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	<title>Arquivos Misery: Louca obsessão &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Misery: Louca obsessão &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Outubro de 2023</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Oct 2023 19:49:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“(&#8230;) Às vezes, me assusta pensar que os problemas cotidianos podem ser para mim um pouco mais terríveis do que para o resto das pessoas.”  — Samanta Schweblin O que mais assombra é o desconhecido. A aproximação do indivíduo a algo nebuloso, que remete ao comum, mas, de certa forma, possui uma aura em desalinho. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-outubro-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Outubro de 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31735" aria-describedby="caption-attachment-31735" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-31735" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/estanteoctwp-800x420.jpg" alt="O fundo é roxo. No canto superior direito e no canto inferior esquerdo, há duas teias de aranha pretas em menor opacidade. No centro, acima, está o logo do persona, um olho com íris vermelha e um pupila no formato de um play. Abaixo está um livro laranja, apoiado sobre três livros; o primeiro diz “estante do”, o segundo “persona” e o terceiro está o mês, Outubro de 2023. Apoiados ao lado do livro laranja, há um pequeno gatinho de olhos amarelos arregalados e um abóbora decorada na temática de Halloween." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/estanteoctwp-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/estanteoctwp-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/estanteoctwp.jpg 1024w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31735" class="wp-caption-text">Em clima de mês do horror, o Estante do Persona de Outubro brinca de assombração (Arte: Raíra Tiengo/ Texto de abertura: Enzo Caramori e Marcela Lavorato)</figcaption></figure>
<blockquote>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">“(&#8230;) Às vezes, me assusta pensar que os problemas cotidianos podem ser para mim um pouco mais terríveis do que para o resto das pessoas.”</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;"> — <em>Samanta Schweblin</em></span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O que mais assombra é o desconhecido. A aproximação do indivíduo a algo nebuloso, que remete ao comum, mas, de certa forma, possui uma aura em desalinho. Algo no fundo do horizonte, coberto de escuridão e fumaça se faz presente, mesmo que não se possa ver com olhos ainda humanos. O terror e o horror, que nasce não somente de grandes escritores e realizadores do gênero, mas do desenterrar das sensibilidades do inconsciente, e da explicitação do desconhecido não somente enquanto o outro, mas o que não sabemos de nós mesmos. No mês de Outubro de 2023, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><span style="font-weight: 400;">Estante do Persona</span></a><span style="font-weight: 400;"> permite se adentrar ao colapso do corpo e do cotidiano pelo grotesco e pela violência, explicitada nas discussões do Mês do Horror, que tomou a Literatura da autora Mariana Enriquez como ponto central de reflexão.</span></p>
<p><span id="more-31734"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra da escritora, jornalista e professora argentina foi escolhida para o entendimento do que é, em uma perspectiva que constrói, do horror social das desigualdades e violências das </span><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/resenhas/l/espectros-no-rio-da-prata"><span style="font-weight: 400;">ditaduras</span></a><span style="font-weight: 400;"> latino-americanas, da misoginia e do preconceito racial, o Terror enquanto um gênero literário contemporâneo. O gótico moderno e político de Enriquez, também explorado por autoras como Samanta Schweblin, Selva Almada e Monica Ojeda, é a sua maneira de transformar o que abisma em um percurso narrativo de deslumbramentos e mistérios, além de, socialmente, explorar a opressão e subverter protagonismos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu diálogo do terror com o realismo cria riscos à </span><a href="https://www.fg2021.eventos.dype.com.br/trabalho/view?ID_TRABALHO=5306"><span style="font-weight: 400;">unidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> da matéria ontológica dos corpos de suas personagens, tornando os sujeitos, com suas próprias individualidades, em uma massa de seres supérfluos, amorfos e apenas aterrorizados pelo temor e pelo trauma social. Nisso, Enriquez denuncia as violências dos corpos sobre outros corpos como alegorias políticas, construindo uma literatura que, além de subverter o padrão canônico e </span><a href="https://www.revistas.usp.br/novosolhares/article/view/204052/196852"><span style="font-weight: 400;">racista</span></a><span style="font-weight: 400;"> de H.P Lovecraft, não se faz por figuras irreais e sobrenaturais, mas pela indicação de algo anti-natural e em incongruência com o real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, </span><a href="https://intrinseca.com.br/livro/os-perigos-de-fumar-na-cama/#:~:text=Um%20homem%20marginalizado%20semeia%20desgra%C3%A7as,um%20sacrif%C3%ADcio%20em%20um%20balne%C3%A1rio."><i><span style="font-weight: 400;">Os perigos de fumar na cama</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se traduz em todo esse horror social que é explorado pela autora argentina. O livro, lançado em 2023 pela Intrínseca, nos guia pelos 12 contos de uma maneira bem descritivista e esse ponto é essencial para entender o que Enriquez quer nos fazer sentir: raiva, angústia, melancolia, ódio e tristeza. Ao relatar acontecimentos tão palpáveis, mas ao mesmo tempo construídos de formas fantasiosas, percebemos que as sequelas e as próprias violências sociais e os preconceitos se materializam em um texto brutal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É digno dizer que Mariana Enriquez traz para a obra algo muito visceral em todos os sentidos, seja nos conteúdos das histórias, nos seus desenvolvimentos ou nas histórias sem um final definido – o que leva o leitor a utilizar a imaginação para dar continuidade ao horror. Com isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os perigos de fumar na cama, </span></i><span style="font-weight: 400;">cujo título</span> <span style="font-weight: 400;">inspirado em um </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/pensar/2023/10/07/interna_pensar,1572859/mariana-enriquez-e-as-primeiras-licoes-de-pavor.shtml"><span style="font-weight: 400;">cancioneiro estadunidense</span></a><span style="font-weight: 400;">, anuncia suas maldições de quem se atrever aos seus apuros dá abertura ao Estante do Persona de Outubro 2023 e as suas aterrorizantes indicações para o mês mais macabro do ano.  </span></p>
<h3>Dicas do Mês</h3>
<figure id="attachment_31740" aria-describedby="caption-attachment-31740" style="width: 348px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31740" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Misery-1.png" alt="A capa é do livro Misery: Louca Obsessão. O seu plano de fundo é uma floresta ao entardecer. O chão é coberto de neve e o primeiro plano é uma máquina de escrever antiga e enferrujada com neve em cima. Na parte superior central da imagem, temos o nome do autor Stephen King em letras brancas e finas. Abaixo, o título “Misery” em uma letra blocada vermelha e na folha saindo da máquina de escrever, a outra parte do título: “Louca Obsessão.”" width="348" height="500" /><figcaption id="caption-attachment-31740" class="wp-caption-text">A adaptação rendeu à Kathy Bates uma indicação ao Oscar na categoria Melhor Atriz (Foto: Editora Suma)</figcaption></figure>
<p><b>Stephen King &#8211; Misery: Louca Obsessão (328 páginas, Editora Suma) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode estourar o </span><i><span style="font-weight: 400;">Chandon</span></i><span style="font-weight: 400;">, você acabou de escrever o último livro de uma longa série que, no fundo, sempre odiou um pouquinho. Com o manuscrito em mãos, segue com seus planos de comemorar e respira, finalmente, os ares da liberdade. No entanto, não contava com a previsão do tempo e um acidente acontece. A boa notícia: você é salvo. A má notícia é por Annie Wilkes. Ao acordar depois de dez dias, as primeiras informações que Paul Sheldon recebe são péssimas: ele não sente seus pés e está preso com sua fã número 1. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Misery: Louca Obsessão</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">best-sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Stephen King, prende pela completa agonia, que chega a ser paralisante. Nos sentimos na pele do protagonista, vivendo as angústias que apenas um prisioneiro consegue sentir. A ansiedade de ser pego, a desesperança de uma salvação e os planos de fuga que embalam a narrativa, além da assombrosa Annie, nos acompanham pelas páginas muito bem construídas de King &#8211; tão bem construídas que foram adaptadas para as telas pelo diretor Rob Neider. No cinema ou na literatura. Cuidado: há risco de você enlouquecer junto com Paul Sheldon.</span><b> &#8211;</b> <b>Clara Sganzerla</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31736" aria-describedby="caption-attachment-31736" style="width: 533px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-31736" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1-533x800.jpg" alt="Capa do livro A causa secreta. A capa possui um preto com bolinhas brancas. Ao centro superior, há o título do livro A Causa Secreta na cor laranja. Logo abaixo, como se fosse um rasgo no meio da capa, uma pessoa, em preto e branco, aparece ao fundo do rasgo em um plano branco. A continuação da pessoa, por cima do rasgo, é um esqueleto. Sua mão tenta sair pelo rasgo. No centro do crânio da caveira aparece o nome do autor, Machado de Assis, em laranja. No canto inferior direito, há a logo da Editora Itapura." width="533" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/A-causa-secreta-1.jpg 1000w" sizes="(max-width: 533px) 85vw, 533px" /><figcaption id="caption-attachment-31736" class="wp-caption-text">Todas as obras de Machado de Assis estão em domínio público (Foto: Editora Itapuca)</figcaption></figure>
<p><b>Machado de Assis &#8211; A Causa Secreta (8 páginas, Domínio Público)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como um ótimo romancista, Machado de Assis também era um brilhante contista. Ao ler </span><i><span style="font-weight: 400;">A Causa Secreta</span></i><span style="font-weight: 400;"> não espere um terror fantasmagórico, porque está longe disso. Muitos dos contos do autor trabalham o terror a partir do real e, nesse conto, não seria diferente. Na obra, são expostos os terrores presentes no mundo material, sendo eles, muitas das vezes, ocasionados pelo próprio ser humano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Construindo o texto através de uma escrita com bastante detalhes dos acontecimentos,  a história nos apresenta três personagens principais: Garcia, Fortunato e Maria Luísa, que já começam mortos. A partir disso, Machado de Assis nos leva pela narrativa para sabermos o porquê isso aconteceu, como aconteceu e qual seria a ligação entre os três e o terror que assombra cada um deles.</span><b> &#8211; Marcela Lavorato</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31739" aria-describedby="caption-attachment-31739" style="width: 527px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31739" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1-527x800.jpg" alt="Reprodução da capa original da primeira versão do livro Drácula. Capa amarela, com uma linha vermelha fina que acompanha a borda do livro. O nome da obra no topo, em uma fonte grande o suficiente para ocupar toda a horizontal, logo acima do nome do autor, ambos em letras vermelhas, no mesmo tom da linha" width="527" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1-527x800.jpg 527w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1-675x1024.jpg 675w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1-768x1165.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Dracula1.jpg 989w" sizes="auto, (max-width: 527px) 85vw, 527px" /><figcaption id="caption-attachment-31739" class="wp-caption-text">O romance já foi adaptado para o cinema mais de 30 vezes (Foto: Editora DarkSide)</figcaption></figure>
<p><b>Bram Stoker &#8211; Drácula (580 páginas, Editora DarkSide)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Drácula </span></i><span style="font-weight: 400;">é o clássico dos clássicos quando se fala em terror. Em 1897, o autor irlandês Bram Stoker se inspirou nas histórias do folclore da Transilvânia e imortalizou o personagem do Conde Drácula, que vive isolado em seu castelo na terra romena. Após mais de um século desde a sua publicação, o romance ainda se sustenta como uma das histórias mais assustadoras e eficazes do gênero, e está entre as que consolidaram a estética do horror gótico. Além disso, se mantém fresca enquanto retrato da era vitoriana e suas ansiedades, servindo como objeto de análise para os dias de hoje. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por esses e outros motivos que, ao entrar em qualquer loja de fantasias ou festa de Halloween, as chances de você esbarrar com um Drácula são muito altas. Isso além de suas aparições em filmes e nas mais diversas obras culturais, tendo suas incontáveis versões, sejam eróticas ou grotescas, aproveitando das muitas facetas que coexistem na versão original. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos clássicos do cinema mudo, com Nosferatu, ao universo infantil, com Hotel Transilvânia, o vampiro se tornou um dos personagens mais replicados de todos os tempos. Mas, não é só o protagonista que ganhou o </span><i><span style="font-weight: 400;">status </span></i><span style="font-weight: 400;">de ícone do terror, outros personagens também se tornaram inesquecíveis, como Van Helsing, o mais famoso caçador de vampiros, com suas flores de alho e estaca de madeira. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31737" aria-describedby="caption-attachment-31737" style="width: 553px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-31737" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/contos-de-amor-553x800.jpg" alt="Capa do livro “Contos de amor, de loucura e de morte”, do escritor uruguaio Horacio Quiroga e publicado pela Editora Iluminuras. Sobre um fundo bege claro, há os escritos em caixa alta e com serifa “Contos de amor, de loucura e de morte” em letras pretas, e “Horacio Quiroga” em vermelho. Abaixo, há o desenho de uma mão, em preto e branco, e do topo de um vidro, tampado por uma rolha." width="553" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/contos-de-amor-553x800.jpg 553w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/contos-de-amor.jpg 691w" sizes="auto, (max-width: 553px) 85vw, 553px" /><figcaption id="caption-attachment-31737" class="wp-caption-text">O que um travesseiro de plumas, uma galinha degolada e um solitário têm em comum? As palavras sangrentas de Horacio Quiroga! (Foto: Editora Iluminuras)</figcaption></figure>
<p><b>Horacio Quiroga &#8211; Contos de amor, de loucura e de morte (192 páginas, Editora Iluminuras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Andando em uma linha tênue entre a realidade e a imaginação, o uruguaio Horácio Quiroga mostra como o amor, a loucura e a morte se conectam. Passional e sangrenta, a coletânea possui histórias que beiram o delírio, o trauma e a dor. Regados pela angústia e pela inquietude, os contos são aterrorizantes, e trazem detalhes perturbadores, que assustam qualquer leitor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No livro, Quiroga escancara a violência, a instabilidade e o sofrimento presentes na vida humana, e apresenta – de forma nua, crua e descritiva – os mais insanos atos de paixão e de perecimento. Publicado originalmente em 1917, </span><i><span style="font-weight: 400;">Contos de amor, de loucura e de morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Horacio Quiroga é um retrato do Horror e do Terror latino-americano, que – por meio de seus finais inesperados, e detalhes ditos e não ditos – consegue desestabilizar e amedrontar quem quer que esteja lendo. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale</b></p>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-31738" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/salem-1-558x800.jpg" alt="" width="558" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/salem-1-558x800.jpg 558w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/salem-1.jpg 697w" sizes="auto, (max-width: 558px) 85vw, 558px" /></p>
<p><b>Stephen King &#8211; Salem (464 páginas, Editora Suma)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada como vampiros para animar um Dia das Bruxas &#8211; e disso Stephen King sabe bem. Para esconder o mistério, a versão brasileira do segundo romance da carreira do Rei do Horror mudou de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Hora do Vampiro </span></i><span style="font-weight: 400;">para </span><i><span style="font-weight: 400;">Salem</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas a fama que persegue o autor e o imaginário popular não o deixam esconder do que se trata. Isso porque uma casa misteriosa, pessoas doentes do dia para a noite com marcas no pescoço e corpos sumindo na calada da madrugada só podem indicar uma coisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, King homenageia o </span><i><span style="font-weight: 400;">Drácula </span></i><span style="font-weight: 400;">de Bram Stoker como o mestre que é, unindo elementos comuns de história desse subgênero para criar um livro denso, mas que em nenhum momento deixa o leitor relaxar diante do mistério não confirmado. A aura cinzenta e sobrenatural da cidade de Jerusalem’s Lot &#8211; a Salem do título &#8211; se une à mitologia assombrosa da Casa Marsden e do quarteto diverso de personagens principais: um vampiro centenário, um padre atormentado, um escritor traumatizado pela infância na cidade e uma criança com uma mente fértil e mais coragem que os outros três juntos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 464 páginas, Stephen King &#8211; na época, ainda no começo da carreira &#8211; mostra o porquê se tornou a lenda do terror que é hoje, prendendo a atenção do início ao fim no suspense do desconhecido e no apego por personagens cativantes. </span><i><span style="font-weight: 400;">Salem </span></i><span style="font-weight: 400;">virou um clássico por um motivo, mas leia de dia, com as janelas fechadas e um crucifixo a tiracolo. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_31742" aria-describedby="caption-attachment-31742" style="width: 416px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31742" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/killers-1.jpg" alt=" Capa do livro Lady Killers. A obra possui uma capa de fundo cor-de-rosa pink com o título “Lady Killers” em grandes letras brancas no centro. Abaixo, há o texto “Assassinas em série” no mesmo tom de branco em letras menores e inscrito em um fundo oval preto. Nos quatro cantos da capa há ilustrações de cobras na cor preta e ,na parte central inferior, uma tesoura aberta sobre o logo da editora. Na porção superior, há o desenho de um olho dentro de um círculo branco, ele derrama uma lágrima preta. Acima da ilustração está o texto “Entre na mente das psicopatas”. O nome da autora está acima do título. " width="416" height="598" /><figcaption id="caption-attachment-31742" class="wp-caption-text">Entrando no mundo do true crime, o terror de Lady Killers é absolutamente real (Foto: Editora Darkiside)</figcaption></figure>
<p><b>Lady Killers &#8211; Assassinas em série (384 páginas, Editora Darkside) </b></p>
<p>Violência e sede de sangue sempre foram tônicas ligadas ao masculino e, se desde os primórdios da sociedade a mulher é traduzida pela delicadeza, esperar que elas também sejam autoras de assassinatos cruéis parece fora dos trilhos. É aí que <em>Lady Killers &#8211; Assassinas em série</em> entra para provar, em relatos reais, que a lembrança popular não contempla como os maiores crimes da história vem assinados pelas <em>ladys</em>.</p>
<p>Fugindo do lado comum do terror e suas criaturas fantásticas, a obra de Tori Telfer – traduzida no Brasil por Marcus Santana e Daniel Alvez da Cruz – é cruelmente verdadeira. Com uma escrita perspicaz e páginas recheadas de ilustrações feitas cirurgicamente por Jennifer Dahbura, a obra nos dá uma nova perspectiva da mente de grandes assassinas. Assustador em sua própria interpretação,<em> Lady Killers</em> vai pegar você também. <strong>&#8211; Jamily Rigonatto</strong></p>
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