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	<title>Arquivos O Estranho &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Você pisa em território indígena e O Estranho expõe isso</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jun 2024 19:00:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Marcela Lavorato Qual seria o seu sentimento se, ainda criança, tivesse o território invadido, a casa demolida e a vida inteiramente mudada, para sempre, para dar lugar a um aeroporto? O Estranho se apresenta dessa forma, como uma ficção, mas entrega um caráter mais documental pelo motivo de que essa é a história de muitas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-estranho-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Você pisa em território indígena e O Estranho expõe isso"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33627" aria-describedby="caption-attachment-33627" style="width: 1728px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-33627" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-7.png" alt="Cena do filme O Estranho. Ao fundo, vemos um avião no lado direito da imagem. Em primeiro plano, uma grade divide o aeroporto das duas mulheres que estão do lado de fora da grade. Ao lado esquerdo, Sílvia está apoiada na grade. Utiliza uma tiara colorida, uma blusa vermelha com uma abertura nas costas e calça jeans. Mais a direita, Alê está de braços cruzados. Utiliza uma camisa cinza, calça jeans e seu cabelo está amarrado com uma trança." width="1728" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-7.png 1728w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-7-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-7-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-7-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-7-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-7-1200x800.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33627" class="wp-caption-text">Ao longo de 1 hora e quarenta minutos, vemos a história de Guarulhos por diversas perspectivas (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual seria o seu sentimento se, ainda criança, tivesse o território invadido, a casa demolida e a vida inteiramente mudada, para sempre, para dar lugar a um aeroporto? </span><a href="https://www.rfi.fr/br/cultura/20230219-berlinale-2023-longa-brasileiro-o-estranho-relaciona-conflitos-de-identidade-a-intrus%C3%B5es-em-territ%C3%B3rios-ind%C3%ADgenas"><i><span style="font-weight: 400;">O Estranho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se apresenta dessa forma, como uma ficção, mas entrega um caráter mais documental pelo motivo de que essa é a história de muitas pessoas que são afetadas pela colonização, seja a de 500 anos atrás ou a de ontem. </span></p>
<p><span id="more-33624"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama, exibida no 73º Festival de Cinema de Berlim, acompanha Alê (Larissa Siqueira) e a sua jornada para trabalhar no Aeroporto de Guarulhos, em cima do lugar onde já foi sua casa, em </span><a href="https://medium.com/@dasnarrativas/aldeia-ind%C3%ADgena-filhos-desta-terra-a89102d394d4"><span style="font-weight: 400;">território indígena</span></a><span style="font-weight: 400;">. Dentro dessa atmosfera, somos envolvidos no drama da personagem, partindo do dia a dia no emprego até suas abstrações sobre a sua vida – como ela é ou como poderia ser. Caminhamos com Alê e somos invadidos pelas suas emoções quando a mesma relembra o seu passado, que é muito sentido no presente. Por se tratar de um tema tão atual em nossa história, a obra afirma-se nessa capacidade do Cinema de reverberar questões sociais através do espaço-tempo, sem ser simplista.</span></p>
<figure id="attachment_33625" aria-describedby="caption-attachment-33625" style="width: 1728px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33625" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-7.png" alt="Cena do filme O Estranho. Quatro fotos estão sobre a cama. Em cada foto, há pelo menos uma pedra de diferentes formatos, cores e materiais. Uma mão está no centro da imagem colocando um objeto sobre as fotos." width="1728" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-7.png 1728w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-7-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-7-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-7-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-7-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-7-1200x800.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33625" class="wp-caption-text">O longa ecoa sua potência, atravessando seus telespectadores (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazendo atores e amadores, como a personagem Antônia (Antônia Franco), </span><i><span style="font-weight: 400;">O Estranho</span></i><span style="font-weight: 400;"> se enriquece com essa troca de experiências e vivências. A atuação de todo o elenco e os núcleos que se misturaram é essencial para ambientar o clima do filme, com destaque para: Larissa Siqueira, Rômulo Braga, Antonia Franco, Thiago Calixto, Laysa Costa e </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-felicidade-das-coisas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Patrícia Saravy</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os atores foram capazes de extrair potência nos fatos do cotidiano, como na cumplicidade do relacionamento </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> entre </span><a href="https://lesbocine.com/filme-o-estranho-destaque-no-ultimo-festival-de-berlim-chega-aos-cinemas-nacionais/"><span style="font-weight: 400;">Alê e Sílvia</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Patrícia Saravy). Além de tratar sobre a preservação do território indígena, vemos também a questão da precarização do trabalho no aeroporto, a rotina do sagrado, o translado ao retornar do emprego, o contato com a natureza e a procura por pertencer a um lugar de representatividade, que acaba sendo destruído a medida em que seu território é invadido. Tudo isso, de uma maneira pujante, que nos leva a experimentar o filme para além dele mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Encaminhado a partir de uma pesquisa sobre os diversos pontos da história de Guarulhos, a dupla de </span><a href="https://meioamargo.com/o-estranho-entrevista-flora-dias-juruna-mallon-berlinale/"><span style="font-weight: 400;">diretores</span></a><span style="font-weight: 400;"> Flora Dias e Juruna Mallon – que já trabalharam juntos em</span> <i><span style="font-weight: 400;">O Sol nos Meus Olhos</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2013) –, assinam uma produção evidentemente necessária para a atualidade. Idealizando o projeto desde 2014, os cineastas não pecam em apresentar algo que, em suas próprias palavras, o próprio movimento indígena vem há décadas reclamando: o </span><a href="https://www.solopretoeindigena.com.br/"><span style="font-weight: 400;">Brasil é território indígena</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Em certo momento do filme, a ficção passa a ser realmente documental por causa das entrevistas com os indígenas da Aldeia multiétnica </span><a href="https://www.instagram.com/filhosdestaterra/"><span style="font-weight: 400;">Filhos Desta Terra</span></a><span style="font-weight: 400;">, que mostram as suas culturas, ancestralidades e a resistência para garantir os seus territórios por direito. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Estranho</span></i><span style="font-weight: 400;"> produz uma narrativa – assinada também pelos diretores – muito fluida, que não necessariamente precisa apresentar desfechos para se mostrar como completa. As histórias individuais das protagonistas, mesmo não concluídas, se inteiram, pois estão entrelaçadas nessa comunhão de trabalho, casal e amizade. A porosidade do enredo é como se fosse uma lençol freático: a medida em que nos é introduzido um novo relato, o acúmulo da narrativa vai se compondo até preencher um espaço dentro de nós que nunca estará completo, pois o filme se constrói também através de mostrar, para os espectadores, que eles também têm de ‘ir atrás’ dessa </span><a href="https://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/119012/116402"><span style="font-weight: 400;">história</span></a><span style="font-weight: 400;">, tão invisibilizada e ignorada por tanto tempo. </span></p>
<figure id="attachment_33626" aria-describedby="caption-attachment-33626" style="width: 1728px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33626" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-7.png" alt="Cena de O Estranho. Ao fundo, um túnel em volta de uma floresta. Em primeiro plano, uma mulher indígena, do povo Pankararu, caminha pela estrada fumando um cachimbo. Ela veste uma blusa cinza, uma saia de palha com listras vermelhas e utiliza colares." width="1728" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-7.png 1728w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-7-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-7-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-7-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-7-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-7-1200x800.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33626" class="wp-caption-text">O filme mostra uma parcela da história de Guarulhos, que é tão negligenciada (Foto: Embaúba Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A sonoridade do filme, direcionada por Gustavo </span><span style="font-weight: 400;">Zysman Nascimento, Léo Bortolin e Vitor Moraes, é uma questão muito pulsante:</span><span style="font-weight: 400;"> turbinas de avião, rodinhas das malas de viagem, cantos sagrados, rio, correnteza, pássaros e cachoeiras. Tudo é muito sentido não só pela escuta, mas também pela eficácia das imagens – com direção de Camila Freitas e assistência de </span><span style="font-weight: 400;">Ana Galizia</span><span style="font-weight: 400;"> –, que se juntam com os sons, como a cena do </span><a href="https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/turismo/o-estranho-e-olhar-ancestral-sobre-o-aeroporto-de-guarulhos,0f3c6dd79a23285fa076bf4ba81da0ebap23kcsn.html"><span style="font-weight: 400;">Rio Baquirivu</span></a><span style="font-weight: 400;">; às vezes com leveza, como a chuva, ou com brutalidade, representada pelas aterrissagens. Com transições através de sobreposições de imagens e sons, o silêncio se apresenta como parte importante para a composição, desenhando uma textura própria do longa que podemos experimentar a partir da montagem feita por </span><span style="font-weight: 400;">João Marcos de Almeida</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Estranho –</span></i><span style="font-weight: 400;"> vencedor de diversos prêmios, entre eles, </span><span style="font-weight: 400;">Melhor Som e Melhor Fotografia no Festival Internacional de Curitiba, Olhar de Cinema, e Melhor Filme no </span><i><span style="font-weight: 400;">Queer Art</span></i><span style="font-weight: 400;"> Lisboa –,</span> <span style="font-weight: 400;">mostra que quem é o estranho ali da situação é o aeroporto. O território, antes de tudo, era constituído por famílias e amigos; vidas que foram levadas para longe de onde pertenciam. A construção do Aeroporto de Guarulhos toca em uma ferida aberta há muito tempo e o filme traz essa denúncia através de uma trajetória que, mesmo sendo individual e particular, é a de muitas pessoas e de </span><a href="https://lugaresdememoria.com.br/saracura-quilombo-no-coracao-de-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">muitos territórios</span></a><span style="font-weight: 400;"> nesse Brasil.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O estranho | trailer oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/zttvMreqbZA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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