Dissecando estereótipos: Dear White People e a vivência negra

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Leonardo Santana e Matheus Dias

“Eles estão pouco se fodendo para a Harriet Tubman!”, grita Coco Conners (Antoinette Robertson) na desesperadora cena de abertura de Cara Gente Branca (Dear White People), produção da Netflix concebida por Justin Siemen e lançada em abril deste ano. A referência à importante figura do ativismo negro é apenas um exemplo do alerta importante que a série faz: temos medo de tocar nos assuntos espinhentos. Uma festa de blackface (em que se pinta o rosto de preto, numa tentativa infeliz de incorporar uma identidade visual negra) é o ponto de partida da obra para dissecar o racismo institucional nas universidades, a militância negra e, por tabela, a sociedade pós-moderna. Continue lendo “Dissecando estereótipos: Dear White People e a vivência negra”

Falta um herói para o Punho de Ferro

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João Pedro Fávero

A série Punho de Ferro é a quarta empreitada feita pela Netflix em conjunto com a Marvel Studios. Aqui, mais um novo herói que participará de Os Defensores, futura série que unirá os personagens donos de cada título lançado pela parceria, nos é apresentado. Continue lendo “Falta um herói para o Punho de Ferro”

The Get Down: uma homenagem às origens do hip-hop

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Os Get Down Brothers

Matheus Fernandes

Na década de 70, Nova Iorque era o inferno na terra. A divida impagável crescia na medida em que o arrecadamento caia e a classe média abandonava a cidade pelos recém criados Suburbs. A situação econômica motivou uma série de cortes na máquina pública, principalmente nos mecanismos de bem-estar social, gerando as condições perfeitas para picos históricos de criminalidade. Filmes da época como The Warriors e Escape From New York retratam bem a impressão que se tinha, de uma violência epidêmica que dominava tudo. Mesmo Taxi Driver, clássico de Martin Scorcese, exibe a cidade como epicentro da degeneração humana.

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Stranger Things traz os anos 80 à geração Netflix

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Matheus Fernandes

Em uma cidade pacata do interior da América, cenário padrão de 10 a cada 10 filmes da década de 80, uma criança, Will Byers, desaparece enquanto volta para casa de uma noite de Dungeons & Dragons com os amigos. Ao mesmo tempo que a cidade se mobiliza para procurar o jovem, uma garota com poderes especiais, Eleven, escapa de um misterioso composto militar, que tudo indica, tem relação com os acontecimentos recentes. Essa é a premissa básica de Stranger Things, nova série de terror original do Netflix, assinada pelos irmãos Duffer.

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Quando as mulheres se tornam protagonistas de suas histórias

Mais necessário do que nunca, estão finalmente surgindo personagens femininas prontas para abrir discussões sobre violências .

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Danielle Cassita

Quantas vezes houveram personagens femininas liderando uma série? Poucas, possivelmente, se levarmos em conta a imensidão existente dessas produções. 

A Netflix ajudou a dar um ar mais otimista a esse quadro com Jessica Jones, heroína da Marvel. Na história, Jessica é traumatizada por um relacionamento abusivo que teve com o vilão Kilgrave, e segue seus dias tentando superar os fantasmas de seu passado e simplesmente levar uma vida mais tranquila sem depender tanto de seus poderes. Ela passa a trabalhar como investigadora em Nova York, mas os clientes que lhe aparecem logo a ligam de volta a Kilgrave. Continue lendo “Quando as mulheres se tornam protagonistas de suas histórias”

Fuller House e os bons tempos que não voltam… Será?

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Camila Ramos

Full House, ou Três é Demais, é uma série de televisão americana que começou em 1987 e teve seu fim em 1995, um total de oito temporadas. Criada por Jeff Franklin, Full House conta a história de um pai recentemente viúvo que vai viver com o cunhado e um amigo para cuidar de suas três filhas. Durante as temporadas, a série conquistou o amor de várias pessoas, juntando novos personagens e lições de convivência em família, já que a cada episódio há um problema que é solucionado pela união e amor de todos.

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