<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Nova&#039;78 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/nova78/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/nova78/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 31 Oct 2025 17:22:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Nova&#039;78 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/nova78/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Nova ’78 chega como eco distante do grito que um dia moveu William S. Burroughs</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/nova78-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/nova78-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 14:05:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema. Mostra de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Dragoneti]]></category>
		<category><![CDATA[Longa-metragem]]></category>
		<category><![CDATA[Nova'78]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=36074</guid>

					<description><![CDATA[<p>Eduardo Dragoneti Assistido na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Nova ’78 é uma viagem fragmentada ao coração da contracultura dos anos 1970. Dirigido por Aaron Brookner e Rodrigo Areias, o documentário parte de imagens até então inéditas, gravadas pelo tio de Aaron, Howard Brookner, da Nova Convention (1978), evento que celebrou o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/nova78-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Nova ’78 chega como eco distante do grito que um dia moveu William S. Burroughs"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/nova78-critica/">Nova ’78 chega como eco distante do grito que um dia moveu William S. Burroughs</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36075" aria-describedby="caption-attachment-36075" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-36075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/nova1.jpg" alt=" Cena do documentário Nova ’78. William S. Burroughs, um homem branco, idoso, de sobretudo claro e óculos, caminha por uma rua de Nova York na década de 1970, cercado por carros antigos e placas de postos de gasolina." width="512" height="250" /><figcaption id="caption-attachment-36075" class="wp-caption-text">O documentário foi exibido no 78º Festival de Cinema de Locarno (Foto: Pinball London)</figcaption></figure>
<p><b>Eduardo Dragoneti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistido na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><i><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova ’78</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma viagem fragmentada ao coração da contracultura dos anos 1970. Dirigido por Aaron Brookner e Rodrigo Areias, o documentário parte de imagens até então inéditas, gravadas pelo tio de Aaron, Howard Brookner, da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova Convention (1978)</span></i><span style="font-weight: 400;">, evento que celebrou o retorno do multiartista </span><a href="https://revistacontinente.com.br/secoes/arquivo/william-burroughs--o-malvado-favorito-da-contracultura"><span style="font-weight: 400;">William S. Burroughs</span></a><span style="font-weight: 400;"> (1914-1997) aos Estados Unidos e reuniu nomes de diferentes vertentes da Arte, como Patti Smith, Frank Zappa, Laurie Anderson, Allen Ginsberg e </span><a href="https://personaunesp.com.br/nirvana-samsung-philip-glass-ibirapuera/"><span style="font-weight: 400;">Philip Glass</span></a><span style="font-weight: 400;">. O resultado é uma cápsula de tempo que tenta reconstituir um encontro histórico, mas que – ao emergir mais de quarenta anos depois – carrega o peso de chegar </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-laura/?fbclid=PAb21jcANtnUhleHRuA2FlbQIxMQABpxVZFo8LBOJ3U0bE097a0eZiQawNERLKUulMfdqKG-AbW7WZ1Fzyf-w2N0WY_aem_W4AhkKxE23oBylUV7hciug"><span style="font-weight: 400;">tarde demais</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-36074"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Burroughs, o objeto de estudo do documentário e um espírito inquieto da </span><a href="https://www.nypl.org/blog/2017/03/02/where-start-beat-generation"><i><span style="font-weight: 400;">beat generation</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é mostrado aqui como alguém que inspira e, ao mesmo tempo, escapa. O filme o observa de perto, cercado de amigos e admiradores, mas raramente o alcança por completo. É como se a câmera de Brookner o reverenciasse demais para interrogá-lo. Há uma clara admiração, em certos momentos excessiva, que dilui a espontaneidade do encontro. Burroughs está disposto a falar, porém discorre com certas reservas. O escritor sem filtros parece sempre um pouco deslocado, como se faltasse a intimidade necessária para se abrir por inteiro. Ainda assim, é impossível não sentir o magnetismo que o cercava. Sua </span><a href="https://bravo.abril.com.br/cinema-tv/como-luca-guadagnino-transpos-o-livro-queer-para-as-telas/"><span style="font-weight: 400;">homossexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> assumida, sua ironia afiada e sua presença poderosa fascinam o espectador.</span></p>
<figure id="attachment_36076" aria-describedby="caption-attachment-36076" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/nova2.jpg" alt="Cena do documentário Nova ’78. William S. Burroughs, de costas, é visto em silhueta, de chapéu e óculos, com as luzes do palco ao fundo criando um contraste entre sombra e brilho" width="512" height="288" /><figcaption id="caption-attachment-36076" class="wp-caption-text">O longa faz parte da seção Foco Reino Unido na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Pinball London)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que se desenrola nas imagens da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova Convention</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um retrato de artistas tentando entender um mundo à beira do colapso. Falava-se sobre preconceito, </span><a href="https://www.artforum.com/features/abstract-expressionism-weapon-of-the-cold-war-214234/"><span style="font-weight: 400;">liberdade criativa</span></a><span style="font-weight: 400;">, tecnologia e política internacional com uma lucidez que impressiona. Enquanto alguns ironizavam a exploração espacial como símbolo do avanço humano quando a própria Terra continuava ruindo, havia aqueles que alertavam contra o fundamentalismo religioso, a perseguição a minorias e a censura moral. Essas pautas, todas alarmadas </span><a href="https://epoca.globo.com/vida/noticia/2014/02/william-burroughs-o-escritor-que-binventou-o-heavy-metalb.html"><span style="font-weight: 400;">por Burroughs</span></a><span style="font-weight: 400;">, permanecem desconfortavelmente atuais e, paradoxalmente, é esse mesmo anacronismo que enfraquece o impacto da produção. O que seria revolucionário em 1978 soa, em 2025, como um eco tardio de uma rebeldia já absorvida pela história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Brookner e Areias partem de um material monumental, tendo mais de quarenta horas de gravações </span><i><span style="font-weight: 400;">16mm</span></i><span style="font-weight: 400;">, entre bastidores e performances nas mãos. A </span><a href="https://www.sescsp.org.br/editorial/colecao-restaurados-o-resgate-da-memoria-na-restauracao-cinematografica/"><span style="font-weight: 400;">restauração</span></a><span style="font-weight: 400;"> dessas imagens, feita entre 2012 e 2024, é um feito técnico, mas também afetivo, notável, para aqueles que conviveram com Burroughs. Entretanto, na tentativa de preservar o espírito da </span><a href="https://www.thecollector.com/hippie-counterculture-movement-1960s-1970s/"><span style="font-weight: 400;">época</span></a><span style="font-weight: 400;">, os diretores se prendem demais à forma bruta. A montagem é caótica e propositalmente livre, refletindo o improviso da própria convenção. Essa escolha, porém, acaba sacrificando a emoção em nome da fidelidade estética. A dupla optou por uma experiência mais arqueológica do que cinematográfica, em que o registro vale bem mais do que o gesto criativo.</span></p>
<figure id="attachment_36077" aria-describedby="caption-attachment-36077" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36077" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/nova3.jpg" alt="Cena do documentário Nova ’78. William S. Burroughs, um homem branco, idoso, de estatura média, sentado em uma cadeira no canto de um quarto simples e desorganizado, cercado por roupas, caixas e equipamentos." width="512" height="288" /><figcaption id="caption-attachment-36077" class="wp-caption-text">O documentário conta com sessões presenciais em São Paulo e online pelo SpcinePlay (Foto: Pinball London)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, há momentos em que </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova ’78</span></i><span style="font-weight: 400;"> encontra força na imperfeição. Quando </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/6-musicas-para-entender-carreira-de-patti-smith-madrinha-do-punk/"><span style="font-weight: 400;">Patti Smith</span></a><span style="font-weight: 400;"> surge em cena ou </span><a href="https://jacobin.com.br/2021/04/quando-acabaremos-com-a-guerra-humana/"><span style="font-weight: 400;">Ginsberg</span></a><span style="font-weight: 400;"> fala sobre sexualidade e política, há uma energia viva entoada nos gritos da platéia que parece rasgar o tempo. São fragmentos que lembram por que aquela geração acreditava tanto no poder transformador da arte. Ao mesmo tempo, é impossível não sentir uma certa melancolia, pois a esperança que havia em 1978, de um mundo mais livre, mais consciente e menos hipócrita, foi se diluindo no cinismo dos anos seguintes, refletindo hoje muitos dos mesmo problemas que os </span><a href="https://www.visualcapitalist.com/which-generation-influence-u-s-politics/"><i><span style="font-weight: 400;">Baby Boomers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> costumavam denunciar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A força simbólica de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nova ’78</span></i><span style="font-weight: 400;"> está justamente em revelar esse fracasso. O filme não oferece respostas, porque a ele nada foi perguntado, entretanto algumas questões surgem naturalmente ao final do </span><a href="https://mostra.org/filmes?tags=document%C3%A1rio"><span style="font-weight: 400;">documentário</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“O que significa ser livre em um mundo que continua a punir a diferença?” </span></i><span style="font-weight: 400;">Com seu olhar tão sereno que chega a  transparecer descrença, Burroughs parece sugerir que a verdadeira revolução talvez nunca tenha acontecido. </span><a href="https://www.britannica.com/art/Beat-movement"><span style="font-weight: 400;">Sua própria vida</span></a><span style="font-weight: 400;">, marcada por vícios, amores e exílios, é um testemunho de que liberdade e autodestruição caminham lado a lado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Nova 78" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ThRFmwUsJc0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/nova78-critica/">Nova ’78 chega como eco distante do grito que um dia moveu William S. Burroughs</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/nova78-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">36074</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
