<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Mosquito &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/mosquito/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/mosquito/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 23 Oct 2020 17:25:13 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Mosquito &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/mosquito/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Em Mosquito, culpa não significa redenção</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/mosquito-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/mosquito-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2020 19:57:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[44 Mostra]]></category>
		<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[Competição Novos Diretores]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[João Nunes Monteiro]]></category>
		<category><![CDATA[João Nuno Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[Mosquito]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra SP]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Evangelista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=16073</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Exibido na 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o português Mosquito reúne dois importantes componentes dos filmes de guerra. Primeiro, apresenta uma figura central que passa por todos os infortúnios, próprios e dos demais, para chegar ao tão sonhado objetivo, nesse caso alcançar seu pelotão na selvagem Moçambique de 1917, passando &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/mosquito-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Mosquito, culpa não significa redenção"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/mosquito-critica/">Em Mosquito, culpa não significa redenção</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16074" aria-describedby="caption-attachment-16074" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-16074" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1-1.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1-1.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16074" class="wp-caption-text">O longa, uma coprodução de Portugal, Brasil e França, faz parte da Competição Novos Diretores da 44ª Mostra (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibido na 44ª <a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">Mostra Internacional</a> de Cinema em São Paulo, o português </span><a href="https://44.mostra.org/filmes/mosquito"><i><span style="font-weight: 400;">Mosquito</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> reúne dois importantes componentes dos filmes de guerra. Primeiro, apresenta uma figura central que passa por todos os infortúnios, próprios e dos demais, para chegar ao tão sonhado objetivo, nesse caso alcançar seu pelotão na </span><a href="https://www.dw.com/pt-002/mo%C3%A7ambique-palco-de-disputa-sangrenta-na-primeira-guerra-mundial/a-19430654"><span style="font-weight: 400;">selvagem Moçambique</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 1917, passando por entre as entranhas da Primeira Guerra Mundial. E em segundo lugar, o longa faz uso da mente humana como inimiga de si mesma, pregando peças tanto no protagonista quanto no espectador.</span></p>
<p><span id="more-16073"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado livremente nos eventos reais da vida do avô do diretor </span><a href="https://44.mostra.org/diretores/joao-nuno-pinto"><span style="font-weight: 400;">João Nuno Pinto</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mosquito </span></i><span style="font-weight: 400;">visita a Primeira Guerra fugindo dos conflitos na França, e dando camadas ao continente africano. Zacarias, o soldado cretino vivido com uma pessoalidade ardente por João Nunes Monteiro, caminha pelo inferno e por seus demônios pessoais para selar sua trêmula jornada do ‘herói’. É por ele que nós percebemos que os </span><a href="http://personaunesp.com.br/uma-mulher-alta-critica/"><span style="font-weight: 400;">traumas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da Guerra não são simples ou unidimensionais. </span></p>
<figure id="attachment_16075" aria-describedby="caption-attachment-16075" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-16075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/2-1.jpg" alt="" width="2048" height="858" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/2-1.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/2-1-300x126.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/2-1-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/2-1-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/2-1-1536x644.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/2-1-1200x503.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16075" class="wp-caption-text">O ‘Mosquito’ do título é referência ao inseto que pica Zacarias, que acaba contraindo malária (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro elucida questões clássicas dos filmes de guerra (conflitos internos, dificuldades físicas e a auto sabotagem), mas o truque de mestre é quando dá o protagonismo no colo de um jovem de 17 anos, que no fundo não sabe nada da vida. O </span><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou longa de </span><a href="https://cinematecando.com.br/importancia-dos-filmes-coming-of-age/"><span style="font-weight: 400;">amadurecimento</span></a><span style="font-weight: 400;">, de Zacarias é potente, tanto por lidar com um personagem de índole questionável, quanto por enfiá-lo em poucas e boas, que moldam sua mente e comportamento da maneira mais nociva possível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os coadjuvantes que o cercam fazem seu papel e logo saem de cena, mas são vitais para a formação do soldado. O sargento bigodudo lhe empresta os palavrões e a linha dura, além do racismo escarrado. Os escravos que conhece formam silêncios perturbadores. Fora isso, a figura das mulheres da vila é um ponto chave para o arco de queda e redenção que o filme se propõe a traçar.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Mosquito </span></i><span style="font-weight: 400;">nunca perpassa comentários sociais, trabalhando muito no documentar dessa que é uma história demasiada sentimental de um familiar do diretor. O luso-moçambicano João Nuno Pinto, além de comandar atrás das câmeras, escreveu o argumento da trama, que virou roteiro nas mãos de Fernanda Polacow e Gonçalo Waddington. Por conta disso, muitas das atitudes grotescas de Zacarias passam batido, caindo numa ótica mais </span><a href="https://iffr.com/en/2020/films/mosquito"><span style="font-weight: 400;">sensível</span></a><span style="font-weight: 400;"> e irretocável de alguém que significa muito ao realizador do longa.</span></p>
<figure id="attachment_16076" aria-describedby="caption-attachment-16076" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-16076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3-1.jpg" alt="" width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3-1.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/10/3-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16076" class="wp-caption-text">Mosquito abusa de tons amarelos e marrons nas cenas noturnas e fechadas, transformando as sequências em melancólicas pinturas à óleo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de Nuno Pinto investe em acariciar a arisca natureza africana. Ele filma tomadas longas e abertas, sabendo onde alocar seus personagens e como movê-los em tela. Nada soa fora do lugar em </span><i><span style="font-weight: 400;">Mosquito</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo as mais de duas horas tomam pequenos </span><a href="https://www.rfi.fr/pt/mo%C3%A7ambique/20200622-filme-mosquito-estreia-se-em-fran%C3%A7a"><span style="font-weight: 400;">fôlegos</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os núcleos que o protagonista visita. A fotografia de Adolpho Veloso, em casamento com a música de Justin Melland, induz a metamorfose da selvageria que o filme solidifica na figura do povo africano. No fim das contas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mosquito </span></i><span style="font-weight: 400;">ainda se trata de uma visão colonizadora, mesmo que fora dos eixos europeus que nos acostumamos a assistir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A visão do ‘bom moço’ corrompido pela guerra de Zacarias, todavia, salienta que sua culpa em momento algum é sinônimo de redenção. A longa cena de ritual, seguida da sequência sexual, é exemplo maciço da falsa sensação de controle que o português trabalha para manter. Até a forma com a qual </span><i><span style="font-weight: 400;">Mosquito </span></i><span style="font-weight: 400;">retrata os cânticos, costumes e a vivência dos nativos de </span><a href="http://omirador.over-blog.com/2018/11/um-seculo-depois-a-historia-de-mocambique-na-primeira-guerra-mundial.html"><span style="font-weight: 400;">Moçambique</span></a><span style="font-weight: 400;"> busca iluminar o soldado como alguém digno. Se é digno de pena, simpatia ou ódio, resta ao espectador definir. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mosquito – trailer | IFFR 2020" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/G6eZ6AVwBZk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/mosquito-critica/">Em Mosquito, culpa não significa redenção</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/mosquito-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">16073</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
