma embarcação furada, o grupo parecia ter perdido o próprio pulso. Formada em 1967 por Peter Green, Mick Fleetwood, John McVie e Jeremy Spencer, o grupo nasceu como um projeto sólido de </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas a </span><a href="https://www-elle-com.translate.goog/culture/music/a42977664/fleetwood-mac-timeline/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc&amp;_x_tr_hist=true"><span style="font-weight: 400;">instabilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> criativa, marcada por saídas, crises e problemas pessoais, fez eles se perderem no próprio labirinto sonoro.</span></p>
<p><span id="more-36976"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi então que o acaso entrou em cena. Em 1974, enquanto buscavam um novo guitarrista, o produtor Keith Olsen ouviu uma demo de Lindsey Buckingham, jovem californiano que ao lado de Stevie Nicks, formava a dupla </span><i><span style="font-weight: 400;">Folk</span></i> <a href="https://rollingstone.com.br/musica/a-historia-de-origem-de-stevie-nicks-e-lindsey-buckingham/"><i><span style="font-weight: 400;">Buckingham Nicks</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1973). A gravação trazia algo raro: frescor, energia e uma luz que não existia há anos no universo da banda. Encantado, o produtor lançou a proposta da banda para Lindsey, que aceitou com uma condição: Stevie viria junto.</span></p>
<figure id="attachment_36980" aria-describedby="caption-attachment-36980" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36980" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-800x800.jpg" alt="Capa de um álbum em fotografia preto-e-branco. Dois jovens adultos aparecem dos ombros para cima, posando lado a lado e sem camisa. A pessoa à esquerda tem cabelos longos e escuros, olhar direto para a câmera e um colar com penas. A pessoa à direita tem cabelos cacheados e bigode, também olhando para a câmera. Acima deles, o título do álbum aparece em letras grandes e amarelas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4.jpg 984w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36980" class="wp-caption-text">Capa do disco Buckingham Nicks (1973), primeiro álbum da dupla e sua porta de entrada para a Fleetwood Mac (Foto: Jimmy Wachtel)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A chegada dos dois mudou tudo. Com Buckingham e Nicks, Fleetwood Mac deixou para trás a rigidez do </span><i><span style="font-weight: 400;">Blues </span></i><span style="font-weight: 400;">britânico e renasceu sob o sol da Califórnia, incorporando harmonias vocais luminosas, melodias arredondadas, letras mais íntimas e uma química que parecia finalmente completar o quebra-cabeça. A nova formação – Mick Fleetwood, John McVie, Christine McVie, Lindsey Buckingham e Stevie Nicks – forma a base do que se tornaria uma das </span><a href="https://www.radiorock.com.br/noticias/a-historia-complicada-de-fleetwood-mac-amores-e-conflitos"><span style="font-weight: 400;">bandas mais marcantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> da história do </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse encontro decisivo resultou em </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/5-curiosidades-sobre-disco-homonimo-de-fleetwood-mac-lista/"><i><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Batizado com o nome da banda e lançado em 11 de julho de 1975, o disco simboliza esse renascimento. É o primeiro registro da formação clássica, ainda recém-descoberta, e reflete a habilidade da banda em capturar a essência do momento e transformá-la em algo atemporal. Há nele uma leveza inesperada, como se cada integrante tivesse encontrado, finalmente, um lugar seguro dentro da própria música.</span></p>
<figure id="attachment_36979" aria-describedby="caption-attachment-36979" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36979" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-800x800.jpg" alt="Fotografia em preto-e-branco de cinco pessoas em um estúdio de gravação. À esquerda, uma mulher está sentada em uma cadeira, pernas cruzadas, usando botas de cano alto e uma saia longa. À direita, um homem está sentado no chão, reclinado, com expressão séria. Atrás deles, três pessoas estão de pé: uma mulher ao centro, ligeiramente sorrindo, e dois homens, um com barba e camisa aberta e outro com colete e camiseta branca. Cabos e equipamentos de estúdio aparecem no chão e no fundo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-768x767.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1200x1198.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36979" class="wp-caption-text">O começo do recomeço (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;"> “I’ve been afraid of changin” </span><i><span style="font-weight: 400;">(Eu tenho medo de mudanças)</span></i><span style="font-weight: 400;"> – </span><i><span style="font-weight: 400;">Landslide </span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Musicalmente, o disco traduz essa travessia entre sombra e luz, passado e futuro. Lindsey Buckingham busca energia </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">com arranjos precisos e guitarras elétricas; Christine McVie oferece o romantismo melancólico do piano; </span><a href="https://stevienicks-info.translate.goog/music/fleetwood-mac-1975/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc"><span style="font-weight: 400;">Stevie Nicks</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolve tudo em mistério, com uma poesia que parece vir de outro plano. O resultado é uma combinação que passeia do </span><i><span style="font-weight: 400;">Folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, do </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> à introspecção, sempre ancorada numa sensibilidade confessional, que se tornaria mais tarde, característica marcante da banda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abertura do disco parte de </span><a href="https://www.letras.mus.br/fleetwood-mac/14978/"><i><span style="font-weight: 400;">Monday Morning</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, composição de Buckingham. A letra fala sobre relacionamentos instáveis e o desejo de seguir em frente, metáfora perfeita para o momento. As faixas deslizam com uma naturalidade mágica entre estilos e emoções, sempre guiado por uma honestidade quase palpável. Não importa o ritmo ou a instrumentação: tudo no álbum parece sussurrar alguma verdade íntima sobre transição, perda e descoberta.</span></p>
<figure id="attachment_36977" aria-describedby="caption-attachment-36977" style="width: 551px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36977" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1.jpg" alt="Descrição: Capa com fundo amarelo. O nome da banda e o título “Rhiannon” aparecem em destaque. À direita, há uma foto em preto e branco dos cinco integrantes sentados de forma descontraída, com visual típico dos anos 1970. À esquerda, uma imagem menor do álbum e informações técnicas do disco." width="551" height="557" /><figcaption id="caption-attachment-36977" class="wp-caption-text">Poster sobre a gravação em vídeo de Rhiannon, música presente no álbum (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas faixas cristalizam isso: </span><i><span style="font-weight: 400;">Rhiannon</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, é o feitiço que define a persona de Stevie Nicks, uma mulher livre em movimento, quase sobrenatural. </span><i><span style="font-weight: 400;">Over My Head</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Say You Love Me</span></i><span style="font-weight: 400;"> revelam a delicadeza pop de Christine McVie, sempre navegando entre o romance e a vulnerabilidade. </span><a href="https://performingsongwriter-com.translate.goog/stevie-nicks-landslide/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc"><i><span style="font-weight: 400;">Landslide</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o centro emocional do disco: Nicks, diante da dúvida, criando uma das meditações mais suaves e profundas sobre mudança e amadurecimento dos anos 1970.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em complemento disso, Buckingham surge com guitarras luminosas que fazem o álbum vibrar. Sua intensidade aparece tanto no pop convidativo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Monday Morning</span></i><span style="font-weight: 400;"> quanto na escuridão de </span><a href="https://musicaboasemrotulos.blog/2025/06/12/fleetwood-mac-im-so-afraid/"><i><span style="font-weight: 400;">I’m So Afraid</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que fecha o disco como quem encara um espelho sem nem piscar. No conjunto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac</span></i><span style="font-weight: 400;"> consolida um encontro improvável entre mundos distintos. Cada faixa carrega fragmentos de identidades e feridas. E é justamente esse mosaico emocional que torna essas canções em algo tão duradouro e único: um retrato da banda prestes a se reinventar, ainda marcada pelo passado, mas já visando um vislumbre do futuro glorioso. </span></p>
<figure id="attachment_36978" aria-describedby="caption-attachment-36978" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36978" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-800x540.jpg" alt="Descrição: Fotografia em preto-e-branco de cinco pessoas posando lado a lado, sorrindo. Todos estão próximos e com os braços entrelaçados, transmitindo camaradagem. À esquerda, duas pessoas com barba e cabelo curto; ao centro, uma mulher loira com vestido escuro; à direita, outra mulher loira apoiando o braço no homem ao lado, que tem cabelo volumoso e barba. Todos estão usando roupas elegantes, típicas da década de 1970." width="800" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-800x540.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1024x691.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-768x518.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1536x1037.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1200x810.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36978" class="wp-caption-text">“Dreams unwind, love&#8217;s a state of mind” (sonhos se desenrolam, amor é um estado de espiríto) — Rhiannon (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sobre recomeçar. Abriu caminho para uma nova identidade sonora, marcou a união definitiva desses cinco músicos e trouxe à tona aquilo que a banda tinha de mais humano: o amor, o medo, a coragem, a crise e o desejo de reconstruir. Cada integrante escreve a partir de si, mas o resultado é coletivo. O público sentiu isso, e após mais de um ano de turnê, o álbum alcançou o primeiro lugar na </span><a href="https://www.billboard.com/charts/billboard-200/1975-12-13/"><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></a><span style="font-weight: 400;"> e vendeu milhões de cópias, inaugurando a fase mais brilhante do grupo e pavimentando o caminho para o lendário </span><a href="https://www.omelete.com.br/amp/musica/wikimetal-fleetwood-mac-rumours"><i><span style="font-weight: 400;">Rumours</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1977).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com esse disco, o </span><a href="https://open.spotify.com/artist/08GQAI4eElDnROBrJRGE0X?si=lx4F2qsqSVize6_OP_uM6A"><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac </span></a><span style="font-weight: 400;">deixou de ser uma banda britânica desconhecida e se transformou em um símbolo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> sofisticado dos anos 1970, equilibrando emoção, técnica, drama e doçura. Foi o início de uma era dourada, e também das tempestades emocionais que viriam depois. Porém, pelo menos por um breve instante tudo parecia novo, possível e cheio de luz.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Fleetwood Mac (Deluxe Edition)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0OQxaj2MqTb9nEtoTPfN4P?si=-syXtvhKTS2HX5ekWoNv_A&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
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