<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Olivia Torres &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/olivia-torres/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/olivia-torres/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 06 Nov 2024 18:02:34 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Olivia Torres &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/olivia-torres/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Persona Entrevista: Davi Pretto, Olívia Torres e Paola Wink</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/persona-entrevista-davi-pretto-olivia-torres-e-paola-wink/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/persona-entrevista-davi-pretto-olivia-torres-e-paola-wink/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2024 17:55:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Continente]]></category>
		<category><![CDATA[Davi Marcelgo]]></category>
		<category><![CDATA[Davi Pretto]]></category>
		<category><![CDATA[Olivia Torres]]></category>
		<category><![CDATA[Paola Wink]]></category>
		<category><![CDATA[Persona Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=34295</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com o lançamento de Continente, equipe e elenco falam sobre Cinema de gênero, linguagem e Terror  Davi Marcelgo As terras gaúchas se transformaram em palco para sangue e suor no Halloween de 2024 com Continente, terceiro longa-metragem de Davi Pretto, vencedor do prêmio de Melhor Direção na Competição Novos Rumos do Festival do Rio 2024. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/persona-entrevista-davi-pretto-olivia-torres-e-paola-wink/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Persona Entrevista: Davi Pretto, Olívia Torres e Paola Wink"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/persona-entrevista-davi-pretto-olivia-torres-e-paola-wink/">Persona Entrevista: Davi Pretto, Olívia Torres e Paola Wink</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">Com o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i><span style="font-weight: 400;">, equipe e elenco falam sobre Cinema de gênero, linguagem e Terror </span></p>
<figure id="attachment_34312" aria-describedby="caption-attachment-34312" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-34312" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/capa_site-1-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/capa_site-1-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/capa_site-1-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/capa_site-1.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34312" class="wp-caption-text">O filme cutuca cicatrizes do Brasil colonial (Arte: Aryadne Xavier)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As terras gaúchas se transformaram em palco para sangue e suor no </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2024 com </span><a href="https://personaunesp.com.br/continente-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, terceiro longa-metragem de Davi Pretto, vencedor do prêmio de Melhor Direção na Competição Novos Rumos do </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2024/10/13/festival-do-rio-2024-conheca-os-vencedores-da-mostra-de-cinema.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Festival do Rio 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">. O filme confronta as raízes do Brasil colonial com toques de vampirismo e com as influências de </span><a href="https://personaunesp.com.br/deus-e-o-diabo-na-terra-do-sol-critica/"><span style="font-weight: 400;">Glauber Rocha</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Jacques Tourneur no DNA, este por quem Pretto diz ter uma “</span><i><span style="font-weight: 400;">grande fixação, principalmente [por] </span></i><a href="https://www.planocritico.com/critica-sangue-de-pantera-1942/"><i><span style="font-weight: 400;">Cat People</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> e I Walked with a Zombie, que são dois filmes que eu acho absolutamente geniais</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span id="more-34295"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre garotas possuídas e assassinos mascarados, muitos elementos já foram usados para provocar arrepios na espinha de quem ousa sentar na poltrona dos cinemas. O roteiro assinado por Davi Pretto, </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/o-pai-o-2-lazaro-ramos-entrevista"><span style="font-weight: 400;">Igor Verde</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Paola Wink faz da linguagem e da violência seus alicerces do terror que geram relações de poder semelhantes a realidade brasileira, ele comenta que “<i>De alguma forma, esse sistema que opera dentro desse vilarejo, espera que essas pessoas ocupem certos espaços já designados e isso não tá muito diferente da nossa vida, do país que a gente vive, são abismos muito violentos</i></span><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, após morar 15 anos fora do Brasil, Amanda (Olívia Torres) retorna ao sul do país ao lado de seu namorado Martin (Corentin Fila). Ao chegar no local onde passou a infância, ela vai descobrir segredos obscuros sobre sua família e os moradores. O filme é uma coprodução entre Brasil, França e Argentina, apoiado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Berlinale World Cinema Fund</span></i><span style="font-weight: 400;">, iniciativa da </span><i><span style="font-weight: 400;">German Federal Cultural Foundation</span></i><span style="font-weight: 400;">, em parceria com o Festival de Berlim. Atravessando fronteiras, Davi Pretto, Paola Wink e Olívia Torres se reúnem para o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/persona-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">Persona Entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;">, em que comentam sobre o mercado audiovisual e o processo criativo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34296" aria-describedby="caption-attachment-34296" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-34296" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-1.png" alt="Cena do filme ContinenteNa imagem, está o rosto de Amanda bem próximo, ela está olhando para cima com a boca aberta, expressando desejo. A região da boca e do nariz estão cobertos de sangue. Amanda é uma mulher na faixa dos 30 anos, de pele clara e cabelos escuros. " width="770" height="434" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-1.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-1-768x433.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34296" class="wp-caption-text">O filme teve duas exibições na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Vulcana Cinema)</figcaption></figure>
<p><b>Quais foram as suas influências para fazer </b><b><i>Continente</i></b><b>? Enquanto assistia, percebi inspirações em </b><b><i>Midsommar</i></b><b> e em </b><b><i>Bacurau</i></b><b> do Kleber Mendonça. Como você transformou essas histórias influentes em uma identidade que é muito próxima da brasileira? </b></p>
<p><b>Davi Pretto: </b><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou um cara muito cinéfilo, vejo muito filme e vejo muito filme diferente, então, quando eu faço filmes, esses filmes [que assisto] não são meras ferramentas que estão ali para pegar um ‘pouquinho’ disso, um ‘pouquinho’ daquilo, eles fazem parte do nosso DNA, eles começam a fazer parte de quem a gente é e eles nos habitam inconscientemente. O filme [Continente] deve muito a muita gente. Desde o </span></i><a href="https://outraspalavras.net/poeticas/carl-dreyer-e-a-metafisica-da-luz/"><i><span style="font-weight: 400;">Dreyer</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> aos filmes do Val</span></i><i><span style="font-weight: 400;"> Lewton</span></i><i><span style="font-weight: 400;"> nos anos 1940 que ele produziu, muitos deles do Jacques</span></i><i><span style="font-weight: 400;"> Tourneur</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Passa por muitos outros [diretores], Cronenberg, Carpenter e Leos Carax, e obviamente, muito do </span></i><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2024/05/ismail-xavier-explica-revolucao-do-cinema-novo-60-anos-depois.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Cinema Novo</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, né? </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Eu acho que não poderia deixar de fazer um filme no interior sem pensar em filmes do Glauber Rocha, né? </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Sem pensar em </span></i><a href="https://bases.cinemateca.org.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&amp;base=FILMOGRAFIA&amp;lang=p&amp;nextAction=lnk&amp;exprSearch=ID=005955&amp;format=detailed.pft"><i><span style="font-weight: 400;">Fuzis</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> também. Eu acho que está tudo ali. Quando a gente se expressa, esses filmes simplesmente estão juntos com a gente em nossos corações</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pretto conta que </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i><span style="font-weight: 400;">, a princípio, não era para ser um filme de </span><a href="https://www.instagram.com/p/Cded6SXrVKo/"><span style="font-weight: 400;">gênero</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou seja, um Terror. Ele surgiu para falar sobre a relação de violência, de dominação e subjugação que é histórica no Brasil. “</span><i><span style="font-weight: 400;">O gênero nasceu desenvolvendo nosso roteiro, porque era só através do gênero que a gente conseguiria dar conta do que a gente estava tentando se debruçar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, finaliza o diretor. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="CONTINENTE | Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7FqR9GOCFyM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><b><i>A Vulcana Cinema</i></b><b> tem apostado em projetos de Terror, um gênero que acabou desaparecendo do país quando consideramos o circuito popular. Não há um ícone contemporâneo como foi o Zé do Caixão no século XX, então, como é apostar em </b><b><i>Continente</i></b><b> que acaba indo contra a corrente do circuito comercial em um país que é relutante com produções nacionais?  </b></p>
<p><b>Paola Wink: </b><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">O Cinema brasileiro tem muito potencial de fazer histórias de gênero, vários realizadores no Brasil estão trabalhando Cinema de gênero e seguem fazendo desde sempre, tem o Marco Dutra, </span></i><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2024/08/a-ficcao-tem-o-poder-de-elaborar-nossos-sentimentos-diz-juliana-rojas-sobre-cidade-campo-filme-que-estreia-nesta-quinta-feira-cm0e2f38v0091014udgtnpj7a.html"><i><span style="font-weight: 400;">Juliana Rojas</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> e vários outros que admiro o trabalho. A gente tem muito potencial, mas é difícil, o Cinema brasileiro tem que enfrentar esse desafio que é de financiar esses filmes e conseguir distribuir de uma forma que a gente consiga competir com o Cinema norte-americano, que domina todos [os outros]</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">A gente vai lançar [Continente] junto com o Terrifier 3 e </span></i><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/sorria-2-critica-filme"><i><span style="font-weight: 400;">Sorria 2</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> e [eles] vão estar em todas as salas. A gente precisa poder ter ferramentas para competir com esses filmes e chegar no público. Então, eu acho que o cinema de gênero e brasileiro tem muito potencial, as pessoas querem assistir, vão gostar de assistir se elas tiverem oportunidade, se a gente conseguir chegar e se comunicar. Eu vejo que a gente tem que batalhar para que existam mais filmes de gênero produzidos no Brasil e em condições que sejam propícias para isso, que a gente possa financiar e ter orçamento para fazer filmes de qualidade e de gênero</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre</span> <span style="font-weight: 400;">a semana de 31 de Outubro a 06 de Novembro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente </span></i><span style="font-weight: 400;">estará sendo exibido em 29 Cinemas em todo país, em sua maioria nas capitais. Na cidade de São Paulo, apenas três estabelecimentos realizam a exibição. No aplicativo </span><i><span style="font-weight: 400;">Ingresso.Com</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sorria 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui ao menos 30 exibidores, com variações para 32 ou 35 dependendo do dia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Terrifier 3 </span></i><span style="font-weight: 400;">mantém a mesma média de 35. </span></p>
<figure id="attachment_34297" aria-describedby="caption-attachment-34297" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34297" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-2-540x800.jpg" alt="Cena do filme ContinenteNa imagem, a personagem Amanda está no topo, de ponta cabeça, com o rosto manchado de sangue. Ela é uma mulher na faixa dos 30 anos, de pele clara e cabelos escuros. No busto de Amanda está transposta a personagem Helô, ela está de perfil, do lado esquerdo, olhando para fora, e com expressão de dúvida. Ela tem um brinco em argola dourado na orelha. Ela é uma mulher na faixa dos 40 anos, de pele escura e cabelos cacheados. Na nuca, o personagem Martin está transposto na nuca de Amanda. Ele está de perfil, olhando para trás com expressão de ira. Metade do rosto dele está coberto pelo rosto de Amanda. Ele é um homem na faixa dos 30 anos, de pele escura e cabelos crespos. O pôster é inteiro vermelho, ao fundo, no topo, também de ponta cabeça há um campo e casas antigas. Na parte de baixo, está escrito em letra menor “dirigido por Davi Pretto”, abaixo em letras maiores vem o título Continente. As letras estão em cor preta. Em seguida está o nome do elenco, equipe e a logo das produtoras e patrocinadores. " width="540" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-2-540x800.jpg 540w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-2-691x1024.jpg 691w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-2-768x1139.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-2-1036x1536.jpg 1036w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-2.jpg 1079w" sizes="auto, (max-width: 540px) 85vw, 540px" /><figcaption id="caption-attachment-34297" class="wp-caption-text">A atriz Ana Flavia Cavalcanti é uma das estrelas do filme (Foto: Vulcana Cinema)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta história sobre o passado e presente escravocrata e dominador europeu no Brasil, a linguagem se tornou parte dos símbolos de poder e terror em </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i><span style="font-weight: 400;">, exatamente como no país que subjugou línguas nativas a favor do português. A atriz </span><a href="https://heloisatolipan.com.br/tv/com-personagem-safica-e-produtora-de-conteudos-eroticos-olivia-torres-fala-sobre-sexualizacao-lesbica-no-audiovisual/"><span style="font-weight: 400;">Olívia Torres</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Totalmente Demais) usou dessa narrativa para compor sua personagem e apostar em momentos de improviso com o ator francês Corentin Fila. Ela diz com muita empolgação sobre o processo, comparando-o com uma carpintaria – muito saboroso de se fazer. </span></p>
<p><b>Olívia, a sua personagem Amanda, em determinado momento do filme, acaba perdendo destaque no sentido de falas. Há uma atuação sobre gestos e olhares, sobre o seu corpo e não o que você está dizendo. Como foi esse processo de conseguir sustentar uma personagem, uma protagonista, sem ter, a partir de um momento, muitas falas? </b></p>
<p><b>Olívia Torres:</b><span style="font-weight: 400;"> “</span><i><span style="font-weight: 400;">É curioso</span></i><b><i>, </i></b><i><span style="font-weight: 400;">nunca medi personagem por falas, sempre fiz muito Teatro em que eu fazia parte do coro e tava lá no fundo, super participando, tentando trazer toda a minha energia. Na verdade, a partir do momento que ela perde a linguagem, se torna mais interessante, porque outras coisas começam a emergir assim. Esse corpo mais animalesco e uma certa voracidade que a gente tentou encontrar no olhar, algo que torne ela é perigosa, mas também atraente. Não é perigosa o suficiente para você se afastar dela, mas não atraente também para você não perceber que ela pode te morder</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Uma cena específica foi uma improvisação com o Corentin, que faz  o Martin. Eu falo muito básico de francês, não sou fluente, fiquei com muito receio de, nas cenas de improvisação falar algo que gramaticalmente tivesse completamente errado, daí decidi ficar em silêncio. Ele só berrando comigo, é uma cena que ele fica pedindo para que eu fale e eu, de fato, não podia falar. Foi muito interessante ver o silêncio, a reação dele ao silêncio dela. Enfim, foi muito massa, uma grande experimentação do início ao fim, muito saborosa</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">O longa foi produzido pela Vulcana Cinema, com coprodução da Dublin Films, Murillo Cine e Pasto, e com distribuição pela Vitrine Filmes. Paola Wink além de produzir e escrever Continente, também é criadora da Vulcana Cinema ao lado de Jessica Luz.</span></p></blockquote>
<p><b>Quando Amanda e Martin chegam na cidade, ele tem um choque de cultura, os moradores saem das casas e ficam observando vocês entrarem. Em outro momento, vocês dois estão conversando, ele fala em francês e você tá respondendo em português. Nesse momento, vocês não estão mais falando mais a mesma língua. Vocês acham que essa barreira de linguagem e de cultura é um aspecto de terror em </b><b><i>Continente</i></b><b>? </b></p>
<p><b>Olívia Torres:</b><span style="font-weight: 400;"> “</span><i><span style="font-weight: 400;">De fato, parece que as únicas pessoas que estão em comunicação absoluta são as pessoas de dentro do vilarejo. A Amanda sabe as duas línguas [português e francês], talvez, possa ser um lugar de posição, de poder. As pessoas ficam falando mal do Martin na frente dele, coisas horríveis e ele não vai saber o que está sendo dito. Então é difícil, né? Tem a relação da Helô com o argentino que traz as drogas, é fronteiriço. Parece que a linguagem delimita os espaços de cada um. E os signos dessas linguagens também. Eu acho que ouvir uma pessoa falando em francês, já te dá uma impressão sobre aquela pessoa. Ela é europeia, ela tem mais, sabe?  Somos um país colonizado, acho que tem vários signos que a linguagem carrega que podem criar tensões, e no Terror, no Cinema de gênero, são super importantes. E aí a Amanda que sabe falar as duas línguas nega a linguagem</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><b>Davi Pretto:</b><span style="font-weight: 400;"> “</span><i><span style="font-weight: 400;">Tem um abismo que separa essas pessoas [moradores e forasteiros], que tem a ver com diferentes identidades dentro desse lugar, diferentes posições dentro desse sistema. De alguma forma, esse sistema que opera dentro desse vilarejo, espera que essas pessoas ocupem certos espaços já designados e isso não tá muito diferente da nossa vida, do país que a gente vive, são abismos muito violentos. Por um outro lado, eu acho que apesar que tenha esse abismo que separa eles dentro dessas identidades ou dessas posições já delimitadas, tem algo neles que pulsa, é assustadoramente o que coloca eles no mesmo lugar que é o desejo. Mesmo quando a </span></i><a href="https://vejasp.abril.com.br/coluna/terraco-paulistano/ana-flavia-cavalcanti-estrela-dois-filmes-e-novela-das-seis-na-globo"><i><span style="font-weight: 400;">Helô</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, que é uma personagem mais frontalmente oposta a Amanda, o que ela quer também é desejo, porque toda a mudança também é desejo. Então eu acho que essa relação do desejo e da violência dentro do filme é bem assustadora e é o que torna o filme perturbador</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_34298" aria-describedby="caption-attachment-34298" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34298" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-3-800x534.jpg" alt=" Fotografia de Davi PrettoNa imagem, Davi Pretto está sentado em um sofá com uma das pernas em cima do joelho da outra. As mãos estão apoiadas na perna e entrelaçadas. Ele veste uma jaqueta vermelha com capuz cinza na parte de dentro, a jaqueta possui ziper e botão. Ela está aberta, por dentro há uma camiseta azul marinho com estampa de uma ave com as asas abertas e escritos em vermelho. Davi usa uma calça preta. Ele é um homem branco, na faixa dos 30 anos, de cabelos castanhos e lisos, penteados para o lado e barba e bigode na cor castanho claro. " width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-3-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/continente-3.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34298" class="wp-caption-text">Castanha (2014) foi o primeiro longa-metragem de Davi Pretto (Foto: Mario Miranda Filho)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O horror, agora sim deste gênero, de Davi Pretto, se lança em uma história brasileira com muito derramamento de sangue e o longa não poupa o público de ser molhado por mais litros de líquido vermelho. </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/colunas/458365/o-alem-do-susto-terror-pos-horror-e-o-poder-do-jump-scare/"><i><span style="font-weight: 400;">Jumpscare</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, violência explícita e Terror psicológico fazem presença em </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i><span style="font-weight: 400;">, qualquer entusiasta e cinéfilo pode se apavorar com as questões que o cineasta coloca no filme “</span><i><span style="font-weight: 400;">somos todos iguais ou somos todos diferentes? Eu acho que essa pergunta é assustadora. Talvez somos todos iguais porque somos todos diferentes, é uma pergunta que o filme de alguma forma acaba colocando em dado momento por essa relação do desejo e da violência que tá ali rolando</span></i><span style="font-weight: 400;">”, encerra o cineasta.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/persona-entrevista-davi-pretto-olivia-torres-e-paola-wink/">Persona Entrevista: Davi Pretto, Olívia Torres e Paola Wink</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/persona-entrevista-davi-pretto-olivia-torres-e-paola-wink/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">34295</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Continente e sua perturbadora sede de sangue</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/continente-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/continente-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Oct 2024 18:24:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Corentin Fila]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Luciana Baseggio]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Direção]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Rumos]]></category>
		<category><![CDATA[Olivia Torres]]></category>
		<category><![CDATA[Precisamos Falar]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória Borges]]></category>
		<category><![CDATA[Vitrine Filmes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=34253</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vitória Borges Exibida nos prestigiados Festival Internacional de Cinema de Munich e Festival do Rio, a produção brasileira Continente faz parte da seção Mostra Brasil na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O longa, que acompanha a história de um simples vilarejo nas planícies do Sul do país, mostra uma narrativa muito distópica &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/continente-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Continente e sua perturbadora sede de sangue"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/continente-critica/">Continente e sua perturbadora sede de sangue</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34255" aria-describedby="caption-attachment-34255" style="width: 574px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34255" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-12.png" alt="Cena do filme Continente. Na imagem vemos o rosto de Amanda coberto de sangue. Amanda, mulher branca com olhos e cabelos castanhos, encontra-se boquiaberta e com muito sangue ao redor de sua boca. Ao fundo da foto está escuro." width="574" height="324" /><figcaption id="caption-attachment-34255" class="wp-caption-text">Davi Pretto recebeu o prêmio de Melhor Direção na categoria Novos Rumos do Festival do Rio 2024 (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Borges</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibida nos prestigiados Festival Internacional de Cinema de Munich e Festival do Rio, a produção brasileira </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente </span></i><span style="font-weight: 400;">faz parte da seção Mostra Brasil na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">. O longa, que acompanha a história de um simples vilarejo nas planícies do Sul do país, mostra uma narrativa muito distópica que aborda o colonialismo, misturando drama com horror. </span></p>
<p><span id="more-34253"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzido por </span><a href="https://www.festivaldorio.com.br/br/noticias/continente-novos-rumos-festival-do-rio-2024"><span style="font-weight: 400;">Davi Pretto</span></a><span style="font-weight: 400;"> e distribuído pela Vitrine Filmes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente </span></i><span style="font-weight: 400;">mergulha na vida de Amanda (interpretada por Olivia Torres) que está de volta ao Brasil após passar 15 longos anos morando na França com seu namorado Martin (Corentin Fila). Na trama, a jovem retorna ao país pois seu pai, Agenor, adoece e está à beira da morte, o que acarreta diversos rumores a respeito da saúde do velho fazendeiro que comanda a pequena cidade pacata sulista.</span></p>
<figure id="attachment_34254" aria-describedby="caption-attachment-34254" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34254" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-11.png" alt="Cena do filme Continente. Na foto vemos Helô fechando um container. Helô, mulher negra de cabelos castanhos curtos, usa uma blusa azul bebê. Sua mão esquerda e o restante de seu corpo estão apoiados na porta de um grande container de metal." width="770" height="434" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-11.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-11-768x433.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34254" class="wp-caption-text">Continente apresenta uma visão colonialista do mundo (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma estética ruralista que se aproxima a </span><a href="https://personaunesp.com.br/bacurau-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bacurau</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), a obra de Davi Pretto carrega muito suspense e mistério, que fazem parte da construção narrativa, criando uma atmosfera de tensão e expectativa no espectador. Personificando os trabalhadores rurais através de atos vampirescos, os zumbificando e deixando à mercê de seu patrão – que explora sua mão de obra –, os moradores da pequena cidade se veem em uma posição que remete a escravidão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobrepondo o peso de que “</span><i><span style="font-weight: 400;">a mentira corrói a alma de quem mente</span></i><span style="font-weight: 400;">”, a Fotografia de Luciana Baseggio adota um tom sombrio, com cores escuras e elementos filmados pela câmera que nos deixam desconfortáveis. Apesar de ter uma ótima trama, seu ritmo delibera sua atmosfera e acaba tornando-a muito lenta, o que deixa a desejar em determinados </span><i><span style="font-weight: 400;">frames </span></i><span style="font-weight: 400;">do longa, abrindo abas para a falta de clareza e </span><a href="https://cinepop.com.br/critica-continente-terror-rural-com-ares-vampirescos-festival-do-rio-2024-580762/"><span style="font-weight: 400;">entendimentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de certos acontecimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de componentes que remetem a </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-desejo-e-obsessao-2001/"><i><span style="font-weight: 400;">Desejo e Obsessão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2001) de Claire Denis, a sonoridade é o que mais chama atenção dentro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente</span></i><span style="font-weight: 400;">. O prazer no apetite voraz dos personagens pelo sangue e o perturbador ‘acordo’ que os moradores possuem com dono da grande propriedade cumprem com seu objetivo de abordar um lado feroz e metafórico, ressaltando a crítica sobre  ‘dar o sangue pelo trabalho’ feita pelo longa.  </span></p>
<figure id="attachment_34256" aria-describedby="caption-attachment-34256" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34256" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-7.png" alt="Cena do filme Continente. Na imagem vemos Amanda olhando para o horizonte. Amanda, mulher branca de cabelos castanhos, usa camisa de botão bege. Ela está olhando através de uma janela à sua esquerda. Ao fundo é possível observar o interior de sua casa." width="770" height="434" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-7.png 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image3-7-768x433.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34256" class="wp-caption-text">A produção do filme teve colaboração de cinco países (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de buscar um apelo para o lado visceral do Cinema, </span><i><span style="font-weight: 400;">Continente </span></i><span style="font-weight: 400;">apresenta uma história um tanto </span><a href="https://conectageek.com.br/critica-continente/"><span style="font-weight: 400;">macabra</span></a><span style="font-weight: 400;"> e selvagem. Em um ato metafórico e explícito que caminha entre a persistência de um sistema hierárquico e as marcas do colonialismo, o longa se sobrepõe como uma excelente produção de horror brasileira.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Continente </span></i><span style="font-weight: 400;">entrega um enredo profundo, em que as relações de poder são tanto elementos de conflito quanto de reflexão, ecoando as vozes do presente e do passado em um Brasil que é, ao mesmo tempo, uma </span><a href="https://enlatado.com.br/tag/davi-pretto/"><span style="font-weight: 400;">herança</span></a><span style="font-weight: 400;"> e uma prisão. Os símbolos e valores se rompem em um grande mar de sangue, nos deixando uma reflexão: no fim, quem suga o sangue de quem?</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="CONTINENTE | Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7FqR9GOCFyM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/continente-critica/">Continente e sua perturbadora sede de sangue</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/continente-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">34253</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
