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	<title>Arquivos Os Incriveis &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Os Incríveis 2: os desafios da família e os vilões mundo afora</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jul 2018 23:27:52 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 639px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="" src="https://img.rasset.ie/000fb1d4-614.jpg?ratio=0.68" width="639" height="927" /><figcaption class="wp-caption-text"><em>Os Incríveis 2 precisou lutar pra superar a expectativa de anos e acabou vencendo todos os públicos </em>(Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Luis</strong></p>
<p>Na sua 20ª produção, os estúdios Pixar tinham dois desafios: reviver um clássico dos filmes animados lançado há 14 anos, de forma que correspondesse com a gigantesca expectativa do público da época (hoje adulto) e, ao mesmo tempo, chamar a atenção da nova geração para a história da família Pera de super-heróis. <em>Os Incríveis 2</em> acaba por ser mais um dos inúmeros acertos em cheio da Pixar: além de ser, em sua mais pura essência, uma animação divertidíssima e inteligente, traz consigo discussões que afetam e emocionam diretamente o público adulto.</p>
<p><span id="more-10438"></span></p>
<p>Na sequência de <em>Os Incríveis (2004)</em>, os papéis familiares de invertem e é aqui que está a primeira ótima decisão do filme. Colocar a Mulher-Elástico no papel de quem trabalha fora e sai em missão como super-heroína enquanto o Sr. Incrível fica em casa cuidando das crianças pode soar como uma repetição descarada do plot do primeiro filme mas é mais como uma atualização bem feita de uma fórmula que deu certo. Afinal, o feminismo vem sendo inserido lenta e gradativamente nas grandes produções cinematográficas e ter Helena Pera como a protagonista é ver que o sucesso de <a href="http://personaunesp.com.br/critica-mulher-maravilha/"><em>Mulher-Maravilha</em></a> e a grande expectativa por <a href="http://personaunesp.com.br/as-super-heroinas-da-marvel/"><em>Capitã-Marvel </em></a>não são em vão.</p>
<figure id="attachment_10452" aria-describedby="caption-attachment-10452" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-10452" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-1024x429.jpg" alt="" width="840" height="352" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-300x126.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico-1200x503.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mulher-elastico.jpg 1298w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10452" class="wp-caption-text">Mulher-Elástico encarando o machismo de Hollywood<br />(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>A subversão de gêneros e a missão dada de cuidar da família a Beto Pera é o gatilho pra tocar em assuntos que cabem quase que unicamente ao público adulto: a solidão, a sensação de impotência, a luta pela construção diária de sua figura paterna e a percepção de que não conhecia tão bem assim seus filhos. Deste último ponto, desponta-se um dos melhores arcos do filme, que é o de Zezé descobrindo seus poderes. Essa fora uma das grandes curiosidades de quem terminara o primeiro filme com um gostinho do que o bebê podia fazer e aqui o roteiro acerta quando dá espaço pra Zezé brilhar e conduzir a narrativa com naturalidade e diversão.</p>
<figure id="attachment_10453" aria-describedby="caption-attachment-10453" style="width: 763px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-10453" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/zeze-e-beto.jpg" alt="" width="763" height="509" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/zeze-e-beto.jpg 763w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/zeze-e-beto-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10453" class="wp-caption-text">A dinâmica entre Beto e Zezé enchem o filme de bons momentos. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Apesar de tantos assuntos delicados e que emocionam, ainda existe o lado <em>filme de super-herói</em>; ou seja, a Mulher-Elástico comanda cenas magníficas de ação, que não ficam aquém para sequências live-action (deve-se mencionar uma cena de perseguição a um trem que é de tirar o fôlego!). A história ainda traz um quê de investigação criminal, já que o vilão Hipnotizador se esconde atrás de uma máscara e não revela de primeira suas intenções. Mora aqui, entretanto, o maior erro do filme: seu vilão. Apesar de gerar boas cenas de conflito, todo o plot circundando a figura do Hipnotizador é batida e quando existem reviravoltas, são previsíveis. Depois de enfrentarem o tão bem construído Síndrome (ou Bochecha), Os Incríveis mereciam um vilão a altura em sua continuação. Não acontece.</p>
<p>Tecnicamente, a animação é brilhante. É interessante que as características principais ainda estão lá, como os rostos quadrados dos personagens. Mas detalhes como o cabelo de Violeta e a textura da animação são formidáveis e de extrema evolução. Além disso, destaque pra trilha sonora, que remete magicamente ao primeiro sem deixar de trazer boas adições. Por fim, um elogio à dublagem brasileira, que trouxe nomes como Evaristo Costa (dublando um repórter) e Raul Gil extremamente bem alocados e com falas bem pensadas – sem contar as adaptações de gírias e inserções de expressões atuais brasileiras que são capazes de trazer o filme mais perto do público com enorme eficiência.</p>
<figure id="attachment_10454" aria-describedby="caption-attachment-10454" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10454" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/dublagem-os-incriveis.jpg" alt="" width="620" height="375" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/dublagem-os-incriveis.jpg 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/07/dublagem-os-incriveis-300x181.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10454" class="wp-caption-text">Disney provando que o cuidado com a dublagem só melhora um filme. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Por fim, <em>Os Incríveis 2 </em>consagra-se como mais uma das memoráveis animações Disney e Pixar e atende às expectativas geradas por 14 anos de espera. Resta-nos agora especular sobre a possível criação de uma franquia com a família Pera – que definitivamente, são os melhores para estrelarem uma série de filmes. Que não demore mais 14 anos.</p>
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