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	<title>Arquivos Moonwalker &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>The Weeknd tenta a redenção audiovisual em Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes, mas escorrega em um roteiro no escuro</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 19:09:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém spoilers Eduardo Dragoneti Após sua atuação amplamente criticada na série The Idol, da HBO Max, o multiartista Abel Tesfaye (The Weeknd) volta a se arriscar no mundo audiovisual e protagoniza  seu primeiro longa-metragem: Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes. Contracenando com nomes de peso como Jenna Ortega e Barry Keoghan, o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/hurry-up-tomorrow-alem-dos-holofotes/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "The Weeknd tenta a redenção audiovisual em Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes, mas escorrega em um roteiro no escuro"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso:</i></b><i><span style="font-weight: 400;"> O texto contém spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_35325" aria-describedby="caption-attachment-35325" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35325" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/tudo-o-que-sabemos-sobre-o-novo-filme-estrelado-por-the-weeknd_divulgacao-800x450.jpg" alt="A imagem mostra o artista musical Abel Tesfaye (The Weeknd) com uma expressão aflita, em meio a partículas de chamas e faíscas em um cenário escuro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/tudo-o-que-sabemos-sobre-o-novo-filme-estrelado-por-the-weeknd_divulgacao-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/tudo-o-que-sabemos-sobre-o-novo-filme-estrelado-por-the-weeknd_divulgacao-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/tudo-o-que-sabemos-sobre-o-novo-filme-estrelado-por-the-weeknd_divulgacao-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/tudo-o-que-sabemos-sobre-o-novo-filme-estrelado-por-the-weeknd_divulgacao-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/tudo-o-que-sabemos-sobre-o-novo-filme-estrelado-por-the-weeknd_divulgacao-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/tudo-o-que-sabemos-sobre-o-novo-filme-estrelado-por-the-weeknd_divulgacao.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35325" class="wp-caption-text">O filme foi lançado no Brasil em 15 de maio de 2025 (Foto: Lionsgate Films)</figcaption></figure>
<p><b>Eduardo Dragoneti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após sua atuação amplamente criticada na série </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-idol-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Idol</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, o multiartista Abel Tesfaye (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-weeknd-starboy-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">The Weeknd</span></a><span style="font-weight: 400;">) volta a se arriscar no mundo audiovisual e protagoniza  seu primeiro longa-metragem: </span><i><span style="font-weight: 400;">Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Contracenando com nomes de peso como Jenna Ortega e Barry Keoghan, o filme parece buscar redenção para a imagem audiovisual do cantor. No entanto, o que se desenha é um desastre narrativo embalado por trilhas de seu último álbum homônimo.</span></p>
<p><span id="more-35319"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo nos primeiros minutos, a obra estabelece seu foco: o delírio de um músico atormentado por drogas, álcool, insônia e assombrado por fãs obsessivos e memórias distorcidas. A </span><a href="https://youtube.com/shorts/1WBaOSka4iY?si=C48ntcr5b3uyZMIo"><span style="font-weight: 400;">cinematografia</span></a><span style="font-weight: 400;"> intimista, comandada por Chayse Irvin, tenta dar densidade a um roteiro que, embora ambicioso, é desarticulado. Há momentos em que o espectador não sabe se está testemunhando um episódio real, um delírio ou apenas uma alegoria sem amarras. A pergunta que ecoa durante todo o longa – &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Ele passou por tudo aquilo ou não passou por nada?</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; – infelizmente nunca encontra resposta.</span></p>
<figure id="attachment_35321" aria-describedby="caption-attachment-35321" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35321" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-800x450.png" alt="A imagem mostra o ator Barry Keoghan (loiro, usando um casaco de lã claro) com a cabeça apoiada no ombro de Abel Tesfaye (The Weeknd) (cabelo escuro, barba e corrente dourada, com os braços cruzados e olhos marejados) em um camarim com espelhos e luzes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-2.png 1536w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35321" class="wp-caption-text">Além de contar com 8 músicas do último álbum de The Weeknd, o longa também resgata o hit global Blinding Lights, do álbum After Hours, e Gasoline, de Dawn FM (Foto: Lionsgate Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa gira em torno das letras do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Hurry Up Tomorrow</span></i><span style="font-weight: 400;">, transformando cada cena em um videoclipe autorreferente. Apesar de visualmente estiloso, com  enquadramentos experimentais que são marca registrada do diretor </span><a href="https://youtu.be/notYm0SDueU?si=QpXBkljAqGMHVtpW"><span style="font-weight: 400;">Trey Edward Shults</span></a><span style="font-weight: 400;">, a produção falha ao tentar construir uma narrativa sólida: são muitas ideias jogadas, simbolismos rasos e conexões forçadas. O resultado é uma experiência arrastada, pretensiosa e, por vezes, involuntariamente cômica, como nas cenas em que The Weeknd tenta entregar emoção e só consegue despertar desconforto. Se a intenção era mostrar vulnerabilidade, o efeito foi oposto, uma vez que suas expressões vazias comprometem qualquer impacto dramático.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abel, que além de atuar também fez parte da produção e assinou o roteiro com o diretor e Reza Fahim, parece nunca ter definido com clareza o rumo da narrativa, tampouco o tom ou o estilo da obra. O espectador é lançado de um drama a um suspense, até ser surpreendido por um terror estranho e desconexo, inserido no meio de uma verdadeira </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2025/05/17/critica-hurry-up-tomorrow-the-weeknd-filme/"><span style="font-weight: 400;">disforia audiovisual</span></a><span style="font-weight: 400;">. A impressão que fica é a de que o cantor tentou experimentar livremente elementos de seu imaginário, mas falhou ao tentar harmonizá-los, comprometendo a experiência de fãs que esperavam ver sua redenção no Cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem realmente salva a produção de um colapso completo é </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandinha-1a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jenna Ortega</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sua atuação como Anima, a jovem misteriosa que invade a vida do protagonista, é intensa e enigmática. Há camadas em sua performance que o texto jamais se dá ao trabalho de explorar. Ela sustenta as poucas cenas que funcionam, mesmo quando sua personagem toma decisões inexplicáveis, como incendiar a casa da própria mãe, sem que o filme se preocupe em oferecer qualquer desenvolvimento psicológico ou justificativa narrativa para essas atitudes. O resultado é mais uma pergunta solta em um mar de metáforas mal amarradas: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ela é louca? Ou só parte de mais um delírio do protagonista?</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<figure id="attachment_35323" aria-describedby="caption-attachment-35323" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35323" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-2-800x450.png" alt="A imagem mostra a atriz Jenna Ortega em um cenário de inverno com neve no chão, vestindo uma jaqueta marrom com gola de carneiro e jeans, enquanto carrega uma bolsa preta e um galão de gasolina vermelho. Ao fundo, uma estrutura em chamas produzindo muita fumaça, e montanhas distantes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-2.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35323" class="wp-caption-text">Negative Six (música no estilo progressive house) de Threestripes, marca a introdução explosiva da intensa e desequilibrada Anima (Foto: Lionsgate Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A trilha sonora, como era de se esperar, é um dos pontos altos. As canções do </span><a href="https://youtu.be/R4UUEf2XuWg?si=J5F0um4dxPVGAwOx"><i><span style="font-weight: 400;">álbum homônimo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> embalam o longa com qualidade técnica inegável, criam atmosferas hipnóticas e, em certos momentos, quase salvam a experiência. Mas quando a música é o que mais funciona em um filme, talvez ele devesse ser só um álbum visual e não uma obra cinematográfica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros cantores já se aventuraram no Cinema, com resultados mais bem-sucedidos. Em 1988, Michael Jackson levou fãs às salas com </span><a href="https://youtu.be/muOfjiMAIKw?si=tmh9heNGeXLOdLIr"><i><span style="font-weight: 400;">Moonwalker</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em 2016, Beyoncé elevou o padrão com </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/beyonce-tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-ilemonadei-novo-album-visual-da-cantora/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">Lemonade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um álbum visual coeso e premiado. A diferença é que esses projetos sabiam o que queriam dizer, algo que a obra de The Weeknd não consegue definir. Falta direção, falta roteiro e sobra pretensão. O que poderia ser uma expansão criativa para o artista vira apenas um experimento confuso, envolto por uma trilha sonora boa demais para a produção que a acompanha.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenta falar sobre fama, obsessão, identidade e trauma. No entanto, seu maior pecado é não conseguir dizer nada. A estética sufoca a substância, e o </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2025/05/16/hurry-up-tomorrow-e-filme-egotrip-de-the-weeknd-e-poderia-ser-um-clipe-g1-ja-viu.ghtml"><span style="font-weight: 400;">ego</span></a><span style="font-weight: 400;"> do protagonista se impõe como a verdadeira força por trás da câmera. A pergunta que Abel Tesfaye parece fazer ao espectador – &#8220;Você me entende?&#8221; – encontra uma resposta amarga: Não, e pela experiência, nem valeria a pena tentar.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes | Trailer 2 Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/jcvSpRpnkvY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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