Os melhores discos de Junho/2016

Matheus Fernandes e Nilo Vieira

Apesar de alguns aguardados lançamentos mainstream terem sido, no mínimo, decepcionantes, junho ainda teve sua cota de bons álbuns. Artistas underground dos mais diversos gêneros movimentaram o mundo da música com seus discos, que fazem parte de nossa lista.

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The Smiths: a luz que nunca se foi

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Da direita para a esquerda: Andy Rourke, Morrissey, Johnny Marr e Mike Joyce

Nilo Vieira

Em 1984, quando questionado sobre o porquê da escolha do nome The Smiths, o vocalista Morrissey respondeu que queria o nome mais ordinário possível para sua banda. Mal sabia ele que, em pouco tempo, o quarteto provaria estar muito acima de um grupo comum: com seus dois primeiros álbuns de estúdio (e a compilação Hatful Of Hollow, também essencial), os Smiths se destacaram por sua combinação de sonoridade orgânica – em contraponto ao uso exagerado de sintetizadores, comum naquela década – com o lirismo poético de Morrissey, que abordava tanto temas cotidianos como tabus com uma dosagem certeira de dramaticidade, referências literárias e ainda assim permanecia acessível ao grande público.

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Prince: a chuva que virou tempestade

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Nilo Vieira

No último feriado de Tiradentes, a fatídica notícia: o cantor, multi-instrumentista e ator Prince havia sido encontrado morto em seu próprio estúdio. Não tardaram a surgir milhares de homenagens ao redor do mundo – em forma de textos, fotos, covers ou simplesmente por troca de cores em logotipos -, a maioria em referência ao maior sucesso de Prince, “Purple Rain”.

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Um mergulho no retorno cinematográfico do Radiohead

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Radiohead em 2016 (Foto: Alex Lake)

Nilo Vieira

Desde que o Radiohead, no último natal, enfim interrompeu o longo hiato silencioso de quase cinco anos pelo qual a banda atravessava, algo além das canções chamou a atenção: a relação delas com a sétima arte. “Spectre” era uma música rejeitada para a trilha do último filme da franquia James Bond, “Burn the Witch” veio ilustrada com uma animação que remete ao filme O Homem De Palha e, por fim, “Daydreaming” ganhou um belo videoclipe dirigido pelo diretor Paul Thomas Anderson. Todavia, quando o aguardado novo álbum da banda enfim foi lançado no último dia 8, um outro filme, bem distante do sucesso dos supracitados, veio à tona.
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Bauroots Bloody Roots: Sepultura no Sesc

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Nilo Vieira

Para o bem e para o mal, pode-se afirmar que existe uma inconstância nos trinta anos de carreira do Sepultura. Discos irregulares, problemas com gravadoras, saídas de integrantes, fãs puristas e polêmicas que a imprensa insiste em incitar são alguns dos fatores que contribuíram para que a banda não fosse ainda maior do que é. Porém, esses mesmos desafios forçaram o grupo a sempre buscar novas alternativas – tanto sonoras quanto profissionais – e a permanecerem inquietos, mesmo que nadando contra a corrente. Continue lendo “Bauroots Bloody Roots: Sepultura no Sesc”

Weezer: dois discos e duas faces da indústria cultural

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Nilo Vieira

Lançado no último dia 1, o décimo álbum do Weezer (o quarto homônimo, apelidado de “álbum branco”) mostra o quarteto de Los Angeles voltando às origens. No intuito de transmitir ao ouvinte as ensolaradas vibrações do verão californiano, o rock com melodias pegajosas que alçou a banda ao sucesso retornou ao front, e as guitarras novamente ditam o rumo das canções. Com letras descontraídas e curta duração – 34 minutos distribuídos em 10 músicas -, o produto final é um disco simples, sólido e muito divertido. Continue lendo “Weezer: dois discos e duas faces da indústria cultural”