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	<title>Arquivos Nouvelle Vague &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Os caminhos do Cinema em Nouvelle Vague</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 19:10:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Antes da sessão de Nouvelle Vague na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo começar, um medo pairava no ar: Richard Linklater conseguiria respeitar ou se equivaler ao Acossado (1960) de Jean-Luc Godard? A resposta para essa pergunta tampouco importou durante os 105 minutos que rolaram no projetor, porque muito foi sentido &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/nouvelle-vague-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os caminhos do Cinema em Nouvelle Vague"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35978" aria-describedby="caption-attachment-35978" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35978" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-4-800x584.jpg" alt="Cena do filme Nouvelle VagueNa imagem, que é em preto e branco, a personagem Jean Seberg está dentro de um carro, ajoelhada nos bancos de trás, olhando para a janela traseira, de costas para o painel do veículo. Ela está com as mãos apoiadas no rosto e olha com admiração à sua frente. Ela é uma mulher branca, na faixa dos 30 anos, de cabelos loiros e curtos, penteados para o lado. " width="800" height="584" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-4-800x584.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-4-1024x747.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-4-768x561.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-4-1536x1121.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-4-1200x876.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-4.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35978" class="wp-caption-text">O filme foi exibido no Festival de Cannes (Foto: ARP Sélection)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da sessão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nouvelle Vague</span></i><span style="font-weight: 400;"> na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> começar, um medo pairava no ar: </span><a href="https://personaunesp.com.br/antes-do-amanhecer-25-anos/"><span style="font-weight: 400;">Richard Linklater</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguiria respeitar ou se equivaler ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Acossado</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1960) de Jean-Luc Godard? A resposta para essa pergunta tampouco importou durante os 105 minutos que rolaram no projetor, porque muito foi sentido na exibição. O diretor americano demonstra saudosismo pelo movimento francês, mas sem se ‘masturbar’ perante a genialidade de Godard, Truffaut ou </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/29/agnes-varda-cineasta-da-nouvelle-vague-morre-aos-90-anos.htm"><span style="font-weight: 400;">Varda</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-35977"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cineasta optou pelo oposto da bajulação, pois há uma certa comicidade no ar sisudo do francês, seu vício em fumar e os óculos escuros característicos. Existe um caráter zombeteiro aos cinéfilos performáticos que adotam uma postura de altar para falarem de Cinema, que mimetizam os trejeitos de Godard e acham que escrevem para a </span><a href="https://www.estadao.com.br/cultura/p-de-pop/cahiers-du-cinema-comemora-70-anos-de-luta/?srsltid=AfmBOoq4a5_cUtTSwhMETUH-5M5fnr0ZYqIVOlmQswB9mUV9EaJ47H0-"><i><span style="font-weight: 400;">Cahiers du Cinéma</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quando na verdade, é só um trecho no </span><i><span style="font-weight: 400;">Letterboxd</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se o precursor da ‘nova onda’ rompeu e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hVYHqvMxvKM"><span style="font-weight: 400;">desrespeitou os mestres</span></a><span style="font-weight: 400;"> que o fizeram amar a Arte, Linklater vai fazer o mesmo com essa figura mítica construída sobre a imagem ‘</span><a href="https://www.pstu.org.br/godard-e-a-onda-de-criatividade-que-varreu-o-cinema-mundial/"><span style="font-weight: 400;">God-Art</span></a><span style="font-weight: 400;">’ e esse estrelismo, que afasta muita gente de seus filmes. A negação desta divindade seria algo que Godard aprovaria &#8211; ele, inclusive, tinha </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/o-diretor-que-tarantino-define-como-o-bob-dylan-dos-filmes/"><span style="font-weight: 400;">desprezo por Tarantino</span></a><span style="font-weight: 400;">, que sempre demonstrou admiração pelo trabalho de Jean-Luc.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O americano poderia se contentar com os </span><a href="https://incinerrante.com/textos/o-jump-cut-segundo-comolli/"><i><span style="font-weight: 400;">jump cuts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e outros aspectos formais da obra seminal, porém dá preferência de pôr em tela as personalidades excêntricas da equipe de produção e as ideias vanguardistas do artista europeu de forma humorada, celebrando os 20 dias de filmagens do clássico. Os personagens são caracterizados com uma leveza que se assemelha ao improviso e espontaneidade em seu método de filmar, seja nas cenas em que Jean Seberg (</span><a href="https://personaunesp.com.br/jurado-no2-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zoey Deutch</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Jean-Paul Belmondo (Aubry Dullin) dançam juntos ou nas alfinetadas da musa em Godard (Guillaume Marbeck). É um longa que não quer simular Godard e sim traduzir o sentimento de assistir à Arte dele, um grande aceno à cinefilia que gosta dos cineastas e todas as picuinhas envolvidas no meio – para cada referência ácida ao comportamento de um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">popstars</span></i><span style="font-weight: 400;">, gargalhadas rompiam o silêncio da plateia. </span></p>
<figure id="attachment_35979" aria-describedby="caption-attachment-35979" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35979" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-4-800x584.jpg" alt="Cena do filme Nouvelle VagueNa imagem, que é em preto e branco, o ator que representa Godard está sentado em um banco de madeira em uma estação de metrô, lendo uma folha de roteiro, que segura com a mão esquerda. Na mão direita, ele segura um cigarro. Godard está soltando fumaça pela boca e está com o rosto virado para a direita, conversando com alguém. Ele veste um paletó, camiseta e calça escura. No rosto, usa óculos escuros. Godard é um homem branco, na faixa dos 30 anos, de cabelos curtos e escuros. Atrás dele há uma publicidade. " width="800" height="584" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-4-800x584.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-4-1024x747.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-4-768x561.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-4-1536x1121.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-4-1200x876.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-4.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35979" class="wp-caption-text">O longa faz parte da seção Perspectiva Internacional na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: ARP Sélection)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, o roteiro de Vince Palmo, Holly Gent, Laetitia Masson e Michèle Pétin vai criticar o método tecnicista e industrial do Cinema de 1960, uma vez que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Nouvelle Vague </span></i><span style="font-weight: 400;">vai se caracterizar como um movimento que contraria as lógicas de Hollywood. No entanto, ao colocar essa parte fundamental do pensamento dos artistas daquele tempo, os profissionais acabam por falar do nosso tempo, culminando em uma reflexão sobre a necessidade de cineastas transgressores e a ausência de Godard na Sétima Arte. O Cinema feito do improviso com inspiração, sem possuir um </span><i><span style="font-weight: 400;">deadline </span></i><span style="font-weight: 400;">ou um </span><a href="https://www.omelete.com.br/san-diego-comic-con/marvel-anuncia-fase-4"><span style="font-weight: 400;">calendário definido de produções</span></a><span style="font-weight: 400;"> para os próximos cinco anos, é uma realidade distante no cenário capitalista atual, quanto mais de se tornar um clássico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nouvelle Vague </span></i><span style="font-weight: 400;">é um filme que retoma a filmografia de Richard Linklater, que, de sua forma, consegue romper com uma lógica capitalista de produção desenfreada. Sua trilogia </span><a href="https://personaunesp.com.br/antes-da-meia-noite-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Before</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1995-2013) tem um espaçamento de nove anos entre os filmes e </span><a href="https://personaunesp.com.br/boyhood-da-infancia-a-juventude-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Boyhood: Da Infância à Juventude</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2014) demorou 12 anos para ser finalizado. Porque ambos têm como propostas de enredo esse efeito do tempo: o envelhecimento dos personagens (e dos atores reais) era necessário para o que o artista tinha como objetivo, como a mudança dos cenários e das temáticas. Uma experiência do que é viver. Os longas protagonizados por Ethan Hawke e Julie Delpy partilham inclusive dos métodos de gravação do movimento francês, como a utilização de cenários reais, longe dos </span><i><span style="font-weight: 400;">sets</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Arte de Godard e Linklater surge do improviso, de um fazer artístico que fica à mercê do mundo real. Afinal, no intervalo de mais de uma década, alguém poderia morrer e o americano teria que traçar uma nova rota. Tal como em determinado momento de <em>Nouvelle Vague</em>, em uma conversa com </span><a href="https://blog.lumine.tv/roberto-rossellini/"><span style="font-weight: 400;">Rossellini</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto dirige, o diretor francês precisa mudar de caminho. </span></p>
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		<title>O Funeral das Rosas: siga por sua conta e risco!</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2022 15:33:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rafael Gonçalo Quando, em meados da década de 1950, a produtora de Cinema japonesa Shochiku (fundada em 1895) reuniu seus jovens diretores e roteiristas, como Nagisa Oshima (O Império dos Sentidos), Yoshishige Yoshida (Eros + Massacre) e Masahiro Shinoda (Duplo Suicídio em Amijima), e deu-lhes a missão de reavivar o interesse do público nos filmes &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-funeral-das-rosas-filme-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Funeral das Rosas: siga por sua conta e risco!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27990" aria-describedby="caption-attachment-27990" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27990" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.32.56.jpeg" alt="" width="800" height="579" /><figcaption id="caption-attachment-27990" class="wp-caption-text">Com provocações cômicas, trágicas e surreais, O Funeral das Rosas não é fácil de digerir ou explicar &#8211; e essa é a sua maior qualidade (Foto: Art Theatre Guild)</figcaption></figure>
<p><b>Rafael Gonçalo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando, em meados da década de 1950, a produtora de Cinema japonesa </span><i><span style="font-weight: 400;">Shochiku</span></i><span style="font-weight: 400;"> (fundada em 1895) reuniu seus jovens diretores e roteiristas, como Nagisa Oshima (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Império dos Sentidos</span></i><span style="font-weight: 400;">), Yoshishige Yoshida (</span><i><span style="font-weight: 400;">Eros + Massacre</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Masahiro Shinoda (</span><i><span style="font-weight: 400;">Duplo Suicídio em Amijima</span></i><span style="font-weight: 400;">), e deu-lhes a missão de reavivar o interesse do público nos filmes da empresa, mal poderia imaginar que a sua empreitada comercial abriria uma caixa de Pandora. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Nouvelle Vague </span></i><span style="font-weight: 400;">Japonesa (ou </span><a href="https://www.queridocinefilo.com/post/nuberu-bagu"><i><span style="font-weight: 400;">Nūberu bāgu</span></i></a><span style="font-weight: 400;">)</span> <span style="font-weight: 400;">foi um movimento orgânico de cineastas dentro e fora do sistema de estúdios, entre os anos 50 e 70. E de europeu só teve o nome mesmo.</span></p>
<p><span id="more-27988"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como viria a dizer o cineasta Susumu Hani (</span><i><span style="font-weight: 400;">Afurika Monogatari</span></i><span style="font-weight: 400;">), em entrevista à escritora Lúcia Nagib para seu livro Em Torno da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nouvelle Vague</span></i><span style="font-weight: 400;"> Japonesa, as influências ocidentais foram “</span><i><span style="font-weight: 400;">uma boa dinamite</span></i><span style="font-weight: 400;">” para as convenções sociais e artísticas vigentes no Japão da época. Surfando na mesma onda estava também o diretor Toshio Matsumoto, com seu longa de estreia</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q3XhYY9Ll0k"> <i><span style="font-weight: 400;">O Funeral das Rosas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1969)</span></a><span style="font-weight: 400;">, título relativamente obscuro, que apenas recentemente foi restaurado e pôde ser apreciado em mais telas. É ele que nos traz aqui hoje. </span></p>
<figure id="attachment_27991" aria-describedby="caption-attachment-27991" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27991" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.33.47.jpeg" alt="Foto do diretor Toshio Matsumoto. Homem japonês de cabelos em corte chanel e óculos estilo aviador. Veste casaco verde escuro. Olha para a frente segurando uma câmera fotográfica modelo polaroid cobrindo totalmente seu olho esquerdo. Em segundo plano há uma parede de tijolos vermelhos. Em terceiro plano uma floresta." width="800" height="600" /><figcaption id="caption-attachment-27991" class="wp-caption-text">Da graciosa cabeça de Toshio Matsumoto nasceu o roteiro de O Funeral das Rosas (Foto: Postwar Japan Moving Image Archive)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos primeiros minutos da produção, somos levados a pensar que estamos diante de um clássico: fotografia em preto e branco, rostos impecáveis, um clima melodramático iminente… Até que vem o primeiro atropelo. Esse não é um filme comum. Poderíamos, então, tentar dissecá-lo em pelo menos quatro camadas, unidas por uma peça fundamental: Eddie (Eddie… </span><a href="https://www.culturagenial.com/edipo-rei/"><span style="font-weight: 400;">Édipo</span></a><span style="font-weight: 400;">… Soa familiar?). O personagem é interpretado por Shinnosuke “Pîtâ” Ikehata, que talvez você se lembre como o bobo da corte de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ran</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1985), do também diretor japonês Akira Kurosawa. Despretensiosamente, o ator entrega uma atuação tão fluida quanto a sua própria identidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos às camadas. A primeira e mais evidente é o melodrama: o jogo de intriga entre Eddie, a “</span><i><span style="font-weight: 400;">mama-san</span></i><span style="font-weight: 400;">” Leda (Osamu Ogasawara) e o amante de ambas, Jimi (Yoshiji Jo), o único ator profissional do elenco que não deixa nada a desejar aos noveleiros (o autor deste texto incluso). Como descobriremos mais tarde, a relação da protagonista com sua mãe (Emiko Azuma, numa interpretação digna de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-hereditario/"><i><span style="font-weight: 400;">Hereditário</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) é a espinha dorsal da história, e compõe a segunda e mais assustadora camada de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Funeral das Rosas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Está esquentando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pequeno clube de desajustados do qual Eddie faz parte é a terceira camada da obra, deixando evidente a revolução comportamental que os jovens daquela geração pós-Segunda Guerra estavam promovendo na sociedade japonesa. No plano experimental, temos uma quarta camada, composta por </span><i><span style="font-weight: 400;">frames </span></i><span style="font-weight: 400;">estáticos, imagens em movimento, texto escrito, entrevistas com o elenco e até cenas de bastidores, nos lembrando que, no final das contas, trata-se de um filme. O emprego de um elenco 99% não-treinado rompe com </span><a href="https://www.8milimetros.com.br/o-que-e-quebrar-a-quarta-parede-no-cinema/"><span style="font-weight: 400;">a quarta parede</span></a><span style="font-weight: 400;"> da ficção e nos faz questionar se estaríamos assistindo a um documentário.</span></p>
<figure id="attachment_27992" aria-describedby="caption-attachment-27992" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27992" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.33.57.jpeg" alt=" Cena do filme O Funeral das Rosas. A imagem em preto e branco mostra três mãos humanas com as palmas voltadas para frente. Em cada palma há o desenho de uma rosa." width="800" height="612" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.33.57.jpeg 789w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.33.57-768x588.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27992" class="wp-caption-text">Sem dar descanso aos nossos olhos, O Funeral das Rosas se interrompe com tempestades de imagens, aparentemente desconexas, quase como se a verdade do filme estivesse apenas nelas (Foto: Art Theatre Guild)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale ressaltar que essas camadas não estão dispostas em ordem cronológica </span><span style="font-weight: 400;">e você pode, encaixar as peças parecidas na sua cabeça ou simplesmente deixar a vida te levar. De qualquer jeito, você chegará em algum lugar. </span><a href="https://medium.com/vertovina/a-dial%C3%A9tica-da-subvers%C3%A3o-e-percep%C3%A7%C3%A3o-do-surrealismo-japon%C3%AAs-em-shuji-terayama-e-toshio-matsumoto-27cdad82900c"><i><span style="font-weight: 400;">O Funeral das Rosas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> triunfa ao fazer mil questionamentos por minuto: ele é, por excelência, um filme que veio para confundir, não só por estar constantemente nos bombardeando de informações, mas também porque o nosso olhar está carregado de (pré)conceitos sem aplicação aqui. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cinema </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">japonês difere do que estamos acostumados a assistir enquanto espectadores brasileiros e ocidentais, a nível quase molecular. O que nos separa não é só distância física. Os bares gays (</span><i><span style="font-weight: 400;">gei b</span></i><i><span style="font-weight: 400;">ā</span></i><span style="font-weight: 400;">) de Tokyo, ponto de encontro entre homens e os </span><i><span style="font-weight: 400;">gay boys</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">gei b</span></i><i><span style="font-weight: 400;">ōi</span></i><span style="font-weight: 400;">) que lá estão para servi-los e entretê-los, </span><span style="font-weight: 400;">são o pano de fundo. Tudo isso, </span><span style="font-weight: 400;">no melhor estilo das </span><a href="https://mundo-nipo.com/cultura-japonesa/artes/25/08/2015/origem-e-principios-da-cerimonia-do-cha-no-japao/"><span style="font-weight: 400;">casas de chá</span></a><span style="font-weight: 400;"> japonesas e suas </span><a href="https://coisasdojapao.com/2019/02/quem-sao-e-de-onde-surgiram-as-geishas-no-japao/"><i><span style="font-weight: 400;">geishas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, eventualmente prestando serviços como acompanhantes sociais e sexuais, prática muito frequente na época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa mesma influência americana que trouxe a guerra, acompanhou novas noções sobre sexualidade e gênero, dois aspectos que culturalmente andavam separados no país. Na verdade, o que estamos vendo na tela é um choque geracional entre a figura da</span><i><span style="font-weight: 400;"> onnagata </span></i><span style="font-weight: 400;">(papel feminino no </span><a href="https://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/kabuki.html"><span style="font-weight: 400;">teatro </span><i><span style="font-weight: 400;">kabuki</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, interpretado por homens) &#8211; representada por Leda -, e uma nova manifestação da performance de gênero, nascida das influências ocidentais &#8211; o </span><i><span style="font-weight: 400;">gei b</span></i><i><span style="font-weight: 400;">ōi</span></i><span style="font-weight: 400;">, representado por Eddie. </span></p>
<figure id="attachment_27995" aria-describedby="caption-attachment-27995" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27995" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/gif_imagem4.gif" alt="Cena do filme O Funeral das Rosas. Imagem em preto e preto e em movimento do rosto da personagem Eddie. A personagem sorri enquanto suavemente acaricia seu pescoço de baixo para cima. Tem os cabelos molhados." width="800" height="560" /><figcaption id="caption-attachment-27995" class="wp-caption-text">Eddie tomando um banho especial para sair com seu gato (GIF: Art Theatre Guild)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é só essa disputa que fica evidente: há também o incômodo de um Japão antes patriota, mas agora fortemente ocidentalizado, que não se reconhece mais no espelho. Aqui, um destaque para a cena de sexo entre Eddie e um soldado norte-americano: além de um primor fotográfico e sensual, o momento revela as </span><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/segunda-guerra-mundial-na-Asia-no-pacifico.htm"><span style="font-weight: 400;">diferenças inegociáveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os dois.  A todo momento essas peças tentam se juntar, mesmo quando parece não haver sentido entre elas, ficando a impressão de que, ao piscar os olhos, algo de importante se perdeu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tom bastante experimental e amador pode afastar alguns espectadores, os acostumados com uma história mais linear e polida nesse sentido, o que pode ser o “defeito” de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Funeral das Rosas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Pode-se apenas imaginar o susto que a primeira exibição do filme causou, dificilmente o público havia visto algo parecido e talvez nunca mais viu. Amarrando tudo que se confundia profundamente até aquele momento, como se um trauma na mente do protagonista acabasse de ser resolvido, </span><a href="https://oroteiristainsone.wordpress.com/2017/01/24/a-estrutura-de-tres-atos/"><span style="font-weight: 400;">o último ato</span></a><span style="font-weight: 400;"> da obra</span><span style="font-weight: 400;"> revela a natureza fatal da trama. </span></p>
<p><figure id="attachment_27994" aria-describedby="caption-attachment-27994" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27994 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.34.19-800x450.jpeg" alt="Cena do filme O Funeral das Rosas. Na imagem em preto e branco a personagem Eddie está de pé, recostada sobre um muro. Usa cabelo castanho escuro em corte estilo chanel. Com a mão esquerda segura a alça de uma pequena bolsa. Veste calças estampadas, colete preto com botões grandes sobre camisa branca de mangas bufantes e gola alta. Em segundo plano, dois terços do muro estão cobertos por cinco pôsteres do filme Édipo Rei do diretor italiano Pier Paolo Pasolini de 1967." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.34.19-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.34.19-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/06/WhatsApp-Image-2022-06-26-at-20.34.19.jpeg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27994" class="wp-caption-text">Pistas: Eddie tira uma panca encostado num muro cheio de pôsteres de Édipo Rei (1967) de Pier Paolo Pasolini [Foto: Art Theatre Guild]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O brilhantismo de Matsumoto está em devorar a obra de </span><a href="https://www.todamateria.com.br/edipo-rei/"><span style="font-weight: 400;">Sófocles</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a vomitar na cara do espectador em forma de espetáculo </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">homicida e</span> <span style="font-weight: 400;">pornográfico, ao mesmo tempo que não se propõe a ser um estudo de personagem. O que interessa aqui é o choque, como bem explica a frase do cineasta lituano </span><a href="https://jonasmekas.com/bio.php"><span style="font-weight: 400;">Jonas Mekas</span><span style="font-weight: 400;">, </span></a><span style="font-weight: 400;">proferida por Guevara (Toyosaburo Uchiyama) em uma cena que retrata Eddie e seus amigos assistindo a um filme experimental. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Todas as definições de Cinema foram apagadas</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><a href="https://www.otaquest.com/funeral-parade-of-roses-japanese-film-insight-10/"><i><span style="font-weight: 400;">O Funeral das Rosas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> utiliza sexo, violência urbana e as transformações no imaginário japonês do século XX, elementos que consagraram a </span><i><span style="font-weight: 400;">Nouvelle Vague</span></i><span style="font-weight: 400;"> no país, de uma forma única e transgressora, ao permitir que um grupo de personagens marginais se apoderem da narrativa, como se eles e o próprio  diretor também experimentassem a linguagem audiovisual. Ele não se reduz a pecha de filme </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou documental sobre a vida dos homossexuais e transgêneros nos subúrbios de Tokyo, e rejeita nossa vontade de enxergar com nossos próprios olhos. No alto de seus 53 anos, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Funeral das Rosas</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas mais um título parte de um movimento, mas é ponto de virada na história do Cinema. Prossiga por sua conta e risco!</span></p>
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