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	<title>Arquivos Persona Entrevista: Rian Córdova e Leonardo Menezes &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Persona Entrevista: Rian Córdova e Leonardo Menezes &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Persona Entrevista: Rian Córdova e Leonardo Menezes</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2021 22:11:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diretores de Luana Muniz &#8211; Filha da Lua detalham a importância da representatividade trans na Arte e as dificuldades do Cinema independente Caroline Campos e Vitor Evangelista Quatro meses atrás, o Persona entrou em contato com o emocionante longa Luana Muniz &#8211; Filha da Lua. Naquele agosto, mês que celebra os documentários brasileiros, tivemos a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/entrevista-rian-cordova-e-leonardo-menezes/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Persona Entrevista: Rian Córdova e Leonardo Menezes"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Diretores de Luana Muniz &#8211; Filha da Lua detalham a importância da representatividade trans na Arte e as dificuldades do Cinema independente</span></i></p>
<figure id="attachment_25380" aria-describedby="caption-attachment-25380" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-25380 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/filha-da-lua-wordpress.jpg" alt="Arte retangular horizontal de fundo vermelho. No lado esquerdo, foi adicionado o texto &quot;PERSONA ENTREVISTA&quot; na vertical, repetidas vezes. No centro, foi adicionada uma foto em preto e branco dos diretores Rian Córdova e Leonardo Menezes. No lado direito, foi adicionada uma imagem do poster de seu filme, Luana Muniz - Filha da Lua, e acima, foram adicionados seus nomes, &quot;rian córdova e leonardo menezes&quot;." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/filha-da-lua-wordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/filha-da-lua-wordpress-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/filha-da-lua-wordpress-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25380" class="wp-caption-text">Em dose dupla, o Persona Entrevista de hoje conta com os cineastas Rian Córdova e Leonardo Menezes, em uma conversa à respeito de seu mais novo longa, o documentário Luana Muniz &#8211; Filha da Lua (Foto: Reprodução/Arte: Jho Brunhara)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Campos e Vitor Evangelista</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quatro meses atrás, o Persona entrou em contato com o emocionante longa </span><a href="https://personaunesp.com.br/luana-muniz-filha-da-lua-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Naquele agosto, mês que celebra os documentários brasileiros, tivemos a oportunidade de, além de conferir as sutilezas e conhecer a jornada da personagem-título, entrevistar seus dois realizadores. Em uma breve conversa terça-feira antes do almoço, Rian Córdova e Leonardo Menezes relataram desde os processos de criação do filme até o que o futuro os reserva daqui para a frente.</span></p>
<p><span id="more-25366"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dupla, que já tem experiência na Arte de documentar a vida de ícones da comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">do país, demorou um pouco para ver</span><i><span style="font-weight: 400;"> Luana Muniz</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas telonas, visto que o filme estreou de fato em 2017, no atual Festival LGBTQIA+ do Rio de Janeiro, mas só pôde ser apreciado pelo público em 2021. </span><i><span style="font-weight: 400;">“A gente sabe um pouco das questões que envolvem o descaso da Secretaria de Cultura Federal em relação a processos da Cultura – o </span></i><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/incendio-atinge-galpao-da-cinemateca-brasileira-em-sao-paulo-25132681#:~:text=RIO%20%E2%80%94%20Um%20inc%C3%AAndio%20atingiu%20um,da%20noite%20desta%20quinta%2Dfeira.&amp;text=A%20institui%C3%A7%C3%A3o%20enfrentou%20quatro%20inc%C3%AAndios,um%20novo%20inc%C3%AAndio%20%C3%A9%20real."><i><span style="font-weight: 400;">incêndio da Cinemateca</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> é um dos exemplos mais recentes – e a gente fica muito feliz que finalmente o filme vai poder chegar nos cinemas”</span></i><span style="font-weight: 400;">, conta Leonardo. </span></p>
<figure id="attachment_25375" aria-describedby="caption-attachment-25375" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-25375 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371.jpg" alt="Foto retangular. Luana Muniz, uma mulher branca, com batom vermelho, maquiagem dourada e unhas vermelhas olha no espelho, com as mãos no rosto." width="1200" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371-800x320.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371-1024x410.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1813371-768x307.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25375" class="wp-caption-text">Sobre o futuro da representatividade trans na Arte, Leonardo foi enfático: “que elas sejam protagonistas de novela, que elas sejam o que elas quiserem ser, porque talento está aí em todo mundo” (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dessa demora para a concretização do sonho de colocar Muniz no posto de estrela de Cinema, os diretores revelam felicidade diante do crescente número de pessoas trans e travestis em </span><a href="https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2020/erika-hilton-como-afro-transexual-da-periferia-tornou-se-mulher-mais-votada-do-brasil-1-24762943"><span style="font-weight: 400;">posição de poder</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil de 2017 para cá. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Faz a gente relembrar a importância de ter histórias sobre travestis e transgêneros como protagonistas no Cinema nacional”,</span></i><span style="font-weight: 400;"> complementa o cineasta. E se tem algo que Luana Muniz se qualifica como, com certeza é no papel de protagonista. A mulher, que </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/gente,morre-luana-muniz-a-travesti-ativista-que-ficou-famosa-ao-posar-ao-lado-do-padre-fabio-de-melo,70001767808"><span style="font-weight: 400;">faleceu em 2017</span></a><span style="font-weight: 400;"> devido a complicações de uma pneumonia, infelizmente não chegou a ver sua trajetória nas telonas, mas, como os relatos que compõem o filme mostram, sua presença será sentida enquanto sua mensagem for compartilhada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz era comprometida com a verdade, define Rian. A dupla conheceu a artista por conta de sua </span><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/apos-materia-no-profissao-reporter-travesti-vira-famosa-e-da-autografos/"><span style="font-weight: 400;">aparição no Profissão Repórter</span></a><span style="font-weight: 400;"> – onde ela esbravejou pelas ruas cariocas que </span><i><span style="font-weight: 400;">“travesti não é bagunça!”</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, mas eles se aproximaram mesmo no processo de criação do filme</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y1AzIZIijVA"><i><span style="font-weight: 400;">Lorna Washington: Sobrevivendo a Supostas Perdas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que colocava foco na jornada da transformista e amiga próxima de Muniz. </span><i><span style="font-weight: 400;">“A luta dela era por esse reconhecimento de tratamento digno, que por conta do Brasil ser uma sociedade machista e homofóbica, elas passaram, especialmente Luana, por todo esse processo de opressão que as travestis passam no Brasil”</span></i><span style="font-weight: 400;">. De fato, Luana construiu sua história da maneira que quis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua potente rede de proteção ganha foco ao longo dos quase oitenta minutos do documentário, e como ilustra a direção, foi fundamental para a construção da imagem da mulher. Essa característica se torna até estética, ao passo que Muniz primeiro nos é apresentada por terceiros para só então dar as caras na telona. O cuidado em ouvir esses personagens, em sua maioria mulheres trans e travestis, foi primordial para a produção. Sendo dirigido por dois homens cis, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;"> teve o tato de iluminar as mulheres que, assim como a protagonista, batalham por uma vida digna.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Criar uma história coletiva, claro que é sobre a Luana e a vida dela, mas de certa forma é uma história compartilhada pelo fato da Luana ter sido essa referência na vida de tantas e tantos”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_25368" aria-describedby="caption-attachment-25368" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-25368 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua.jpg" alt="Foto de Luana Muniz, um mulher loira e idosa, usando roupas intimas estilo cabaret, vermelhas e pretas, e com uma perna levantada, em frente a uma cortina brilhante. Ela está de lado, piscando com o olho direito e segurando plumas vermelhas ao lado corpo. A sua frente, vemos a cabeça de várias pessoas que assistem ao espetáculo." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/1-frame1_Luana-Muniz-Filha-da-Lua-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25368" class="wp-caption-text">“A travesti precisa se impor, senão a sociedade a engole” (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o que era para ser um filme para homenagear uma vida em plena atividade, se tornou um documentário póstumo que não se acanha em celebrar a trajetória controversa de sua estrela. Como Luana faleceu na reta final das filmagens, Leonardo Menezes e Rian Córdova mudaram os rumos da produção e abriram uma nova leva de gravações para trazer especialmente esse “olhar para trás” das vidas que foram fortalecidas pela artista e, de quebra, não deixar o nome Luana Muniz se perder no limbo da frágil memória brasileira – até porque, para Rian, o interessante é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y_96MA6_mjs"><span style="font-weight: 400;">contar histórias novas</span></a><span style="font-weight: 400;"> pouco visibilizadas, e não reproduzir biografias batidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E quando se trata de Luana, ambos os realizadores se recordam de sua figura com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=R8KVci0qiV0"><span style="font-weight: 400;">muito carinho</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ela não mudava pelo fato da câmera estar ligada ou desligada. Ela era quem ela era, quer você goste ou não”</span></i><span style="font-weight: 400;">, relembra Leonardo, enquanto Rian complementa: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu acho que ela ficaria orgulhosa e feliz de ver que a força dela inspira tantas pessoas ainda. A Luana vive de fato uma saga de heroína onde a gente fica torcendo para que ela vença no final”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seja pela alcunha de Filha da Lua, Rainha da Lapa ou Guardiã das Travestis, o fato é que resgatar a memória de Luana Muniz em </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/11/4963887-no-mundo-a-cada-10-assassinatos-de-pessoas-trans-quatro-foram-no-brasil.html"><span style="font-weight: 400;">pleno 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, no país que mais mata pessoas trans do mundo, é um ato de coragem e uma reafirmação da importância histórica da dona daquele Casarão rosa na avenida Mem de Sá.</span></p>
<figure id="attachment_25374" aria-describedby="caption-attachment-25374" style="width: 725px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25374 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/20171119-ta-achando-que-travesti-e-bagunca-o-documentario.jpg" alt="Foto vertical de um grafite. Nele, vemos a representação de Luana Muniz com uma coroa, vestido preto, sentada no trono e com um balão de fala &quot;TRAVESTI NÃO É BAGUNÇA&quot;. Ao redor, várias palavras completam o desenho como &quot;LAPA&quot; &quot;DIGNIDADE&quot; e &quot;RESPEITO&quot;" width="725" height="906" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/20171119-ta-achando-que-travesti-e-bagunca-o-documentario.jpg 725w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/20171119-ta-achando-que-travesti-e-bagunca-o-documentario-640x800.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25374" class="wp-caption-text">“Evidenciar quem você quer ser é uma mensagem muito poderosa” (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Pesquisando, a gente se deparou com o documentário </b><b><i>Lorna Washington: Sobrevivendo a Supostas Perdas</i></b><b>, também dirigido por vocês dois. Como funciona esse trabalho em equipe? Como vocês separam as tarefas?</b></p>
<p><b>Leonardo:</b> <i><span style="font-weight: 400;">“É um trabalho complementar, eu assumo as partes técnicas, gravação, montagem final, e o Rian faz a parte de idealização do roteiro, contatos, pré-entrevistas. Nos dois filmes, Rian ficou mais com o roteiro, e depois nós comentávamos como seria a narrativa presente no filme, com se encaixam os momentos. Fazer a Luana aparecer no filme um pouco tarde depois das pessoas falarem sobre ela; fazer esse recorte cronológico no filme, primeiro conhecer ela e depois sua história e ver os impactos na vida dos outros. Nos dividimos, sempre alguém está fazendo algo mas enquanto cinema independente nós dividimos tarefas”.</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Se vocês pudessem escolher alguma outra figura marcante para documentar, qual seria e por quê?</b></p>
<p><b>Leonardo:</b> <i><span style="font-weight: 400;">“Vou misturar um pouco das duas na resposta. Agora, a gente está olhando para projetos que retratam mais coletivos e grupos do que especificamente uma pessoa. A gente está olhando, por exemplo, para um projeto sobre relação entre gerações LGBT, então a gente está retratando isso com filmes, e a gente já captou grande parte do material. Até porque a pandemia deixou isso um pouco mais difícil. Então a gente gravou tanto no </span></i><a href="http://www.boatelacueva.com.br/"><i><span style="font-weight: 400;">La Cueva</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, era a balada mais antiga do Brasil, que a gente espera que reabra, está fechada há quase um ano e meio, é uma balada que existe desde 1964 aqui no Rio e era majoritariamente frequentada por pessoas mais idosas, LGBT, então claro é um espaço que requer todo um cuidado nessa reabertura que a gente espera que reabram. Lá, aconteceu as primeiras edições da festa V de Viadão, uma festa majoritariamente mais jovem, com pessoas em torno de vinte e poucos anos, mas as primeira edições foram no La Cueva, então tinha essa mistura entre pessoas de vinte e poucos anos com pessoas de sessenta, setenta anos, na mesma festa, e a gente achava isso muito interessante, de poder retratar essa intergeracionalidade LGBT, até porque pouco se fala sobre a terceira idade LGBT. Então mostrar isso numa conexão com frequentadores mais jovens.”</span></i></p>
<figure id="attachment_25369" aria-describedby="caption-attachment-25369" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25369 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1.jpg" alt="Cena do documentário Luana Muniz - Filha da Lua. A foto é dentro do camarim e mostra Luana Muniz sentada, gesticulando e com uma expressão de sorriso no rosto. Ela veste um vestido prata brilhoso, tem cabelos castanhos modelados alto na cabeça e as unhas estão pintadas de vermelho. Ao fundo, vemos espelhos e produtos de beleza desfocados." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Luana1_GuilhermeCorrea-scaled-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25369" class="wp-caption-text">“Do Rio a Belém, de São Luís a Porto Alegre, você via que as pessoas realmente choravam junto, davam gargalhadas até em momentos tensos (&#8230;) Tanto dentro quanto fora do Brasil, é curioso como as pessoas se conectam a figura dela” (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Quais são seus próximos passos, em dupla ou individuais?</b></p>
<p><b>Leonardo: </b><i><span style="font-weight: 400;">“Outro que a gente também está olhando é para a cena transformista do Rio de Janeiro na época pré-pandemia, faz uma relação também intergeracional entre a </span></i><a href="https://turmaok.com.br/"><i><span style="font-weight: 400;">Turma OK</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, que é um clube LGBT muito antigo, desde a década de 50 existe aqui no Rio, ainda em funcionamento, depois da estreia vamos para lá foi vai ter uma apresentação da Lorna em homenagem a Luana Muniz, e ao mesmo tempo a gente vai mostrar o </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pPOR_dZ7QLQ"><i><span style="font-weight: 400;">Drag-se</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> que é um movimento de drags que começou no início da década passada aqui no Rio e elas também se apresentavam muito no a Turma OK, então a gente vai cruzar essas histórias, e o movimento entre as drags mais antigas e as drags mais recentes. </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">E a gente está também tocando um projeto sobre a </span></i><a href="https://www.grupodignidade.org.br/em-1999-paulo-gustavo-estampou-capa-censurada-da-revista-sui-generis/"><i><span style="font-weight: 400;">revista Sui Generis</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, que foi uma revista LGBT que estreou na década de 90, ficou dez anos publicando e teve diferentes personalidades na capa, como Renato Russo, Marina Lima, Cássia Eller, Pedro Almodóvar, por aí vai, então a gente quer retratar um pouco desses bastidores da cena LGBT dos anos 90, que se fala muito, já tem filmes que retratam cena LGBT dos anos 60, </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ny98d_zkMVk"><i><span style="font-weight: 400;">São Paulo em Hi-Fi</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, a década de 70, </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Otch5bIi8L8"><i><span style="font-weight: 400;">Dzi Croquette</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, anos 80, mas sobre os anos 90 ainda tem poucos então a gente está tentando mais esses projetos”. </span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;"> passou pelos cinemas brasileiros no segundo semestre de 2021.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Luana Muniz, Filha da Lua – Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/QbdlqtRI2IA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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