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	<title>Arquivos Nathan Crowley &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Nathan Crowley &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Menos impactante que o primeiro, mas ainda valioso, Wicked: Parte II</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 13:00:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jhenifer Oliveira Wicked: Parte II, um dos lançamentos mais esperados do ano, chega às telonas trazendo o desfecho da história que marcou a Broadway e encantou diversas pessoas em sua adaptação para o cinema. O diretor Jon M. Chu, que transformou Wicked – Ato I em uma das experiências cinematográficas mais arrebatadoras de 2024, agora &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-wicked-parte-ii/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Menos impactante que o primeiro, mas ainda valioso, Wicked: Parte II"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36461" aria-describedby="caption-attachment-36461" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36461" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-20-800x559.jpg" alt="Na imagem, há duas personagens: à esquerda, uma mulher de pele verde com trajes escuros e expressão séria e à direita uma mulher de pele branca com uma roupa delicada e sorrindo suavemente. As duas estão em um ambiente de luz quente olhando para o horizonte." width="800" height="559" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-20-800x559.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-20-1024x715.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-20-768x537.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-20.jpg 1145w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36461" class="wp-caption-text">Segundo filme utiliza uma paleta de cores mais escura para marcar a virada dramática da história (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Jhenifer Oliveira</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Wicked: Parte II</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos lançamentos mais esperados do ano, chega às telonas trazendo o desfecho da história que marcou a </span><i><span style="font-weight: 400;">Broadway </span></i><span style="font-weight: 400;">e encantou diversas pessoas em sua adaptação para o cinema. O diretor Jon M. Chu, que transformou </span><a href="https://personaunesp.com.br/wicked-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Wicked – Ato I</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em uma das experiências cinematográficas mais arrebatadoras de 2024, agora amplia esse triunfo em 2025 ao explorar o espetáculo com mais profundidade emocional e maturidade estética.</span></p>
<p><span id="more-36460"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sequência chega um ano após o primeiro, que conquistou o público com seu impacto visual e emocional, e garantiu </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000132884/"><span style="font-weight: 400;">duas estatuetas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Oscar. Esse legado brilhante cria um cenário de expectativas que se torna o ponto de partida do novo filme, exigindo que a continuação não apenas corresponda, mas também expanda o que já havia sido feito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É justamente nessas esperanças que o trabalho de Jon M. Chu se sustenta. No segundo longa, o diretor tem o grande desafio de se manter fiel ao espírito da peça original e ter a audácia visual para reinventar cenas icônicas. A iluminação nos efeitos (Alice Brooks), a encenação dos números musicais e a paleta cromática dos personagens são monumentos essenciais para dar sensação de profundidade e carga emocional que a narrativa carrega. Nesse sentido, a equipe de direção de arte (Jordana Finkel e Sarah Ginn) se destaca ao unir a magia do espetáculo ao vivo com a ambição estética das produções atuais.</span></p>
<figure id="attachment_36462" aria-describedby="caption-attachment-36462" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36462" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-19-800x494.jpg" alt="Duas personagens se encaram em meio a uma vila com casas, uma usa um vestido claro e volumoso, e a outra veste roupas escuras. Entre elas, há um grande cartaz com a imagem de uma bruxa e o aviso “cuidado com a bruxa má”." width="800" height="494" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-19-800x494.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-19-1024x632.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-19-768x474.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-19.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36462" class="wp-caption-text">Muitos dos adereços de cena têm símbolos escondidos que remetem aos livros originais de Gregory Maguire (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a direção concentra esforços no espetáculo visual, são as atuações de </span><a href="https://youtu.be/Zc5snnxJ4BA?si=O5UxR03uzYZFAulN"><span style="font-weight: 400;">Ariana Grande</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/W84ROnKOxqM?si=lo2ccyYusmUwpSJP"><span style="font-weight: 400;">Cynthia Erivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que realmente sustentam a dimensão emocional que o filme tenta alcançar. A construção de suas personagens é retratada com tanta precisão que se torna difícil dissociá-las das artistas por trás dos papéis. Ao longo da obra, a conexão e intensidade que as duas expressam é genuína, fazendo com que o público se sinta tocado a cada cena compartilhada. Ambas possuem energias e posturas diferentes, mas que se completam para dar realidade ao papel de Glinda e Elphaba. Não por acaso, elas foram indicadas no primeiro filme ao Oscar de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora (</span><a href="https://youtu.be/OEIfzvXbAVA?si=JG4x6JcRvf1EBr2J"><span style="font-weight: 400;">Stephen Schwartz</span></a><span style="font-weight: 400;">) funciona bem ao resgatar faixas icônicas como </span><i><span style="font-weight: 400;">No Good Deed</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">For Good</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém o excesso de números musicais torna o desenvolvimento cansativo, já que algumas sequências poderiam ser melhores como encenações contínuas. Em partes, isso é por conta da adição das músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">No Place Like Home</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">The Girl in the Bubble</span></i><span style="font-weight: 400;">, compostas especialmente para o longa, que surgem para suprir momentos dramáticos. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Thank Goodness</span></i><span style="font-weight: 400;">, presente no musical original, foi transformada em </span><i><span style="font-weight: 400;">Every Day More Wicked</span></i><span style="font-weight: 400;"> no segundo ato, o que ajuda a dar mais coerência e fluidez à narrativa. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Então deixe-me dizer antes de nos separarmos: muita coisa em mim / É feita do que eu aprendi com você.” – Wicked: For Good, 2025</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de haver algumas inconsistências que mostram a fragilidade da obra, a narrativa se dispersa ao acompanhar múltiplos personagens em cenários (Nathan Crowley) distintos, resultando em acontecimentos que passam rápido demais, sem aprofundamento real e esvaziadas do impacto intenso que deveriam carregar. A história de </span><a href="https://cbn.globo.com/cultura/noticia/2025/06/28/stephen-schwartz-explica-mudanca-na-historia-de-nessarose-em-wicked-2-queriamos-ser-respeitosos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Boq e Nessa</span></a> <span style="font-weight: 400;">(interpretados por Ethan Slater e Melissa Bode, respectivamente) é um grande exemplo de como o desenrolar de alguns acontecimentos são ligeiros e pouco explorados. Na peça, o enredo funciona de forma natural devido aos elementos da arte cênica e da troca imediata com o público, porém no filme se dilui em cenas que nunca se encaixam verdadeiramente no todo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o desenvolvimento paralelo da história de Dorothy acrescenta camadas interessantes ao diálogo com </span><i><span style="font-weight: 400;">O Maravilhoso Mágico de Oz </span></i><span style="font-weight: 400;">(1904), de </span><a href="https://nanu.blog.br/baum-saga-de-oz/"><span style="font-weight: 400;">Baum</span></a><span style="font-weight: 400;">, todavia sua inclusão dentro do universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wicked</span></i><span style="font-weight: 400;"> acaba soando um pouco desconexa. O longa que amplia esse mundo compartilhado deixa certos elementos excessivamente subjetivos, o que se revela confuso para quem não conhece profundamente a obra original. Essas escolhas reforçam a sensação de que o filme, apesar de sua ambição, nem sempre consegue unificar todas as suas propostas em um conjunto plenamente coeso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Wicked: For Good</span></i><span style="font-weight: 400;"> (na língua original) se mostra menos épico e emocionante que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">primeiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas ainda preserva sua grandiosidade visual. Embora desta vez seja mais profundo e escuro — com traços de humor e doçura menos presentes —, ele cumpre o que se propõe: concluir a história com sensibilidade suficiente para que o público compreenda a transformadora relação entre Glinda e Elphaba.</span></p>
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		<title>Tenet: infelizmente, humildade não paga as contas</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2020 16:16:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista É uma pena que o filme mais comedido de Christopher Nolan tenha em sua bagagem a maior negatividade de sua carreira. Longa que, segundo o cineasta, salvaria o cinema depois da pandemia e das salas fechadas, Tenet traga a ingratidão de um realizador ególatra e de um público que já dá o play &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/tenet-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Tenet: infelizmente, humildade não paga as contas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16949" aria-describedby="caption-attachment-16949" style="width: 992px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16949" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet1.jpg" alt="Elizabeth Debicki, uma mulher loira e branca, está usando um traje de mergulho verde e uma colete preto com detalhes laranjas no ombro. Ela está numa lancha, vemos o mar ao fundo. Seu cabelo loiro está preso num coque e ela olha para a esquerda, num lugar que a câmera não vê. " width="992" height="558" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet1.jpg 992w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16949" class="wp-caption-text">Por mais que os personagens nunca justifiquem suas motivações, Tenet é um filme divertido pela ação (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Vitor Evangelista</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma pena que o filme mais comedido de Christopher Nolan tenha em sua bagagem a maior negatividade de sua carreira. Longa que, segundo o cineasta, </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/roberto-sadovski/2020/05/27/christopher-nolan-quer-salvar-o-cinema-com-tenet.htm"><span style="font-weight: 400;">salvaria o cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> depois da pandemia e das salas fechadas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tenet </span></i><span style="font-weight: 400;">traga a ingratidão de um realizador ególatra e de um público que já dá o </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">com desgosto nas entrelinhas. A obra por si só se diverte em tudo que Nolan construiu desde que estourou com </span><i><span style="font-weight: 400;">Memento</span></i><span style="font-weight: 400;">, no início do século: o tempo vira </span><a href="https://www.comunidadeculturaearte.com/nolan-perguntou-ao-tempo-quanto-tempo-o-tempo-tem/"><span style="font-weight: 400;">gelatina</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas mãos e nas lentes do britânico, fascinado pela auto indulgência de sua falsa genialidade.</span></p>
<p><span id="more-16948"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A personagem de Clémence Poésy até tenta explicar os conceitos de reversão temporal e inversão de ações para o protagonista, papel levado com honestidade e só um </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/08/26/tenet-christopher-nolan-elogia-atuacao-de-john-david-washington.htm"><span style="font-weight: 400;">tiquinho de canalhice</span></a><span style="font-weight: 400;"> por John David Washington. A cientista loira, todavia, falha no primeiro momento que o soldado a questiona mais a fundo. É então que Christopher Nolan, até o momento ostentando uma ação de primeira qualidade e firulas magnéticas, parece botar o rabo por entre as pernas.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Você não precisa entender, só sentir”</span></i><span style="font-weight: 400;">, escreve no corpulento roteiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tenet</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_16950" aria-describedby="caption-attachment-16950" style="width: 1430px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16950 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet2.png" alt="A cena mostra Robert Pattinson dirigindo um carro, com um mão no volante. Pattinson é um homem branco de 30 anos, ele tem cabelo castanho liso e um pouco longo, ele usa uma luva preta de couro na mão esquerda." width="1430" height="622" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet2.png 1430w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet2-300x130.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet2-1024x445.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet2-768x334.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet2-1200x522.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16950" class="wp-caption-text">Agora imagina o Batman (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme é complicado, não restam dúvidas quanto à isso. Nolan não solta o osso na hora de embaralhar suas narrativas, seja na amnésia (que não é amnésia coisa nenhuma) da tradução de </span><i><span style="font-weight: 400;">Memento</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou na maneira como o diretor injetou a megalomania do Coringa no ecossistema quase sedativo do nicho ‘filme de heróis’ em </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/artigos/2019/07/batman-o-cavaleiro-das-trevas-faz-11-anos-e-segue-como-o-melhor-filme-de-super-herois"><i><span style="font-weight: 400;">O Cavaleiro das Trevas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Um mestre em ser desgostado, ele nunca pareceu se abalar às críticas quanto à sua visão ou tato artístico, que são traços que afastam a audiência, o cinema de arte sendo vomitado no cinema popular. &#8216;Gêneros&#8217; esses ridículos por natureza, já que não existe cinema que seja popular ou difícil, existem sim interpretações, níveis de entendimento e camadas.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Tenet </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma cartada de gênio por saber de todo o histórico de banana do realizador. Não existe respiro na sequência inicial, o filme começa antes de sequer conseguirmos nos acostumar com a barulheira que virá a seguir. Nolan, </span><a href="https://www.einerd.com.br/tenet-mixagem-som/"><span style="font-weight: 400;">adepto religioso ao som</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cinema e à ‘experiência de tela grande’, levou um chute na bunda quando percebeu que o lançamento de seu novo sucesso acabou coincidindo com o coronavírus, que fechou o mundo e, até hoje, </span><a href="https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/reabertura-dos-cinemas-%C3%A9-marcada-por-inseguran%C3%A7a-e-instabilidade-1.455536"><span style="font-weight: 400;">não deu margem</span></a><span style="font-weight: 400;"> para uma volta segura aos estofados vermelhos, baldes de pipoca e curtos </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers </span></i><span style="font-weight: 400;">de filmes que nunca vamos ver.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É fato que várias salas já reabriram e estão exibindo as duas horas e meia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tenet</span></i><span style="font-weight: 400;">, com direito à confusão e a gritaria, as frases de efeito soltadas a cada treze minutos e a </span><a href="https://ovicio.com.br/michael-caine-brinca-que-ele-e-o-amuleto-de-sorte-de-christopher-nolan/"><span style="font-weight: 400;">elegante participação</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Michael Caine, que interpreta, bem, um personagem chamado Michael. John David Washington nem esconde o sorriso de ledice quando se despede do eterno mordomo do Batman de Bale. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tenet </span></i><span style="font-weight: 400;">é recheado desses atores de estimação de Nolan, dessa vez com papéis mais fora do convencional que o costume.</span></p>
<figure id="attachment_16951" aria-describedby="caption-attachment-16951" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16951 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet3.jpg" alt="Nolan e John David Washington estão na foto. Washington é negro e tem uma barba feita, ele usa terno preto e gesticula com as mãos, olhando para baixo. Nolan é branco, também gesticula com as mãos, mas ele olha para frente" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet3.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet3-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16951" class="wp-caption-text">O elenco teve de aprender a <a href="http://www.adorocinema.com/filmes/filme-251315/curiosidades/">‘falar ao contrário’</a> para explorar com vigor o conceito da inversão temporal de Tenet (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se Kenneth Branagh passava </span><a href="https://personaunesp.com.br/dunkirk-critica-nolan/"><i><span style="font-weight: 400;">Dunkirk (2017)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> inteiro olhando pro horizonte e explicando o que rolava para o resto do elenco, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tenet </span></i><span style="font-weight: 400;">ele assume o papel de vilão com sotaque europeu. E aí entra outra tecla que o filme bate tanto que até quebra o teclado: esse filme é uma </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/como-007-de-sean-connery-influenciou-tenet/"><span style="font-weight: 400;">aventura do James Bond</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se esconde de ser uma aventura do James Bond. Fazem tantos anos que petições são assinadas implorando para Idris Elba pegar o papel do 007, e o filho de Denzel Washington chamou a responsa para si sem ninguém se dar conta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Branagh é o antagonista casca dura e astuto, e Washington dá vida à um genérico (mas carismático) agente tão secreto que esconde até suas motivações. O personagem sequer chega a ganhar um nome, e sempre é referido como ‘o protagonista’. Quer punheta cinematográfica mais digna de Nolan que isso? Só se mais cientistas aparecessem explicando conceitos básicos de física para outros cientistas, mas isso o diretor já fez em </span><a href="https://exame.com/ciencia/duas-coisas-que-incomodam-os-cientistas-em-interestelar/#:~:text=Em%20Interestelar%2C%20a%20espa%C3%A7onave%20Endurance,nunca%20foi%20observado%20na%20pr%C3%A1tica."><i><span style="font-weight: 400;">Interestelar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Para fechar o quarteto fantástico, Robert Pattinson e Elizabeth Debicki atuam sempre em suporte ao protagonista, mas a melação salda positivamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ex-vampiro e </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2020/09/crepusculo-deixa-robert-pattinson-com-medo-de-batman-veja-por-que#:~:text=Crep%C3%BAsculo%20deixa%20Robert%20Pattinson%20com%20medo%20de%20Batman%3B%20veja%20por%20que,-Por&amp;text=Crep%C3%BAsculo%20foi%20um%20filme%20azar%C3%A3o,conquistou%20foi%20surpreendente%20para%20todos."><span style="font-weight: 400;">futuro morcego</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um ajudante de primeira, numa atuação que jogava seguro até demais para o que </span><i><span style="font-weight: 400;">Tenet </span></i><span style="font-weight: 400;">cultiva. As viradas temporais e a conceituação chegam aos montes, e se piscar, perdeu, mas a emoção e o coração nesse momento ficam maiores que a mente. Pattinson dá pirueta, corre da galera e dá tiro de tudo quanto é arma, guardando o maior deles para os segundos finais do filme, que no fundo adora um melodrama. Elizabeth Debicki, a </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/08/16/elizabeth-debicki-sera-princesa-diana-em-the-crown.htm"><span style="font-weight: 400;">próxima princesa Diana</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i><span style="font-weight: 400;">, é o papel de quem assiste, ambiciosa e refém, a mulher se mostra uma joia rara, tanto dentro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tenet </span></i><span style="font-weight: 400;">quanto fora dele.</span></p>
<figure id="attachment_16952" aria-describedby="caption-attachment-16952" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16952 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet4.jpg" alt="John David Washington está num deserto montanhoso, atrás dele, desfocado, está uma avião. Ele é um homem negro de 30 anos, com barba feita e usa um colete militar escuro e sujo de areia e terra." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/tenet4-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16952" class="wp-caption-text">Nolan comprou e <a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/05/27/christopher-nolan-comprou-aviao-para-filmar-explosao-em-tenet.htm">explodiu um avião de verdade</a>, tudo para não usar efeitos de computação gráfica (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A humildade da obra não vai levar ele para longe, infelizmente. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tenet </span></i><span style="font-weight: 400;">é o filme com que Nolan forçou abertura de cinemas com o coronavírus comendo solto, e sempre vai ser. Qualquer sonho de indicações principais no </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2020/10/oscar-2021-em-um-ano-quase-sem-estreias-no-cinema-como-serao-escolhidos-os-filmes-concorrentes-ckg2a40ko0003016v7fi9awq4.html"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;"> podem ser feridas por todos esses fatores, que dizem muito mais sobre a falta de caráter do diretor do que sobre os méritos do produto final. E, se relógio parado acerta duas vezes por dia, Christopher Nolan molda uma história labiríntica que não se sente na obrigação de esquentar a cuca de quem só quer se divertir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora de Ludwig Göransson não nos faz sentir falta de Hans Zimmer, e a música de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iYKXdt0LRs8"><span style="font-weight: 400;">Travis Scott</span></a><span style="font-weight: 400;"> que embala os créditos finais coroa </span><i><span style="font-weight: 400;">Tenet</span></i><span style="font-weight: 400;">, não como o melhor filme de Christopher Nolan, nem mesmo o mais grandioso ou bem resolvido. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tenet </span></i><span style="font-weight: 400;">é a prova de que o cineasta consegue brincar de fazer cinema, consegue filmar bem pra caramba sequências de ação e consegue cativar na breguice e na modéstia. Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Tenet</span></i><span style="font-weight: 400;">, tenho esperança.</span></p>
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