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	<title>Arquivos Nancy Allen &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Brian De Palma encontra o que há de mais depravado em Hitchcock nos 45 anos de Vestida Para Matar</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 13:00:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Moraes No final da década de 1970, até o início dos anos 1990, uma tendência começou a tomar conta do Cinema (em especial, no norte-americano e europeu), alguns jovens cineastas da época iniciaram suas carreiras retomando obras de seus ícones, ao pensar nos clássicos e trazer sua própria versão deles. Não eram as mesmas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-vestida-para-matar/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Brian De Palma encontra o que há de mais depravado em Hitchcock nos 45 anos de Vestida Para Matar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36757" aria-describedby="caption-attachment-36757" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36757" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-2-800x450.png" alt="Cena de Vestida para Matar. Retrato em close-up de Liz, uma mulher loira com cabelos volumosos e cacheados, adornados com uma presilha brilhante. Ela veste um casaco de textura felpuda na cor roxa vibrante. A iluminação é dramática, destacando seus olhos claros e lábios pintados, com luzes de cidade desfocadas ao fundo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-2.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36757" class="wp-caption-text">Nancy Allen e Brian De Palma já foram casados (Foto: Filmways Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No final da década de 1970, até o início dos anos 1990, uma tendência começou a tomar conta do Cinema (em especial, no norte-americano e europeu), alguns jovens cineastas da época iniciaram suas carreiras retomando obras de seus ícones, ao pensar nos clássicos e trazer sua própria versão deles. Não eram as mesmas histórias exatamente, mas os diretores partiam de um filme já concebido e o deformavam. Nesse sentido, um dos artistas que mais chamou a atenção foi Brian De Palma, grande fã de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-rebecca-a-mulher-inesquecivel/"><span style="font-weight: 400;">Alfred Hitchcock</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Trágica Obsessão </span></i><span style="font-weight: 400;">(1976) foi a sua versão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vertigo </span></i><span style="font-weight: 400;">(1958), então </span><i><span style="font-weight: 400;">Vestida para Matar </span></i><span style="font-weight: 400;">(1980) é seu próprio </span><i><span style="font-weight: 400;">Psicose </span></i><span style="font-weight: 400;">(1960).</span></p>
<p><span id="more-36756"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">65 anos atrás, Marion Crane (Janet Leigh) roubou 40 mil dólares do seu patrão e fugiu para encontrar com seu namorado. No meio de sua jornada ela se arrepende e decide voltar e devolver o dinheiro, porém, antes que conseguisse retornar, ela é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0WtDmbr9xyY"><span style="font-weight: 400;">assassinada</span></a><span style="font-weight: 400;">, marcando para sempre a história do Cinema. 20 anos depois, Kate Miller (Angie Dickinson) é morta no elevador de um prédio, de maneira similar a Marion: Mulher estranha com um objeto cortante colocando a vítima contra a parede. As duas tragédias modificam por completo o enredo, mudando o protagonismo para outros personagens. No clássico de 1960, a trama aparentava ser um jogo de gato e rato pelo dinheiro, enquanto o ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;">’ estava focado na libido de Kate Miller. Contudo, ambas as obras enganaram o espectador, pois o desenrolar da história se volta para a questão mais básica do suspense: quem é o assassino?</span></p>
<p><figure id="attachment_36758" aria-describedby="caption-attachment-36758" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36758" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-3-800x533.png" alt="Cena de Vestida para Matar. Kate Miller é uma mulher loira, ela está usando um casaco branco e olha horrorizada para sua própria mão, que apresenta um corte sangrento. À direita, em primeiro plano, uma mão usando luva de couro preta segura uma navalha ensanguentada, sugerindo um ataque recente." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-3-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-3-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-3.png 1170w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36758" class="wp-caption-text">Além de Vestida para Matar, Angie Dickinson trabalhou em outros projetos históricos de Hollywood, como Onde Começa o Inferno (1959) [Foto: Filmways Pictures]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Antes de falar sobre o grande mistério de ambos os longas, é preciso investigar sobre a </span><i><span style="font-weight: 400;">misé-en-scène</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/o-diretor-que-evoluiu-a-forma-do-cinema-segundo-brian-de-palma/"><span style="font-weight: 400;">Brian De Palma</span></a><span style="font-weight: 400;"> não se limita a recontar a história, mas deixa evidente que é uma refilmagem e que está se aprofundando no original. O diretor encontra uma natureza depravada nos personagens de Hitchcock, todavia, em nenhum momento ele julga as pulsões destes, muito pelo contrário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na realidade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vestida para Matar </span></i><span style="font-weight: 400;">está mais preocupada em como a sociedade pune o desejo. Aqueles que têm uma relação complexa com ele – Kate Miller e Dr. Elliot (</span><a href="https://personaunesp.com.br/tenet-critica/"><span style="font-weight: 400;">Michael Caine</span></a><span style="font-weight: 400;">) – irão expurgá-lo de maneira devassa ou violenta, por outro lado, a prostituta – Liz (</span><a href="https://personaunesp.com.br/carrie-a-estranha-45-anos/"><span style="font-weight: 400;">Nancy Allen</span></a><span style="font-weight: 400;">) –, que lida melhor com sua sexualidade, sobrevive. Provavelmente em um </span><a href="https://personaunesp.com.br/eu-sei-o-que-voces-fizeram-no-verao-passado-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Liz Allen teria sido a primeira a morrer, porém, o diretor a transforma em uma heroína. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como de costume do cineasta, a introdução já consegue trazer o tema central. O maneirista abre o filme com Kate Miller se masturbando no chuveiro, passando a mão sobre seu corpo e olhando para seu marido sem camisa se barbeando no chuveiro. Entretanto, em determinado momento um homem vem ao fundo e a violenta. Logo em seguida, somos jogados a uma cena de sexo entre a personagem de </span><a href="https://letterboxd.com/contracampo100/film/dressed-to-kill-1980/"><span style="font-weight: 400;">Angie Dickinson</span></a><span style="font-weight: 400;"> com seu cônjuge, porém, diferentemente da cena do chuveiro – note a relação com </span><i><span style="font-weight: 400;">Psicose </span></i><span style="font-weight: 400;">–, essa não tem tesão algum, é burocrática. Esse corte é essencial para entendermos que a abertura era apenas um sonho de Kate, e que ela via aquele desejo como errado. A excitação feminina era – e ainda é – tabu.</span></p>
<figure id="attachment_36759" aria-describedby="caption-attachment-36759" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36759" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-1-800x364.png" alt="Cena de Vestida para Matar. Liz posa deitada de forma provocante. Ela usa lingerie preta e meias transparentes. O cenário é interno e mal iluminado, com uma luz azulada vinda da lateral que destaca sua pele e o brilho de seus brincos de cristal." width="800" height="364" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-1-800x364.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-1-1024x465.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-1-768x349.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-1.png 1100w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36759" class="wp-caption-text">Nancy Allen também esteve no elenco de Carrie, a Estranha (1976), dirigido pelo próprio Brian De Palma (Foto: Filmways Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão sexual do vilão merece um parágrafo à parte para se ater aos erros de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=S9a50nMofPA"><span style="font-weight: 400;">Brian De Palma</span></a><span style="font-weight: 400;">, e específicamente nesse caso, vale falar sobre defeito na obra de uma posição ‘superior’, afinal ele mostrou ignorância sobre os conceitos de desejo e sexualidade, de forma que possa soar até ofensivo. Mas antes de entrar nesse tópico, é bom olhar como o diretor colocou como protagonistas uma prostituta e um adolescente nerd (cujo o audiovisual sempre tratou como uma figura patética e com problemas sexuais). Apesar de suas figuras estarem sempre ligadas à vulgaridade, as suas interações não poderiam ser mais puras, não há faísca entre eles, é apenas uma amizade se formando. É claro que a fita evidência como o desejo faz parte da experiência humana, no entanto, essa ligação entre os dois também deixa claro que existe mais do que isso.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Vestida para Matar</span></i><span style="font-weight: 400;"> – assim como </span><i><span style="font-weight: 400;">Psicose</span></i><span style="font-weight: 400;"> – mostra como um </span><i><span style="font-weight: 400;">Whodunnit </span></i><span style="font-weight: 400;">deve ser feito, pois, a revelação final não tenta ser grandiosa e megalomaníaca, não é sobre grandes </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twists </span></i><span style="font-weight: 400;">– ainda que sejam por natureza –, mas sim sobre concatenar uma ideia fílmica. Não é atoa que </span><a href="https://personaunesp.com.br/janela-indiscreta-70-anos/"><span style="font-weight: 400;">Hitchcock</span></a><span style="font-weight: 400;"> é considerado o mestre do suspense, a conclusão do clássico expõe Norman Bates como assassino, porém, o diretor estava mais interessado na exploração da relação entre ele e sua mãe. Brian De Palma, por sua vez, refilma essa história a partir da depravação dos personagens.</span></p>
<figure id="attachment_36760" aria-describedby="caption-attachment-36760" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36760" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-2.png" alt="Cena de Vestida para Matar. No primeiro plano, à direita, Liz olha para o lado com expressão de apreensão ou surpresa. Ao fundo, à esquerda, uma figura misteriosa com óculos escuros e casaco brilhante a observa das sombras em um ambiente mal iluminado com luzes desfocadas." width="800" height="337" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-2.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Vestida-para-matar-2-768x324.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36760" class="wp-caption-text">Brian De Palma gosta de filmar personagens em planos diferentes, de forma que esses planos se tornem quase uma barreira (Foto: Filmways Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande algoz de Liz e Peter Miller (Keith Gordon) é revelado nos minutos finais como o personagem de Michael Caine. A motivação por trás dos assassinatos está em sua dupla personalidade – novamente remetendo à </span><i><span style="font-weight: 400;">Psicose. </span></i><span style="font-weight: 400;">O Dr. Elliot estava em processo de mudança de gênero e foi assim que sua mente se fragmentou em duas personas: Elliot e Bobbi. No longa, quando o psicólogo se sente atraído por alguma mulher, sua versão feminina assume e mata aquela mulher, como forma de ‘eliminar’ a heterossexualidade. Contudo, já na época essa relação entre sexo (no sentido fisiológico mesmo) e desejo já se mostrava equivocada. Identidade de gênero não é a mesma coisa que orientação sexual. Todavia, o que se pode dizer em sua defesa – sem ir em direção aquelas defesa simplórias de “</span><i><span style="font-weight: 400;">Era algo daquela época</span></i><span style="font-weight: 400;">” – é que De Palma está interessado mesmo em falar sobre Hitchcock. Era um filme sobre outro filme e que pouco lida com questões de gênero. Muito mais importante do que ‘</span><a href="https://cinemafilia.substack.com/p/cansei-do-eco-da-minha-propria-voz?utm_campaign=reaction&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=substack&amp;utm_content=post"><span style="font-weight: 400;">cancelar</span></a><span style="font-weight: 400;">’ ou ‘passar pano’ é pensá-lo criticamente, entendendo seu contexto de produção e intenção, para entender o resultado.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Vestida para Matar </span></i><span style="font-weight: 400;">é um olhar para o que há de mais depravado no Cinema de Hitchcock, o que se torna uma marca de Brian De Palma. Se em </span><a href="http://www.contracampo.com.br/47/obsession.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Trágica Obsessão</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">o diretor trabalha com uma relação incestuosa ao fazer a releitura de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vertigo</span></i><span style="font-weight: 400;">, neste, ele encontra a promiscuidade em lugares inesperados e, ironicamente, onde a sociedade veria vulgaridade, há apenas amizade.</span></p>
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		<title>45 anos de um clássico do Terror: Carrie, a Estranha se consagra como uma obra atemporal</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Oct 2021 18:44:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Livia de Figueredo Completando 45 anos de lançamento, a obra cinematográfica Carrie, a Estranha foi inspirada no primeiro romance do lendário autor Stephen King, e tornou-se um clássico do Terror, mudando assim, a história da Sétima Arte. Assinada pelo diretor Brian de Palma, em 1976, a obra aborda questões que ainda hoje se mantêm impregnadas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/carrie-a-estranha-45-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "45 anos de um clássico do Terror: Carrie, a Estranha se consagra como uma obra atemporal"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23912" aria-describedby="caption-attachment-23912" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23912" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-1-2-1.jpg" alt=" Cena do filme Carrie, a Estranha. Nesse cenário, a protagonista está no baile de formatura, que é decorado com um fundo azul e algumas luzes brancas. Na parte central está Carrie, com seus cabelos, roupas e corpo completamente banhados de sangue." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-1-2-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-1-2-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-1-2-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-1-2-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-1-2-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23912" class="wp-caption-text">Essa cena mostra Carrie totalmente encharcada de sangue, após uma ação maldosas de seus colegas de turma que tinham a intenção de humilhá-la na frente de toda escola (Foto: Redbank)</figcaption></figure>
<p><b>Livia de Figueredo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Completando 45 anos de lançamento, a obra cinematográfica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YuO26oJQLVs"><i><span style="font-weight: 400;">Carrie, a Estranha</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi inspirada no primeiro romance do lendário autor Stephen King, e tornou-se um </span><a href="https://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/07/1657227-final-brilhante-de-carrie-e-dos-mais-aterrorizantes-do-cinema.shtml"><span style="font-weight: 400;">clássico do Terror</span></a><span style="font-weight: 400;">, mudando assim, a história da Sétima Arte. Assinada pelo diretor Brian de Palma, em 1976, a obra aborda questões que ainda hoje se mantêm impregnadas na conjuntura da sociedade, como o fanatismo religioso,</span> <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2016/12/13/ciencia/1481623002_624601.html"><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="http://ucenatorres.jusbrasil.com.br/artigos/682581517/alienacao-parental-o-abuso-emocional-sobre-os-filhos-como-identificar#:~:text=%C3%89%20que%2C%20a%20aliena%C3%A7%C3%A3o%20parental,gravemente%20a%20dignidade%20e%20os"><span style="font-weight: 400;">abuso parental</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a descoberta da sexualidade. </span></p>
<p><span id="more-23911"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses conflitos sociais são representados na figura </span><a href="https://www.ficcoeshumanas.com.br/post/resenha-carrie-a-estranha-de-stephen-king"><span style="font-weight: 400;">Carrie White</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Sissy Spacek), uma garota amedrontada, fragilizada e tímida. Todas essas características são desenvolvidas por consequência de uma criação conservadora de sua mãe, que é uma pregadora religiosa dogmática. Nas primeiras cenas, Carrie tem sua primeira menstruação, e ao pedir ajuda para outras meninas no vestiário, as jovens começam a zombar da protagonista que fica extremamente assustada e triste por toda essa opressão que está sofrendo. Nesse momento de descontrole, Carrie descobre que tem dons paranormais. </span></p>
<figure id="attachment_23913" aria-describedby="caption-attachment-23913" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23913" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-2-3.jpg" alt="Cena do filme Carrie, a Estranha. Na imagem a protagonista está no banheiro da escola. As paredes possuem os azulejos em cores claras, mas devido a pouca iluminação do lugar, a foto possui um tom escuro. Na parte central está Carrie, com um semblante assustado, olhando fixamente para as suas mãos que estão ensanguentadas com o sangue de sua primeira menstruação. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-2-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-2-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-2-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-2-2-3-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23913" class="wp-caption-text">Devido a falta de instrução em casa, Carrie não sabia o que era menstruação e fica extremamente apavorada ao ver o sangue no banho (Foto: Redbank)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com todo o </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying </span></i><span style="font-weight: 400;">que White sofreu por conta desse incidente, Sue Snell (Amy Irving), uma das meninas que a ridicularizou, em uma tentativa de se desculpar pede para que seu namorado, Tommy Ross (William Katt), convide Carrie para o baile de formatura, afim dela poder interagir com outros colegas. Entretanto, Chris Hargenson (Nancy Allen), uma garota popular na escola que foi proibida de ir na festa por liderar o</span> <span style="font-weight: 400;">ataque</span> <span style="font-weight: 400;">dirigido à protagonista, prepara uma </span><a href="https://www.cinepipocacult.com.br/2013/04/grandes-cenas-carrie-estranha-com.html?m=0"><span style="font-weight: 400;">vingança terrível</span></a><span style="font-weight: 400;"> para deixar Carrie humilhada na frente de toda a escola.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha da atriz principal, Sissy Spacek, foi magistral, pois a artista conseguiu representar com maestria a garota introspectiva, que transparece dor e angústia em todas as cenas. Cada detalhe </span><a href="https://www.tudosobreseufilme.com.br/2020/12/13-curiosidades-sobre-o-filme-carrie.html"><span style="font-weight: 400;">singular</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Carrie foi escolhido para evidenciar toda a repressão que ela sofre. É evidente a falta de brilho em seus olhos, atrelada a um olhar tímido. Os cabelos longos, sempre escondendo seu rosto, demonstram o quão desconfiada a garota é. As roupas largas, com cores sempre em tons escuros e apagados, foram essenciais para a construção da identidade de White. </span></p>
<figure id="attachment_23914" aria-describedby="caption-attachment-23914" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-3-2-2.jpg" alt="Cena do filme Carrie, a Estranha. Nessa foto o perfil da protagonista está em evidência. Os cabelos de Carrie são longos, loiros e lisos. O olhar é tímido e cabisbaixo. O rosto quase sem expressão. " width="650" height="347" /><figcaption id="caption-attachment-23914" class="wp-caption-text">O olhar quase sem brilho e os cabelos loiros e longos revelam uma identidade reclusa e tímida (Foto: Redbank)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Também vale ressaltar a atuação da Piper Laurie, que dá vida à mãe de Carrie. Suas atitudes são sempre imponentes, e de certo modo opressoras, seu olhar é intimidador e carregado de culpa. </span><a href="https://www.institutodecinema.com.br/mais/conteudo/a-importancia-do-figurino-dentro-de-um-filme"><span style="font-weight: 400;">O figurino</span></a><span style="font-weight: 400;"> é composto por roupas largas, quase sempre pretas e seu cabelo sempre despenteado, para simbolizar a figura de uma mulher ríspida e atormentada. Todas essas particularidades foram construídas para deixar explícito que a verdadeira vilã da história é a matriarca. </span></p>
<p><a href="https://chamineproducoes.com.br/a-importancia-do-cenario/"><span style="font-weight: 400;">O cenário</span></a><span style="font-weight: 400;"> também foi pensado para tornar visível a situação que Carrie vivia. O lado interno da casa da família é White é escuro, o que traz para o espectador a sensação de ser um lugar sombrio, o que de fato era. A presença de artigos religiosos e velas por todo o lugar é essencial para demonstrar que a jovem era vigiada o tempo todo. Além disso, contribui para a composição de um ambiente conservador e, de certa maneira, macabro. Já no lado externo da residência, Carrie sempre aparece perto de janelas e portas, pelo fato de sempre estar presa e em situação de isolamento. </span></p>
<figure id="attachment_23915" aria-describedby="caption-attachment-23915" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-4-3.jpg" alt="Cena do filme Carrie, a Estranha mostra Carrie sentada do lado de fora da diretoria. De cabeça baixa e com uma fisionomia triste. Ao lado dela, existe uma janela aberta para a sala do reitor. Graças a isso, é possível ver o diretor conversando com a pedagoga. " width="1600" height="873" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-4-3.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-4-3-800x437.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-4-3-1024x559.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-4-3-768x419.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-4-3-1536x838.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-4-3-1200x655.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23915" class="wp-caption-text">As janelas com grades representam a reclusão que a protagonista vive, sem qualquer liberdade ou autonomia (Foto: Redbank)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro destaque importante é para o jogo visual que </span><a href="https://estadodaarte.estadao.com.br/de-palma-o-cineasta-essencial-cult-e-pop/"><span style="font-weight: 400;">Brian de Palma</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz, ao trabalhar sua câmera com recursos técnicos visuais. Uma das técnicas usadas foi o </span><a href="https://cinemacao.com/2020/03/25/be-a-ba-cinematografico-o-que-e-plongee-e-contra-plongee/amp/"><span style="font-weight: 400;">plano de </span><i><span style="font-weight: 400;">plongée</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">que refere-se ao enquadramento feito de baixo para cima. Essa escolha de enquadramento foi genial, visto que ilustra a relação de domínio que a mãe mantém sobre Carrie, que está sempre abaixo, em uma situação de extrema </span><a href="https://www.google.com.br/amp/s/www.vittude.com/blog/violencia-psicologica-como-reconhecer-suas-formas/"><span style="font-weight: 400;">violência psicológica</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, outra técnica utilizada por Brian de Palma é o </span><a href="https://www.primeirofilme.com.br/site/o-livro/enquadramentos-planos-e-angulos/"><i><span style="font-weight: 400;">split focus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que consiste em uma método utilizado para evitar cortes de filmagens, fazendo assim com que os personagens interajam na mesma cena, em perspectivas diferentes. Essa construção é evidenciada no momento baile de formatura, no qual Carrie é eleita rainha, mas, ao ir receber a coroa, é banhada por sangue de porco, sendo assim desmoralizada perante a todos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse momento, toda repressão, e humilhação que Carrie sofre, se tornam uma raiva descontrolada. O que a leva a cometer um terrível massacre na formatura, matando todos que estavam lá. Os diversos </span><a href="https://www.institutodecinema.com.br/mais/conteudo/angulos-de-camera-no-cinema"><span style="font-weight: 400;">ângulos e perspectivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> contribuem para que o filme consiga mostrar, através de quadros, cada detalhe da fúria de White com perfeição. </span></p>
<figure id="attachment_23916" aria-describedby="caption-attachment-23916" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-5-2.jpg" alt="Cena do filme Carrie, a Estranha. Carrie está ajoelhada e com a cabeça inclinada para o chão. Ela está recebendo uma oração de sua mãe. A matriarca está em pé. O enquadramento da câmera apenas mostra parte do cabelo de Margaret. O foco dessa cena está no livro que ela está recitando que fala sobre os pecados das mulheres" width="1000" height="541" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-5-2.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-5-2-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-5-2-768x415.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23916" class="wp-caption-text">Essa cena é um exemplo de plano de plongée, no qual Carrie é filmada de cima para baixo para mostrar a superioridade que a matriarca tem perante a filha (Foto: Redbank)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, apesar do brilhantismo do diretor </span><a href="https://www.papodecinema.com.br/artistas/brian-de-palma/"><span style="font-weight: 400;">de Palma</span></a><span style="font-weight: 400;"> com as câmeras, ainda assim, a obra deixa a desejar quanto ao conteúdo do massacre. Para quem espera um filme com um cenário aterrorizante, </span><i><span style="font-weight: 400;">Carrie, a Estranha</span></i><span style="font-weight: 400;"> não traz essa sensação, nem mesmo nos momentos que o telespectador espera que traga. Nesse aspecto, toda a cena fica por conta de Sissy Spacek, que banhada de sangue e um olhar penetrante deixou sua contribuição na história do Cinema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente do livro original, onde Margaret tenta e consegue assassinar sua própria filha, </span><a href="https://nosbastidores.com.br/lista-7-diferencas-entre-livros-e-filmes-do-stephen-king/"><span style="font-weight: 400;">na adaptação de 1976</span></a><span style="font-weight: 400;">, Carrie, com seus dons, consegue reverter a situação e por fim na matriarca. A maneira que o corpo da mãe foi transformado pela protagonista assemelha-se com a imagem religiosa de mártir que a família White tinha em sua casa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa obra cinematográfica revolucionou a história do Cinema, visto que, conseguiu abordar temáticas sociais muito importantes, que foram representadas em um filme de Terror. As atuações de Sissy e Piper foram geniais, não é atoa que ambas foram indicadas ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">como Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante, respectivamente. Fora isso, Brian de Palma conseguiu tutelar com maestria os inúmeros recursos técnicos como as cores, luzes, sons e a própria filmagem, entregando para o público uma obra que se consagrou no Cinema como um </span><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/lancado-em-1976-carrie-estranha-de-brian-de-palma-arrecadou-us-33-milhoes-10981438"><span style="font-weight: 400;">clássico grandioso e atemporal</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_23917" aria-describedby="caption-attachment-23917" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23917" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-6-2.jpg" alt="Cena do filme Carrie, a Estranha. O panorama dessa vez mostra o fundo de Carrie em chamas. O ambiente é um local fechado, todos os equipamentos e decoração estão pegando fogo. A protagonista está em pé, com os olhos arregalados e o rosto ainda sem expressão. Suas roupas e seu corpo está repleto de sangue. No meio desse completo caos, ela caminha para a porta de saída do colégio. " width="1920" height="1040" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-6-2.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-6-2-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-6-2-1024x555.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-6-2-768x416.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-6-2-1536x832.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/imagem-6-2-1200x650.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23917" class="wp-caption-text">Carrie após ter sido humilhada no baile de formatura, perde o controle de seus poderes e mata todas as pessoas que estão na festa (Foto: Redbank)</figcaption></figure>
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