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	<title>Arquivos O Novo Pesadelo - O Retorno de Freddy Krueger &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos O Novo Pesadelo - O Retorno de Freddy Krueger &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Já faz 30 anos que Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy Krueger deixa Hollywood sem dormir</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 18:40:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo  Franquias em Hollywood não faltam, tem para todo tipo e gosto. Mas o que acontece quando elas, ou até mesmo um gênero, se tornam um pesadelo? Quando em 1984, o primeiríssimo A Hora do Pesadelo estreou, mal sabia Wes Craven que, dez anos mais tarde teria, que desconstruir sua maior criação: Freddy Krueger. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/novo-pesadelo-o-retorno-de-freddy-krueger-30-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Já faz 30 anos que Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy Krueger deixa Hollywood sem dormir"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34601" aria-describedby="caption-attachment-34601" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-34601" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-3-800x427.png" alt="Cena do filme O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy KruegerNa imagem, o personagem Freddy Krueger está centralizado, fazendo uma pose de mau. Ele está mostrando a parte de cima da mão direita, que possui garras e está em carne viva e ossos aparentes. Seu rosto está também ferido, com carne e pele clara se misturando. Seus olhos são verdes. Ele veste um suéter de frio com listras vermelhas e verde escuro." width="800" height="427" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-3-800x427.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-3-1024x546.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-3-768x410.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image4-3.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34601" class="wp-caption-text">Na versão original, o nome do autor aparece antes do título do filme, Wes Craven&#8217;s New Nightmare (Foto: New Line Cinema)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Franquias em Hollywood não faltam, tem para todo tipo e gosto. Mas o que acontece quando elas, ou até mesmo um gênero, se tornam um pesadelo? Quando em 1984, o primeiríssimo </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-hora-do-pesadelo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Hora do Pesadelo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estreou, mal sabia Wes Craven que, dez anos mais tarde teria, que desconstruir sua maior criação: Freddy Krueger. O </span><i><span style="font-weight: 400;">Novo Pesadelo &#8211; O Retorno de Freddy Krueger</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1994) completa 30 anos em 2024 com muita coisa a ensinar ao Cinema, principalmente ao de super-heróis. </span></p>
<p><span id="more-34600"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do primeiro e último filme (até 1994), a saga teve outras cinco </span><a href="https://tecnoblog.net/responde/a-ordem-dos-filmes-da-franquia-a-hora-do-pesadelo/"><span style="font-weight: 400;">sequências</span></a><span style="font-weight: 400;">, todas com outros diretores, algumas com outros protagonistas e uma que até ignora o original. Chegou um momento em que o título original, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Nightmare On Elm Street</span></i><span style="font-weight: 400;"> (algo como </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pesadelo da Rua Elm</span></i><span style="font-weight: 400;">, em tradução livre) perdeu sentido: a rua nem era mais a protagonista. O local onde os jovens de 1984 viviam é de suma importância para narrativa; a residência que deveria ser lar de proteção é inseguro, namorados e amigos moram em frente, as relações entre os personagens e o público são dependentes da geografia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os personagens deixaram de ser filhos dos responsáveis pela morte de Krueger (Robert Englund) e, cada vez mais, os longas entravam em uma espiral de novos conceitos mirabolantes</span> <span style="font-weight: 400;">e cenas de ação (não mais Terror) cada vez mais absurdas, tudo para, de alguma forma, manter-se relevante e cativante ao público. Diferente de outros </span><a href="https://personaunesp.com.br/chucky-1a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">assassinos</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">, subgênero que sofreu com um tremendo desgaste nas décadas de  1980 e 1990, os filmes do ‘bicho-papão’ não são de todo mal. O quarto filme possui uma atmosfera </span><i><span style="font-weight: 400;">teen </span></i><span style="font-weight: 400;">maravilhosa, que combina bem com o fim dos sonhos – afinal, quem mais aspira do que adolescentes? –, e, com todo teor </span><i><span style="font-weight: 400;">gay</span></i><span style="font-weight: 400;">, o segundo, apesar das </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-scream-queen-my-nightmare-on-elm-street/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">polêmicas</span></a><span style="font-weight: 400;">, é excelente. Ainda com acertos, os pesadelos ficaram piores e desconectados do que um dia foi a rua Elm.</span></p>
<figure id="attachment_34602" aria-describedby="caption-attachment-34602" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34602" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-4-800x450.png" alt="Cena do filme O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy KruegerNa imagem, a personagem Heather está com expressão de medo. Ela é uma mulher branca, na faixa dos 30 anos, de cabelos claros e cacheados. Seu olho é azul. Ela usa uma roupa escura e um colar. O cenário é um quarto comum, com uma cama e quadro atrás." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image2-4.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34602" class="wp-caption-text">Embora seja a protagonista do clássico de 1984, Heather Langenkamp estrela apenas três longas (Foto: New Line Cinema)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de tanta profanação, como fazer do pesadelo um sonho? Wes Craven achou a saída na metalinguagem. Transformou </span><i><span style="font-weight: 400;">A Hora do Pesadelo</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um mero filme dentro de outro filme, e a protagonista Nancy (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=81oLzV3Ln-w"><span style="font-weight: 400;">Heather Langenkamp</span></a><span style="font-weight: 400;">),</span><span style="font-weight: 400;"> na verdade, é Heather, uma atriz de Hollywood. Na trama, ela convive com intensos terremotos e ligações ameaçadoras, a situação se agrava quando seu filho começa a ter crises de sonambulismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo das sequências, Krueger virou um ícone da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, e passou de vilão para um personagem ácido e carismático. Quando Wes Craven deu à luz ao ícone, ele havia atribuído tais características, porém, ainda parecia apavorante. A partir do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=edFS5W68b8s"><span style="font-weight: 400;">terceiro filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> não mais tememos os pesadelos, mas ansiamos para vê-los. Então, o diretor e roteirista decide repaginá-lo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Novo Pesadelo</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele perde a ‘malemolência’, agora, é malvado em sua totalidade, como um fenômeno da natureza, definido por nascença. Além de mudar a aparência, </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><span style="font-weight: 400;">Craven</span></a><span style="font-weight: 400;"> aposta em uma direção que esconde o personagem. As aparições, em primeiro momento, se garantem em garras saindo do lençol e sentimos a presença de Krueger através de sonhos e elementos familiares, como a cena em que a criança tem facas de cozinha encaixada nos dedos. Quando ele finalmente aparece, é filmado com muita imponência. Ali, o ícone ressuscitava.</span></p>
<figure id="attachment_34603" aria-describedby="caption-attachment-34603" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-34603" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image5-2.png" alt="Cena do filme O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy KruegerNa imagem, Freddy Krueger está saindo de dentro de um lençol de cama. O lençol na cor azul está com um buraco, Freddy está com a cabeça saindo para fora, encarando, com uma expressão de raiva. Ele está com as mãos nos cantos, abrindo o buraco para enfim sair do lençol. Na esquerda, sua mão possui garras e está em carne viva e ossos aparentes. Seu rosto está também ferido, com carne e pele clara se misturando. Seus olhos são verdes. O ambiente é um quarto iluminado por uma luz azul, noturna." width="800" height="445" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image5-2.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image5-2-768x427.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34603" class="wp-caption-text">Além de sete longas nas décadas de 1980 e 1990, a franquia teve série de TV, remake e até crossover com Jason de Sexta-Feira 13 (Foto: New Line Cinema)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A estratégia de descrever uma obra por si mesmo foi utilizada, mais uma vez pelo diretor, dois anos mais tarde, no célebre </span><a href="https://personaunesp.com.br/ironico-autoconsciente-como-panico-mudou-para-sempre-genero-terror/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">(1996), que também crítica o desgaste do gênero. No entanto, não é ‘só’ isso que é motivo de êxtase no último filme da rua Elm dirigido por Wes Craven. </span><i><span style="font-weight: 400;">Branca de Neve</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Chapeuzinho Vermelho</span></i><span style="font-weight: 400;">, todos contos de fada que você já leu, ouviu, assistiu e sabe se lá mais o que fizeram com eles, também se tornaram banais, fato é que perderam até o tom macabro pós-adaptação da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q_b3xfWjQd4"><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O cineasta, então, permite fazer de Freddy Krueger como um conto, capturado por ele e usado tantas vezes que perdeu o sentido e o medo. Só quem poderia sentir medo seria uma criança, que nunca tivera antes contato com esse personagem. Nessa hora, Dylan (Miko Hughes), filho de Heather, entra na história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O papel inverte, Heather agora é a mãe que precisa proteger, não mais ser protegida. Nessa tarefa, a nota dela é dez. No que pode ser considerado como um dos grandes momentos do filme, ela confronta médicos que a julgam de louca, mas é ela quem entra no mundo dos pesadelos para salvar seu filho. Em uma bela alusão ao conto </span><i><span style="font-weight: 400;">João e Maria</span></i><span style="font-weight: 400;">, dos irmãos </span><a href="https://olhardigital.com.br/2024/06/13/cinema-e-streaming/os-10-melhores-filmes-e-series-baseados-nos-contos-dos-irmaos-grimm/"><span style="font-weight: 400;">Grimm</span></a><span style="font-weight: 400;">, que é lido por ela antes de pôr o menino para dormir, eles conseguem, juntos, enfiar Krueger no forno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Wes Craven entende que, para novamente provocar medo, é preciso voltar às origens, no que provocava medo no passado e o que faz o público fazer xixi nas calças: a relação de mãe e filho parece uma boa pedida. Uma mãe que luta e acredita em seu filho. Nada adianta sonhos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IG1nFowtY1c"><span style="font-weight: 400;">megalomaníacos</span></a><span style="font-weight: 400;"> se a conexão de espectador com personagens seja escassa, inclusive, todas as sequências oníricas do filme nem passam perto da loucura dos filmes anteriores. São  mais sutis e simples. </span></p>
<figure id="attachment_34604" aria-describedby="caption-attachment-34604" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34604" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1-3.png" alt="Cena do filme O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy KruegerNa imagem, Dylan tem facas coladas com esparadrapo nos dedos da mão direita, que está levantada em pose de ataque. A expressão do garoto é de raiva. Ele está na cozinha, ao fundo, em desfoque, há mesa, cadeiras, bancada e utensílios de cozinha. A iluminação é azul escuro. Dylan é uma criança na faixa dos 10 anos, de cabelos castanhos curtos e lisos, pele clara. Ele veste um pijama xadrez verde e branco. Ele veste uma blusa de manga longa." width="800" height="445" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1-3.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image1-3-768x427.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34604" class="wp-caption-text">Miko Hughes ficou conhecido por seu papel como Aaron em Full House (Foto: New Line Cinema)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal movimento sobre o gênero se repete agora com o de super-herói. O número de produções ao ano aumentou desde o pré-histórico </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men </span></i><span style="font-weight: 400;">(2000), assim, o público caminha para uma certa saturação – ainda que alguns filmes alcancem uma </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/deadpool-e-wolverine-se-torna-21a-maior-bilheteria-da-historia"><span style="font-weight: 400;">bilheteria grande</span></a><span style="font-weight: 400;"> – e as histórias ficam cada vez mais maximalistas. Porém, com a repetição formulaica e visando somente lucro, a potência desses atos ficaram </span><a href="https://medium.com/@davimarcelgo10/aquilo-que-j%C3%A1-foi-especial-alien-1979-de-ridley-scott-e816e657d218"><span style="font-weight: 400;">vazios</span></a><span style="font-weight: 400;">. Um raio azul em Nova York é só um raio azul; um primeiro voo é só um voo; vestir o traje é vestir pijama. Assim como o </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;"> perdeu o poder de apavorar, os heróis </span><a href="https://personaunesp.com.br/vidro-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">não encantam</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/deadpool/"><i><span style="font-weight: 400;">Deadpool</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2016) fez uma espécie de crítica aos arquétipos e clichês dos filmes, mas nada tão a fundo quanto </span><a href="https://open.spotify.com/episode/5zlti0db2GdGXN2KsH56AB?si=_Yo_yg6pTraNbHfGliww9g"><i><span style="font-weight: 400;">Deadpool &amp; Wolverine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024) fez ao esbanjar da metalinguagem e auto referências de estúdios. O fato é que Shawn Levy, o diretor, não é Wes Craven. A função linguística é usada por mero </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservice</span></i><span style="font-weight: 400;">, não para discutir como está o gênero e para onde ele vai. Os poucos filmes que deram certo na leva pós </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Ultimato</span></a><span style="font-weight: 400;"> (2019) foram justamente os que tinham um certo coração, de personagens com vínculos entre si e com público, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia Vol.3</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2023). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Coincidentemente, James Gunn, diretor da trilogia cósmica da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, está no comando de </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2025) e, talvez, este filme seja a resposta para o desgaste de gênero de super-herói. Retornando às origens, ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Superman: The Movie </span></i><span style="font-weight: 400;">(1978) de Christopher Reeve, a inocente cueca por baixo da calça, aos </span><a href="https://www.omelete.com.br/superman/superman-james-gunn-explica-krypto-supercao"><i><span style="font-weight: 400;">pets</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, às histórias sinceras e não cínicas ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-vs-superman-uma-batalha-perdida/"><span style="font-weight: 400;">pessimistas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por ironia do destino, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico </span></i><span style="font-weight: 400;">já está cambaleando e sofrendo dos mesmos efeitos que um dia </span><i><span style="font-weight: 400;">Hora do Pesadelo</span></i><span style="font-weight: 400;"> sofreu.</span></p>
<figure id="attachment_34605" aria-describedby="caption-attachment-34605" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34605" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-3-800x450.png" alt="Cena do filme O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy KruegerNa imagem, Freddy Krueger e Dylan estão de frente um para o outro. Dylan no lado direito, de costas. Krueger está do lado esquerdo, com a boca arreganhada, o queixo para baixo do pescoço, pronta para devorar Dylan. Dylan é um garoto na faixa dos 10 anos, de cabelos castanhos curtos e lisos, pele clara. Freddy Krueger tem o rosto com cicatrizes, com carne e pele clara se misturando. Seus olhos são verdes. Ambos estão dentro de uma fornalha. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-3-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image3-3.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34605" class="wp-caption-text">Freddy Krueger foi inspirado em um acontecimento da infância do próprio Wes Craven (Foto: New Line Cinema)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A metalinguagem não é mais novidade e a graça de adivinhar quem é o </span><i><span style="font-weight: 400;">ghostface </span></i><span style="font-weight: 400;">já virou conto de natal. Guilherme Leal, redator do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> – olha aqui a metalinguagem –em sua crítica sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 6</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023), diz que “</span><i><span style="font-weight: 400;">seria bom dar um descanso a sua imagem e deixá-lo se aposentar como um personagem icônico em vez de torná-lo maçante e superficial</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Era esse o sentimento na década de 1990, antes de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Novo Pesadelo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Infelizmente, Wes Craven não está mais entre nós para tirar sarro de sua própria criação e movimento, porque ele sim iria garantir ao seu público fiel, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-6-critica/"><span style="font-weight: 400;">pior noite de sono de suas vidas</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É como se o gênero tivesse nascido com ele. Afinal, desconstruir sua maior </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NNpXeiLGOzA"><span style="font-weight: 400;">criação</span></a><span style="font-weight: 400;">, deixá-lo de cara limpa e, ainda assim, manter a curiosidade, o suspense e a tensão na trama, ao mesmo tempo que critica a indústria – sobre fenômenos que acontecem ainda hoje – enquanto equilibra todos esses elementos em um filme que não deixa a ‘peteca’ cair, não é para qualquer um. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cineasta intensifica os tormentos porque entende o Terror, o buscando nas origens e nas primeiras histórias que apavoram crianças. Acima de tudo, tal como uma criança chama de madrugada pela mãe, Wes Craven sabe que apenas quem nos ama pode nos tirar do pior pesadelo. Hollywood precisa olhar para as origens e traçar novos caminhos, aprender com Wes Craven, que sempre amou o Terror e foi um dos responsáveis pela solidificação do gênero nos EUA. Chegou a hora de chamar o pai.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/novo-pesadelo-o-retorno-de-freddy-krueger-30-anos/">Já faz 30 anos que Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy Krueger deixa Hollywood sem dormir</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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