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	<title>Arquivos Natureza &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em Nova Deli, dois irmãos curam Tudo o Que Respira</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2023 16:34:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Raquel Freire Tudo o Que Respira começa com uma paisagem escura enquanto uma câmera se move sobre o solo repleto de lixo na cidade de Nova Deli. Enquanto outros animais se espreitam no fundo, a imundície da rua serve como alimento para os ratos que se apressam em uma moldura desfocada, e o barulho que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/tudo-o-que-respira-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Nova Deli, dois irmãos curam Tudo o Que Respira"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29907" aria-describedby="caption-attachment-29907" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-29907" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-2-11-1.jpg" alt="Cena do documentário Tudo o Que Respira. Na imagem, vemos Salik Rehman de frente com um milhafre-preto, uma ave de rapina preta com o peito branco, e os dois se encaram. Ambos estão dentro de um depósito, que serve como um espaço de trabalho. O animal está em cima de uma bancada com vários utensílios utilizados pelos homens que se dedicam ao cuidado dessa espécie. Salik tem cabelos e barba na cor preta e veste uma camisa social preta com listras brancas e óculos de grau." width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-2-11-1.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-2-11-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-2-11-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-2-11-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-2-11-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-2-11-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29907" class="wp-caption-text">Com estreia no Festival Sundance de Cinema, Tudo o Que Respira é o segundo documentário do cineasta indiano Shaunak Sen (Foto: Submarine Deluxe)</figcaption></figure>
<p><b>Raquel Freire</b></p>
<p><a href="https://www.allthatbreathes.com/trailer"><i><span style="font-weight: 400;">Tudo o Que Respira</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">começa com uma paisagem escura enquanto uma câmera se move sobre o solo repleto de lixo na cidade de Nova Deli. Enquanto outros animais se espreitam no fundo, a imundície da rua serve como alimento para os ratos que se apressam em uma moldura desfocada, e o barulho que eles fazem fica mais alto à medida que mais deles se alimentam. Ao que o ruído faminto cresce em volume, os faróis dos carros ficam mais brilhantes à distância – um sinal de humanidade que impacta diretamente a existência deles, e a cena termina ao passo que é dominada pela ultrapassagem de uma luz branca. Essa é apenas a primeira de muitas imagens de tirar o fôlego que estão presentes no mais recente documentário de Shaunak Sen.</span></p>
<p><span id="more-29905"></span></p>
<p><a href="https://thefilmstage.com/all-that-breathes-director-shaunak-sen-on-capturing-new-delhi-bird-rescuers-with-a-majestic-cinematic-vision/"><span style="font-weight: 400;">Sen</span></a><span style="font-weight: 400;"> foca no cotidiano de Nadeem Shehzad e Mohammad Saud, dois irmãos que têm dedicado duas décadas de suas vidas ao cuidado de aves feridas, especificamente daquelas conhecidas como milhafre-preto. Nova Deli é uma das cidades </span><a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/fotografia/2017/06/como-e-viver-na-cidade-mais-poluida-do-mundo"><span style="font-weight: 400;">mais poluídas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do planeta e a presença da indústria, juntamente com o processo de urbanização, são fatores que afetam profundamente a vida selvagem. Com a qualidade e a visibilidade do ar extremamente impróprias, os milhafres foram obrigados a se esforçar para fazer o que nunca exigiu esforço: voar. O diretor enquadra regularmente as aves contra uma nuvem de fumaça ou uma paisagem urbana coberta pela névoa, de forma a tornar essa situação tão visível como observar um animal que se afoga.</span></p>
<figure id="attachment_29908" aria-describedby="caption-attachment-29908" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-29908" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-1-8.jpg" alt="Cena do documentário Tudo o Que Respira. Na imagem, fotografada de baixo para cima, vemos um homem vestido inteiramente de branco à distância, quase no topo da escadaria de um monumento. Ele está alimentando as aves, e muitas delas voam no céu. Há algumas outras construções ao redor. O céu está azul e é um dia ensolarado." width="800" height="449" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-1-8.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-1-8-768x431.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29908" class="wp-caption-text">A Wildlife Rescue, organização dos dois irmãos, cuidou de mais de vinte mil aves e animais desde seu surgimento em 2010 (Foto: Submarine Deluxe)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O destaque do documentário gira totalmente em torno da direção e fotografia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo o Que Respira</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é uma produção tradicional sobre a vida selvagem ou sobre a mudança climática e não conta com a presença de especialistas nem com fatos dispostos na tela. As informações obtidas sobre a situação dos milhafres vêm de </span><a href="https://www.nytimes.com/2020/02/07/science/kites-birds-conservation-india.html"><span style="font-weight: 400;">Nadeem e Saud</span></a><span style="font-weight: 400;">, que enfrentam seus próprios desafios ao mesmo tempo que tentam permanecer alertas em uma região do mundo cada vez mais tensa quando se trata de questões sociais, políticas e de classe. A obra entende profundamente que cuidar de tudo o que respira não é tão fácil quanto uma boa intenção faz parecer. Muitas vezes, o cuidado requer sacrifício e compromisso intensos; apesar de tudo, isso não é uma tarefa impossível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante todo o documentário, os diretores de fotografia Ben Bernhard e Riju Das fazem uso da técnica conhecida como </span><a href="https://www.backstage.com/magazine/article/what-is-cinema-verite-examples-75673/"><i><span style="font-weight: 400;">cinéma vérité</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ou cinema verdade, que combina a improvisação com o uso da câmera para mostrar a verdade ou enfatizar assuntos que se escondem por trás da realidade. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">All That Breathes </span></i><span style="font-weight: 400;">(no original)</span> <span style="font-weight: 400;">é formalmente projetado em uma horizontal, para que se possa ver panoramicamente o que acontece quando toda a natureza se reúne ao nível da rua. Essa junção faz com que aquilo que está sendo observado dê lugar a algo a mais, seja em primeiro ou segundo plano, enfatizando como, em nenhum momento, é insinuado uma hierarquia de importância entre o </span><a href="https://www.raptorrescue.org/"><span style="font-weight: 400;">trabalho</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Nadeem e Saud e as crises enfrentadas pelo país, como a poluição crônica do ar e a crescente violência islamofóbica.</span></p>
<figure id="attachment_29906" aria-describedby="caption-attachment-29906" style="width: 1873px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-29906" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-3-1.png" alt="Cena do documentário Tudo o Que Respira. Na imagem, vemos Mohammad Saud dentro de uma das gaiolas voltadas para o cuidado dos milhafres-preto, feitas de pedaços de cano e tecido. Ele está agachado no chão e veste uma camiseta cinza, uma calça bege e óculos de grau. Ao seu redor, podemos ver seis aves de rapina. Apesar da foto estar um pouco escura, ainda é dia e é possível ver a silhueta de prédios através do tecido." width="1873" height="985" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-3-1.png 1873w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-3-1-800x421.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-3-1-1024x539.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-3-1-768x404.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/imagem-3-1-1536x808.png 1536w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29906" class="wp-caption-text">All That Breathes teve uma ótima recepção pela crítica e conquistou os principais prêmios da temporada (Foto: Submarine Deluxe)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo o primeiro a ganhar o prêmio de Melhor </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/documentario/"><span style="font-weight: 400;">Documentário</span></a><span style="font-weight: 400;"> tanto em Sundance quanto em Cannes, não é de se surpreender que a direção de Shaunak Sen esteja na disputa pelo mesmo reconhecimento no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2023</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TJ73sYkpisY"><i><span style="font-weight: 400;">A House Made of Splinters</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?app=desktop&amp;v=kTKL5P_69e8"><i><span style="font-weight: 400;">All The Beauty and The Bloodshed</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/navalny-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Navalny</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kz95Xjd3l00"><i><span style="font-weight: 400;">Vulcões: A Tragédia de Katia e Maurice Krafft</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">são os longas que também buscam levar a estatueta dourada para casa. Apesar de não ser o favorito ao troféu, os poéticos 96 minutos de duração de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo o Que Respira </span></i><span style="font-weight: 400;">são essenciais e de extrema importância na medida em que uma história micro é utilizada para fazer uma crítica relevante e valiosa sobre um contexto macro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há muitas boas razões para que o documentário seja considerado como um dos </span><a href="https://variety.com/lists/best-documentaries-2022/"><span style="font-weight: 400;">melhores</span></a><span style="font-weight: 400;"> lançados no ano de 2022. A obra leva seu próprio tempo para passar por todo o conteúdo apresentado, e a paciência de Sen é essencial para capturar momentos tão mundanos (e tão bonitos) que fazem da obra o que ela é. Apesar do esgoto que inunda o chão dos irmãos e a ameaça de uma guerra nuclear que ecoa das televisões, o longa se mostra como um retrato vivo de que a vida deve continuar. E continua, deixando uma faísca de esperança sobre o futuro, no que eles continuam a marchar e resgatar aves que caem do céu.</span></p>
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		<title>O Filho das Monarcas tem uma herança de transformação</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2021 21:00:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Raquel Dutra A metamorfose de Filho das Monarcas é sugerida desde sua primeira cena. Quando um pesquisador curioso rompe cuidadosamente o casulo de uma borboleta logo antes de uma voz ancestral explicar um dos muitos significados atribuídos àquele processo, Alexis Gambis sussurra ao público da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo que sua &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-filho-das-monarcas-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Filho das Monarcas tem uma herança de transformação"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24434" aria-describedby="caption-attachment-24434" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24434" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-1.jpg" alt="Cena do filme Filho das Monarcas." width="2000" height="857" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-1.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-1-800x343.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-1-1024x439.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-1-768x329.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-1-1536x658.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-1-1200x514.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24434" class="wp-caption-text">A produção realizada entre México e Estados Unidos é parte da seção Perspectiva Internacional da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Wide Management)</figcaption></figure>
<p><b>Raquel Dutra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A metamorfose de </span><i><span style="font-weight: 400;">Filho das Monarcas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sugerida desde sua primeira cena. Quando um pesquisador curioso rompe cuidadosamente o casulo de uma borboleta logo antes de uma voz ancestral explicar um dos muitos significados atribuídos àquele processo, Alexis Gambis sussurra ao público da 45ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo que sua história existirá em </span><a href="https://variety.com/2021/film/reviews/son-of-monarchs-review-1235091465/"><span style="font-weight: 400;">algum lugar entre as ideias</span></a><span style="font-weight: 400;"> de modernidade e tradição, ciência e arte, natureza e tecnologia, relações e separações, mudanças e raízes.</span></p>
<p><span id="more-24433"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O gancho de </span><i><span style="font-weight: 400;">Filho das Monarcas</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e apenas ele &#8211; é simples: a obra relaciona os significados do </span><a href="https://companhiadeviagem.blogosfera.uol.com.br/2015/03/20/conheca-a-fantastica-migracao-das-borboletas-monarcas/"><span style="font-weight: 400;">processo migratório</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma espécie de borboleta repleta de sentidos para a cultura latino-americana com as experiências e ciclos da existência humana. O vetor dessa transmutação narrativa é Mendel (Tenoch Huerta Mejía), um biólogo mexicano vivendo em Nova York que precisa retornar à sua cidade natal, situada nas </span><a href="https://www.maxmilhas.com.br/blog/colunista/festa-no-ceu-do-santuario-das-borboletas-monarca-mexico"><span style="font-weight: 400;">florestas de borboletas de Michoacán</span></a><span style="font-weight: 400;">. O motivo é dizer adeus à sua avó, que foi responsável pela criação dele e de seu irmão Simón (Noé Hernández) depois da morte de seus pais em uma enchente de uma mina na região, e a consequência é enfrentar traumas do passado e lidar com o desencadear de uma profunda reflexão sobre sua identidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como alertado, a história de </span><i><span style="font-weight: 400;">Filho das Monarcas</span></i><span style="font-weight: 400;"> <em>(Hijo de</em> Monarcas, no original) traça um rumo ao contrário do que é esperado em obras do gênero. Antes de contextualizar a vida de Mendel como pesquisador e </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2015/02/28/internacional/1425159560_545362.html"><span style="font-weight: 400;">imigrante</span></a><span style="font-weight: 400;"> na metrópole estadunidense, para desenvolver gradativamente o nosso conhecimento sobre o personagem a partir de um ponto de partida, o filme nos coloca primeiro diante no momento delicado que ele vive em seu núcleo familiar, gerando um incômodo narrativo que harmoniza perfeitamente com o efeito que o filme mantém até o final.</span></p>
<figure id="attachment_24435" aria-describedby="caption-attachment-24435" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24435" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-2.jpg" alt="Cena do filme Filho das Monarcas." width="2000" height="838" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-2.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-2-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-2-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-2-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-2-1536x644.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-2-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24435" class="wp-caption-text">O filme também possui contornos autobiográficos do cineasta e também biólogo Alexis Gambis, fortalecendo a vitória do filme no Alfred P. Sloan Foundation Feature Film Prize, prêmio do Festival de Sundance que reconhece retratos da Ciência no Cinema (Foto: Wide Management)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha de </span><i><span style="font-weight: 400;">Filho das Monarcas</span></i><span style="font-weight: 400;"> em mostrar primeiro os traumas do protagonista para depois apresentar a forma como ele segue a vida apesar deles é o que fortalece seu impacto. Seja na interpretação fascinante que </span><a href="https://legadodamarvel.com.br/conheca-o-polemico-tenoch-huerta-ator-que-fara-o-namor-na-marvel/"><span style="font-weight: 400;">Mejía</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz do complexo Mendel (vista nos momentos de conflitos da relação com o irmão e nas interações dele com os demais familiares e amigos) ou na riqueza metafórica do roteiro de </span><a href="https://nyuad.nyu.edu/en/academics/divisions/science/faculty/alexis-gambis.html"><span style="font-weight: 400;">Gambis</span></a><span style="font-weight: 400;"> (que atinge seu ápice quando ele faz o personagem tatuar borboletas nos braços usando a própria tinta de uma delas), a dimensão psicológica do protagonista não é nada sutil ao público, mas parecem ser despercebida pelos personagens do filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Filho das Monarcas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é (des)orientado por paradoxos. Indo de uma aproximação com uma estética documental até flertes com o realismo mágico, a produção detém uma linguagem experimental e muitos cantos poéticos de reflexões sociais, filosóficas, culturais, artísticas e científicas. O encanto das imagens sobrevoa o peso do roteiro, que tenta se encaixar na leveza de seu elenco. E se a fotografia de </span><a href="https://www.instagram.com/alejandromejiadop/"><span style="font-weight: 400;">Alejandro Mejía</span></a><span style="font-weight: 400;"> perde o fôlego nas paisagens naturais, não demora a recuperá-lo na observação controlada das borboletas em microscópios, enquanto a trilha de </span><a href="https://www.cristobalmaryan.com/"><span style="font-weight: 400;">Cristóbal MarYán</span></a><span style="font-weight: 400;"> persegue um som que liga melodias eletrônicas e tecnológicas à harmonias acústicas e clássicas.</span></p>
<figure id="attachment_24436" aria-describedby="caption-attachment-24436" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24436" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-3.jpg" alt="Cena do filme Filho das Monarcas." width="2000" height="1125" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-3.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/monarcas-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24436" class="wp-caption-text">O rosto de <span style="font-weight: 400;">Tenoch Huerta Mejía</span> é conhecido de Narcos: México, e em 2022, o ator poderá ser encontrado em um vilão do próximo filme do Pantera Negra (Foto: Wide Management)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A fascinação do cineasta venezuelano pelos contrastes aparece também de forma mais direta no filme. O fio narrativo não é linear nem no tempo presente, e à sua construção temporal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Filho das Monarcas</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda mistura </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> repentinos. Neles, a obra ilumina a infância de Mendel com uma criança doce e curiosa, que incomoda seu irmão mais velho com algumas questões mais difíceis da vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, de repente, saímos da frieza nova-iorquina para tomar parte de mais um rito de luto da família de Mendel, onde ele ainda encontra tempo para trazer o tema da imigração que é indissociável da história em críticas ao </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2020-06/trump-pretende-acabar-em-seis-meses-com-programa-de-imigracao-dreamers"><span style="font-weight: 400;">governo de Donald Trump</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não contente em compreender um mundo em 97 minutos, o filme também adota num ritmo lento, apostando alto em sua experiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas pelos ciclos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Filho das Monarcas</span></i><span style="font-weight: 400;">, vale a pena esperar. É fato que o filme tem dificuldade em coordenar tantos elementos temáticos, narrativos e técnicos, mas &#8211; sem desfazer a graça de identificar as metáforas da obra &#8211; não existe outro processo a ser adotado diante de uma história repleta de poder figurativo além de abraçar tudo num casulo e observar a sua evolução.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Son of Monarchs Trailer #1 (2021) | Movieclips Indie" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7WDk_mPU5Wc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Existem educadores melhores que o bendito Professor Polvo</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2021 17:12:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista O efeito Netflix alavanca produções, populariza obras e abre espaço para um reconhecimento, tanto de crítica quanto de público, que seria impensável fosse qualquer outro nome envolvido se não a gigante de streaming. Sem trajetória em festivais, Professor Polvo vem arrematando elogios e congratulações desde que foi lançado. O documentário, focado na amistosa &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/professor-polvo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Existem educadores melhores que o bendito Professor Polvo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_20154" aria-describedby="caption-attachment-20154" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20154" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1-3.jpg" alt="Cena do filme Professor Polvo. Nela, vemos a imagem subaquática do polvo do título, de cor avermelhado e preso à uma pedra. Ao fundo, desfocado e fora de cena, vemos os contornos do mergulhador, vestido todo de preto. " width="1300" height="884" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1-3.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1-3-300x204.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1-3-1024x696.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1-3-768x522.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1-3-1200x816.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20154" class="wp-caption-text">Favorito ao Oscar 2021 de Melhor Documentário, Professor Polvo encanta, mas também engana (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://falauniversidades.com.br/o-efeito-netflix-entenda-o-que-ele-e-e-como-afeta-a-populacao/#:~:text=Dentre%20eles%2C%20o%20efeito%20Netflix,%2C%20principalmente%2C%20pelas%20redes%20sociais."><span style="font-weight: 400;">efeito </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">alavanca produções, populariza obras e abre espaço para um reconhecimento, tanto de crítica quanto de público, que seria impensável fosse qualquer outro nome envolvido se não a gigante de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sem trajetória em festivais, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4va7CuH6K2w"><i><span style="font-weight: 400;">Professor Polvo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vem arrematando elogios e congratulações desde que foi lançado. O documentário, focado na amistosa relação entre um mergulhador e uma polvo-comum na África do Sul, sensibiliza, mas </span><a href="https://www.napratica.org.br/9-documentarios-indispensaveis-para-quem-quer-trabalhar-com-impacto-social/"><span style="font-weight: 400;">deixa de lado seu papel de conscientização e respeito</span></a><span style="font-weight: 400;">, largando às traças a responsabilidade do Cinema.</span></p>
<p><span id="more-20153"></span></p>
<p><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/viagem/2020/09/21/a-incrivel-historia-do-homem-que-fez-amizade-com-um-polvo"><span style="font-weight: 400;">Craig Foster era um homem desiludido com a vida</span></a><span style="font-weight: 400;">. O cineasta, que aqui atua como protagonista e tem seu nome creditado na indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, guia os noventa minutos de rodagem quase que com apenas sua voz. Narrando sua rotina depressiva até o primeiro encontro com a polvo, que não ganha nome próprio para não ser ainda mais humanizada, e desenrola em cima da longa relação entre eles e a construção de um vínculo que ultrapassa os limites entre homem e natureza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto desbrava aquela área selvagem e populosa, o mergulhador registra o que pode, filmando sequências tão bonitas que soam sobrenaturais, registros poéticos do ciclo da vida aquática, que Foster gentilmente se refere como ‘a floresta’. No âmbito estético, </span><i><span style="font-weight: 400;">My Octopus Teacher</span></i><span style="font-weight: 400;"> (erroneamente traduzido no masculino) é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GL2cT81Xrjs"><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">de bola</span></a><span style="font-weight: 400;">. Cada enquadramento (departamento comandado por Roger Horrocks) daria uma bela capa do caderno </span><i><span style="font-weight: 400;">Tilibra </span></i><span style="font-weight: 400;">de 10 matérias para começar bem o ano letivo na oitava série. Mas o buraco é mais embaixo.</span></p>
<figure id="attachment_20155" aria-describedby="caption-attachment-20155" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20155" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/2-4.jpg" alt="Cena do filme Professor Polvo. Nela, vemos Craig Foster sentado à mesa de sua casa, sendo entrevistado para as gravações do documentário. Ele é branco, de meia idade, usa óculos de grau com armação simples e transparente, e usa um relógio no pulso esquerdo. Ele veste uma camiseta verde marinho e tem as mãos juntas em cima da mesa. " width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/2-4.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/2-4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/2-4-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20155" class="wp-caption-text">As gravações aquáticas são de 2010, fazendo com que todo o material de entrevistas do filme, cerca de 15 horas reduzidas a 90 minutos, seja composto de memórias do cineasta sul-africano sobre a amizade com o polvo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Despreocupado em </span><a href="http://www.portal.zoo.bio.br/media613"><span style="font-weight: 400;">estudar o animal com atenção</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou melhor, em relevar esse estudo para quem assiste, Craig Foster continua cavoucando o Oceano até a polvinha ganhar a confiança dele e vice-versa. O aspecto turista do filme </span><i><span style="font-weight: 400;">glamouriza </span></i><span style="font-weight: 400;">a vida marinha e o ecossistema representado, dando a entender que qualquer um pode comprar uma bomba de oxigênio e a </span><i><span style="font-weight: 400;">Canon </span></i><span style="font-weight: 400;">mais potente e desatar a mergulhar para encher os pacovás do polvo alheio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não que </span><i><span style="font-weight: 400;">Professor Polvo</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenha qualquer </span><a href="http://cnq.org.br/noticias/documentario-tinha-gosto-de-perfume-denuncia-crimes-ambientais-graves-em-barcare-5d8a/"><span style="font-weight: 400;">obrigação ética e moral</span></a><span style="font-weight: 400;"> de dar aula sobre os temas, a ironia do título está ligada ao caráter egoísta de seu protagonista (e não se engane, o polvo está no nome, mas a rodagem é inteira sobre Foster). As ’aulas’ ministradas são para o homem: o animal se machuca, mas é o mergulhador que sente a dor; o animal se estressa, mas quem sai de cena bravo é o humano. É como se Foster quisesse gravar sua própria cinebiografia mas, sem exercer qualquer papel relevante para tal, resolveu contextualizar tudo usando a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lclvKsbWsyE"><span style="font-weight: 400;">figurinha carismática do polvo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistimos a um verdadeiro drama de Craig Foster, motivado e potencializado às margens ilustres do animal, que só está tentando viver sua curta vida numa boa, mas continua sendo objeto de fascínio e auto adulação. Falta material para documentar o ciclo da vida do polvo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QstKgb3sufE"><span style="font-weight: 400;">falta pesquisa e falta foco</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Professor Polvo</span></i><span style="font-weight: 400;"> se finaliza nos contando que Foster não mergulha mais sozinho, e agora </span><a href="https://seachangeproject.com/"><span style="font-weight: 400;">fundou uma organização</span></a><span style="font-weight: 400;"> que luta pela proteção da região, mas sem nunca impedi-los de lucrar em cima dela, aparentemente.</span></p>
<figure id="attachment_20156" aria-describedby="caption-attachment-20156" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20156" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/3.jpg" alt="Cena do filme Professor Polvo. Nela, vemos Craig Foster nadando junto do polvo. Ele é branco, está sem camisa e usa uma máscara de mergulho com um tubo preso à boca, e olha para cima, onde o polvo nada, esticando seu corpo gelatinoso." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/3-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/3-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/04/3-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20156" class="wp-caption-text">Co-diretora, co-roteirista e uma das montadoras do filme, Pippa Ehrlich também é jornalista e se interessou em contar a amizade entre humano e polvo no Cinema, chamando para o projeto James Reed, já acostumado ao gênero e formato (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tratando de maneira tão simplória do tema da vida selvagem e do humano intervindo no mundo animal, é de se espantar que o filme esteja rapando todos os prêmios que teve direito. Depois de surpreendentemente vencer o </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1375224702436794377"><span style="font-weight: 400;">Sindicato dos Produtores</span></a><span style="font-weight: 400;">, o dos Montadores e o </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1381668300594286601"><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Professor Polvo</span></i><span style="font-weight: 400;"> se encaminha para a </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1384286978619805700"><span style="font-weight: 400;">glória do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em uma categoria recheada de temas sociais relevantes, representatividade frente e atrás das câmeras e, honestamente, em uma seleção de </span><span style="font-weight: 400;">documentários que <a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1384286420701909003">respeitam seu formato, caráter e alcance</a>, ricos em informação, opinião e melhores desenvolvidos</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Olhando o cenário do ano passado, com 4 potentes filmes diversos e a escolha de premiar o </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1384286889813835783"><span style="font-weight: 400;">único estadunidense metido a besta do bando</span></a><span style="font-weight: 400;">, 2021 tem os mesmos princípios nas mangas. Entre uma </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1384287102209200132"><span style="font-weight: 400;">denúncia jornalística na Romênia</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/agente-duplo-critica/"><span style="font-weight: 400;">investigação sobre a velhice no Chile</span></a><span style="font-weight: 400;"> e dois filmes dos Estados Unidos que lidam com a </span><a href="https://personaunesp.com.br/time-documentario-critica/"><span style="font-weight: 400;">comunidade negra</span></a><span style="font-weight: 400;"> e com a </span><a href="https://personaunesp.com.br/crip-camp-revolucao-pela-inclusao-critica/"><span style="font-weight: 400;">comunidade das pessoas com deficiência</span></a><span style="font-weight: 400;">, é claro que o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">penderia para glorificar o documentário que amacia o ego de seu realizador, enquanto emociona o público com registros naturais dos animais selvagens. Na verdade, não há surpresa alguma no previsto resultado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho de </span><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2021/04/20/cansada-de-mas-noticias-indicada-ao-oscar-quis-mostrar-paixao-por-natureza.htm"><span style="font-weight: 400;">Pippa Ehrlich</span></a><span style="font-weight: 400;"> e James Reed na direção e no roteiro não é de todo negativo, já que o filme oferece doses cavalares de ternura e medo, com foco nas sequências em que o polvo luta por sua vida e se salva por um triz (pelo menos três vezes), nos colocando no banco do motorista, ou no </span><i><span style="font-weight: 400;">kit </span></i><span style="font-weight: 400;">de mergulho ao lado, nessa jornada impressionável. O porém está na motivação, que poderia de fato mergulhar nas vivências do bichinho e deixar a emoção se erguer naturalmente, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Professor Polvo</span></i><span style="font-weight: 400;"> opta pela fabricação datada de carinho, apreensão e de falsa simpatia, o que é uma pena.</span></p>
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		<title>Com uma xícara de chá, poção ou uma boa taça de vinho, venha celebrar junto a AURORA os poderes místicos do luar</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2021 18:04:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Brito de Souza A dona da voz suave e encantadora que nos acompanha em MUSIC FOR THE FELLOW WITCHES OUT THERE é Aurora Aksnes, mais conhecida apenas por AURORA. A cantora, compositora e produtora norueguesa, iniciou sua carreira em 2012 com seu primeiro single Puppet, mas foi em 2015 que realmente estreou na indústria &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/music-for-the-fellow-witches-out-there-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Com uma xícara de chá, poção ou uma boa taça de vinho, venha celebrar junto a AURORA os poderes místicos do luar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18812" aria-describedby="caption-attachment-18812" style="width: 598px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18812" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1.jpg" alt="Fotografia da cantora AURORA. No centro da imagem, vemos a cantora, uma mulher branca de cabelos loiros e olhos azuis, sentada de pernas cruzadas com os braços e mãos à frente do corpo, com o olhar fixado à sua frente. Ela está com os cabelos presos para trás e usando uma tiara com flores e joia ao centro. Vestindo uma blusa de renda, luvas compridas e calça, ambas as peças na cor preta, além de uma saia de tule branco." width="598" height="594" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1.jpg 598w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1-300x298.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 598px) 85vw, 598px" /><figcaption id="caption-attachment-18812" class="wp-caption-text">Em compilados temáticos de suas produções, a cantora norueguesa apresenta a forte conexão que há entre suas músicas, trazendo mais valor ao significado de cada uma delas para nós, seus ouvintes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Brito de Souza</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dona da voz suave e encantadora que nos acompanha em </span><a href="https://genius.com/albums/Aurora/Music-for-the-fellow-witches-out-there"><i><span style="font-weight: 400;">MUSIC FOR THE FELLOW WITCHES OUT THERE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é Aurora Aksnes, mais conhecida apenas por AURORA. A cantora, compositora e produtora norueguesa, iniciou sua carreira em 2012 com seu primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://genius.com/Aurora-puppet-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Puppet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas foi em 2015 que realmente estreou na indústria musical com </span><a href="https://youtu.be/d_HlPboLRL8"><i><span style="font-weight: 400;">Runaway</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, alcançando um milhão de </span><a href="https://canaltech.com.br/internet/o-que-e-streaming/"><i><span style="font-weight: 400;">streams</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://open.spotify.com/artist/1WgXqy2Dd70QQOU7Ay074N?autoplay=true"><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do Reino Unido, e </span><a href="https://youtu.be/06ht9MyJLT4"><i><span style="font-weight: 400;">Runaway with The Wolves</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que após seu lançamento disparou nas rádios locais, recebendo atenção principalmente pela </span><a href="https://www.bbc.co.uk/sounds"><span style="font-weight: 400;">BBC </span><i><span style="font-weight: 400;">Radio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Agora em seu atual projeto, AURORA está complementando sua discografia com o mais novo </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">de compilados de sua trajetória.</span></p>
<p><span id="more-18810"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após seus primeiros </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> emplacados, a cantora chegou a participar de grandes festivais musicais como </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/aurora-fez-um-show-mistico-e-cheio-de-amor-no-lollapalooza-2018/#:~:text=Se%20Lana%20Del%20Rey%20foi,m%C3%A1gica%20do%20amor~%20de%20longe.&amp;text=O%20hor%C3%A1rio%20da%20cantora%20no%20lineup%20foi%20um%20pouco%20ingrato."><i><span style="font-weight: 400;">Lollapalooza</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/Ujd4XBXW-_M"><i><span style="font-weight: 400;">Coachella</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além de já ter lançado três álbuns gravados em estúdio e que </span><a href="https://www.pastemagazine.com/music/aurora/aurora-all-my-demons-greeting-me-as-friends-review/"><span style="font-weight: 400;">foram bem recebidos pelas críticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo </span><a href="https://genius.com/albums/Aurora/All-my-demons-greeting-me-as-a-friend"><i><span style="font-weight: 400;">All My Demons Greeting Me as a Friend</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2016), </span><a href="https://genius.com/albums/Aurora/Infections-of-a-different-kind-of-human"><i><span style="font-weight: 400;">Infections of a Different Kind of Human &#8211; Step 1</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018) e </span><a href="https://genius.com/albums/Aurora/A-different-kind-of-human-step-ii"><i><span style="font-weight: 400;">A Different Kind of Human &#8211; Step 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2019), quais os dois últimos fazem parte de um mesmo projeto, mas que foram divididos em títulos diferentes. Fora esses grandes feitos, AURORA conta ainda em sua carreira com </span><a href="https://www.bumastemra.nl/en/aurora-announced-as-second-winner-of-2016-european-border-breakers-awards-ebba-for-pop-rock-and-dance-music/"><span style="font-weight: 400;">seis prêmios</span></a><span style="font-weight: 400;"> e participações em trilhas sonoras, como para a novela brasileira </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/deus-salve-o-rei-tera-na-abertura-a-musica-scarborough-fair-em-versao-da-cantora-aurora-assista-ao-clipe.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Deus Salve o Rei</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2018, com o </span><i><span style="font-weight: 400;">cover </span></i><span style="font-weight: 400;">da música tema</span> <a href="https://youtu.be/Te_3gMiij3M"><i><span style="font-weight: 400;">Scarborough Fair</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e em </span><a href="https://personaunesp.com.br/frozen-ii-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Frozen II</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde cantou junto com Idina Menzel a faixa </span><a href="https://youtu.be/8xQ_Rcyabbw"><i><span style="font-weight: 400;">Into The Unknown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2020, a cantora lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://youtu.be/7YDkrJaiCrw"><i><span style="font-weight: 400;">Exist for Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que será a faixa principal do seu quarto álbum ainda em produção. Porém, em meio aos processos criativos para seu próximo disco, com previsão para lançamento em 2021, a artista está trazendo ao seu público um novo projeto que conta com </span><i><span style="font-weight: 400;">EPs</span></i><span style="font-weight: 400;"> temáticos organizados pela mesma. Segundo AURORA, o compilado de suas produções estão seguindo um vínculo que há entre elas, são como músicas irmãs, que de alguma forma estão conectadas por seus significados e elementos espirituais.</span></p>
<figure id="attachment_18813" aria-describedby="caption-attachment-18813" style="width: 597px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-18813" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2.jpg" alt="Fotografia da cantora AURORA. Na lateral direita da imagem, vemos a cantora, uma mulher branca de cabelos loiros, sentada de frente para um piano branco com um microfone preto ao seu lado. Ela está sorrindo de olhos fechados e com uma das mãos posicionada em um movimento para cima, entre o pescoço e o queixo. Vestindo uma blusa longa na cor azul claro e com plumas da mesma cor nas mangas." width="597" height="590" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2.jpg 597w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/image2-300x296.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 597px) 85vw, 597px" /><figcaption id="caption-attachment-18813" class="wp-caption-text">AURORA tem realizado lives em seu canal oficial do Youtube, onde interage com seu público lhes apresentando suas playlists e contando mais sobre suas conexões pessoais com sua carreira e produções musicais (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i> <a href="https://genius.com/albums/Aurora/Music-for-the-fellow-witches-out-there"><i><span style="font-weight: 400;">MUSIC FOR THE FELLOW WITCHES OUT THERE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a primeira coleção feita por AURORA e descrita em </span><i><span style="font-weight: 400;">live </span></i><span style="font-weight: 400;">como um convite às almas livres para celebrarem juntas os elementos místicos da natureza e do luar. O primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://genius.com/Aurora-soulless-creatures-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Soulless Creatures</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é uma das músicas favoritas da cantora, onde retrata a mãe Terra pedindo para a humanidade a chance de prosperar novamente após tanta exploração, o que a cada batida nos faz sentir sua súplica ficar mais intensa e tocante. A próxima canção, </span><a href="https://genius.com/Aurora-in-bottles-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">In Bottles</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma continuação da história contada em </span><a href="https://genius.com/Aurora-in-boxes-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">In Boxes</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que relata a vivência incompreendida de uma mulher solitária em busca de companhia, questionando sobre a tristeza e a solidão que há em nós.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A faixa seguinte, </span><a href="https://genius.com/Aurora-soft-universe-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Soft Universe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, discute sobre as dores de viver nesse mundo, mas que com o amor podem ter seus pesos sobre nós aliviados, transformando-se em um universo suave e adorável. Já em </span><a href="https://youtu.be/_Mc_OM5oNA8"><i><span style="font-weight: 400;">The Seed</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, AURORA nos alerta em uma melodia forte e agressiva sobre a </span><a href="https://www.radiopositivaweb.com.br/noticias/aurora-critica-a-destruicao-do-meio-ambiente-no-clipe-de-the-seed/"><span style="font-weight: 400;">ganância do homem</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de como a Terra está morrendo a cada dia mais, impactando com o refrão que faz referência ao provérbio indígena: </span><i><span style="font-weight: 400;">“quando a última árvore for cortada, o último peixe pescado, o último rio envenenado, só então perceberemos que não se pode comer dinheiro”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda em tom de crítica, o </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://genius.com/Aurora-churchyard-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Churchyard</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fala sobre alguém poderoso que usou seu poder de forma errada fazendo mal às pessoas, mas que assim como todos nós em vida, no final terá que lidar com o </span><a href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-e-karma/"><span style="font-weight: 400;">karma</span></a><span style="font-weight: 400;"> de suas ações, nos lembrando que o mal é um péssimo caminho a ser seguido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para finalizar esse compilado, a faixa </span><a href="https://genius.com/Aurora-all-is-soft-inside-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">All is Soft Inside</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um </span><a href="https://www.papelpop.com/2019/08/aurora-sobre-direitos-lgbtq-e-saude-mental-e-importante-saber-que-voce-e-amado/#:~:text=Para%20a%20cantora%2C%20ser%20humano%20%C3%A9%20uma%20tarefa%20%C3%A1rdua.&amp;text=%C3%89%20dif%C3%ADcil%20ser%20um%20humano,pode%20ser%20um%20lugar%20melhor%E2%80%9D."><span style="font-weight: 400;">depoimento pessoal da cantora</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde descreve um momento da vida em que se sentiu indefesa, mas que, com apoio e ajuda, as barreiras do medo foram quebradas revelando seu  verdadeiro interior e entendendo sua vulnerabilidade. Essa música, em principal, é uma das características que ela </span><a href="https://www.standard.co.uk/culture/music/aurora-interview-i-want-to-fight-for-everything-that-can-t-fight-for-itself-a3831146.html"><span style="font-weight: 400;">sempre buscou trazer para seu público</span></a><span style="font-weight: 400;">, pois pensamos que as pessoas que admiramos são sempre fortes, mas às vezes nos esquecemos que elas também são humanas e tem suas dores. Ao longo deste projeto de </span><i><span style="font-weight: 400;">EPs</span></i><span style="font-weight: 400;">, AURORA expande ainda mais a sintonia que há entre suas produções e conosco, seus ouvintes, nos lembrando que cada música tem para si um significado pessoal e que nos auxiliará como guia para a luz e o amor.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="AURORA - Soulless Creatures (Audio)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fDRn5ZnUknM?list=PLZVH37VAsxC-1J8xVoQct9NJN-683Emge" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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