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	<title>Arquivos Owen Cooper &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Jogar a obra prima de Brontë na fogueira foi só o início, a ‘não adaptação’ de Emerald Fennell entrega quase nada além da estética</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 13:00:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém spoilers Mariana Bezerra O novo filme de Emerald Fennell, diretora de Saltburn (2023) e Bela Vingança (2020), provocou agitação nas redes sociais desde o primeiro anúncio. Inspirado no homônimo clássico da literatura inglesa de Emily Brontë, publicado em 1847, o nome na direção gerou estranheza, afinal, a diretora é conhecida pela &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-o-morro-dos-ventos-uivantes/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Jogar a obra prima de Brontë na fogueira foi só o início, a ‘não adaptação’ de Emerald Fennell entrega quase nada além da estética"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_36914" aria-describedby="caption-attachment-36914" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-800x450.jpg" alt="Cena de “O Morro dos Ventos Uivantes” Heathcliff, um homem branco de roupa preta de época, encosta-se à parede segurando uma bengala e olha para o lado. Ao seu lado, Catherine, uma mulher branca e loira, atravessa a porta usando um vestido volumoso vermelho brilhante com mangas brancas bufantes. O ambiente é o interior de uma casa com portas brancas e paredes brancas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36914" class="wp-caption-text">Em “O Morro dos Ventos Uivantes”, Emerald Fennell se aproveita de parcerias anteriores, tanto em cena, como nos bastidores (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Bezerra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo filme de Emerald Fennell, diretora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bela Vingança</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020), provocou agitação nas redes sociais desde o primeiro anúncio. Inspirado no homônimo clássico da literatura inglesa de Emily </span><span style="font-weight: 400;">Brontë</span><span style="font-weight: 400;">, publicado em 1847, o nome na direção gerou estranheza, afinal, a diretora é conhecida pela estética e erotismo extravagantes, que pouco conversam – ao menos à primeira vista – com o estilo gótico do livro. No entanto, foi o anúncio do elenco que aqueceu o debate: Jacob Elordi foi escalado para interpretar Heathcliff, um personagem descrito como não branco – cuja etnia é incerta – e a sua cor e origem são motivos de uma série de abusos, que o tornaram um homem cruel e violento.</span></p>
<p><span id="more-36917"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diretora e roteirista explicou que o longa não era de fato uma adaptação, mas a sua interpretação da história, o que poderia explicar as </span><a href="https://youtube.com/shorts/BoWcFhRMQAE?si=mhC_tLd7OXuJHDHL"><span style="font-weight: 400;">aspas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no título. No entanto, o recurso gramatical nesse caso não funciona como algo sofisticado e respeitoso à obra original, e sim como uma estratégia defensiva. Ela parece justificar o esvaziamento do filme diante das mudanças no enredo, que não servem para facilitar a sua adaptação, por exemplo, e sim reduzir discussões centrais de uma narrativa extremamente potente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira parte do longa, assim como a do livro, é voltada para a infância dos protagonistas Heathcliff (</span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-adolescencia/"><span style="font-weight: 400;">Owen Cooper</span></a><span style="font-weight: 400;">) – que não possui sobrenome – e Catherine Earnshaw (Charlotte Mellington), que dividem a infância no Morro dos Ventos Uivantes. Apesar de ela ser a filha do dono da casa e ele, um empregado, ambos desenvolvem um forte laço de amizade e afeto fortalecido pelo sentimento de proteção nutrido diante das violências, sofridas por ambos, de formas distintas, e pelo clima hostil desse ambiente marcado por tons agressivos, abuso de álcool e problemas financeiros.</span></p>
<figure id="attachment_36916" aria-describedby="caption-attachment-36916" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-800x450.png" alt="Cena de “O Morro dos Ventos Uivantes”. A versão infantil de Catherine, uma jovem loira observa Heathcliff preocupada. O garoto está deitado de lado na cama, com a face avermelhada, chorando. Ambos vestem roupas simples de época, e o fundo da cena é pouco iluminado." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-2.png 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36916" class="wp-caption-text">Apesar da personalidade problemática da menina, as crianças compartilham entre si um refúgio emocional e afetivo (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em ambas as obras, a união entre os dois, durante a infância e a adolescência, não anula o caráter mimado e egoísta de Catherine, cujas versões adolescente e adulta são interpretadas por </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-tonya-5-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;">. Seu jeito caprichoso coloca em evidência a posição de inferioridade do companheiro e o desejo dela de ascender socialmente e garantir um maior status social, que claramente não seria atingido com o homem que desejava. Nesse cenário, a cenografia (Suzie Davies) e os figurinos (Jacqueline Durran) são fiéis à época, a iluminação é baixa, não há nada de alarmante. Diante disso, no início do filme, Fennell imprimiu o seu DNA através do erotismo: alimentos e movimentos sugestivos entram em jogo, acompanhados de uma cena de masturbação e uma tensão sexual entre os protagonistas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse primeiro momento, há sim uma discussão interessante sobre classe, algo que a roteirista havia feito anteriormente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma outra parceria entre ela, Elordi e Robbie, a qual atua na produção. Além disso, o afeto entre os protagonistas gera empatia no espectador e, inclusive, o </span><a href="https://youtu.be/WD3vluuGIiA?si=KiRxDu0m8PUl8FfB"><span style="font-weight: 400;">tom sexual</span></a><span style="font-weight: 400;"> cai muito bem à narrativa original, carregada de tensões e provocações – em que nada erótico é citado explicitamente. No entanto, as mudanças adotadas para a primeira parte começam a cobrar o seu preço a partir do momento em que os novos personagens, Edgar (Shazad Latif) e Isabella (Alison Oliver), entram em cena. Ele, um homem sem origem nobre, que fez fortuna no ramo dos tecidos; ela, sua pupila, e possivelmente irmã, o que no filme não fica claro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Insatisfeita com a indiferença dos novos vizinhos, a jovem mulher interpretada por Robbie vai até a Granja dos Tordos, desafiando as normas impostas a uma dama, e encanta Edgar, que a pede em casamento. Nesse momento, há um contraste gritante entre o novo cenário, marcado por tecidos marcantes, cores intensas e elementos absurdos, quase psicodélicos, no estilo </span><a href="https://personaunesp.com.br/15-anos-de-alice-no-pais-das-maravilhas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Alice no País das Maravilhas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2010)</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">à exemplo de um morango gigante e uma casa de bonecas aos moldes da granja.</span></p>
<figure id="attachment_36913" aria-describedby="caption-attachment-36913" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36913" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-800x533.jpg" alt="Cena de “O Morro dos Ventos Uivantes”. À esquerda, Catherine, uma mulher de pele clara e cabelo loiro preso usa vestido branco volumoso com mangas bufantes e óculos de lentes vermelhas. À direita, um homem de pele mais escura, cabelo e bigode castanhos veste terno bege com detalhes dourados, colete e cartola. Eles seguram taças que contém um líquido azul. Ao fundo, a decoração é composta por fios de pérolas sobre parede azul. Na mesa à frente deles, há uma espécie de caranguejo servido em um recipiente de vidro." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-3.jpg 2000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36913" class="wp-caption-text">A estética não fidedigna à época é o menor dos problemas do filme, se não a sua maior qualidade (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da inadequação à época, os figurinos (incluindo um de plástico) e a direção de arte, de Suzie Davies, são um deleite para os olhos. Além disso, a trilha sonora, também fora da caixa, assinada por Anthony Willis, e composta por músicas originais de </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_lT54f3kMlnn8x7ijp7HeWwatHtFkjIX60&amp;si=aSN55qpFbkw2YBtR"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX</span></a><span style="font-weight: 400;"> figura uma escolha interessante, que orna bem com o contraste envolvente. Além disso, a cinematografia (Linus Sandgren) também é um destaque, que, em um primeiro momento capta os sentimentos intensos e o estado emocional dos personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Heathcliff retorna após um período de fuga e distanciamento diante da notícia do casamento, ele parece um novo homem: rico, debochado e perverso, um perfil que destoa muito do homem bruto, porém sensível visto no início, graças a performance precisa de </span><a href="https://personaunesp.com.br/frankenstein-critica/"><span style="font-weight: 400;">Elordi</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, novamente, a caracterização impecável. O roteiro (Emerald Fennell) não explora a dimensão da humilhação e do aniquilamento social sofrido por Heathcliff e reduz a sua crueldade à dinâmica de um relacionamento tóxico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O protagonista se casa com Isabella apenas para atormentar Catherine, e os abusos psicológicos e sexuais são fetichizados com um ar de </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2015/02/13/opinion/1423857401_027273.html"><i><span style="font-weight: 400;">50 Tons de Cinza</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015). É ultrajante que Fennell tenha transformado Isabella em uma caricatura estereotipada de uma mulher irritante, enquanto, na visão de </span><span style="font-weight: 400;">Brontë</span><span style="font-weight: 400;">, no século XIX, ela, apesar de ingênua no início, é destemida a ponto de fugir para criar sozinha o filho do seu marido violento. Aqui, isso não é complexo; é cruel.</span></p>
<figure id="attachment_36915" aria-describedby="caption-attachment-36915" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-6-800x432.png" alt="Cena de “O Morro dos Ventos Uivantes”. Isabella, uma mulher de pele clara e cabelos escuros, usa um vestido claro com mangas bufantes e detalhes dourados. Ela está inclinada para frente, apoiada nas mãos e mantém a boca aberta, língua para fora e os olhos voltados para cima. Além disso, há um uma espécie de coleira de ferro em seu pescoço. A iluminação é baixa no fundo e aparecem apenas um barril e algumas garrafas de vidro empilhadas no chão." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-6-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-6-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-6.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36915" class="wp-caption-text">A diretora afirma que a nova versão tem muito dos diálogos do clássico, mas nesse caso eles possuem pouco efeito diante da banalização generalizada da trama (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da improbabilidade da combinação entre a diretora e a escritora, era de se esperar que a </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/emerald-fennell"><span style="font-weight: 400;">cineasta</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguisse trabalhar a ambiguidade dos seres humanos, uma vez que, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Bela Vingança</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresentou uma personagem moralmente complicada. Infelizmente, Fennell almeja, de certa forma, inocentar o seu Heathcliff ao romantizar e justificar suas atitudes, além de não deixá-lo atingir o seu máximo potencial. Nessa supérflua toada romântica, é construído quase um arco de redenção, um apelo emocional, que cria uma armadilha barata para que os protagonistas sejam vistos mais como Romeu e Julieta, do que como os seres detestáveis que são – no filme e na obra original.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa apresenta a figura de uma vilã na personagem de Nelly (Hong Chao), a dama de companhia de Cathy, que é usada por Fennell como uma peça desse xadrez maluco, que parece estar sempre interrompendo a felicidade da ama, ou mesmo desejando o seu mal, enquanto no livro, ela é uma narradora enviesada, que envolve seus julgamentos pessoais e preconceitos em seus relatos. No entanto, </span><a href="https://time.com/7373005/wuthering-heights-adaptations-differences-from-book/"><i><span style="font-weight: 400;">O Morro dos Ventos Uivantes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nunca precisou de um vilão, pois a maldade e a discriminação sistemáticas para com uma crianca já é suficentemente cruel. Até porque, independente do desejo de Nelly, o casal não poderia ficar junto.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Emerald Fennell on directing &quot;Wuthering Heights&quot;, Promising Young Woman and *that* scene in Saltburn" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_tqqhcoQdeQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A diretora tem direito a liberdade criativa, evidentemente – e a ser julgada pelo trabalho que entregou. O problema é que foi entregue um material superficial. Ela insiste na construção de um grande romance sobre um terreno instável de uma história trágica. Não somente a do livro, mas também as partes dela presentes em seu roteiro. Fennell ignora as nuances da trama que escolheu contar e se perde na própria narrativa. Quanto a sua proposta revolucionária,</span> <span style="font-weight: 400;">as cenas de sexo, uma atrás da outra, na segunda parte do filme, não </span><a href="https://www.gq-magazine.co.uk/article/emerald-fennell-saltburn-interview-2023"><span style="font-weight: 400;">desafiam</span></a><span style="font-weight: 400;"> qualquer padrão e pouco acrescentam ao conflito central. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O erotismo serve muito bem em outras produções como o próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023), mas aqui é usado como uma forma de preencher lacunas. É possível fazer algo inovador com uma proposta coerente, como prova </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-patricinhas-de-beverly-hills-25-anos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">As Patricinhas de Beverly Hills</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1995)</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">inspirado em </span><i><span style="font-weight: 400;">Emma</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1815), de Jane Austen. A cineasta explica que a obra de </span><span style="font-weight: 400;">Brontë</span><span style="font-weight: 400;"> não pode ser, de fato, adaptada. Não que seja fácil, mas para transmutar algo desse tipo para o cinema é preciso um mergulho profundo em seus labirintos morais. O que vemos aqui é a busca por atalhos fáceis, que pouco dizem respeito aos conflitos da existência humana.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="&quot;O Morro Dos Ventos Uivantes&quot; l Trailer Oficial Dublado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/lW38pAKlzhU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Com planos longos e feridas abertas, Adolescência retrata o caos que é crescer</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 13:00:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: este texto contém spoilers Lara Fagundes Um garoto de 13 anos é acusado de assassinato. A pergunta que fica é: como alguém tão novo poderia cometer algo tão cruel? É com essa premissa que Adolescência, da Netflix, traz à tona temas como masculinidade tóxica, rejeição e sentimentos reprimidos. A série prende a atenção, não &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-adolescencia/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Com planos longos e feridas abertas, Adolescência retrata o caos que é crescer"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">este texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_35634" aria-describedby="caption-attachment-35634" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35634" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-800x450.jpg" alt="Cena da série Adolescência. Duas personagens aparecem em destaque, o fundo é escuro e neutro, como um ambiente fechado. Na frente, um pouco desfocado, há um homem adulto de perfil, usando uma camisa vermelha, o detetive Luke Bascombe. Seu rosto está parcialmente cortado pela borda direita da imagem. Atrás, de forma mais nítida, está a personagem Jamie Miller, um garoto com expressão séria e olhar fixo, olhando para frente, mas de cabeça baixa. Ele tem cabelo escuro e curto, e veste uma blusa cinza clara. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image4.jpg 924w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35634" class="wp-caption-text">Adolescência é uma minissérie britânica criada por Jack Thorne e dirigida por Philip Barantini (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Lara Fagundes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um garoto de 13 anos é acusado de assassinato. A pergunta que fica é:</span> <span style="font-weight: 400;">como alguém tão novo poderia cometer algo tão cruel? É com essa premissa que </span><i><span style="font-weight: 400;">Adolescência</span></i><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, traz à tona temas como masculinidade tóxica, rejeição e sentimentos reprimidos. A série prende a atenção, não apenas pelo mistério, mas pela forma como o desenvolve. Intensa e desconfortável, a trama lembra o drama </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/578547/critica-em-defesa-de-jacob-apple-tv-minisserie-a-violencia-como-produto-da-mentira/"><i><span style="font-weight: 400;">Defending Jacob</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020), da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Tv</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém com um diferencial: em vez de manter um final aberto, possui um desfecho com a confissão, que tira qualquer um da zona de conforto.</span></p>
<p><span id="more-35630"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 13 indicações para o </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/emmy-2025-veja-a-lista-completa-de-indicados/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2025</span></a><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Minissérie ou Antologia, a obra se destaca em categorias técnicas e de atuação. A linguagem visual é um dos pontos fortes, contada inteiramente por planos-sequência. Cada episódio é filmado em uma única tomada, sem nenhum corte. A simulação de tempo real favorece o mergulho nas situações de tensão, assim, a imersão é imediata: sentimos que estamos acompanhando os personagens, vemos o caminho completo de uma cena para outra, sem qualquer respiro.</span></p>
<figure id="attachment_35632" aria-describedby="caption-attachment-35632" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35632" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2.jpg" alt="Cena da série Adolescência. No canto direito, vemos Jamie, de cabelo escuro e curto, vestindo uma camiseta verde. Ele olha para o lado com uma expressão preocupada e a mão próxima à boca, em um gesto de nervosismo. No centro, vemos uma porta de madeira, com uma janela, na parede ao lado dela, dois quadros. Atrás de Jamie, quase fora do quadro, aparece um policial uniformizado olhando para um bloco de anotações. À esquerda, há um homem de meia-idade com expressão séria, vestindo uma camisa branca e jaqueta azul-escura." width="600" height="289" /><figcaption id="caption-attachment-35632" class="wp-caption-text">Adolescência entrou para o ranking das séries mais bem sucedidas da história da Netflix (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A técnica do plano-sequência exige, não apenas precisão técnica da produção, como também do elenco que precisa sustentar os personagens por horas </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/adolescence-como-a-serie-da-netflix-gravou-episodios-em-plano-sequencia-sem-cortes-digitais/"><span style="font-weight: 400;">sem pausa</span></a><span style="font-weight: 400;">, e tudo isso funciona muito bem em </span><i><span style="font-weight: 400;">Adolescência</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com cinco intérpretes indicados ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 3 categorias diferentes de atuação – Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie –, os papéis são feitos com competência ao transmitir realismo e impacto emocional. O ator </span><a href="https://rollingstone.com.br/amp/entretenimento/owen-cooper-entra-para-a-historia-como-o-ator-mais-jovem-indicado-ao-emmy/"><span style="font-weight: 400;">Owen Cooper</span></a><span style="font-weight: 400;">, que interpreta o acusado, Jamie, chama atenção em especial ao se tornar o mais jovem indicado na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, com apenas 14 anos na gravação da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estrutura da narrativa também merece destaque (a premiação concorda, com uma indicação a </span><a href="https://www.omelete.com.br/amp/series-tv/adolescencia-tem-13-indicacoes-ao-emmy-com-feito-historico"><span style="font-weight: 400;">Melhor Roteiro em Minissérie</span></a><span style="font-weight: 400;">). Em apenas quatro episódios, a compreensão do caso de Jamie é explorada por várias perspectivas. O primeiro foca no acusado, seu interrogatório é o ponto de partida do mistério e já começa fazendo o espectador se perguntar: ele é inocente como diz? Ou está escondendo algo? Um garoto de 13 anos cometeria um assassinato sem qualquer sinal de ser capaz disso?</span></p>
<figure id="attachment_35631" aria-describedby="caption-attachment-35631" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35631" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1.jpg" alt="Cena da série Adolescência. Jamie, garoto de cabelo escuro e curto, está sentado em uma mesa no centro da imagem, levemente inclinado para trás, com uma expressão desafiadora no rosto. Ele veste uma jaqueta azul-escura com listras brancas nas mangas e uma camisa polo branca por baixo. Ao fundo, há um armário com livros. A luz entra parcialmente pela lateral. Em cima da mesa, à direita, há um copo descartável." width="739" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-35631" class="wp-caption-text">Owen Cooper fez sua estreia como ator mirim em Adolescência (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro episódio é o que cria mais discussões. Acompanhamos a consulta do adolescente com uma psicóloga e os sentimentos do garoto em relação à vítima vêm à tona. A construção de tensão é progressiva, um </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/o-que-e-plano-sequencia-conheca-tecnica-de-adolescencia-da-netflix/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">plano longo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que fica apenas dentro da sala de interrogatório, cinza, pequena, com uma atmosfera claustrofóbica e ameaçadora. É um capítulo que transmite uma agonia crescente e a sensação de estar diante de um garoto perigoso, mas, ainda assim, muito novo e humano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que um drama policial, </span><i><span style="font-weight: 400;">Adolescência</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma </span><a href="https://youtu.be/KKeVBtGILDo?si=Yj00fQUyyobS3YYU"><span style="font-weight: 400;">crítica social gritante</span></a><span style="font-weight: 400;">. A série reflete de forma incisiva sobre masculinidade tóxica e a cultura de isolamento social em jovens, principalmente na dificuldade de processar e expressar sentimentos dos meninos. Jamie não é retratado como vilão, embora a história permita que o espectador sinta medo do que o garoto poderia ter feito. Ela também mostra como a sociedade afetou e influenciou seu comportamento, como um produto de um ambiente silenciosamente violento. </span></p>
<figure id="attachment_35633" aria-describedby="caption-attachment-35633" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35633" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3.jpg" alt=" Cena da série Adolescência. Um casal aparece em destaque, os pais de Jamie. À esquerda, uma mulher de cabelos loiros, veste uma blusa preta e olha para o homem ao seu lado. Ela tem lágrimas no rosto e olhos marejados, segura o ombro do marido. À direita, o homem também tem uma expressão abatida e olha de volta para ela. Ele veste uma camisa polo azul clara e tem cabelos escuros, um pouco grisalhos. Ao fundo, vemos uma janela com cortinas brancas e uma parede azul." width="600" height="298" /><figcaption id="caption-attachment-35633" class="wp-caption-text">Stephen Graham, no papel de Eddie, fez parte do processo de criação da série ao lado de Jack Thorne (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra nos força a encarar algo que ignoramos: a agressividade não surge do nada,  pode estar inserida em escolas, entre adolescentes. O desenvolvimento do caso mostra como Jamie não é o único afetado, mas também sua família, afinal, como manter uma aparência de normalidade quando seu filho está sendo julgado por assassinar uma colega de sala? O último episódio traz essa reflexão ao acompanhar o dia de Eddie (</span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/stephen-graham-se-emociona-com-sucesso-historico-de-adolescencia/"><span style="font-weight: 400;">Stephen Graham</span></a><span style="font-weight: 400;">), pai do suspeito, que, na tentativa de comemorar seu aniversário com a esposa e a filha, é ‘presenteado’ pela confissão do crime.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível sair indiferente ao assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">Adolescência</span></i><span style="font-weight: 400;">. O desconforto que transmite não vem apenas do crime ou da construção dos personagens, e sim de como a narrativa é tratada de forma realista e pela reflexão de um tema que pode ser facilmente reconhecido no mundo em que vivemos. É uma produção forte, com uma direção impecável, indicada ao Emmy de </span><a href="https://cinepop.com.br/o-alquimista-diretor-de-adolescencia-esta-em-negociacoes-para-comandar-o-longa-646980/"><span style="font-weight: 400;">Melhor Direção</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Minissérie, e um formato marcante, que consegue abordar um assunto delicado com muita técnica e profundidade emocional. Afinal, a adolescência é vista como a fase mais complicada da vida por um motivo e é partindo desse ponto que a obra certa.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Adolescência | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/mh48KXaCSxM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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