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	<title>Arquivos Novos Diretores &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Sob o Céu Cinzento: o jornalismo viveu, vive e viverá tempos sombrios</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 22:10:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Mais do que uma cinebiografia, Sob o Céu Cinzento é um retrato fiel dos maiores obstáculos do exercício do jornalismo: a censura e opressão de governos autoritários. Não importa o país ou a cultura, em algum momento da história, todas as diferentes sociedades do mundo conviveram com a repressão sobre a imprensa. No &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/sob-o-ceu-cinzento-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sob o Céu Cinzento: o jornalismo viveu, vive e viverá tempos sombrios"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34427" aria-describedby="caption-attachment-34427" style="width: 1088px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-34427" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-12.png" alt="Cena do filme Sob o Céu Cinzento. Na imagem, um policial observa um homem algemado com a cabeça apoiada sobre a parede e as pernas abertas. A câmera os captura nesse espaço confinado que se trata de um corredor em uma prisão, pouco iluminado." width="1088" height="663" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-12.png 1088w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-12-800x488.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-12-1024x624.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-12-768x468.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34427" class="wp-caption-text">O filme polonês foi selecionado para a seção Novos Diretores da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Loco Films)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que uma cinebiografia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sob o Céu Cinzento</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um retrato fiel dos maiores obstáculos do exercício do jornalismo: a censura e opressão de </span><a href="https://ijnet.org/pt-br/story/jornalistas-bielorrussos-falam-sobre-volta-ao-trabalho-ap%C3%B3s-pris%C3%A3o"><span style="font-weight: 400;">governos autoritários</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não importa o país ou a cultura, em algum momento da história, todas as diferentes sociedades do mundo conviveram com a repressão sobre a imprensa. No caso do longa-metragem, acompanhamos a trajetória de uma jornalista bielorussa em busca de liberdade.</span></p>
<p><span id="more-34426"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Pod Szarym Niebem</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) se inspira nas vidas reais de Igor Ilyash e Katsiaryna Andreyeva, essa última, presa em 2020 por televisionar a brutalidade das Forças Armadas durante uma manifestação contra as eleições presidenciais na </span><a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2020/11/13/multidao-protesta-em-belarus-apos-morte-de-manifestante-preso-pela-policia.htm"><span style="font-weight: 400;">Praça das Mudanças</span></a><span style="font-weight: 400;">, em Minsk, que resultou na morte de Raman Bandarenka. Com mudanças para adequar a narrativa às telonas, o filme integrou a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido e roteirizado por Mara Tamkovich, também jornalista, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sob o Céu Cinzento</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sua estreia no audiovisual. Competindo na seção Novos Diretores na Mostra SP, a cineasta abusa um pouco do tom dramático mas faz um trabalho decente que perturba. É terrível sabermos que histórias como essa ainda ocorrem na atualidade e, provavelmente, sempre acontecerão. Afinal, o que é o jornalismo se não a busca por uma verdade que </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/08/29/governo-de-belarus-retira-credenciais-de-jornalistas-estrangeiros-protestos-contra-lukashenko-continuam.ghtml"><span style="font-weight: 400;">aterroriza</span></a><span style="font-weight: 400;"> os poderosos?</span></p>
<figure id="attachment_34428" aria-describedby="caption-attachment-34428" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-34428" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-13.png" alt="Cena do filme Sob o Céu Cinzento. Na imagem, captura a personagem principal a partir de seus bustos. Ela está encarcerada durante um julgamento. A protagonista é uma mulher branca de cabelos claros e olhos escuros, ela tem um olhar vazio diante de tanta punição." width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-13.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-13-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-13-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34428" class="wp-caption-text">Pod Szarym Niebem também foi exibido no Festival de Tribeca (Foto: Loco Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com atuações pouco expressivas, a Fotografia de Krzysztof Trela se sobressai. Colocando em ação cores frias e </span><a href="https://exame.com/pop/mostra-internacional-de-cinema-de-sp-10-filmes-imperdiveis-para-ver-nesta-sexta-feira-25-2/"><span style="font-weight: 400;">angustiantes</span></a><span style="font-weight: 400;">, que fazem mais pela criação de uma atmosfera sombria do que os atores, muitas vezes, presos em si mesmos. É difícil encontrar qualquer tipo de conexão entre o casal principal da trama, Lena (Aliaksandra Vaitsekhovich) e Ilya (Valentin Novopolskij), separados pelos altos muros do presídio ou não.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora tenha seus momentos de dramatização elevada que nem mesmo os atores principais conseguem acompanhar, </span><i><span style="font-weight: 400;">Sob o Céu Cinzento</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz uma denúncia alarmante sobre o passado, a atualidade e o futuro do </span><a href="https://guia.folha.uol.com.br/cinema/2024/10/ficcoes-e-documentarios-exibidos-na-mostra-refletem-sobre-conflitos.shtml"><span style="font-weight: 400;">jornalismo</span></a><span style="font-weight: 400;">; profissão constantemente ameaçada por regimes totalitários. E, se visitar o passado ajuda a compreender e evitar os mesmos erros no futuro, o longa-metragem, ao menos, traz uma boa reflexão para o público.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="UNDER THE GREY SKY [Trailer]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/x_9rJISm3ro?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Bicho Monstro assusta mais do que qualquer animal imaginário</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 21:06:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Representando nas telonas o imaginário popular da região Sul do Brasil, Bicho Monstro fez parte da seleção da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo na seção Novos Diretores. O diretor, Germano de Oliveira, coloca em perspectiva uma narrativa sobre o Thiltapes, um animal perigoso que vive nas florestas mais densas dos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/bicho-monstro-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Bicho Monstro assusta mais do que qualquer animal imaginário"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34422" aria-describedby="caption-attachment-34422" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34422" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5.jpg" alt="Cena do filme Bicho Monstro. Na imagem, vemos uma garota branca de cabelos e olhos claros descendo uma trilha na floresta. Ela veste uma jaqueta azul por cima de uma camiseta rosa e uma calça longa cinza. Ela carrega uma pequena bolsa enquanto desvenda esse cenário de gramas verdes e árvores altas que são iluminadas pelos raios de sol." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-5-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34422" class="wp-caption-text">Bicho Monstro fez parte da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo na seção Novos Diretores (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Representando nas telonas o imaginário popular da região Sul do Brasil, </span><a href="https://expansao.co/filme-gaucho-bicho-monstro-estreia-na-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><i><span style="font-weight: 400;">Bicho Monstro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez parte da seleção da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> na seção Novos Diretores. O diretor, Germano de Oliveira, coloca em perspectiva uma narrativa sobre o Thiltapes, um animal perigoso que vive nas florestas mais densas dos lugares ocupados por imigrantes alemães no país. Acontece que a ave sanguinária não é, nem de longe, o aspecto mais aterrorizante do filme.</span></p>
<p><span id="more-34421"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Bicho Monstro</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, inicialmente, cativante. No entanto, a </span><a href="https://www.ecult.com.br/artes-visuais/cinema/longa-gaucho-bicho-monstro-estreia-na-mostra-de-sao-paulo"><span style="font-weight: 400;">dinâmica contemporânea</span></a><span style="font-weight: 400;"> do pequeno vilarejo segue sendo interrompida, da pior maneira, pelo passado. Entre a curiosidade de uma pequena garota no século XXI e a gana pela descoberta científica de um botânico alemão há centenas de anos atrás, o telespectador se enxerga confuso e dividido, sem conseguir compreender qual é a ligação entre tudo isso ou, até mesmo, o objetivo do longa-metragem.</span></p>
<figure id="attachment_34423" aria-describedby="caption-attachment-34423" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34423" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-4.jpg" alt="Cena do filme Bicho Monstro. Na imagem, vemos uma peça sendo ensaiada. As poucas luzes azuladas iluminam o palco em que o ator principal parece estar em uma floresta. O público assiste com tensão aos acontecimentos que se dão em cima do palco e que representam um suposto ataque de uma criatura misteriosa, muito falada sobre na região Sul do país." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-4.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-4-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34423" class="wp-caption-text">A peça encenada no filme faz menção ao Thiltapes, criatura do imaginário popular do Sul do Brasil (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a um cenário que dialoga muito com vivências no interior enquanto repele a audiência com contornos confusos de narrativa, nem mesmo o afago de vó consegue reprimir o sentimento de decepção que o </span><i><span style="font-weight: 400;">Bicho Monstro</span></i><span style="font-weight: 400;"> causa. O roteiro, escrito pelo cineasta gaúcho junto de Igor Verde e Marcela Ilha Bordin, perde fôlego, ritmo, encantamento e o interesse do público quando desvia a atenção para </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> confusos que pouco dialogam com o presente do </span><a href="https://www.casacinepoa.com.br/noticias/2024-10-18-bicho-monstro-estreia-na-mostra-de-s%C3%A3o-paulo/"><span style="font-weight: 400;">arco principal</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com alguns outros aspectos técnicos em risco, como a óbvia regravação de falas na pós-produção, o filme brasileiro merece aplausos por se tratar de uma ideia interessante e relevante, principalmente por se tratar de um resgate de parte do </span><a href="https://www.casacinepoa.com.br/noticias/2024-10-27-bicho-monstro-concorre-ao-trof%C3%A9u-bandeira-paulista/"><span style="font-weight: 400;">imaginário popular</span></a><span style="font-weight: 400;">. Porém, a execução, que deixa a desejar, também ocasiona um gosto amargo. Ao final, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bicho Monstro</span></i><span style="font-weight: 400;"> seria realmente incrível caso se apoiasse no passado apenas para compreender o presente, e não se perder em um caminho já trilhado anteriormente.</span></p>
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		<title>À la Gonzaguinha, Bangarang fica com a pureza da resposta das crianças</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 19:14:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Não existe criatura mais honesta e transparente do que uma criança. Usufruindo dessa característica intrínseca dos ‘pequeninos’, o documentário Bangarang apresenta o cenário quase apocalíptico vivido pela comuna italiana Taranto e seus habitantes. Nessa película de tons alaranjados e muita poeira, todos os seres vivos são afetados pela poluição oriunda da Ilva, uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/bangarang-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "À la Gonzaguinha, Bangarang fica com a pureza da resposta das crianças"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34399" aria-describedby="caption-attachment-34399" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34399" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-2.jpg" alt="Cena do filme Bangarang. Na imagem, um menino está de costas para a câmera, observando a capital homônima da província de Taranto, localizada na Itália. A paisagem é formada por construções antigas e desbotadas, além de estar com uma cortina de poluição. A câmera captura o menino de costas a partir do busto, ele veste uma camiseta cinza. O cenário reflete abandono e descaso das autoridades." width="1999" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-2.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-2-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-2-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-2-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-2-1536x922.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-2-1200x720.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34399" class="wp-caption-text">Bangarang, do cineasta Giulio Mastromauro, integrou a programação da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo na seção Novos Diretores (Foto: Zen Movie)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não existe criatura mais honesta e transparente do que uma criança. Usufruindo dessa característica intrínseca dos ‘pequeninos’, o documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">Bangarang</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresenta o cenário quase apocalíptico vivido pela comuna italiana </span><a href="https://projetocolabora.com.br/ods3/cidade-onde-poluicao-acabou-com-o-futebol/"><span style="font-weight: 400;">Taranto</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seus habitantes. Nessa película de tons alaranjados e muita poeira, todos os seres vivos são afetados pela poluição oriunda da </span><span style="font-weight: 400;">Ilva,</span><span style="font-weight: 400;"> uma usina siderúrgica em atividade desde a década de 1960. Contudo, no universo do cineasta Giulio Mastromauro, apenas infantos e animais compõem as cenas.</span></p>
<p><span id="more-34397"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra, que integrou a seção Novos Diretores da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, retrata o abandono e descaso das autoridades com um dos maiores </span><a href="https://pt.euronews.com/2019/04/22/poluicao-industrial-mata-na-cidade-italiana-de-taranto#:~:text=Cada%20chamin%C3%A9%20industrial%20polue%20o,e%20respirat%C3%B3rias%2C%20devido%20%C3%A0%20emiss%C3%B5es."><span style="font-weight: 400;">desastres ambientais e sanitários</span></a><span style="font-weight: 400;"> da história da Europa. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (Istat), em pesquisa realizada em 2018, cerca de 1500 pessoas morrem por ano na cidade em decorrência de tipos de cânceres que, pela ciência, podem ser originados ou potencializados pela contaminação do meio ambiente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a escolha de deixar a posse da mensagem nas mãos de crianças é, ao mesmo tempo, uma bênção e maldição. Entre muitas risadas e ‘dancinhas’ do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mastromauro coloca nas telonas o microcosmo dos moradores mais novos de Taranto; um universo em que a ‘pancadaria’ é organizada pelas meninas e em que os dias sem vento são aproveitados ao máximo, uma vez que são impedidos de sair de casa quando a ventania dissemina ainda mais os dejetos da maior </span><a href="https://www.terra.com.br/noticias/mundo/siderurgica-ilva-vai-recorrer-de-decisao-que-interrompe-producao,0088acf8601ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html"><span style="font-weight: 400;">fábrica de aço</span></a><span style="font-weight: 400;"> do continente europeu.</span></p>
<figure id="attachment_34398" aria-describedby="caption-attachment-34398" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34398" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-2.jpg" alt="Cena do filme Bangarang. Na imagem, vemos um cavalo-marinho em seu habitat natural: o oceano. A composição da fotografia captura o animal sozinho em meio a imensidão azul do mar. O cavalo-marinho apresenta uma coloração alaranjada que contrasta com a luz vinda da superfície. Abaixo dele, é possível enxergar o fundo arenoso do local." width="1999" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-2.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-2-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-2-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-2-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-2-1536x922.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-2-1200x720.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34398" class="wp-caption-text">O documentário venceu o prêmio especial do júri da seção Panorama Itália do Festival de Roma (Foto: Zen Movie)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Traduzindo em cores esse </span><a href="https://exame.com/pop/bangrang-mostrasp-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">inferno na terra</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sandro Chessa faz um ótimo trabalho na Fotografia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bangarang</span></i><span style="font-weight: 400;">. É difícil não se sentir impactado pelas escolhas de perspectivas e tons que cercam os infantos na terra e os animais na água, ambos extremamente poluídos. Por outro lado, a montagem feita pelo diretor e por Cristina Barillari peca um pouco no ritmo e na inserção de depoimentos. Aos poucos, a paisagem, naturalmente exaustiva, fica ainda mais insuportável com a alternância entre muito barulho e contemplação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resposta a uma pergunta feita pelo </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">, ao final de uma exibição na Mostra SP, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q_wYNx5yxec"><span style="font-weight: 400;">Giulio Mastromauro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a produtora Virginia Gherardini comentaram sobre como as crianças que participaram do documentário reagiram ao assisti-lo. A dupla afirmou que foi exatamente como a ingenuidade retratada no longa. Todos são muito inocentes para compreenderem a gravidade em que se encontra o local, apesar dos ‘pequeninos’ terem, inconscientemente, representado muito bem a realidade cruel da província.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, embora não tenham, por hora, plena consciência crítica sobre a fábrica de aço – que além de destruir tudo e todos lentamente com a poluição, é também o ‘ganha pão’ de suas famílias –, as crianças sabem muito bem que “</span><i><span style="font-weight: 400;">o TikTok acabou com nossas cabeças</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Ao som de falas audaciosas recheadas de gargalhadas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bangarang</span></i><span style="font-weight: 400;"> age como Gonzaguinha na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">O Que É O Que É?</span></i><span style="font-weight: 400;">, do disco </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4a7f5kh2eaSyhDE4LCn4T0?si=zLmRWprvTRWjIw_R1nM6rA"><i><span style="font-weight: 400;">Caminhos do Coração</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1982): “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu fico com a pureza/Da resposta das crianças/A vida é bonita</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Bangarang, di Giulio Mastromauro - Clip" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bfuyBKEkaio?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Todo Mundo (Ainda) Tem Problemas Sexuais (e amorosos)</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Oct 2024 19:08:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Novos Diretores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos Em competição na seção Novos Diretores da 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Todo Mundo (Ainda) Tem Problemas Sexuais é uma Comédia que explora as delícias conflituosas dos relacionamentos contemporâneos. São quatro histórias que, apesar de independentes, se conectam por suas temáticas: trisal, anal, se apaixonar no ambiente profissional e com &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/todo-mundo-ainda-tem-problemas-sexuais-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Todo Mundo (Ainda) Tem Problemas Sexuais (e amorosos)"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34219" aria-describedby="caption-attachment-34219" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34219" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-7.png" alt="Cena do filme Todo Mundo (Ainda) Tem Problemas Sexuais. Em um ambiente bem decorado, uma mulher de expressão séria, com cabelo curto castanho e usando uma blusa estampada, está sentada atrás de uma mesa, observando atentamente duas pessoas que aparecem de costas no enquadramento. A mesa está repleta de objetos eróticos, incluindo brinquedos sexuais e acessórios, sugerindo um contexto de conversa aberta sobre sexualidade. Ao fundo, uma estante organizada com livros e pequenos ornamentos contribui para a atmosfera aconchegante e reflexiva do espaço, reforçando o tom direto e provocativo da cena." width="1920" height="709" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-7.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-7-800x295.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-7-1024x378.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-7-768x284.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-7-1536x567.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image1-7-1200x443.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34219" class="wp-caption-text">Renata Paschoal também é fundadora da produtora Forte Filmes, presente no Cinema, Teatro e Televisão (Foto: Forte Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Marinhos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em competição na seção Novos Diretores da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todo Mundo (Ainda) Tem Problemas Sexuais</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma Comédia que explora as delícias conflituosas dos relacionamentos contemporâneos. São quatro histórias que, apesar de independentes, se conectam por suas temáticas: trisal, anal, se apaixonar no ambiente profissional e com quem vamos ficar no final. O filme, dirigido por Renata Paschoal, brinca com as inseguranças e desejos humanos sem pudores.</span></p>
<p><span id="more-34218"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sequência de histórias tem uma pegada leve, mas nem sempre. Em alguns momentos, soa um pouco forçado, quando repete um estilo de piada muito perto da anterior, no entanto, na maioria das vezes, arranca </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/"><span style="font-weight: 400;">boas risadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando você embarca no tom do filme desde o começo. As situações nos deixam levar pelo ridículo das circunstâncias, nos identificando com aqueles momentos de vulnerabilidade que todos já passaram, mas preferem esquecer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não dá para esquecer que estamos falando da seção Novos Diretores – há sim alguns amadorismos na construção do filme. Por sorte, esses deslizes acabam dando um certo charme à produção. As atuações são ingênuas e deliciosas. </span><a href="https://gshow.globo.com/tudo-mais/tv-e-famosos/noticia/julia-maggessi-ex-atriz-mirim-de-lacos-de-familia-estreia-filme-todo-mundo-ainda-tem-problemas-sexuais.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Júlia Maggessi</span></a><span style="font-weight: 400;">, ex-atriz mirim de </span><i><span style="font-weight: 400;">Laços de Família</span></i><span style="font-weight: 400;">, está aqui em sua estreia no Cinema e se destaca em meio a um elenco que mistura rostos conhecidos da Televisão e da internet, como Letícia Lima, Hélio de La Peña e outros atores novos, cada um trazendo uma abordagem única e divertida para os dilemas dos seus personagens.</span></p>
<figure id="attachment_34220" aria-describedby="caption-attachment-34220" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34220" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-8.png" alt="Cena do filme Todo Mundo (Ainda) Tem Problemas Sexuais. Em uma sala de cinema, três pessoas estão sentadas lado a lado, rindo de forma descontraída. À esquerda, uma mulher de cabelo escuro e vestido claro com bordados de corações sorri amplamente. No centro, um homem com barba curta e camisa lilás exibe um sorriso aberto, transmitindo alegria. À direita, uma mulher ruiva com tatuagens nos braços repousa a cabeça no ombro do homem, sorrindo de maneira suave e afetiva. Ao fundo, outras pessoas estão dispersas pelas poltronas, contribuindo para o clima leve e divertido da cena, evocando momentos de companheirismo e descontração compartilhada." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-8.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-8-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-8-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-8-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-8-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image2-8-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-34220" class="wp-caption-text">Letícia Lima, Dudu Azevedo e Sophia Abrahão interpretam um trisal tragicômico (Foto: Forte Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O título </span><i><span style="font-weight: 400;">Todo Mundo (Ainda) Tem Problemas Sexuais</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz alusão ao original de Domingos Oliveira, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=z6a9JsOmQ2M"><i><span style="font-weight: 400;">Todo Mundo Tem Problemas Sexuais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2008). Mesmo depois de tantos anos, é engraçado (e um pouco amargo) perceber que os dilemas continuam os mesmos. Apesar de todo o progresso, ainda estamos presos aos nossos desejos, inseguranças e incertezas. No fim, os problemas amorosos e sexuais são universais e atemporais – e isso é o que torna o filme tão identificável e próximo de quem assiste.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse, as quatro histórias são breves explorações de diferentes aspectos dos relacionamentos. A primeira trata de um casal que se torna um trisal – </span><a href="https://revistaquem.globo.com/famoso/sophia-abrahao/"><span style="font-weight: 400;">Sophia Abrahão</span></a><span style="font-weight: 400;"> interpreta a que chegou depois –, com óbvios sentimentos inesperados; a segunda traz à tona traumas e preconceitos íntimos; a terceira é uma aula sobre os efeitos da paixão na ereção; e a quarta fala sobre a busca por novas experiências antes do compromisso definitivo do casamento.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DBhWzcbyDrA/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
<div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/reel/DBhWzcbyDrA/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> </p>
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<p></a></p>
<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/reel/DBhWzcbyDrA/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Downtown Filmes (@dtfilmes)</a></p>
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<p><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Renata Paschoal nos faz refletir sobre as inseguranças e vulnerabilidades de qualquer relação, de um jeito leve – visão que, muitas vezes, esquecemos de ter. Potencializada pela montagem de </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/366613/rio-eu-te-amo-2014-um-baguncado-desfile-de-cliches/"><span style="font-weight: 400;">Duda Benevides</span></a><span style="font-weight: 400;">, as histórias prendem nossa atenção do começo ao fim, com uma troca ágil que mantém o filme com um bom ritmo, não há como não ficar curioso para o que virá a seguir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim das contas, o longa nos lembra que problemas amorosos </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-4a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">e sexuais</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre existirão e que isso faz parte da jornada – a graça está em saber rir de nós mesmos. Mesmo que o humor às vezes seja um pouco demais, a honestidade da narrativa é o que torna </span><i><span style="font-weight: 400;">Todo Mundo (Ainda) Tem Problemas Sexuais</span></i><span style="font-weight: 400;"> tão divertido e relacionável. Afinal, no jogo do amor, ainda estamos todos tentando descobrir as regras.</span></p>
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		<title>A Sibila: Literatura e Cinema andam de mãos dadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Nov 2023 18:19:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Gomez O Cinema, enquanto Arte, amplia horizontes. Seja ao apresentar pontos de vistas únicos que fazem o espectador pensar duas vezes ou retratar uma cultura diferente, entrar em contato com o desconhecido pode também ser desafiador. Na 47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, A Sibila é um desses desafios para um público &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-sibila-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Sibila: Literatura e Cinema andam de mãos dadas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31870" aria-describedby="caption-attachment-31870" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31870" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-1.webp" alt="" width="730" height="486" /><figcaption id="caption-attachment-31870" class="wp-caption-text">A adaptação literária A Sibila integrou a 47ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo na seção Novos Diretores (Foto: Alfama Films)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cinema, enquanto Arte, amplia horizontes. Seja ao apresentar pontos de vistas únicos que fazem o espectador pensar duas vezes ou retratar uma cultura diferente, entrar em contato com o desconhecido pode também ser desafiador. Na 47ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Sibila </span></i><span style="font-weight: 400;">é um desses desafios para um público desavisado: o longa, presente na seção Novos Diretores do festival, adapta o romance homônimo de uma importante escritora portuguesa, Agustina Bessa-Luís.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, diferente de outros escritores portugueses, Bessa-Luís não virou leitura obrigatória no Ensino Médio ou nos vestibulares, e a </span><a href="https://www.blogletras.com/2020/03/a-sibila-de-agustina-bessa-luis.html"><span style="font-weight: 400;">adaptação de sua obra</span></a><span style="font-weight: 400;">, tida por muitos como impossível de ser realizada pelo tom de monólogo, instiga o público a pensar em como a Literatura e o Cinema se constroem, se conectam e se sobrepõem (se é que o fazem). Em pouco mais de uma hora, Eduardo Brito, diretor estreante em longas-metragens, assume o desafio e </span><a href="https://valkirias.com.br/adaptacoes-literarias/"><span style="font-weight: 400;">questiona esses limites</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-31867"></span></p>
<figure id="attachment_31872" aria-describedby="caption-attachment-31872" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31872" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila.jpg" alt="" width="1920" height="709" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-800x295.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-1024x378.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-768x284.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-1536x567.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-1200x443.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31872" class="wp-caption-text">A Sibila foi lançado em Portugual na semana que se comemora o centenário da autora (Foto: Alfama Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como no livro, </span><a href="https://47.mostra.org/filmes/a-sibila-47a"><i><span style="font-weight: 400;">A Sibila</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se passa no interior de Portugal em meados do século XX, em um charmoso casarão rústico, com móveis de madeira, janelas altas e paredes amarelas claras. Nele, Germana (Joana Ribeiro), sentada em uma cadeira de balanço, conta a história da vida da tia, Maria Joaquina (Maria João Pinho) a um amigo. Quina, como a familiar era conhecida, foi a única das irmãs que não se casou e teve filhos e, por isso, criou uma afeição em especial com Germa (a sobrinha).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, como qualquer narrador, a mais nova tem suas opiniões e o monólogo em </span><i><span style="font-weight: 400;">off </span></i><span style="font-weight: 400;">não a deixa mentir. Porém, é através das farpas e dos comentários duvidosos proferidos pela sobrinha que o espectador analisa as situações, equilibrando o que se escuta com o que se vê. Nesse caso, o que se vê são as ações de Maria Joaquina, já que, passeando entre os tempos em uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-longa-viagem-do-onibus-amarelo-critica/"><span style="font-weight: 400;">linguagem cinematográfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> dinâmica, o longa mescla a contação de Germa, no presente, às ações de Quina, no passado. A semelhança física entre as duas atrizes tornam a experiência ainda mais curiosa, ao, em um primeiro momento, tentar distinguir quem é quem.</span></p>
<figure id="attachment_31871" aria-describedby="caption-attachment-31871" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31871" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-2.jpg" alt="" width="640" height="430" /><figcaption id="caption-attachment-31871" class="wp-caption-text">Desde jovem, Quina usa seu poder de manipulação a seu favor (Foto: Alfama Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo e voltando entre tempos da narrativa, mas sem sair da mesma sala da Casa da Vessada que foi herdada por Quina, </span><a href="https://asibila-filme.com/"><i><span style="font-weight: 400;">A Sibila</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">impõem um ritmo que frequentemente se contrapõem à narração. Enquanto a caracterização bucólica e a sensação de isolamento prevalecem entre ambos &#8211; essa segunda parte graças à fotografia de Mário Castanheira, que filma amplos ambientes internos e externos destacando a ausência de corpos -, a condução em forma de monólogo pede um passo atrás.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque a obra se constrói em um texto que parece tirado diretamente do livro base. Com uma língua afiada e um punho fechado, a protagonista reproduz falas literárias que fascinam pela </span><a href="https://www.dn.pt/cultura/eduardo-brito-ao-filmar-a-sibila-era-preciso-nao-perder-a-riqueza-das-palavras-de-agustina-17145626.html"><span style="font-weight: 400;">riqueza de vocabulário</span></a><span style="font-weight: 400;"> e construções frasais únicas &#8211; embora afastem o espectador, que, pelo menos nas sessões da Mostra de São Paulo, não recebeu uma legenda adaptada para o português brasileiro e pode ter perdido parte da complexidade da narrativa. Tamanho é o floreio na escrita, em um roteiro também de Eduardo Brito, que é como assistir um filme narrado pelas irmãs Brontë ou Jane Austen &#8211; ou por Agustina Bessa-Luís.</span></p>
<figure id="attachment_31869" aria-describedby="caption-attachment-31869" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31869" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-3.webp" alt="" width="1280" height="692" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-3.webp 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-3-800x433.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-3-1024x554.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-3-768x415.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-3-1200x649.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31869" class="wp-caption-text">No filme, homens são coadjuvantes para as duas protagonistas (Foto: Alfama Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além da condução, a narração e a atuação das duas protagonistas engrandecem o roteiro de </span><a href="https://47.mostra.org/diretores/eduardo-brito"><span style="font-weight: 400;">Brito</span></a><span style="font-weight: 400;">: desde o início, Germa retrata Quina de uma forma manipuladora, mas também extremamente esperta e resistente às adversidades de uma sociedade que a subjugava. Descrita como “</span><i><span style="font-weight: 400;">possuidora de todo o puro enigma do ser humano</span></i><span style="font-weight: 400;">”, na voz de Joana Ribeiro a mais velha ainda ganha tons de mistério, como se seus negócios nada secretos tivessem motivos alternativos por trás, uma espécie de feitiçaria. No entanto, o que se mostra na tela é uma Maria Joaquina simples, com desejos que não passam de ganância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-vazio-de-domingo-a-tarde-critica/"><span style="font-weight: 400;">dualidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> vividas intensamente por Maria João Pinho retratam uma personagem solitária, que não se tornaria submissa a um homem apenas por convenção, mas que, pelo desejo por propriedades, jóias e outros bens materiais, afastou o afeto e comprava o amor da família. Germa foi uma das agraciadas: a sobrinha, uma criança curiosa e questionadora que se afastou da tia na infância, se reconectou com ela posteriormente. Na idade adulta, as diferenças &#8211; a mais nova foi viver na cidade e estudar artes, enquanto a mais velha defendia a vida no interior e os ensinamentos dos deveres de casa &#8211; criam uma relação magnética de admiração, mas também de ciúmes e ainda mais ganância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sobrevivencia-da-bondade-critica/"><span style="font-weight: 400;">complexidade da protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> ganha novos tons em sua relação com Custódio (Raimundo Cosme), criança moradora da Casa da Vessada antes de Quina herdar a posse do lugar. Adotado afetivamente, ele foi criado com a mesma sede por riqueza que ela. Porém, sob sua rigidez, se tornou um jovem ocioso e dependente, que, sem planos de vida, espera somente o testamento da mais velha. O filho adotivo, assim como os outros homens da trama &#8211; pais, irmãos e maridos &#8211; são os donos daquela Portugal arcaica e rural, mas, em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Sibila</span></i><span style="font-weight: 400;">, a visão feminina de Germa sobre a tia a coloca em um local de superioridade ao gênero oposto: eles podiam ditar as regras no mundo, mas nas terras herdadas por Quina, especialmente no Casarão da Vessada, ela quem mandava.</span></p>
<figure id="attachment_31868" aria-describedby="caption-attachment-31868" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31868" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-4.jpg" alt="" width="1280" height="691" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-4-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-4-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-4-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/a-sibila-4-1200x648.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31868" class="wp-caption-text">A semelhança física entre as intérpretes das protagonistas é, no mínimo, curiosa (Foto: Alfama Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Jogando um olhar sob uma Portugal patriarcal, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Sibila </span></i><span style="font-weight: 400;">subverte uma lógica simplista ao retratar duas personagens decididas, cheias de nuances e defeitos (que podem tornar até difícil a conexão), mas sempre dispostas a bater de frente com quem fosse para conseguir o que queriam &#8211; inclusive, uma com a outra. Com um texto extremamente literário, o envolvimento depende da disposição em decifrar um idioma homônimo ao nosso, porém com poucos traços de similaridade prática. Em um exercício de como a linguagem cinematográfica pode corroborar com a </span><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-em-chamas-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">adaptação literária</span></a><span style="font-weight: 400;">, Eduardo Brito mostra que ambas Artes andam de mãos dadas. </span></p>
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		<title>Quando nem as Conversas pela Noite conseguem trazer alívio</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Nov 2023 14:12:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo  Antes de estrear na direção, Su Qiqi foi co-produtora de obras prestigiadas, como Uma Nuvem no Quarto Dela (2020), vencedor do Festival de Roterdã na categoria de Melhor Filme. Agora, ela dirige, escreve e atua em Conversas pela Noite, filme selecionado para a seção Competição Novos Diretores da 47ª Mostra Internacional de Cinema &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/conversas-pela-noite-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Quando nem as Conversas pela Noite conseguem trazer alívio"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31796" aria-describedby="caption-attachment-31796" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31796 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-1.jpg" alt="Cena do filme Conversas Pela Noite. Na imagem, em preto e branco, está o casal de protagonistas no centro da foto. A foto é em plano aberto e não dá destaque ao casal, que é um homem e uma mulher na faixa dos 40 anos. Ao fundo da imagem tem um lago e árvores na margem. Próximo do casal há duas árvores. " width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31796" class="wp-caption-text">O longa de estreia da diretora chinesa Su Qiqi faz parte da 47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Parallax)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de estrear na direção, Su Qiqi foi co-produtora de obras prestigiadas, como</span><a href="https://mubi.com/pt/br/films/the-cloud-in-her-room"> <i><span style="font-weight: 400;">Uma Nuvem no Quarto Dela</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2020), vencedor do </span><a href="https://iffr.com/en"><span style="font-weight: 400;">Festival de Roterdã</span></a><span style="font-weight: 400;"> na categoria de Melhor Filme. Agora, ela dirige, escreve e atua em </span><i><span style="font-weight: 400;">Conversas pela Noite</span></i><span style="font-weight: 400;">, filme selecionado para a seção Competição Novos Diretores da 47ª</span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"> <span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando em um relacionamento, antes de dormir, os parceiros deitam-se para conversar sobre o dia, a rotina, acontecimentos e o que está na cabeça. Este momento sucinto é de suma importância para conectar casais e desafogar do caos cotidiano. Mas quando o momento desaparece e é engolido junto aos problemas, o que </span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><span style="font-weight: 400;">resta</span></a><span style="font-weight: 400;">? </span></p>
<p><span id="more-31794"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do mesmo modo, outros cineastas já responderam essa dúvida, à exemplo de Richard Linklater em a</span><a href="https://personaunesp.com.br/antes-da-meia-noite-10-anos/"> <span style="font-weight: 400;">trilogia do </span><i><span style="font-weight: 400;">Antes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que percorre as etapas de um relacionamento, a energia dos primeiros encontros, o amadurecimento e o esfriamento da paixão. </span><i><span style="font-weight: 400;">Conversas pela Noite </span></i><span style="font-weight: 400;">destaca esse momento longínquo que só acontece com amores que duram mais de mil e uma noites. </span></p>
<figure id="attachment_31797" aria-describedby="caption-attachment-31797" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31797" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-2.jpg" alt="Foto de cena do filme Conversas Pela Noite. Na imagem, em preto e branco, está à esquerda, o casal de protagonistas lendo um livro e sentados no sofá. Eles são adultos de meia-idade, chineses e usam óculos. Na frente deles, há uma pequena mesa com livros, à direita um piano e uma cadeira. " width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-2.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image3-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31797" class="wp-caption-text">Ma Yuebo é o par romântico de Qiqi; ambos personagens possuem o mesmo nome que seus intérpretes (Foto: Parallax)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O casal protagonista está há bastante tempo juntos, moram na mesma casa e tem uma filha, que ainda é criança. Qiqi, interpretada por</span><a href="https://47.mostra.org/diretores/su-qiqi"> <span style="font-weight: 400;">Su Qiqi</span></a><span style="font-weight: 400;">, está passando por um momento delicado na carreira, mas prefere não comentar com o marido porque tem medo que ele rebaixe seus sentimentos. Essa adversidade não merece tanta atenção assim. O marido Ma Yuebo é um poeta, tem facilidade de expressar os sentimentos, seja escrevendo uma poesia ou lendo junto a esposa, para que ela compreenda o que o assombra. Para ela, um carro em movimento é o suficiente para fazê-la vomitar e perder a noite de sono. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No olho do furacão, o par não está mais em sintonia. Ao comer na mesa, eles se distraem com celulares e não se conectam entre os intervalos do trabalho, um dos poucos momentos que podem ficar juntos. Só se dispõem a falar após um almoço com amigos, em que discutem sobre diversos temas e acabam se tornando espelhos para Qiqi e Yuebo. Logo, descobrimos quais questões sobre a vida os incomoda nessa fase da vida: arrependimentos, o medo de não ter mais tempo para nada, tornar-se anacrônico. E como cada um deles enfrenta impasses: o marido legitima o lúdico, as poesias; a esposa se isola ou fala com outras mulheres.</span></p>
<figure id="attachment_31795" aria-describedby="caption-attachment-31795" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31795" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-1.jpg" alt="Foto de cena do filme Conversas Pela Noite. Na imagem, em preto e branco, estão 4 personagens comendo na mesa. À esquerda está um homem na faixa dos 40 anos, ele é robusto, tem cabelo liso e usa óculos. Na ponta está o protagonista, ele é chinês, magro e seu cabelo é curto. Também usa óculos. Na direita está a protagonista, ela é uma mulher chinesa, usa óculos, seu cabelo é preto e longo com franja. Ao seu lado, está uma mulher também na faixa dos 40 anos, ela tem o cabelo curto. Na mesa tem pratos, uma panela, taças e uma garrafa de vinho" width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image1-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31795" class="wp-caption-text">As discussões das personagens são clímax dentro da calmaria dos takes longos (Foto: Parallax)</figcaption></figure>
<p><a href="https://47.mostra.org/filmes/conversas-pela-noite-47a"><span style="font-weight: 400;">O filme de estreia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Su Qiqi é cheio de marcas autorais que, junto à fotografia de Zhang Zhengan, podem já definir características da sua direção. Os planos longos sem cortes, o estilo contemplativo, as grandes linhas de diálogo e a aposta nas cores preto e branco para dar vida ao seu casal. As inclinações para contar a história são articuladas por uma consciência sobre unidade fílmica e como elementos funcionam em conjunto numa estrutura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando dedica tempo para passear e conhecer a casa, os espaços e os móveis, a diretora permite a familiarização do lar. Ao abandonar o colorido, Qiqi abraça um registro cru da vida adulta, que de repente a magia das borboletas na barriga já não batem mais suas asas. Unindo as técnicas com a temática de um</span> <a href="https://www.terra.com.br/diversao/coming-of-age-o-que-e-e-filmes-que-abordam-o-assunto,bc827af93c5666d975496286d6929ac93xr8wg6c.html"><i><span style="font-weight: 400;">coming of age</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">da vida adulta, a diretora cria uma atmosfera inquietante, silenciosa e cheia de estilo que conclui numa estrada infinita, em que os protagonistas precisam atravessar para virar a página. Se a cineasta também seguir por este caminho, sua visão continuará promissora. </span></p>
<p><a href="https://feitoporelas.com.br/47a-mostra-de-sao-paulo-conversas-pela-noite-2023/"><span style="font-weight: 400;">Su Qiqi </span></a><span style="font-weight: 400;">não dá a solução ou dicas de como superar fases difíceis, mas, assim como no título, </span><i><span style="font-weight: 400;">Conversas pela Noite</span></i><span style="font-weight: 400;">, os diálogos são foco central e moradas de alívio. É através dela que trama e desenvolvimento das problemáticas avançam. Esfriar a relação após tanto tempo juntos faz parte do jogo. A escritora e diretora mergulha seus personagens em diálogos que ultrapassam a noite e permite que o casamento veja mais uma vez a luz do dia. O casal continuará a passear por parques, cômodos da casa e estradas vazias até que consigam trazer as noites de conversa de travesseiro. </span></p>
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		<title>Qual o preço de Uma Vida de Ouro?</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Nov 2023 14:01:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga Estude muito, leia livros de negócios, invista em você mesmo, tenha educação financeira, trabalhe enquanto eles dormem. Com a proliferação dos coachs tal qual uma doença moderna, o discurso (e a falácia) da meritocracia estão cada vez mais em voga e iludindo milhões que acreditam que, ao invés de degenerar, o trabalho dignifica &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/uma-vida-de-ouro-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Qual o preço de Uma Vida de Ouro?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31791" aria-describedby="caption-attachment-31791" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31791" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-1.jpg" alt="Cena de Uma Vida de Ouro. Nela, vemos Rasmané, um adolescente negro de cabelo crespo curto. Ele veste uma camiseta preta com detalhes laranja nas mangas e na gola, uma bermuda laranja e uma sandália melissa branca. Ele está de costas, sentado em um morro e apreciando a vista do garimpo na paisagem árida" width="2048" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-1.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-1-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-1-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-1-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-1-1536x810.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-1-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31791" class="wp-caption-text">A obra integrou a competição Novos Diretores na 47ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Filmotor)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estude muito, leia livros de negócios, invista em você mesmo, tenha educação financeira, </span><a href="https://www.terra.com.br/nos/opiniao/lua-andrade/nao-tem-pobreza-que-resista-a-14-horas-de-trabalho-primo,fe7526d12118c573aeade0b3d3713465p6f61hjg.html"><span style="font-weight: 400;">trabalhe</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto eles dormem. Com a proliferação dos </span><i><span style="font-weight: 400;">coachs</span></i><span style="font-weight: 400;"> tal qual uma doença moderna, o discurso (e a falácia) da meritocracia estão cada vez mais em voga e iludindo milhões que acreditam que, ao invés de degenerar, o trabalho dignifica o homem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No papel, nas palestras e nos </span><i><span style="font-weight: 400;">podcasts</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele é lindo, mas também demonstra como uma certa parcela está totalmente descolada e alheia à sociedade da qual faz parte e das mazelas que ela carrega. É a partir desse cenário que </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Vida de Ouro</span></i><span style="font-weight: 400;">, documentário presente na 47ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"> de Cinema em São Paulo</a>, busca traçar um estudo de como a busca por uma vida melhor funciona na prática em uma região devastada pela miséria.</span></p>
<p><span id="more-31788"></span></p>
<figure id="attachment_31792" aria-describedby="caption-attachment-31792" style="width: 1380px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31792" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-2.jpg" alt="Cena do documentário Uma Vida de Ouro. Nela, vemos Missa e Dramane, duas crianças africanas, com 12 e 13 anos, respectivamente. Missa está ao centro e veste uma camiseta amarela da Juventus, time italiano, e uma bermuda na cor goiaba. Dramane está à esquerda da imagem e veste uma camiseta branca com furos e uma bermuda jeans. Ele está carregando uma carroça improvisada com sacos." width="1380" height="728" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-2.jpg 1380w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-2-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-2-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-2-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-2-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31792" class="wp-caption-text">O documentário fez sua estreia em circuitos no Festival Internacional de Cinema de Berlim (Foto: Filmotor)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra conta a história Rasmané, um jovem de 16 anos que trabalha no </span><a href="https://minesactu.info/en/2023/08/14/burkina-faso-securing-artisanal-mining-sites-remains-a-challenge/"><span style="font-weight: 400;">garimpo artesanal</span></a><span style="font-weight: 400;"> da região de Bantara, em Burkina Faso. A produção é capitaneada por Boubacar Sangaré, diretor natural do Mali que aqui estreia em longa-metragens tratando de algo que lhe é muito próximo. Além de cineasta, Boubacar também é formado em Direito e, por mais que essas duas profissões muitas das vezes não conversem entre si, fica nítido como ele advoga por uma causa e desenha seu argumento com as câmeras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rasmané tem a idade perfeita para estrelar um </span><a href="https://personaunesp.com.br/lady-bird-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">coming of age</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, porém o longa faz questão de exaltar, retratando sua vida no campo de mineração, que parte importante de sua vida foi usurpada, ou sequer lhe foi dado o direito de vivê-la. O adolescente age, fala, se porta e tem o comportamento de alguém que há décadas está calejado pela jornada de trabalho, mas que, numa representação nada fantasiosa de </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/o-curioso-caso-de-benjamin-button"><span style="font-weight: 400;">Benjamin Button</span></a><span style="font-weight: 400;">, está em um corpo de criança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa filmagem é feita de forma muito passiva. O mensageiro não vai até a câmera explicitar a crítica como já estamos acostumados em documentários. Pelo contrário, usando do </span><a href="https://www.zoommagazine.com.br/cinema-direto-x-cinema-verdade/"><span style="font-weight: 400;">Cinema direto</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Vida de Ouro</span></i><span style="font-weight: 400;">, através da fotografia de Isso Emmanuel Bationo, nos coloca como intrusos se esgueirando por aquela vida, como moscas que pairam pelo local. Desse modo, a narrativa diminui completamente o ritmo e nos coloca para contemplar a situação, seja nos planos tortos e não convencionais para retratar as pessoas, ou nos planos abertos para exaltar a paisagem que de tão inóspita, se torna bonita. E só quando também desaceleramos, que conseguimos pensar e captar a mensagem sem qualquer direcionamento da produção, deixando seus personagens puramente humanos, em um ambiente que a humanidade não tem peso e valor nenhum.</span></p>
<figure id="attachment_31790" aria-describedby="caption-attachment-31790" style="width: 1061px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31790" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-3.png" alt="Cena do documentário Uma Vida de Ouro. Nela, vemos Rasmané, um jovem negro de cabelo curto. Ele veste uma regata cinza com estampa de losangos e uma calça cinza clara. Ele está em uma espécie de buraco no chão, deitado sobre os corpos de seus companheiros de mina. A luz da lua está sobre seu rosto e ele fuma um cigarro olhando para cima" width="1061" height="597" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-3.png 1061w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-3-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31790" class="wp-caption-text">Em um mundo desvirtuado, a desvirtuação de Rasmané parece até natural (Foto: Filmotor)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa escolha criativa incomoda até certo ponto e nos coloca no limiar de sempre pensar que aquilo, na verdade, é uma ficção sobre algo que ocorre no território africano, como foi </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/312056/capitao-phillips-2013-tom-hanks-em-sua-melhor-forma/"><i><span style="font-weight: 400;">Capitão Phillips</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-beasts-of-no-nation/"><i><span style="font-weight: 400;">Beasts of No Nation</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. De fato a obra instiga tal dúvida ao máximo, principalmente com as tomadas extremamente bem filmadas nas incursões embaixo da terra, que conseguem transmitir todo o sufocamento da situação, sem abrir mão de uma composição muito bem elaborada. Porém, toda a jornada guiada pelo documentário tem uma recompensa no final.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante grande parte da produção, se assume que ela seguiu uma abordagem para contar a história. No entanto, a parte final serve para subverter a própria obra e trazer uma nova ótica para si. Se antes ela optava por não se envolver com seus personagens, agora está mais próxima do que nunca – e é aqui que percebemos que todo o cuidado e primor do documentário não era resultado somente do talento da produção, mas sim por conta de Sangaré também ter sido um adolescente do garimpo no passado. Se antes, o foco era falar com adolescentes da região de Bantara, especialmente Rasmané, que tiveram sua juventude transviada pelo ouro, agora ele conversa com cada um de nós, que precisou vender um pedaço de sua alma para um sistema.</span></p>
<figure id="attachment_31789" aria-describedby="caption-attachment-31789" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31789" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-4-2.jpg" alt="Cena do documentário Uma Vida de Ouro. Nela vemos Rasmané, um adolescente negro. Ele veste uma regata cinza com estampas de losango, e uma calça cinza. Ele está de costas em pé, e com as mãos na cintura enquanto observa as pilhas do garimpo." width="2048" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-4-2.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-4-2-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-4-2-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-4-2-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-4-2-1536x810.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Uma-Vida-de-Ouro-Imagem-4-2-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31789" class="wp-caption-text">Boubacar Sangaré tem na sua formação em Direito uma especialização em Direito cinematográfico, o que faz com que sua principal luta seja na estruturação jurídica do mercado audiovisual da África Ocidental (Foto: Filmotor)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g6Gkt4vX0xE&amp;ab_channel=CapacitaCursosOnline"><span style="font-weight: 400;">Gonzaguinha</span></a><span style="font-weight: 400;"> já dizia que “</span><i><span style="font-weight: 400;">fica com a pureza e a resposta das crianças</span></i><span style="font-weight: 400;">” e é através das respostas delas que </span><i><span style="font-weight: 400;">Uma Vida de Ouro</span></i><span style="font-weight: 400;"> evidencia que, nesse planeta perdido e assolado por (e pela falta de) dinheiro, algumas coisas brilham mais e tem a pureza mais valorizada do que a própria infância. Porém, o documentário não perde tempo remoendo culpa, pois o mundo cão é implacável e há sempre mais coisas para se preocupar, há sempre alguém para nos apontar o dedo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, a obra conscientemente opta por apontar a câmera, sem julgamentos e sem indução, como se fosse o espelho mais nítido de uma parcela que nunca sequer teve um holofote para si. A produção é um zoom que alcança a alma e, através do microcosmo de seu documentado, consegue discutir um macro que importa a todos: o viver. E na pureza da criança que sabe que nem tudo que reluz é ouro, que entendemos que a vida, apesar dos seus contratempos, é cruelmente bonita.</span></p>
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