Em Ritmo de Fuga é música para os olhos

GTA: Atlanta City?
GTA: Atlanta City?

Nilo Vieira

Após a estreia em cinemas brasileiros ontem (27), as comparações mais constantes em críticas sobre Baby Driver (ou Em Ritmo de Fuga) serão com o clássico Cães de Aluguel (1992) e/ou a obra-prima de Nicolas Winding Refn, Drive (2011). Justo, dado a proposta comum de uma violência classuda em todos. No entanto, estes paralelos parecem tirar o foco do real diferencial do novo filme de Edgar Wright: a abordagem da música. Continue lendo “Em Ritmo de Fuga é música para os olhos”

20 anos depois, Dominatrix mostra que o riot grrrl não morreu

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old is cool

Bárbara Alcântara

“Depois eles falam que as mulheres não são unidas”, ironizou a vocalista da banda paulistana Dominatrix, Elisa Gargiulo, no último sábado (22). Ela disse isso no camarim da Associação Cultural Cecília, logo após se apresentar na 3ª edição do Distúrbio Feminino Fest – em comemoração aos 20 anos de lançamento do álbum de estreia da banda, Girl Gathering (1997). Continue lendo “20 anos depois, Dominatrix mostra que o riot grrrl não morreu”

Guns N’ Roses: 30 anos depois, o apetite ainda é insaciável

A capa original do álbum
A capa original do álbum

João Pedro de Lima Fávero

Apesar do discurso outsider desde a sua origem nos anos 70 (e que perdura até hoje), o rock pesado e o heavy metal estavam no auge do sucesso na segunda metade dos anos 80 tanto nos Estados Unidos como em outros lugares do mundo. Continue lendo “Guns N’ Roses: 30 anos depois, o apetite ainda é insaciável”

The End of Evangelion e a transcendência violenta

O pôster original traduzido em inglês: bastante convidativo para um programa de fim de semana
O pôster original traduzido em inglês: bastante convidativo para um programa de fim de semana

Nilo Vieira

Os 26 episódios de Neon Genesis Evangelion já bastariam como justificativa para o culto quase fervoroso acerca do anime: seu teor filosófico ainda ecoa fortemente na geração Y, cada vez mais acometida pela depressão, e dialoga também com a parte de pancadaria da série. O único possível porém seria para o final que, apesar de compreensível em seu tom mais leve (não à toa, virou meme), talvez não fosse o ideal e nem o mais realista – nós adoramos desfechos felizes para distúrbios existenciais, mas não nos contentamos sem ver toda a trajetória sofrida do protagonista que, no fim, tomamos como projeções de nós mesmos. Continue lendo “The End of Evangelion e a transcendência violenta”

Tribalistas e a minha velha infância

tribalistas capa 15 anos já sei namorar

Elisa Dias

A possibilidade de escrever crítica musical foi anulada automaticamente do meu plano de ideias no momento em que a cogitei. Simplesmente porque, em segundos, um pequeno fluxo de pensamentos a respeito me mostrou quão complexa é a minha relação com a música. Complexa porque, a meu ver, a minha visão a respeito é a mais baudelairiana possível, sem indícios de qualquer análise técnica que comprove de alguma forma o que eu quero dizer. Um texto crítico sem embasamento é mais um achismo pro mundo – e o mundo já está bem cheio disso, convenhamos. Continue lendo “Tribalistas e a minha velha infância”

Melhores discos de Junho/2017

Divine, em uma clássica cena de Pink Flamingos (1972)
Divine, em uma clássica cena de Pink Flamingos (1972)

Adriano Arrigo, Gabriel Leite Ferreira, Matheus Fernandes e Nilo Vieira

Em sintonia com as comemorações LGBTQ+, a curadoria de junho está bem mais colorida em relação ao mês anterior. Não que os álbuns sejam todos serelepes e upbeat – afinal, como a foto acima sugere, o niilismo também é cada dia mais universal -, mas a paleta está bastante diversificada. Temos opções de trilha para dançar loucamente e/ou para curtir com seu amorzinho no frio, como você pode conferir abaixo.

Continue lendo “Melhores discos de Junho/2017”

Em Melodrama, Lorde dança com a tristeza

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(Foto: Divulgação)

Leonardo Santana

Na madrugada de seu aniversário de 20 anos, Lorde publicou uma carta aberta para seus fãs. Matando a jovem introvertida e quase blasé que surgiu em 2013 e pondo-a num “mausoléu adolescente”, Ella Marija Lani Yelich-O’Connor descrevia os últimos tempos como cruciais para a novíssima pessoa que o mundo estava prestes a conhecer. “Pure Heroine foi o meu jeito de consagrar a nossa glória adolescente, iluminando-a para sempre para que essa parte de mim nunca morra, e esse álbum — bem, este é sobre o que vem depois”. Continue lendo “Em Melodrama, Lorde dança com a tristeza”