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	<title>Arquivos Para Todos os Garotos que Já Amei &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Com Carinho, Kitty vive suas primeiras experiências</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Mar 2024 11:34:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal Nas séries centradas em adolescentes, as primeiras experiências são o ponto de partida para que a história se desenrole. A partir delas, sentimentos amorosos, dificuldades do Ensino Médio e o crescimento inerente dessa fase participam do processo de formação de um indivíduo. Em Com Carinho, Kitty, spin-off da trilogia de livros Para &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/com-carinho-kitty-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Com Carinho, Kitty vive suas primeiras experiências"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32723" aria-describedby="caption-attachment-32723" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-32723" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9.png" alt="Cena da série Com Carinho, Kitty. Na imagem, vemos a personagem Kitty, com sacolas e uma mala amarela. Ela veste um uniforme azul escuro, com um uma camisa branca e um sobretudo de cor azul. Ela está em um jardim e está sorridente no centro da imagem." width="1360" height="850" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9.png 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9-800x500.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9-1024x640.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9-768x480.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-9-1200x750.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32723" class="wp-caption-text">Deixando de ser uma mera personagem coadjuvante, Anna Cathcart tem em Com Carinho, Kitty o seu primeiro papel como protagonista (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas séries centradas em adolescentes, as primeiras experiências são o ponto de partida para que a história se desenrole. A partir delas, sentimentos amorosos, dificuldades do Ensino Médio e o crescimento inerente dessa fase participam do processo de formação de um indivíduo. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Carinho, Kitty</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> da trilogia de livros </span><a href="https://personaunesp.com.br/para-todos-os-garotos-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Para Todos Os Garotos Que Já Amei</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; adaptados pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> -, a autora Jenny Han utiliza o formato televisivo para contar a jornada de Kitty (Anna Cathcart) em busca das suas raízes coreanas.</span></p>
<p><span id="more-32722"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama é simples: a protagonista, antes personagem de apoio dos dramas vividos por sua irmã Lara Jean (</span><a href="https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/viver/2020/02/lana-condor-achou-que-seria-impossivel-viver-protagonista-por-ser-asia.html"><span style="font-weight: 400;">Lana Condor</span></a><span style="font-weight: 400;">), agora tem a sua própria jornada e precisa lidar com o turbilhão de sentimentos característicos da adolescência. Kitty, no último filme da trilogia, conheceu Dae (</span><a href="https://www.koreaherald.com/view.php?ud=20230612000532"><span style="font-weight: 400;">Minyoung Choi</span></a><span style="font-weight: 400;">) em uma viagem para a Coreia do Sul e, desde então, se apaixonou pelo garoto. Assim, a série produzida por Han mescla as interseccionalidades e diferenças entre culturas: a menina americana, decide se aventurar em solo coreano e conhecer um novo mundo em busca do amor e de se conectar novamente com a falecida mãe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos motivos que mais brilham os olhos quando se trata de </span><i><span style="font-weight: 400;">Xo, Kitty </span></i><span style="font-weight: 400;">(no original) é o intercâmbio cultural que ela promove. Nesse sentido, uma protagonista carismática, intensa e americanizada &#8211; até demais da conta &#8211; permite que o espectador se depare com a reação dos coreanos aos maneirismos estadunidenses. À primeira vista, tudo parece muito forçado, mas tal sentimento é presente por causa do meio social em que a personagem vivia, já que a vida em Seattle é diferente quando comparada à metrópole </span><a href="https://www.qualviagem.com.br/conheca-seul-vibrante-capital-da-coreia-do-sul/#:~:text=%C3%89%20uma%20metr%C3%B3pole%20din%C3%A2mica%20e,alguns%20dizem%2C%20o%20mais%20bonito."><span style="font-weight: 400;">Seul</span></a><span style="font-weight: 400;">. Aliás, o uso das locações da Coreia do Sul enriquece a fotografia da série e a deixa mais interessante do que realmente é. </span></p>
<figure id="attachment_32727" aria-describedby="caption-attachment-32727" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32727" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-5.png" alt="Cena da série Com Carinho, Kitty. Na imagem, vemos a personagem Kitty vestindo uma camisa preta de manga longa. Ela está no centro da imagem, na frente de uma televisão que contém as cores rosa e amarela. Ela está com os braços abertos e está sorrindo." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-5.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-5-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-5-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-5-768x512.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32727" class="wp-caption-text">Kitty convence os seus pais de que deve ir à Coreia do Sul para se conectar à mãe e conhecer seu namorado a distância, Dae (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, o vício americano em sempre agradar e ser prestativo quando não precisa pode afastar o público de sua protagonista, uma vez que, em um terço da série, a atuação exagerada de Anna Cathcart destoa do resto do elenco. Isso porque não estamos falando de uma obra centrada nos Estados Unidos: aqui, os personagens, em sua maioria, são coreanos e não possuem &#8211; além de não quererem &#8211; o papel de serem apenas coadjuvantes. Por esse lado, características vindas do prestigiado </span><a href="https://www.zappeando.com.br/series/o-que-e-dorama-entenda-por-que-o-termo-nao-e-bem-aceito"><span style="font-weight: 400;">k-drama</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; como as intervenções sonoras e visuais em momentos de interações &#8211; dão ao público uma pitada de como funciona o gênero. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre erros e acertos, as escolhas musicais, infelizmente, pouco acrescentam à história e evidenciam a superficialidade de algumas questões abordadas. Com o uso de três músicas de </span><a href="https://www.cafecomkimchi.com.br/post/entenda-sucesso-kpop"><i><span style="font-weight: 400;">kpop</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em um período de cinco minutos &#8211; isso no primeiro episódio -, a produção se molda aos estereótipos típicos de obras fundamentalmente coreanas idealizadas por americanos e desperdiça a chance de usar algo tão particular de uma cultura a seu favor. Ao contrário do que foi feito com a trilha sonora, a preservação do idioma coreano em diálogos compostos por personagens nativos &#8211; e até em interações com Kitty, que se comunica apenas em inglês &#8211; assume um papel de destaque na produção. </span></p>
<figure id="attachment_32725" aria-describedby="caption-attachment-32725" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32725" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-4.png" alt=" Cena da série Com Carinho, Kitty. Na imagem, vemos o personagem Dae e a personagem Kitty. Ele veste um moletom vermelho e ela usa blusa amarela, um short jeans e uma jaqueta listrada por cima. Eles estão em uma floresta e ele está segurando ela." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-4.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-4-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-4-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-4-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-4-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-4-1200x800.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32725" class="wp-caption-text">De todos os possíveis pares românticos da protagonista, a sua relação com Dae é a mais fraca (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor está no ar e Kitty tem muito a dizer sobre ele. Sendo um dos focos narrativos da primeira temporada, os caminhos amorosos pelos quais a garota percorre têm a incrível função de nos apresentar algumas camadas da protagonista. Talvez, essas especificidades dela não seriam tão fáceis de acessar se não fosse pelas suas dinâmicas com Dae, Yuri (</span><a href="https://www.google.com/search?q=who+is+gia+kim+xo+kitty&amp;sca_esv=564185751&amp;source=hp&amp;ei=vAX-ZKK_OObu1sQPkrutgAQ&amp;iflsig=AD69kcEAAAAAZP4TzD3AvfJgbslzvUr8FPmluSthhKdk&amp;ved=0ahUKEwiijbiY0aCBAxVmt5UCHZJdC0AQ4dUDCAk&amp;uact=5&amp;oq=who+is+gia+kim+xo+kitty&amp;gs_lp=Egdnd3Mtd2l6Ihd3aG8gaXMgZ2lhIGtpbSB4byBraXR0eTIFECEYoAEyCBAhGBYYHhgdMggQIRgWGB4YHTIIECEYFhgeGB0yCBAhGBYYHhgdMggQIRgWGB4YHUilJ1AAWPokcAB4AJABAJgBzQKgAeMgqgEIMC4xOC4zLjK4AQPIAQD4AQHCAggQABiABBixA8ICERAuGIAEGLEDGIMBGMcBGNEDwgILEC4YigUYsQMYgwHCAgsQLhiABBixAxiDAcICCxAAGIAEGLEDGIMBwgIFEC4YgATCAg4QLhiABBixAxjHARjRA8ICCBAuGIAEGLEDwgIFEAAYgATCAgoQABiABBixAxgKwgILEAAYigUYsQMYgwHCAg0QABiABBixAxiDARgKwgIEEAAYA8ICCxAuGIAEGMcBGNEDwgIHEAAYExiABMICCRAAGBMYgAQYCsICCBAAGBYYHhgTwgIEECEYFQ&amp;sclient=gws-wiz"><span style="font-weight: 400;">Gia Kim</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Mihee (</span><a href="https://www.thehindu.com/entertainment/meet-sang-heon-lee-the-breakout-star-of-k-drama-xo-kitty/article66963919.ece"><span style="font-weight: 400;">Sang Heon Lee</span></a><span style="font-weight: 400;">) e a forma como cada um deles extrai algo novo dela a cada interação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao lado de Yuri, por exemplo, a americana é mais ansiosa e tensa, muito por ela ser a primeira menina que a despertou uma paixão inesperada; enquanto isso, na sua relação com Mihee &#8211; o ‘</span><a href="https://personaunesp.com.br/gossip-girl-15-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chuck Bass</span></a><span style="font-weight: 400;">’ desse universo &#8211; a jovem conhece um lado seu áspero e sorrateiro, contribuindo para a construção de sua identidade. Mas é a partir do seu envolvimento com Dae que </span><i><span style="font-weight: 400;">XO, Kitty</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem a possibilidade de ir na contramão e largar as convenções do final feliz. Diferente da química entre Lara Jean e Peter Kavinsky (Noah Centineo), aqui, o que seria o par ideal para a protagonista da história, não é bem o caso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso acontece porque não há química entre os dois personagens &#8211; e, acredite, é um ponto bom &#8211; pois permite que a trama não seja descoberta nos seus primeiros minutos. Algo que é comum em </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Carinho, Kitty </span></i><span style="font-weight: 400;">é a facilidade do público em adivinhar qual será o próximo passo escolhido ou o clichê mais conveniente para aquela determinada situação. Cair na mesmice das escolhas narrativas que já existem espanta a chegada de novos espectadores e tampouco agrada os que compraram a ideia da série. Por isso, com um </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/com-carinho-kitty-renovada-segunda-temporada"><span style="font-weight: 400;">segundo ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> garantido, a produção televisiva tem mais uma oportunidade para mostrar a que veio. </span></p>
<figure id="attachment_32724" aria-describedby="caption-attachment-32724" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32724" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-7.png" alt=" Cena da série Com Carinho, Kitty. Na imagem, vemos a personagem Kitty e a personagem Yuri. Na esquerda, Kitty usa um conjunto branco e Yuri, à direita, usa um conjunto rosa. Ela está tocando em Kitty, que está concentrada no que ela diz. As duas estão dentro de uma tenda." width="1000" height="590" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-7.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-7-800x472.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-7-768x453.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32724" class="wp-caption-text">Abordando a bissexualidade da protagonista, é nas interações com Yuri que vemos uma faceta nova de Kitty (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Voltando para Kitty e a busca pela identificação de sua </span><a href="https://philstarlife.com/geeky/760425-anna-cathcart-seoul-korea-xo-kitty"><span style="font-weight: 400;">descendência coreana</span></a><span style="font-weight: 400;">, o núcleo em que há pinceladas desse objetivo é o de sua mãe. Entretanto, a trama não é o foco quando comparada ao tempo de tela dado às desilusões amorosas da garota. Por ter muitos personagens e diversos subenredos, a seriedade do tema não é explorada da maneira correta e, após o término da primeira temporada, parece que o caminho da personagem, aquele expressado por ela mesma nos minutos iniciais, se perde e muda de sentido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alinhada à forma estadunidense de contar histórias e às singularidades dos dramas coreanos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Com Carinho, Kitty </span></i><span style="font-weight: 400;">é duas obras em uma: por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NxBIP4Z-Kns"><span style="font-weight: 400;">não saber</span></a><span style="font-weight: 400;"> em qual dos universos se aprofundar, o primeiro ano da garota no Ensino Médio não surpreende, mas traz alguns pequenos momentos de empolgação. A partir de sua renovação, a série pode ganhar uma nova roupagem e usar o que tem de melhor para construir um segundo ano memorável e digno de primeiras aventuras da juventude. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/com-carinho-kitty-critica/">Com Carinho, Kitty vive suas primeiras experiências</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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